História My boy ( Jikook) - Capítulo 8


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Park Jimin (Jimin)
Tags Bangtan Boys (BTS), Comedia, Hoseok, Jeon, Jhope, Jikook, Jimin, Jung, Jungkook, Kookmin, Lemon, Romance, Songfic, Yaoi
Visualizações 49
Palavras 4.812
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 8 - Cuecas


Fanfic / Fanfiction My boy ( Jikook) - Capítulo 8 - Cuecas

Capítulo 8 Cuecas 

Jimin (on)

Jeon parecia não ter gostado da calça que ganhei de Jung. Ele disse que ela era apertada e me olhou estranho. Mas eu tinha gostado da calça. Então iria usá-la mesmo com Jeon me seguindo com os olhos.

Naquela noite que Jeon lavou roupa, ele não me chamou para ver TV, nem para ler e muito menos para escutar músicas. Então fiquei quieto no meu quarto. Me deitei na cama e fiquei mexendo no meu celular. Tinha tantas funções que cada vez que fuçava achava algo novo. E uma das funções que encontrei foi um gravador. Eu queria gravar algo. Mas o que?

Fiquei pensando nas coisas possíveis de gravar desde o barulho que a geladeira fazia até a voz de Jeon me chamando. Mas acabei indo para o banheiro com o celular nas mãos. Me sentei na privada e fiquei gravando vídeos do meu rosto. Depois posicionei o celular sobre a pia e encenei uma breve história usando meus dedos das mãos como personagens. Mas durante uma cena da minha mini-história de dedos, um personagem chamava o outro. Isso eu não conseguia fazer, mas imaginava as vozes.

“Um dia, quero te escutar chamando meu nome.”

“ Chame meu nome.” - Me lembrei da voz de Jeon me dizendo isso.

Parei a brincadeira com os dedos e fiquei em frente ao espelho tentando pronunciar “ Jeon".

Mas nada saia. E as palavras dele se repetiam na minha cabeça.

Eu precisava conseguir dizer o nome dele. Que medo era esse que o médico disse que eu poderia ter? Por que será que me impedia de falar?

Jimin: - Mas eu quero falar. – Mexi a boca sem soltar som algum.

- Quero dizer seu nome. – Ainda Gesticulava sem som enquanto meus olhos enchiam de lágrimas.

- Jeon! – Sem voz.

- Jeon! – Me esforçando mais.

- Jeon! – Enxugando as lágrimas.

- Jeon! – Soltando um som abafado e rouco.

Eu tinha conseguido? Eu falei o nome dele?

Me olhei no espelho e forcei mais uma vez. E enquanto mais lágrimas escorriam, meus lábios formaram um bico, e eu pude ouvir mais uma vez a minha própria voz chamando por ele.

- Jeon! – Disse novamente.

Tampei a minha boca com a mão incrédulo. Eu não queria que Jeon descobrisse que eu havia conseguido. Pelo menos por agora não. Pois eu queria fazer uma surpresa.

Peguei o celular de cima da pia e corri para a minha cama. Me deitei com um sorriso que ia de uma orelha na outra.

As horas passavam e nada de eu sentir sono. Estava eufórico demais para dormir. Me virava na cama procurando uma posição que aquietasse a minha mente. Mas não encontrava.

O apartamento estava silencioso. E do meu quarto conseguia ouvir Jeon se mexendo na cama e respirando forte.

Me levantei e fui até o quarto dele com o celular na mão. Minha intensão era gravar ele roncando. Entrei no quarto devagar e vi Jeon jogado no meio da cama. Com um dos pés para fora da coberta e os braços abertos. Me aproximei e subi na cama lentamente. Engatinhei sobre Jeon enquanto preparava o gravador. Mas acabei ligando a câmera e a luz do flash foi toda no rosto de Jeon.

Me desesperei para desligar a câmera e quando consegui, senti as mãos de Jeon subindo pelas minhas coxas e depois parando na minha barriga. Fiquei imóvel sobre ele.

