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História My Confident Friend - Capítulo 17


Escrita por:


Notas do Autor


Olha eu aqui! Tentando manter o ritmo para vocês, seja para os ativos, seja para o pessoal a espreitar. Espero que estejam gostando!
Li e reli para garantir que esteja compreensível, mas se algo me fugiu e ficou confuso, podem me perguntar, viu?
Boa leitura!

Capítulo 17 - Alessia Alighieri - Dezesseis


Fanfic / Fanfiction My Confident Friend - Capítulo 17 - Alessia Alighieri - Dezesseis

 

Durante a minha conversa com o casal, soube que Uruha tinha como profissão, a carreira de modelo e ator. Aquilo parecia interessante e sinceramente não sabia que na família de Karyu poderia ter pessoas famosas, por mais que não conhecesse alguma representação de seu irmão...

Ou ele já passou despercebido por mim em algum momento.

Foi então que Helena me mostrou algumas fotos em que Uruha aparece como modelo de alguns acessórios masculinos como óculos, relógios e algumas roupas de grife e olhando os diversos looks das quais ele já pousou para as câmeras, foi daí que percebi que em algum momento o vi rapidamente sem dar a devida atenção em minha vida.

Nunca pensei que realmente conheceria algum modelo pessoalmente.

– Confesso que fiquei curiosa agora. Se você falou que já atuou em filmes também, seria interessante vê-los.

– Eu me sentiria honrado de alguma forma. Mas não sei se você conseguira acessar algum até porque o alcance da minha carreira atinge apenas uma parte da Ásia. Mas deve ter alguma coisa na internet, pelo menos algum trecho, não sei. – O irmão de Karyu me dizia próximo a sua esposa.

– Eu tenho um filme seu, amor. Na verdade uns quatro, acho. Mas me lembro que tem o filme que você atuou num drama, outro que você estrelou pela primeira vez e... Acho que ainda tenho aquele que você atuou como um travesti. – Helena dizia tranquila e parecia orgulhosa ao falar tudo aquilo. Era bonito de se ver.

– Nossa! Logo com o papel de travesti? Esse foi no começo da carreira também. Mas achei interessante esse papel porque foi bem desafiador e aprendi um monte de coisas. A questão da visão feminina e a dificuldade de usar um salto. Fiquei com bolhas nos pés por umas duas semanas, acho.

Sinceramente me surpreendi com aquilo e deve ter sido divertido e desafiador para ele ao mesmo tempo.

– E você gostou do papel? – Não contive a curiosidade.

– Confesso que sim. Não foi lá o meu favorito, mas diria que se enquadra nos papeis de evolução da minha atuação, sabe? Mesmo que tenha sido apenas o retrato de uma parte da vida de alguém, na forma mais simples e sutil, foi bem legal apesar de complexo. 

– Entendo.

E no meio daquela conversa, pude ouvir um estrondo oriundo da cozinha que me deixou preocupada, imediatamente olhando para trás, onde mal vi Karyu. Para uma criatura grande como ele, não o ver na cozinha onde ele estava, é porque algo realmente tinha acontecido.

Me levantei realmente assustada por não saber que tipo de barulho foi aquele e sem querer, acabei deixando o casal na sala para saber como Karyu estava, atravessando o balcão que dividia a cozinha e a sala para saber se o grandão estava ali.

– Karyu? O que houve? – Perguntei na esperança de saber o que se passava e efetivamente observá-lo acocorado no chão, catando cacos de vidro enquanto parte de sua mão estava cortada.

– Ah, eu deixei cair o vidro de azeite sem querer. Está tudo bem.

– Estaria tudo bem se você não tivesse se machucado.

Disse mais preocupada do que realmente pensei que estaria, observando aquele sangue todo escorrer de sua mão. Não sabia qual era a gravidade daquilo, se havia sido um corte profundo ou superficial que teimava em sangrar demais, me deixando com vertigens com aquela pequena poça que se mesclava com o a gordura do azeite.

Acabei dando um tapinha em sua mão que recolhia os cacos, tremendo de nervosismo por ver aquela cena enquanto catava algum pano de prato próximo e comprimia a ferida na esperança de que ela se fechasse.

