História My Beautiful Oppa - Imagine Jeon Jungkook - Capítulo 20


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Blackpink, Monsta X
Personagens Hyung Won, Jennie, Jeon Jungkook (Jungkook), Joo Heon, Jung Hoseok (J-Hope), Ki Hyun, Kim Namjoon (RM), Lisa, Personagens Originais, Show Nu, Won Ho
Tags Bangtan Boys (BTS), Imagine, Jeon Jungkook, Jungkook, Romance, Você
Visualizações 155
Palavras 2.180
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 20 - Flashback project: Tragedy


-Claro que isso não acabou ai, tem muita coisa, e essa é a segunda pior...a pior vem no final mas enfim...também teve aquele baile de máscaras aqui em casa sabe?


-Sim, eu lembro dos comentários que saíram…


-Isso me dói, saber que usaram isso como se fosse algo midiático...mas aqui vou te contar a verdade...




Flashback on



Era Março, meus pais faziam 11 anos de casados, sim, a mesma idade que eu faria naquele mesmo ano, meus pais se casaram porque minha mãe estava grávida, provavelmente esse foi o maior motivo, não creio que eles realmente chegaram a se amar de verdade quando não estavam na minha frente e viviam um teatro, no qual os pais são perfeitos e os filhos têm a visão de que eles são seu heróis. Na verdade, isso nem sempre é real como pensam…


Meu pai odiava festas, mas não sei como, exatamente naquele ano ele decidiu organizar uma festa em comemoração ao aniversário de casamento deles, um baile de máscaras propriamente dito. 

A real é que a organização ficou na responsabilidade de minha mãe, que confiou a Yeonji para que checasse os convidados e enviasse os convites a cada um deles. Me lembro de ver mamãe sorrindo enquanto via os preparativos para esse baile, enxergava nela um brilho o qual sempre vi mas que se destacava em meio a tantos ornamentos em seu corpo.

Sra. Jeon sempre foi muito vaidosa, mas isso não fazia com que ela perdesse sua humildade, sempre tratou todos com igualdade e odiava qualquer tipo de preconceito, principalmente depois de descobrir que seu irmão, meu tio, era transexual, o mesmo foi expulso de casa e humilhado em frente a toda a família julgado como uma vergonha e aberração. Mas minha mãe não o deixou de lado, o aceitou e o levou até nossa casa e o acolheu, hoje ele deve estar por aí, da última vez que soube dele na época, estava no Brasil vivendo sua vida casado com a pessoa que o faz feliz, e era isso que sempre admirei em minha mãe, que mesmo com suas formas de ver o mundo nunca deixou de acolher e amar as pessoas, diferente de meu pai que sempre foi uma pessoa que não conversava e quase nunca sorria, creio que fui uma das únicas pessoas com quem ele realmente interagia sem medo algum, pois mesmo conhecendo a rispidez daquele homem, ele demonstrava verdade quando falava que me amava, hoje em dia chego a duvidar um pouco disso.


Enfim, quando finalmente chegou o dia dessa festa, algo super misterioso aconteceu.

Mas antes, a festa começou bem, antes do caos que viria…


-Jungkook, por favor, você não pode ficar lá embaixo, isso é uma festa de adultos. - disse minha mãe rindo enquanto me via emburrado na porta do banheiro do quarto, de braços cruzados olhando para ela.


-Mas eu quero! Não vou conseguir dormir com barulho… - disse eu batendo os pés no chão contestando a vontade de minha mãe.


-Kookie meu anjo, você pode ficar jogando no seu video game, tenho certeza que vai ficar entediado lá embaixo. E é melhor que você não ouça o que algumas pessoas conversam. - disse minha mãe agora um pouco séria com seus braços cruzados.


-Meu amor vamos descer? - pergunta meu pai a minha mãe enquanto entra com parte de seu tronco pela porta - e você garotinho, quer ficar na festa também? Filho te digo… - ele vem até mim e sussurra para mim se abaixando para ficar a minha altura - essas festas são um saco.


-Amor, vamos descer, e Jungkook, espero que você me obedeça, sabe que amamos você mas estamos te livrando de algo que pode ser inconveniente. Se quiser comer algo, só pedir para Rose que estará aqui no corredor. - minha mãe vem e me beija na testa e bagunçando meu cabelo.


Continuo ali no canto emburrado enquanto os dois saem rindo do quarto. Mal sabia que ficar ali naquele quarto me pouparia de ver parte do pior dia da minha vida, ou se eu simplesmente não estivesse aqui.