Jeon levantou a parte superior de seu corpo e me segurou forte contra seu peito. Repousando seu rosto no meu pescoço. Depois me soltou e desabou na cama novamente. Então desci rápido da cama e voltei para meu quarto.

Me deitei na minha cama e fechei os olhos com força. Como se obrigasse o sono a vir. Mas deu certo e logo adormeci.

O problema foi de manhã. Acordei lembrando de tudo o que tinha acontecido. Me levantei e fui até o banheiro. Me olhei no espelho e tentei falar novamente. Mas nem mesmo um grunhido saiu. Será que tinha sonhado tudo aquilo? Era bem certeza isso. Fiquei decepcionado quanto a ser um sonho que eu havia conseguido falar. Mas gostei do sonho que tive com Jeon. Foi muito real.

Quando fui tomar banho e me trocar percebi que havia dormido com a calça que Jung me deu. Então apenas mudei de camisa.

Sai do quarto e fui preparar o café. Jeon apareceu logo em seguida. E assim que o vi me lembrei do sonho. Peguei meu bloquinho e escrevi:

“ – Sonhei com você!”

Jeon leu e me disse que era normal, já que passávamos muito tempo juntos.

Não sei porque, mas fiquei triste com aquela resposta. O “ Normal" dele me pareceu um “ tanto faz", “ Não me importo”.

Tomamos o café calados. E depois fomos assim até o salão. Aquele silêncio estava me deixando com raiva. E fiquei tão nervoso que assim que Jeon parou o carro em frente ao salão, eu tirei o cinto, peguei minha mochila e sai pisando alto.

Já no salão, joguei a mochila em cima do sofá e sentei ao lado dela bufando de raiva.

Jung: - Jimin? O que foi? – Parado em minha frente.

Jimin: - AAAAAH! – Gritei com os olhos cheios de lágrimas.

Eu pensava que não sairia voz, mas depois que gritei todos os funcionários do salão e Jung ficaram me olhando. Meu grito havia feito barulho.

Jung: - Vem! Vamos para o escritório até você se acalmar. – Me oferecendo sua mão.

Eu aceitei e segui Jung até o escritório. Me sentei perto da mesa e peguei uma das revistar que estava ali.

Folheei um pouco e vi uma foto de um homem e uma mulher encostando suas bocas. Larguei a revista sobre a mesa e peguei meu bloquinho. Escrevi uma coisa que me intrigada e mostrei a Jung.

Jung: “ – Por que no filme que vimos eles encostavam as bocas?” – Leu.

- Hã? – Me olhando confuso.

- Jimin, não sabe o que é um beijo?

Me levantei, fui até Jung e beijei sua bochecha. Para mostrar que sabia o que era um beijo.

Jung: - Querido, isso é um beijo. Mas o que vimos no filme também é.

- Existem muitos tipos de beijos. – Com um enorme sorriso.

Escrevi no bloquinho...

Jung: “ – Quantos tipos?” – Leu.

- Bem... tem os fraternais, os maternais, os carinhosos, os selinhos e os românticos.

- Os daquele filme eram românticos.

Escrevi novamente no bloquinho..

Jung: “ – O que é romântico?” – Leu.

- Gatinho...romântico é quando um casal, não necessariamente um homem e uma mulher como vimos no filme, se gostam de um jeito especial.

Jimin: - Ah! – Abrindo a boca e novamente soltando um som.

Eu já havia conseguido me acalmar. A conversa com Jung me ajudou a esquecer sobre Jeon. Então voltei a olhar a revista. E algumas folhas depois da foto das pessoas se beijando havia uma moça com enormes peitos.

Mostrei a foto ao Jung e depois escrevi no bloquinho mais uma das minhas dúvidas.

Jung: “ – Jung, por que as mulheres são diferentes? “ – Leu.

- Ué?! Porque são. – Disse sorrindo.

