História My Babysitter Is Shorter Than Me (IZONE) - Capítulo 1


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Categorias Iz One (IZ*ONE / IZONE)
Personagens Eunbi, Hyewon, Nako, Yujin
Tags Ahn Yujin, Hkt48, Iz*one, Nakjin, Nako, Produce48, Yabuki Nako, Yujin
Visualizações 9
Palavras 2.092
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, LGBT, Shoujo (Romântico), Yuri (Lésbica)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Mundane


Podia-se dizer que Nako era relativamente mimada. Talvez privilegiada fosse a palavra certa. Ela estava no Ensino Médio, com seus dezoito anos (reprovar não é nada legal), e olhando ao redor, tudo o que ela via era estresse. Alunos sobrecarregados com cursinhos, aulas privadas e, em alguns casos, trabalho. Todos competitivos, alvejando as melhores faculdades e, claro, profissões bem pagas. Em busca de status. E Nako não era ninguém para dizer o que eles deveriam ou não fazer, mas ela sabia que não queria fazer parte daquilo. Daquela corrida sem linha de chegada.

Em retrospectiva, Nako às vezes se sentia incompetente. Por ter tudo, ela nunca tinha precisado fazer nada... E justamente por isso não sabia fazer nada.

Portanto, quando ela ouviu sua irmã mais velha, Eunbi, reclamando sobre como uma de suas colegas de trabalho estava tendo dificuldades para encontrar uma babá, uma ideia que Nako certamente não teria explorado sozinha cruzou sua mente.

Para um trabalho como aquele, um diploma não era um requerimento. Ela não teria que lidar com papelada, tampouco ir buscar café para superiores desaforados. Formalidades extremas e maquiagem? Não. Terno? Muito menos. Salto alto? Desnecessário.

Perfeito.

Nako pediu à irmã uma forma de contatar a mulher, e algumas horas depois, já tinha agendado um dia para ir conhecer a casa e sua possível futura chefe.

 

 

Nako se surpreendeu ao descobrir que a mulher morava em Gangnam, provavelmente o bairro mais rico de Seul. Mas isso não foi tudo. Ao visitá-la, ela também viu que na verdade, a casa era meio que grande demais para ser considerada uma casa...

Mansão parecia um termo mais apropriado.

O terreno era enorme, e só o quintal dela já era no mínimo algumas vezes maior que a casa de Nako.

Ela pressionou a campainha.

Em alguns segundos, o interfone chiou e Nako ouviu uma voz.

– Pois não?

– B-Bom dia, meu nome é Nako, eu sou a–

– Eu estava te esperando – a voz interrompeu. – Pode entrar, Nako.

– Ah, c-certo…

 

 

Nako concluiu que Hyewon (o nome da anfitriã) era uma mulher estranha. Talvez não de maneira negativa, mas ainda era cedo para falar. Ela não exatamente antipática. Aliás, parecia antipática, mas todo esse estoicismo podia muito bem ser involuntário. A assertividade exacerbada a fazia soar rude.

– Bem... – Hyewon estava do outro lado da mesa, encarando-a. Uma parte de Nako estava suando frio, mas mais por causa do constrangimento do que pela ocasião propriamente dita. Ela gostaria de conseguir o emprego, mas se não conseguisse, bom, não era como se ela tivesse sonhado noite e dia em se tornar uma babá. – Você vai passar o dia com a Yujin, como combinado, e se ela gostar de você, está contratada.

Sério? Fácil assim?

Não, espera. Talvez Nako estivesse falando cedo demais. Havia a possibilidade dessa criança ser uma pestinha asquerosa.

– Certo.

– Agora eu preciso ir, já desperdicei muito tempo. A Yujin está no quarto dela. Terceiro quarto à direita, segundo andar.

Hyewon se levantou e Nako fez o mesmo, acompanhando-a até a porta. Antes da mulher ir, ela a ofereceu uma reverência e desejou bom dia. Para o bem ou para o mal, aparentemente seu jeito de suprimir o desconforto era puxar saco.

Nako olhou ao redor.

De acordo com o que Nako havia conversado com Eunbi, Hyewon era uma mãe solteira. Ou seja, a única pessoa naquela casa além dela era a sua filha. E ainda assim, elas tinham inúmeros quartos, múltiplos banheiros, e um jardim onde poderiam ser construídas pelo menos outras duas residências – o silêncio era gritante. O barulho do mundo exterior não adentrava o lugar, e sons produzidos na casa jamais ecoavam pelo local como esperado, tão vasta era a imensidão da mansão.

Parecia um pouco solitário.

Nako não se importaria de ser solitária numa mansão.

 

 

Nako bateu na porta.

– Mãe? – uma voz fofa perguntou de dentro do quarto.

Não era como se ela pudesse dizer “É a Nako...”. Elas nunca tinham se visto antes.

