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História My Best Friend Lover - Capítulo 76


Escrita por:


Notas do Autor


Oiii monaaas, capitulo adiantado para vocês, graças a um pedido de uma aniversárianteeeee Ana Claraaa, parabéns meu amooooor ❤ 14 aninhos de pura safadezaaaa, adorooooo kkkkk ❤


*AVISO*
*Contém estupro!
*Se não gosta ou se sente mal sobre o assunto, não leia!

Capítulo 76 - Capítulo 74 - Depoimentos pt. 1


Fanfic / Fanfiction My Best Friend Lover - Capítulo 76 - Capítulo 74 - Depoimentos pt. 1

Alguns dias se passaram desde o encontro com a senhora Min. Jun comentou com sua mãe – durante o almoço em família – sobre o processo que está jogando em cima de Yuna. Sua mãe já sabia sobre o que aconteceu, Hong já havia lhe contado.

Mas quando Jun contou que algumas pessoas iriam depor para ajudá-la e que ela mesmo teria que contar tudo que havia acontecido, a senhora Min reagiu de uma maneira muito estranha, o que deixou Jungkook com uma pulga atrás da orelha, mas não quis estragar o almoço com perguntas.

Ruby já havia começado a abrir um caso de investigação. Inclusive já havia contatado Yuna sobre isso, a intimando, está que ficou incrivelmente assustada e irritada.

Mesmo sendo muito difícil encontrar provas de que Yuna tivesse algum envolvimento com o pai de Jun, Ruby era uma excelente advogada e já havia encontrado algumas testemunhas.

Taehyung era a primeira testemunha e Yunjune sua esposa era a segunda, já que eles haviam visto ambos se encontrando quando foram ao mercado.

A terceira testemunha era Jungkook, este que ouviu a discussão entre Jun e Yuna há alguns dias atrás.

A quarta testemunha era alguém que ninguém pensou que aceitaria depor na delegacia, ninguém menos do que Jackson Wang. Jungkook através de uma ligação pediu, assim como Ruby havia lhe instruído, mas deixou claro que ele poderia negar. No entanto Jackson não hesitou em prestar seu depoimento.

A quinta e última testemunha até agora, a mais importante de todas... era Jun, está que sofreu o abuso. Ela seria a última a depor.

Já era o dia do depoimento das testemunhas, e apenas os que foram intimados para depor estavam na delegacia agora, além da advogada e Namjoon que insistiu em ir dar apoio a Jun e Jungkook.

Estavam todos sentados nos bancos da delegacia a espera. A delegacia era grande e continha pouco movimento, eram mais policiais que andavam de um lado para o outro, o que deixava Jun ainda mais nervosa. Nem mesmo Jungkook segurando sua mão estava aliviando o que ela sentia no peito, nem mesmo sua blusa de lã e cachecol a esquentavam naquele momento.

Com esses dias que se passaram Jun decidiu pintar seus cabelos novamente, agora eles voltaram a cor preta original e os cabelos cor de rosa de Jungkook já estavam desbotados em um quase laranja e em breve ele voltaria para o preto também.

Dois policiais se aproximaram daquele grupo de pessoas, um rapaz mais baixo com os cabelos castanhos claros, simpático e outro alto com os cabelos negros, totalmente o oposto de seu parceiro, sua cara amarrada e intimidadora fez com que Jun apertasse a mão do marido, que apenas deixou um afago.

– Sr. Kim Taehyung poderia nos acompanhar? – Sorriu o mais baixo.

Tae se levantou deixando um olhar rápido em direção a Jun e depois para Ruby que consentiu calmamente ajeitando sua camisa social. E então Tae os seguiu. Adentraram uma sala que continha apenas uma mesa e duas cadeiras do lado oposto uma da outra. Sem contar o grande espelho ao lado esquerdo da mesa.

– Por favor, sente-se. – Pediu educadamente o mais baixo.

Taehyung assim o fez e logo o mais baixo já estava sentado em frente a si.

– Está nervoso Sr. Kim? – Perguntou para o rapaz com os cabelos recém pintados de azul.