E eu o olhei com cara de “ com o assim?”.

Jung: - Jimin, às mulheres tem o corpo diferente. Elas têm peitões. – Fazendo gestos com as mãos.

- E outras peculiaridades.

Escrevi no bloquinho novamente..

Jung: “ – Quais?” – Leu.

- É sério que não sabe a diferença? – Me olhando de olhos arregalados.

E eu respondi com uma negativa.

Jung se aproximou mais de mim e pegou o celular. Mexeu um pouco nele e depois me mostrou a tela.

Haviam mulheres sem roupa. Eu observava as fotos sem piscar. Era uma sequência de fotos e na última a mulher não tinha bons modos e se sentava com as pernas abertas. Mas... cadê os meninões? – Pensei.

Então essa era a diferença. Eu sabia que as mulheres eram diferentes, mas não sabia ou não lembrava em quê eram diferentes.

Então elas não ficavam com os meninões balançando quando usavam aquelas enormes camisas floridas?!

Jung: - Com certeza você é um anjinho mesmo. – Disse sorrindo.

- Mas.... agora quero saber por que chegou tão nervoso. O que Jeon fez?

Peguei meu bloquinho e mostrei as más-criações de Jeon.

Jung: “ - Ele não gostou dessa calça que você me deu; não sorriu para mim; e não gostou de eu ter sonhado com ele.” – Leu.

E voltei a escrever e depois mostrei à Jung.

Jung: “ – Quando disse que havia sonhado com ele, me respondeu um “ Normal, passamos muito tempo juntos.”” – Leu novamente.

Eu era muito fofoqueiro, até pelo bloquinho.

Jung: - Por isso que as vezes quero socar ele.

- Mas não fiquei chateado. É a primeira vez que Jeon tem alguém por tanto tempo em sua vida.

- E você gosta dele né?

Assenti balançando a cabeça.

Jung: - Sabe o que é gostar né?

Assenti novamente batendo a mão levemente sobre o lado esquerdo do peito.

Jung: - Isso mesmo! Se gosta e ama com o coração. Com aqui também.- Apontando para a própria cabeça.

- E com a boca os braços e outras partes do corpo que um dia você vai descobrir.

Enquanto escutava Jung falando fiquei pensando em como me sentia quando estava perto de Jeon. As vezes meu corpo tremia. As vezes meu coração disparava ou simplesmente sentia uma alegria enorme. E teve aquela vez que meu “ meninão” ficou maior. Será que Jung sabia me explicar isso?

Então peguei sobre meu “ meninão” e fiz cara de “ E aqui?”. Jung parou de falar imediatamente e começou a sorrir.

Jung: - Ok! Acho que você já descobriu uma das outras partes. – Disse sorrindo.

- Bem... agora vamos estudar um pouco? – Mudando de assunto.

Realmente estudamos. E naquele dia aprendi a coar café e fazer chá. Também ajudei a varrer o salão e limpar os móveis. Jung pediu que eu ficasse na porta e que recebesse as clientes com um belo sorriso.

Depois me sentei um pouco. Estava exausto. E aproveitei aquele momento para mandar uma mensagem a Jeon. Pedi desculpas por sonhar com ele e prometi tentar não sonhar mais. E também perguntei se ele estava chateado comigo. Mas recebi outra resposta fria. Então era por isso que Jung dizia que Jeon estava seco. Era seco de sentimentos.

E mais tarde ele pediu que eu fosse com uma das funcionárias até uma loja comprar alguns shampoos, reparadores de pontas e outras coisinhas que estava faltando. Não era muita coisa, já que logo Jung faria os pedidos aos fornecedores.

A funcionária que acompanhei era a mesma que me ensinava a fazer unhas. Ela era legal. Sorria bastante e me contava piadas. Mas... ela era mulher. Era como as mulheres que vi as fotos no celular de Jung. Ela tinha aquelas mesmas coisas. Comecei a pensar nisso e me senti estranho perto dela. Parecia que eu queria vê-la sem roupa e ao mesmo tempo não.

