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História My Better Half - Capítulo 8


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Notas do Autor


Hi guys! ✌

Capítulo 8 - Eight


Fanfic / Fanfiction My Better Half - Capítulo 8 - Eight


Yovanna Schuster POV's

Jurerê Internacional (SC) ● Brasil


- Ótimo... agora me conta a história de você estar grávida do Veiga. - Gustavo pegou delicadamente pelo meu braço e me pôs pra dentro do vestiário.

Sorri e vi ele me encarando sério.

- Uau... então é por isso que você resolveu deixar o pobre do ataque do Avaí desfalcado pelo resto da temporada? - Sorri sarcástica pra ele, que bufou.

Gustavo foi expulso de campo logo na metade do primeiro tempo por ter dado um carinho violento e completamente desnecessário em um atacante do Avaí.

- Não brinca Bella, e não foge do assunto também. - Ele me pressionou delicado feito uma mula na parede.

Ergui a cabeça pra encarar ele porque qualquer um deles é mais alto que eu, até mesmo o Dudu.

- Você sabe que isso é uma brincadeira minha... porque acreditou? - Perguntei estendendo minhas duas mãos sobre o peitoral dele.

Gustavo estava completamente encharcado por conta da chuva que ainda caía.

- Porque tudo que dizem a respeito de você se transforma em dúvida algumas vezes. - Ele respondeu me olhando nos olhos.

Respirei fundo e sorri pelo nariz.

- Se fosse dele estaria bem maior... e a minha barriga continua a mesma coisa... apenas um pouquinho de volume, mas parece até que estou gorda  - Disse pegando a mão dele e deixando na minha barriga.

Gustavo sorriu meio que aliviado e fez a minha testa ficar coladinha na dele.

- Então é meu... não é mesmo? Você deve estar com quatro ou cinco semanas de acordo com as minhas contas. - Ele disse como um sussurro e começou a beijar meu rosto.

Nesse momento eu comecei a chorar por dentro.

- Eu não sei exatamente o tempo... eu tô confusa. - Respondi com uma certa vergonha.

Que horror, eu não saber quem é o pai do meu provável bebê.

- Nós podemos resolver essa confusão facilmente... Eu também estou nervoso e não tô conseguindo dormir direito só de pensar que você pode estar grávida de um filho meu. - Ele alisava minha barriga enquanto deixava beijos pela minha testa.

Suspirei leve pra eu não chorar porque ultimamente eu tô chorando até ao ver o cachorrinho abandonado na rua.

- Eu vou resolver isso sozinha, só me dar um pouquinho de tempo... quando eu souber do resultado eu procuro você. - Disse deitando minha cabeça sobre o peito dele com a camisa molhada.

Gustavo ficou em silêncio e levou as mãos no meu cabelo, afagando e beijando minha cabeça.

- E o Martin? Ele merece saber se for dele... Ou você vai esconder? - Eu não consegui conter minhas lágrimas nesse instante.

O paraguaio levantou minha cabeça e fez eu encarar ele.

- Eu não tenho mais tempo a perder com um garoto que não sabe o que quer... uma hora ele me ama e outra hora ele me chuta como se eu fosse um nada... Eu cansei de ser humilhada por causa dele, sendo que ele não move um passo por mim, não abre a boca pra me defender... e ainda zomba de mim junto com os amigos... Esse sem dúvidas não vai saber de nada. - Gustavo limpou minhas lágrimas que foram descendo pelo meu rosto.

- Shiu... então o bebê é nosso... ele é meu, eu sinto isso. - Ele susurrou e colou os lábios nos meus.


(...)


Depois que o jogo acabou e o Rapha foi liberado, nós pegamos nossas coisas e saimos juntos, deixando uma tropa de jogadores curiosos e um Gustavo Gómez com uma cara nada boa por eu ter dito que iria passar minha folga com o Veiga na casa dos meus avós em Jurerê Internacional.

