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História My boss - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Inesperado


 Acordei, já era de manhã, e dessa vez eu tinha acordado antes do meu despertador tocar, não achei ruim, já que aquela droga faz um barulho insuportável e que não irá parar enquanto você não desligar. Pulei da cama e desliguei para que não acabasse me estressando com ele e quebrando-o sem querer. Fui até meu armário e peguei minhas roupas estilosas, depois fui direito para o banheiro. Liguei o chuveiro e enquanto tomava meu banho já fui escovando meus dentes… Após um bom tempo debaixo da água quente, eu saí e comecei a arrumar minhas coisas. Dessa vez, não esqueci de nada... Desci as escadas e peguei a chave do carro, entrei e deixei minha mochila – sim, eu ainda tinha uma, ela estava jogada no fundo do armário – no banco do passageiro e peguei o rumo para o trabalho...

Tranquei o carro e já com a mochila nas costas fui para o elevador do prédio. Quando estava entrando, acabei tropeçando sem querer e acabei esbarrando em alguém. Quando a pessoa se virou, senti um arrepio na espinha.

– A-ah! M-me desculpe chefe S-shirou. Eu tropecei sem querer.

– Tudo bem. Só tome mais cuidado da próxima vez. – Disse ele ajustando seus óculos.

Hein?!?! Será que eu realmente estou falando com um de meus chefes?! Eu o olhei por mais alguns segundos.

– O que houve senhor Masaki?

– N-nada chefe.

Com toda certeza era ele. Não se parecia nada com o chefe que eu havia conhecido no dia anterior, aquele Shirou com olhos assassinos, capazes de arrancar a sua alma sem o menor esforço. Agora parece outra pessoa, será que realmente ele estava possuído no outro dia? Seguimos para o elevador e começamos a subir as dezenas de andares.

– Não acha que chegou muito cedo?

– Sim, mas melhor chegar antes do que depois do horário.

– Concordo com você.

Mais alguns minutos se passaram e finalmente estávamos no último andar do prédio. Ele abriu a porta e nós entramos, o chefe seguiu para sua sala e eu para minha mesa, e sem demora comecei a fazer meu trabalho. Enquanto fazia alguns objetos para os cenários do jogo, senti uma mão em meu ombro e me assustei de novo – Eu ainda preciso me acostumar com isso – Olhei por cima de meu ombro e lá estava ele, com seus cabelos azulados totalmente desgrenhados, uma roupa muito bonita que o deixava ainda mais estiloso – Por mais que a mesma marcasse muito aquele corpo – e seu sorriso incrivelmente contagiante.

– Ah, te assustei de novo não foi? Peço que me desculpe. – Disse ele coçando a nuca.

– Isso não foi nada chefe, fique tranquilo.

Na verdade foi sim, mas eu não quero que ele se sinta mal por uma coisinha idiota dessas.

– Ei Sanjou, pare com essas brincadeiras! Quer matá-lo? – Gritou Shirou na porta de sua sala.

– Eu já pedi desculpas maninho. Fica frio aí.

– Eu estou frio! Eu só estou gritando porque estou longe! E eu não vou perder meu tempo andando até aí para falar isso pra você! Agora, deixe o novato em paz e vá fazer as suas obrigações!

– Está bem, está bem. Já estou indo.

Shirou fechou a porta devagar, e Sanjou olhou para mim, ainda com um sorriso no rosto, e logo pousou sua mão sobre minha cabeça.

– Se esforce bastante. Ah, e se precisar de ajuda com alguma coisa é só me chamar – Disse ele em um tom calmo e então foi embora.

Aquelas palavras foram o suficiente para me deixar ainda mais feliz. Tenho certeza que fiquei vermelho com aquela expressão gentil que ele fez para mim antes de ir. Agora eu estava muito mais determinado a chegar no topo, eu estava disposto a fazer tudo o que eu pudesse para chegar na onde eu queria e ficar ao lado dos maiorais, e inclusive dele...

Enquanto estava fazendo um dos cenários, lembrava sem parar da noite passada. O chefe Sanjou tinha um físico forte maravilhoso, e pensar que aquele corpo estaria junto ao meu por alguns minutos, isso me fez ficar excitado, sorte que ele não percebeu, porque se não eu estaria enrolado para tentar me explicar, e ainda ele poderia acabar se afastando de mim, nunca mais conversar comigo, talvez ele até mesmo peça para me despedirem se caso acontecer algo desse tipo de novo! Ah, eu sei estou sendo muito paranóico, mas tudo tem uma chance de acontecer, tanto coisas boas como coisas ruins – no meu caso acho que são mais coisas ruins...

As horas se passaram e eu finalmente havia conseguido terminar o cenário antes do horário de almoço. Suspirei aliviado. Havia sido muito difícil conseguir adicionar tantos detalhes daquele jeito, mas valeu a pena, já que ficou maravilhoso…

– Ei Masaki. Que tal descermos e comprarmos algo para comer?

– Foi mal Nagisa. Eu trouxe meu almoço hoje.

– Entendi, mas não vai nem me acompanhar? E-eu não gosto muito de ir sozinho nesses lugares desconhecidos. M-mas as vezes é necessário…

– Certo, eu vou junto.