– A-A sua mãe foi trabalhar. Eu sou a babá, sua mãe não te falou sobre mim?

Sem resposta.

Eventualmente, Nako ouviu o som dos passos se intensificar na direção dela, até que a porta foi aberta.

– É um prazer te conhecer, Yujin – Nako disse com um sorriso, esforçando-se ao máximo para parecer simpática. – Meu nome é Nako.

A garota coçou a própria cabeça, confusa.

– Quantos anos você tem?

Nako não esperava esse tipo de reação, mas não questionou.

– D-Dezoito. Por quê?

Yujin riu.

– É que você é muito pequena – ela comentou. Pôs a mão na cabeça de Nako e em seguida, a trouxe de volta ao próprio corpo em linha reta. Quando os seus dedos aterrissaram nas narinas, nivelados com as maçãs do rosto, Yujin riu novamente. – Acho que nem de salto você fica do meu tamanho.

E naquele momento, Nako decidiu que tinha odiado a pirralha.

 

 

Por algum motivo, aos olhos de Nako, Yujin não se parecia em nada com uma garota de doze anos. Algo na forma com que ela se portava, talvez a confiança extrema que beirava a pirraça, lhe soava como um indicativo de uma maturidade contraditória à idade. Com isso em mente, Nako veio a se perguntar o porquê de uma babá ser necessária. Não era como se ela fosse uma criança de cinco anos, filha de uma mãe pobre.

– Nako-unnie, você tá pensando em quê?

Elas estavam na sala de estar, o barulho da televisão descontinuando o silêncio torturante da mansão. Nako tinha sentado no sofá. E Yujin, que tinha optado pelo chão, encarava-a com o corpo parcialmente inclinado para trás.

Nako questionou a intimidade:

Nako-unnie?

– Você é a minha babá – Yujin disse. – Não é melhor a gente ficar confortável o quanto antes?

– Isso se a sua mãe decidir me contratar – Nako observou, tentando não soar chata, como uma forma de avisá-la para não pôr a carroça na frente dos bois.

– É só eu falar pra ela que gostei de você.

Yujin tinha um sorriso bonito. Bonito, mas com vestígios de malícia.

Quanto a essa malícia, Nako não sabia dizer se ela era obra de sua desconfiança, um delírio subsequente ao excesso de cautela, ou se ela de fato existia. Era de se esperar, a julgar pela desenvoltura prematura de Yujin. Mas ela não queria fazer julgamentos precipitados.

– Eu fico feliz. – Nako retribuiu o sorriso da mais nova. – Mas ainda assim, a gente mal conversou. Se você decidir muito rápido, pode acabar descobrindo mais pra frente que na verdade eu sou uma babá chata, já pensou? Seria inconveniente pra sua mãe e pra você.

Yujin deu de ombros.

– Todas as minhas outras babás eram velhas idiotas, que só queriam saber de me obrigar a fazer o dever de casa – ela falou. – Mas você é um chaveirinho fofo. Muito melhor.

Nako não conseguia acreditar nos seus ouvidos.

– U-Um chaveirinho fofo?!

Sua opinião não tinha mudado. Ela ainda odiava Yujin.

Mas, sério, qual exatamente era a função dela como babá? Conversando com Eunbi, o suposto desespero de Hyewon passava a impressão de que ela tinha literalmente um bebê em mãos, uma criaturazinha minúscula que precisava dos mais atenciosos cuidados. Em vez disso, Yujin era uma garota de doze anos, [infelizmente] muito mais alta que Nako e certamente capaz de lidar com a ausência da mãe. 

...Era quase como se Nako estivesse sendo contratada para servir de companhia para Yujin, e não para atuar como uma espécie de autoridade, cuidando dela e restringindo-a quando e se necessário.

– Ei, Yujin.

– O que foi, Nako-unnie? – a garota perguntou, sem tirar os olhos da TV.

– O que as suas outras babás faziam?

– Hmmm… Elas cozinhavam, faziam eu arrumar o meu quarto e fazer a lição, e...

Meu Deus do–

Nako não sabia por que isso não tinha passado pela sua cabeça antes. Quer dizer, cozinhar? Ela só sabia fazer macarrão instantâneo. E fritar ovo.

– E? Só isso?

– E iam me buscar na escola.

– Entendi.

Nako não queria ser chata, mas a verdade era que em sua concepção, se a rotina de Yujin era aquela (passar os dias sozinha numa mansão enorme), a vida da garota não era muito invejável, mesmo com todo o dinheiro da mãe. Uma parte de Nako queria perguntar, entre outras coisas, se ela não tinha amigas, mas caso ela fosse contratada, seria apenas uma questão de tempo para que perguntas pequenas como essa respondessem a si mesmas.

– Yujin, você não tá entediada? Vamos fazer outra coisa.

A garota virou a cabeça, os olhos escaneando-a com uma curiosidade que confirmaram a suspeita de Nako.

