História My aunt, my family, my queen and my love. - Capítulo 10


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Categorias As Crônicas De Gelo e Fogo (Game of Thrones)
Personagens Daenerys Targaryen, Jon Snow
Tags Game Of Thrones, Jonerys
Visualizações 93
Palavras 1.177
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Demorei, mas não os abandonei. Cap curto, só pra vocês terem uma ideia de como será o próximo.
Dracarys.

Capítulo 10 - Forte e Poderoso


O sol surgiu entre as montanhas mais preguiço hoje, ou talvez, os deuses quisessem marcar o dia da maneira deles. Pouco a pouco os cidadãos foram saindo de suas casas e iniciando mais um dia. A patrulha de soldados era vista em cada esquina, sempre atentos a tudo. Dos bordeis alguns homens saiam depois de uma noite de libertinagem, estes ainda possuíam uma taça de vinho, mas ao verem a guarda da rainha se controlavam para não gerar problemas. 

No palácio os três herdeiros dormiam tranquilos entre seus pais, logo acordariam reivindicando seu alimento. Os reis, ambos cansados de uma longa semana já tinham despertado, porém permaneciam no conforto dos lençóis. Suas mãos unidas envolvendo suas crias, os cabelos da rainha prateada espalhados pelo travesseiro, Jon sabia que ela pouco dormira durante a noite, Daenerys vez ou outra acordava durante a madrugada ofegante, e suada alguns pesadelos lhe incomodavam e depois de desperta nem todo carinho que o nortenho lhe desse faria ela não dormir novamente. 

- Sei que está acordada.  Com a voz baixa e rouca devido ao sono, o lobo branco se diz fazendo pequenos círculos com seu polegar no dorso de sua mão. 

- Volte a dormir Jon. O sol ainda não terminou de raiar. Rebateu a rainha, soltando um longo suspiro. 

Mas Daenerys sabia que seu marido não voltaria a dormir. A falha tentativa de manter os olhos fechados - para despista-lo- havia falhado miseravelmente. Depois de tantas lutas Jon adquiriu o habito de acordar várias vezes durante a noite em alerta, isso tinha diminuído com o nascimento de seus filhos e com a chegada de Daenerys na sua vida, porém, esta noite, ele acordou com os movimentos e resmungos de sua rainha. 

- Eu perdi o sono desde sua primeira revirada na cama. - Respondeu gentilmente abrindo os olhos encarando o belo rosto levemente amaçado pelo sono de Daenery.  - Outro pesadelo? 

Dany abriu seus olhos com a pergunta revelando o brilho violeta que existiam. 

- Quando eu era criança, Viserys me contou que alguns Targaryens possuíam a habilidade de prever o futuro ou algo parecido. Fico me perguntando se são apenas sonhos... são tão reais. Daenerys fala a meio tom de voz. 

- Sobre o que são esses sonhos? 

- Sobre nós, nossa família. Mas nunca é muito claro. - Deixa escapar um suspiro - Vejo você de joelhos na grama, seu olhar virado pro mar e o forte vento balançando seus cachos. Chamo por você que olha para trás me convidando com um sorriso a me aproximar. Tem alguém com você. 

- E então? 

- Eu vou até você, mas quando chego perto o suficiente pra ver quem seria. Eu acordo. É frustrante. 

A rainha se vira na cama passando as mãos em seus cabelos prateados, visivelmente frustrada. 

- Deixe isto pra lá. Foi só um sonho. Jon fala puxando-a pra perto de si. - Já temos muito com o que se pensar hoje. Falou dando um singelo beijo na testa da rainha.  

Ambos continuaram na cama por mais algumas horas antes que Missandei e algumas criadas entrassem trazendo o desjejum e auxiliassem com os príncipes. 

 

Ponto de vista Arya. 