– O que aconteceu? – Pude ouvir a voz de Uruha por trás e eu não sabia se conseguiria responder pois estava concentrada em tentar estancar a ferida de Karyu, sinceramente ficando enjoada por ver o pano de prato ganhar a cor do vermelho rubro de seu sangue.

– Eu só cortei a mão quando fui juntar os cacos do vidro de azeite que eu deixei cair. Está tudo bem. – Karyu acabou respondendo por mim e pela sua voz, ele não parecia contente em ter tanta atenção, talvez achando aquilo desnecessário demais.

– Entendi. Vem pra cá com cuidado vocês dois antes que alguém se corte mais. Eu limpo isso ai já que você preparou o almoço para nós.

Com cuidado a gente se levantou, Karyu me acompanhando e eu ainda segurando o pano de prato na esperança de que aquele ferimento parasse logo, estranhamente recebendo as mãos de Uruha sobre as minhas enquanto ele olhava para mim.

– Alessia, pode deixar que eu cuido disso. Senta um pouco no sofá que eu sigo com meu irmãozinho até o banheiro para ver a gravidade da ferida.

Apenas maneei em positivo, esperando que Uruha pegasse o pano de prato da mesma forma que eu segurava para então tentar seguir caminho de volta para o sofá, encontrando Helena no processo que me parou ao segurar meus ombros. Ou ela já estava ali perto e eu não vi?

– Meu bem! Você está pálida! – Os olhos da morena passaram para mim e depois para alguma coisa atrás de mim, na qual supus ser Karyu sendo guiado por Uruha até o banheiro. – Você não aguenta ver sangue? Vem cá, senta aqui. – E ela completou o óbvio, passando seu braço pelo meu para me apoiar até que eu me sentasse no sofá.

Não que eu realmente fosse fraca para aquele tipo de coisa. Ver sangue era normal para mim em alguns momentos, ainda mais eu, quando em Toscana, matava algumas galinhas para cozinhar para o pessoal de casa, mas sinceramente, dependendo do tipo de corte em alguém, me lembrava do desespero que sentia quando presenciei coisas assustadoras como cortes profundos em meu tio, ou uma fratura de braço em Ézio... Mamãe tinha razão. Eu havia puxado mais o papai para ter gana em cozinhar e não estômago para socorrer pessoas acidentadas como ela fazia.

Quando menos percebi, havia ganhado um copo com água e ao sorver um gole generoso, constatei ser água com açúcar. Aquilo realmente me ajudou um pouco.

– Ei, calma. Não deve ter sido feio o corte. Vai tomando essa água com açúcar enquanto eu limpo a cozinha.

Como uma criança assustada, acabei impedindo Helena de se aproximar daquela cozinha, puxando-a enquanto olhava para ela em súplica. Sei que realmente parecia infantil de minha parte, mas não queria ver mais ninguém se machucando.

– Eu não vou me machucar, calma. É só juntar tudo com uma pá e vassoura e depois limpar o chão com algum produto para tirar a gordura. Fica ai enquanto arrumo as coisas e o Kou dá assistência para o Yoshi, ok? – Helena tentava transmitir calma para mim com a sua voz serena e doce.

– Eu posso terminar o almoço para vocês se quiserem. Eu...

– Alessia, é sério. Está tudo bem. Não se preocupe.

E foi então que a morena se afastou, me deixando só naquele sofá enquanto eu pensava em muitas coisas de uma vez, no quanto realmente devia me acalmar e no quanto parecia boba ao agir daquela forma. Era um grande vexame, eu sei, mas pelo menos, aos poucos, água com açúcar geladinha conseguia fazer algum efeito tranquilizante.

Em alguns minutos das quais não soube quanto se passou, pude ouvir duas vozes masculinas resmungarem em outra língua e quando realmente chegaram até a sala, na qual Karyu sentou-se pesadamente no sofá e Uruha ainda em pé, observando o irmão, finalmente tive a notícia quando o mais velho me respondeu ao notar meu olhar inquisidor.

– Não foi um corte fundo. O sangramento só foi abundante provavelmente por ele estar com o corpo quente, então logo em alguns dias, o corte já se fecha.

– Entendi. Ah, que bom, Karyu.

