1. Spirit Fanfics >
  2. My Clarity >
  3. Te Vejo Amanhã

História My Clarity - Capítulo 10


Escrita por:


Notas do Autor


Oi, benzinhos ♥ Infelizmente não consegui atualizar a história ontem, por conta da correria com a faculdade, mas aqui estou e nada posso dizer a respeito deste capítulo, só se preparem e uma boa leitura!

Capítulo 10 - Te Vejo Amanhã


Fanfic / Fanfiction My Clarity - Capítulo 10 - Te Vejo Amanhã

Ponto de vista – Meredith.

 

Baixar a guarda. Abrir espaço. Permitir. Contato humano. Descuidar-se. Deixar a prudência de lado. Ceder. Toda e qualquer denominação para como deixar que destruam suas muralhas e tenham acesso ao seu coração. Ela era precavida. Dizia o suficiente para ir embora sem culpa. Sem causar dano, sobretudo, a si mesma. Sempre se mantinha passos a frente de distância de qualquer pessoa que ousasse se aproximar. Seu estilo de sobrevivência, também chamado de amor próprio e medo. Era sua maneira de lidar com a dor e perda. Como não sentir pânico quando a vida lhe presenteou com as melhores coisas e momentos e, de repente, encarregou-se de tirar mais que o suficiente dela. Sem dó e piedade. A deixando para trás, recolhendo os cacos de si mesma, como um adversário que acabou de deixar o outro competidor em último lugar. Baixar a guarda significava ultrapassar limites de sua sanidade. Deixar Andrew Deluca se aproximar era perigoso. O que que aconteceria se ela abandonasse a segurança que encontrou em sua própria solitude e pulasse de olhos fechados no desconhecido?

Outrora havia sido só ela. Então já não era mais quando Derek chegou, derrubando todas as suas estruturas e transformando sua visão de futuro. Se pegou sozinha, mais uma vez. Uma viúva grávida com três crianças e inúmeras dúvidas. Fugiu. Se escondeu. E ao retornar, encontrou lar em seus amigos e em si mesma. Não sabia se estava preparada para alterar essa equação.

Contudo, tinha sido muito bom partilhar um pouco de seus dias comuns com ele e vê-lo se interessar por partes suas que ninguém há muito ousava conhecer ou sequer chegar perto. Ele tinha coragem, não podia negar. Foi ao encontro de tudo que lhe tirava do eixo, roubando seu fôlego e mesmice. Quanta petulância. Era também insistente e tão absolutamente incrível com as crianças...

Ultrapassou as barreiras.  

Do que seria capaz, italiano que não sai de seus pensamentos?”, pensava.

Maldito beijo.

A verdade é que tinha sido deliciosamente surpreendente cruzar a fronteira entre staff-residente, entre cara que foi espancado pelo melhor amigo e ex-namorado de sua irmã que pairava entre ambos.

Desde o quase sexo no quarto de Maggie, ela tentou lutar contra os próprios desejos e sentimentos. Não entendia ao certo o porquê de ele mexer tanto consigo. Todos os olhares, provocações e o modo como ele demonstrava gostar de estar ao lado das crianças lhe inquietava. Vê-lo derretido por Ellis e vice-versa aquecia seu coração. Nunca tinha visto seus filhos tão à vontade com alguém que acabaram de conhecer desse jeito.

Teve que exigir muito de seu auto controle para parar o que estavam prestes a fazer naquele quarto. Aqueles lábios tão macios e rosados. A barba por fazer arrancando-lhe arrepios. Sentir suas mãos firmes em todo seu corpo entrando em combustão. E quase precisou pegar um babador antigo da caçula para resistir ao vê-lo excitado por ela. Sensações estas que fazia tempo que experimentara. Ter um homem tão jovem como Andrew entregue a ela parecia irresistível demais para continuar numa guerra perdida contra si mesma.

A manhã anterior tinha sido um dos momentos mais especiais e divertidos ao lado das crianças e não restava dúvidas de que parte fosse por causa dele. Imagem e ação. Truques de mágica. Concurso de desenho. A lambança que fizeram na cozinha. Fazia tempo que não experimentava tamanha alegria. Sentiu-se criança outra vez e até cozinhar tornou-se mais atraente após criarem todas essas lembranças.

