História My Best Friend 2 (Clexa) - Capítulo 6


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Categorias The 100
Personagens Clarke Griffin, Lexa
Tags Clexa
Visualizações 591
Palavras 3.723
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


"my best friends"

ENJOY

Capítulo 6 - Capítulo 5


Clarke on

Uma perna descansa sobre a minha e antes mesmo de abrir os olhos, lembro-me da noite passada e sei onde estou. É impossível evitar acordar com um sorriso de satisfação e genuína alegria ao lado dela. Mexo-me um pouco, ainda fingindo dormir e meu seio esbarra em seu braço, mais do que depressa ela se mexa na cama, e uma mão toma meu seio, acariciando de leve para que eu não acorde. Então ouço sua voz falando baixinho:

- Sinto muito, Lisa, não vai rolar.

Ela está com alguma de suas mulheres ao telefone. Abro os olhos e ela sorri para mim, como se não fosse nada demais.

- Sabia que você estava acordada, sua danadinha. – Sussurra antes de aproximar-se para me beijar, mas desvio, libertando meu seio de sua mão e sua perna de cima da minha.

Levanto-me depressa e vou tomar um banho.

Tento não pensar nas muitas garotas que ainda podem ligar para ela, caso ela realmente não procure mais por nenhuma delas, e quero acreditar que será assim, preciso disso. Mas meu bom humor já foi para o saco e não consigo dar a ela nem mesmo um sorriso falso, quando passar por mim completamente nua em direção ao banheiro.

- Ei, quer tomar banho comigo? Estou me sentindo sozinha. – Propõe antes de entrar no banheiro, mas a respondo categoricamente.

- Não!

Ela fica rindo e mais do que depressa vou descobrir qual das garotas que encontrei aqui é a Lisa. Abro seu perfil na internet e digito o nome, e para minha sorte ou não, só há uma Lisa. E ela é deslumbrante! Um cabelo dourado na metade das costas repleto de ondas perfeitas, um corpo lindo e peitos de silicone, que dão aquele tchã a ela. Tem os olhos mais verdes que já vi em alguém e lábios que só podem ter sido aumentados. Como posso competir com ela?

- Os lábios são silicone. – A voz de Lexa atrás de mim me faz dar um pulo e fecho o notebook rapidamente, ainda com raiva dela. – Você está brava comigo porque uma mulher me ligou?

- Não!

Ela abre um sorriso enorme.

- Você fica tão linda com ciúmes.

- Me deixa, Lexa. Eu tenho que ir.

Levanto-me e tento passar por ela, mas ela me cerca facilmente com seus braços. Seu corpo dourado e ainda molhado do banho e, como se eu não estivesse com ódio mortal dela neste momento, passeia sua boca por meu pescoço.

- Me solta!

- Você não pode estar tão brava porque uma mulher me ligou. Eu não saí com ela, não marquei nada e nem pretendo.

- Então por que você a atendeu?

- Para dizer a ela que agora tenho uma namorada.

Encaro-a surpresa e tento segurar o riso.

- Hoje você está mesmo muito engraçadinha. – Comento debochada.

Ela se afasta irritada e abre o notebook.

- Ok, vamos resolver isso?

Desconecta da minha conta e conecta na dela, digitando pausadamente a senha, que faço questão de não ver. Não vou ser esse tipo de garota de jeito nenhum! Isso porque sou uma mulher segura de si, não porque tenho medo do que posso encontrar se entrar em seu perfil, com sua senha e abrir suas conversas.

Ela localiza a senhorita silicone desfaz a amizade, bloqueando-a em seguida.

- Pronto? Problema resolvido? – Pergunta-me com um sorrisinho convencida.

- Não tão facilmente, o celular, garanhona.

Lexa pega o celular, vai até o número dela e a bloqueia, de forma que ela não poderá mais ligar ou mandar mensagem para ela.

- E agora, feliz?

Abro um enorme sorriso e dou três tapinhas em seu ombro.

- Muito feliz! Você é mesmo uma boba e nós não somos namoradas. Você sabe que não posso te exigir que bloqueie ninguém, não é?

Seu sorriso vacila por um momento enquanto me afasto, e pego minha bolsa. Ela não me segue e nem diz nada até que abro a porta para sair, então grita.

- Acho que preciso te provar um ponto.

