História My Boys! - Capítulo 39


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Categorias Josh Devine, One Direction, Zayn Malik
Personagens Harry Styles, Josh Devine, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Personagens Originais, Zayn Malik
Tags Harry Styles, Josh Devine, Larry, Larry Stylinson, Liam Payne, Lilo, Lirry, Louis Tomlinson, Narry, Niall Horan, Niam, Nosh, Nouis, Zarry, Zayn Malik, Ziall, Ziam, Ziam Mayne, Zianourry, Zosh, Zouis
Visualizações 318
Palavras 10.830
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OLÁ...

Podem me bater, eu deixo.

Eu sei que é horrível esperar tanto tempo por uma atualização.
Eu também leio e sofro por isso então eu entendo o sentimento de vocês.

Peço desculpas por isso!

Mas como falar tudo isso não vai mudar o fato da minha demora, vamos ler logo!

Quase 11 mil palavras.

É isso!

Tento voltar o quanto antes!

Capítulo 39 - Desgraça disfarçada


Londres.

 

Se Niall pudesse resumir os últimos dias de sua vida em uma única palavra, essa palavra certamente seria caos.

Caos porque Anne era, de longe uma das pessoas mais idiotas da face da terra, e prova disso era que ela colocou simplesmente dois detetives particulares para procurar o culpado pela morte do irmão. Idiota o suficiente para tentar defender o irmão morto de todas as formas possíveis e isso acabar indo parar em jornais. E aí que começou o caos.

Depois dos jornais, vítimas e mais vítimas do monstro que era o irmão dela começaram a aparecer.

Já passavam de uma dúzia.

Vizinhas. Filhos de vizinhas. Filhos de amigos.

Era perturbador saber que aquele homem desgraçou a vida de pessoas inocente pelo próprio prazer.

E Anne lá, irredutível.

E ela permaneceu assim até os filhos do irmão fugirem da escola e irem na delegacia denunciar o pai.

Assim que ela soube disso, ela congelou bem em frente aos olhos azuis de Niall e Louis e empalideceu.

Ficou tão pálida que Horan poderia ver sob a pele da mãe, um liquido viscoso chamado vergonha correndo junto com o pouco sangue que parecia restar no corpo dela.

Anne ficou quase duas horas parada. Sem falar nada. Olhando para a parede em frente à mesa de seu escritório em sua própria casa, enquanto Niall queria sentar na frente dela e gritar com todas as letras que ela era a desgraça de uma mulher cega que não sabia que o próprio filho tinha sofrido o inferno na mão de quem ela ainda tentou defender. Do homem que aliciava os próprios filhos por ser a porra de um doente mental.

Mas ele não disse nada a ela.

Ele continuou sentado no sofá a encarando assim como Louis que não sabia de nada porque Niall não era maluco igual a mãe. A única coisa que o garoto mais novo sabia era que Anne tinha perdido o irmão e que talvez por isso ela estivesse daquele jeito.

Horan estava vestindo sua melhor cara de deboche.

Anne sabia o que Niall pensava sobre aquilo. Ela viu no rosto dele um certo prazer assim que ela disse a ele que os primos tinham ido na delegacia denunciar Reinald. Chegou até ver nos olhos dele uma sombra de vingança saciada.

- Louis, você pode nos dar licença? – Niall encarou a mãe e franziu o rosto até vincos se formarem entre suas sobrancelhas. O que diabos estava acontecendo?

- Cl-claro, Anne... – O garoto levantou e lançou um sorriso desconfortável a Niall, o que fez este sentir ainda mais ódio da mãe.

Assim que Louis fechou a porta, Anne se sentiu menos receosa a perguntar de Niall o porquê daqueles sentimentos quanto ao tio morto.

- S-seu tio t...

- Anne, não... Você, por favor, não me faça essa pergunta. A única cega aqui é você. Você acha mesmo que se ele tivesse feito qualquer coisa comigo eu teria ido no velório daquele desgraçado? Que eu teria suportado você chorando a morte dele? VOCÊ ACHA QUE EU TERIA AGUENTADO TODO ESSE TEMPO SEM DIZER NADA SÓ PARA NÃO MANCHAR A PORRA DO NOME DA SUA FAMÍLIA? – Niall jamais imaginou que seu ódio por Anne chegaria a esse nível. Ele jamais imaginou gritar com ela. Jamais imaginou que estaria sentindo uma raiva tão grande da pessoa que o colocou no mundo que fosse capaz de fazer seu corpo inteiro parecer em chamas. -  VOCÊ ACHA MESMO QUE EU ME DEIXARIA ANOS PRESO DENTRO DE MIM MESMO PARA POUPAR UM DESGRAÇADO COMO ELE ERA? ME DIZ SE EU TENHO CARA DE IDIOTA? E POR QUE VOCÊ PERGUNTA ISSO SÓ PARA MIM? VOCÊ SÓ ME TEM COMO FILHO? VOCÊ POR UM ACASO LEMBRA QUE EU QUASE NÃO TIVE CONTATO COM ELE? QUE QUEM VIVIA COM ELE POR MAIS TEMPO ERA O HARRY? VOCÊ JÁ PENSOU NO HARRY? VOCÊ AO MENOS LEMBRA QUE ELE É SEU FILHO TAMBÉM? – Horan àquela altura já estava de pé, andando de um lado para outro enquanto seus cabelos eram puxados constantemente. Ele não queria chorar, mas sentia os olhos marejados de ódio.

- Harry não passaria por isso cal...

E aquele foi o ponto para Niall.

Ele parou de andar, seus olhos azuis-cintilantes congelaram em Anne e a única coisa que ela conseguia ver ali era o seu próprio reflexo. Nada estava ali. Nem sequer parecia Niall. Ela nem entendia o motivo da revolta dele já que ele nem sequer foi abusado pelo tio.

Ele sentia nojo da mãe. Era errado? Era! Mas ele nem sequer ligava mais, afinal, que tipo de ser humano era ela que não era capaz de ver o que estava exposto por anos bem em frente ao nariz dela?

- Você é desprezível, Anne. Desprezível eu te...

- EU SOU SUA MÃE, NÃO FALE I...

- ENTÃO VOCÊ SE DENOMINA MÃE? QUE DESGRAÇA DE MÃE É VOCÊ ANNE? E SE EU TIVESSE SIDO ABUSADO POR ELE? VOCÊ SÓ IRIA PERCEBER ISSO AGORA DEPOIS QUE OS PROPRIOS FILHOS DELE FORAM NA DELEGACIA DENUNCIAR? SERIA SÓ NESSE MOMENTO QUE VOCÊ OLHARIA PARA MIM E PERGUNTARIA? QUE VOCÊ NOTARIA O MEU COMPORTAMENTO? QUE VOCÊ IRIA VER OS MACHUCADOS NO MEU CORPO?

Anne que chorava copiosamente percebeu que sim, ela só iria perceber naquele momento e por isso ela não falou mais nada. Ao invés disso ela colocou as mãos no rosto e passou a chorar ainda mais.

Ela era a pior mãe do mundo.

E vendo aquilo, Niall percebeu que ela tinha notado o quão ausente ela era e o quão isso era imperdoável.

Horan, depois de passar as mãos nas bochechas que foram molhadas parcialmente pelas malditas lágrimas de ódio, virou as costas para o ser que ele deveria chamar de mãe e marchou em uma postura rígida até a porta. A abriu e antes de sair, olhou para o resto de mulher que ainda restava nela.

- Assim que eu terminar a escola, eu vou embora dessa casa e você, por favor, se desconsidere minha mãe. Deixo claro que Louis vai comigo porque eu não vou deixar ele vulnerável mesmo que você diga ser uma mãe para ele, afinal, quando foi sangue do seu sangue você não percebeu, imagina ele?! – O coração de Anne se quebrou ainda mais. Ela se sentia o pior ser humano do mundo e que bom, porque talvez ela fosse a única que ainda não sabia disso. – Se eu fosse você, faria a mesma pergunta que me fez para o seu outro filho, que só para refrescar sua memória, se chama Harry e parece muito o filho mais novo do monstro que você jurou ser inocente.

