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História My Confident Friend - Capítulo 40


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Notas do Autor


Oi meus amores! Tudo bem com vocês? Desculpa a demora pra postar, mas cá estou. Eu iria postar antes, mas a minha luz caiu e depois foi o dia de ter chegado morta de cansaço em casa, mas agora estou aqui, um tanto de boas, para poder postar.
Não vou enrolar muito, mas só digo que depois desse, planejo finalizar com mais três capítulos e espero muito que não me matem por isso. De toda forma, tudo o que peço, se assim desejarem ou se sentirem a vontade, claro, é que me digam se tá sendo corrido até aqui, se o desenvolvimento foi corrido e tudo mais e bem, outras críticas construtivas também são bem vindas. O próximo está pronto, só falta revisar e depois tecer os outros dois que faltam.
Bem, é isso! Espero que gostem!

Capítulo 40 - Takashima Yoshitaka (Karyu) - Trinta e Nove


Fanfic / Fanfiction My Confident Friend - Capítulo 40 - Takashima Yoshitaka (Karyu) - Trinta e Nove

Passaram-se cinco meses desde então.

 

Depois da minha vinda até o Japão para reencontrar o restante da minha família, passei esse tempo todo na casa de minha imoto Aya, pude interagir melhor com a minha sobrinha Chie que ficou bem agarrada com o seu “tio girafa” aqui e bem, apesar do tempo, estive mantendo contato frequente com Alessia como prometi.

 

Minha família já estava ciente de meu namoro a distância agora e sinceramente eu sentia tantas saudades da minha baixinha… Estava louco para terminar de juntar o dinheiro com os trabalhos que fazia por aqui para poder ir até a Itália, ainda mais por perceber o quanto Alessia parecia um tanto… Fragilizada?

 

Não sei bem dizer, mas com o tempo que se passou, percebi pelas videochamadas que fazíamos, ela tinha dia que não estava bem, mesmo me dizendo o contrário e aquilo me preocupava. 

 

Até consegui o contato de Maurice em uma de nossas videochamadas em conjunto para lhe perguntar se era algo que Alessia não queria me contar, mas nem ele sabia, então, tudo o que me restava fazer era acreditar e continuar a zelar pelo bem estar dela, além de pedir para Maurice me manter informado, já que era o único mais disposto a conversar comigo além de minha própria namorada.

 

Onii-san, você pode buscar a Chie na escola para mim? – Aya me perguntava enquanto eu estava na sala da casa, editando alguns trabalhos do dia. 

 

–  Claro. Precisa de mais alguma coisa?

 

– Que só a traga direito para casa! Você está a mimando demais com sorvetes.

 

–  Mas quem te disse isso? 

 

– Minha própria filha, oras! Ensinei muito bem a ela sobre não mentir.

 

–  Ah, ok. Admito. Ser tio nos torna meio que babões.

 

– Kouyou nii diz a mesma coisa. Vocês podem mimá-la de outras formas, poxa.

 

–  Tá ok. Pode deixar. Vou buscar a minha pequena. 

 

– Obrigada. E… Como vai com a Alessia-san?

 

– Ah! Com ela está tudo bem, imoto, apesar de estar preocupado com ela nas últimas vezes que nos falamos.

 

Acabei fechando o meu notebook depois de salvar os trabalhos, recolhendo-o da sala para não atrapalhar o caminho e a organização da casa, claro. Aya devia ir ao mercado por levar a costumeira sacola de compras e meu cunhado estava no trabalho a essa hora.

 

– Aconteceu alguma coisa com a Alessia-san?

 

– Nem ela e nem o cunhado dela da qual tenho contato me disseram o contrário, mas, não tem quando percebemos que algo não parece certo só pela fisionomia da pessoa?

 

–  Hum… Sei bem. Você acha que ela… 

 

Aya não teve coragem de perguntar o que quer que fosse, não sabendo eu se era alguma suposição que ela estava disposta a fazer ou alguma afirmação da qual poderia me irritar ou me deixar mais preocupado, na verdade me deixando ainda mais aflito por ela não ter terminado a frase.

 

– Ah, de toda forma, eu espero muito que a Alessia-san possa estar bem e que você continue sorrindo com ela. Minha cunhada parece realmente ser a pessoa para você pois fazia tempo que não te via feliz. Mas bem, vou ao mercado agora para fazer o nosso jantar. Quer algo em especial?

 

– Não. Sua comida sempre é gostosa, imoto-chan. Precisa de alguma ajuda de custo?

 

– Não se incomode com isso. Então, já me vou. 

 

–  Iterashai.

 

Observei Aya atravessar a porta de saída e me deixar só, restando-me guardar o notebook no quarto de hóspedes que me acomodava nesses meses que estive aqui e assim me arrumar para buscar a minha sobrinha, pensando onde eu poderia levá-la para brincar um pouco com ela e bem, cansá-la um pouco também para a baixinha dormir cedo hoje, vestindo uma roupa mais fresca pois os dias estavam quentes por aqui, colocando a minha carteira no bolso e partindo com a bicicleta que Aya usava vez ou outra para buscar Chie em alguns momentos. 

 

O trajeto como sempre, foi tranquilo, além de breve já que estava de bicicleta também, recebendo Chie com um abraço acalorado como sempre fez nesses meses em que estive com ela e com muito entusiasmo, já me perguntava qual sorvete iríamos tomar. 

 

Eu devo tê-la acostumado mal mesmo, mas eu também gostava de sorvete, então meio que era uma desculpa para comer o que eu gostava mais vezes.

