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História My Bitter Sin - Capítulo 2


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Notas do Autor


Não sei ao certo que caminho esta história vai seguir, estou apenas escrevendo.
Espero que gostem, sinto que não é o suficiente e espero melhorar.

Capítulo 2 - Propósito


Fanfic / Fanfiction My Bitter Sin - Capítulo 2 - Propósito

Se você quer que eu escute, sussurre

Se você quer que eu corra, apenas ande

Escreva seu nome em renda e couro

Eu consigo te ouvir

Você não precisa falar


Você é minha obsessão

Meu fetiche, minha religião

Minha confusão, minha confissão

A única que eu quero esta noite

Você é minha obsessão

A questão e a conclusão

 Obsession - Cinema Bizarre


Hungria, Budapeste 1897 - Convento Santa Maria 


Sexta- feira 13,  de Novembro de 1897


Agatha ouvia os gritos de suas irmãs, a aflição, medo e súplicas por misericórdia a um Deus que pudesse as salvar, provocar Drácula confirmando as informações dos diários e relatos de Jonathan Harker havia lhe dado um sentimento de poder e curiosidade, ela não esperava os morcegos que surgiram sobre o convento, ou a figura do homem se transformando, sua imagem nua coberta por sangue, por alguns segundos essa visão a deixara desconcertada, ele era belo como descrito, seus cabelos e olhos escuros como a noite, se perder dentro deles poderia ser fácil para qualquer um, mas Agatha sabia quem ele era realmente e testá-lo seria apenas o começo. 

Ela não contava que Jonathan fosse convidar Drácula a entrar, não contava em fugir com Mina, porém a jovem já havia sofrido o bastante e proteger a todas era algo que Agatha sabia que não conseguiria e internamente se amaldiçoava por permitir; armar freiras com estacas e crucifixos era simples, no entanto não as havia ensinado a lutar, eram apenas mulheres de fé. 

_ Estamos seguras Mina. Ela diz a jovem de cabelos loiros tremendo.  Suas palavras entretanto não lhe transmitiam a mesma confiança que expunha. 

No andar superior Drácula observava com prazer os cães destruírem as mulheres, seus corpos estraçalhados, suas palavras ao vazio, e olhares perdidos, a vida se esvaindo das íris, algo que nunca lhe perdia o encanto, o férreo perfume de sangue tomava conta, porém os olhos azuis acinzentados não se encontravam presentes, nem mesmo a fragrância de jasmins; Agatha Van Helsing mais uma vez desaparecia, o reencontro com a jovem que surgia em seus pensamentos, agora alterado pela mulher que ela havia se tornado, com uma língua afiada, corajosa suficiente para desafiá-lo e com sua beleza mais definida; nunca um sangue lhe parecera tão perfeito, como se tudo antes fosse aceitável porém sem o refinanciamento e excelência, aquele pequeno vislumbre através do punhal, jamais seria suficiente, ele a faria durar, se deleitaria de seu sabor e de seu corpo e por fim seria divertido ter alguém com coragem suficiente para enfrentá-lo; não era medo que assistira nos olhos dela ao corte da cabeça da madre superiora, mas algo diferente que ele não conseguia identificar ao certo.

Quando o último grito ecoou, deixando os cães se saciarem, Drácula se levanta, seguindo atrás do homem que o trouxera até ali, fora fácil encontrá-lo morto com uma estaca no peito, Harker não era e nunca fora forte o suficiente mas sua aparência poderia ser-lhe útil. 

Agatha rezava pela alma de suas irmãs enquanto Mina, permanecia abalada pela morte de seu amado, a freira mantinha para si mesma a opinião de que ele não podia continuar vivendo como um morto vivo, era nobre da parte dele se matar em nome da segurança da noiva.

_ Jhonny. Mina diz ao ver a imagem de Harker, o peito da camisa coberto por sangue onde o punhal lhe atingira.

_ Não consegui detê-lo. Eu o deixei entrar. Jonathan parecia completamente perdido, seus olhos vazios.

_ Nós sabemos Jhonny, ele matou todo mundo.

O olhar do advogado se voltava para baixo.

_ Não cruze essa linha. Não pode entrar. Agatha põe a mão sobre o ombro de Mina, ela sabia que algo estava errado.

_ Deixe-o entrar, ele é forte. Mina súplica, sua esperança renovada pela visão de seu amado.

_ Não podemos confiar nele.

_ Ele é mais forte do que imagina. E se eu estou com ele…

_ Ninguém é forte o bastante. Ninguém!

Mas antes que pudesse impedir a jovem, Mina se dirigia para fora , convidando a figura a frente a entrar, Agatha sentiu um calafrio em sua espinha sabendo o erro que se cometia a sua frente.

_ Jhonny os seus olhos.

_ Ele está aqui dentro.

_ Porque os seus olhos não são mais azuis? 

Se aproximando ele sussurava no ouvido da jovem.

_ Esses não são meus olhos.

Mina se afastava com um olhar assustado para perto de Agatha, puxando com as mãos a pele do rosto, Drácula a arrancava como uma segunda pele, acompanhando os gritos de Mina, Agatha nunca havia assistido algo parecido. 

_ Eu morria de vontade de conhecê-la. O conde sorria para jovem sua face coberta por sangue, suas presas em evidência.

_ Conde Drácula, já se alimentou? Agatha abria o habito revelando seu pescoço e ombro em um puido vestido azul, a atenção do homem se voltando para ela.

_ Eu abri o apetite, que bom que vocês são duas. O sarcasmo escorria como sangue dos lábios dele.