E assim, Niall saiu daquele lugar deixando para trás, uma mulher, ou que o restou dela, completamente destruída.

Ela não era capaz de juntar as peças ainda. Ela não acreditava no que Niall estava insinuando e talvez por isso ela era incapaz de pegar o telefone e tentar falar com Harry.

Era impossível que aquilo tivesse acontecido com ele e ela não tenha percebido.

Era impossível.

 

Uma semana depois.

Segunda-feira

10:45 a.m

 

Louis estava ainda sem entender muita coisa. Ele só sabia que Anne e Niall estavam brigados deles que ele os deixou sozinhos no escritório.

E como ele sabia disso?

Simples: além dos gritos que repercutiam pela casa inteira desde aquele dia, eles nem sequer se olhavam. Na verdade, Niall nem sequer olhava para Anne. A evitava a todo custo e era ela entrar no mesmo cômodo que ele, para ele sair. E quando isso acontecia e o próprio Louis estivesse junto, Niall o olhava, sorria, dava um pequeno aperto em sua bochecha, pedia licença e ia embora para outro lugar sem nem sinal de Anne por perto.

Tomlinson se sentia no meio de uma guerra fria sem poder fazer nada para ao menos tentar ajudar, já que ele não sabia bem o motivo da guerra.

Como dito anteriormente, houveram gritos, gritos altos e claro, porém que não eram capazes de explicar muita coisa.

Tudo era muito vago. Menos, é claro, o ódio de Niall pela mãe, que Louis, assim que chegou ali, viu que não era normal. Ou seja, tudo o que causou aquilo era muito sério.

Seu passado parecia uma mera brisa de poluição frente a tempestade de lixo que estava rondando os dois.

E era obvio que ele queria saber sobre isso. Ele queria poder ajudar, contudo, ele sabia que era impossível convencer Niall a voltar a ter um bom relacionamento com a mãe.

Louis só podia assistir aquilo e esperar pelo melhor, mesmo que esse melhor fosse Niall tratando um pouco melhor a mãe.

Mas fora toda essa confusão, Louis estava.... Feliz, porém, confuso. Ele pensava que aquilo era até errado por tudo o que estava acontecendo ao seu redor, mas mesmo assim ele não conseguia se sentir menos excitado e instigado a descobrir o que exatamente era aquilo que ele tinha “encontrado”.

Tinha uns dois dias que ele estava sem fazer nada no quarto de Niall e resolveu mexer nas coisas de seu quase namorado, e sem nem imaginar, ele achou lá dentro, bem escondido nas profundezas da última gaveta do guarda-roupa, uma bolsa de um tecido bem fino, quase como uma bolsa feita de uma fina camada de algodão. E aquilo não foi o ponto máximo da coisa, e sim o que tinha dentro dela.

Louis jamais imaginou que ali, nas coisas de Niall, poderiam ter um conjunto minúsculo de um uniforme de líder de torcida, na companhia de uma calcinha transparente que era tão fina quanto a bolsa delicada que guardava tudo aquilo.

As bochechas de Louis foram domadas por uma brasa que as fizeram ficar vermelhas na hora. Era inacreditável que aquilo fosse real. Deveria ser engano. Não era simplesmente possível.

E sem saber se aquilo era bom ou ruim, Tomlinson, tremendo como nunca antes, guardou tudo na bolsa, tentou deixar exatamente como estava antes e quando terminou, ele se jogou na cama e lá ficou por no mínimo duas horas.

Sua cabeça estava quase transbordando milhões de pensamentos pelas orelhas.

Aquilo era mesmo de Niall?

Ou será que era... Sei lá, de uma ex-namorada dele?

Como ninguém viu aquilo antes?

Louis se amaldiçoou por ter achado aquilo durante mais ou menos meia hora, mas depois disso ele agradeceu, afinal, ele poderia secretamente usar aquilo quando estivesse sozinho ali.

Ele não ia nem sequer tocar em algo usando aquilo para não sujar nada.

Ele só ia por, ver Louise um pouco e tirar assim como fez com as roupas de Anne.

Niall nem iria notar, já que aquilo parecia estar ali fazia um tempo.

Louis iria se arriscar, mas iria vestir aquilo, claro que no momento oportuno, afinal, Niall nem ninguém poderiam saber sobre Louise.

Nunca.

E desde aquele dia, Louis só pensava em duas coisas: entender o que exatamente estava acontecendo com Niall e Anne, e vestir aquelas benditas peças de roupa.

Já Horan, estava prestes a enlouquecer.

E não era só por todos aqueles problemas de família. Ele estava prestes a enlouquecer com tudo. Não havia uma única noite em que ele fechasse seus olhos, e não imaginasse Louis com a blusa de Anne, não havia uma única noite que ele fechasse os olhos se não imaginasse  fodendo Louis daquele jeito, e não havia um só segundo do seu dia que ele não pensasse no inferno que Louis passou sendo tocado sabe-se lá Deus por quantos homens que ele nunca nem sequer havia visto o rosto.

Aquilo era uma tortura, afinal, fazia quanto tempo que Niall não tinha um orgasmo realmente prazeroso? Sem ser ele mesmo se dando prazer? Ele estava desesperado a um ponto que até Louis escovando os dentes o fazia ficar duro.

E aquilo só o fazia se sentir um lixo e acabar tomando um banho gelado para acalmar o seu amiguinho lá de baixo.

Era horrível.

Era desastroso e ele só sabia de uma coisa, ele jamais, nunca mesmo iria tocar em Louis caso ele não pedisse com todas as letras e que estivesse explícito que Louis de fato o queria.

E essa “promessa” que Niall tinha feito a si mesmo iria persistir mesmo caso seu pau explodisse de tesão por Louis.

Niall não iria ser, ou ao menos parecer com o monstro que àquela hora, deveria estar sendo comido por vermes assim como ele era.

Niall preferia morrer a ter que tocar em Louis sem a sua mínima permissão.

E se só isso não fosse o suficiente, Niall tinha sua mente ocupada nos únicos momentos em que os problemas de família nem Louis com roupas de Anne eram a pauta, por Harry.

Horan nem sabia se Harry já tinha sido avisado, ou lido sua mensagem sobre a morte do crápula. Obviamente que se ele soubesse, ele provavelmente não faria nada, mas Niall queria saber se ele já sabia apenas por ter certeza de que ele se sentiria um pouco aliviado. Ou ir junto com Harry no túmulo do maldito e mijar em cima dele só por diversão. Ou talvez Horan só quisesse ver Harry frente a frente e implorar para ser fodido. Tanto um quanto outro deixaria o garoto completamente satisfeito. Se fossem os dois então, iria ser ainda melhor.

Contudo, a possibilidade de aquilo acontecer era quase zero. Era um quase porque havia um pininho prendendo o ponteiro, e esse pino chamava esperança.

Niall não iria morrer se deixasse um único fio em seu coração, mantendo aquele desejo incontrolável de ter Harry novamente como seu amante. Doía um pouco? Era como uma tortura? Sim, mas não chegava ao ponto de matar. Ele iria suportar aquilo até quando seu coração batesse e disso ninguém, nem mesmo Louis, poderia o fazer desistir.

Horan suspirou fundo e olhou para a TV onde era possível ver um urso polar na geladeira parecendo bem feliz até outro urso abrir a porta do eletrodoméstico e atrapalhar o momento feliz dele. Louis que estava com a cabeça recostada nas pernas de Niall rolou os olhos e negou.

Ambos estavam ali já fazia bem mais de uma hora e Niall não havia estado ali em pensamento por dez minutos. Era injusto e indelicado, mas ele não podia acorrentar sua mente na TV e assistir Ursos sem curso quando na verdade, seu cérebro estava apertado em seu crânio com tantos pensamentos diversos. Ele sentia até dor de cabeça por tanta pressão.

Ele estava mesmo, prestes a enlouquecer.

Aquilo era a porra de um castigo.

Só podia ser.

E para tentar aliviar um pouco aquilo, ele depois de pedir para Louis e receber permissão, passou a mexer nos cabelos lisos do outro e aquilo o fez ficar um pouco menos caótico.

Não demorou muito para Louis acabar dormindo e vendo aquilo, Niall só recostou suas costas no sofá e também acabou dormindo.

