História My biology 2 Temporada - Capítulo 26


Escrita por: ~ e ~Demilindagata

Postado
Categorias Ariana Grande, Cara Delevingne, Demi Lovato, Fifth Harmony, Hailey Rhode Baldwin, Justin Bieber, Kristen Stewart, Mac Miller, Miley Cyrus, Nick Jonas, Robert Pattinson, Selena Gomez, Shawn Mendes
Personagens Ariana Grande, Camila Cabello, Cara Delevingne, Dallas Lovato, Demi Lovato, Justin Bieber, Kristen Stewart, Lauren Jauregui, Mac Miller, Miley Cyrus, Nick Jonas, Normani Hamilton, Personagens Originais, Robert Pattinson, Selena Gomez, Shawn Mendes
Tags Camren, Carlena, Carley, Demisten, Diley, Jailey, Nemi, Robsten, Semi
Visualizações 120
Palavras 3.859
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Saga
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Como eu etou bem ausente, resolvi postar mais um cap pra vocês.
Boa leitura.

Capítulo 26 - Chronos Lovato Cyrus


Fanfic / Fanfiction My biology 2 Temporada - Capítulo 26 - Chronos Lovato Cyrus

Miley On:

– Já sabem, relatório na minha mesa no final da aula. Vou buscar um café e quando voltar, não quero ver ninguém de brincadeira ou conversando. Isso aqui é uma universidade, não uma sala de bate-papo.

– Sim, professora Cyrus.

Um ano havia se passado desde a grande operação de Cara, como o tempo passou correndo. Voltar a dar aula era gratificante, ter os alunos subordinados à mim, melhor ainda. Com a saída de Cara, passei a dar aula de Anatomia A e B, ou seja, meu trabalho e o salário duplicaram, coisa que eu não reclamava nem um pouco. Alguns professores até tentaram impedir que eu pegasse as duas matérias, disseram que era injusto com os outros que já estavam na Columbia a mais tempo. Pouco me importei, afinal, eu passei pelo mesmo problema quando dava aulas em colégios. Demi dizia que eu gostava de testar o limite das pessoas e, bem ou mal, não tinha como negar.

Abri a porta da sala dos professores e recebi alguns olhares tortos, já tinha passado um mês desde que eu assumi as duas matérias e alguns não pareciam aceitar ainda. Convenhamos, eu não estava nem ai. Meu bolso enchia cada vez mais e o deles, permanecia com a mesma quantia todo mês. Liguei a máquina de café e esperei que o expresso ficasse pronto, estava caindo de sono graças a uma noite um tanto agitada com Demi. O tempo estava estável, apesar de estarmos em outubro. Perto do Halloween. Lembro-me do ano em que inventei de distribuir doces quando ainda morava em Miami, algo que me arrependo até hoje. Enquanto observava o líquido escuro cair calmamente na caneca, senti uma mão no meu ombro e me virei para ver quem era.

– Muito trabalho, Cyrus?

– Ei, Kordei. Como você está?

– Muito bem, obrigada. Como andam as coisas pro seu lado? Sei que não tem muitos amigos por aqui desde que a Cara saiu.

– Pouco me importa a opinião desses ranzinzas, a diretoria me escolheu e não ia negar um trabalho tão bem remunerado como esse. Convenhamos, eles só estão com esse bico armado, porque não recebem aumento a alguns anos. – Peguei a caneca de café e dei um belo gole, sentindo o líquido quente descer pela minha garganta e me relaxar. – Mas conta, está se adaptando?

– Claro, o pessoal daqui é ótimo. Miley, posso te fazer uma pergunta indiscreta?

– Bom... sem problemas.

– E a Demi? Como está?

– Está muito bem. Ontem mesmo eu estive com ela.

– Soube que foi ela quem operou a Cara.

– Sim, foi ela.

– Eu sempre achei que a Demi ia ser alguém muito importante um dia, veja só onde aquela menina tímida chegou. Uma das melhores cardiologistas de Manhattan e.... sua noiva. Isso é impressionante! – Soltei uma risada nasal e Normani começou a gargalhar. – Logo você, que sempre dizia que não ia casar, acabou enlaçada por uma menina treze anos mais nova.