 

O mar estava revolto hoje, mas nenhuma nuvem de chuva escondia o sol forte. Na praça, o pequeno palco já estava pronto e os que passavam pelo local paravam para encara-lo. O Norte se lembra. Agulha estava devidamente afiada e presa em minha cintura, mas não seria ela que eu usaria, apesar de forte ela era fina demais.  

-Arya? - escutei a voz de Gendry atras de mim. - O que faz aqui tão cedo? 

- Onde mais eu estaria. Respondo sem desviar o olhar da praça. 

Ele não entendia; ninguém entendia o que se passava comigo, e, as vezes nem mesmo eu. A raiva e ódio me consumiram por toda minha vida, hoje seriam saciados e minha família, vingada. 

- Sansa procura por você, desde ontem. Fala pondo uma mão em meu ombro. 

- Depois. Não estou com cabeça para ouvir os discursos dela.  

Ele solta um suspiro.  

- Não sei o que está sentindo, mas sei o que hoje significa para você. Se precisa... ou quer ficar sozinha, vou entender. Estarei lá com você. Por você. 

Ele fala antes de começar a se afastar. 

- Gendry. - Vou até ele antes que cruze a porta, minha boca se une a dele, seus braços rodeiam meu corpo. - Obrigada. Falo ao me afastar, ele sorri antes de depositar um beijo em minha testa e me soltar e seguir seu caminho. 

- Direi a sua irmã que não a encontrei.  

Ele sai do corredor, e fantasma entra pela mesma porta vindo até mim.  

- Oi garoto. Tudo certo com os pequenos lobos, não é? - Deslizo minha mão por seu pelo branco. - Vamos cuidar bem deles. Ninguém vai fazer nenhum mal a nossa família de novo, não depois de hoje. As pessoas vão aprender a não cutucar os lobos de Winterfell. 

A porta se abre novamente e meu olhar se prende nos guardas. Cersei Lannister segue até mim, com correntes nos braços. 

- De longe se parece com seu pai. Achei que fosse o fantasma dele.

- Não fale dele. - Corto sua fala. - Poupe suas últimas palavras para quando eu puser a espada em seu pescoço. 

- A puta Targaryen vai me enforcar. Não terá este prazer. 

Fantasma solta um rosnado em sua direção. 

- Olhe em volta, Lannister. Não vejo nenhuma forca. - Digo indo para dentro do castelo. - Vejo você em alguns minutos. Um sorriso aparece em meu rosto.  

.... 

Não demora para Daenerys e Jon aparecerem. Ambos sérios e calados. Tyrion, Sansa, Gendry e Davos logo atrás deles. O olhar de meus irmãos recai sobre mim, e silenciosamente sem dizer uma só palavra seguimos para fora. Jon segura a mão de Daenerys passando em minha frente.  

Sansa ao chegar até mim, oferece a sua mão. 

- Quando a neve cai e os ventos brancos sopram, lobo solitário morre... 

- Mas a alcateia sobrevive. Completo aceitando sua mão. 

E juntas saímos para vingar nossa família.  

A última vez em que estivemos aqui, Sansa estava sendo segurada e chorava e implorava por misericórdia de Joffrey. Eu estava na multidão, vendo o povo gritar para que o bastardo matasse meu pai. E assim ele o fez, lembro ver como os passaros voaram ao som da espada decepando sua cabeça, os gritos das pessoas sessaram por um momento e meu coração falhou uma batida, apenas para bater no segundo seguinte. Uma batida de raiva, ódio e desejo de vingança. Em meus olhos as lágrimas de dor desceram, silenciosamente.  

E eu estou aqui novamente. O sol sobre minha cabeça enquanto subo os degraus e encaram a desgraçada que destruiu minha família. Cersei sente meu olhar sobre si e me encara, meu rosto se fecha sob seu olhar e ela volta a encarar o povo. 

 O inverno pode chegar até mesmo sob o sol forte. E para Cercei Lannister, o inverno chegou forte como nevasca e poderoso como uma tempestade. 

 



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