– Não senhor. – Respondeu calmo com suas mãos na coxa.

Mas acontece é que ele estava extremamente nervoso, ele nunca tinha passo por aquilo antes e temia falar alguma besteira. No entanto Taehyung é um ator, ele sabe disfarçar muito bem qualquer sentimento.

– Posso lhe chamar apenas de Taehyung? – Perguntou calmo.

Taehyung olhou para o rapaz em pé atrás do que estava sentado à sua frente, ele o olhava sério, com seus braços cruzados, encostado na parede ao lado da porta. Aquele olhar que lhe avaliava por completo, sem dizer uma palavra, o deixava nervoso mesmo não tendo feito nada.

– Sim, pode. – Respondeu sério. Suas mãos alisavam suas coxas nervoso.

– Então Taehyung, eu me chamo Dong Yul, sou o promotor responsável neste caso. – Taehyung assentiu. – Este grandão aqui é Chul Moo o delegado chefe desse departamento. Não se sinta pressionado, só queremos ajudar, tudo bem? – Assentiu mais uma vez. – Bom, eu preciso que diga a verdade sempre, me conte tudo que se lembre, tudo bem? – Dizia com a voz mansa.

– Sim senhor.

– Bom, então pode começar a falar, ouvirei com atenção, prometo que será rápido.

– Tudo bem. – Puxou o ar e o encarou apoiando suas mãos sobre a mesa, agora mais relaxado. – Eu e minha esposa Kim Yunjune estávamos indo ao mercado para comprar algo que faltava e depois a farmácia....

– O que vocês foram comprar? – Perguntou anotando algo no papel.

– Isso é relevante? – O acastanhado levantou seu olhar com um meio sorriso.

– Sim, principalmente por sua esposa ser outra testemunha, preciso saber dos mínimos detalhes e ver se o depoimento de vocês bate.

– Entendo. – Soltou um breve suspiro. – Eu não me lembro do que fomos comprar no mercado....

– Tudo bem, o que compraram na farmácia? – Voltou a anotar algo.

– Camisinhas! – Disse sério.

– O que mais?

– Só. – O promotor levantou sua cabeça. – Somos ativos. – O delegado que estava em pé soltou uma lufada de ar irônica.

– Por favor continue. – Disse o acastanhado, dando uma leve olhava para trás com seu semblante sério.

 

[...]

 

– E o que a senhora comprou? – Perguntou calmo.

– Mistura para bolos. – Respondeu Yunjune com as mãos tremulas. – E na farmácia, nós....

– Vocês? – Ele a olhou. – Senhora Kim, não fique nervosa e nem envergonhada. – Ela assentiu.

– Camisinhas. – Ele assentiu. – Somos ativos. – Ele soltou uma risada fraca, até parecia ensaiado, mas não era.

– E depois das compras, o que fizeram?

– Estávamos voltando para casa, quando avistamos Yuna e o Sr. Min em um café.

– E o que eles faziam? – Voltou as anotações.

– Conversavam.

– Havia algum tipo de contato?

– Não sei bem, estava tarde e não estávamos muito próximos. – Ele a olhou novamente.

– Não precisa ter pressa. – Ela assentiu tentando se recordar.

– Pela distância eu não tenho certeza, mas creio que tenha tido contado sim.

– E que tipo de contato era esse?

– Yuna passava suas pernas nas do Sr. Min.

– Ela não poderia estar apenas as esticando?

– Não, os sorrisos trocados durante o ato já diziam tudo, eu faço isso com meu marido quando jantamos fora. – Disse envergonhada. – Ela com certeza alisava as pernas dele.

– Talvez você esteja enganada. – Disse o delegado soltando sua voz pela primeira vez, uma voz grave e imponente, que causou arrepios na mulher.

– Talvez eu esteja, como eu disse antes, estávamos distantes, mas se ela realmente estava o tocando daquela maneira, não foi para coçar a sua perna, muito menos com aquele sorriso delegado. – Respondeu a altura.

 

[...]