Caso mantivesse sua atenção centrada somente na imagem a sua frente, podia ouvir resquícios vívidos das risadas dos quatro, da visão de Ellis e Bailey sobre seus ombros, muita farinha de trigo e molho, biscoitos com formato de dinossauro, unicórnios voadores do espaço, estetoscópio e um Olaf defeituoso, Zola ajudando-o, ele tomando-a em seus braços por trás. O quão confortável e certo tudo aquilo parecia.

E de repente não mais.

Baixar a guarda é perigoso e a intimidade lhe assustava, porque bastava estabelecer qualquer detalhe íntimo e estaria a um passo de se importar. E ela sempre foi uma pessoa que se importa e isso quase a arruinou no passado.

Talvez tivesse que ser casada com o trabalho e dedicar sua vida aos seus filhos.

Estava feliz assim, não estava?

Também estava cansada, digo, na tarde de ontem, depois do almoço delicioso que Andrew preparou. Depois de toda a bagunça que aprontaram e de ajudar as crianças no banho, sentiu o cansaço tomar conta do seu corpo. Fazia muito frio e por sorte, ao descer as escadas, reparou na presença de bombeiros do outro lado da rua, isso significaria que dali a alguns instantes, tudo voltaria ao normal. Quase tudo. Os brigadeiros ficaram deliciosos e quanto mais os minutos passavam, mais difícil seria ignorar o quão a presença de Andrew naquela casa foi marcante.

Ele deixaria muito dele, mesmo ao partir.

Já tinha lido O Pequeno Príncipe na adolescência por causa de um trabalho da escola. Estava longe de ser um livro importante para ela, contudo, este fato havia caído por água abaixo assim como suas tentativas de se manter longe o bastante dele. Ouvi-lo contar com tanta emoção na voz aquela história a deixava espreita, esperando um erro ou alguma característica que não fosse incrível o suficiente nele para não chamá-la tanta atenção.

Droga, não encontrou.

Ellis aninhada ao seus braços, Bailey com as pernas sobre as dele, Zola com a cabeça em seu colo, tudo se mostrava em seu devido lugar. Tudo pareceu certo desde a noite dos brigadeiros e ao mesmo tempo soava tão errado. Não podia considerar o que quer que estivessem fazendo, uma possibilidade de se transformar em algo sério. Era para ser uma distração ou não ser nada. Tinha futuros encontros arranjados pela Cece. Um italiano convincente não estava incluso em seus planos.

Em meio a palavras e ao cafuné que fazia em Zola, pegou no sono. Recordou-se que somente uma chuva fina caía do lado de fora naquele momento e do barulho dos bombeiros retirando a árvore da entrada de sua casa ao acordar.

Levantou-se, tomando cuidado para não acordar as crianças e olhou ao redor em busca de Andrew. Notou que Ellis agora dormia abraçada ao ursinho – ao brinquedo, infelizmente – com uma almofada tentando-a proteger de uma possível queda e outras três no chão, ao lado dela. Sorriu. Ele realmente se importava com detalhes.

E também havia ido embora, provavelmente.

Chamou alto o suficiente para ele ouvir do andar de cima, mas num tom que não incomodasse os três dorminhocos que mais pareciam passarinhos em um ninho, tamanho aperto que se encontravam no grande sofá.

Silêncio.

Pegou o seu celular na mesinha a fim de ligá-lo. Devia estar no hospital, com toda a certeza. E logo viu algumas mensagens de texto. Amelia perguntando se estavam bem e dizendo que passaria o resto do dia no hospital. Merda, muitas vítimas da tempestade. Já se passavam das 16:00. Outra de Maggie, igualmente preocupada. Bailey informando que tudo estava sob controle no hospital e que somente precisava do Andrew, já que o dilúvio havia apaziguado, uma hora e meia atrás. Respondeu-as e notou que as cinco últimas mensagens eram dele:

Desculpa sair sem uma despedida, você parecia adorável dormindo e roncando. Não quis te acordar. Obrigada pelas últimas horas, você é também incrível. Seus filhos são apaixonantes.

Ela sorriu e por pouco não ficou envergonhada por saber que ele tinha lhe visto e ouvido roncar.

