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História My Best Friend's Brother - Capítulo 21


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Notas do Autor


Olá, leitores!
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Boa leitura e nos falamos lá em baixo

Capítulo 21 - O pirulito


Fanfic / Fanfiction My Best Friend's Brother - Capítulo 21 - O pirulito

Peter chegou em sua casa com a camisa amarela manchada de Nutella, retirou-a e a jogou na máquina de lavar torcendo para que a mancha saísse ou não. Caso não saísse, seria uma lembrança daquela tarde maravilhosa que faria questão de guardar. Lembrava-se dos toques do ruivo, das carícias, dos sabores que sua língua desfrutara naqueles minutos. Foi para seu quarto e se deitou na cama. Tudo estava do jeito que deixara, os livros espalhados, a cama bagunçada e até o pacote de biscoito que não havia jogado fora quando saíra apressado para conversar com Guto estava no mesmo lugar. Estava feliz por ter valido a pena. Colocou a mão sobre o lábio inferior lembrando-se do beijo melado do outro, do doce espalhado por todo seu corpo e de sua língua limpando-o. Percebeu que seu corpo estava grudento e um pouco melado, mas não quis tomar banho. Estava com o cheiro de Guto e sentia como se suas mãos ainda o tocassem, como se estivessem por todo o seu corpo, como se ele ainda estivesse em seu interior.

Estava, porém, preocupado. Tudo estava perfeito demais e parecia até um sonho, mas seus sonhos tinham a péssima mania de se tornar pesadelos de uma hora para a outra. Seu cérebro era cruel com ele e não lhe dava descanso. Estava sempre pensando, preocupado com alguma coisa, imaginando uma situação futura e se desesperando procurando por uma solução para um problema que ainda não existia. Por isso não dormia direito e aquilo não era normal. Deveria se preocupar?

Era certo fazer coisas com Guto mesmo sabendo que ele era comprometido? Havia uma briga interna dentro de sua cabeça como se houvesse um Peter bom e um Peter mal que discutiam entre si dando razões para aquilo ser bom ou não ser, um defendia suas ações e o outro as criticava. Lembrou-se de um desenho animado que assistira há muito tempo com um anjinho e um diabinho que agiam daquela forma. No fim, o diabinho vencia trucidando o anjinho e fazendo o personagem seguir o seu conselho e no fim ter uma surpresa nada agradável como ser atropelado por um trem. Sabia que não era certo, pois tinha bom senso e fora muito bem educado, com princípios e tudo mais, no entanto, o que faria? Diria a Guto que escolhesse entre ele e ela? Obviamente o ruivo optaria por ela e ele sairia perdendo, perderia aqueles lábios que tanto gostava de beijar, aquele corpo que amava lamber e o pênis que adorava chupar. Sentia-se tão sujo pensando daquela forma. Como em tão pouco tempo havia se tornado tão pervertido, tão impuro, tão sujo? Onde estava o Peter que colocava a vontade de todo mundo na frente das suas, e porque não conseguia fazer o mesmo com Loreta? Será que passara tanto tempo com inveja de seu namorado que adquirira por ela um sentimento de ódio? Mas se Guto dizia que resolveria tudo é porque ele resolveria tudo. Não é? Deveria confiar nele e deixar rolar. Caso contrário, poderia perdê-lo para sempre e não queria aquilo de jeito nenhum.

—-x--

Durante a noite, tivera alguns sonhos estranhos, para variar. Isso quando enfim conseguira dormir depois de se virar para um lado e para o outro, e mudar de posição pelo menos umas três vezes. Sonhara que transava com Guto, que lambia todo seu corpo e o outro pedia por mais e mais e mais. Ele dizia para Peter não deixá-lo, pois precisava dele e o cacheado prometera que não o faria. Mais tarde sonhara que montava um unicórnio com a crina roxa e depois que a sua casa estava derretendo como se fosse feita de cera. Isso era o que conseguia se lembrar, mas tinha sonhado com coisas ainda mais bizarras que seu subconsciente deve ter apagado para proteger sua mente de algo que pudesse traumatizá-lo.