– Pagamos com a língua, certo?! – Ela concordou com a cabeça e eu olhei o relógio, mais vinte minutos e estava livre para ir pra casa. – Bom, Normani, tenho que ir para a sala ver meus alunos e liberá-los. Nos vemos por ai.

– Ham... Miley?

– Sim?! – Voltei minha atenção para ela, enquanto abria a porta para sair da sala dos professores.

– O aniversário de um ano da filha da Cara é amanhã, não é?

– É sim. Ela te chamou, certo?

– Chamou, só queria confirmar mesmo a data, estou meio perdida com essas provas finais chegando.

– Mais de quatro anos trabalhando aqui e você ainda não se acostumou?! – Soltei uma gargalhada e ela revirou os olhos em impaciência. – Fica relaxada, vai dar tudo certo. Até amanhã.

Sai da sala dos professores tomando o café, enquanto me arrastava pelos corredores de volta à sala de Anatomia. Olhei pela janelinha da porta e abri um sorriso maldoso ao ver todos os alunos sentados, focados nos relatórios para entregar no final da aula. Enquanto analisava cada um deles, senti um empurrão no meu ombro, que fez todo o café cair na minha blusa branca. Soltei alguns palavrões e virei minha atenção para a garota que estava no chão.

– Está cega?! Não olha por onde anda?!

– Você que estava parada no meu caminho! – Franzi o cenho e me abaixei para ficar da altura da abusada. Assim que ela levantou um pouco o rosto, meu coração foi na boca. Linda. Foi tudo que eu consegui pensar em relação àquela adolescente raivosa na minha frente. Os cabelos eram ruivos, mas não muito claros. Os olhos azuis fitavam os meus com certo ódio. – O que foi?! Nunca me viu?!

– Não, e nem quero ver de novo. Preste mais atenção, esses corredores não são uma pista de corrida. – Levantei calmamente e virei para entrar na sala, mas não podia deixar de alfinetá-la mais uma vez. – E outra coisa, trate de medir suas palavras ao falar com uma professora. Não sou suas amiguinhas de sala, entendeu?

– Já te falaram que você é arrogante?!

– Já. Isso, minha querida, é um elogio. Passar bem.

Abri a porta da sala e meus alunos engoliram em seco ao ver minha camisa completamente manchada de café. Sabiam que isso com certeza, ia me deixar irritada, mas eu estava perturbada demais pela imagem da menina ruiva para me deixar levar pelo desespero da turma. Me sentei na minha mesa e peguei meu celular para ver se tinha alguma mensagem. Quatro de Demi, uma de Cara, uma de Noah e uma de Braison.

“Ei, Cyrus, não esqueça da festa de aniversário da sua afilhada amanhã. Sel mandou você trazer vinho. Beijo. – Cara”

“Miley, estou indo para Manhattan hoje de noite. Não perco o aniversário da filha da C- Diddy por nada. Nos vemos lá, tenho algumas novidades para contar. – Noah”

“Espero que tenha lugar na sua casa para mim. Chego em Manhattan hoje. – Braison”

“Temos um assunto sério para conversar. – Demi”

“Não se atrase para o almoço, você lembra, né?! – Demi”

“Por que não me responde?! – Demi”

“Droga, Miley. Estarei no restaurante, espero que não esqueça. Te amo. – Demi”

Assunto sério para falar comigo?! O que foi que eu fiz dessa vez?! Será que Demi tem sexto sentido e algo apitou dentro dela, avisando que eu olhei demais para a ruiva irritadinha no corredor?! Suspirei olhando a tela do celular e decidi não responder nenhuma das mensagens, estava sem cabeça depois das últimas da minha noiva. Demi andava um pouco estranha de dois meses para cá. Tinha insônia, cansei de acordar no meio da noite e perceber que ela estava chorando no terraço. Alguma coisa estava mexendo com ela e não era nada bom. Podia ser um paciente que ela perdeu ou uma operação difícil, mas eu só conseguiria saber, se ela me contasse. Coisa que não faz.

– Tudo bem, pessoal... – A turma virou sua atenção para mim e apoiei os cotovelos na mesa, massageando as têmporas e entrelaçando os dedos. – Relatórios em cima da minha mesa, matéria da prova final vocês já sabem. Nos vemos na semana que vem e nada de atrasos. Meu limite para deixar um aluno entrar depois do horário, é de cinco minutos. Tenham um bom dia.