Acabei esquecendo o objetivo inicial da mensagem...

Riu, como sempre ele expressava emoções demais, era irritante, só um pouquinho e quase podia visualizá-lo inclinando a cabeça, fitando-a e deixando-a o mais desconcertada possível.

Meu pager disparou, era Bailey. Vou passar em casa para pegar algumas roupas limpas e que sejam minhas e estarei no hospital, ansioso por vê-la novamente amanhã de manhã.

Merda, ele não tinha o direito de ser tão perfeito assim.

Beijos, Meredith.

Muitos.

Controle-se, Meredith Grey e pare de sorrir como uma idiota, disse para si mesma.

Resolveu responder a mensagem, afinal, seria muito ingrato de sua parte se não o fizesse, diante todas as gentilezas feitas por ele:

Eu não ronco.

Pensou no que poderia acrescentar...

Obrigada mesmo por tudo.

Mais uma coisinha...

Te vejo amanhã.

Está ótimo, concluiu.

Melhor deixar isso pra lá.

Colocou o celular na mesinha outra vez e subiu para buscar seu laptop. Aproveitaria a calmaria incomum presente na casa para avançar em seu estudo clínico e atualizar alguns casos de seus pacientes, incluindo Cece. Pediu uma atualização a Andrew sobre o estado dela, mas como já se passavam das 17:00 e não obteve resposta, imaginou que ele estivesse ocupado com alguma cirurgia e pediu a Bailey.

As crianças acordaram instantes depois, quando os bombeiros finalmente já haviam liberado a passagem e consertado o aquecedor e disjuntor. Nunca ficou tão feliz com a humanidade e agradeceu brevemente a ela pela criação da energia elétrica. Tomaria um banho quente assim que preparasse algo para eles comerem no jantar e colocasse as crianças na cama. Precisava se concentrar em coisas mais importantes, como revolucionar a medicina e ganhar um novo Catherine Fox e para isso, nada melhor do que um banho repleto dos seus sais preferidos e água morna.

Embora a tempestade tenha cessado, o frio permanecia congelante.

Por volta das 22:00, estava fechando o notebook e em meio a papeladas e diários de Ellis Grey espalhados pela cama, notou que tanto Andrew quanto Bailey não responderam seu pedido.

O pronto-socorro deveria estar um caos e Bailey não quis dar o braço a torcer. Pensou em ir até o hospital, mas estava sozinha com as crianças e seria muito cruel de sua parte chamar Tereza tarde da noite para vim ficar com eles, a não ser que fosse uma emergência. Amelia e Maggie também não falaram mais nada. E até acharia estranho nenhuma das duas ter aparecido ou entrado em contato depois das últimas mensagem que as enviou, se fosse um dia qualquer em Seattle.

Decidiu deixar o celular vibrando, não queria ser incomodada, não naquela noite.

Organizou desastrosamente os papeis e cadernos em cima da cômoda e se acomodou, desligando o abajur. Vestia um pijama surrado e seu cabelo estava solto, espalhando-se pelo travesseiro. Recordou o tanto de vezes que o nome Andrew fora pronunciado esta noite pelas crianças. Andrew pra lá, Andrew pra cá. “O Andrew é super legal. O Andrew poderia vir mais vezes aqui, mamãe. Você o convida? Ele é um bom contador de histórias. Ele fará novos brigadeiros para a Feira das Nações, não é?”. Quase ficou tonta com tantos questionamentos e pedidos. Ellis foi a mais exigente e isso ao mesmo tempo que lhe emocionava, causava algumas falhas em seus batimentos cardíacos. Sabia que ela sentia falta de uma figura paternal ao seu lado, visto que Zola e Bailey eram os únicos que tiveram a oportunidade de conviver com Derek e quase sempre comentavam sobre algo, mantendo viva a lembrança dele. E no meio disso tudo, estava sua pequena caçula, que era muito a apegada a si e vice-versa. Alex se tornara a melhor representação e o mais próximo de um pai que Ellis possui. Mas ela tinha a sensação de que sempre faltaria algo, um local vazio à espera de alguém para preenchê-lo.

Respirou fundo, torcendo para que ao menos os seus sonhos ele não invadisse e não demorou até cair no sono.

