História My Best Friend 2 - Capítulo 4


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Categorias The 100
Personagens Clarke Griffin, Lexa
Tags Clexa
Visualizações 243
Palavras 3.777
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Enjoy
p.s: sorry os erros

Capítulo 4 - Capitulo 3


Clarke on

Não tenho dormido bem, passo boa parte da noite bolando planos e revivendo momentos em minha mente, e com isso, já acordo cansada. Levanto-me no melhor modo zumbir, mais dormindo do que acordada e pego a primeira roupa que vejo pela frente. Lexa já está na cozinha quando saio do banho, cozinhando algo que cheira deliciosamente bem. Dou bom dia a ela e ela me abraça. A segunda coisa que sinto, logo após seus braços em volta de mim, é um calor insano.

Sorrio, comento sobre o cheiro bom, tomamos café juntas e ela fala da luta que se aproxima, e finjo que não estou olhando para seus seios. Após o café, prometo lavar a louça quando chegar da lanchonete e me despeço com o habitual beijo no rosto, então saio. Logo que entro no elevador, abro um pouco a blusa, por que peguei uma tão quente? Prendo o cabelo e me abano com uma apostila. Como eu conseguir resistir a Lexa, estando de top, realçando seu belo par de peitos durinho, tão linda e tão perto de mim, nem eu sei.

Minha mão me liga quando estou no metrô.

“Bom dia, mãe”.

“E aí, filha? Vocês transaram de novo?” – Pergunta alto demais.

“Mãe, onde você está?”

“No tribunal”.

“Alguém respeita os vereditos juíza que pergunta a filha nessa altura se ela transou na noite passada?”

Alguns olhares caem sobre mim no metrô e percebo que acabei falando alto demais também.

“Que mal-humorada! Pelo visto não rolou, não é? O que houve? Porque quando cheguei ao seu apartamento ela estava mais do que disposta a transar com você”.

“Vocês não podem ter realmente conversado sobre isso”. – Jogo, mas sei que se tratando da minha mãe, nada é impossível.

“Amor, ela estava desolada porque você não queria mais saber dela. Seja qual for esse plano que está seguindo, continue. Só não deixe a menina não mão. Você sabe como a Lexa, funciona”.

“Essas vozes no fundo são seus colegas de trabalho? Eles estão ouvindo nossa conversa?”

“Filha, deixa de ser quadrada. Quem é que não transa hoje em dia? Todo mundo sabe o que é sexo. Todo mundo faz, então não sei porque não falar sobre ele. Eu preciso desligar agora, se cuida”.

“Tchau, mãe”.

Sou milimetricamente avaliada por três pares de olhos logo que chego à lanchonete, e quando dou meu bom dia no modo zumbi, minhas amigas desanimadas constatam que eu não transei na noite passada.

- Então vocês conversaram? – Harper pergunta enquanto arrumamos as mesas.

- Sim. Sobre muitas coisas. Mas não sobre nós.

- E como ela a tratou? Como se nada tivesse acontecido?

- Na verdade, ela está sendo a Lexa devassa que estava sendo antes de dormirmos juntas.

- Isso é bom! Quer dizer que a deseja! Por que então não dormiram juntas de novo?

- Porque não. Não estou à disposição dela!

Harper me olha de maneira divertida.

- Você está sim!

- Mas, Lexa, não precisa saber disso, ok? Ela precisa achar que por mais que tenha gostado da nossa noite, não espero que ela deixe ser quem ela sempre foi e queira algo a mais comigo. E que aceitei isso, para querer me provar que estou errada.

- Entendi. Bom plano. Indiferença, por menor que seja ela, é sempre uma boa maneira de conquistar alguém. Só toma cuidado com isso, porque você está esperando que ela mude.

Ela pega seu avental e se afasta e sei que ela tem razão, tenho mesmo que me concentrar mais nos oitenta por cento, do que nos vinte.

Charlotte aparece meia hora atrasada como todo dia, dá bom dia como se não fosse nada demais, coloca seu avental e repara minha roupa. Faz uma careta para minha blusa larguinha e quente. E solta um palavrão quando seus olhos caem em minha saia longa.

- Que merda está usando? Suas roupas são todas assim? As que não são de criança, são de velha? Clarke, se eu fosse uma pessoa cujo avião caiu, que ficou dez anos num deserto, sobrevivendo de insetos e sem me lembrar de como é uma mulher. Então fosse resgatada por um avião militar repleto de homens e deixado numa cidadezinha qualquer. E a primeira mulher que encontrasse fosse você, eu não ia querer transar com você. E mesmo que eu descobrisse que você é a única mulher nessa cidade, então começaria a reparar melhor nos homens, porque você com essa roupa está broxante.

