História My boy ( Jikook) - Capítulo 16


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Park Jimin (Jimin)
Tags Bangtan Boys (BTS), Comedia, Hoseok, Jeon, Jhope, Jikook, Jimin, Jung, Jungkook, Kookmin, Lemon, Romance, Songfic, Yaoi
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Palavras 5.364
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura!! ☺

Capítulo 16 - Limites?


Fanfic / Fanfiction My boy ( Jikook) - Capítulo 16 - Limites?

Capítulo 16 Limites? 

[Jeon: - Sabe o que é limite?

Assenti balançando a cabeça.

Jeon: - Então.. só podemos ir até aqui.

- Esse é nosso limite. – Afirmou.

Jimin: - Jeon.. e...eu...te..nho d..de..zoi...to! – Menti.]

Jeon (on)

Quando fui buscar Jimin, conversei com Jung. Contei a ele sobre a minha suspeita quanto Jimin ser o filho do dono da empresa de cosméticos. E ele me disse que era melhor investigar melhor antes de falar algo. Tanto para Jimin, quanto para outras pessoas. Poderia ser coincidência. Apenas letras parecidas. E eu faria um enorme alvoroço por isso. E que a existência de Jimin em minha vida e no meu apartamento chegaria aos ouvidos do meu pai. Aí sim, eu correria o risco de perder meu planetinha.

Sai do salão um pouco aéreo ainda. Nem sei como dirigi no caminho certo até em casa. E quando chegamos, Jimin é quem abriu a porta. Porque eu esqueci que precisava enfiar a chave na fechadura para abrir. Ele também fez Ramên e chá para mim. E até pediu desculpas pela malcriação que fez com a Mika no jantar.

Enquanto eu comia, ele me olhava com aqueles olhinhos preocupados. Minha cara deveria estar péssima mesmo. Quando terminei de comer, fui para o quarto analisar alguns documentos. Eu tinha perdido muito tempo durante o dia olhando aquelas letras e comparando. Por tanto, deixei alguns documentos sem analisar. E eles tinham prazo de entrega. Apesar de ser uma empresa grande e ter vários outros caras que faziam cálculos, as vezes parecia que eu carregava tudo nas costas.

Me sentei na cama entre aquele monte de pastas e papéis. Comecei a analisar alguns e comparar outros. Até que Jimin apareceu no quarto.

Jimin: - A..ju..da?

Jeon: - Eu quero! Só pela sua companhia. – Com um leve sorriso.

Jimin: - Es..tá triste?

Jeon: - Não pequeno.

Jimin: - En..tão sor..ria para..mim! - Engatinhando na cama em minha direção.

Ele grudou em minhas bochechas e começou a puxa-las até me fazer sorrir.

Jeon: - Eu.. amo..você! - Com um sorriso repuxado.

O segurei pela cintura e puxei para mim.

Jimin: - E..Eu.. n..não v..vou em..bora!

- Por...que eu.. a...mo você! - Colocando a mão sobre o peito do lado esquerdo.

Jeon: - Seu.. trapaceiro! Sempre consegue ser mais fofo ainda! - Dando um beijo em sua bochecha.

Jimin: - Boch..che..cha não! – Reclamou.

- Que..quero aqui! – Apontando para sua boca.

Jeon: - Onde? - Me fazendo de desentendido.

Jimin: - A..qui! - Me dando um selinho.

Jeon: - Assim? – O abraçando forte.

Deitei Jimin em meio às pastas e papéis. E o beijei bem devagar. E pude perceber que seu corpo arrepiou por completo. Eu sorri. E antes que fizesse qualquer outra coisa, Jimin me puxou mais, me beijando. Nosso dentes até se chocaram. Me deixei levar por ele, e o beijei intensamente. E mais uma vez seus lábios estava entre os meus. Era tão fofo e macio que eu queria morde-lo todo. Começando pelos lábios.

Meu deitei lentamente sobre ele. Jimin, aos poucos, me dava espaço entre suas pernas. E lá estava eu, a ponto de incendiar de desejo por ele. Por fim, já não controlava minhas mãos. E me permitir escorrega-las desde suas coxas até seu abdômen sob a camiseta do pijama. Foi então que percebi que estava indo longe demais, pois Jimin estava muito quieto.

Jeon: - Sabe o que é limite? – Enquanto passava o nariz na bochecha dele.

Ele assentiu sem palavras.

Jeon: - Então.. só podemos ir até aqui.

- Esse é nosso limite.

Jimin: - Jeon.. e...eu...te..nho d..de..zoi...to! – Gaguejou todo nervoso.

