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História My Boyfriend False - Capítulo 21


Escrita por: e Gemstone18


Notas do Autor


Olá pessoal, vem mais capítulo, mas sinto que fui péssima...

Capítulo 21 - Twenty-One


Fanfic / Fanfiction My Boyfriend False - Capítulo 21 - Twenty-One

                            

                            S/n On


Lá estava eu e meu grupo discutindo sobre o nosso trabalho, que por pior que seja cooperar com eles, eu tinha que me manter calma e muita mais muito paciente para concretizar nossa meta. Faz duas semanas desde o jantar de aniversário do Jungkook e todo aquele clima em torno das pessoas mais invejosas dali. A semana de provas já havia terminado para mim e, por incrível que pareça, acho que não me sai bem. Por que fui agraciada pelos chiliques sem sentido do Soo, que ainda me culpou pela festa dele. Pelos ataques de fúria da Sora, que vivia me ligando para saber como andava meu namoro e claro que eu aproveitava a brecha. Pelas enrascadas que meu namorado falso vulgo babaca e Jimin me metiam e também pelas aulas particulares que comecei a receber da minha mãe, que depois do jantar nada delicado, pensou que eu deveria me esforçar mais do que já me esforço. TUDO EM MENOS DE SUAS MALDITAS SEMANAS.

E agora estou aqui tentando (Lê-se: lutando) para manter esse pessoal em paz, pelo menos por enquanto até conseguirmos nos livrar do trabalho, o que vai demorar, já que é para daqui a cinco meses.


- Olha Soabin... Eu não acho que essa letra combina com que eu e o Taehyung estamos planejando. – disse Sora com seu veneno embutido na língua pronta para matar alguém.


- Ah qual é Sora, deixa disso, você sabe que não é verdade. – rebateu Taehyung e o olhei para Soa discretamente com uma expressão de surpresa. – A música é muita boa e combina perfeitamente com nossa coreografia. – disse e piscou para mim. Se corei com essa investida dele, eu já posso me jogar da ponte.


- Aish... Tu mais ajuda do que atrapalha. – resmungou Sora fazendo um bico que se não fosse a raiva que sinto dela, já teria a apertado.


- E isso não faz o maior sentido. – falei cruzando os braços e arqueando as sobrancelhas. – Você quer nos atrapalhar Sora? – desafiei-a e senti quando Soa tremeu, talvez, por que essa era a décima hesitação de raiva que eu estava transbordando só nessas horas de reunião de grupo.


- Mas é óbvio... Que não! – falou arrogantemente e eu tive que me segurar para não puxar cabelo dela até ficar careca. – Só quero que minhas ideias se façam valer nessa porcaria de trabalho.


- A verdade é que ela quer simplesmente ser melhor em todo o trabalho, para depois receber mais elogios, caso fossemos bem. – revelou Taehyung totalmente despreocupado, mesmo se depois receber um puxão de orelhas da Sora.


- Linguarudo! – enraivou-se e deu um puxão no braço dele, que resmungou pela dor, mas continuou numa calma que se fazia valer a pena aguentar os ataques de fúria da Sora.


- Então quer dizer que só por isso... Não vai aceitar a letra da música que criamos? – perguntou Soa já com sangue saltando das veias.


- Mas é claro que sim, já que eu sou a melhor em tudo. – convencida ela, só aqui e em todo planeta.


Por que onde tiver como se esbaldar na própria personalidade egocêntrica, ela teria como mostrar toda a sua purpurina. Não, não... Todo o seu veneno, isso sim.


- Então se é assim... – Soa se levantou e eu já senti que isso não era bom. Suspirou e logo continuou. – Fique aí e faça o seu “melhor”, querida. – implicou e largou a responsabilidade do seu cargo.