 

Quinta-feira, 46 horas antes do jantar no restaurante italiano com vista para os cais e as barcas na Pioneer Square.

 

Acordou atrasada e num súbito, a respiração desenfreada, tinha tido um pesadelo do qual não se lembrava. Confessou a si mesma que os sonhos com o italiano eram mais agradáveis e interessantes, com certeza. E praguejou por não ser uma pessoa da manhã. 6:35, deveria sair de casa em 25 minutos. Quase uma missão impossível, literalmente. Saltou da cama, ignorando as inúmeras mensagens e ligações que faziam a tela do celular acender a cada um segundo praticamente. Não tinha tempo, responderia a todos assim que chegasse ao hospital.

Tomou um banho rápido e escovou os dentes, escolheu uma calça jeans preta, camisa de botões branca, calçou suas botas de cano curto e prendeu o cabelo em um rabo de cavalo folgado. No rosto, somente corretivo, blush, rímel e batom se fizeram presentes, assim como frames confusos do mau sonho que tivera. Tudo era uma bagunça e haviam muitos gritos, bipes de aparelhos hospitalares e luzes piscando. Por alguma razão, aquilo lhe deixou com uma sensação ruim no peito.

Foi puxada de seus pensamentos por batidas repetidas na porta.

Era Zola.

– Bom dia, mamãe. – ficou na ponta dos pés e a abraçou pela cintura. – Eu e o Bailey já estamos prontos. A Ellis está te esperando com toda aquela teimosia, argh. – ela revirou os olhos, colocando as mãos na cintura, exatamente como uma irmã mais velha.

– Bom dia, Zozo. – retribuiu o abraço. – Coloque cereal para você e o seu irmão, por favor. A mamãe desce em instantes com a Ellis.

Ela assentiu, mas continuou estática, entre a porta e o corredor.

– O que foi, meu amor?

– Posso fazer uma pergunta?

– Claro que sim. – abaixou-se, ficando da sua altura.

– O Andrew gosta da senhora, não é?

Tossiu, sobressaltada e completamente em choque.

– Por que acha isso? – tentou disfarçar.

– Ele olha para a senhora como o tio Alex olha para a tia Jo.

Meu-Deus-do-Céu.

Não poderia simplesmente ignorar a filha e fingir que nada havia acontecido entre ambos, ou poderia?

– Eu acho que sim, Zozo.

– E gosta dele também?

– Eu não sei. – fez uma pausa. – Ele é um bom amigo e muito divertido.

– Só isso?

– Acho que sim.

Okay, Meredith, esse é o quão convincente poderia soar?

– Vocês ficam fofos juntos.

Agora ela estava vermelha como um camarão.

Tinha quase certeza que toda essa enxurrada de perguntas tinha a ver com a cena que ela protagonizou ontem antes do almoço, em meio a farinha de trigo e molho de tomate.

– Gosto dele. – completou, deixando-a com a maior cara de tacho.

Definitivamente, essa história ultrapassou todos os limites aceitáveis. Precisava dar um basta nisso de uma vez por todas. Foi um erro gigantesco se aproximar tanto de Andrew em tão pouco tempo e pior, colocá-lo lado a lado com as crianças, que claramente haviam se apegado.

E se tudo para ele fosse diversão? E se a descartasse como esses bons jovens costumam fazer? Ela tinha três filhos e uma carreira impecável para dar continuidade. Não podia se dar ao luxo de ter seu coração partido por um residente italiano.

6:51, droga.

Foi até o quarto das meninas e ajudou Ellis a se arrumar para ir à creche. E logo estavam descendo. Optou por tomar café da manhã na cantina do hospital e assim que todos os três terminaram a refeição, escovaram os dentes e pegaram as mochilas, ela jogou a bolsa por cima do ombro e com a ajuda de Zola, deixou as papeladas no banco do passageiro. Fechou o cinto de segurança da cadeirinha deles na parte de trás, saindo da garagem de casa em direção à escola. O dia estava ensolarado do lado de fora, expondo as consequências caóticas da tempestade do dia anterior. Pegou um curto engarrafamento que a deixou ainda mais estressada e o trajeto que demoraria 15 minutos até a escola, foi quase duplicado.