– É. Não se preocupe. Notei que ficou pálida ao me socorrer, mas estou bem e vivo. – Karyu tentou brincar, o que efetivamente conseguiu, me arrancando uma risada rápida e anasalada.

– Que bom para você, huh? Mas... O almoço...

– Eu terminei naquele momento que sem querer esbarrei com o azeite. É só verificar se está tudo quente ainda.

Então eu realmente estava designada a não fazer nada enquanto estivesse naquela casa e na presença essencialmente de Uruha e Helena, me dando por vencida.

– Tá tudo quentinho sim, grandão. E amor, só me ajuda a finalizar a limpeza da cozinha aqui para servirmos o almoço.

– Ah amor! Não acredito que você limpou tudo ai praticamente sozinha. Não se machucou né? – Uruha imediatamente ia para cozinha auxiliar sua esposa.

Acabei ficando com Karyu na sala, sem muito saber o que falar até porque aquele curativo em sua mão, que envolvia a palma daquela região de seu corpo, me deixava perplexa.

– Você realmente é mais sensível do que imaginei. Mas eu estou bem, acredite. – Karyu dizia cortando o silêncio que se formou ali.

– Hum... É que realmente fico impressionada depois de ver tantas coisas do tipo na família, ainda mais depois do trauma de me tornar órfã cedo e achar que coisas assim poderiam matar as pessoas que eu amo. Desculpa.

– Relaxa. Eu não te julgo por isso. Está tudo bem. Pelo menos consegui terminar o almoço depois de tanto sufoco.

– Eu devia ter te ajudado.

– Não. No começo foi dificultoso, mas depois fluiu. Espero que goste de curry. Foi o que Kouyou me pediu para fazer.

– Curry... Não sei se já comi, mas me parece bom.

– Gente! Podem vir! Estamos só finalizando aqui e o Kou está colocando as travessas em cima do balcão. É só se servirem. – Helena dizia com um rodo na mão, nos alertando.

Eu tinha levado um susto com o chamado súbito, confesso.

Acabei sorrindo depois, talvez de forma mais forçada do que imaginava e segui Karyu até o balcão da cozinha para ver as preparações.

O cheiro era bom e pelos aromas, consegui identificar alguns temperos que deveriam ter sido usados no meio, achando engraçado a espécie de papa de arroz num canto e achando muito bonita a montagem da salada que parecia digna de um chefe de cozinha experiente.

– Uau! Karyu, só pelo visual, promete! Só achei curioso esse tipo de... Seria arroz mesmo?

– Ah, esse é o arroz que usamos no Japão. É do mesmo tipo daquelas peças de sushi que comemos naquela vez, se lembra? – Karyu me explicava e realmente achei interessante a forma como ele ficava antes de ser servido.

– Deve ser bom misturar com esse curry que parece apetitoso.

Acabei me sentando diante ao balcão junto a Karyu, preferindo aguardar o casal a nossa frente por educação, mesmo que meu vizinho tivesse me oferecido a me servir e após algum tempo e algumas brincadeiras entre aquela família que me deixou realmente bem mais calma, pudemos todos comer, agora com todos reunidos.

Além do cardápio exótico para mim na qual descobri ser uma delícia e fiz questão de elogiar Karyu pelo seu esforço exímio na cozinha e sacrifícios, descobri que os irmãos pareciam sempre implicar um com o outro apenas por puro deleite, mas não necessariamente por maldade ou desgosto, porém, aquela coisa que ficava clara que havia mesmo uma união entre eles.

Helena se mostrava sempre carinhosa com os dois homens apesar de saber ser séria quando possível e durante as conversas descontraídas em pleno almoço, apesar de ter sido mais ouvinte do que falante ali, pude ouvir meu nome no meio.

– Alessia. Helena comentou comigo que você é musicista. Seria de qual instrumento? – Era Uruha que me perguntava.

– Ah, sim. Toco violino por hobby, apenas. Apesar de ter vindo para cá justamente para aprender mais sobre como usar o instrumento e recentemente estou em caos comigo mesma quanto a apresentação que será daqui a alguns dias.

– Puxa, muito legal. Eu e Yoshi tocamos violão, onde a gente tinha um sonho de participar de uma banda de rock, mas não deu muito certo e cá estamos nós em outras vertentes. Mas bem, você podia tocar um pouco para nós, talvez mostrar sobre a sua música e apresentação para treinar. O que acha?