Eu o olhei um pouco antes de falar qualquer coisa.

Jeon: - De onde tirou isso?

Jimin: - E..Eu.. le..lem...brei! - Disse sem me olhar nos olhos.

Jeon: - Quando?

Jimin: - Jeon... E.. Eu que..quero..m..ma..mais bei..jo Roman.. tico! - Tentando agarrar meu pescoço e me puxar para ele.

Jeon: - Chegamos no limite Jimin! - Disse me sentando na cama.

Jimin: - Jeon... – Se sentando na cama também e fazendo uma carinha triste.

Jeon: - Não adianta fazer essa cara.

Jimin: - Não..s..sou..cri..crian...criança! - Afirmou.

- Te..nho... de..dez..dezoi...to! - Insistiu.

- Eu..ten..tenho dezoito! – Repetiu.

- Tenho dezoito anos! Você...

- Pode tocar em mim. – Já nervoso e em tom alto.

Jimin enquanto falava já parecia agitado. Ele estava prestes a ter uma daquelas explosões de raiva. Logo aquele monte de papéis e pastas estariam voando. E certamente seria na minha cabeça. Eu já estava até imaginando.

Jeon: - Por que está com tanta pressa? – Disse em tom baixo.

Jimin: - Hum? – Sem me entender.

Jeon: - Por que tem pressa de fazer certas coisas?

Jimin: - O.. que?

Jeon: - Não podemos ficar só nos beijos românticos? – Propus.

- Melhor não irmos além disso. Não por agora. – Afirmei.

Jimin: - O.. que ..v..vem de..depois dos bei..jos Roman.. ticos? – Perguntou já mais calmo.

- A..qui..lo de f..fa..fazer pa..parar?

Não era possível. Ele estava falando de mastur... ou era de outra coisa?

Jeon: - É. – Achei melhor concordar e não perguntar nada.

Jimin: - Vo..cê não q.. quer?

Jeon: - Quero! Quero muito pequeno! Mas...

Jimin: - Ma..mas nada! - Vindo pra cima de mim todo nervoso.

Eu precisava contornar aquela situação. Algo me dizia que eu precisava investigar mais sobre a semelhança das letras antes de dar um passo a mais com Jimin. E precisava descobrir quantos anos ele realmente tinha.

Jimin avançou em mim, me empurrando na cama. Agora quem estava deitado era eu. Rapidamente subiu sobre mim e se sentou. Segurou meus braços pelos pulsos, como se estivesse me dominando. Eu sorri já que ele não tinha muita força e certamente eu sairia fácil dali.

Jimin: - Eu.. disse q..que eu q..quero! – Inclinando seu corpo e aproximando seu rosto do meu.

Jeon: - Jimin! - Sorrindo.

Jimin: - Para de rir! - Nervoso.

Eu ri mais por ele ter parado de gaguejar. E ele só não me bateu porque não queria soltar meus braços.

E mesmo nervoso daquele jeito, ainda me atacou com um beijo. E eu, sem pensar muito, correspondi.

Ele me beijava de um jeito desajeitado. Pura ansiedade.

Jeon: - So..solta meu...braço.. – Pedi entre os beijos.

- Não... vou fugir!

Suas mãos afrouxaram um pouco ao redor dos meus braços e consegui segurar seu rosto. Eu não o afastei. Ao invés disso, o beijei mais. E aproveitando que ele estava completamente molenga esperando seu beijado, passeie minha língua no seu céu da boca. Minhas mãos deslizaram pelo seu rosto e chegaram aos cabelos. E eu o segurei por ali.

Nos instantes em que nossas bocas se afastavam, Jimin buscava pelos beijos como um faminto.

Jeon: - Quanta ansiedade!

- Vou falar para sua doutora que anda ansioso demais. – Brinquei.

Jimin: - E ..Eu.. v..vou ..dis..zer que a.. cul..pa é sua. – Disse voltando a gaguejar.

Ele se sentou sobre mim e eu me levantei um pouco. Ficamos nos olhando uns instantes.

Jeon: - Como lembrou que tem dezoito?

Jimin: - E..Eu.. s..só lembrei!

Jeon: - Hum!

Jimin: - Jeon... – Avançando um pouco sobre minhas coxas.

Jeon: - Hum?

- Volta! - O empurrando de volta para quase perto dos meus joelhos.

Jimin: - Jeon.. na..não procu..ra ni..ninguém do m..meu pas..passa..do. – Me surpreendendo.

