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História My Clarity - Capítulo 8


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Notas do Autor


Olá, anatômicos! Como o combinado, aqui está a continuação quente do capítulo anterior, espero que ter parado na melhor parte com a leitura deste valha a pena ♥

Capítulo 8 - Açúcar Mascavo


Fanfic / Fanfiction My Clarity - Capítulo 8 - Açúcar Mascavo

Limites existem por uma boa razão. Para manter a ordem. Delimitar territórios, causando uma guerra. Estabelecer quem está no comando e às vezes, somente às vezes, é curioso se sentir provocada a saber o que acontece quando eles são completamente destruídos.

Digo, irresistivelmente destruídos.

E, naquele momento, ela não se importava nem um pouco com as consequências.

Aquelas mãos firmes segurando seu rosto, o polegar fazendo movimentos circulares em sua bochecha. Ele estava inclinado a perder o controle, mas ainda podia vê-lo recuar como um verdadeiro cavalheiro. Foi então que descobriu que para ser tomada novamente em seus braços, precisaria dar o primeiro passo e então o fez.

Ultrapassando os malditos limites.

A respiração quente dele tão próxima a si, os lábios tão bem desenhados e marcados pela barba por fazer o deixava ainda mais atraente sob seus olhos. Percorria aqueles braços fortes e definidos exatamente na medida certa com bastante atenção. O sentia se contrair e sorriu. Adorou descobrir os efeitos que pode lhe causar e não iria se recusar a admitir isso. As omoplatas reagiram quando sentiram suas mãozinhas ao mesmo tempo em que foi pega de surpresa por um puxão e gemeu baixinho. Andrew havia lhe puxado sem quaisquer gentilezas para ele. Ela o segurou pelos cachos, bagunçando-os e inclinou a cabeça para trás, a fim de vê-lo com total clareza. Tão macios. As mãos dele logo se dirigiram à barra de seu moletom, levantando-o. Um arrepio eletrizante percorreu sua espinha. E dali em diante tudo parecia acontecer em flashes cinematográficos, tamanha sucessão dos fatos. Ele apertou sua cintura que provavelmente deixaria uma marca ali. O tecido de sua camisola não impedia em nada de sentir o quão em chamas estava. Não se demorou e subiu o suficiente para alcançar seus seios sob a renda fina que os cobria e massagear cada um deles. Precisava urgentemente senti-lo e o segurou pela nunca, trazendo-o ao encontro da sua boca, desencadeando todas as ações a seguir.

Andrew a encostou no armário que balançou tamanha euforia estava sendo liberada dos corpos. Era ela leve e pequena o suficiente para com uma só mão a levantar, as pernas ao redor de sua cintura, roçando sua intimidade contra a dela. Os lábios carnudos e avermelhados nos seus. Sua língua pedindo passagem para explorar o interior quente daquela boca. Ambos gemendo com o contato e tentando acabar com qualquer mínimo espaço que poderia haver. Segurou firmemente em sua bunda, fazendo-a jogar a cabeça para trás. Meredith sentia que podia se desfazer somente com aquele beijo em seus braços. Aquilo era tão fodidamente bom que não se atentou a porta. A porta estava aberta e seus filhos poderiam flagrá-la naquela situação vergonhosa. Com a respiração pesada, não soube como conseguiu proferir tais palavras, mas funcionou.

– A porta.  

Ele logo se afastou com ela em seu colo para fechá-la e voltou a beijá-la enlouquecidamente, encostando-a na porta. Meredith era seu vício com sabor de açúcar mascavo. Era impossível querer parar de tocar seus lábios, sentir o gosto quente do seu beijo e ouvi-la suspirar com cada toque que depositava em seu corpo. As mãozinhas dela puxavam seu cabelo e sorriu sem interromper o beijo quando as viu apertar seu ombro e arranhá-lo. Os gemidos estavam cada vez mais presentes e altos, o enlouquecendo. Não conseguia mais controlar o volume crescente em seu jeans e pelos movimentos de vaivém que ela fazia, soube que queria o mesmo que si.

Então a viu, de repente, tirar o casaco do corpo e jogá-lo no chão. A fina camisola de renda branca entrava em harmonia com sua pele levemente pálida. Pôde notar as sardas enfeitando seu peito até o vale dos seus seios. O beijo havia sido interrompido, precisava contemplá-la, ali, tão entregue a ele.

Tão linda.

– Vai ficar parado aí?

Balançou a cabeça em negação e sorriu.

Começou a depositar leves mordidas e chupões em seu pescoço, segurando-a pelo cabelo firmemente. Meredith o puxava ainda mais para si com as pernas, apertando-as ao redor de sua cintura e ouvir aquela voz rouca gemendo e sussurrando seu nome, implorando para o que estava prestes a acontecer o fazia desejá-la ainda mais. Virou-se para a cama, colocando-a cuidadosamente nela. Dirigiu-se agora para o vale entre seus seios, ainda cobertos pela fina renda da camisola. Uma das mãos apertando-os por cima, sentindo-os rígidos, enquanto a outra subia e descia pelo comprimento de sua coxa direita, fazendo-a contorcer-se sob seu corpo. 

– Andrew, é melhor pararmos... – ela murmurou, levantando o tronco para vê-lo descer com os beijos agora por sua barriga que estava exposta, sua intimidade pulsava e ansiava para o sentir dentro de si, mas algo estava incomodando-a...