Compramos tudo que tinha na lista e voltamos para o salão. Quando estávamos próximos do salão avistei o carro de Jeon já estacionado ali em frente. Entramos no salão e fui direto até o escritório. Jung conversava com Jeon. E me disse que ele queria falar comigo. Depois Jung saiu do escritório. E eu caminhei até Jeon e fiquei o encarando.

E Jeon finalmente me pediu desculpas pelo jeito como me respondeu duas vezes.

Fiz uma sequência de gestos perguntando a ele se não gostava que sonhasse com ele. E ele me respondeu que não era isso.

Novamente gesticulei perguntando se ele não gostava de mim. E recebi uma resposta positiva. Ele me disse que gostava. Que me adorava.

Jeon me puxou pela mão e me abraçou. E me disse que eu poderia sonhar com ele o quanto quisesse. Depois afrouxou o abraço e me deu um beijo na bochecha, quase no cantinho da boca. E eu fiquei tão nervoso que comecei a tremer.

Jeon me abraçou mais forte e tentou me acalmar.

Afundei meu rosto em seu peito e senti seu cheiro de perto. Eu está entre seus braços. Me sentia protegido e querido. Era o momento certo para a surpresa que Jeon tanto pediu.

Jimin: - Jeon! - Disse com uma voz abafada e rouca.

Jeon me abraçou mais forte ainda. Quase me quebrou ao meio.

Ficamos em silêncio naquele abraço por alguns minutos. Até Jeon começar a falar.

Jeon: - Terminou suas tarefas de hoje? Vamos para casa? – Me soltando do abraço.

Assenti e respirei fundo. Peguei minha mochila que estava no canto do escritório e voltei para perto de Jeon.

Jeon: - Me dá!! Eu levo para você. – Me pediu a mochila.

Jeon colocou a mochila no ombro e segurou a minha mão. Saímos do escritório com os olhos de Jung nos seguindo.

Jeon: - Jung, estou levando nosso garoto. – Avisou.

Jung: - Cuide bem dele. Senão quebro suas pernas. – Ameaçou e depois sorriu para mim.

Fomos para casa. E já no apartamento, fui tomar um banho e depois arrumaria algo para comermos. Terminei meu banho e aproveitei que Jeon tomava o dele e fui até seu quarto deixar a camiseta que havia comprado para ele. A camiseta com o Mickey. Depois voltei até a cozinha. Eu vestia uma das camisetas velhas herdadas de Jeon. Estava tão velha e relaxada que deixava meu ombro à mostra.

Jeon apareceu um tempo depois na cozinha. Ele secava os cabelos com uma toalha.

Jeon: - Eu... ia arrumar algo para comermos. Não precisava você vir arrumar.

Jeon se sentou à mesa e ficou quieto. Eu ainda terminava de fazer um chá, igual havia aprendido.

Jeon: - Vem cá! – Me puxando pelo braço e quase me fazendo derrubar uma xícara.

- Senta aí!

- Precisamos conversar! – Disse todo sério.

Me sentei em uma cadeira bem na sua frente e fiquei o encarando.

Jeon: - Jimin, não pode contar tudo o que acontece com a gente para o Jung.

E eu fiz uma cara de “ Por que?” .

Jeon: - Há coisas que são íntimas. São só nossas e ninguém precisa saber. Entende?

Tá! Eu entendia que não era para ficar de fofoquinha, mas.... por que ele estava me falando aquilo?

Jeon: - Só... Me promete que não vai contar toda a nossa vida ao Jung.

E eu assenti. Mesmo sem entender o que tinha de tão íntimo que não poderia falar para o Jung.

Jeon me olhou um pouco e depois levantou e foi pegar o chá.

Comemos em silêncio. E eu mesmo mudo, estava agoniado com a falta de conversa.

Peguei o bloquinho e escrevi...