Jeon: - Por que está falando isso?

Jimin: - Po.. porq..porque e..Eu não quer..quero ir..

- Go..gos..to doo m...meu “eu” de a..go..agora!

Jeon: - Como sabe?

- Você se lembra do seu “ eu” de antes?

Jimin: - N..não.

- E..Eu.. s..só q..quer..quero..p..pen..pensar q..que nas..nasci d..de..novo!  – Disse com um leve sorriso.

- Nas..nasci p..pa..para te..c..co..conhe..cer! - Me fazendo corar e encher os olhos de lágrimas.

Jeon: - Então.. – O puxando para um abraço.

- Você é meu! - Descansando meu rosto em seu pescoço.

Dei-lhe mais um beijinho e o soltei.

Jeon: - Agora vamos arrumar isso aqui é dormir! – Sobre a cama e os papéis espalhados.

Comecei a recolher os papéis e colocar nas pastas. Jimin me ajudou e terminamos de limpar a cama rapidinho.

Jimin: - Pos..sso? – Se sentando na cama.

Jeon: - Pode. – Já me deitando.

Jimin se deitou ao meu lado e apoiou a cabeça sobre meu braço.

Jeon: - Jimin...

Jimin: - Hum?

Jeon: - E se o seu “ eu" de antes voltar algum dia, e não gostar de mim?

Jimin: - I..impos..impossível! – Virando o rosto em minha direção.

Jeon: - Por que acha que é impossível?

Jimin: - Eu..gos..gosto de vo..cê to..dinho! – Me dando a explicação mais fofa que já havia escutado.

Ficamos em silêncio e eu pensava nos documentos da empresa de cosméticos com a letra que eu achava ser do Jimin, e enquanto isso olhava para o teto.

Jimin: - Jeon! – Chamando minha atenção.

Jeon: - Hum?

Jimin: - Por..que q..quando vo..você me.. dá beijos Roman.. ticos me..meu meninão fica ma..maior? - Me fazendo engolir seco.

Me senti um pai tendo que explicar coisas sobre sexo para um filho pequeno.

Jeon: - Lembra... Eu já te falei o porquê!

Jimin: - A..mor?

Jeon: - É. – Assenti.

Senti a mão de Jimin procurando pela minha mão sob a coberta.

Jimin: - Isso.. é a..amor? – Colocando minha mão sobre seu “meninão”.

Jeon: - O que é isso? Seu..seu – Retirando minha mão de onde ele a havia colocado.

Enquanto eu o empurrava para o outro lado da cama, ele sorria alto. Já um pouco afastado de mim, me olhava e sorria. Ele estava muito “ saidinho" para o meu gosto. Muito provocador. Apostava que aquele comportamento era resultado de conversas estranhas com Jung e Kim.

Depois, ficamos em silêncio e Jimin se deitou de costas para mim. Eu queria ficar quieto e dormir pois, estava muito cansado. Mas também queria passar mais tempo com o meu garoto. Me aproximei dele e beijei seu ombro o sentindo respirar fundo.

Jeon: - Jimin?! - Em tom baixo.

Jimin: - Hum? – Sonolento.

Coloquei um dos meus braços no pequeno vão entre seu pescoço e o travesseiro. E o outro braço, coloquei sobre seu ombro. Jimin segurou minha mão e puxou para si. E em meu dedo polegar, comecei a senti algo quente, macio e úmido. Ele havia colocado meu dedo em sua boca e agora o rodeava com a língua. Depois de leves chupadinhas, retirou meu dedo de sua boca e abraçou minha mão, a colocando sobre seu peito.

Jeon: - Jimin? – Verificando se ele estava acordado.

Mas como resposta ouvi apenas um suspiro profundo. Ele estava dormindo já.

Como aquela pessoa conseguia ser fofo, bravo e provocativo daquele jeito? Agora quem estava com o “meninão” acordado era eu. E tive que me acalmar com os braços imobilizados por estarem um sob Jimin e o outro sendo agarrado por ele.

Mas consegui dormir.

Pela manhã, acordei antes dele. Procurei por ele ao meu lado, mas não o encontrei de imediato. Levantei a cabeça e olhei em direção ao peso que sentia sobre minhas pernas e lá estava ele. Jimin estava deitado sobre minhas pernas.

Jeon: - Planetinha?! – Tentando acorda-lo de forma fofa e carinhosa.

Jimin: - Não! – Sonolento.

Jeon: - Vamos?

- Levanta! - Sacudindo um pouco a perna.

Jimin: - Não quero!