Depois disso, ele saiu mais emburrado que um bebê de dois anos e eu fui atrás, ao perceber que Taehyung podia dá conta do ânimo da Sora sozinho. A gente não está tão próximo como aparentamos ser, até por que, eu, aos olhos dos demais, estou namorando o Jungkook e isso pegaria muito mal para mim e para ele. Sabia que Soa iria para a sala de aula e então fui para lá mais que o flash. Estávamos ainda na faculdade, na biblioteca especificamente, graças ao bom professor vulgo meu crush, que viu nosso trabalho, claro pela metade, e ficou animado em como vamos nos sair no dia. Por isso liberou o tempo entre o intervalo e as últimas aulas para resolvermos o que tínhamos que resolver. Cheguei em frente à sala e me sentei ao seu lado, que estava igual a um bebê manhoso.


- Oh meu bebê, não fica assim. – falei na voz mais babona de mãe, que me lembrava como minha progenitora falava para mim, e apertei suas lindas bochechinhas quando as mesmas inflaram.


- Ela é muita chata, S/n, cruzes. – falou choroso e eu apenas ri de seu drama. – E para de apertar minhas bochechas. Hum! – cruzou os braços mais emburrado ainda.


- Você que não para de ser fofo, Soa! – fingi irritação, mas acabei rindo quando ele praticamente jogou a cabeça na mesa, completamente exausto. – Sabe... Eu também estou morrendo de sono, mas você não precisa rachar o crânio, né moleque. – repreendi-o como se fosse sua mãe e ele riu meio abafado.


- Eu deveria ter dado um peteleco na testa dela, isso sim. – falou e logo levantou a cabeça da mesa.


- Isso seria tentador, se ela não visse como agressão e te denunciasse como tal. – falei e dei de ombros. Sorri de relance ao notar os olhos esbugalhados do Soa.


- Eu só penso burrice, né? – coçou a nuca de um jeito meio envergonhado e eu ri em confirmação. – Nem pra me animar, né flor. – riu emburrado, mas acabamos é rindo em diversão ao notarmos o olhar confuso do Hope, que estava na porta da sala.


- Riam de mim de novo e encho o Soa de porrada.


- Ei! Por que só eu hein? – emburrou e eu arquei as sobrancelhas para Hoseok.


- Por que com esse olhar, a S/n pode me matar, e só por isso, minha coragem pra dá uma apalpada nela, se foi com o vento. E não volta tão cedo. – fez uma careta extremamente engraçada ao falar isso e eu ri escandalosamente, acompanhada por Soa logo em seguida.


- Você não presta, Hoseok. – falei rindo.


- Presto sim, isso já é maldade sua, S/n. – falou fazendo bico que Soa não aguentou e apertou. – Sai pra lá, encosto. – rimos ainda mais da cara super mega emburrada do Hope. Ele é uma gracinha mesmo.


- Tá, parei. – encerrou Soa o aperto na bochecha do Hope e logo voltou a se sentar.


Hoseok arrasta uma cadeira para perto da gente e se senta, ficando de frente para mim e de lado para o Soa, que havia se sentado na minha frente também.


- O que tanto estavam conversando? E por ainda estão aqui? – questionou como um curioso e nós só fazemos rir dele.


- A gente estava resolvendo o trabalho final desse ano letivo. – respondi.


- Aquele de grupo que eu tô me matando pra sair algo bom? – perguntou e Soa riu.


- Sim, meu amigo. – Respondeu logo em seguida. – Nem terminamos e eu já quero correr desse maldito trabalho. – disse cansado e o afaguei assim que estiquei meu braço.


- Imagino, a Sora não dá trégua não é mesmo? – perguntou e nós assentimos na mesma hora. – Olha... Se você eu, já teria pedido pra ser expulso. – falou meio irritado, mas se permitiu rir um pouco sem humor.


- Ué, por quê? – perguntei curiosa. Ele realmente pensa isso?


- Sim. A verdade é que a Sora é um encosto difícil de lidar, a menina não para nem por um minuto, só vive se emburrando e esperneando com alguma coisa, é perfeita loucura o furacão que ela é. Fico me perguntando como é que o Jungkook aguentou aquela cobra por tanto tempo. – confessou e eu arregalei os olhos, ainda mais na última parte.


- Como assim? – perguntei confusa.