Não sabia que Karyu sabia tocar alguns instrumento e aquilo me foi realmente curioso.

– Bem, eu... Depois dos sustos de hoje, acho que estou tão anestesiada que não me importaria de mostrar o que já montei para vocês, hoje.

– Ah, mentira! Sério que teremos esse privilégio hoje? – Helena me perguntava com um sorrisão nos lábios após engolir o que mastigava.

– Sim, só precisarei pegar meu violino.

– Realmente será muito agradável, mas descanse um pouco do almoço, para não passar mal. – Uruha parecia preocupado comigo.

– Verdade. Depois que você comer o restante de sua refeição, tudo que vai querer é descansar um pouco. – Era Karyu quem me dizia desta vez.

– Ah, tudo bem, sério. Só realmente vou terminar de comer pois seria um pecado deixar para comer depois. Gostei bastante mesmo do que preparou, Karyu. – Tive que reforçar aquela ideia.

Karyu pareceu ficar envergonhado com meu elogio de reforço, percebendo um sorriso tímido e bonito de sua parte enquanto todos nós tratamos de comer o que faltava no prato, desta vez em silêncio para conseguirmos comer tudo.

Assim que acabei, me ofereci para lavar a louça, mas Helena disse que eu não precisava e que se eu fizesse isso, ficaria brava comigo, tendo os dois homens da casa em concordância com ela. Certo! Então eu realmente não iria fazer nada ali.

Como eu não tive direitos de ajudar, pedi para me ausentar rapidamente para pegar o meu violino para tocar para eles, até também como forma de agradecimento, tendo Uruha abrindo a porta para mim e Helena me recepcionando de volta quando finalmente cheguei com o instrumento que estava fácil de pegar em meu apartamento.

Esperei que todos estivessem prontos, depois de mais algum tempo de conversas amenas enquanto Uruha e Helena arrumavam a cozinha e Karyu fazia companhia para mim até efetivamente todos estarem em suas posições, na sala, sentados.

O ideal é que eu me apresentasse em pé, mas acho que eu me empolgaria demais visto que parte da minha música original seria usar mais sons como batidas de pé e alguns guizos para dar vida a composição inteira, mas como estávamos em um andar superior naquele condomínio, iria atrapalhar os vizinhos de baixo, então só tocaria o começo, que era a mais simplista, preferindo explicar aquele fato para minha agora pequena plateia que entendeu as circunstâncias.

Eu estava sentada ao lado de Karyu e o casal a nossa frente em outro sofá, então apenas posicionei o violino após ajeitar a minha postura e finalmente passei a tocar.

Não sei quanto tempo se passou, não sei qual foi a reação de todos ali até porque eu estava de olhos fechados, aproveitando o meu momento, mas só soube que eu realmente parei quando ouvia uma salva de palmas acalorada de todos ali, sorrindo sem jeito pois me deixei levar pelo o que eu tocava, talvez até tocando um pouco mais do que devia.

– Você foi super bem, Alessia! Eu amei demais! Você tem o dom também para a música, garota! – Helena me dizia emocionada.

– Deveras, deveras. Ficou muito boa a sua música! Você se sairá bem na apresentação. – Uruha me sorria impressionado.

– Verdade. Não precisa ter medo. Você vai passar no teste. – Karyu me incentivou.

– Obrigada, gente. De verdade. E já que me ouviram tocar uma parte da música, eu queria aproveitar para convidar vocês para me verem apresentar, no conservatório. Depois eu passo o endereço direitinho, mas seria legal ter a presença de vocês.

– Oh! É uma grande honra! Faremos o possível para ir, não é, Yoshi? – Uruha dizia com um sorriso direcionado para seu irmão.

– Claro. Depois me passa todas as informações e nós faremos realmente o possível para ir.

Seria bobagem dizer que eu estava feliz com aquilo? Ah, apesar dos sustos, eu estava feliz hoje, ainda mais depois de ter me apresentado e ter recebido a positiva deles, de meus amigos...

Acredito que poderei considerar Uruha e Helena como amigos também pois sentia que eles seriam boas pessoas e... Eu estava realmente feliz.


Notas Finais


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