- Quero ficar aqui deitado! – Falou sem gaguejar.

Jeon: - Você tem que ir na doutora hoje. – Engatinhando na cama até chegar nele.

- Se você levantar agora, te dou uma coisa! – Chantagiei.

Jimin: - O que? – Abrindo os olhos.

Jeon: - O que você quer? – Mexendo em seus cabelos.

Jimin: - Huuum... – Espreguiçando.

- Te ver.. pelado!

Jeon: - Quer o que? – Com ar surpreso.

Jimin: - C..co..comer ge..gelatto! - Voltando a gaguejar.

Jeon: - Levanta! - Disse em tom sério.

Levantei da cama e sai do quarto. Ele estava muito manhoso e provocante. Se eu ficasse perto dele em certos momentos, com certeza amoleceria e faria o que ele queria. E eu não sabia ao certo o que passava na cabeça dele sobre nós dois e sobre as coisas que vem após os beijos românticos.

Fui para a cozinha e fiz o café. Minutos depois Jimin apareceu e se sentou à mesa.

Jimin: - E..está m.ma..mais a..ale..alegre? – Me encarando.

Jeon: - Sim. – Com meio sorriso.

- E você?

Ele assentiu, mas seu rosto não estava demonstrando alegria alguma. Ele devia está com raiva pelo jeito que larguei ele no quarto.

Terminamos de comer E fui correndo terminar de me arrumar para o trabalho. Já pronto, procurei minha pasta onde havia colocado todos os papéis que tentei analisar durante a noite. Mas não a encontrei no quarto.

Jeon: - Jimin.. – Me preparando para perguntar sobre a pasta.

Contudo nem Terminei de falar, pois o vi segurando a pasta já perto da porta de saída.

Me aproximei e peguei a pasta de suas mãos. Ele nem sequer me olhou. E continuou de cabeça baixa.

Jeon: - O que eu fiz agora? – Sobre ele está com ar triste.

Recebi uma negativa como resposta. Pensei em apenas abrir a porta e sai em direção ao carro. E não tentar anima-lo. Até cheguei a destrancar e abrir a porta, mas não consegui deixar que saísse com aquela carinha triste.

Empurrei a porta com uma das mãos e o puxei de volta para dentro do apartamento com a mesma mão que segurava a pasta. O encostei na porta já fechada, aproximei meu rosto do dele e o beijei. Aproveitei que o tinha contra a porta e aprofundei o beijo. Deixando que nossas línguas dançassem ora na boca dele, ora na minha.

Jeon: - Me conte! Por que está triste? – Perguntei ao terminar nosso beijo.

Jimin: - S..so..sonhos! - Disse em voz baixa.

Jeon: - Sonhou com sua mãe de novo?

Jimin: - Uhum! A..acho q...que el..ela se foi! – Olhando para o chão.

Eu não sabia como conduzir aquela conversa. Então segurei sua mão e o levei para fora do apartamento e depois, até o carro. Jimin permaneceu calado enquanto saíamos da garagem e só começou a falar uns minutos depois.

Jimin: - Jeon! .. gos..ta d..da..suua m..mãe?

Jeon: - Gosto. Mas... minha mãe não é do tipo que se importa muito com a família. Sabe?!

- Ele prefere viajar! Sempre foi assim. – Afirmei.

Jimin: - Huum...

Jeon: - Deve ter sobrado alguém...

Jimin: - Hã?

Jeon: - Da sua família. – Expliquei.

- Se você quiser, a gente procura. – Torcendo para ele não querer.

Jimin: - Não quero.

- Te...nho fa..mília já!

- Vo...você, Jung e Kim. – Disse com um sorriso.

- Não pre..ciso d..de ma..mais n..niguém.

Após alguns minutos, chegamos à clinica onde Jimin fazia as consultas com a doutora. Descemos do carro e o levei até a sala de espera. Não esperamos muito, e logo chamaram por Jimin. E antes de deixa-lo entrar na sala para a consulta, me despedi dele.

Jeon: - Vou ligar para Jung e ele virá te buscar.

- Te pego no salão. – Disse dando um beijo em sua mão.

Enfim deixei Jimin na clinica e enquanto ia até o carro, liguei para jung pedindo o favor.

Depois fui para o trabalho. Cheguei lá sorrateiramente e fui para minha sala. Me sentei e iniciei a analisar os documentos que não pude concluir durante a noite.