 

Toronto

07:42 a.m

 

Zayn não teve crises.

Liam não matou ninguém.

Harry não usou droga alguma.

Gato não morreu de fome.

Josh não foi morto.

Ponderando isso, a semana que se passou naquele campo de guerra que a casa de Liam e Zayn se transformou foi bem estável.

Contudo, apesar de coisas extraordinariamente boas, coisas extraordinariamente ruins também aconteceram. Principalmente para Devine que era, sem dúvidas, como um fantasma vagante por aquela casa. Ele só era lembrado constantemente por Gato que não saía de sua cola por nada. E isso era até bom já que Liam fingia que Josh nem estava ali quando ele chegava em casa, Zayn apesar de bem simpático sempre, passava o dia quase dormindo e Harry era levado para o quarto com este e também passava o dia quase todo dormindo... Não exatamente dormindo já que alguns gemidos eram altos o suficiente para Josh escutar da merda da sala vazia.

Se ele estava reclamando? Não, não estava. Ele entendia que Harry  estava para morrer de abstinência de Zayn e Liam, mas porra, custava ele dormir uma única noite com Josh? Custava ele dar um beijo de verdade em Devine quando o visse e não o caralho de um selinho sem graça que Josh tinha certeza que era como se um filho tivesse cumprimentando a mãe? CUSTAVA ELE NOTAR JOSH COMO O CARA QUE ELE DISSE AMAR?

Não. Não custava e era por isso que Josh estava puto num nível jamais imaginado.

Ele estava frustrado o suficiente para bater de frente com Liam se ele ao menos o olhasse torto.

E era puto da vida e frustrado até as orelhas que Devine estava sentado no sofá vendo um filme enquanto sua boca era constantemente abastecida por colheres exageradamente cheias de sorvete.

Harry sabia que estava sendo negligente com Josh, mas o que ele podia fazer? Josh parecia um gato bravo que não podia ser nem tocado que já saía reclamando. Além disso, como ele poderia deixar Zayn sozinho naquele quarto enorme. Liam chegava tarde, às vezes de madrugada e estava cansado a ponto de só tomar banho e dormir. Saía cedo sem se despedir de ninguém e foi assim desde que Harry chegou.

Era impossível deixar Zayn sozinho.

E para Harry estava sendo ainda pior porque Liam mal o olhava ou falava consigo. Era possível sentir a aura pesada em torno de Payne e ele não tinha coragem nem sequer de tentar amenizar nada já que se ele ao menos tentasse, ele iria ser no mínimo espancado até perder três dentes.

Em resumo naquele fatídico dia que mal havia começado, Josh estava puto e se entupindo até as orelhas de sorvete, Zayn dormia enquanto Harry, completamente sem sono de tanta preocupação, ia até as escadas.

Os cabelos desgrenhados sendo ainda mais bagunçados pelas mãos grandes e sem a menor preocupação em parecer apresentável perante quem estivesse em casa, ele desfilava apenas com uma boxer.

Suas tatuagens ao alcance de quem pudesse vê-las em contraste com sua pele branca e agora quase sem hematomas. O rosto perfeitamente delineado virou para o lado assim que um corpo fora visto no sofá.

Um sorriso vívido se instalou nos lábios dele e talvez com a intensão de resolver todas as desavenças que estavam entre os dois, ele foi até lá.

- Bom dia, Joshua... – A intensão foi uma das melhores, mas não fora recebida assim por Josh que olhou na direção de Harry com cara de poucos amigos.

- Bom dia é minha bunda. – Harry já era acostumado com o jeito doce de ser rude de Josh, então ele sentou ao lado do homem e deu um longo beijo em sua bochecha.

Na verdade, não tão longo assim já que Devine o empurrou para longe assim que digeriu o ato do outro.

- Por que você está tão estressado ultimamente? – Devine bufou e levou outra colher exageradamente cheia de sorvete até sua boca, depois encarou Harry nos olhos e só com aquilo Harry viu que ele estava prestes a explodir de raiva.

- Quer anotar os motivos do meu estresse? Pega um caderno novo porque os motivos são muitos. Começando pelo fato de que eu estou longe da minha casa e do que eu gosto de fazer, segundo que eu estou me sentindo incomodado aqui pelo fato do Liam me odiar. E claro, pelo fato de você estar me tratando como se eu fosse a porra de uma vagabunda que você só chama quando precisa de a...

Harry admitia que aquilo tudo era culpa sua e que tudo aquilo era mais do que motivo para Josh estar do jeito que estava. Ele não tirava a razão do outro. E por saber disso, e para tentar amenizar a bomba que Josh estava prestes a ser, Styles em um só movimento puxou as pernas de Josh o fazendo deitar no sofá com tudo. O pote de sorvete foi parar no chão com tamanho susto que Josh levou e a colher voou para o outro lado da sala.

Ainda mais rápido quanto tudo aquilo que aconteceu, Harry cobriu o corpo do outro ficando entre suas deliciosas pernas. As mãos de Josh foram presas contra o braço do sofá assim que ele recuperou sua capacidade mental e iria começar a socar Harry até aquele desgraçado desmaiar.

Os olhos de tons diferentes se encontraram e faíscas de ódio misturadas com divertimento e principalmente paixão começaram a se encontrarem fazendo a sala inteira começar a esquentar.

As respirações antes rápidas pelo esforço e susto agora começavam a tomar outro rumo, contudo não menos aceleradas.

Os corpos pareciam atrair um ao outro assim como imãs de polos opostos.

Estava quente e Josh odiava isso. Isso significava que ele não conseguia mais resistir a Harry e por mais que ele o tivesse odiando mortalmente, um simples olhar do maldito o faria cair de quatro na cama. De maneira literal.

- Sai de cima de mim... Agora! – Ele tentou ser convincente de que era aquilo que ele próprio queria, mas no fim, nem sequer ele acreditaria de fosse Harry.

Já para Styles aquilo soou aos seus ouvidos como uma baixa e manhosa suplica para que ele continuasse com aquilo ali mesmo, na sala da casa dos Malik-Payne. E Harry faria já que ele estava pouco se fodendo para Liam e sua maldita raiva dele.

E pensando dessa maneira completamente suicida, já que se por alguma razão Liam aparecesse ali e os pegasse no flagra, pelo menos uma morte iria rolar, Harry colocou seus lábios desesperados nos de Josh.

Não havia motivo algum para o beijo começar de maneira calma.

Ambos estavam putos até a orelha e por sorte tanto para Harry quanto para Josh, nada melhor que uma foda com raiva para deixar a mente inerte por pelo menos alguns minutos.

E assim a coisa começou.

 O beijo era bruto.

Os dentes se chocavam a cada mudança de posição das cabeças. As línguas se enroscavam furiosamente como se para arrancar uma da outra o antidoto para tanto ódio que os dois sentiam.

O que antes estava quente, agora parecia uma caldeira a pleno vapor.

As respirações eram ofegos altos. Os barulhos eróticos dos beijos ecoavam pelas paredes do andar de baixo. As mentes começavam a serem engolida por uma nuvem densa de prazer que os levaria à beira do precipício e ambos estavam fodendo para o fato.

Harry depois que sanou sua sede pela boca de Josh, desceu seus lábios para o pescoço deste deixando ali inúmeras manchas avermelhadas que daqui algumas horas seriam lindas manchas roxas que ele teria orgulho em mostrar para qualquer um, afinal, Josh era dele e pronto.

- Seu filho da... Ahhh... Merda... -  Josh por instinto jogou a cintura para cima na tentativa de tirar Harry de cima de si quando sentiu os dentes do outro findarem com força no seu pescoço onde segundos atrás ele havia chupado com força.

Nem sequer foi muita dor, o problema foi a corrente elétrica que aquilo causou no corpo já eletrizado de Devine.

Seus olhos fecharam com força ao que a seção de mordidas e chupões continuava e ia descendo.

Ele nem sequer soube quando, mas quando percebeu, sua camisa e calça já estavam ao lado do sofá, seu corpo era atacado ferozmente pela boca e mãos de Harry enquanto as suas próprias só puxavam e apertavam os largos ombros de Styles.