Ouço apenas o barulho de seus pés correndo pelo apartamento e corro também, saindo, pelo corredor e batendo a porta. Os vizinhos do apartamento da frente, o senhor e a senhora Miller estão saindo e se assustam com minha correria. Então Lexa abre a porta e me puxa de encontro ao seu corpo, pegando-me pela cintura como se eu não pesasse mais do algumas gramas.

- Meu beijo de bom dia, baby. – Sem me dar tempo de resposta, toma meus lábios daquele jeito que me faz derreter, prendendo-me em seus braços.

Depois, me solta do nada e entra de novo, deixando-me zonza e sem ar no corredor. Olho para meus vizinhos que estão de boca aberta e até arriscaria dizer que a senhora Miller está vermelha.

- Eu... é... tenham um bom dia.

Saio quase correndo e resolvo descer de escada. Espero não vê-los de novo por alguns meses.

**

Niylah me manda mensagem após a terceira ligação não atendida dela no dia. Há dias não nos falamos e sei que estou agindo errado com ela. Somos amigas afinal de contas e não quero machucar ninguém. Logo, me vem à cabeça a maneira quase desesperada com que a Lexa me disse o quanto machucava me ver com ela. E eu não acho certo que ninguém decida com quem posso ou não conversar, estar com alguém não significa perder toda a liberdade, se trata de respeitá-la. Mas não quero mesmo machucá-la, nem a Niylah. Terei que falar com ela, contar que não podemos ser amigas se ela não concordar de uma vez por todas em ser apenas isso, e pedir um tempo até que eu me acerto com Lexa e ela possa entender que nunca haverá nada demais entre a Niylah e eu. Então respondo sua mensagem:

“Você é minha amiga, Niylah, não me esqueci disso, nem você deveria. Me encontra na praça aqui perto após meu serviço, pode ser? Precisamos conversar.”

“Ok.”

É o que ela responde e me sinto mal por magoá-la de algum jeito.

Me vem à mente os momentos em que estávamos juntas, antes da Lexa bagunçar minha cabeça, quando a Niylah era tão doce, e delicada. Às vezes até parecia perfeita demais, do tipo de garota que abre a porta, oferece o casaco, entrega as coisas na mão e pergunta o tempo todo como estou, o que quero fazer. Ela nunca tentou avançar o sinal, nem mesmo nosso primeiro encontro tendo começado com sua brincadeira sobre tirar minha virgindade. Mas, ela mudou quando eu disse a ela que não poderíamos mais ficar juntas. Mudou quando percebeu que a Lexa a estava vencendo em algo. Foi a primeira vez que ela armou para mim, e depois ficou tentando me convencer de várias maneiras a ficar com ela. Por fim, ela mesmo se deu conta de que estava sendo ridícula, pediu-me desculpas e se afastou. No fundo, sei que ela é uma pessoa tão maravilhosa, que se perdeu um pouco ao não saber lidar com a maneira como rejeitei, e essa culpa é minha para carregar. Quero me desculpar com ela. E quero encontrar um jeito de não perder uma amiga para não ter que ferir outra.

Ela está sentada na praça, olhando o tempo e chamando a atenção com sua beleza exuberante das pessoas que por ali passam, mas, como sempre parece totalmente absorto ao estrago que faz com o público.

- Olá. – Cumprimento sentando-me ao seu lado.

Ela me observa da maneira lenta dela, reparando cada detalhe, e logo, seu rosto se fecha e seu olhar parece triste.

- Você está diferente.

- Eu estou cansada. Trabalhei muito a manhã toda.

- E não dormiu muito na noite passada também, não é?

Não consigo me sentir culpada por mim e Lexa, mas também não consigo não sentir culpa pela expressão triste em seu rosto agora.

- Niylah, não faça isso. Acho que falamos tanto sobre isso, que chegamos a um ponto em que isso está gravado em nossa mente, não é? Adoro você e somos amigas, não passa disso.

- Eu sei, Clarke, você deixou isso claro um milhão de vezes. Então você está com ela? – Pergunta olhando nos meus olhos e não vacilo ao afirmar com a cabeça. – E você está feliz? Ela está cuidando de você?

Penso um pouco antes de responder, porque realmente acho que essas respostas são desnecessárias e só irão feri-la mais, mas ela insiste.

- Não estou querendo me meter nada assim, eu só não a imagino sendo esse tipo de garota e me preocupo com você.

- Eu estou feliz. E assim como você, ela é melhor que todas pensam, Niylah.