Minha primeira supresa foi quando abri uma das pastas. O documento estava todo analisado e consequentemente, cheio de post-its. Jimin havia mexido ali durante a noite. Talvez por isso o encontrei nos pés da cama ao acordar. Ele deveria ter ficado parte da noite sentado ali analisando os documentos para mim. E eu fui insensível com ele. Ok! Jung as vezes tinha razão. – Pensei.

Sub: - Jeonzinho! - Entrando na minha sala sem bater.

Jeon: - Quando foi que você perdeu o respeito? - Reclamei.

Sub: - Calma!

- Queria conversar apenas!

- Olha! Já revisei os documentos e analises desses aqui. – Me entregando umas pastas.

- Esses são os documentos da empresa de cosméticos? - Esticando os olhos para bisbilhotar os papeis que eu segurava.

Jeon: - Não. Esses são outros.

Sub: - Não disse que sua letra parecia com a que estava nos documentos da empresa de cosméticos?! – Insistiu.

Jeon: - Coincidência! - Fingindo não me importar com o que ele falava.

Sub: - Jeon! – Se sentando em uma cadeira em frente a minha mesa.

- Tem namorada?

Jeon: - Vai me pedir em namoro por acaso?

Sub: - Com esse humor já sei que a resposta é não.

Jeon: - O que você quer? – Com ar de saco cheio.

Sub: - O que acha da Mika?

Jeon: - Se está afim dela, fale para ela!

Sub: - Calma!

- Só queria saber o que pensa sobre ela.

Jeon: - Nada demais! - Estranhando aquela conversa torta.

Sub: - Ela me disse que vocês se conhecem desde a escola.

Jeon: - É. – Respondi olhando as anotações de Jimin nos documentos.

Sub: - Nunca tiveram nada?

Jeon: - Nããão! - Respondi com má vontade.

- E a resposta para a próxima pergunta também é não. – Resumi já adiantando.

Mika: - Queria saber qual era a próxima pergunta. – Entrando na sala e fazendo Sub quase cair da cadeira de susto.

- Melhor vocês pararem de conversar e começarem a trabalhar. – Colocando um amontoado de pastas sobre a mesa.

Realmente teríamos muito trabalho. Mas graças àquelas pastas, Sub calou a boca.

No final da manhã, jung me mandou mensagem dizendo que já havia buscado Jimin na clinica.

Trabalhamos o dia todo, e mal tivemos tempo de comer. No final do dia, quando fui buscar Jimin, tive que comprar um sanduiche no caminho.

Quando cheguei no salão, não achei Jimin de imediato e tive que perguntar a uma das funcionárias cadê ele e Jung. Eles estavam no escritório, me informaram. Então fui até lá.

Jeon: - Vamos planetinha! - Ainda comendo o sanduiche.

Jung: - Jeon, a gente precisa conversar. – Todo sério.

Jeon: - O que foi? - Olhando para Jimin que estava sentando e com a cabeça baixa sobre a mesa.

Jung: - Achamos que é melhor ele não ir mais na doutora.

Jeon: - Achamos?

Jung: - Quer dizer... ele me disse que não quer ir mais.

Jeon: - Motivo?

Jung: - Acho que nem precisa mais. Ele já está falando melhor.

Jeon: - Jimin? - Esperando que ele me dissesse os motivos.

- O que ela te disse?

- Ela te magoou?

- Ela colocou a mão em você?

Jimin: - Não!

- E..ela di..disse que te..nho que ..vol...tar para ca..sa!

Jeon: - Hã?

Jung: - Para a família dele. – Explicou.

Jimin: - E..la não quis entender...q..que mi..minha fa..milia são vocês! – Com tom alterado.

Jung: - Já busquei ele assim. – Sobre o tom de Jimin ao falar.

Jeon: - Vamos! A gente conversa em casa. – Oferecendo a mão ao Jimin.

Mesmo bravo ele segurou minha mão e me seguiu até o carro. Abri a porta e o acomodei no banco do passageiro. E pedi que segurasse o resto do meu sanduiche.

Jung: - Jeon! - Vindo atrás de nós até o carro.

Fechei a porta do carro e dei atenção ao Jung.

Jung: - Parece que essa história está o perseguindo. – Disse em tom quase sussurrado.

- Você pesquisou mais? – Sobre o parentesco de Jimin e o dono da empresa de cosméticos.

Jeon: - Não tive tempo hoje.

- E para falar a verdade nem queria pesquisar isso.

Jung: - Tenta distrair ele. – Recomendou.

- Eu tentei o dia todo.

Jeon: - Obrigado Jung! – Lhe dando um sorriso e um tchau acenado.

Entrei no carro e dirigi até em casa.