- Aish... Hoseok, seu idiota. – sussurrou Soa para que eu não escutasse, mas escutei e não gostei nadinha.


Olhei para Hoseok e depois para Soa, ficando assim até me sentir como se faltasse uma laguna para preencher.


- Tem alguma coisa pra me dizer, senhor Jeon Soabin? – arquei as sobrancelhas, levantando-me do lugar onde estava.


Ambos ficaram muito apreensivos e eu só pude ficar ainda mais confusa e chateada, por que, infelizmente, alguém que não quero dizer nome, mas começa com J e termina K, está me escondendo algo. Não que eu não tenho meus segredos, mas isso de ele e a Sora já terem tido algo antes e agora ele quer pegar ela de qualquer jeito. É estranho.


- N-não S/n, não tenho nada pra te falar, tchau. – falou nervoso e quando pensava em sair, eu o peguei pelo braço e o puxei para perto de mim.


- Fale e se for relevante, eu só te belisco. – falei nervosa de raiva.


- Ah não S/n, você belisca muito forte. – implorou, mas não liguei.


- Ou você fala ou eu conto pra sua mãe, que você tá ficando com uma garota que ela nem conhece. E você sabe como ela é. – sentenciei e ele suspirou cansado.


Hoseok, que até então olhava a cena de filme de ação ou sei lá o que ele imaginou naquele momento, sentou-se novamente, já que havia ficado de pé, e pareceu muito nervoso em participar da conversa.


- É que... Bom, ele... Bom... – Soa tentava falar, mas tudo que eu ouvia era um pedido mudo para que eu o liberasse.


- Fale criatura! – exigi já impaciente.

- Ele... – tentou novamente, mas alguém o interrompeu aos gritos.


Jeon Jungkook.


- Soa vamos logo, a mamãe vai acabar achando que fomos... – gritou de lá de fora, mas quando nos viu, meio que paralisou. – Oi, gente. – falou sem jeito.


- Vamos conversar, Jeon Jungkook. – ordenei e percebi quando tanto o Soa quanto o Hoseok lhe encararam com uma expressão como se falasse “Cara, foge que ela tá armada”. Sorri de lado e ele também, mas com o mais puro e intenso receio.


Peguei minhas coisas e fui em sua direção. Peguei em sua mão com certa força (Quase como se eu fosse uma joaninha pousando na palma da mão dele) e o arrastei pelos corredores. Não pude conter a raiva com a sensação de está sendo passada para trás por ele. Isso seria muito injusto e arrogante. Muitos dos alunos já estavam indo embora quando chegamos ao portão principal. Lá, vi Jimin e Namjoon conversando animadamente e mais a frente o casalzinho do ano, Sora e Taehyung, assim que nos avistaram, sorriram em deboche. Mas isso... Eu nem fiz questão de levar a sério. Por que a minha prioridade agora é saber que porra é essa história entre o Jungkook e a Sora.


- Aonde vamos, hein mocinha? – perguntou sorridente, pois estavam todos nos olhando quando passamos por eles. Jeito único para disfarçar, já percebendo que vou fazer um barraco.


- Em algum lugar mágico e muito romântico, meu amor. – forcei um sorriso que mais parecia que eu queria matar alguém dali. E é óbvio que meu alvo é o que está bem do meu lado.


- Gosto da ideia. – falou sorrindo feito bobo, mas acho que notou a ironia na frase.


- Espero que tenha entendido que isso foi ironia, Jungkook. – reforcei.


- Eu sei, meu amor, você foi feita pra ser uma pessoa irônica. – sussurrou e eu me arrepiei dos pés até à minha cabeça.


- Para de sussurrar, moleque. – baixei o tom raivoso.


Ele riu e eu, por milésimos de um segundo, não o lancei para longe. Não que eu tenha força para arremessá-lo contra parede, mas quando fico com raiva desse jeito, minha mente me faz pensar que sou sobre-humana. Não sei como não entrei para aula de karatê quando meu pai me pediu assim que eu fiz onze anos. Oh arrependimento, viu.