Fico sem palavras por alguns segundos, e então tento recolher minha autoestima do chão.

- Uau! Você sabe como acabar com alguém logo de manhã.

- Estou dizendo isso porque sou sua amiga. Foi apenas um exemplo.

- Nem quero pensar no que fala para suas inimigas. Isso foi cruel.

- Você precisa de roupas novas. Ou vamos ao shopping esta tarde, ou você vai usar o meu guarda-roupa.

Tento lembrar de alguma calça que a Charlotte tenha, ou ao menos uma sai decente, e ela simplesmente não tem.

- Ok, vamos ao shopping.

A lanchonete fica há duas quadras de uma escola primária, cujos professores são todos homens. Não é tão incomum professores de primário aqui, mas os dessa escola em particular, são jovens e muito bonitos. São clientes preferidos das meninas. Hoje, um dos professores mais educados e fofos que frequentam a lanchonete (e amor platônico da Charlotte) trouxe seu irmão. O irmão é a cara dele, os mesmos olhos castanhos, o mesmo cabelo escuro desgrenhado. Porém, seu porte físico é o que o difere do irmão. Como as meninas parecem descontroladas com a visita, e Charlotte nunca serve o professor, diz que não quer que ele espere isso dela quando estiverem juntos, sobra pra eu servi-los. Ainda bem que ele é sempre tão educado que nem me importo.

- O que vão querer esta tarde? – Pergunto.

- A loirinha aí está no cardápio? – Diz seu irmão avaliando-me dos pés à cabeça e encaro Charlotte.

Alguém olhou para mim com essa roupa horrorosa. Ela faz uma careta e se afasta.

- Tudo que está no cardápio, está escrito no meu. Se não está escrito aí, então não está disponível. – Respondo de forma educada, o cortando.

Ele sorri e analisa o cardápio enquanto recebe uma reprimenda do irmão.

- Todas as mulheres dessa cidade se vestem muito bem. – Ele diz ainda analisando o cardápio.

Não comento porque imagino que isso não se aplique a mim.

- Quando vejo uma tão coberta, não consigo deixar de pensar no que há por baixo de sua roupa.

- Eu explico para o senhor. Há um Alien que vive grudado na minha barriga e se alimeta dos meus órgãos, a sobremesa dele são os clientes inconvenientes e idiotas.

Ele ri alto e volta a reparar em mim, então perco a paciência.

- Senhor, já que seu irmão não está com fome, vou trazer o seu pedido. – Falo com o professor e me afasto.

Harper é quem leva o pedido a mesa depois, e anota o pedido do irmão tarado do professor. Volta toda vermelha porque ele a cantou, mas ela está adorando. Estou tirando uma mesa que desocupou do lado de fora da lanchonete quando eles se levantam para irem embora. O professor educado se despede mim com um aceno, mas seu irmão, ao passar por mim, passa a mão por todo comprimento do meu braço.

- Foi um prazer te conhecer, baby.

Ele se vira e bate de frente com uma parece de músculos. Lexa aparece bem na hora, e como ela não se importa se é homem ou mulher, ela começa:

- Ninguém chama minha garota de baby. – Diz antes de acertá-lo com tudo na boca.

O rapaz se levanta para revidar, mas vê que se trata de uma garota, apenas com muita força no punho para derrubá-lo. O professor arrasta seu irmão dali. Olho para a cara do meu chefe, parece bravo, acho que não perdi o emprego.

- Boa tarde, baby. – Lexa diz sorrindo para mim como se nada tivesse acontecido e me dá um beijo demorado na testa.

- O que está fazendo aqui?

- Vim salvar você, é claro.

- Se eu perder o meu emprego porque você bateu num cara idiota e aproveitador, além de tarado... é, tudo bem, ele mereceu. Mas, você tem que parar de ser assim Lexa, e se um homem revidar?

- Ele que revide. Meu bem, eu pego em peso todos os dias. E, luto melhor do que muito homem por aí. Gênero não quer dizer nada.

Lexa senta-se em uma mesa e rapidamente se torna o centro das atenções. Até mesmo uma mesa de universitárias a reconhece do clube e pedem para tirar fotos com ela. Enquanto dá atenção a elas, tento fingir que não me importo em como elas tocam demais, mostram os seios demais, e riem alto demais ao redor dela. Essas ridículas!