Jeon: - Pequeno, banho! - Ordenei ao entrarmos no apartamento.

Ele obedeceu sem objeções e eu fui, como de costume, para a cozinha. Despois corri para tomar um banho. E me dei o luxo de demorar sob o chuveiro. Minha cabeça parecia que iria explodir com tantos pensamentos e cansaço.

Quando sai do banho, encontrei ele sentado no sofá todo emburrado.

Jeon: - Se não quer ir, não vou te obrigar. – Disse ao me aproximar dele.

Jimin: - S..sério?

Jeon: - Sério.

- Mas não pode fugir sempre que alguém te disser algo que não gostou.

Que espécie de conselho era aquele? Nem eu mesmo o seguia.

Jeon: - O que fez com meu sanduiche? – Mudadno de assunto.

Jimin: - Comi.

Jeon: - Como assim comeu? - Indo para cima dele no sofá.

- Era meu! - Lhe fazendo cócegas.

Eu seguia o conselho de Jung e tentava distrai-lo. Aliás, eu também precisava me distrair.

Jeon: - Vamos comer! - Me levantando e o arrastando pelo braço até a cozinha.

Depois da nossa refeição fomos assistir um filme no quarto de Jimin. Ele escolheu O detetive Pikachu. Eu até assisti um pouco, mas logo comecei a cochilar.

Acabei dormindo para valer e só acordei quando o filme já havia acabado. A luz do quarto estava apagada e Jimin não estava deitado comigo. Me levantei e fui procurar por ele.

Cheguei ao meu quarto e o encontrei deitado de bruços na minha cama. Subi na cama e engatinhei sobre ele.

Jeon: - Como consegue ser tão irresistível assim?! – Cochichei enquanto passava a ponta dos dedos na lateral de seu corpo.

Ele se mexeu na cama passando sua coxa na minha.

Dei um beijo em suas costas e me deitei sobre ele.

Jimin: - Jeon!? – Sonolento.

Jeon: - Hum?

Jimin: - Já sei o que a..con..contece de..depois dos.. beijos roman..ticos. – Disse em voz vaixa.

Sai de cima dele e o virei na cama, o colocando deitado de barriga para cima.

Jeon: - O que?

Jimin: - Jung.. me..dis..sse que dói, ma...mas é bom! - Disse de olhos fechados.

- E..eu quero!

Jung: - Perguntou sobre isso ao Jung de novo?

- Lembra que te disse para procurar na internet?

Jimin: - Per..pergun...tar ao Jung é ma..mais diver..tido!

Jeon: - Imagino que ele fez até um teatrinho!

Jimin: - Sim. – Sorrindo de olhos fechados.

Segurei seu rosto com uma das mãos e descansei meu polegar sobre seus lábios.

Jeon: - Gosta quando te dou beijos românticos? - Provoquei.

Jimin: - Uhum! – Assentindo.

Jeon: - Eu tenho uma tara pelos seus lábios. – Confessei.

Jimin: - Ta..ra?

Jeon: - É.

- Sempre que olhou para sua boca tenho vontade de .... – Parando de contar meus pensamentos sujos para não assustar ele.

- Amanhã, vamos no supermercado. E no shopping... – Mudando de assunto.

Jimin: - Pod...podemos com..prar suco d..de mo..morango? – Sorrindo.

Jeon: - Tudo o que você quiser. – Lhe dando um selinho.

- Vou te dar uma coisa e você vai ser meu oficialmente.

Jimin: - O q..que?

Jeon: - Surpresa! - Terminando nossa conversa noturna com um beijo romântico do jeitinho que ele gostava.

Depois do beijo, ficamos em silencio até adormecermos.

Pela manhã, quando acordei, Jimin já estava na cozinha.

Jimin: - Te..mos mês..mo que fazer com..compras.

- Nem pão tem ma..mais. – Reclamou ao me ver chegando na cozinha.

Jeon: - Huuuuum!! – O abraçando.

Comemos biscoitos velhos e tomamos o último suco que tinha na geladeira. Depois nos trocamos e fomos ao supermercado.

Jeon: - Pegue um carrinho bem grande para nós. – Pedi.

Jimin foi todo sorridente até a fila de carrinhos e escolheu um grande.

Entramos no supermercado e começamos nossas compras. Estávamos na prateleira de pães quando ouvi meu nome.

Mika: - Jeon?! – Aparecendo ali.

Jeon: - Oi! - Sorrindo.

Mika: - Oi Jimin! - O cumprimentou.