Os gemidos agora altos ressoavam pela casa inteira e não só no andar de baixo. O calor antes recluso em uma pequena parte de seus corpos irradiava por quem sabe quilômetros além daquela casa.

Era tudo altamente tóxico e inebriante. Algo comparado a uma granada disfarçada de algo irresistível aos olhos de uma criança e que ao mínimo toque, explodiria devastando tudo ao redor.

E não só como uma forma de comparação, de fato existia uma criança vendo tudo aquilo e sendo profundamente persuadida a tocar naquilo que era irresistível e que se tocado, destruiria tudo ao seu redor.

E Zayn era esta criança.

Ele estava parado no topo da escada. Seu rosto amassado do sono ainda estava ali, mas seus olhos estavam tão vívidos como se ele tivesse acabado de receber uma pequena dose de adrenalina direto em sua veia.

Seu corpo inteiro saiu da calmaria do pré-acordar para uma turbulenta sensação de... Desejo e inveja.

Ele viu tudo.

Cada movimento que Harry fez para virar Josh de barriga para baixo no sofá, cada respiração caótica que Devine dava a cada toque mínimo de Harry em sua pele cada marca que Harry deixava em Josh.

Malik viu as marcar de dentes se espalhares pelas costas de Josh, assim como pela bunda dele, viu quase que derretendo – porém ainda assim, sem soltar um respirar mais alto por medo de ser descoberto, Harry esfomeadamente enfiando o rosto entre as nádegas do outro e passando a provocá-los e prová-lo.

Os sons daquilo passaram a atingir Zayn de uma maneira surreal.

Seu coração batia mais rápido a cada gemido extremamente alto e manhoso que Josh dava e a cada estalada dos tapas que Harry diferia na bunda do outro.

Sua mente, mesmo que ciente de que o que ele estava desejando era, de alguma forma, mais sujo do que qualquer coisa que ele já tinha feito, era incapaz de lutar contra e por isso, Zayn estava a ponto de descer aquela maldita escada e ajudar Harry naquilo.

Ele queria.

Queria tanto que seus joelhos tremiam em ansiedade.

E tudo ficou ainda pior quando ele foi jogado de volta a realidade por um grito agudo de Josh que tinha sido brutalmente invadido por Harry de uma vez só.

A sala foi engolida momentaneamente por uma onda de silêncio que só era quebrada quando Josh tentava puxar ar para seus pulmões.

As mãos de ambos se juntaram firmes no braço do sofá e a onda de coas voltou a sala como um tapa na cara de Zayn que achou que teria coragem de sair dali e fingir que não tinha visto nada.

Harry começou a investir sem piedade contra Devine que visivelmente ainda estava se recuperando da invasão repentina.

Os estalos dos corpos se chocando eram como instrumentos perfeitamente afinados que acompanhavam o espetáculo que os gemidos de ambos eram.

Tudo era bruto. Impensado. Imoral. Mas tudo naqueles dois era estranhamente perfeito. Tudo se encaixava tão perfeitamente que era surreal.

E aquela cena era ainda mais perfeita, e não só porque Zayn estava hipnotizado por aquilo, mas sim porque qualquer ser humano poderia ver aquilo se vissem Josh e Harry ao menos se olharem.

Malik via além daquilo.

Ele estava vendo o momento mais íntimo dos dois e aquilo só comprovava a teoria.

Josh era perfeito para Harry tanto quanto Harry era perfeito para Josh.

Aquilo era visível em cada movimento de Harry que apesar de ser bruto, era na medida certa para jogar Josh num estado de puro êxtase.

E aquilo durou por sabe-se lá quantos minutos mais.

Minutos esses que para os dois no sofá foram minutos de puro prazer e para Zayn e pura tortura psicológica.

E tudo acabou assim que Harry e Josh, depois de se beijarem como fora possível pela posição bem complicada, chegaram aos seus orgasmos juntos soltando um gemido em uníssono que fez Zayn soltar um suspiro pesado e tremer dos pés à cabeça tendo também, sem sequer ter se tocado, seu orgasmo.

Os três declinaram novamente ao mundo real e Malik, por medo de ser pego pelos olhos espertos de Harry, foi o mais rápido que pode para seu quarto.

Lá ele tomou um longo banho, tentando de alguma forma tirar todos aqueles pensamentos sujos de sua cabeça envolvendo a cena que tinha acabado de ver. E não só de sua cabeça, mas também de sua pele.

Zayn estava tão fodido!

 

Aquele mesmo dia.

18:21 p.m

 

Liam estava parado na porta de sua própria casa sem saber o que fazer.

Ele estava chocado que nem sequer andar ele conseguia!

E não era por pouca coisa que ele estava daquele jeito.

Ele estava vendo Harry e Josh dormindo confortavelmente no seu sofá.

Seu sofá.

Josh estava coberto dos pés à cabeça por um moletom preto com uma calça também moletom preta que visivelmente não pertencia a ele e sim ao homem que o abraçava.

Homem este que estava completamente nu.

Liam percebia isso apesar de Josh estar com as costas viradas para porta e encobrindo parcialmente o corpo do outro, contudo, a lateral direta do corpo de Styles estava completamente exposto e nenhum pano estava visível aos furiosos olhos de Payne.

Obviamente ele estava puto por tudo e mais um pouco, afinal, ele não queria que Josh estivesse ali, ele não queria ter que imaginar o que aconteceu naquele sofá, e ele muito menos queria presenciar aquela cena repugnante de tão... Amorosa.

Claro que Liam não se importaria caso fosse Zayn nos braços de Harry, mas não era e só aquele fato o enojava.

Vendo aquilo, ele deu meia volta e saiu de sua casa novamente.

Ele precisava beber um pouco.

Descarregar toda sua raiva em bebida talvez fosse o certo a se fazer, além é claro, de torturar ainda mais Harry.

Se era guerra que ele queria, era guerra que ele ia ter. Porém uma guerra onde Liam apenas assistiria Harry subir pelas paredes de raiva e desejo por ele, coisa que ele sabia que estava prestes a acontecer, tanto da parte de Styles, quanto pela parte de Malik.

Certo que torturar os dois era indiretamente, ou diretamente, dependendo do ponto de vista, um meio de se torturar também, contudo, Payne estava com uma meta e nem que tivesse que evitar beijar Zayn para conseguir alcançá-la, ele faria.

E assim Liam chamou um táxi e foi para um bar de um conhecido dele de algum tempo.

Já em sua casa, Zayn estava deitado em sua cama com os olhos fechados, porém todos os seus sentidos estavam bem alertas.

Ele passou o dia ali dentro.

Sem comer ou beber algo. E olha que um Harry completamente nu foi lá o oferecer algo para comer.

Zayn estava sem estomago para nada.

Ele só queria não pensar no que viu pela manhã 4758455x a cada milésimo de segundo. Ele só queria Liam ali e ele ainda não havia chegado e isso era como a porra de uma bigorna apertando seu peito o impossibilitando de respirar direito.

Aquilo era um inferno.

Um inferno pessoal que Zayn sabia perfeitamente como tirar de si, mas ele sabia que se fosse até o banheiro e fizesse o que queria, Liam iria ficar puto, Harry iria ficar puto e aquele clima insuportável se transformaria num campo minado onde um passo em falso, acabaria jogando tudo para os ares e adeus qualquer possibilidade daquilo dar certo.

E por isso ele estava daquele jeito na cama. Parecendo um paciente em coma.

E ele não iria se mexer até alguém entrar naquele quarto e o arrastar para fora daquela tormenta.

Já na sala, Harry sentiu o frio atingir seus ossos e um tremor forte passar por seu corpo inteiro.

Ele se mexeu levemente buscando calor no corpo de Josh, mas aquilo não parecia necessário, então ele, por mais que não quisesse, teve que cuidadosamente sair dali e ir caçar qualquer roupa que o aquecesse.

Quando tinha ficado tão frio naquela casa?

Ele deixou Josh que ainda dormia no sofá e rapidamente subiu as escadas enquanto esfregava as mãos em busca de aquecê-las. Harry andou pelo corredor até o quarto de Liam e Zayn e assim que entrou, o frio do cômodo quase o fez cair duro no chão.