Jeon: “ - Você sabia que as mulheres não tem meninões ?” – Leu o que escrevi.

- Meninões? – Me olhou confuso.

Olhei para baixo em direção ao meu meninão e Jeon cobriu o rosto quase por completo com suas mãos.

Jeon: - Você não sabia disso?

Respondi balançando a cabeça em negativa.

Jeon: - Não perguntou isso ao Jung né?

Peguei o bloquinho e escrevi...

Jeon: “ – Perguntei. E Jung me mostrou umas fotos.” – Leu.

- Tá vendo?! É esse tipo de coisa que não quero que pergunte a ele.

- Pergunte para mim. Ou melhor, não pergunta não!

- Pesquisa na internet. É melhor!

Jeon se levantou, colocou a xícara na pia e foi saindo da cozinha.

Ele já ia para o quarto ou ia analisar os documentos. Mas eu queria mais atenção. Só mais um pouquinho.

Me concentrei rápido e espremi tentando dizer seu nome.

Jimin: - Jeon! – Respirando fundo.

Jeon se virou imediatamente e deu passos em minha direção.

Jeon: - Quer me matar de felicidade? – Me fazendo sorrir.

Ele se ajoelhou em minha frente e segurou as minhas mãos.

Jeon: - Consegue dizer mais palavras?

Neguei. Eu havia treinado só o nome dele.

Jeon: - Só o meu nome já está ótimo! – Disse sorrindo.

- Nunca mais pensei que não gosto de você.

- Porque eu te adoro! – Beijando uma das minhas mãos ao terminar de falar.

- Agora... tenho que ir terminar de analisar uns documentos. – Se levantando.

- Porque não consegui fazer isso direito durante o dia. Já que não parei de pensar em uma certa pessoa. – Apontando para mim.

Jeon se virou e foi em direção ao quarto. Eu me levantei da cadeira às pressas e corri até ele o abraçando pelas costas.

Jeon: - Eita! – Ao sentir o abraço meio desajeitado.

- Quer me ajudar? – Sobre a análise dos documentos.

Eu assenti passando o rosto em suas costas.

Jeon: - Então vamos! - Começando a caminhar em direção ao quarto comigo grudado em suas costas.

Sentamos na cama e lemos todos os papéis. Fiz alguns cálculos para Jeon e colei os post-it nas folhas. Meus olhos se fechavam sozinhos e meu corpo parecia pesado. Me deitei na cama de Jeon ainda fazendo um dos cálculos e cochilei.

Acordei com Jeon me arrastando com um braço só, para me ajeitar na cama.

Jeon: - Está cansado né?

- Melhor irmos dormir.

- Quantos anos você deve ter? – Sussurrou enquanto me fazia um breve cafuné.

Adormeci novamente enquanto observava Jeon guardar os papéis.

Já estava amanhecendo quando despertei novamente com a respiração de Jeon na minha nuca. E um de seus braços ao redor do meu corpo me puxando para si.

Ele me segurava tão forte que nem conseguia me mexer e trocar de posição. E só depois de um tempo seu braço afrouxou ao meu redor. E consegui me virar na cama, ficando de frente para ele.

A vida é feita de oportunidades. Isso aprendi com Jung. E naquele momento eu tinha a oportunidade de ficar bem próximo de Jeon sem ficar envergonhado. Pois ele dormia.

Então, mexi em seus cabelos, passei o dedos sobre seus olhos fechados, fiz desenhos circulares com as pontas dos dedos em suas bochechas. E olhei seus lábios bem de perto.

Beijos românticos! Será que são bons? – Pensei.

A mão de Jeon se mexeu sobre mim e ele abriu os olhos lentamente e me percebeu o encarando.

Jeon: - Bom dia! - Disse em tom baixo e com um sorriso no final.

Eu sorria de volta e fiz força para falar algo também. Algo além do nome de Jeon.

Jimin: - Bo..oon di...ii... – Espremi.