- É com essa cara que você quer passar o resto da sua vida, Clarke? Foi com ela que você perdeu sua virgindade? Porque eu não a estou vendo afastá-las em respeito a você. – Acusa Zoe.

- Ela não tem que fazer isso, nós não temos nada.

- Não. Ela tem você. É você que não a tem. Eu acho que você ainda vai ser arrepender do que fez, Clarke, você deveria ter me ouvido. Se relacionar com uma devassa já é complicado o suficiente, mas entregar sua virgindade a ela, sem qualquer compromisso por parte dela, foi muita burrice.

- Meus orgasmos não pensam assim. – Respondo para descontrair o clima pesado que se formou, juntamente com o medo em mim de repente.

- Espero que valham a pena.

**

Lexa acha que vou para casa com ela quando saímos da lanchonete, a informo que vou ao shopping com as meninas, e ela se esquiva para ir treinar. Mas antes de insistir em nos acompanhar até o shopping, que fica a poucas quadras da lanchonete. Ela conversa facilmente com as meninas, sem dar em cima delas, ou olhar demais em momento nenhum. Enquanto caminhamos, seus dedos tocam de leve nos meus e ela sorri, e meu coração bobo dá um salto gigantesco. Preciso ir com calma.

Meu celular toca e vejo na tela o nome da Niylah. Ela está me ligando há três dias e me esqueço de retornar. Preciso conversar com ela, essa coisa de sermos amigas não está dando certo, é melhor nos afastarmos de uma vez por todas. Vejo os olhos verdes fixos na tela do meu celular, e sua expressão tranquila de poucos segundos atrás, foi substituída por uma carranca. Antes que eu possa recusar a ligação, ela pega o celular da minha mãe e recusa a ligação.

- O que foi isso? – Pergunto irritada.

- Você não vai atender essa babaca!

As meninas entram no shopping e tento explicar de uma maneira clara, para que ela entenda, sem se fazer de ofendida.

- Você não tem o direito de pegar o meu celular e decidir quem eu posso ou não atender.

- Eu não vou fazer isso. Você só não vai mais falar com essa babaca. Nem adianta me olhar assim, Clarke! Porra! Depois da noite que tivemos, por que você quer falar com ela?

Percebo que mais do que ciúmes, ela está magoada.

- Não tem nada a ver com isso, Lexa. Nós somos só amigas. Há um bom tempo não rolada nada entre a gente. Ela é uma pessoa legal.

Ela pensa por um momento, mas nega com a cabeça.

- Não, não quero que você fale com ela, por favor.

O que estou fazendo? Sendo a Clarke de sempre com ela, atendendo seus pedidos, cedendo ao que a deixa melhor. Não posso agir assim ou meu plano vai todo por água abaixo.

- Você não pode me pedir isso. Nós transamos, Lexa. – Falo o mais baixo possível. – E foi ótimo, mas foi isso. E isso não te dá o direito de decidir quais amigos posso ter. Somos apenas amigas.

Ao invés de retrucar e ficar mais irritada, ela me devolve o celular e abre um imenso sorriso.

- Vai sonhando, Clarke.

Então me dá um beijo rápido no canto da boca, e sai rindo. E eu demoro a voltar a mim porque não consigo entender o que acabou de acontecer aqui.

Olho-me no espelho analisando se terei coragem de sair com essa roupa. Ela não é curta demais, nem colada demais, nem mostra nada que não deveria ser mostrado, só é muito diferente das que costumo usar. A Clarke diante de mim no espelho se parece com uma mulher. E mesmo que eu saiba que não sou mais uma menina há muito tempo, é estranho me ver assim. Eu me sinto bem, e me sinto diferente demais.

*

Três batidas na porta e a voz de Lexa chama do outro lado:

- Clarke, você quer comer algo? Vou preparar nosso jantar!

Respiro fundo, pego minha bolsa e abro a porta.

- Não precisa, obrigada Lexa, mas vou sair com as meninas.

Ela me analisa diversas vezes, pega minha mão e me gira, mas não sei dizer se gostou ou não da maneira como estou vestida.

- Que roupa é essa?

- Está tão ruim assim?

- Não! Você está absolutamente... deliciosa! Eu comeria você agora mesmo! O encontro dos seus seios bem no meio dessa blusa está me deixando louca.

Ela dá um passo em minha direção e enfio a bolsa na frente dos meus seios.

- Obrigada, eu acho. Não precisa guardar nada para mim, eu como com as meninas.

- Onde mesmo vocês vão?