Rapidamente engolido pela total penumbra ele andou até o lugar onde estava sua mala e pegou lá de dentro a peça mais grossa que encontrou, logo em seguida a vestiu em companhia com uma calça qualquer.

Só depois que ele sentiu seu corpo gradativamente sendo aquecido, que ele escutou uma respiração pesada vinda da cama.

- Liam?

Não houve resposta.

Ao invés dela, um fungar veio e só aquilo fez Harry sentir o corpo inteiro gelar novamente.

Zayn estava chorando.

E por saber disso e que se ele dissesse mais algo, o choro do outro só ficaria mais forte, ele só pode ir até a cama, entrar nas cobertas e apertar o corpo magro contra o seu o mais apertado que ele podia.

Zayn chorou por minutos a fio até finalmente cair no sono sem dizer uma palavra sequer a Harry não estava entendendo absolutamente nada daquilo.

E por medo, ele permaneceu ali com Malik e também acabou dormindo sem nem perceber.

Algumas horas depois, Josh acordou sozinho no sofá. A casa estava inteira escura e aquilo o fez por alguns segundos, se perguntar onde ele estava.

Quando seu cérebro acordou completamente, ele sentou no sofá e suspirou fundo.

Tudo havia voltado ao normal.

Ele era um fantasma novamente.

E por incrível que parecesse, ele estava até bem com isso.

Tão bem que ele levou a bunda do móvel, ascendeu as luzes e foi para a cozinha cozinhar algo para ele comer já que sua barriga roncava de fome.

Mas antes se fazer qualquer coisa para si, ele encheu o potinho de ração para seu filho Gato e levou para sei quarto onde ele sabia que o bichano estava dormindo. Depois de vê-lo lá, Josh deixou a comida perto da porta e voltou para a cozinha.

Para deixar seu clima ainda mais animado, ele colocou uma playlist de pop e no momento em que ele mexia os cubos de carne com legumes, tocava Ariane Grande.

Claro que ele cantava a música e mexia o quadril de acordo com o ritmo. E como ele sabia a música?

Ué, ele era dono de uma boate, era impossível não decorar as músicas que tocavam lá.

Devine estava tão inerte em seu mundo mais colorido que não percebeu um cambaleante Liam passar pela porta da sala.

O homem não estava num estado deplorável, mas havia bebido o suficiente para estar com as pernas moles apesar da mente ainda em perfeita ordem.

Assim que entrou, ele quase agradeceu pela cena de mais cedo não ter se feito novamente em frente aos seus olhos, agora o sofá estava vazio e só ruídos de música e utensílios domésticos batendo vinham da cozinha. Além é claro de um cheiro razoavelmente bom vindo de lá.

E guiado pela curiosidade, ele foi até a cozinha bem a tempo de ver Josh usando uma colher de pau como microfone enquanto fingia ser sabe-se lá deus quem com uma voz extremamente alta.

Ele, talvez por estar alterado pela bebida, não conseguiu simplesmente ficar com cara de paisagem vendo aquilo.

Os cantos de seus lábios se curvaram para cima formando um pequeno sorriso que logo foi substituído por uma gargalhada alta, reflexo de Josh fingindo jogar longos cabelos para o lado.

Assim que aquele som chegou aos ouvidos de Josh, ele quase teve um troço. Por pouco a colher não caiu no chão e por pouco Josh não acabou tropeçando em suas próprias pernas e caindo junto com ela.

A cor do rosto de Devine sumiu e Liam só via ali, um ser que talvez fosse humano com o rosto tão branco que poderia ser quase da mesma cor que a parede da cozinha. Vendo que aquilo foi causado por ele mesmo, ele limpou a garganta e tentando não rir mais, ele resolveu falar.

- Continue... Não estou aqui para te repreender.

Josh quase cuspiu sangue ao escutar pela primeira vez, a voz de Liam sem um tom de superioridade ou ódio direcionada a si. Dessa vez era só uma voz de divertimento assim como o sorriso que ele brigava para não mostrar.

Só depois de se recuperar, Josh viu que Liam ainda estava de terno o que significava que ele tinha chegado só agora do trabalho... E já eram quase meia noite.

Devine voltou a cozinhar ignorando o olhar de Liam sobre si. Ele simplesmente não sabia o que falar para quebrar aquele gelo. E para falar a verdade, ele nem sabia se queria falar com aquele maldito que o odiava pelo simples fato de estar agora incluso no seu mundo de divertimento com Harry.

- O cheiro está bom... Posso comer? – Josh congelou novamente ao escutar aquele pedido e ainda mais pelo tom de voz de Liam não ter um pingo de sarcasmo.

Liam estava doente?

Josh o olhou por cima do ombro e o viu tirar a gravata e o paletó e os colocar no encosto da cadeira. Em seguida ele foi até o armário e pegou outro prato e um par de talher lá também. Colocou em frente ao que já estava na mesa e sentou lá esperando, muito provavelmente a comida ficar pronta... Ou, simplesmente, esperando a hora perfeita para enfiar aquele garfo na jugular de Josh e o matar ali mesmo.

- Tem certeza que você não está me confundindo?

Liam estreitou os olhos sem saber bem o motivo para Josh ter falado aquilo, afinal, ele nem tinha feito nada.

- Bem, levando em consideração de que você com certeza não é Zayn e muito menos Harry, sim, eu tenho certeza que não estou te confundindo. – Payne disse como se fosse algo bem obvio e levantou as sobrancelhas na tentativa de mostrar a Josh que aquilo tinha sido a pergunta mais idiota.

Devine que não tinha mais muito o que fazer, apenas se acalmou e ligou todos os seus sentidos para caso Liam resolvesse o atacar do nada.

Fingindo que tudo estava em ordem novamente, Josh voltou a sua função de cozinhar, contudo, a música que antes era dublada com empolgação, agora só servia para quebrar o silêncio agonizante que tinha se formado ali.

Quando a carne com legume ficou pronta, Josh finalmente se virou para mesa e viu Liam com a cabeça encostada na mesa. Ele tinha a respiração tranquila e até mesmo a aura assustadora que rodeava aquele homem parecia branda agora.

Ele estava dormindo.

Era nítido que sim.

E agora Josh estava no impasse de; ou acordar aquele homem e ser morto, ou simplesmente colocar um pouco de comida para ele e depois ir comer trancado no seu agora quarto e olhar Gato dormir.

A segunda opção parecia a mais... Atraente... E sendo essa a escolha de Devine, ele foi até Liam e cuidadosamente colocou uma porção de comida no prato dele. Infelizmente, ele teve que se aproximar bastante de Liam para isso e por isso, ele descobriu o motivo de Liam estar agindo estranho.

Ele estava bêbado. O cheiro de bebida e cigarro fluindo dele eram sem dúvida a prova do comportamento completamente anormal dele alguns minutos atrás.

- Agora faz sentindo. – Josh sussurrou para si mesmo e se afastou. Colocou o restante da comida em seu prato e quando ele iria sair da cozinha, ele escutou a voz de Liam soar baixa, porém firme.

- Não me leve a mal, mas você é completamente insignificante aqui e deixar Harry te foder no sofá da sala só me faz te achar ainda mais repulsivo e meu ódio por você aumentar, então se eu fosse você, eu evitava isso. Até agora eu só observei tudo, não queira que eu comesse a interferir por meio de força bruta.

Josh ficou congelado perto da saída da cozinha e sem reação para nada, só pode ver Liam levantar da cadeira, derrubar propositalmente o prato de comida no chão e vestido novamente com a aura maligna, passar em sua frente como se ele não fosse nada além de nada.

Liam subiu as escadas, passou direto para o quarto de hospedes que estava vazio. Lá ele tomou um longo banho para tirar a moleza que a bebida tinha o dado. Assim que terminou, ele só se preocupou em ajeitar a cama e deitar lá nu mesmo.

Se era guerra que Harry e Josh queriam, Liam iria começar a jogar e para isso iria envolver Zayn no meio.

Como?

Liam iria simplesmente ignorar todos naquela casa até todos eles se renderem. E como ele sabia que Zayn era o mais franco dali ele iria convencer a todos a se renderem o mais rápido possível.