Sequer notou quando ele levantou sua camisola, aquilo estava indo longe demais. Seus filhos estavam na sala, sozinhos, esperando-os para serem os jurados do concurso de desenhos. Aonde estava com a cabeça? Quando perdeu o bom senso que lhe restava para entregar-se assim ao italiano? Um italiano quente, convenhamos. Que também era seu residente. Estava na cama como seu residente ex-namorado da sua irmã na cama dela. Não, não, não, aquilo estava muito errado. Meu Deus, que péssima irmã mais velha estava sendo.

O empurrou para o lado e pulou da cama no segundo seguinte, abaixando a camisola e se recompondo.

– O que houve?

– Isso não pode acontecer aqui.

– Por que não?

– Esse é o quarto da Maggie.

– Não entendi. – franziu a testa, confuso.

– Você é o ex-namorado dela. – disse como se fosse óbvio, passando as mãos pelo cabelo e varrendo os olhos ao redor, em busca do moletom.

– Isso foi há tanto tempo. Ela não se importa. – sentou-se beirada da cama, inconformado.

– Você não sabe disso.

– Ok.

– E além disso, eu sou sua professora. – balançava as mãos, nervosa. – É inapropriado, no mínimo.

– Todos nós sabemos que isso nunca foi um problema.

– É claro que é.

– Não me convenceu, diga algo que realmente nos faça interromper o momento incrível que estávamos tendo.

Mexeu-se na cama olhando para o volume em sua calça que o incomodava e deu uma risadinha quando a viu com os olhos arregalados e mordendo o lábio inferior, encarando o mesmo que ele.

– Meus filhos estão sozinhos no andar de baixo à nossa espera. – falou rápido, corada o suficiente para esconder o rosto entre as mãos.

– Certo, agora eu me sinto mal. – levantou-se, pegando o casaco dela do chão e a entregando.

– Eu tenho filhos, Andrew. Não posso agir de forma impensada e irresponsável, droga. – vestiu o casaco, abrindo a porta do quarto.

– Tenho minha parcela de culpa.

– Isso não pode acontecer novamente.

– Nem em outra ocasião?

– Nunca mais.

– Meredith, você quis isso tanto quanto eu, pare de negar a si mesma, por favor.

– Você não me conhece.

– Então deixe-me te conhecer mais a fundo.

– É uma piada?

– Estou falando sério. – aproximou-se dela, segurando suas mãos.

Meredith encarou suas mãos entrelaçadas a dele e fechou os olhos, reprimindo o desejo palpável que podia ser sentido no ar.

– Jante comigo na sexta-feira, Meredith. – levantou o queixo dela, fazendo-a encará-lo. – Te encontro no saguão do hospital. Tem um lugar lindo perto do cais na Pioneer Square.

– Nós não podemos. – respondeu num fio de voz.

– Não podemos ou você não quer?

Eu não sei. – saiu, deixando-o sozinho e descendo as escadas.

– Merda. – passou as mãos pelo cabelo e respirou fundo.

Precisava de um banho e esfriar sua cabeça. Sabia que não seria fácil convencer Meredith Grey a sair em um encontro com ele. Mas depois do que aconteceu neste quarto e de vê-la tomando uma atitude, jamais passaria por seus pensamentos desistir. Ela valia a pena. E estava disposto a respeitar seu espaço e tempo.

É verdade, ele não a conhecia.

Está há quase seis anos no Grey-Sloan, realizou todo seu internato e residência lá e desde o início a relação entre ambos nunca ultrapassou o limite profissional, com exceção daquele tenso encontro no elevador que acabou em um processo contra ela por tentar convencê-lo a não denunciar seu melhor amigo, Alex Karev, que o agrediu durante aquele mal entendido com Jo.

Porém aquilo tinha ficado no passado, assim como seu curto relacionamento com Maggie e estava longe de acreditar que ela poderia se importar com o que acabou de acontecer aqui.

Ok, talvez fazer isso no quarto da sua irmã tenha sido um tanto babaca, mas isso nem passou por sua cabeça, tamanha atração que sentia por Meredith.

Era praticamente impossível estar no mesmo cômodo que ela e não fazer nada. Não a desejar com todo seu ser. Sentir aqueles lábios macios sobre o seu, devorando-os e ser invadido pelo gosto entorpecente de açúcar mascavo.

Ele também entendia que existia um passado e três filhos e isso o deixava ainda mais encantado por ela. Estar preso durante uma tempestade na casa de Meredith Grey, o fez descobrir que além de uma cirurgiã incrível, ela é uma mãe dedicada e completamente entregue. Tudo que a envolvia o impressionava e tinha total noção de que as crianças viriam sempre em primeiro lugar e nunca faria nada para mudar isso. Estava adorando conhecê-los e sentia, sobretudo, uma forte ligação com Ellis. Sentir aqueles bracinhos ao redor do seu pescoço, tornou-se um dos seus momentos preferidos desde a noite passada.

Em resumo, estava se apaixonando por Meredith Grey e tudo que dizia ao seu respeito.

E sua amada usava shampoo de lavanda e tinha beijos com sabor açúcar mascavo.

Uma combinação extremamente viciante pela qual estava completamente entregue.


Notas Finais


Comentários, críticas construtivas e sugestões aquecem meu coração, me deixem saber o que estão achando!

Alguém mais está com calor? AMO um casal irresistível desses! Espero que tenham gostado do quase hot e que é a Meredith sem um surto básico? Rsrs!

Até domingo estarei atualizando a história e até mais, beijinhos ♥


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