- Sair, bebe, coisas de jovens.

Meu deus! Eu poderia ser pior sendo uma jovem fingindo ser uma jovem?

- Vocês não têm idade para beber. Como vai conseguir isso se não estiver com a campeã?

- Agradeço a sua humildade, Lexa, mas a Charlotte conhece um barman que vai facilitar nossa noite.

Ela cruza os braços encostada à parede e seus olhos passeiam vagarosamente por todo meu corpo, então pergunta como se não se importasse, mas posso ver em seus olhos que está realmente confusa.

- Por que isso agora? Desde quando você gosta de sair para esses lugares e beber?

- Não gosto ainda. Mas percebi que me privo demais de viver a idade que tenho, depois estarei velha e quando me interessar por essas experiências, será tarde. – Ela assente e coça o queixo, não aprovando muito minha explicação.

- Você poderia ir a outros lugares, com outras pessoas e curtir sua juventude sem que isso envolta uma briga em um bar.

- Eu não vou arranjar briga. Você não vai precisar me salvar. É só que eu também não me importava com sexo, mas a gente fez isso e foi uma das melhores experiências da minha vida. – Seu sorriso lindo aparece e seus olhos brilham em minha direção, quase digo a ela que estou mentindo, que na verdade, a melhor experiência da minha vida. – Você me fez ver que realmente eu preciso sair mais, viver mais, ter mais experiências, ser jovem.

Seu sorriso some e sua postura se torna tensa.

- O quê? Não! Não foi isso o que eu quis mostrar aquela noite, não era para você sair por aí vivendo experiências. De jeito nenhum entenda isso!

Dou de ombros como se não fosse nada demais.

- Clarke, onde vocês vão? Quem vai com vocês? Se você quer novas experiências, eu estou bem aqui. Achou aquela boa? Espere até ver o que vou fazer com você quando não estiver mais sentindo dor.

Controlo a gagueira e minhas pernas que querem tremer e respondo calmamente:

- Não se trata só de sexo. Só quero me conhecer mais, conhecer mais pessoas, ser mais como você.

- Não! Não seja como eu, de jeito nenhum! – Ela está gritando e acho que seu rosto está ficando vermelho. – Clarke, vamos, você não precisa mudar tanto de uma vez assim, me diga o que quer conhecer e eu a levo. Não precisa envolver sexo, podemos ser jovens juntas.

- Tudo bem. Amanhã vou pensar em algo mais que queira fazer e você me leva.

Vou em direção a porta e ela vem atrás de mim.

- Por que não pensa agora?

- Porque estou atrasada. A gente se fala amanhã, Boa noite, Lexa.

Tenho vontade coloca-la no colo e cobri-la de beijos, quando vejo sua expressão antes de eu fechar a porta, como se estivesse perdendo algo muito importante para ela. Mas, resisto a isso, e sigo meu plano, mesmo sentindo-me culpada. Tento me lembrar que ela não sentia culpa alguma em quebrar minhas regras levando tantas mulheres para nossa casa, que ela não sentia culpa alguma em cancelar programas bobos comigo para ficar com elas. Talvez seja bom para ela passar um pouco pelo que passei. Não a dor, porque eu a amava quando passava por essas coisas, mas o medo de perder.

Mas mesmo essa linda de pensamento não impede que eu sinta que deveria ter ficado lá cuidando dela.

**

Chego ao apartamento das meninas e estão todas de frente para televisão, desgrenhadas e com baldes de pipoca.

- Uau! Quem é essa intrusa em nosso apartamento? – Brinca Harper.

- Precisamos sair. – Respondo já encarando Charlotte com súplica no olhar.

- Ah não, nem me olha. Fiz um bico numa festa hoje que acabou com meus pés. Eu não sairia desde sofá nem se o apartamento pegasse fogo.

- Charlotte, por favor! Estou tentada a voltar para a casa e ficar lá de melhor amiga da Lexa, para ela não ficar chateada. Você precisa me salvar.

- Posso prender você no meu quarto, se quiser, mas não vou sair daqui, Clarke, sinto muito!

- Eu até vou com você, mas como vamos beber sem ela? – Harper diz levantando-se.

- Bem, vocês podem usar as pernas à mostra da nossa nova Clarke para tentar convencer algum cara legal e mais velho a comprar as bebidas de vocês. Se fizerem direito, ele também vai pagar as bebidas de vocês. Boa sorte. – É tudo que Charlotte diz antes de resgatar seu balde de pipoca das minhas mãos e voltar sua atenção à televisão.