(...)



"As horas se passavam e a festa estava rolando, meus pais lá embaixo ainda recebendo os vários convidados e eu tendo que ficar nesse quarto, se pelo menos S/n pudesse estar aqui o tempo passaria mais rápido, ou eu também poderia contar para ela como eu gosto dela, já sei, vou escrever uma carta."

Pensava eu, depois de um tempo eu realmente escrevi essa carta e ela ficou até que ficou bonitinha, pra um garoto de 11 anos estava boa apesar de hoje em dia eu conseguir escrever algo melhor.


Com tudo aquilo já feito, não havia mais o que fazer, então eu fui espiar o que estava acontecendo na festa. 

Rose tinha ido ao banheiro, então eu aproveitei essa chance e saí bem cautelosamente do quarto, fui até o corrimão da escada e dali eu fiquei olhando meus pais recebendo vários empresários e alguns conhecidos, alguns eram familiares outros eu nunca vi na vida. Eu olhava para os dois e conseguia perceber que estavam felizes, minha mãe principalmente que se preocupou para que tudo saísse perfeitamente.

Até que chegaram várias mulheres juntas, penso que eram umas 10, todas bem arrumadas, mas o que me deixou intrigado foi o fato de chegarem todas juntas. 

O choque mesmo veio quando uma delas beijou meu pai, e não foi um beijo qualquer, inclusive, vi uma outra beijando minha mãe o que me deixou boquiaberto.

Minha mãe deu um tapa na mesma sem acreditar no que estava acontecendo.


-O que significa isso? - pergunta meu pai em alta voz empurrando a mulher que havia o beijado fazendo a mesma cair no chão, seu semblante era de raiva.


-Agora o daddy vai se fazer de sonso? Sabe bem o que queremos! - diz uma mulher que sai do fundo erguendo seu queixo para cima em um tom autoritário e direto. -Queremos o que prometeu a todas nós.


-Não faço ideia do que estão falando! Seguranças tirem todas essas loucas daqui, e façam questão de que sejam todas presas! - grita meu pai enquanto puxa minha mãe para mais perto dele pela cintura, e apontando para os seguranças que estavam se aproximando das mulheres.


Até que uma delas ergue uma arma e atira no lustre que ficava no hall de entrada da casa fazendo o mesmo cair e despedaçar por toda a casa atingindo todos os que estavam ali.

A mulher que atirou estava com seu rosto sangrando devido aos pedaços de vidro que voaram para sua cara, mas a mesma continuava em uma pose de dominadora e um sorriso sarcástico.


-Não vamos a lugar nenhum…você vai vir conosco. -disse ela indo em direção ao meu pai que estava encolhido no canto.


Logo, minha mãe surge do lado da mulher e quebra um vaso em sua cabeça, olha para ela no chão caída com asco, e logo depois derruba um pedaço do vaso que permaneceu em sua mão. 


-Você deixou isso acontecer Jeon...deveria ter feito o que essas mulheres queriam...agora...não me importo mais…- minha mãe fala sem olhar para meu pai, já chorando um pouco em um tom de tristeza.


Logo a vi subindo as escadas vagarosamente, enquanto meu pai permanecia perplexo no chão, olhando para tudo aquilo e para os convidados que também estavam assustados com o ocorrido.

Eu corro para o meu quarto e finjo que nada aconteceu, me jogo na cama e ali fico, minha mãe entra e olha para mim triste.


-Arrume suas malas Jungkook, nós vamos embora. - diz ela pegando uma mochila minha e abrindo, colocando em minha cama, apontando para a mesma pedindo que eu colocasse apenas o necessário.


Ela pede a Rose que arrume suas coisas, pois somente eu e ela iríamos embora, assim ela faz.

Eu obviamente faço o mesmo, enquanto minha mãe vai para o escritório de meu pai fazer algo o qual eu não sabia.


Depois de arrumar minhas coisas, minha mãe sai do escritório com uma maleta que parecia estar pesada, Rose estava esperando minha mãe com suas coisas próximo a escada.


-Vamos meu filho. - minha mãe pega em minha mãe com um sorriso forçado, enquanto eu continuo sem entender.


Ela desce as escadas e vai embora na frente de alguns dos convidados olhavam para nós saindo dali, pelo menos o que sobrou dos convidados, alguns haviam ido embora e os que ficaram sequer falaram algo para minha mãe, as mulheres já não estavam mais ali, pairou um clima de tensão por toda a casa e um silêncio que piorava toda a situação.