Jeon: - Vou ter um dia ótimo, já que ganhei o melhor bom dia do mundo. – Passando a mão nos meus cabelos.

Jeon se levantou e foi até a janela. Abriu a cortina e espreguiçou diante da luz do sol que entrava. Ele parecia um desenho. Todo claro e brilhante.

Jeon: - O que quer fazer hoje?

- Vou ficar o dia todo em casa. – Me dando uma boa notícia.

Eu apenas sorri ainda deitado na cama.

Jeon: - Anda! Levanta! - Puxando a coberta que estava sobre mim.

- Vamos tomar café na rua.

Me levantei e olhei minha cara de contente no espelho que ficava em frente a cama. Tudo parecia um sonho.

Jeon saiu do quarto arrastando as pantufas no chão. E eu desci da cama e fui atrás dele.

Jeon: - Se arrume! Vamos à um lugar. – Me apressando.

Fui até meu quarto e escolhi uma das roupas que Jung havia comprado para mim. Depois corri para o banheiro e tomei um banho. E vesti a camiseta que tinha o Mickey na frente.

Quando terminei de me arrumar, encontrei Jeon na cozinha. Ele usava a camiseta do Mickey também.

Jeon: - Está usando a sua?! – Demostrou surpresa.

- Achei em cima da minha cama ontem, então presumir que era um presente. – Disse sorrindo.

- Eu gostei!

Nos estávamos vestidos iguais. Era como....

Jeon: - Vamos sair assim? Vestidos iguais. Como um casal. – Falou sorrindo.

- Está pronto?

Assenti.

Jeon: - Vamos então! – Indo em direção à porta.

Saímos do apartamento, descemos de elevador até a garagem e entramos no carro. Como disse antes, meu medo de andar de carro estava diminuindo. Então Jeon já não precisava mais me distrair conversando. Mas aquele dia ele colocou uma música para ouvirmos. E o melhor de tudo foi ouvi-lo cantando junto. Meus olhos até suaram.

Depois chegamos a um lugar conhecido. Era o prédio onde Jung morava. Descemos do carro e entramos no prédio. Subimos de elevador até o andar onde Jung morava.

Jeon: - Toque a campainha. – Ordenou.

Eu fui lá com muito gosto e descansei o dedo sobre a campainha.

Jeon: - Escute o barulho do chinelo. – Comentou sorrindo.

E realmente comecei a escutar o barulho de chinelos arrastando. Depois uma pausa e barulho de chave. Finalmente a maçaneta se mexeu e a porta abriu.

Jung: - O que vocês estão fazendo aqui? E numa hora dessas? – Surgindo na porta.

Jeon: - Nem está tão cedo assim.

- E viemos te convidar para o café. Né Jimin? – Me olhando e esperando minha confirmação.

Assenti rapidinho e Jung sorriu.

Jung: - Entrem! - Nos dando passagem.

- Vamos tomar café aonde?

Jeon: - Estou aceitando sugestões. – Sorrindo.

Jung: - Tá bom! - Com ar de “ ninguém merece".

- Vou me arrumar. Fiquem à vontade! - Disse indo para o quarto.

Enquanto Jung se trocava fui olhar as fotos que ele tinha sobre uma mesinha. Eu estava louca para vê-las novamente.

E dessa vez, a minha foto também estava ali. Peguei um dos quadrinhos e fiquei olhando. Era uma foto de Jung bem mais novo.

Jeon: - O que está olhando? – Se aproximando de mim.

- Um porta-retrato!

- Jung! Sempre sorrindo. – Comentou sobre a foto.

- Somos amigos a muito tempo. Acho que desde crianças.

Jung: - Estou pronto! - Aparecendo.

- Vamos?!

Eu corri em direção ao Jung e segurei sua mão.

Saímos do apartamento, descemos até a garagem e entramos todos no carro de Jeon. E eu fui no banco detrás com Jung.

Jeon: - Quer dizer que agora sou motorista de vocês?! – Nos olhando pelo espelho.