Quando olhei para Jimin, vi que ele não parecia feliz em encontrarmos com a Mika. Mas quando me percebeu lhe olhando forçou um sorriso.

Mika: - Compras?

Jeon: - É. Alguém reclamou que nem pão tínhamos mais.

Jimin: - Vou pegar o suco! - Avisou sem gaguejar e saiu empurrando o carrinho.

Mika: - Ele já está falando melhor! – Surpresa.

Jeon: - E brigando melhor. Reclamando melhor. E gritando mais alto. – Disse sorrindo.

Mika: - E fazendo você gostar mais e mais dele. Né? – Me surpreendendo.

Jeon: - É tão óbvio assim?

Mika: - Muito!

- Até sinto inveja dele. – Sorrindo.

Jimin: - Nã..não gosto de..desse. – Aparecendo do meu lado e reclamando sobre o pão que eu segurava.

Jeon: - Escolhe então!

Quando olhei em direção ao carrinho pensei que era aqueles carrinhos que os funcionários usam quando estão arrumando as prateleiras. Tinha uma pilha de suco de morango.

Jeon: - Vamos afogar no suco mesmo? – Perguntei sorrindo.

Jimin: - Você dis...sse que po..podia!

Jeon: - Pode! Você pode tudo! - Disse todo mole esquecendo que Mika estava ali.

Jimin me sorrou com aquela carinha provocante e eu respirei fundo.

Mika: - Já vou!

- Até segunda! - Se despedindo.

Depois que Mika desconversou e saiu segui Jimin por mais algumas prateleiras e terminamos de escolher nossas compras.

Depois que pagamos tudo, voltamos em casa e deixamos as compras. Em poucos minutos estávamos na rua novamente. Dessa vez fomos até o shopping como havia prometido a Jimin. No caminho até uma loja de departamentos, passamos por uma joalheria. Puxei Jimin pela mão até o balcão onde ficavam expostas algumas joias.

Jeon: - Sou péssimo para escolher essas coisas. – Afirmei.

- Então, escolha algo para usarmos juntos. – Propus.

Jimin: - Co..como Kim e Jung?

Jeon: - É. – Afirmei de cabeça baixa por estar envergonhado.

Mas Jimin procurou meu rosto para me mostrar que estava com um sorriso de orelha a orelha.

Ficamos um tempão na joalheria e ele acabou escolhendo um par de colares com pedrinhas azuis. Quando saímos da joalheria , caminhamos até a praca de alimentação. Comprei sorvete e sentamos em uma pequena mesa no canto.

Jimin: - Quero usar! - Levantando a sacolinha da joalheria.

Jeon: - Quer pôr agora?

Jimin: - Uhum! - Já abrindo a sacolinha.

Jimin pegou um dos colares, se levantou e veio colocar em meu pescoço. Depois que abotou, inclinou minha cabeça para trás e me deu um selinho rápido. Meu rosto ficou vermelho na hora. Eu estava envergonhado por ter sido beijado em público. Por sorte, talvez ninguém tenha notado o que fazíamos.

Era a minha vez de colocar o colar nele. Me levantei e repeti os passos de Jimin. E também inclinei sua cabeça e o beijei rapidamente. Se meu pai visse aquilo...

Me sentei novamente e segurei uma de suas mãos.

Jeon: - Agora o pedido...

Jimin: - Hum?

Jeon: - Pequeno... quer... oficialmente namorar comigo? – Perguntei todo trêmulo.

Jimin: - Vai t..ter...mu..muito bei..jo Roman.. tico? – Perguntou todo sério.

Jeon: - Vai!

Jimin: - On..de e q..quando e...eu quiser? – Sendo aproveitador e ousado.

Jeon: - Depois a gente conversa sobre isso.

Jimin: - Re..respo..ponde! - Começando a ficar nervoso.

Jeon: - Sim, meu planetinha.

Jimin: - En...tão eu que..quero. – Se fazendo de difícil.

Mas eu sorri todo bobão. Fazia tempo que queria oficializar o que tínhamos, mesmo me preocupando em saber quantos anos ele tinha. O fato é que não aguentava mais não poder toca-lo, nem beija-lo e abraca-lo como queria. Então resolvi não pensar muito nessa questão de idade.

Depois dali, Simplesmente fomos embora para casa. Pois tudo o que eu queria estava ao meu lado.

Já em casa, Jimin ligou para Jung e gaguejou a história dos colares. Depois me ajudou a guardar as compras e foi tomar banho e não voltou mais. Provavelmente se deitou e dormiu.