Abriu os olhos, olhou para a janela. Estava ofegante como se não houvesse ar dentro daquele quarto, correu até esta e abriu. O sol estava tímido, mas aos poucos ia clareando a rua. Ficou ali apenas pensando sobre os sonhos que tivera e sobre o que o futuro lhe aguardava. O que tinha com Guto era um sonho, de verdade, um sonho. Mas será que iria durar e será que estava pronto para enfrentar o mundo para ficar ao lado de seu amor? Imaginava o momento em que contaria a seus pais, e dali, vieram dois tipos de reação. Na primeira, eles aceitariam bem e diriam que sempre souberam que ele era diferente, que estranhavam ele não trazer uma namorada para que eles conhecessem e que só queriam que ele fosse feliz. Na segunda, eles diriam que não admitiriam aquilo, que ele era uma aberração e que não haviam criado um filho para ser viado. E ambas as opções tinham 50% de chance de se tornarem reais. Um filho gay nunca sabe como os pais vão reagir quando chega o momento de revelar sua sexualidade, ou de apresentar um namorado e destruir seus sonhos de vê-lo casar-se e dar-lhes netos, como a Sociedade exige, para que eles possam exibir aos amigos e dizer que criaram muito bem seu filho e que estavam orgulhosos do homem que ele havia se tornado. Homem. O que era ser um homem? Era apenas ter o órgão sexual masculino conhecido por pênis? Era transar com varias mulheres só para afirmar sua masculinidade e seu posto de macho dominante? Era assistir a jogos de Futebol mesmo que não suportasse aquele esporte e não entendesse qual a graça de ver homens correndo atrás de uma bola enquanto havia gente passando fome do lado de fora do estádio? Ou era ser corajoso o suficiente para aceitar-se como era e viver da forma que lhe fizesse feliz sem se importar com o que os outros diriam?

Viu uma borboleta com as asas pretas voando pousar do lado de sua janela. Porque as borboletas o perseguiam daquele jeito? Via borboletas por toda a parte e geralmente quando as via algo estranho ou ruim acontecia. Seria um presságio? Uma forma do Universo lhe avisar que algo estava para acontecer e que ele deveria se preparar? No entanto, ver borboletas pretas era mais raro e geralmente não vinham boas notícias depois disso. Será que as outras pessoas também viam borboletas com tanta frequência? Seus pensamentos foram interrompidos pelo som do despertador tocando aquele som irritante que todas as vezes fazia Peter ter vontade de atirá-lo contra a parede ou lançá-lo pela janela sem se preocupar se acertaria a cabeça de alguém que estivesse por ali passando, por azar.

Foi até o aquário alimentar seu peixinho Remo, que pela primeira vez em tempos não viera correndo pela comida. Devia estar sem fome ou triste. Será que os peixes também ficam tristes como a gente? Será que eles também se sentem solitários sozinhos dentro de um aquário como alguém que não tem amigos ou namorado? Pensou que talvez fosse hora de comprar um amiguinho para ele, quem sabe de outra espécie. E quanto à sexualidade, seria fêmea ou macho? O certo era comprar uma fêmea para que eles pudessem namorar, mas e se o peixinho fosse gay? Existem casos de homossexualidade no reino animal registrados na internet. Quem sabe seria interessante comprar dois peixes, um macho e uma fêmea, formando com Remo um trio. Mas e se os dois ficassem amigos e deixassem Remo de lado como Luna fizera com ele depois de conhecer Josh? Pensaria naquilo com calma durante o dia para decidir da melhor forma. O peixinho enfim viera comer, o que despreocupou o dono.

O cacheado foi para o banheiro, tomou banho e arrumou-se para a escola. Era uma quinta feira, e aquilo o deixava contente, pois no outro dia era sexta e no sábado e domingo não teria aula. Não que não gostasse de estudar, mas não gostava muito de ir à escola, de observar a vida perfeita das outras pessoas, felizes com seus relacionamentos heterossexuais e com a certeza de que não seriam separados por conta da não aceitação da sociedade. Ele acreditava em Guto, que dizia que iria terminar com a namorada para ficar com ele, mas também sabia que ele poderia o estar enganando, ou que na hora não tivesse coragem para fazê-lo. Precisava contar com aquilo, pois podia acontecer e não queria ser pego totalmente de surpresa. No entanto, a incerteza o estava matando. Foi chamar o irmão, que levantou-se reclamando como sempre. Como era possível que ainda não tivesse se acostumado a acordar cedo mesmo depois de tanto tempo fazendo-o? Ali estava uma diferença entre os dois, Peter conseguia se acostumar com as coisas com mais facilidade, mesmo que aquilo não fosse bom.