A sala foi esvaziando, minha mesa enchendo de relatórios feitos com dedicação pelos alunos apavorados com minhas atitudes. Eu gostava disso, desse medo que eu passava para eles. Talvez fosse por isso que as notas em Anatomia A e B estavam aumentando, o desejo de me impressionar era maior que a vontade em si de estudar. Perfeito. Levantei sentindo meu corpo pesar e comecei a guardar os relatórios dentro da pasta.

– Então você vai me dar aula período que vem? – Ouvi uma voz conhecida vinda da porta e me virei, dando de cara com a ruiva encostada na porta, de braços cruzados.

– Se você passar.

– Eu vou passar.

– Quem te garante?!

– Eu e as minhas notas. – Ela abriu um sorriso convencido, que acabou me fazendo rir junto. – Até ano que vem, professora Cyrus.

– Como você...

– Sei de muita coisa, mais do que você pensa. – A ruiva deu as costas e sumiu no corredor, me deixando com cara de idiota dentro da sala. Só podia ser algum tipo de brincadeira.

Dirigi até o restaurante que Demi marcou, estava quinze minutos atrasada e tenho certeza que ela estava com um bico do tamanho do mundo. Estaria mentindo se não dissesse que aquela ruiva me bagunçou os sentidos, mas jamais trairia Demi. Não valia a pena, não depois de tudo que passamos para chegar onde estamos. Estacionei em frente ao estabelecimento e o rapaz pegou o carro para procurar uma vaga. Estava pouco movimentado por conta do horário, por isso foi fácil achar minha pequena impaciente, observando sua aliança de noivado, enquanto a rodava no dedo. Cheguei por trás e dei um beijo em seu pescoço, vendo os pelos de sua nuca arrepiarem.

– Me desculpa pelo atraso, fiquei atolada na faculdade.

– Vou tentar acreditar.

– Sabe que eu não estou mentindo. – Retirei o casaco e ela franziu o cenho. – O que foi?

– Sua camisa está manchada.

– Pois é. Uma aluna idiota, convencida, esbarrou em mim e deu nisso.

– A aluna... esbarrou em você? – Demi cerrou os olhos e cruzou os braços. Eu sabia exatamente onde aquilo ia dar.

– Não está pensando que eu...

– Não, eu não estou pensando em nada.

– Seu bico não me engana. – Ela deu de ombros e tomou um gole do vinho, fechando os olhos e respirando fundo. – Olha, eu não vou fingir que não percebi que tem algo errado com você. De um tempo pra cá, está estranha e isso me assusta. Quase não conversamos mais e o hospital parece ter tirado toda a sua energia. Será que pode me dizer o que está acontecendo?

– Miley, eu...

– O que? Não quer mais casar? Não está preparada para vivermos juntas? Podemos dar um jeito nisso e....

– Ei, calma. – Ela abriu um sorriso terno e eu senti um nó se formar na minha garganta. Sua mão veio de encontro à minha, fazendo um carinho de leve com seu polegar. – Está tudo bem. Não é nada disso.

– Então... o.... o que é?! Não me assusta.

– Por que está tão preocupada?! Está devendo, é?!

– O que?! Eu?! Claro que não! Mas é que você nunca agiu assim e....

– Miley, para. Você vai acabar enfartando aqui e eu não estou com cabeça, nem emocional para te operar.

– Vira essa boca para lá! – Demi gargalhou e eu me senti um pouco aliviada.  Nada nesse mundo me acalmava mais do que ela. – Então... o que foi?

– Estou um pouco... como eu posso dizer... com um espírito maternal.

– O que?! Está grávida?! Mas... como?!

– Miley...

– Eu não posso te engravidar, que história é essa?! Demi, você andou me traindo?! Isso...

– Miley! – Ela aumentou um pouco o tom de voz e segurou meu rosto com as mãos, deu um suspiro cansado e acariciou minha bochecha. – Será que você pode respirar e me deixar falar?!

– Sim... eu... me desculpa.

– Quando eu disse que estou com espírito maternal, é porque... queria ser mãe. A convivência com a Lana e Kendall tem me deixado assim. Ser madrinha de uma delas me mudou completamente.

– Você... quer ter um bebê?!