 

Jun estava sentada e cada vez que alguém saia da sala ela ficava mais nervosa, sua vez estava chegando e ela não sabia se iria suportar se relembrar de tudo. Será que valia a pena se lembrar daquilo apenas para que Yuna fosse presa? Valia mesmo a pena?

Namjoon que estava em pé, recostado na parede, percebeu as pernas de Jun balançarem freneticamente, ela estava nervosa e era mais do que claro.

Ruby desviou seu olhar daquela porta por onde Jungkook acabará de entrar e fitou o loiro que estava próximo de Jun. Assim que reparou que ele a olhava, seu coração deu uma leve disparada e piorou quando Namjoon se sentou ao lado dela.

– Jagiya? – Ele a chamou e segurou a mão dela.

Jun levantou sua cabeça para olha-lo, suas pernas ainda não paravam de se mexer.

– Não fique muito nervosa, vai dar certo, tudo bem? – Segurou as mãos dela.

– Eu não quero me lembrar tudo de novo, eu não acho que vou conseguir Joon-ah. – Respondeu com a voz e mãos tremulas.

– Ei, olha para mim. – Levou uma mão ao rosto dela deixando um afago. – Estamos aqui com você, tudo bem? – Ela assentiu. – Vai dar tudo certo, você viu como Taehyung e Yunjune foram rápidos, certo? Será rápido.

Ela não disse nada, apenas o abraçou com força. O loiro retribuiu o abraço deixando um leve afago nas costas da morena.

Ruby se desencostou da parede assim que os dois se separaram e foi até Namjoon. Parou em frente a ele recebendo sua atenção.

– Podemos conversar por um instante?

– É importante? – A olhou com pesar.

– Sim. – Ele suspirou e assentiu.

Ruby caminhou até um local mais afastados dos demais, parando em frente a duas portas do banheiro da delegacia, sendo um feminino e outro masculino. Namjoon parou ao lado dela e fitou a parede atrás da garota, sem vontade alguma de a olhar.

– Eu falei com a assistente social hoje de manhã. – Ele a olhou nervoso. – Ela me disse que gostou muito da sua casa, disse que você parece alguém muito atencioso. – Deu uma pequena pausa admirando o pequeno sorriso que surgiu nos lábios de Namjoon. – Ela me disse que uma moça falou bem de você.

– Uma moça? E quem seria? – Perguntou confuso colocando suas mãos no bolso.

– Parece que ela é recepcionista e enfermeira do orfanato.

– Ah. – Ele sorriu. – Ela sempre me deixa entrar para ver as gêmeas.

– Ela disse que as duas gostam muito de você e que você as trata muito bem. – Ele assentiu. –  A assistente social fez uma pequena entrevista com as garotinhas e parece que elas amam você. – Ele sorriu mostrando suas covinhas que fez o coração da jovem disparar. – E parece que tem uma outra família querendo adota-las.

– Como? – Ele arregalou os olhos assustados. – Eles não vão conseguir, certo?

– Por um lado eles tem mais vantagens, eles são casados, não podem ter filhos e decidiram adotar.

– Ruby....

– Namjoon-ah, só falta algo neles que é de extrema importância. – Ele a olhou com esperança. – As garotinhas não gostaram deles.

– Não? – Perguntou surpreso.

– Elas disseram que seria incrível ter um pai e uma mãe. – Namjoon a olhou com tristeza. – Mas apenas se o pai fosse você. – Ele sorriu bobo e ela riu baixo o admirando. – Você realmente conquistou o coração daquelas garotinhas.

– E o que acontece agora?

– Bom, eu conversei muito com a assistente social e a convenci de fazer um teste.

– Teste? – Tirou as mãos do bolso nervoso. – Que tipo de teste?

– A partir de semana que vem, elas irão morar com você, por uma semana. – Ele arregalou os olhos. – Você receberá a visita da assistente social no final e ela vai avaliar o ambiente. Principalmente em como as garotinhas estão e como foram tratadas e se ela achar que está tudo bem.... você conseguirá a guarda delas.