- Te deixa arrepiada é? – provocou e o chutei com meu joelho bem na parte sensível dele. – Aí! Quer exterminar minha futura geração? – revirei os olhos para ele.


- Nossa, quanto drama pra um garoto safado como você, Jungkook. – ri sem humor e ele rolou os olhos para mim. – Vamos logo, criatura.


Puxei-o mais uma vez para longe dali, mas quando já havíamos chegado ao portão, Sora nos atrapalhou e pegou, descaradamente no braço dele. Revirei os olhos em pura irritação e minha cabeça já estava pegando uma dor horrível.


- Ah o que é agora?! – gritei impaciente e assustei a maioria ali.


- Quero falar com você, Kookie. – manhou fazendo um biquinho e eu abri a boca em uma reação pela abordagem descarada da Sora.


- Ele... – antes de impedir que isso acontecesse, Jungkook foi mais rápido e se soltou da minha mão.


- Eu vou com você. – ele a pegou pelo braço e eu já estava pronta para pular no pescoço dele, quando o Jimin e o Namjoon apareceram, impedindo-me. – Depois nos falamos, S/n. – e por fim saiu como se fosse a coisa mais normal do mundo.


É normal eu sentir como se eu tivesse acabado de ser traída? É normal a sensação de tristeza? Por que sinceramente, eu acho que vou chorar. Mentira, eu vou MATAR o Jungkook, isso sim.


- Esse Jungkook ainda vai parar no cemitério desse jeito. – comentou Namjoon balançando a cabeça negativamente.


- Não ligo, por mim, ele pode até se casar com ela... Eles fazem um casal mais que perfeito. Um babaca e uma venenosa, lindo! – revelei na maior ironia e ri por dentro, por que não vou deixar isso barato, ah mas não vou mesmo.


- Eu não sei o que vai aprontar, irmãzinha, mas sugiro que pare antes que aconteça alguma desgraça. – alertou-me Jimin, mas preferi ficar quieta, só pensando em como vou me vingar desses dois.


- Jimin, eu tô com medo da quietude da sua irmã. – brincou Namjoon e só fiz bater de leve no braço másculo dele.


- S/n! – repreendeu Jimin e mostrei a língua para ele. – Nem parece que tem dezenove anos. – implicou e eu mostrei a língua de novo. – Muito madura. – falou por fim e nós, eu e o Namjoon, rimos.


Não sei o vou fazer, mas essa afronta que o Jungkook fez comigo, não vai ficar assim. Ah mas ele não espera o que vai acontecer com ele, na primeira oportunidade que eu tiver.


                                  (...)


Cheguei em casa era por volta de uma hora da tarde, por que os dois embustes, Park-Min Jimin e Kim Namjoon, fizeram questão de me levar para um festival de música k-pop, o que foi bom, mas eu estava com muita dor de cabeça, principalmente com raiva e meio triste pelo que houve mais cedo. Eu ainda estava pensando em fazer algo que pudesse colocar o Jungkook e Sora em seus devidos lugares, mas nada vinha em mente.

E agora estou aqui no meu quarto, fazendo alguns ajustes na letra da música com o Soa, que por vídeo-chamada, estava me ajudando.


- Eu coloquei alguns pontos bem interessantes sobre nossa cultura e estou bem contente com isso. – falei animada, nem parece que minutos atrás, quando o Soa me ligou, eu estava gritando com ele.


- Seu humor me fascina, mas tudo bem, também gostei do que você fez, está ficando bom... – parou de falar e o encarei. – Você tá bem, S/n? – perguntou do nada e eu ri para ele.


- Estou com cara de que tá mal, Soabin? – perguntei rindo e ele revirou os olhos. – Óbvio que estou bem, seu bobo, não precisa se preocupar.


- Não dá pra evitar, você é minha melhor amiga e sempre sinto que devo me preocupar com você – confessou me encarando profundamente.


- Olha eu estou bem, tá legal? Não precisa, todo esse afobamento, sim? – insisti e ele pareceu não acreditar muito, mas decidiu ficar quieto.