Jung: - Deixa de ser chato e dirige.

Jeon: - Estou quase me arrependemos de ter te chamado.

Jung: - Então olha isso aqui! - Erguendo parte da blusa de frio e mostrando a camiseta de Mickey que ele também usava.

Jeon: - O que somos? Os três patetas? – Perguntou sorrindo.

Logo chegamos em uma cafeteria, e Jung escolheu uma mesa para nós. E também fez os pedidos para todos. Foi então que percebi que talvez antes de eu aparecer nas vidas deles, Jung cuidava de Jeon como fazia comigo.

Jung: - Jeon, segura a xícara direito! - O repreendeu.

Jeon: - Tá! Sem levantar o dedinho né?!

Jung: - Olhe o Jimin! Ele está fazendo certinho.

E Eu que até então comia e tomava o café todo bonitinho, comecei a tremer e levantei o dedinho mindinho.

Jeon: - Você errou! - Disse sorrindo.

Jimin: - Não! - Meio fanho.

Jung: - Quer dizer que agora você fala? – Também sorrindo.

E eu fiz um “ mais ou menos" com as mãos.

Jeon: - Só para mim. – Falou baixinho.

Jung: - Que?

Jeon: - Quero te pedir algo.

Jung: - Eu Sabia!

- Você adula e depois pede alguma coisa.

- O que você quer?

Jeon: - Cuecas! – Falou rápido.

Jung: - Cuecas? – Disse em tom alto.

Jeon: - São para ele. – Cochichando enquanto me apontava.

- Você comprou tudo, menos isso.

- Ele está usando as minhas antigas.

Jung: - E você está usando o que?

Jeon: - Umas velhas também. E aí.... queria pedir... se não for demais... – Enrolando.

- Você.... podia ajudar a gente a escolher. O que acha?

Jung: - Por que você é assim?

Jeon: - Jimin, rápido! Faz carinha triste! - Já fazendo cara de pidão.

Me juntei ao Jeon e repeti a expressão que ele estava fazendo.

Jung: - Quer dizer que agora tem um ajudante Jeon? – Perguntou sorrindo.

- Está bem!

- Mas você vai pagar o almoço. – Disse ao Jeon.

Terminamos de comer e voltamos para o carro. Jeon dirigiu até um shopping não muito longe dali. Deixamos o carro no estacionamento e Jung segurou a minha mão para irmos até o shopping.

Entramos no shopping e andamos até a loja de roupas. Eu e Jung andávamos na frente olhando as vitrines e Jeon nos seguia tomando um suco que comprou pelo caminho.

Já na loja, fomos até a sessão de peças íntimas. Pelo menos foi isso que li em uma plaquinha.

Jung mexia nos cabides e olhava os tamanhos das cuecas.

Jung: - Dá para me ajudar? – Pedindo ajuda ao Jeon.

Jeon passou por mim e me entregou o copo de suco que tomava. E depois foi até Jung. Os dois conversavam e olhavam as cuecas. Certo momento começaram a me olhar e cochichar.

Quando percebi aquilo, fui até eles e cutuquei o braço de Jeon.

Jeon: - O que foi? – Me olhando.

- Não estamos falando de você. – Mentiu.

Jimin: - hã- hã! – Reclamei deixando escapulir um gemido.

Jeon largou os cabides e veio em minha direção. Segurou meu rosto com as duas mãos e me olhou profundamente com aqueles dois olhos redondinhos. E eu segurei a respiração.

Jung: - Apaga esse fogo! - O puxando pela camisa.

Quando Jeon me soltou voltei a respirar. Com meu coração batendo acelerado. Acabei tomando todo o suco de uma vez e engasguei. Minha tosse ecoava pela loja, e Jung veio até mim. Ele ergueu meus braços e soprou meu rosto.

Jung: - Chega! Vamos pagar isso e ir embora. – Me arrastando pelo braço até o local de pagar.

