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História My Best (Boy)Friend - Capítulo 22


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Notas do Autor


Primeiro bônus! A partir de agora eles serão postados dia sim dia não. Talvez eu falte algum dia porque minhas férias vão acabar em breve (infelizmente ;-;).

Esse bônus se refere a uma pequena parte do capítulo 2.

Como eu disse, os bônus serão focados no nosso Kiri. Esse em específico vai abordar um pouco a família dele também.

Boa leitura!

Capítulo 22 - Sensações Estranhas (BÔNUS)


Fanfic / Fanfiction My Best (Boy)Friend - Capítulo 22 - Sensações Estranhas (BÔNUS)

     “Alguém havia conquistado o valente coração do avermelhado. Descobrir isso foi na realidade bem simples. O difícil foi saber quem era essa pessoa que tanto mexia com a cabeça de Kirishima. Era um verdadeiro mistério da classe 2A que envolvia apenas as meninas.”

O que elas não imaginavam, é que não era "ela", mas sim, "ele".

Desde que entrara na Academia, Bakugo despertara a curiosidade de Kirishima. No começo, achou que ele seria um esquentadinho imprudente, mas a verdade é que ele também conseguia ser frio e calculista. Kirishima ficou sedento por saber mais a seu respeito, o que Bakugo escondia com aquele jeito tão convencido? Então, mesmo que com medo da reação do loiro, começou a se aproximar mais. Por fora, Katsuki exibia uma personalidade hostil e era extremamente habilidoso em combate. Mas para Eijiro, não era apenas aquilo. Por trás de todos aqueles xingamentos existia apenas um garoto que não se expressava muito bem, mas queria apenas seguir seu sonho de se tornar um herói.

Muitas pessoas não conseguiam enxergar isso, mas Kirishima conseguiu. Dia após dia sua admiração crescia junto com a amizade dos dois. Ele não conseguia acreditar que alcançara o coração tão amargo do explosivo. A cada mínimo (e quase imperceptíveis para as pessoas de fora) gesto de amizade, o falso ruivo ficava ainda mais alegre. Os dois se davam bem e ele não podia negar que sentia-se orgulhoso toda vez que Bakugo o chamava pelo nome, e não por apelidos ou xingamentos como o resto da sala. Sentia que era especial para Katsuki, assim como o mesmo era especial para si.

O tempo foi passando calmante até que certas sensações estranhas tomassem conta da cabeça de Eijiro. Certa vez Bakugo estava o ajudando com uma questão que não entendera. Estavam na mesa da sala em comum do prédio, frente a frente. Com um lápis, Katsuki apontava os erros do outro, corrigindo-os. O olhar de Kirishima caiu sobre a mão do loiro, estendida ao lado do caderno. Por alguns segundos, quis segurá-la. Apertou a barra de sua bermuda, como se tivesse medo de sua mão criar vida e fazer tal ato.

- Oh idiota, você prestou atenção?

- O quê? Ah, foi mal, da pra repetir a última parte?

- Se você ficar dormindo eu não te ajudo mais. Agora presta atenção!

Alguns dias depois, os dois estavam no refeitório, sentados lado a lado, Kirishima estava comendo algumas batatinhas, enquanto Bakugo aproveitava seu sanduíche de presunto e queijo. Novamente os olhos de Kirishima se direcionaram ao amigo a seu lado. Dessa vez, ficou observando seu rosto. O movimento que suas bochechas faziam enquanto mastigava prendeu sua atenção, e quando se deu conta, estava aproximando seus rosto da mesma. Levantou de repente, o que chamou a atenção de alguns alunos em volta.

- Que merda você tá fazendo?

- E-eu, eu, eu, eu vou buscar, hã, vou buscar um pouco de refrigerante, tchau!

E saiu rapidamente, deixando um Bakugo que o olhava confuso. Afinal, ele nem sequer tinha aberto a latinha que pegara antes dos dois se sentarem.

Aqueles sentimentos atordoavam o ruivo. Por que Bakugo não saía de sua cabeça? E por que a cada dia que passava ele ficava mais... bonito? Toda vez que o loiro o olhava sentia como se as pernas não funcionassem mais. Pensando sobre isso durante uma aula, se pegou desenho inúmeros corações no canto da folha. O barulho que os dois lados do caderno fizeram quando Kirishima o fechou rapidamente, serviu para acordá-lo. Foi aí que percebeu que estava gostando de Bakugo.