Ficamos um bom tempo lendo e relendo, passando e repassando, tudo que escrevemos para o dia da nossa apresentação. Ele riu de alguns trechos, estes que a Sora não gostou e quis modificar. Depois conversamos sobre as possíveis mudanças do Taehyung, ele afirmando que o primo parecia triste ultimamente, principalmente quando o foco era eu nas conversas que eles tinham e também falamos sobre o relacionamento “sério” que anda tendo com a Jisoo, rindo pela reação dele quando tentei reafirmar sobre a personalidade dela. E ainda reatamos sobre o assunto Jungkook, no qual ele ainda insiste em dizer que o mesmo tem sentimentos relacionados a mim. O que eu fiz foi só rir escandalosamente sobre isso e não dá corda para ele. E enfim falamos sobre o que vamos fazer quando o dia da festa for decidido, além do nosso plano sobre convencer Suga e Soobyn a irem com a gente. Meu irmão não estava muito animado nesses últimos dias, principalmente, depois da segunda discussão vulgo feia que teve com nosso pai. Coitado do Jimin que foi se meter e ficou de castigo por um mês. E Soo, bom, ele ainda está meio chateado com que houve na festa de aniversário dele.

Enfim, já era sete da noite quando encerramos a vídeo-chamada e eu me pus a ir num jantar na casa da minha tia Lye, que não a vejo desde o fracasso do casamento da irmã dela, minha outra tia. Foi o maior barraco nesse dia e eu tinha quatorze anos na época. Tomei um banho de forma bem relaxante por que hoje vai ser dureza. Vesti um vestido vermelho com um leve decote em forma de V realçando meus seios e sendo rodado que ia até o começo do meu joelho, dando transparência às minhas curvas por ser coladinho. Não usei nenhum que pudesse marcar meu bumbum, por que o marido da minha tia é um perfeito de um tarado e eu não estou a fim de dá uns tapas nele. Passei um perfume delicado, mas charmoso, colocando logo em seguida um colar que minha vó me deu antes de falecer a cinco anos atrás. Maquiei-me levemente combinando com a minha vestimenta e por fim, não menos importante, calcei minha linda e clamorosa mini bota preta, comprei no ano passado numa das lojas que minha mãe é dona, mas nunca usei por que estava esperando um evento mais sofisticado como este. E quando digo que o jantar não é só um jantar, é por que não é mesmo.

Depois de pronta, olhei-me no espelho, sorrindo em satisfação pelo trabalho que fiz em mim mesma. Nada mais e nada menos, que só a bela e talentosa, Park-Min S/n. Desci para o andar de baixo e notei que todos já estavam maravilhosamente prontos. Os seguranças que viviam vigiando a gente, não estão mais tão rigorosos assim como no começo. Meu pai fez questão de afrouxar o nosso castigo e deixar a gente um “pouco” livre para curtir nossa juventude. Não que antes ele não deixava, mas como eu e o Jimin sempre nos metíamos em muita confusão, ele foi ficando meio ranzinza quanto a isso.


- Olha se não é minha princesinha. – elogiou meu pai se aproximando de mim, ao que eu adentro o cômodo da sala de estar. Ele beija minha mão em sinal de cavalheirismo, fazendo-me rir. – Tá linda, amor. – continuou.


Minha mãe também se aproxima de mim e acaricia meu cabelo, sorrindo satisfeita. Depois avisto meus irmãos sentados no sofá enorme, vendo o quanto eles são lindos, mesmo que no final, já sabemos o que vai rolar com toda essa impecabilidade. Principalmente, quando se trata do “depois do jantar”. Se é que me entendem.


- Lindos como sempre. – sussurrei só para os meus pais ouvirem.


- Vindo de você, eu até diria, um aleluia. – Jimin ouviu e brincou.


- Posso te fazer uma pergunta, querido irmão? – perguntei assim que me pus ao seu lado. Debochar só um pouco não faz mal, não é?


- Fala.


- Você tem algum poder estranho que eu não sabia? – questionei-o e ri pela cara de desentendimento do Suga.