Árvores derrubadas, casas e estabelecimentos destruídos, postes caídos, carros capotados, lembretes dos vários acidentes que chegaram às emergências dos hospitais de Seattle, avenidas esburacadas e inúmeros caminhões de bombeiro e viaturas de polícia, tentando deixar em ordem a cidade.

O retrato de longas horas de chuva, trovões e relâmpagos.

Após deixar Zola e Bailey na escola, dirigiu-se até o hospital com Ellis conversando animada no banco de trás.

– Podemos convidar o ursinho de novo?

– Ele deve estar muito ocupado, filha. – a encarou pelo retrovisor.

– Quando ele estiver de folga como a senhora. – insistiu. – Eu quero mostrar que aprendi o truque com as cartas.

– Tudo bem. – suspirou. – Vou conversar com ele sobre isso, certo?

– Obrigada, mamãe.

Podia sentir seu celular vibrando dentro da bolsa ao seu lado, mas não atenderia agora.

Quanto mais se aproximava do hospital, mais os lampejos do pesadelo que teve espreitavam sua mente. Muito barulho e luzes. Ao passar por um cruzamento, quando o sinal ficou vermelho, notou um guincho recolhendo algumas carcaças de automóveis e do que parecia ser uma moto. Um arrepio percorreu sua espinha e tentou focar no trânsito a sua frente. Já tinha visto em algum lugar uma moto exatamente como aquela. Mais um pouco e finalmente chegariam.

7:43.

Desceu do carro, carregando suas coisas em um braço e Ellis no outro. Sua garotinha estava crescendo e ficando cada vez mais pesada. Ela carregava seu ursinho e cantarolava uma canção infantil que costumava ouvir sempre que chegava da creche.

O seu celular não parava de vibrar um só segundo e perguntava-se por que diabos alguém ligava para ela insistentemente.

Alguém estava morrendo, era isso?

Assim que avistou a creche, colocou Ellis no chão e segurou em sua mãozinha.

– Talvez a mamãe demore um pouco mais para buscá-la hoje, certo?

– Tudo bem. Tchau, mamãe linda. – deixou um beijinho no ar e adentrou a sala, juntando-se aos seus amiguinhos.

– Vamos ver quem tanto me liga... – vasculhou sua bolsa, em busca do celular e antes que pudesse atendê-lo, avistou Amelia vindo em sua direção.

– Por que não atendeu a porcaria do seu celular? – ela parecia brava e preocupada ao mesmo tempo.

– Bom dia para você também, Amelia. – disse, irônica. – Eu fui dormir bem cedo ontem, estava exausta. Deixei o celular vibrando para não ser incomodada, já que a Bailey disse que tudo estava sob controle e hoje eu acordei atrasada, fui correndo deixar as crianças na escola.

– Você não viu mesmo nenhuma das mensagens?

– Não, por quê? – franziu a testa.

– Soube que o Deluca passou a noite retrasada na sua casa.

­– Sim, o dr. Deluca estava lá me ajudando com os brigadeiros quando a tempestade começou e seria perigoso ele sair no meio de raios e trovões. – explicou, tentando descobrir aonde ela queria chegar com aquela conversa.

– Ele está aqui, Mer.

– Eu sei, ora essa. – revirou os olhos, impaciente. – Ele trabalha aqui assim como todo mundo. – continuou andando, precisava se trocar para começar as rondas.

Amelia baixou a cabeça e respirou fundo, parando-a.

Agora ele é também um paciente. – disse, por fim.

Ele realmente tinha ultrapassado algumas barreiras e partiu, assim como todos que entram em sua vida fodida em algum momento o fazem.


Notas Finais


Críticas construtivas, opiniões e sugestões como sempre, são sempre bem-vindos! Me permitam saber o que estão achando. Quero agradecer aos novos favoritos e a todos que estão comentando, vocês me fazem muito feliz ♥

Gente do céu, o carrossel alá Shonda começou a girar e vamos de sofrimento e drama! Parte meu coração escrever sobre essas coisas, mas é necessário para o caminho que quero seguir com a história, não me matem, por favor. No próximo capítulo vocês terão a continuação do pensamento da Meredith e saberão mais detalhes sobre o acidente envolvendo o Andrew.

Estarei atualizando a história até sábado. Beijos!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...