– V-Você está falando sério? Isso é para valer? – Ela assentiu com um sorriso. – Eu não acredito. – Disse com os olhos marejados.

– Acredite, pois está acontecendo. – Riu do entusiasmo do loiro.

– Obrigada Ruby, muito obrigada. – Foi até ela e abraçou com força.

Ruby se surpreendeu, mas logo retribuiu aquele abraço gostoso, o abraço que ela tanto ama e que lhe fazia falta todos os dias. Namjoon se afastou assim que percebeu o havia feito.

– Me desculpe, eu me empolguei e....

A moça o interrompeu o puxando para um beijo. Namjoon arregalou seus olhos, tentou se afastar, mas não conseguiu. A empurrou para trás adentrando o primeiro banheiro que viu e retribuiu o beijo dela. No entanto, não era o beijo que ele se lembrava.

 

[...]

 

– E como você se sentiu senhor Jeon?

– Como acha que me senti? – Soltou uma risada fraca. – Eu simplesmente não soube o que fazer, minha mulher havia sido estuprada pelo próprio pai, eu mal conseguia toca-la por medo de assusta-la.

– Eu entendo. – Anotou algo.

– E como o senhor tem certeza de que esse estupro aconteceu? – O delegado com os braços cruzados perguntou com desdém.

Jungkook levantou seu olhar, desviando do homem a sua frente e fitando o rapaz detrás. Aquela pergunta o deixou com raiva, muita raiva. Já não bastava aquele olhar de julgamento sobre si.

– O fato de minha mulher amarrada na cama, desmaiada, com sangue no lençol não responde a sua pergunta? – Respondeu com rispidez e o rapaz soltou uma breve risada fraca.

– Talvez fosse algum tipo de jogo doentio? – O promotor se virou para trás o repreendendo apenas com o olhar.

– Desculpe por isso. – Disse o acastanhado. – Por favor, continue senhor Jeon. – Suspirou. – O senhor conhece Jackson Wang?

– Eu o contratei como investigador. – Respondeu o que Jackson havia lhe dito.

– Para investigar o que exatamente? – Anotou em sua caderneta.

– Yuna. – O olhou calmo, mas por dentro estava um caos. – Depois que ela ameaçou a minha esposa, eu desconfiei. – Suspirou. – Acontece que ela também ameaçou a tomar minha filha mais nova, mas eu não levei a sério. – Seus olhos marejaram. – E pouco tempo depois minha esposa foi estuprada e ela foi vista com o senhor Min, então eu precisei investiga-la.

– E contratou Jackson Wang para isso? – Assentiu.

 

[...]

 

– E qual seria o seu envolvimento com Jeon Jun? – O olhou.

– Como eu disse antes, sou um amigo antigo de Kim Taehyung.

– Senhor Wang e por que um amigo de Kim Taehyung estaria fazendo aqui?

– Senhor Jeon me contratou para fazer uma investigação. – Disse simples com o rosto másculo e sério.

– Você era um detetive a alguns anos atrás certo? – Assentiu. – E por que saiu?

– Porque eu matei alguém. – Respondeu mantendo sua postura. – Senhor Jeon me pediu para que investigasse Yuna, já que ela ameaçou a sua mulher e foi vista com o estuprador depois do ato, eu apenas ajudei a família que necessitava da minha ajuda!

– Certo. – Se levantou. – Bom, acho que tenho o suficiente por enquanto senhor Wang, me acompanhe por favor.

Assentiu e se levantou junto, recebendo o olha de desdém do mais alto, mas ele retribuiu aquele olhar, semicerrando seus olhos e fazendo o outro soltar uma pequena risada irônica.

Assim que Jackson saiu da sala ao lado do promotor Jun estremeceu, ela apertou a mão de Jungkook tão forte que o fez abrir a boca e soltar um pequeno gemido, mas ele não reclamou, apenas a olhou preocupado, nunca tinha a visto tão nervosa assim.

– Sra. Jeon Jun, poderia me acompanhar por favor?


Notas Finais


Dessa vez não irei comentar >.> ;(




CONTINUAAA....????


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