- Não entendi. – respondeu e nossos pais caíram na gargalhada. – Ei, do que vocês estão rindo? – perguntou confuso.


- Nem eu entendi. – respondeu Suga emaranhado na confusão e eu só pude bater minha mão na minha testa completamente derrotada.


Às vezes é cansativo fazer graça com esses dois por que nenhum deles entendem, não da maneira que eu quero.


- Tá, já chega, mocinhos, vamos se não é bem capaz da minha irmã achar que fomos sequestrado no meio do caminho e ligar pra delegacia. – repreendeu nossa mãe e nós rimos. Pelo menos eu e meus irmãos.


- Aff, eu nem queria ir nesse jantar. – emburrou meu pai.


- Por que pai? – perguntei rindo, já sabendo da resposta. Ele fez uma cara feia e eu ri por isso.


- Ela só falta enfiar a comida na minha goela. – explicou, usando uma postura de criança birrenta.


- Se você não fosse tão fresquinho, amor, ela até te deixaria em paz, mas você é tão cheio de frufru que até eu me irrito. – revelou minha mãe e nós rimos ainda pela cara de desgosto que ela fez.


Ele pegou as chaves do carro e logo saímos da mansão. Não iríamos de limusine por que da última vez, o motorista quase nos matou ao batermos no poste de luz do nosso quarteirão. Nesse dia, eu estava dormindo com a cabeça no colo da mamãe e quando o estrondo aconteceu, eu dei um pulo tão rápido que bati a cabeça no teto do veículo. Querendo matar os meninos no processo, por que acabaram rindo de mim. Entramos no carro com eu atrás sozinha já que meus irmãos iriam na Mercedes do Jimin, que ganhou no ano passado, mas nunca pudera usar por que só com a bicicleta que tinha, ele quase matou um gato, imagina se andasse por aí com uma fera daquela. Achei até cômico, por que ele teve que aprender a dirigir aquele tipo de carro amanhã inteira, só para não ter riscos depois.


- Se depender de você, aposto que só comeria um grão de arroz, um grão de feijão e minúsculo pedaço de filé milhión, Soejeon. – continuou minha mãe e eu ri.


- Isso é verdade, pai. – falei rindo ao concordar com a afirmação da mamãe. – O senhor não pode fazer isso, senhor Park-Min. – esbravejei fingindo autoritária.


- Tá ouvindo, né? – sentenciou ao marido e eu ri pela cara previamente derrotada do homem.


- Ok, senhoras Park-Min, eu como até meu estômago explodir. – se deu por rendido e quando os meninos estacionaram bem ao seu lado, seu semblante mudou de brincalhão e bebê emburrado para um homem adulto e sério. – Tomam cuidado com esse carro, por que se ele aparecer todo arranhado ou amassado, eu que vou arranhar ou amassar vocês. E se aparecerem todo bêbados e tarde, eu chutou a bunda de vocês pra fora de casa. Entenderam? – intimou e eles engoliram em seco. – Cuidado pra não sofrerem ou morrerem em um acidente por aí. – alertou típico de pai preocupado.


- Sim, pai, não se preocupem. – confortou Suga que estava no banco ao lado do pai.


- Se tratando de vocês, sempre vou, por que conheço os filhos que eu tenho. – comentou sério. Até a mamãe pareceu séria também.


- Já podemos ir, pai? – perguntou Jimin sem olhar para a gente.


Ele estava no banco do motorista e parecia sério. Acho que ainda por causa da briga. Nosso pai assentiu e eles logo deram partida. Eu fiquei encabulada com as reações do Chimchim, mas depois me preocupo com isso. Meu pai também deu partida. Senti a brisa da noite, bater na minha cara e sorri por isso. Essa semana foram mega estressante para mim e sair de casa com os meus coroas, não tão velhos assim, é de extremo alívio para minha saúde mental.


Notas Finais


Esse Jungkook é um amor, mas ainda vai aprontar pro lado da S/n... Coitado, nem imagina o que ela também vai aprontar com ele.

Espero que me perdoem por qualquer erro, galera.


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