Na saída do estádio nós não passamos despercebidos, a imprensa que cobria o jogo conseguiu algumas fotos nossas, e pra colocar mais pilha na matéria deles o Rapha teve que sair de mãos dadas comigo. Eu não me importo com isso porque aos olhos da mídia brasileira somos um casal, não assumido mas somos um casal.

- Finalmente folga... agora eu vou curtir o aniversário do vovô Schuster e amanhã eu vou sequestrar todas as netas dele e sumir pra ilha. - Rapha jogou a cabeça no meu ombro, exaustivo apesar de ele ter entrado somente no segundo tempo e ter jogado quase nada.

- Ah não... eu não quero ver você no meio delas, eu tenho ciúmes. - Disse pegando meu celular e vendo algumas mensagens.

Rapha sorriu e levantou a cabeça rapidamente só pra beijar meu rosto.

- Então eu vou sequestrar só você e sumir pra ilha. - Ele disse voltando a deitar a cabeça no meu ombro.

Sorri e dei um beijo na cabeça dele.

- Te amo seu perna de pau. - Brinquei com ele.

- Vaca... - Ele respondeu dando um tapa de leve na minha perna.

Dei uma gargalhada alta, ele chamou atenção até do taxista.

- O que o Lucas espalhou pra vocês dessa vez? - Perguntei ao começar a afagar o cabelo molhado dele.

- Que eu vou ser pai. - Rapha começou a passar a mão na minha barriga.

Sorri e dei um beijo na cabeça dele.

- Mas você sabe que isso é só uma... - Ele me interrompeu.

- Sim... eu sei que não existe chances nenhuma de ser meu... a não ser que você esteja com três meses já. - Ele sorriu fraco ao levantar a cabeça do meu ombro e me encarar.

Eu sorri lateralmente e dei um selinho nele.

- Eu devo estar com cinco ou seis semanas. - Disse olhando pela janela do carro e vendo o movimento da estrada.

Rapha deitou no meu ombro de novo e ficou calado.

- Cinco ou seis semanas atrás você já tinha voltado de Las Vegas, Bella... e voltado bem antes. - Rapha me assustou ao falar de novo.

Eu fechei os olhos e deitei a cabeça no banco de couro.

- Pois é... e depois disso eu me envolvi só com uma pessoa... que você sabe perfeitamente quem é. - Respondi.

- O Gustavo. - Foi quase inaudível a voz dele.

Eu fiquei como estava e não disse mais nada, nem ele. Fomos o caminho inteiro em completo silêncio, notei ele um pouco chateado.

Meia hora depois o táxi parou em frente a casa dos meus avós, de longe já vi a garagem aberta e muitos carros estacionados. Meus avós levam uma vida de alto padrão, são de classe alta e a casa deles é bem grande e bonita, não fica localizado dentro de um condomínio luxuoso, mas rua que eles moram é repleto de seguranças.

Pagamos o taxista e tiramos nossas malas do carro, ainda estávamos todos vestidos com o uniforme do clube, eu ainda estava encapada por estar muito frio, apesar de não estar chovendo nessa zona de Florianópolis.

- Hum... será se esqueceram da gente e já começaram a festa. - Rapha perguntou enquanto arrastavamos nossas malas até a entrada.

Sorri ao ouvir várias vozes e barulhos já do lado de fora.

- Sabe como é família reunida né... os Schuster então, fica parecendo até uma feira livre de domingo. - Disse entrando na frente.

Passamos pela porta da garagem e vi alguns carros bem luxuosos, deveria ser dos amigos ricos do meu avô.

Subimos alguns degraus e parei na porta, exausta por eu estar com uma mala média, uma mochila nas costas e a minha bolsa de ombro.

- Eu tô com fome Bella... vai me deixar comer hoje? - Rapha perguntou enquanto eu apertava a campainha.

Sorri e virei pra dar um selinho nele.

- Eu também tô... mas dependendo do que a vovó tiver feito e conhecendo ela como eu conheço... tem comida até pra cachorro aqui. - Disse vendo a sombra de alguém chegado pela porta de vidro.