– Não que seja algo para agora, mas... sim, eu gostaria de ter um filho. Mas só se fosse com você. – Me aproximei dela e selei nossos lábios.

– Teremos um pedaço de nós, eu prometo. – Demi concordou com a cabeça e abriu um sorriso enorme, quase rasgando seu rosto. Era bom vê-la dessa maneira depois de tanto tempo. – Por acaso você está sabendo que teremos dois casais convidados lá em casa durante o fim de semana?

– Estou sabendo. Seus irmãos me ligaram hoje para avisar, pedi para a Mercedes preparar os quartos de hóspedes.

– Por que sou a última a saber de tudo?!

– Porque você não atende o celular. Agora vamos comer.

Foi muito melhor do que eu imaginava. Demi e eu conversamos sobre os velhos tempos e ela me contou sobre os últimos pacientes que atendeu. Parecia orgulhosa de seu trabalho e eu me sentia inteira por tê-la comigo. Não mencionei a ruiva, seria completamente desnecessário. Um dia eu ia contar, ainda mais que no período que vem, eu teria que dar aula para ela todos os dias. Esconder esse fato era algo impensável.

Combinei com Demi que ela buscaria Noah e Braison no aeroporto, eu precisava fazer algumas coisas antes que ela chegasse em casa. Avisei a Mercedes, uma empregada latina na casa dos cinquenta anos, que voltaria um pouco tarde e, caso Demi perguntasse, era para dizer que eu estava na universidade porque surgiram algumas emergências. Tudo tinha que dar certo. Sabia que ela ficaria irritada ao chegar em casa e não me encontrar, ainda mais tendo meus irmãos por lá, mas era algo que eu tinha que fazer. Por mim, por nós.

Cheguei na garagem e senti meu celular tocando no bolso. Sorri de canto ao ver um nome mais do que conhecido por mim, era a pessoa certa para me ajudar a fazer algumas coisas por Demi. Entrei no carro e atendi a ligação, ouvindo reclamações do outro lado da linha.

 Só porque sou gay, vocês demoram para atender minhas ligações?! Sabe a quanto tempo estou tentando falar com o casal lésbico do ano, depois de Ellen e Portia?!

– Nick, respira.

Não me pede para respirar, estou a três dias atrás das duas. O que foi isso?! Retiro sexual?! Porque eu só aceito isso como desculpa por me esquecerem.

– Não foi isso, as coisas ficaram um pouco complicadas de uns meses para cá.

Está tudo bem?

– Sim, está. – Ouvi um suspiro aliviado vindo dele e gargalhei – Quer encontrar comigo agora? Passo no seu apartamento para te buscar.

Ainda se lembra onde eu moro?!

– Quanto drama. Se arrume, em quinze minutos estou ai.

Ih, querida, quinze minutos é pouco. Vou tomar banho agora.

– Se vira, em quinze minutos estou passando no seu apartamento e se não estiver pronto, vai nu.

Não me importo. Beijos.

Desliguei a ligação com Nick e sai do prédio às pressas. O trânsito de Manhattan estava tranquilo, os prédios e ruas já começavam a ser enfeitados para o Halloween. Abóboras esculpidas, luzes de neon, morcegos, fantasmas, bruxas, coisinhas típicas nessa época do ano tomavam conta de toda a cidade. Em dois dias, meu prédio viraria um inferno com tantas crianças pedindo por doces ou aprontariam alguma travessura. Talvez seja por isso que eu escolhi apartamento ao invés de casa, não corria riscos de sofrer nenhum dano.

Estacionei em frente ao prédio de Nick e gargalhei ao vê-lo sair pela portaria. Estava usando uma calça larguinha, tênis formal, camisa branca de gola v e um boné virado para trás. Ele abriu a porta do carro e me encarou por um tempo, antes de começar a rir.

– O que é isso?! Pirou?!

– Querida, não estamos no Halloween?!

– Sim, mas...

– Então... estou fantasiado de hétero. Não existe fantasia pior para mim do que essa, mais assustadora que de bruxa. Essa eu deixo para a minha sogra. – Soltei uma gargalhada alta e ele me acompanhou. Já tinha esquecido como era bom tê-lo assim, tão perto. – Bom, o que aconteceu? O que está aprontando? Cadê a Sapavato?