Ela estava de fato entediada, mas estranhamente, era como se estivesse convicta de que não havia nada melhor para fazer.

– Tipo o quê? – ela perguntou, as pupilas brilhando.

– O dia já tá acabando, então nós não temos muitas opções – Nako explicou. – Ainda assim, que tal o seguinte? A gente vai comprar sorvete juntas e amanhã você pode escolher o que vamos fazer.

– Mas eu não tenho dinheiro. – Yujin retrucou, cabisbaixa.

Confusa, Nako franziu o cenho.

– Uh... Eu vou pagar.

E Yujin curvou as sobrancelhas.

– Se você tivesse dinheiro, por que trabalharia como babá?

É. Às vezes a confusão de uma criança, sempre acompanhada dessa honestidade afiada, podia ser um tanto quanto nociva.

Nako se levantou do sofá.

– Vamos logo, pirralha, antes que o sol se ponha.

Emburrada, Yujin se levantou e correu em direção à Nako.

– Pirralha?!

 

 

No caminho à sorveteria, Nako decidiu que aprenderia a cozinhar. Treinaria em casa para alimentar Yujin. Estando tão perto de obter seu primeiro emprego, e tendo prometido fazer as vontades da garota no dia seguinte, Nako não gostava da possibilidade de desistir perante uma adversidade tão risível. Até porque se tratava de algo que eventualmente, ela teria que aprender de um jeito ou de outro. Bem, ela só esperava não acabar intoxicando a criança.

Eventualmente, Nako percebeu que sua mão estava entrelaçada com a da Yujin.

Ambas estavam em completo silêncio, andando pelas ruas conforme o laranja do sol brilhava incandescente na margem do mundo. O cair da noite evidenciava o brilho de algumas poucas estrelas.

Nako não tinha o que falar. Não para uma garota de doze anos. E presumiu que o contrário também se aplicava, a julgar não só pelo silêncio da Yujin, mas também pelos olhos vazios dela, que encaravam tudo e todos, mas ao mesmo tempo nada especificamente, como se ela estivesse imersa em pensamentos ou na ausência destes.

A verdade era que aquele silêncio era muito mais confortável que o esperado.

 

 

Quando elas voltaram, Nako não pôde deixar de notar a expressão de assombro no rosto de Hyewon, que tinha acabado de chegar em casa, se transformar numa de alívio.

Também não demorou para Nako perceber o erro que tinha cometido.

– Onde vocês estavam? – Hyewon perguntou, ainda meio alarmada, os olhos alternando entre Nako e Yujin.

– Eu levei Yujin pra–

– Eu queria picolé – Yujin respondeu, deixando passar despercebida a preocupação da mãe. Estava concentrada em não deixar o picolé pingar na roupa.

– Perdão, Hyewon-ssi. – Nako abaixou a cabeça. – Eu devia ter imaginado que você ficaria preocupada se chegasse em casa e não visse ninguém, mas te mandar uma mensagem é algo que nem passou pela minha cabeça.

Hyewon sorriu.

– Tudo bem, Nako. Mas na próxima tente se lembrar.

Na próxima? Isso significa que...?

– C-claro! – Nako exclamou, entusiasmada. – Isso não vai se repetir...

Yujin assistiu a interação com olhos entediados, Nako notou através de sua visão periférica. As íris castanhas prestavam atenção ao rosto de Nako, quase como se buscassem evidências de um crime ou embasamentos para expectativa.

– Mãe! – Yujin exclamou, entrelaçando seus dedos com os de sua nova babá.

Hyewon pareceu surpresa pela proximidade inesperada das duas, um sorriso dócil e maternal se desenhando em seus lábios.

– O que foi, querida?

– Eu gostei da Nako!

 

 

O rosto de Hyewon no último minuto vinha deixando Nako desconfortável. A hesitação era evidente, e em alguns momentos, ela parecia estar suprimindo um riso. Ao menos a contratação já havia sido confirmada.

– Sabe, Nako...

– Sim?

– Eu estava me perguntando se você ficaria brava se eu falasse algo.

– I-Imagina! Pode falar.

– Quando você chegou em casa com a Yujin, de mãos dadas... – Os lábios da Hyewon se alargaram, uma risadinha abafada e efêmera ecoando na garganta. – Se a Yujin não fosse minha filha e eu não conhecesse vocês, diria que ela é sua irmã mais velha.

Nako riu, – fingiu rir –, junto.

– Hein, quanto de altura você tem?

Mas é claro que Hyewon tinha que ultrapassar os limites. Tal mãe, tal filha.

– 1,49...

Hyewon começou a gargalhar.

Nako decidiu que não só odiava a filha, como também odiava a mãe.


Notas Finais


se não flopar demais, pelo menos um capítulo por semana eu acho que consigo postar #paz


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