A caminho da escola, pararam para comprar doces. Ah sim, doces! Tinha melhor maneira de começar o dia que com um saco cheio de balas, pirulitos e chicletes? Dividiram entre eles, e cada um seguiu seu caminho. Ambos mascavam chiclete em uma sintonia tão única que qualquer um que visse diria que eram irmãos. Peter observou Pablo atravessar a rua e entrar na escola. Ainda tinha que levá-lo e buscá-lo, pois os pais ainda achavam cedo para que ele tivesse tanta liberdade. Chegou ao colégio, Luna não havia chegado ainda, apenas Josh que estava no portão conversando com uns amigos. Ele ignorou o cacheado ao passar, e o cacheado fez o mesmo. Os dois realmente não se gostavam. Depois chegaram Luna, Guto e Loreta. Peter ficou do pátio interno os observando e invejando cada interação que Loreta e Guto tinham. Desejava um dia poder fazer o mesmo, abraçá-lo em público, beijá-lo e dizer que era seu namorado.

O dia passou rápido. Ao fim da aula, Luna chamou o amigo para ir a casa dela, mas antes foram buscar Pablo e deixá-lo em casa. Chegando a casa de Luna, o cacheado observou tudo procurando pelo ruivo.

— O que foi? – a loira cuja raiz já começava a ficar ruiva por falta de retoque perguntou percebendo seu olhar transitando pela sala, cozinha e parando nas escadas.

— Não é nada.                               

— Tá procurando pelo Guto? – o cacheado arregalou os olhos e fez o máximo para tentar disfarçar.

— Não. Por que eu estaria?

— Não sei. Vocês estão bem amigos ultimamente. – ela comentou.

O amigo pensou em contar-lhe sobre a situação e o que estava havendo entre ele e o irmão, no entanto sabia que o maior não gostaria que a irmã soubesse, mas também sabia que a amiga não o perdoaria caso descobrisse que ele escondeu algo com tamanha importância. Estava entre a melhor amiga e seu irmão.

— Ah, ele gosta de conversar comigo. Você sabe, conversa de macho. – brincou.

— Coisas que eu não entenderia. Não é? – o amigo assentiu. – Eu vou subir e tomar um banho. Fica à vontade e come o que tiver na geladeira.

Peter abriu a geladeira, pegou alface, tomate e maionese para fazer um sanduíche. Pegou duas fatias de pão, colocou tudo dentro e mordeu o sanduíche. Terminou de comer e bebeu um copo de refresco enquanto pensava na vida, mais propriamente em Guto. Ao terminar, puxou um pirulito de dentro de seu bolso, o desembrulhou e pôs na boca. Foi então que Guto chegou, ia passando direto quando viu Peter e retornou entrando na cozinha.

— E aí, cadê a Luna? – ele perguntou.

— Tá lá em cima tomando banho.

— Eu tô com uma fome. O que tem pra comer? – ele o encarou com um sorriso malicioso.

— Ah, nem sei. Eu comi um sanduíche mesmo. – o ruivo aproximou-se por trás, encostou seu corpo ao do menor e lhe deu uma encoxada.

— Você tá uma delícia chupando esse pirulito. – disse em seu ouvido. – Mas eu gostaria que você estivesse chupando outra coisa. – falou com malícia ainda se esfregando nele, desabotoo o cós da calça e abaixou a cueca dando-lhe a visão de seu membro.

Peter corou e olhou na direção das escadas preocupado que a amiga descesse e se deparasse com aquela cena. Será que sua cabeça explodiria como num sonho que tivera uma vez?

— Mas aqui? Agora? – questionou.

— Aqui e agora! – o outro reiterou tirando o pirulito da boca do menor e colocando em sua própria boca. Peter estava nervoso, mas também estava muito excitado com aquela cena.

A verdade era que Peter não sabia dizer não para Guto, assim como também não sabia dizer não para Luna. E lá estava ele, de joelhos, mais uma vez chupando o pênis do irmão da melhor amiga, salgado por conta do suor de um dia quente dentro de uma cueca em uma cidade onde um dia faz frio e no outro faz muito calor.

— Eu te comeria agora mesmo se a Luna não estivesse em casa. Tô com um tesão enorme! – ele disse baixinho segurando a cabeça do menor.

Peter seguia chupando-o, lambendo-o, deixando-o invadir sua garganta com movimentos rápidos como verdadeiras estocadas. Depois o segurou e ficou apenas sugando-o como fazia com o pirulito minutos atrás.