Ela apenas assente.

- Eu estarei aqui por você, Clarke. Você se torno extremamente especial para mim e não deixará de ser. Conte comigo para o que precisar, estarei bem aqui, como sua amiga, sempre. – Diz deixando claro que não irá tentar mais.

Seguro sua mão nas minhas e ela se acalma, só quero que essa tristeza em seu rosto passe. Eu sei como é sofrer por alguém que não sente por você o mesmo que você sente, e a última coisa que queria era que ela passasse por isso. Eu não desejo isso nem ao meu pior inimigo.

- Eu devia ter percebido que saímos como amigas não daria certo. Mas quando a gente conversou, eu não imaginei... a gente mal se conhecia, eu não achei que você estivesse se apaixonando.

- Mas eu estava. Sabe uma coisa engraçada? Minha família acha que há algo errado comigo, porque nunca tive uma namorada, nunca me interessei pelas garotas do clube ou da faculdade enquanto me formava. Assim como não me interesso pelas funcionárias das empresas do meu pai. Até me perguntaram se eu não era mesmo hétero. Eu não me interesso por qualquer uma. Foi porque me preocupei em passar algum tempo com aquelas que se mostravam interessadas em mim, e nunca vi nada demais nelas. Sempre mais do mesmo.

Ela para de falar e olha longe, parece perdia em seus pensamentos antes de sorri e voltar a falar.

- Você foi a garota cujos esses olhos azuis me fizeram sentir algo mais. Foi a menina mulher mais desastrada e divertida que eu poderia encontrar, com uma alma de anjo e um coração gigante. Foi diferente me apaixonar tão rápido por você, Clarke, mas eu me apaixonei. O pior de tudo é o que eu sempre soube que você a amava, e que ela sabia exatamente quem você era e não ia demorar a querer você para ela. E eu sabia que ia acabar nisso. Mas quem manda no coração, não é mesmo?

O sorriso ainda está lá, mas sei que ela não está feliz.

- Eu sinto muito que você se sinta assim por mim. Eu não queria que você tivesse se apaixonado.

- Eu sei, você sempre deixou isso muito claro. Mas não se preocupe, Clarke, o importante é que você seja feliz, e eu acho que você pode ser. Embora ela seja uma idiota, você é perfeita. E merece isso. Eu vou me recuperar de você. Só não podemos ser amiga, tudo bem?

Meus olhos também se enchem e me pergunto por que as coisas não podiam ser mais fáceis?

- Não está tudo bem. Mas entendo. Se um dia você precisar de mim também, estarei aqui por você, como sua amiga.

Ela sorri e bagunça meu cabelo, aproximando-se e falando em tom mais leve:

- Nós nos amamos. Mas não queremos sua namorada possessiva dando ataques quando nos vir juntas.

Então ela me abraça e correspondo ao abraço de despedida, torcendo muito que ela encontre alguém que a faça se sentir ainda mais apaixonada do que eu fiz, e que essa pessoa a ame de volta.

- Tire a merda das suas mãos dela! – A voz de Lexa é ouvida atrás de mim e me afasto de Niylah em um pulo.

Seus olhos estão cheios e ela parece tão ferida!

- Lexa, não é o que você está pensando... – Tento dizer, apenas para não ver aquela dor em seus olhos, mas ela nem me olha, seu olhar fixo em Niylah.

- Já estávamos nos despedindo, Woods. Espero que não seja babaca o suficiente para perde-la mais uma vez. Vou deixa-la com você agora porque me importa mais a felicidade dela, mas se você pisar na bola, se a fizer infeliz, eu não vou desistir na próxima vez.

Lexa dá um passo na direção dela, transtornada. Temo que Niylah vá reagir caso Lexa a toque, e Lexa ainda está ferida, não pode se meter em uma briga. Entro no meio delas, torcendo que o olhar de Lexa se foque em mim ao menos uma vez, e que ela me escute.

- Não haverá próxima vez, Harmon. Tenho anos de erros com ela para corrigir e não vou contentar com menos do que vê-la imensamente feliz. Siga seu caminho despreocupada.

Niylah assente, me olha uma última vez e vai embora. Quando olho para Lexa, para explicar a ela, a maneira como parece estar sentindo dor, a mão daquele jeito exagerado no peito, me fazer ficar calada.

- Eu te pedi por favor. – Diz baixinho, e volta a si, desviando seus olhos dos meus e me dando as costas. – Preciso ir.