Martin Garrix POV's

Jurerê Internacional (SC) ● Brasil


Eu já era apaixonado pelos brasileiros, agora então, eu amo eles de verdade. Passar meia hora conversando com a avó da minha garota foi o suficiente pra eu amar ela ainda mais.

Quando pousamos no aeroporto de Florianópolis seguimos direto para o bairro onde eles moram, e Lara sendo praticamente da família foi a porta de entrada pra gente, fomos bem recebidos pela senhora da casa e suas netas, que por sinal é uma mais linda que a outra. Tá explicado o porque de a minha garota ser tão linda, a beleza é de família.

Educação eles tem de sobra, só a mãe da minha garota que não me recebeu muito bem, foi simpática mas forçada. As tias da minha garota se encantaram comigo e com os meus amigos, as primas ficaram incrédulas ao me ver, a vovó Schuster já começou a me mimar e me tratar igual um bebê.

Fomos bem acolhidos e a vovó dela já preparou até quartos pra gente porque disse que amigos da neta dela são da família. A senhora me falou tão bem da minha garota, mas ela imagina que somos só amigos, porque depois começou a falar sobre ela namorar com um jogador do clube, o que não me deixou muito feliz.

- Hum... acho que a bonequinha chegou. - A vovó Schuster levantou do sofá toda sorridente.

- Eu já estou aqui vovó. - Nathália que é uma das primas da minha garota disse fazendo todos rirem.

Ela é linda e tem uma semelhança incrível igual da minha garota, parecendo até irmãs gêmeas, mas diferente da Bella, Nathalia é tão introvertida e calada na dela.

- Você é uma boneca também meu amor... mas ver se não implica com a sua prima ou então eu vou te expulsar daqui hoje. - A mais velha foi tão séria ao olhar pra loira dos olhos de mel.

- Como sempre... - Nathália sorriu balançando a cabeça em negação e saiu da sala.

O clima meio que ficou tenso, mas ouvimos a campainha tocar pela quarta vez.

- A Bella sempre sem paciência. - Louis disse sentado do outro sofá ao lado de uma outra prima da minha garota, que pareceu gostar dele.

Todos sorrimos, mas eu fiquei nervoso e com os batimentos acelerados.

- Relaxa Dj... seja lá o que você fez, minha prima é um amor de pessoa. - Juliana que é outra prima disse sentada do meu lado, ela não saiu de cima de mim desde a hora que eu cheguei.

Sorri lateralmente e ouvi vozes da minha garota, ela cumprimentava a vovô dela em português, entendi algumas coisas somente, mas depois ouvi vozes masculina dizendo "Oi minha garota favorita... esta tão linda minha rainha", depois ouvi risos da vovó dela.

- O Rapha. - Lara disse sorridente ao ouvir a voz.

Eu respirei fundo e fiquei mais nervoso ainda quando ouvi mais barulhos deles chegando na sala.

- Eu tô com fome vovó... prepara um boi inteiro pra mim e o perna torta aqui. - Foi impossível ficar calado ao ouvir a minha garota chegando na sala toda sorridente.

Todos caíram na risada.

- Não chama o meu princeso de perna torta... eu vi a prova de natação deles hoje. - Lara abriu a boca ao ver a minha garota chegar na sala

Sorrimos ao lembrar do final do jogo que ainda assistimos, estava um completo dilúvio dentro de campo.

- Uau... temos muitos convi... - A minha  garota paralisou no mesmo instante ao me ver sentado em um dos sofás.

Ela olhou para o Menno ao lado da Lara, olhou para o Louis ao lado de Jennifer, e voltou a olhar pra mim ao lado de Juliana, o jogador também paralisou ao lado dela.

- Hum... vai ter até atração internacional no aniversário do meu amigão. - O jogador foi tão sarcástico e ainda sorriu.

- Eu sabia que a senhora gostava de ajudar os necessitados vovó... mas colocar desconhecidos dentro de casa é meio estranho né... francamente... não confie em pessoas assim. - Ela soltou seriamente ao olhar pra mim.