Saímos de casa e minha mãe logo me coloca no banco de trás do carro que estava estacionado em frente ao portão.


-Amor! Por favor espere! - meu pai corria até nós.


Minha mãe fechou a porta do carro e ali fiquei, apenas ouvindo os gritos de meus pais, eles se xingavam e trocavam ofensas ao mesmo tempo que meu pai tentava explicar a situação para minha mãe, a mesma não queria ouvir nada e simplesmente entra no carro. 

Meu pai sem pensar entra também e se senta no banco do passageiro.


-Sai daqui Jeon, eu não quero saber de você mais! - gritava minha mãe dando socos em meu pai que estava sentado ao seu lado.


-Me escute por favor, eu tenho que te explicar! Eu te amo! - dizia meu pai que tentava desviar das mãos de minha mãe.


-Pare de mentir! Nada disso estaria acontecendo se você realmente me amasse seu cretino. - dizia minha mãe parando de bater em meu pai, e chorando com sua cabeça e seu braços no volante do carro.


Logo ela para de chorar, e sem dizer nada, ela liga o carro, e do nada surge uma Yeonji desesperada entrando no carro pelo banco de trás me jogando para o lado.

Sem se importar, minha mãe começa tira o carro da casa e sai correndo com ele, ela estava correndo demais deixando meu pai assustado.


-Pare esse carro por favor Soomin, eu preciso falar com você! Você vai bater esse carro. - dizia meu pai com calma mas de certa forma um pouco tenso.


Yeonji permanecia quieta e minha mãe ainda dirigia.

Em uma tentativa frustrada de tentar fazer minha mãe parar o carro, meu pai joga suas mãos para o volante, pedindo ainda que ela parasse o carro, e o carro fazia um zig zag pela pista, aquilo fez com que eu não conseguisse enxergar quase nada.

Até que Yeonji coloca sua mão no freio de mão e o puxa, fazendo o carro capotar e parar no acostamento. 


Não consegui ver mais nada depois disso, só me lembro de acordar o carro estava virado, meu pai estava sangrando e desacordado, minha mãe estava com parte de seu corpo jogado para fora do carro.

Eu estava preso ali, mas consegui sair depois de chutar a porta com o pouco de força que me restava, e o sangue que escorria pela minha cabeça.

Depois de abrir a porta, vi minha mãe sangrando e inconsciente também, olhei desesperado para aquela situação e começo a chorar.


-Mamãe acorde, por favor! - dizia eu chorando e chacoalhando minha mãe tentando fazer com que acordasse.


Quanto mais eu tentava menos eu conseguia, não tinha mais força, apenas a abracei ali, sabia que estava morta, eu tinha uma certa noção disso mas alguma coisa me dizia que ela tinha chance se eu conseguisse chamar ajuda. Mas eu estava triste demais, só sabia chorar e gritar, além da dor física, minha alma doía, meu coração doía, eu queria morrer ali.

Nada mais fazia sentido para mim, nada…


Em meio ao choro e ao desespero, vejo Yeonji se levantando e andando com dificuldade, ela estava indo embora, apenas olhou para trás uma vez e pude perceber que ela estava sorrindo, como se tivesse feito algo que queria e conseguiu.

Não me surpreendo com isso hoje, mas naquele dia ficou claro para mim a bruxa que Yeonji era, a partir daí conheci a verdadeira Yeonji.



(...)



Minutos depois, algumas pessoas pararam ali perto e chamaram a ambulância, eu já estava sem reação, não falava nada e tudo o que me sobrava eram minhas lágrimas, não tinha o que sentir em um momento como aquele.

Perder seus pais já é ruim, agora ver isso acontecendo é pior ainda, parece que você é fraco e incapaz...era assim que eu me sentia e me sinto até hoje.

Fraco, incapaz…



Flashback Off



-Jungkook, você não é fraco, nem incapaz, assumir sua fragilidade já é um sinal de força, você suportou tudo e superou cada fase da sua vida de uma forma tão linda que incapaz e fraco não são as palavras que te definem, sua fragilidade não te faz fraco, só demonstrando o quanto você pode de tornar um profissional em se reerguer, você é mais do que pensa ser Jungkook…


Kookie olha para mim e sorri, sei que ele sabe disso, mas creio que ele precisava ouvir isso de alguém, mesmo que sua mente estava martelando coisas negativas durante muito tempo.








Continua....


Notas Finais




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