– Minha nossa, quantas perguntas. – Eu dirigia calmamente pela cidade, o local que eu ia era um pouco afastado do centro e não estava com pressa. – Demi esteve um pouco fora desse planeta por um tempo, até eu descobrir qual era o problema.

– E qual era?

– Ela quer ser mãe. – Nick deu um berro que me fez dar uma freada brusca. Olhei incrédula para ele, que estava com as mãos na boca e os olhos arregalados. – Enlouqueceu?!

– Desculpa, foi a emoção. Ela quer ser mãe?! E ai, quando vão engravidar?

– Não vamos engravidar.

– Que absurdo. Por que não?

– Esse não é o momento. Nem casamos ainda.

– Não sei porque ela ainda quer casar com você. Quase seis anos de noivado, ninguém merece. – Cerrei os olhos para ele, que se encolheu no banco. – Vai falar que estou errado?

– Não, não está. Mas você também sabe de tudo que aconteceu nesse tempo todo. Continuando, esse não é o momento para termos um filho ou filha. Demi está maternal porque tem convivido bastante com as filhas da Cara e da Sel.

– Compreensível, mas o que vai fazer em relação a isso?

– O plano é o seguinte...

Dirigi cerca de uma hora e meia até chegarmos a um bairro repleto de casas muito bem arrumadas, o tempo estava agradável e não se via nuvem alguma no céu. Passei todo o trajeto contando meu plano para Nick e ele parecia tão animado quanto eu. Volta e meia, dava seus berros de empolgação, mas conseguia manter o controle oitenta por cento do tempo. Estacionei em frente a uma casinha de madeira no final de uma rua sem saída, desci do carro e Nick me acompanhou. Depois de três batidas na porta, uma senhora atendeu com um sorriso no rosto.

– Boa tarde, senhora Redarn. Eu liguei mais cedo.

– Claro. Miley, não é?

– Isso mesmo.

– Esse é o seu marido? – Ela abriu um sorriso para Nick e ele deu um beijo em sua mão, arrancando um suspiro da idosa. – Educado.

– Sou o marido dela, é um prazer. – Olhei incrédula para a criatura ao meu lado, ele realmente estava levando a sério a fantasia de Halloween, até a voz estava mais grossa.

– É uma mulher de muita sorte. Além de muito educado, é bonito.

– Obrigada, mas... vim saber se já está tudo pronto.

– Está sim, pode entrar, querida. Quer alguma coisa? Um café? Água?

– Aceito um café, obrigada.

A casa da senhora Redarn era muito simples. Construção antiga, de madeira e as paredes eram pintadas de branco. Tudo muito leve, repleto de plantas e quadros de paisagens. Ela nos levou até o quintal e meus olhos brilharam. Uma organização e cuidado de tirar o fôlego, me pergunto se no final de tudo, eu terminaria desse jeito. Bom, espero que sim. No momento em que sentei no pequeno sofá na varandinha, senti meu celular vibrando e tremi ao ver o nome de Demi na tela.

– Nick... Demi está me ligando.

– Qual o espanto?!

– Ela não pode saber que eu estou tão longe de casa, pedi para a Mercedes dizer que eu tinha ido até a universidade cuidar de uma emergência.

– Pra que mentir?! Toda lésbica é lerda assim?!

– Todo gay se acha inteligente?! – Trocamos olhares intimidadores e ele arrancou o celular da minha mão, correndo para o meio do quintal para atender. Ótimo, ele ia me ferrar. Depois de cinco minutos, Nick voltou com um sorriso no rosto. – O que foi?!

– Falei que te encontrei na Columbia e te trouxe até meu apartamento para pegar um presente que eu comprei para a Kendall, já que não vou poder ir amanhã.

– Posso saber por que não vai poder?

– Viagem. Estou à caminho de Sidney hoje de noite.

– Por que Sidney?!

– Na verdade, Miley, estou me mudando para lá. Consegui um bom emprego e tinha que ir imediatamente. Por isso estava tentando encontrar você e Demi com tanta urgência, tive medo de não conseguir me despedir. – Ele sentou do meu lado e suspirou.

– O Shawn sabe disso?