— Assim! Chupa esse pirulitão! – o maior brincou e o outro o obedeceu.

O ruivo levantou uma perna e a pôs sobre o balcão mandando que o outro desse um pouco de atenção a seu saco e bolas. Peter prontamente o obedeceu como um cão faz com seu dono em troca de um pedaço de carne. Guto gemia muito também como se não se importasse que sua irmã o ouvisse do andar de cima. Então ele gozou dentro da boca do cacheado, a quantidade fora tanta que escorrera por seu queixo e pescoço.

— Você fica lindo sujo com a minha porra. – o maior elogiou enquanto o outro se esforçava para engolir tudo mesmo com o gosto azedo do vômito que tentava subir por sua garganta e misturava-se aquilo.

Foi então que o ruivo levantou o menor e o colocou debruçado sobre o balcão, abaixou sua bermuda e empinou sua bunda espalmando-a, abriu a extremidade entre as bandas e pôs a língua ali dentro com o pirulito agora em mãos. Lambeu para cima e lambeu para baixo, para um lado e para o outro, dentro, fora e dentro novamente, profundamente, intensamente, freneticamente. Peter mordia o próprio dedo na tentativa de abafar um gemido e sua face estava muito vermelha.

Então sentiu algo penetrar-lhe, era diferente, era melado e grudento. Não era o pênis de Guto, pôde constatar. Era o pirulito babado por ele e que antes estava em sua boca. O ruivo brincava estocando-o lá dentro, aumentando a velocidade e diminuindo, empurrando fundo, colocando e tirando, balançando, girando, apertando. Retirou e o chupou, colocou mais uma vez e recomeçou a brincadeira. Como aquele doce poderia estar lhe dando demasiado prazer não conseguia entender. Seria pelas mãos daquele que fazia? Seria o modo como ele fazia? Ou seria sua obsessão por doces? Era obcecado por duas coisas no mundo: Doces e Guto. Logo, a junção deles só poderia dar naquilo: Um prazer que parecia não ser real e como resultado um Peter com as pernas trêmulas, apoiando-se no balcão, arfando e mordendo os próprios dedos.

Certamente, Guto avançaria com aquilo se Luna não gritasse que já ia descer, o que deixara os dois desesperados fazendo-os parar e correr para esconder qualquer sinal do que ali houvera. Guto o beijou rapidamente e lambeu seu lábio inferior, pegou um guardanapo e o ajudou a limpar a face com restos de gozo, por fim, devolvendo a sua boca o doce que agora tinha um gosto diferente.

—x-

Mais tarde decidiram pedir uma pizza e assim que esta chegou sentaram-se à mesa para comer. De um lado estava Guto, Peter no meio e Luna na ponta. Mais que rápido comeram a de mussarela e já estavam na doce, com cobertura de chocolate e granulados coloridos. Peter colocou um pedaço na boca e então sentiu algo tocar sua mão. Pelo tato ele pôde sentir que era a mão de Guto quem segurando a sua e repousou em seu abdome, deslizando para dentro da cueca. O cacheado estava sem reação e extremamente nervoso por Luna estar ao lado enquanto estava naquela situação. Ele pôde sentir os pelos roçando em sua mão, o pênis e o saco.

O membro de Guto ia crescendo enquanto era tocado e ficava mais e mais rígido até um ponto em que estava apertado demais para a mão de Peter estar ali e o ruivo abaixou o short e a cueca. O menor continuou tocando-o , alisando-o e sentindo-o crescendo em sua mão. O toque macio daquele falo fino e cumprido como um palito de picolé sendo estimulado pela mão de Peter que era guiada pela mão de Guto. Esta ia subindo e descendo deslizando pelo cumprimento até que o ruivo fechou os olhos e o outro pôde sentir sua mão melada. Foi então que a campainha tocou e a loira correu pra atender. Nesse momento Guto levou a mão de Peter até sua boca e o cacheado lambeu seu dedo sujo de gozo. O maior sorriu satisfeito.


Notas Finais


Então, eu só ia atualizar quarta feira, mas estava muito ansioso pra postar esse capítulo.
A fic tá acabando e isso me dá um alívio porque essa fic é muito pessoal e mexe muito comigo.
Eu estou tentando escrever um capítulo extra e está sendo bem complicado pra mim.
Peço que comentem e me sigam, pois vou trazer conteúdo novo em breve
O que acharam da cena do pirulito?
Até
XX


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