E Liam iria implorar por isso pois esse método suicida iria o machucar também já que dormir sem Zayn era quase insuportável.

 

Três dias depois.

Toronto.

10:45 a.m

 

A casa que antes era um campo de guerra em seu total esplendor de sangue e gritos, agora parecia um campo completamente morto, como todas as vidas ceifadas e tudo pela estratégia absurda de Liam.

E por falar nele, naquele dia ele tinha conseguido convencer o pai de que precisava de um dia de folga ou iria morrer de cansaço, e depois de tanto relutar, o velho deixou que o filho tivesse um dia de descanso. E por ser assim Liam ainda estava na cama do seu agora quarto.

Os lençóis frios o faziam sentir dor no peito e isso só piorava ao imaginar como Zayn estaria se sentindo sem ela lá, porque é claro que ele sabia que por mais que Harry tivesse lá, Harry não era ele e Zayn só por isso iria se sentir infinitamente insatisfeito.

Além disso, tinham milhões de outras coisas que Liam sentia mediante a sua própria estratégia.

Ele estava cansado de não falar com Zayn. Estava cansado de não poder tocar em Zayn – por ser uma das táticas de seu plano. E o pior de tudo; ter que ignorar Zayn todas as vezes durante esses três malditos dias que ele o esperava no sofá da sala, ou o seguia até o quarto, ou ficava batendo na porta.

Liam queria se matar por ter feito essa escolha sozinho e por isso estava ponderando seriamente deixar essa merda de lado e falar de vez com Harry para resolver logo aquilo tudo de uma vez, e assim, podendo ficar tudo bem novamente.

E falar com Harry significava convencê-lo ou a ir embora para Londres com Josh, ou mandar Josh novamente para lá e ficar ali até que eles ele finalmente pudesse sair daquele “treinamento” macabro e voltar para sua casa em Londres.

Parecia fácil chamar Harry para conversar e esclarecer tudo, mas Liam sabia que conversar sobre aquilo seria no mínimo impossível e era por isso que todas as vezes que ele tomava coragem para falar, ele desistia três segundos depois.

Mas a situação já estava em seu estado crítico e se Liam não falasse hoje, ele sabia que Zayn iria começar a sofrer ainda mais e voltar a se machucar novamente coisa que não acontecia desde que Harry tinha chegado naquela casa.

- Quem diria que na verdade o mais fraco seria eu mesmo... – Payne rosnou e se encolheu na cama puxando o edredom até o topo de sua cabeça.

Ele precisava tomar um pouco mais de coragem para levantar daquela cama e arrastar Harry para fora daquela casa nem que fosse pelos cabelos.

E depois de uma dose extraforte de coragem, cara de pau e um pouco de sarcasmos, Liam já estava pronto.

Não estava no seu habitual terno de grife, nem carregando consigo aquela pasta que ele achava a coisa mais irritante do mundo. Estava apenas com uma calça jeans preta, um moletom azul escuro e carregava consigo apenas a vontade de resolver logo as coisas com Harry e poder voltar para seu amado marido que deveria estar tão desesperado quanto ele.

E caso Harry não aceitasse nada?

Era simples!

Liam ligaria o foda-se e jogaria Josh no primeiro avião para Londres e caso Styles reclamasse, Liam o jogaria junto com o outro e as coisas só iriam se resolver quando todos estivessem em solo britânico.

E com esse pensamento, Liam saiu de seu quarto de hospedes e foi até o seu antigo quarto que costumava dividir com seu marido.

Ele deu três leves batidas na porta e sem esperar resposta, ele abriu minimamente a porta colando apenas sua cabeça para dentro do quarto.

Assim que o fez, ele viu dois pares de olhos direcionados a si e ele não conseguia saber qual dos dois estava mais carente.

- Lih...?

Aquilo por si só, dito pelo homem da vida de Liam fez com que seu coração fosse apertado com força em suas costelas o fazendo quase ceder ali mesmo.

A voz de Zayn poderia facilmente ser comparada a de uma criança que não via sua mãe tinham dias e uma magoa profunda misturada a muita esperança era quase palpável assim que ela soava pelo ar.

Payne respirou fundo e desviando seu olhar de Zayn que já estava assentado na cama, ele olhou para Styles que também estava sentado.

- Vista uma roupa. Vamos conversar fora daqui. Te espero no carro. Você tem cinco minutos.

E assim ele saiu sem dizer mais nada.

Zayn, pela primeira vez em dias sentiu que tudo poderia se resolver e não pode evitar deixar que seus olhos marejassem.

Harry por outro lado, sentia pena de si mesmo assim que se visse sozinho com Liam em qualquer lugar. E talvez por isso, ele levou quase um minuto inteiro para recuperar a capacidade motora e levantar.

O mais rápido que pode ele escovou os dentes enquanto tomava um rápido banho. Depois disso ele saiu já seco do banheiro e só pegou a primeira roupa que viu, ajeitou de rapidamente o cabelo e por fim calçou seu par de botas marrons e saiu do quarto como um raio de tão rápido.

Ele desceu as escadas correndo e só teve tempo de ver que Josh estava dormindo no sofá antes de sair de casa e ver Liam já no carro.

Ele correu até lá e assim que entrou, Liam o olhou e com o rosto completamente indecifrável e moveu seus lábios para dizer o que Harry achou que seria um “vá embora da minha casa e nunca mais nos procure”, contudo, o que saiu dos lábios de Payne fora outra sentença.

- Você está três minutos atrasado.

E assim ele deu partida no carro.

Harry sabia que poderia estar indo ao encontro de sua absorção de todos os seus pecados, mas também sabia que talvez, e muito provavelmente, estaria indo de encontro ao fim daquilo tudo.

Harry estava com medo.

 

Meia hora depois, o carro parou em frente a um prédio que estava visivelmente em reforma, apesar de parecer bem novo.

Liam saiu do carro e sem dizer o que era para ser feito, Harry entendeu que era para ele sair também.

Os dois seguiram para dentro do prédio e Liam era cumprimentado pela maioria dos funcionários ali o que significava que ele ia muitas vezes no local.

O lugar era grandioso e apesar de ter muita gente trabalhando ali e pequenas obras, o prédio era magnifico. Harry nem entendia o que as pessoas estavam fazendo ali. Tudo parecia em perfeita ordem.

Tanto que ele até ficou para trás olhando tudo.

Ele só acordou quando escutou um pigarrear de Liam chamando sua tenção.

Ele seguiu Payne até o elevador e as portas não custaram a se fechar e o frio na barriga característico do movimento da caixa de aço subindo atingir os dois.

Quando as portas se abriram, os olhos de Harry vislumbraram uma ampla sala que era inteira iluminada pela luz solar. Isso era possível porque quase todas as paredes eram feitas de vidro. Aquele obviamente era o último andar da construção e Harry quase não podia respirar de tão lindo que aquilo era.

Liam saiu do elevador e foi tranquilamente até um sofá enorme que estava em frente a parede de vidro que ficava na outra extremidade da sala, bem em frente de onde o elevador se abria.

Vendo aquilo, Styles também saiu e sentou no móvel com uma boa distância de onde Liam estava já que ele não sabia se o outro queria proximidade dele.

- Meu pai está reformando esse prédio porque será a nova sede da empresa... E adivinha de quem é essa sala? Que de acordo com ele, foi feita especialmente para dar uma sensação de liberdade...

Harry não estava entendo merda alguma daquilo tudo. Muito menos o motivo de Liam estar falando aquilo e de ter o levado ali, mas ele sabia que coisa boa não era.

- S-sua?

- Sim... Minha. Minha sala na merda da nova sede da empresa... Aqui. O que significa que os quatro meses não são exatos quatro meses para ele e sim minha vida toda.

Um silêncio sepulcral se instalou na sala que agora, aos olhos de Harry, parecia mais uma jaula do que um lugar bonito.

Seu coração parecia estar sendo envolto de uma corda áspera que a cada volta em seu musculo pulsante, apertava mais o deixando débil.

- En-então... Vocês não vão v...