(...)

- Quando seus irmãos estão brincando fora, a casa fica tão silenciosa né? - a mãe de Kirishima era uma mulher muito bonita, de porte ligeiramente musculoso. Sua pele era morena e possuía cabelos pretos, que costumava deixar preso num rabo de cavalo. Os olhos eram de um azul oceano. Cílios grandes e lábios carnudos, além de um belo sorriso.

- É.

- Chega a ser estranho. Aquele seu relógio sempre fez "tic-tac"?

- Hum, acho que sim.

- Qualquer dia desses vamos acabar ficando surdos, viu?

- Poisé.

- ...Eijiro, tá tudo bem?

Os dois estavam aproveitando que o resto da família passava a tarde com a tia, para dar uma organizada na casa. Arrumando o quarto que compartilhava com um dos irmãos mais novos, Kirishima tinha um semblante triste.

- Hã, tá, tá tudo bem.

- Você anda meio tristinho esses dias. Sabe que pode falar comigo, não sabe?

Kirishima caminhou até umas das camas e se sentou, pensativo. A mãe guardava alguns carrinhos e pelúcias no baú de brinquedos. Talvez se sentisse melhor se falasse com alguém, mas tinha medo da reação da mãe. O que ela iria pensar se soubesse que ele gostava de garotos? Kirishima não tinha nenhum problema com isso, mas nunca pensou que faria tão parte de sua realidade como agora.

- Sabe mãe, é que eu...

- Você?

- Eu, hã, eu gosto de uma pessoa...

A mulher parou um instante e encarou o filho. Deu largo sorriso, seguido de uma risada nasalada. Depois voltou a guardar os bonecos espalhados.

- Ah, então era isso? Você não precisa ficar com vergonha, Eijiro. Na sua idade, é normal que se interesse por alguma menina.

- Esse é o problema. Não é uma garota.

O barulho constante de bonecos jogados um após o outro dentro do grande baú parou de repente e foi substituído por um silêncio constrangedor. Hinami olhava visivelmente surpresa para o filho, que mantinha os olhos fixos no copo plástico que havia pegado para guardar mas que agora, segurava forte, encarando o laranja vivo de sua parte interna.

- Você... nossa eu não... eu não sabia que... ah querido... - ela começou e Eijiro sentiu o nó se formando em sua garganta, embora lutasse para manter as lágrimas dentro dos olhos - ...não precisa ficar assim. Tá tudo bem... - ela dizia enquanto caminhava até o filho, sentando-se ao seu lado e o abraçando, enquanto secava as lágrimas que Kirishima não pôde mais segurar.

- Mas, é que mãe, todo santo dia pessoas sofrem tanto por causa disso! - sua voz estava mais fina e embargada.

- Eijiro, isso é por que querendo ou não existem pessoas ignorantes e preconceituosas no mundo. Mulheres, negros e qualquer pessoa diferente passa pela mesma coisa. Isso não quer dizer que o problema está em você. O problema está nelas! Elas são as erradas, não importa o que digam! - Hinami apertou mais o filho enquanto dizia - Não foi você que disse que ia lutar contra as pessoas malvadas?

Kirishima deixou escapar um pequeno sorriso. A mãe beijou levemente sua testa. Segurou seu queixo para garantir que ele a olhasse.

- Não importa o que aconteça, ou quem você seja. Eu vou continuar sendo sua mãe e te amando muito, viu?

- Valeu, mãe. Também te amo. - Kirishima disse e foi sua vez de abraçar a mais velha.

- Bem, agora que resolvemos isso, pode ir me contando quem é esse engraçadinho aí viu? Ele estuda? Quer trabalhar com o quê? Como é a família dele? Tem problemas com a polícia? Olha que eu não vou deixar você sair com essa gente que mexe com drogas, hein? – Kirishima soltou uma risada.

- Então, você lembra daquele amigo que te falei? O Bakugo?

- ......mentira!

- Poisé.

- Você se mete em cada uma, viu garoto?


Notas Finais


Bom, é isso!

Para deixar claro, a família Kirishima é composta de seis pessoas. Eijiro mora com sua mãe e é o mais velho de 5 filhos.

Eu me inspirei em várias fanarts/posts em diferentes plataformas para descreve-los. Esse capítulo foi mais superficial, mas vou entrar em mais detalhes na (possível, mas quase confirmada) continuação.

Beijinhos de marshmallows...

Tchau!!


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