Se outra saída, vamos Harper e eu, ela também de vestido, e eu espero ela seduza o cara mais velho e legal, porque eu é que não vou fazer isso.

A fila para entrarmos estava imensa e ficamos quase uma hora apenas nela. Embora tagarela como sempre, algo está diferente com a Harper hoje. Assim que entramos e avisto quantidade de cara bonitos presentes aqui e mulheres lindas também, descubro o que está errado com ela. Ela não olha para nenhum deles. Seus olhos passeiam, mas não se fixa em nenhum.

- Tá legal, o que está havendo? – Grito por sobre a música alta. – Você não está olhando para nenhum cara aqui.

Ela olha rapidamente à nossa volta e dá de ombros.

- Não fazem meu tipo.

- Desde quando caras bonitos não fazem seu tipo?

- Clarke, por que você não escolhe alguma bonitona que pareça ter mais de vinte e um e convence ela a pegar bebida para a gente? Eu realmente preciso beber.

- Eu? Achei que você fosse fazer isso!

- Eu até faria, mas eles e elas também não fazem meu tipo.

- Você sabe que não vou conseguir convencer ninguém a me comprar nada. No mínimo vão achar que tenho dezesseis.

Ela ri alto e concorda.

- Você até que está parecendo ter dezessete com essa roupa. Vem, vamos ao bar ver o que conseguimos.

Harper se aproxima do barman e começa a gritar por sobre a música, algo sobre ter tido um dia difícil, mas ele a corta com educação, dizendo que precisa atender os outros clientes. Então ela escolhe outro algo e exibe seu decote, funciona por alguns minutos, ele fica de papo com ela, mas, quando ela pede um drink, ele pede a identidade dela. Então procuramos o boy da Charlotte. Eric nos cumprimenta ao nos ver, procura por Charlotte e Harper explica que estava cansada demais por conta de um serviço extra. Ele logo trata de nos abandonar ali, e claro, não aceita nos servir nenhuma dose.

- Ei, para entrar na boca da Charlotte você arrisca seu emprego, né! – Reclama Harper recebendo uma careta do barman que seria nosso próximo alvo.

- Que coisa feia, dedo duro! – Ele a repreende e ela desce do banco, olhando para mim.

- Você me tirou de casa e eu preciso beber! O último barman não gostou de mim. Se vira! – Acusa jogando a responsabilidade de salvar a noite no meu colo.

- Eu?

Subo no banco sem saber o que fazer e cruzo as pernas, não é para chamar sua atenção, mas ele mantém um sorrisinho de lado, achando que estou tentando seduzi-lo.

- Então, tenho vinte e um anos e preciso beber.

- É mesmo? Onde está sai identidade?

- Deixei no carro.

Ele sorri.

- Eu espero você ir lá buscar.

- Estacionei muito longe. – Tento, mas ele apenas sorri nada convencido a nos vender a bebida.

- Você não vai fazê-la ir até lá com esse salto não é mesmo? – Harper levanta um pouco minha perna mostrando a ele o salto, e mais do que depressa ele se debruça, sobre o balcão e observa atentamente meu “salto”.

- É, até que fiquei com um pouco de pensa agora. Você tem mais do que dezoito?

Assinto e ele me encara.

- Neste caso, falta pouco para completar vinte e um, volte aqui depois dessa data.

Harper choraminga e uma voz atrás de mim, grita uma ordem por sobre a música alta.

- Sirva o que as garotas querem, Vicent, elas estão comigo.

- E aí, campeã? Sua cara está horrível!

- Já este pior. – Lexa responde cumprimentando o barman, debruçando-se sobre mim e diz em meu ouvido:  – Então está é sua ideia de novas experiências? Seduzir um barman para conseguir bebida?

- Não deu muito certo. O que está fazendo aqui?

Tento esconder a quão animada estou por ela estar aqui.

- Salvando sua noite, é claro, Harper.

- Valeu, Lexa. – Responde ela pegando o copo da mão dela, já que o barman serve a ela.

- Dança comigo? – Diz levando-me com ela antes que eu possa beber meu drink e sei que Harper o fará por mim.

Lexa me arrasta até a pista e me puxa de encontro ao seu corpo, enfiando seu rosto em meu pescoço e respirando ali, causando-me arrepios por todo corpo.

- Lexa, como foi que você nos achou?

Ela sorri daquele jeito moleca e me rodopia, fugindo da resposta e me fazendo acreditar que ela me seguiu de novo. 


Notas Finais


Xxx Até a próxima!


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