- Voltar...? Ainda não sei. Sinceramente eu ainda nem sequer digeri isso ainda. Mas... Vamos falar do que de fato queremos resolver. O impasse que Josh está causando.

- Josh está causando? Tem certeza que não é você mesmo?

O clima antes melancólico, agora parecia estar prestes a ser incendiado completamente e tudo parecia ser lenha para aquilo.

- Você some durante dias, depois do nada diz que está vindo para cá, aparece com ele e todo fodido. Se instala em casa e ainda tem coragem de dizer que não é ele? – A voz de Liam estava um pouco alterada pela raiva, mas seu rosto continuava com uma expressão gélida.

- Você parece que só consegue enxergar as coisas do seu ponto de vista... Deixa eu te contar. A culpa de tudo o que aconteceu foi minha. Porque eu sou a porra de um egoísta maldito que assim como você, só quer as coisas do próprio jeito. Saiba que se não fosse por quem você tanto odeia, eu deveria estar morto agora. E a não ser que você preferisse que eu estivesse morto você tem total direito de odiar o Josh. E que infernos de culpa ele tem se Zayn o convidou para ficar na casa de vocês? Se eu o forcei a vir para cá comigo apenas porque eu simplesmente não consigo ficar longe dele PORQUE EU O AMO TANTO QUANTO AMO VOCÊ E O ZAYN...

Harry não tinha um discurso pronto para aquilo, mas sabia que dizer tudo aquilo na cara de Liam não era nem de longe a melhor coisa a se dizer, mas estava tudo preso em sua garganta e se ele não falasse, acabaria morrendo sufocado. E além de falar tudo aquilo, ele já estava de pé, com uma mão nos cabelos os puxando de raiva e a outra com o dedo indicador apontado na cara de Liam que ainda parecia uma pedra gelo.

O grito de Harry ecoou pela sala assim como pela mente de Liam por longos minutos. Minutos esses que ele não disse nada e muito menos Harry que só queria começar a chorar ali mesmo e pedir perdão mesmo sabendo que não iria adiantar muito.

Os minutos de silêncio foram quebrados por Liam que soltou um suspiro e reuniu as palavras para falar algo coerente depois que escutar aquilo que saiu da boca de Harry.

- Okay... Se é assim, por favor, assim que você matar a saudade de Zayn, arrume suas coisas e volte para Londres. Acho mais saudável que conversemos lá. Eu, você e Zayn. Não tenho nada contra você estar com ele, afinal, estava tudo bem claro que você não ficaria apenas comigo e com Zayn desde o início. O problema é ele aqui. O problema é ele fazer você esquecer que Zayn te ama tanto quanto me a...

- E você? Você me ama? – Harry poderia ter escutado aquilo até o final, mas sua língua foi mais rápida do que seu cérebro ele acabou perguntando aquilo assim que Liam deixou parecer que só deixava aquilo tudo acontecer por Zayn e não por si também.

Liam pela primeira vez desde que chegou ali, ficou com o rosto retorcido em descrença. Desde que chegou ali deixou que seus reais sentimentos fossem transmitidos através de seus olhos e Harry viu que ele estava começando a ser menos idiota e vendo que nem tudo era como ele mesmo queria.

- Não vem ao caso, Ha...

- É CLARO QUE VEM... PORRA LIAM, A GENTE ESTÁ NISSO TEM QUANTO TEMPO?

- Para de gr...

Nem sequer Harry poderia imaginar que sua raiva seria tanta que ele voaria em direção a Liam e sem se preocupar com nada, levaria ambas as mãos ao pescoço do outro que nem tempo de se defender daquilo teve.

Os olhos verdes que estavam cintilando de raiva estavam fixados quase que de um jeito doentio aos castanhos do outro homem que pareciam duas bolas de gelo.

O ódio era visto nos dois e apesar disso, no fundo, aquilo tudo era amor. Não era amor do tipo mais saudável do mundo, mas era amor e mesmo que o ódio fosse imensamente maior naquele momento, com um pequeno estalar de dedos, os dois foram puxados para a escuridão da carência que um sentia do outro.

As mãos de Liam vagarosamente tocaram as coxas de Harry que estavam uma de cada lado de suas pernas e as mãos de Styles que antes apertavam o pescoço de Liam, desceram para seus ombros.

E depois de mais alguns instantes em que os dois se encaram e seus corpos foram consumidos agora não pelo fogo do ódio, mas sim pelo fogo de amor, os dois se beijaram.

Um beijo que era violento, rápido, barulhento e desordenado.

Mãos insanas tocando onde quer que pudessem tocar.

Corpos tremendo devido a junção de milhões de sentimentos.

A sala que antes era uma jaula disfarçada de paraíso, agora nada mais era do que uma bola de entrega feita pela derrota de Liam e pela compreensão de Harry.

O beijo antes violento, calmamente foi se transformando em calmaria.

Harry por vontade própria, jogou seu corpo para o lado levando Liam junto, fazendo assim, com que suas próprias costas estivessem em contato com o sofá enorme e com que Liam estivesse entre suas pernas.

Os lábios ainda estavam conectados em um beijo calmo e lento que não mudou nada mesmo depois daquilo.

As grandes mãos de Harry foram para a nuca de Liam fazendo ali uma bagunça nos cabelos dele.

O beijo durou mais longos minutos e quando ambos se sentiram satisfeitos momentaneamente, os lábios se separaram.

Os olhos voltaram a se encontrar e em uma concordância muda, os dois resolveram que deveriam ficar ali um pouco mais.

Liam deitou sua cabeça no ombro direito de Harry e encostou seu nariz de leve no pescoço do outro enquanto seus olhos se fechavam lentamente. Já Harry, que também tinha os olhos fechados, acariciava com as pontas dos dedos as costas de Liam que não demorou a estar dormindo, fazendo Harry também ir para o mundo dos sonhos.

 

Algumas horas depois, Harry acordou com Liam se mexendo. Os dois abriam os olhos quase no mesmo instante e nos lábios dos dois, singelos sorrisos apareceram.

Aquilo talvez significasse uma trégua por enquanto.

Até que as coisas se resolvessem por ali.

Contudo, apesar disso, os dois não sabiam ao certo o que tinha ficado estipulado para que aquilo se resolvesse. E sabendo disso, Harry assumiu as rédeas da situação.

- Vou embora em cinco dias. Você só tem que me prometer uma coisa! – Liam ficou um tanto quanto aliviado com aquilo. Não por saber que Harry iria embora, mas sim que ele iria levar Josh dali.

- Hm?

- Que você não vai ficar aqui e assumir essa sede... – Nunca passou pela cabeça de Liam assumir aquilo e isso já estava bem claro em todos os seus atos. Ele só estava esperando o momento certo de falar para seu pai. Só isso. Ele não ficaria ali nem que seu pai dissesse que caso ele não ficasse, ele não seria mais um Payne.

- Eu não vou. Pode ter certeza que eu não vou assumir isso. Meu lugar não é aqui e nunca foi.

- Promete? – Harry levantou sua mão esquerda em frente ao rosto de Liam e mostrou seu dedo mindinho. Aquilo poderia parecer infantil, mas quem ligava afinal? Estavam apenas os dois ali.

- Não preciso fazer isso para dizer que prometo... – Payne bateu a mão de Harry para longe enquanto rolava os olhos. Harry só pode rir daquilo e roubar um rápido beijo de Liam que nem conseguia ficar irritado com aquilo.

- Você promete, Lih?

- Prometo.

E depois disso, os dois resolveram que era hora de voltar para casa e por fim na tortura de Zayn e Liam. Harry sabia que iria ser expulso do quarto aquele dia e essa era a oportunidade perfeita para dar a boa notícia para Josh.

 

Aquele mesmo dia.

Casa de Liam e Zayn.

 

Zayn acordou sem Harry na cama e em sua cabeça uma coisa rondava. A cena de Liam chamando Harry para conversar. Malik estava tão confuso que não sabia se aquilo tinha sido real ou apenas mais um de seus inúmeros sonhos onde tudo aquilo tinha uma solução.

Ele levantou, tomou banho depois que escovou os dentes e vestiu uma roupa qualquer de Liam.