Jeon nos seguia derrubando e recolhendo parte das cuecas que carregava.

Jeon chegou ao caixa logo após eu e Jung. Pagou as cuecas e pegou as sacolas.

Andamos até a praça de alimentação e escolhemos uma mesa. E mais uma vez estávamos comendo.

Jung: - Como está no trabalho?

Jeon: - Tudo bem!

Jung: - Não parece tão estressado quanto antes.

Jeon: - Lembra? Te falei que agora tenho uma assessora. Ela me ajudar com as análises doa documentos e até leva bronca comigo. – Disse sorrindo.

De quem ele falava? Era.... aquela mulher? Aquela do parque? A que foi no apartamento? E por que ele disse que ela o ajudava? E eu? Eu também o ajudava.

Sem perceber meu rosto foi perdendo o sorriso. Passei a comer de cabeça baixa.

Jung: - Estou pensando em contratar o Jimin. – Nos surpreendendo.

- Claro que ele precisa de mais treinamento. Mas ele aprende rápido. Tenho certeza que logo estará apto a trabalhar no salão.

Jeon: - Acha mesmo?

- Não queria ele enfiado lá o dia todo.

- Ele fica escutando aquelas mulheres conversando. Cruzes!

Jung: - Ótimo que sua preocupação seja só essa!

- Né gatinho?! – Me fazendo olha-lo.

Quando terminamos de comer, fomos em mais algumas lojas. Compramos sapatos e mais uma jardineira para mim. Voltei a sorrir de novo após ver aqueles dois brigando por uma camiseta. Parece que na loja do tinha uma.

No final da tarde, deixamos Jung em casa e fomos para o apartamento.

E eu, como sempre fazia ao chegar em casa, fui tomar banho.

Após o banho, vesti uma das cuecas novas que havia ganhado. Tinha várias de muitas cores e estampas diferentes. Ursinhos, bolinhas, cores lisas, oncinhas, flores e até uma com um pintinho amarelinho atrás. Fiquei me olhando no espelho admirando uma cueca branca com uma folha de bordô. O quarto estava iluminado pela luz do sol se pondo. Tudo em tom de laranja e amarelo. Achei aquilo tão bonito que fui até a janela. Abri bem a cortina e as duas partes de vidro. Coloquei parte do corpo para fora e abri os braços. O vento estava fraco e fresco. Fechei os olhos lentamente enquanto observava aquelas cores lindas vindas do céu.

Jeon: - O QUE ESTA FAZENDO? – Perguntou em voz alta me dando um susto.

Com os susto, desequilibrei. Bati um dos braços na janela e pisei na pontinha da cortina. Lembro de ter visto Jeon correr em minha direção. E então fechei os olhos esperando a queda. Realmente cai com o pé enrolado na cortina e sobre Jeon.

Quando abri os olhos ele estava deitado no chão e eu em cima dele. Só de cueca.

Jeon: - Pequeno, você está me deixando doido! – Reclamou enquanto deslizava a mão até a minha cintura.

🐥🐥🐥🐥🐥🐥🐥🐥🐥🐥🐥🐥🐥🐥🐥


Oi oi! Tudo bem gente?! Mais um capítulo que empolguei escrevendo. Perceberam que estou segurando as cenas mais love Love?! Então..... Quando chegarem as cenas realmente serão boas. Prometo!

A cueca com a folha de bordô.... essa folha é aquela que tem na bandeira canadense. Não sei porque pensei nisso. Kkkkkkkk talvez resto de Goblin. Kkkk

Próximo capítulo, Jeon ainda estará de folga e vai levar o Jimin em lugar bem legal. Vai ter também festinha pro Jung. Com direito a alguém bêbado fazendo besteiras. Acho que o beijo sai! 

E não se esqueça que dia 13/10 é  aniversário do nosso pitico! 

Ódios, traumas, raivas, xingamentos, ameaças, amores e carinhos nos coments.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...