- Lexa, espera. Fica e vamos conversar como adultas. Eu só vim me despedir. – Peço.

- Tenho treino agora, eu só queria te dar um beijo de boa tarde.

- Então é isso? Não vamos conversar? Você vai só ficar com raiva e voltar a ser a mesma Lexa de sempre?

- A mesma Lexa de sempre. –  Repete com deboche, sem olhar para mim. – Faça o que tem que fazer, Clarke. Eu vou fazer o mesmo.

Então ela se vai e não entendo o que quis dizer. Será que ela desistiu de tentar com a gente? Bem, se for este o caso, não nada que eu possa fazer além de lamentar, porque eu suportei tantas coisas por ela, não é possível que ela vai desistir no primeiro obstáculo.

**

Já passa das onze e nem sinal da Lexa. Resisto à vontade de ligar para ela, e começo a imaginá-la com a loira siliconada de mais cedo, apenas para me tirar de sua mente, ou para me provocar. Quem sabe ela não vá passar por essa porta com ela a tiracolo? Vai olhar para mim daquele jeito soberbo dela e nem vai fazer questão de me dar uma desculpa esfarrapada por ter quebrado essa regra. Vai leva-la ao seu quarto, onde eu acordei esta manhã, e fazer com ela tudo o que fez comigo.

- Não, não. Ela não vai fazer isso. – Repito para mim mesma.

A porta se abre e ela entra, cabisbaixa, anda até onde estou e puxa meu notebook, digitando algo rapidamente. Seu olhar não pousa em mim até o momento em que o gira de volta para mim. Seu perfil na internet está aberto e ela me encara.

- O que é isso? – Pergunto.

- Meu perfil. Não tenho mais amigas mulheres, está vendo. Só você e sua mão.

Incrédula, rolo a página e vejo que ela realmente excluiu todas as mulheres do perfil dela, com as exceções que ela disse. Ela me entrega seu celular na parte dos contatos e diz toda orgulhosa:

- Também apaguei todas as mulheres da minha agenda. E você sabe que não sei nem mesmo meu número de cor, só sei o seu.

Tento esconder um sorriso, mas ao mesmo tempo em que age como uma babaca possessiva, ela age com a mulher mais fofa e encantadora do planeta! Como posso lidar com ela?

- Por que você fez isso? Sabe que eu jamais te pediria algo assim.

- Não foi para você fazer o mesmo e excluir todos seus amiguinhos e amiguinhas de tudo o que é perfil e agenda. – Diz um tom brincalhona piscando para mim.

- Que bom, querida, porque eu não vou fazer isso.

Seu sorrio some e ela diz sério.

- Estamos juntas agora. Você pode fingir não ver isso, pode agir como se fosse nada demais, mas você é minha! E eu me senti traída hoje mais cedo. – Leva a mão ao peito, exageradamente. – Eu tinha tanta certeza que você não a veria mais!

- Só porque eu transei com você depois do primeiro encontro? – Brinco. -Eu não deveria ter sido tão fácil.

- Clarke, você só transou comigo meses depois do nosso primeiro encontro, não dá para ser mais difícil do que isso!

Senta-se pesadamente de frente para mim e me encara por um tempo.

- Descontou sua raiva no treino hoje? – Mudo de assunto.

- É, bem, eu imaginei sua cara em cada saco de pancada. Mas aí quase beijei um deles e precisei parar. – Sorrio. – Eu não fiquei com raiva, não apenas isso. Eu fiquei magoada.

E eu quero entende-la, saber se teria reagido assim caso fosse qualquer outra amiga. Será que seu medo é me perder, ou me perder para a Niylah? Porque ela diz tanto que estamos juntas agora, mas não me disse como se sente em relação a mim.

- Eu sei que você me pediu e por mais que eu ache que você não tem esse direito, eu ia te atender, Lexa. Porque eu não queria ver você como ficou mais cedo. Eu não suporto isso. Eu estava só me despedindo, ia dizer a ela que não podíamos mais ser amigas, mas ela até percebeu isso e ela mesmo disse que não nos veríamos mais.

O sorriso fraco em seu rosto não alivia a tensão que está sobre ela.

- O que mais me machucou foi a maneira como você olhara pra ela, Clarke! Como você entrou na frente dela quando achou que eu ia acertá-la. Você a defendeu, a abraçou, você ficou triste por estar se despedindo. Como se você se importasse!