Saiu do quarto sem saber bem o que iria fazer naquele dia já que ele talvez nem visse Liam para implorar que ele parasse com aquilo de uma vez.

Malik foi até a cozinha ainda meio dormindo e meio acordado, pegou da geladeira um potinho e iogurte.

Sem pressa alguma, ele tomou aquilo e saiu da cozinha novamente se deparando com Josh dormindo todo largado no sofá.

Sua mente instantaneamente fez cenas de dias atrás voltarem e Malik em segundos se sentiu quente.

Os gemidos de Josh pareciam gravados em sua cabeça e ecoavam por ela inteira fazendo cada canto de seu corpo vibrar. As imagens de Harry o beijando e o fodendo eram tão vivas quanto antes de Zayn parecia quase completamente imerso num mar de pecado que era simplesmente impossível não querer simplesmente ser engolido por ele.

De repente os dedos de Zayn pareciam coçar para tocar ao menos uma vez naquela pele clara e sem nem perceber, ele estava sendo levado para um caminho sem volta.

Para a bendita dinamite disfarçada de algo irresistível que acabaria destruindo tudo ao seu redor.

Ele se aproximou de Josh o mais sorrateiramente que pode, se agachou próximo a ele. Seus dedos pairaram sobre a pele do pescoço de Devine onde tinha uma enorme marca rocha ainda.

Zayn viu o exato momento que aquela marca fora feita e ele estaria mentindo para si mesmo caso dissesse que não queria ele mesmo deixar outra ali.

As pontas de seus dedos gelados de nervoso tocaram a marca bem de leve e uma corrente elétrica poderosa pareceu percorrer do pedaço de pele que tinha tocado em Josh, até seu cérebro o fazendo quase derreter.

Devine que dormia feito uma pedra, ao sentir o toque gelado apenas deu um suspiro de leve e se esticou ainda mais no sofá.

Seu cérebro completamente inerte foi incapaz de detectar que aquele toque não era de Harry e sim do marido do homem que mais o odiava no mundo.

Zayn, que ao escutar aquele sorriso, só pode escutar novamente os ofegos de Josh, sem nem perceber, colocou o pé para dentro do penhasco ao aproximar seu rosto do rosto de Josh que parecia tão relaxado quanto ficou depois que Harry o fez gozar naquele maldito sofá.

Os lábios rosados do homem pareciam chamar Zayn que já estava completamente desligado do mundo real.

Era só uma vez.

Era só para ele ter a sensação real do que viu Harry fazer.

Apenas uma vez.

Que mal havia naquilo?

E assim, Zayn colou de leve seus lábios aos de Josh.

Aquilo era nada mais que um selinho que fez com que Zayn tremesse da cabeça aos pés.

Era bom.

Era tão bom que Zayn queria mais que aquilo e assim, passou a mexer seus lábios sobre os de Josh que passou a sentir aquilo e só pode corresponder pelo simples fato de achar que era Harry.

Alguns segundos depois do beijo iniciado, Josh finalmente começou a perceber que tinha algo estranho. O cheiro não era de Harry, os lábios apesar de famintos como os de Harry eram, eram finos e tinham um gosto que Josh nunca tinha provado na vida.

E tudo depois daquilo foi como um borrão.

Assim que Josh abriu os olhos e viu que de fato não era Harry e sim Zayn, a porta da sala se abriu revelando dois corpos altos que estagnaram imediatamente assim que viram a cena.

Zayn foi puxado de seu mundo fantasioso para o real e assim que viu os olhos arregalado de Josh e escutou chaves caindo no chão, ele soube que seu fim tinha chegado.

Que a dinamite tinha sido ativada e o que estava ao seu redor não passava de destruição.

Tanto Liam quanto Harry estavam um ao lado no outro na porta.

Suas mentes fervilhando em total choque.

Os olhos descrentes na cena que desenrolava bem ali.

Zayn estava beijando Josh.

Bem ali.

Os quatro, apesar de congelados, sabiam que o que acontece depois daquilo, seria capaz de devastar vidas.

E para o desespero de três, Liam foi o primeiro a recobrar a consciência.

Seus pés se moveram meio debilmente até as escadas enquanto Zayn, que foi obrigado a tirar forças sabe-se lá de onde, levantou e correu até ele.

- Liam... E-eu... Liam... – Zayn nem sequer sabia como estava conseguindo falar. Na verdade, ele nem sabia se estava vivo ainda já que sentia seu corpo inteiro dormente e sua visão de segundo em segundo escurecer. – Liam... E-eu... – Ele se agarrou ao braço do homem que já estava no meio da escada e nem sequer recebeu um olhar do outro.

Harry e Josh continuavam congelados.

Qualquer como se fossem dois picolés humanos.

Zayn continuou tentando falar alguma coisa até quando já estava em frente ao seu quarto com Liam.

Payne que estava ligado em seu modo automático nem sequer sabia o que tinha ido fazer ali. Ele só entrou ainda sentindo Zayn o puxar pelo braço e foi até o guarda-roupa.

Malik estava aos prantos. Seu coração parecia ter sido triturado e ele tinha a total certeza que ele mesmo tinha provocado aquilo.

E tudo piorou quando ele foi empurrado bruscamente por Liam e o viu começar a pegar suas roupas e colocar em uma bolsa qualquer.

- L-Liam... Eu não... Nã-o sei o que aconteceu... E-eu vi ele e o Harry no sofá e... E... E eu não conseguia parar de-de pensar na-naquilo e... – Zayn perdeu a voz quanto incontáveis soluços de desespero começaram a sair por sua boca.

Liam parecia um robô colocando suas roupas dentro da bolsa e assim que terminou, ele se voltou para a porta e saiu sem dizer nada e sem nem sequer olhar para Zayn que estava encolhido no chão chorando sua alma para fora do corpo.

Payne desceu as escadas sentindo sua cabeça latejar. Seu coração batia como um louco no peito e ele nem sabia se aquilo tinha mesmo acontecido.

Talvez fosse só um sonho.

Uma ilusão de sua cabeça cheia de cobranças.

- LIAMMMMM... – O grito de Zayn irrompeu o silêncio total do lugar e só ali Liam percebeu que aquilo era real.

Ele só andou até a porta sem se preocupar com mais nada, pegou do chão a chave de seu carro, olhou para Harry que ainda estava estagnado na porta e sem ter nada para dizer, saiu por ali em direção ao seu carro que não demorou a sair dali o mais rápido possível.

Depois disso o silêncio voltou a reinar na casa.

Alguns segundos depois Josh sentou no sofá enquanto por sua cabeça milhões de palavras desconexas tentavam formas uma frase para descrever ou perguntar a Harry o que infernos tinha acontecido ali.

Harry também despertou do seu completo estado de choque e só ali ele percebeu o que tinha acontecido.

Liam tinha ido embora.

Liam tinha... Deixado Zayn.

- Zayn...

Aquilo saiu da boca de Harry com um peso de preocupação tão grande que até Josh levantou e seguiu Styles que tinha disparado até a escada.

Ambos subiram os degraus na velocidade da luz e assim que chegaram ao quarto do casal, se depararam com a cena mais assustadora de suas vidas.

Zayn estava sentado no chão, próximo a cama enquanto suas unhas sem pena alguma, arrastavam-se sobre qualquer pedaço de pele alcançável o que fazia com que uma boa parte de seu corpo estivesse complemente coberta de sangue vívido.

Seus olhos pareciam secos e nada além de dor eram vistos ali.

Seu rosto coberto de lágrimas não mostrava uma emoção que não dor. E apesar de estar chorando, som algum saía de sua boca por mais que ele estivesse quase dilacerando o próprio corpo.

Josh vendo aquilo foi mais rápido que Harry e imediatamente foi até Zayn e segurou suas mãos para que ele parasse de se machucar.

E o contrário do que ele imaginou. Zayn ficou imóvel. Parecia mais um corpo sem alma.

Zayn estava em estado de choque e Josh não fazia ideia do que fazer, podendo assim apenas pedir socorro ao único que havia restado além dele e Zayn.

- Harry...

 


Notas Finais


POWWWWWWW...

Saí correndo!

Respondo os comentários do cap anterior amanhã.


chu... S2


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