História My bodyguard - Capítulo 1


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Categorias The Seven Deadly Sins (Nanatsu no Taizai)
Personagens Arthur Pendragon, Ban, Cain, Diane, Dreyfus, Elaine, Elizabeth Liones, Escanor, Gelda, Gilthunder, Gowther, Griamor, Guila, Gustav, Hauser, Hawk, Helbram, Hendriksen, Jericho, King Liones, Margaret, Meliodas, Merlin, Veronica, Zaratras, Zeal, Zeldris
Visualizações 276
Palavras 1.491
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Prólogo



A melhor parte sem dúvidas de andar a cavalo é sentir o vento batendo no rosto, junto com a sensação deliciosa de ser livre e de que se pode voar. Sempre gostei destes meros minutos em que posso esquecer quem sou e das minhas responsabilidades e apenas aproveitar a liberdade.

Ser princesa não é assim tão legal quanto todos pensam que é, há responsabilidades para uma princesa também, não tantas como de um rei mas ainda há.

Sou a terceira filha e consequentemente terceira princesa do reino de Liones, minha família está no reinado há séculos. O trono que hoje é do meu pai já foi do pai de seu pai e do pai do pai de seu pai, confuso não é? Melhor dizer que você herda o trono e toda a responsabilidade que acerca ser um rei quando nasce na família Liones. Infelizmente o rei Baltra, meu pai, não teve nenhum filho homem e segundo uma lei antiga imposta pelo meu tataravô paterno, somente o primogênito ou um homem deve assumir o trono.

Ridículo.

Mas e a rainha?

A rainha cuida do palácio e é encarregada de dar herdeiros saudáveis para o rei, para que a linhagem monárquica continue.

Bem, seria assim segundo uma outra lei feita por meu tataravô. Porém o papel que a rainha Caroline Liones desempenhou foi outro, ao lado do meu pai ela governou o reino muito bem e foi motivo de orgulho para todos.

Infelizmente o destino foi cruel e logo após dar à luz a sua terceira filha, a rainha faleceu por complicações no parto.

Assim como aconteceu com minhas duas irmãs mais velhas, um cavaleiro fiel ao rei foi encarregado de me manter segura a qualquer custo desde bebê.

Meu guarda costas desempenhou um bom papel sempre, desdobrando-se para sempre manter-me em segurança a qualquer custo enquanto me auxiliava a crescer bem e muitas vezes ficava comigo até que eu conseguisse pegar no sono quando era criança.

Eu nunca fui uma menina calma como deveria ser, por sempre estar procura de algo novo ter contusões e arranhões em minhas pernas e braços era algo comum e que irritava profundamente Sir Meliodas.

Lembro perfeitamente a primeira vez que subi em na maior árvore do jardim, eu queria olhar para fora dos muros altos do castelo e no fim quase infartei meu pai quando o mesmo me viu lá em cima, correndo o risco de cair e me ferir gravemente. Observei admirada meu guarda costas subir nos galhos grossos da árvore com grande destreza e quando chegou onde eu estava sorriu ladino.

" Bom trabalho, princesa " ele murmurou e agarrada em seu peito protegido pela armadura descemos da árvore.

Claro que ele esteve presente em vários outros momentos importantes para mim há infância, como a perda do meu primeiro dente que foi totalmente sem querer em um pedaço de pão. Fiquei desesperado ao ver sangue e Meliodas precisou me explicar com muita paciência que outro dente nasceria no lugar e que a mesma coisa aconteceria com os outros dentes.

Os dias de trabalho duro dele para me manter segura logo passaram e quando fiz doze anos papai entregou a mim os deveres de uma princesa, era tão chato!

Passei dias dos meses seguintes lendo cada um dos livros que havia na grande biblioteca do palácio, cada livro contava uma parte importante sobre a construção do reino e sobre o legado dos Reis.

Monarquia é um poder absolutista, significa que todo o poder está nas mãos do rei e que ele leva sozinho nos ombros a responsabilidade de cuidar de muitas pessoas e mantê-las bem, não é algo que só um homem consiga fazer então há os nobres e conselheiros para ajudá-lo.

É assustador de ver, mas as famílias ligada a monarquia tem também um voto de lealdade total para com o rei a fim de sempre mantê-lo informado sobre tudo e jamais, em hipótese nenhuma traí-lo, pois isso faria sua cabeça ir parar em uma guilhotina na praça pública onde seria acusado de traição ao rei e por fim morreria tragicamente.

Cada sucessor ao trono teve seu diário onde escreveu os maiores desafios que enfrentaram durante o reinado e eu li cada um deles. Foi necessário um ano inteiro para tal façanha.

No meu aniversário seguinte, como presente, papai incumbiu meu guarda costas a me ensinar a usar pelo menos uma arma letal.