Ele comemorou com um sorriso no rosto e pouco tempo depois fomos para o elevador. Como o horário de almoço tinha acabado de começar, o pessoal começou a sair para comprar o almoço e havia apenas dois elevadores, teríamos que nos espremer um pouco para tentarmos descer todos juntos. Nós dois entramos primeiro e logo os outros começaram a entrar. Nagisa acabou sendo empurrado sem querer e ficamos grudados um no outro, a situação só piorou quando percebi que ele era um pouco mais baixo que eu, e que dava para sentir a respiração dele em meu pescoço. Nagisa me olhou com seus olhos alaranjados e suas bochechas totalmente rubras que se destacavam de uma maneira impressionante por conta de sua pele extremamente clara.

– M-me desculpe.

– Não f-foi nada.

Desviei o olhar antes que as coisas ficassem ainda mais embaraçosas. Depois de uns três minutos, finalmente chegamos a um dos andares que possuía uma praça de alimentação de fora a fora. Ele foi o mais rápido possível para uma da lojas e pediu uma porção pequena de batatas fritas e uma de carne. Aquilo não estava certo, mas não falei nada, provavelmente com meus dezenove anos eu faria isso e também, o dinheiro é dele. Ficamos esperando uns trinta minutos e depois subimos novamente para o último andar, peguei minha marmita e fomos para o terraço. Estava ventando gelado, mas o tempo estava ensolarado então ficou equilibrado.

– Uau, aqui é realmente incrível não acha?

Assenti. Ele logo se sentou no chão.

– Nagisa, vai acabar se sujando. Vamos sentar em um banco.

– Ah qual é, nada que umas bofetadas nesse tecido não resolva.

Ele bateu uma das palmas no chão, eu entendi e sem mais rodeios fiquei ao seu lado e comecei a comer. Nagisa abriu as embalagens que estavam as batatas fritas e a carne, do bolso da jaqueta tirou um pequeno frasco de álcool em gel e colocou um pouco na mão. Após isso guardou-o e começou a comer com as próprias mãos, fazendo rodízio entre os dois alimentos. A princípio não liguei dele comer as batatas com as mãos, mas a carne? Nada contra as pessoas que fazem isso, mas é um pouco estranho. Ele não estava em nenhum churrasco comunitário ou algo do tipo para fazer aquilo. Ele parecia estar morto de fome comendo daquela maneira, mas eu o entendia, já que havia passado por essa situação no dia anterior.

– Ora, ora. Parece que não somos os únicos aqui em cima Shirou.

Ah, qual é isso é sério?!?! Olhamos para trás e demos de cara com os irmãos Akashi. Por favor que seja somente uma miragem, alguma ilusão de ótica. Mas não era, os dois logo se sentaram. Sanjou ficou ao meu lado e o Shirou ao lado de Nagisa. Não sei o porquê, mas eu tive a leve impressão de que alguém não estava nada feliz com aquilo. Olhei para meu amigo e em sua face o semblante insatisfeito era notório.

– O que houve Hyuuga? – Perguntou Shirou.

– Nada demais, eu só lembrei que ainda tenho muita coisa pra fazer. – Disse Nagisa voltando a comer – Ah, que falta de educação a minha. – Ele pegou as embalagens e as ofereceu – estão servidos?

– Obrigado, estamos satisfeitos. – Disse Sanjou.

Ele colocou de volta no lugar e voltou a comer. Fiquei impressionado com aquilo, ele já estava terminando a sua refeição. Nagisa era magro, mas queria saber para onde foi tanta comida. Qualquer dia vou chamá-lo de buraco negro, só para ver no que dá...

Nós ficamos conversando, para mim, estava sendo incrível. Estando ao lado do chefe Sanjou, vendo ele prosear conosco, nunca pensei que ficaria tão próximo de um superior assim. Parecíamos amigos de longa data. Shirou e Nagisa logo se levantaram e começaram a se afastar.

– Ei, para onde estão indo? – Perguntou Sanjou.

– Vamos descer. Já está quase na hora de voltarmos ao trabalho. Sabe muito bem que se a chefa sonhar que estamos atrasados, ela nos xingará até o final do dia.

– Certo. Podem ir, daqui a pouco desceremos.

Eles sumiram de vista e voltamos a conversar. Ele me contou histórias de seus anos de trabalho, acidentes engraçados que aconteceram com ele. Eu estava ficando roxo de tanto rir. Achei que iria desmaiar… Sanjou olhou em seu relógio e se levantou, como já havia entendido aquilo fiz o mesmo e fomos. No caminho para a escadaria acabei pisando em meu próprio cadarço e quase dei de cara no chão, mas ele me segurou, só que por algum motivo ele perdeu seu equilíbrio e acabamos caindo, novamente igual no dia anterior.

– Ah me desculpe! E-eu sou muito atrapalhado.

Quando estava me levantando, ele me puxou pelos pulsos de volta para cima dele e me beijou de língua – Eu estou alucinando? Bom, isso sendo real ou ilusão, não vou perder a oportunidade – Retribui o beijo, de forma calma, mas Sanjou resolveu continuar de maneira selvagem. Comecei a acompanhar, mas era um pouco difícil, mas com um pouco de esforço consegui. A falta de ar logo se fez presente e tivemos que nos separar. Ele se aproximou de meu ouvido, ainda ofegante pelo ato recente.

– Mas é muito mais sexy desse jeito.

A voz dele me fez arrepiar e como se não fosse suficiente me deixou excitado, pelo jeito eu não fui o único, já que logo senti algo se esfregando na minha calça, praticamente junto da minha ereção.

– Sanjou. P-podemos ir?

– Certo – ele se aproximou novamente de meu ouvido – Da próxima vez não teremos interrupções.

Senti um pouco de medo ao ouvir essas palavras… Após isso saí de cima dele e amarrei meu cadarço. Depois disso fomos correndo de volta para o trabalho…



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