– Ele vai comigo, está tudo arranjado. Por sorte, o espertinho conseguiu um emprego lá pelas minhas costas, só para fazer surpresa. Fiquei feliz em saber que Shawn procurou as coisas sem eu saber, só pra me surpreender. Passamos por tantas dificuldades e agora, estamos no nosso melhor.

– Espero que fiquem bem. Demi vai sentir sua falta.

– E eu vou sentir falta da minha Sapavato. Acabei me aproximando demais de vocês e deixar tudo para trás assim.... é.... complicado. – Dei um abraço em Nick e começamos a rir, no exato momento em que a senhora Redarn apareceu.

– Como é bonito ver um casal dessa maneira. Sinto tanta falta do Jorge.

– Não tem filhos, senhora Redarn?!

– Por favor, me chame de Rita. Respondendo sua pergunta, tenho um filho mais velho. No momento, ele está no trabalho, é a minha companhia. – Ela botou a bandeja de café em cima de uma mesinha e começou a nos servir. – Fiquei muito feliz quando você disse que sua mãe tinha me indicado para te ajudar, Leticia é uma mulher maravilhosa. Como eles estão?

– Eles quem?!

– Seus pais! – A mulher abriu um sorriso e tomou um gole do café. – Não os vejo tem anos.

– Estão bem. Acho que vou visitá-los no natal.

– Vá, por favor. Não deixe esse tempo que tem com seus pais, passar. É algo que sentimos falta, mas que não podemos substituir.

– Entendo muito bem.

– Quanto a vocês? Têm filhos? – Olhei para Nick e ele engoliu uma gargalhada, neguei com a cabeça e ela suspirou. – Bonitos desse jeito, logo logo terão uma criança maravilhosa atazanando vocês.

– Por enquanto, aproveitamos enquanto não temos. Não é, amor?! – Nick falou com a voz mais grossa que tinha e eu gargalhei concordando.

Ficamos duas horas na casa da senhora Redarn, ajeitando algumas coisas e jogando conversa fora. Quando o Sol estava se pondo, Nick me ajudou a pegar o que combinamos e nos despedimos da senhora. Claro que ela nos fez prometer voltar mais vezes, mas teríamos que explicar o motivo de eu ter uma esposa, e Nick, um marido. Dessa vez, dirigi mais rápido que na ida, Demi provavelmente estava uma pilha de nervos e subindo pelas paredes. Antes de chegar ao prédio, tivemos que parar para comprar um presente para Kendall. Nick demorou duas horas para decidir entre uma girafa e um elefante de pelúcia, resumindo, levou os dois.

Assim que entramos no elevador, olhei para o que tinha ido buscar na casa da senhora Redarn e suspirei. Esperava que aquilo desse certo. Nick afagou meus ombros e me ofereceu um sorriso animador. À essa altura, ele já tinha esquecido da sua fantasia de Halloween. Era bom ouvir suas risadas escandalosas ou ver os olhares dele para os homens andando na rua.

Paramos em frente à porta e ouvi a risada alta de Demi, Noah e Christina, vinda da sala principal. Ótimo, assim que eu entrasse em casa, daria de cara com ela e, com certeza, ouviria um pouquinho do sermão. Talvez a presença de Nick acalme um pouco os nervos. Pedi para que ele fosse na frente e, assim que girou a maçaneta, os berros de Demi invadiram o corredor. Assim que me viu, se afastou dele e cruzou os braços.

– Oi...

– Emergência na faculdade?! Por que mentiu? Eu liguei pra lá e me disseram que você não colocou os pés na Columbia hoje de tarde.

– Demi, eu já disse que... – Nick tentou explicar, mas ela fez um sinal para que ele nem tentasse.

– Estou esperando.

– Bom, eu andei pensando.

– Pensando?!

– Sim, no que me falou no restaurante. Sabe? Sobre ter filhos... – Na mesma hora, a cara emburrada dela foi substituída por um semblante confuso. Entrei no apartamento e fechei a porta.

– O.... o que é isso nos seus braços?!

– Como eu estava dizendo... você disse que queria ser mãe, mas concordamos que essa não era uma boa hora. Sei que errei bastante e que estive ausente por muito tempo, mas espero acertar dessa vez.

– Miley...

– Quero que conheça o Chronos. O primeiro Lovato Cyrus da história.


Notas Finais


COMENTEM.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...