Nunca me senti tão feliz como no dia em que pude escolher uma arma, tinham espadas, machados duplos, lanças, arco e flecha e balestra. Logicamente escolhi a que achei mais letal e menos perigosa por ser usada à distância, a balestra de mira dupla.

Minha felicidade durou pouco e logo o dever de ser da realeza novamente tornou meus dias monótonos.

ೋ•◦❥••

O castelo estava como sempre durante toda manhã, cheio de vida e barulho.

Com cuidado termino de fechar o último botão do vestido e prendo meu cabelo longo com a ajuda de um laço, os fios prateados balançam de um lado para o outro quando os solto e eu empurro a franja para o lado deixando meus olhos livres de qualquer coisa que me atrapalhe, saio do quarto cumprimentando as serviçais que arrumavam e limpavam pela centésima vez o lugar onde já estava limpo, tudo deveria estar impecavelmente arrumado para a chegada do rei, segundo elas.

Sorrindo ajudo uma das cozinheiras que passa esbaforida segurando uma bandeja de prata com uma jarra de suco, com cuidado para não tropeçar na barra do meu vestido irritantemente cheio de camadas deixo o que carregava sobre a mesa e roubo um pãozinho fresco antes de me esgueirar para fora da sala de jantar sem que nenhuma das mulheres me vejam e impeçam que eu saía.

O caminho que percorro até chegar no estábulo é sem imprevistos, isto porque meu cavaleiro saiu em missão à dias atrás com outros cavaleiros do reino e isso me dá tempo o suficiente para ficar sozinha.

- Vêm garota - sussurrando puxo a égua branca para sair do estábulo e arrumo a sela para montaria.

Antes que eu realmente saía dos arredores do palácio, calço as botas de couro para não correr o risco de cortar as pernas em algum galho de árvore. Finalmente devidamente montada na égua branca seguro firme nas rédeas e bato o calcanhar levemente nas costelas no animal que saí em um galope constante.

Fecho os olhos para apreciar o momento, o som dos cascos da égua chocando-se contra o chão, o frio da manhã contra a pele e o som do vento nos ouvidos, tudo tão relaxante e calmo.

O momento de paz é interrompido pelo som de galope de outro cavalo e eu olho por cima do ombro ciente que há uma adaga no cano esquerdo da bota que uso.

- Ei! - Exclamo indignada quando o homem que aproximava-se agarra as rédeas de minha égua usando a mão direita - o que pensas que estas fazendo?

- Eu é quem pergunto isso - ele grunhe ao apear de seu cavalo e guiar-nos até a sombra mais próxima de uma árvore, bem longe ao sul está o reino - vossa senhorita não sabes ficar longe de problemas?

Não consigo segurar a vontade de revirar os olhos quando noto a formalidade com que ele se dirige a mim.

- Não é preciso tanta formalidade comigo, senhor.

Suas sobrancelhas loiras se juntam e ele amarra a rédea de minha égua num galho baixo.

- Sim, é preciso. A senhorita é uma princesa e eu sou apenas um cavaleiro que serve ao rei.

- Não... - solto meus pés dos apoios da sela e como sempre praticamente sou pega no colo por ele antes de descer - o senhor serve a mim, não ao meu pai.

Suspirando ele massageia suas pálpebras enquanto eu caminho até o tronco de árvore caído e me sento alí.

- Está se sentindo bem? - pergunto ao notar sua expressão azeda.

- Estaria melhor se estivesse dentro dos arredores do palácio e não galopando em uma égua arisca - ele me olha sério - além que você nunca tinha saído sozinha antes com um cavalo, sabe os riscos?

- Eu sei galopar, senhor - resmungo cruzando os braços sobre o peito.

- Não é porque deixo a princesa tomar as rédeas do meu cavalo quando está comigo que realmente sabe galopar.

Novamente reviro os olhos.

- Precisamos voltar para o reino. Tenho assuntos a tratar com o rei.

Em silêncio caminho até o garanhão ao lado de minha égua e monto em sua sela atrapalhando-me no processo com as muitas camadas do vestido. Meu guarda costas monta atrás de mim e passa os braços ao redor da minha cintura para conseguir pegar a rédea de seu cavalo sem soltar a égua.

O caminho de volta é feito em silêncio e cansada apóio as costas na armadura gelada do cavaleiro.

- Sir Meliodas? - chamo em bom tom.

- Uhm?

- Desculpe-me.

- Pelo quê?

- Por colocá-lo em enrascada com meu pai - murmuro ao ver o rei parado no estábulo quando nos aproximamos, sua expressão é severa e sei que irei ouvir uma bronca por ter fugido do palácio.


Notas Finais


Cá estou eu novamente com fanfic nova.
Eu precisava escrever essa estória, eu acordei com a idéia de escrevê-la.


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