A campainha atrapalhou meus pensamentos. Esperei uns segundos para ver se Jimin surgia correndo para olhar pelo olho mágico, mas ele não veio.

Então eu mesmo fui até a porta. Deveria ser Jung. Ele já era conhecido do porteiro e entrava até sem permissão. Ninguém segurava aquele doido.

Na certeza de ser Jung abri a porta sem olhar pelo bendito olho mágico e me arrependi.

Jeon: - O que Jung? Ele está.... Sub? – Ao ver quem realmente era.

Sub: - Poxa! “ Sub" ... Eu tenho nome sabia? – Reclamou.

Jeon: - Desculpa! É força do hábito.

- O que você quer? – Travando a porta com o pé para que ele não entrasse.

Sub: - Me convida para entrar?

Jeon: - Pra que? Fala daí mesmo! – Segurando a porta.

Sub: - Seu pai mandou vir.

Jeon: - Para que?

Sub: - Jeon, para!

- Seu pai quer respostas sobre os documentos da empresa de roupas. Ele me ligou em pleno fim de semana por causa disso.

Jeon: - Não terminei de analisar ainda.

Sub: - Tem um problema lá.

Jeon: - Lá onde?

Sub: - Me deixa entrar que eu explico. É confidencial.

Parei uns instantes e ponderei a ideia de deixá-lo entrar. Provavelmente Jimin estava dormindo. Se Eu fosse rápido e conversasse logo com o Sub ele iria embora antes de Jimin acordar.

Abri a porta e o deixei entrar.

Jeon: - Vem para a cozinha!

Sub: - Jeon.... cozinhando? Desde quando?

Jeon: - Desde que moro só. – Voltando a cuidar das panelas.

Sub se sentou na mesa e começou a me explicar o que estava fazendo ali.

Sub: - Jeon, seu pai tem um interesse maior nessa empresa de roupas.

Jeon: - Por que?

Sub: - Por causa de um trato.

Jeon: - Que trato?

Sub: - Eles são inadimplentes e molham a mão de gente grande para não serem denunciados.

Jeon: - Eu não vou falsificar nada.

Sub: - Não é falsificar. É só fazer vista grossa.

Eu me distrair acudindo as panelas no fogão e não percebi que Sub havia se levantado da cadeira. Escutei sua voz um pouco distante , mas achei que era por causa do barulho das panelas e do óleo quente.

Sub: - O que é isso? – Com a voz mais distante.

- Jeon, você não presta hein?!

Jeon: - Eu que não presto? Você e meu pai querem falsificar documentos e eu quero não presto.

Sub: - Que bonitinha!

- Então é por isso que nunca responde quando perguntou sobre sua namorada.

- Oi?! Qual seu nome? Hein, princesin...

- É UM GAROTO?! – Me fazendo largar as panelas e correr atrás dele.

- O QUÃO PERVERTIDO VOCE É JEON? – Puxando Jimin pelo braço.

De alguma forma Sub havia visto Jimin ali, que provavelmente nos observava escondido atrás da parede.

Jeon: - Solta ele! Ele é... irmão de um amigo.

Sub: - Daquele cara do salão?

Jeon: - Como sabe? – Indo até eles e tirando a patona de Sub de cima de Jimin.

Sub: - Tá! Eu finjo que acredito e você faz o que pedi com os documentos. – Voltando para a cozinha.

Jeon: - Vai me esperar lá no quarto. – Disse a Jimin.

- Sub.. – Indo atrás dele.

Sub: - O chefe não sabe sobre isso né? – Falava de Jimin.

Jeon: - Cuide da vida do meu pai que da minha cuido eu.

Sub: - Vai fazer vista grossa nos documentos?

Jeon: - Não.

Sub: - Seu pai vai adorar saber sobre seu amiguinho. – Fazendo menção de ir embora.

Jeon: - Espera!

- Ele é irmão de Jung. E... não precisa contar ao meu pai.. Eu faço a falsificação. – Aceitando a troca de favores.

🙄🙄🙄🙄🙄🙄🙄🙄🙄🙄🙄🙄🙄🙄🙄

Finalmente meti a cena do Sub descobrindo sobre Jimin kkkkkkkk

Não postei ontem a noite pq dormi digitando. Kkkkkkk

Gente du  céu! Já estou pensando nos desenrolos da história... preparem -se para emoções futuras. Já reserva o lencinho. 

O que vocês estão achando das cenas pré-hot? Opiniões sinceras please!!!! 

Ódios, traumas, raivas, xingamentos, ameaças, amores e carinhos nos coments! 




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