- Porque eu me importo! Ela é minha amiga! Não gosto de vê-la triste.

Ela me olha como se eu a tivesse apunhalado, e levante-se transtornada.

- Eu também sou sua amiga! Mas a mim você não se importa de magoar, não é?

- Pelo visto não é mais! – Arrependo-me do que disse e respiro fundo. – Desculpa, eu não quis dizer isso. A gente só não consegue mais conversa como antes. É como se não falássemos a mesma língua.

- O que mais você quer de mim, Clarke? Você é a única mulher que quero na minha vida e eu não sou a única mulher que você quer na sua vida? Eu não entendo.

- Não funciona assim. Lexa nós somos melhores amigas, moramos juntas e agora transamos. Isso não se caracteriza como um relacionamento. Você não me disse como se sente sobre mim, não me disse nada além do que devo ou não fazer.

- Você quer que eu seja mais clara?

- Eu preciso que seja!

- Estamos juntas, Clarke. Eu tive você, foi a melhor coisa que poderia ter me acontecido e ao invés de estar nas nuvens comigo, como estou, você está aí preocupada e me culpando por ter que se afastar dela!

Abaixo a cabeça desanimada. O quão difícil é para nós duas conversamos como adultas? Quando foi que perdemos a capacidade de falar de tudo, abertamente, de entender um a outra? Porque parece que ela não me ouve e eu não a entendo.

- Você não entende, Lexa, o que ela representa para mim.

- Não mesmo, e estou fazendo um esforço do caralho para entender.

- Não, você não está. Você está olhando o seu lado, achando que tem direitos sobre mim, que não se sente bem com algo que faço, eu devo parar de fazer e pronto e não é assim que funciona. Você não pode ditar que estamos em um relacionamento, não poder ditar com quem passo andar e com quem devo me importar, você poderia ao menos me perguntar por que me importo com ela, só para variar um pouco, ao invés de ser tão mandona e possessiva!

- Faria diferença? – Pergunta do seu jeito debochado.

Levanto-me cansada demais para estender essa discussão.

- Não vamos saber, não é? Sabe o quanto é ridículo isso tudo? Estamos aqui discutindo seu ciúme exagerado como um casal e não somos isso! Você estava certa, eu me cansei de esperar por um relacionamento. E eu realmente não espero nada vindo de você! O que temos estava bom para mim, amigos com benefícios, como você disse, não é? Porque isso não justifica esses seus ciúmes.

Viro as costas para deixa-la ali, mas antes que alcance meu quarto, ela pergunta:

- Por que, Clarke? Porque você se importa tanto com ela? Você a ama? Está confusa? Precisa que eu te dê espaço para pensar? – Pergunta com a voz mais baixa, quase que com medo que posso responder.

Paro onde estou e a encaro, ela parece prestes a chorar e tenho aquele impulso de sempre de abraça-la e fazer ficar tudo bem. Odeio vê-la assim! Mas me contenho e respondo. De repente pareço tão cansada! Por que não posso apenas dizer que a amo e ouvi-la dizer que vai tentar?  Por que temos que ficar nesse jogo? Eu já esperei por ela por tanto tempo, eu me imaginei com ela de tantas maneiras, e esta possibilidades de que não vamos dar certas juntas porque ela mais parece uma maluca possessiva e eu nunca sei o que fazer, me mata um pouco. A gente tinha que ser melhor do que isso juntas!

- Porque ela me ama. E eu sei como é horrível amar alguém e não ter isso de volta. Eu sei como é morrer um pouco a cada dia porque a pessoa que você ama está com outras. Eu sei como é olhar alguém, e saber que você vive por essa pessoa, e ela ter tantas outras coisas para se dedicar e nunca, em momento nenhum, enxergar você como uma opção. Isso que é dor de verdade, Lexa. E eu não queria jamais ser a responsável por causar isso a alguém.

Ela não diz nada. Não consigo identificar se ela entendeu o que eu disse, mas sendo a Lexa, não entendeu, como sempre. Então saio dali e a deixo sozinha, e passo a noite tentando impedir minha mente de me convencer que não vamos dar certo. 

##


Notas Finais


Tirando o chapéu para a Clarke, mas será se Lexa entendeu, mds?!

P.S.: Niylah até que merece meu respeito dessa vez, menos na parte que insultou meu bolinho, haha.

Bjx de luz, sxus lindxs


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