_ Não. Sob nenhuma circunstância a duas de nós. - Agatha pegava um pequeno punhal ao lado de sua bíblia - Solte a Mina, ou me perdera. Eu sei que não gosta de beber o sangue dos mortos.

_ Você morreria por essa criança aterrorizada? Os olhos escuros corriam de Mina e voltavam, analisando cada movimento diante de si.

_ Eu morreria por qualquer criança aterrorizada. A voz da freira é firme tomando a frente.

_ Porque? 

_ Por que não sou como você. A um propósito mais nobre na minha vida, do que simplesmente prolongá-la. Libertia , leve-me e aprenda alguma coisa. As íris pretas se cruzavam com as azuis acinzentado.

_ Fuja ! Vá agora ! - ele grita ordenando o mais rápido a saída de Mina, apenas dois passos, e a distância se torna poucos centímetros  - Agatha Van Helsing, eu vou fazer você durar bastante. - ele desliza sua mão direita pela pele exposta, ela era suave assim como os primeiros flocos de neve que caem no início do inverno - Fará parte de mim, você vai viajar para um novo mundo nas minhas veias.

_ Vamos logo, amamentê-se .

Se aproximando do pescoço prestes a mordê-lo, Agatha pega a estaca ao lado de sua mesa, a enfiando no ombro do vampiro, que se afasta.

_ Achou realmente que eu desistiria sem lutar? Isso é entre nós dois Conde. Agatha arrancava o crucifixo do pescoço se colocando na porta ainda aberta por Mina.

_ Eu não sou uma das bestas com quem lutou Agatha, eu conheço você. Bebi seu sangue, acha que tem chance? Ele arrancava a estaca a jogando atravessando a janela do escritório, o som da vidraça preenchendo o ambiente.  

_ Você não tem idéia de quem sou Conde ou do que sou capaz. Ela colocava a cruz de prata frente a ele.

_ Eu sei quem é, você é humana Agatha, faz isso por razões humanas. Você quer vingança, acha que se me matar vai conseguir superar que matei seu pai, que salvara inocentes. Mas não irá, tirei isso de você. É arrogante da sua parte achar que pode me matar quando caçadores muito mais habilidosos falharam em suas tentativas. 

_ Eu não tenho medo da morte ou de você. Seus anos nesta terra podem ter lhe dado experiência, mas não contra mim. Você Conde, não passa de uma criatura como outras, apenas veste uma imagem que lhe convém, alimentando-se de outros.

_ Não seja tão impessoal Agatha, me chame de Drácula, creio que títulos não são necessários. Sua ordem está morta e sou o único diante de você. 

Diante dele Agatha erguia a cruz, o vendo recuar, não existia uma explicação lógica para aquilo, porém funcionava; correndo poucos metros em busca de alguma arma ou saída , ela o sente segurar seu pulso derrubando a cruz, antes que pudesse reagir seu corpo se encontrava batendo em uma parede de pedra.

_ Não é tão rápida quanto pensa. 

_ Se alimente de mim se é isso que quer. Mas ainda assim, eu vou destruí-lo Conde. 

_ Tem medo do meu nome?

_ Nomes tornam quem os usa pessoais e o que menos desejo em minha vida, é tornar-me em qualquer nível pessoal a você. Tudo o que vai ver em meus olhos ao tomar meu sangue será o desprezo, Conde. 

_ Está tornando tudo mais interessante Agatha, mas como lhe disse antes, farei você durar. Ele puxava com a mão livre a parte superior do hábito a fazendo cair aos pés dela.

Os cabelos castanhos se libertavam caindo sobre os ombros, ondas suaves ele sentia, os batimentos de Agatha se aceleravam apenas esperando o momento em que as presas lhe atingiriam. Sentiu uma dor leve, fechando os olhos um gemido lhe escapa, o corpo dele se encontrava mais quente, não sabia o momento em que ele a soltara, suas mãos fechando-se em punhos. 

A dor não mais existia, porém sentia o sangue escorrendo em sua pele, sendo absorvido pelo tecido do hábito, sentiu-se fraca. 

_ Não se preocupe estou apenas começando. Drácula diz afastando-se do pescoço, os olhos de Agatha se fechando, seu corpo se rendendo.

Segurando-a em seus braços, os batimentos antes acelerados se mantinham mais devagar, retirando os cabelos que caiam sobre o rosto desacordado, ele tocava os  lábios dela com o indicador, suaves como as pétalas de rosa recém colhidas; abaixando os olhos rapidamente pela vestimenta retornando, o conde pensava com sigo mesmo, quantos homens haviam provado daqueles mesmos lábios, Agatha era bela, porém sua personalidade forte e ímpeto, não era a característica que os homens comuns buscavam, para maioria uma mulher que desafiasse os padrões não seria adequada, e não a via se sujeitando a menos do que lhe desejado. 

_ Você vai ser mais interessante do que imaginava, Agatha Van Helsing. 

Inclinando-se selando por um momento seus lábios aos dela, o conde sentia-se roubando a inocência da mulher, a fazendo sonhar enquanto se separava. Apenas uma alma inocente podia pensar em salvar a todos, sacrificando-se.

_ Não existem propósitos na vida. Existe apenas o mal e o quanto está disposto a ir. Queria testar meus limites Agatha, mas eu testarei os seus. 

A carregando em seu colo, os dois deixavam o convento atravessando o rastro de sangue deixado.



Notas Finais


Um vídeo com a música que citei: https://youtu.be/ubeaKhE8jZc


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