Todos que estavam na sala ficaram de olhos arregalados, eu fiquei todo sem jeito. Mas ela como sempre gosta de pagar na mesma moeda, se ela é constrangida, gosta de constranger os outros também.

- Sua filha já foi mais educada com as pessoas, Mariana - Uma das tias disse ao chamar a atenção da mãe dela.

- Ela jamais agiria assim sem motivos. - A mãe da minha garota disse ao levantar do sofá e ir até a filha.

Bella estava paralisada e de cabeça baixa com o jogador falando alguma coisa no ouvido dela.

- Realmente... ela jamais agiu assim sem motivos. - Juliana me cutucou do lado.

- Parem com isso, ela está cansada só isso. - Vovó Schuster olhou para as filhas e netas com olhar de repreensão. - Vamos subir meu amor... precisa tirar essa roupa, tomar um banho e comer... está com muita fome? - A vó dela foi toda cuidadosa com ela, parecendo até que ela é a coisa mais importante da vida dela.

E de fato é.

- Um pouco... Eu quero bolo de chocolate, vovó. - Minha garota respondeu com um sorriso lateral pra vó.

- A vovó fez meu amor... um grandão só pra você. - A mais velha deu um beijo no rosto da minha garota.

Ela estava igual uma boneca de tão vestida, aparecia só o rosto e o cabelo curto agora. Ela usava o uniforme de trabalho, tênis esportivo nos pés, com um casaco no corpo, luvas e touca. O jogador também usava somente o uniforme, é carregava uma mala e mochila na costa, ele é todo grandão, mais alto que eu.

- Você pode ficar no meu quarto Rapha. - Laura que é outra prima dela disse toda sapeca para o jogador.

- Vou adorar. - O jogador sorriu e piscou pra ela.

- O namorado é meu... deixa de ser assanhada. - A minha garota fez uma cara estranha ao olhar pra prima.

Eu quase tenho um ataque de ciúmes na hora.

- Para que o teu namorado é outro. - Juliana disse e piscou pra ela.

- Aquele que sente vergonha de mim na frente dos amigos e da família. - Ela soltou a indireta no ar. -  Vamos, meu amor... para o nosso quarto... você não sente vergonha de mim. - Bella disse em inglês com tom de provocação e pegou na mão do jogador.

As primas e tias dela começaram a rir.

- Vamos, meu amor. - O jogador também foi provocativo ao me olhar sério.

Eu só fiz revirar os olhos e vi eles saírem da sala, a vó e mãe dela foram atrás com a mala e mochila dela.

- Relaxa... ele vai ficar com a Laura. - Lara disse sorridente ao notar meu ciúme.

Olhei pra prima dela e ela sorria levemente.

- Fica tranquilo Dj... dizem que o namorado é dela, mas quem transa com ele sou eu. - Laura piscou pra mim.

Os meninos arregalaram os olhos.

- LAURA. - A mãe da própria ficou envergonhada com a fala da filha.

As outras primas e tias só souberam rir.

- Bem vindo a família Schuster, Martin... mas conhecido como o antro das mulheres safadas. - Jennifer que estava ao lado do Louis disse ao sorrir alto.

- Vocês são a vergonha da família. - Nathália disse ao voltar pra sala se novo.

- Falou a mais desavergonhada de todas. - Juliana disse.

É impossível ficar triste ao lado dessas mulheres.

- Vamos tomar um suco ali na cozinha, meu docinho. - A mãe de Juliana me chamou ao levantar do sofá.

- Mamãe, ele tem que ser meu marido e não padrasto. - Juliana disse fazendo todos rirem.

- Vamos, depois você fala com ela... minha sobrinha é legal. - A mãe de Juliana pegou pela minha mão.

Aceitei e fui com ela pra cozinha, todos vieram atrás, só fomos atrapalhar o trabalho da equipe de buffet que fazia todo o jantar para o vovô da minha garota, que até agora não apareceu.













Notas Finais


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