 

–  Olha, sua mãe pediu para não te mimar mais com sorvetes. Perdão.

 

– Hum… Só porque eu quelia o de alienígena. 

 

Eu sabia que ela se referia ao de pistache e ela associou a cor com os monstrengos que viu em algum anime esses dias. 

 

–  Titio não pode passar por cima das ordens da sua mãe, entende? Se não…

 

–  Mas eu queria pová, titio. 

 

Nunca achei que me sairia bem com crianças até realmente conhecer a minha lindinha. Bastava um olhar e já estava nas mãos daquela pequenina e sinceramente era mais forte do que eu.

 

–  Vamos fazer um trato então. Hoje o titio compra o sorvete alienígena pra você, mas só hoje, ou sua mãe briga comigo e titio também fica de castigo. 

 

–  Ah? Mas você não é mais velho que a okaa? 

 

–  Sim.

 

– Então a okaa não devia obedecer o tio Girafa?

 

Essas crianças de hoje em dia estão cada vez mais prematuras das coisas! 

 

– Sua mãe já é uma adulta. Ela não precisa obedecer o tio, entende? De toda forma, vem pra gente tomar o seu sorvete e vamos brincar um pouco no parquinho antes da gente voltar para comer o jantar da mamãe. O que acha? 

 

–  Oba! 

 

E não precisou de muito para convencê-la a vir comigo o quanto antes, talvez pelo sorvete mesmo e sem delongas, fizemos todo o percurso que eu disse que faríamos, comendo o sorvete primeiro apesar do desastre de se sujar toda –  coisa que não fugiu da câmera de meu celular, claro –  depois brincou até dizer chega no parquinho com um pouco de minha ajuda e quase dormindo, veio quieta na bicicleta comigo, quase não se aguentando em pé devido ao cansaço. Tive que carregá-la para dentro.

 

Entrando, Aya já estava na cozinha e alegava que estava quase acabando de fazer o jantar, pedindo-me para finalizar os pormenores para ela que preferiu de uma vez dar um banho na pequena antes que ela fosse realmente dormir, restando-me então cuidar dos finalmentes como servir a mesa e esperar todos se reunirem, até trocando algumas amenidades com meu cunhado quando ele chegou, mas que precisou se trocar para conseguir jantar com calma.

 

Claro que não demorou muito para todos se reunirem à mesa que eu preparei, tendo Chie ao meu lado e o casal a nossa frente comendo em paz, ajudando vez ou outra minha sobrinha a segurar os hashis que ainda cismava em usar para aprender como o tio fazia, como ela dizia; não demorando muito a adormecer quando finalizamos finalmente a refeição que foi feita quase em total silêncio, se não fosse por Chie para animar e nos forçar a trocar algumas palavras sobre o dia à mesa.

 

Como normalmente era feito, meu cunhado seguia para seu escritório para terminar alguns trabalhos que levava para casa, eu ajudava Aya na cozinha para não sobrecarregá-la e finalmente, quando tudo estava limpo, era a minha vez de seguir para o quarto e finalizar alguns trabalhos, mas hoje em especial eu preferi tentar ligar para Alessia mais cedo por videochamada, ansioso para saber como ela estava.

 

O engraçado que a minha tentativa de ligar mais cedo não deu, talvez por estar ansioso demais ou ela por estar ocupada, não sei, até porque os fusos horários eram diferentes, ocupando-me então com os trabalhos até dar mais ou menos o horário que eu costumava ligar para ela, mas… O mais irônico disso tudo era que nem assim ela me atendeu, custando realmente horas para saber que naquele dia ela não me atenderia.

 

Talvez tenha acontecido algum imprevisto que eu não saiba agora, restando-me apenas esperar enquanto adiantava algumas coisas do trabalho para não ficar muita coisa acumulada. 

 

E eis que nessa brincadeira, de levar os dias na tranquilidade como foi nesses cinco meses, depois da primeira vez que não obtive respostas de Alessia, continuei sem nenhuma por quase duas semanas. 

 

Aquilo não era normal e até mesmo as mensagens de texto ela não respondia, então algo só me fazia pensar que poderia ter ocorrido alguma coisa ou… Tudo bem. Eu não queria pensar que havia outra pessoa no meio, mas claramente estava ficando triste e ansioso, preocupado também por imaginar coisas além do normal, levando um susto quando Aya me abraçou por trás, depois de arrumarmos a cozinha pós almoço como já era de rotina.

 

Nii-san. Você não está legal. Claramente é perceptível que algo te incomoda. Você quer desabafar?

 

–  Eu… Eu sou tão transparente assim?

 

–  Nem tanto. Mas quando você está muito triste ou muito irritado, sei que não consegue esconder, mesmo com esse sorriso amarelo que você usa tentando me enganar. 

 

Virei-me para retribuir o abraço de minha irmã de forma adequada, abraçando-a um tanto forte justamente por sentir um aperto no peito, esperando muito que minhas inseguranças não vencessem a confiança que tinha por Alessia, preferindo ficar em silêncio por um tempo. Estava quase vencido pelo cansaço de guardar tudo para mim e quase chorava no processo, se não fosse por Aya se desvencilhar de meu abraço para me puxar até a mesa, onde me fez sentar consigo, pedindo-me para dizer o que estava entalado.

 

–  Antes, espera. Vou pegar uma coisa para nós.

 

Observei a mais nova se levantar subitamente, como se lembrasse de algo de última hora, tão logo indo buscar uma garrafa na cozinha, sendo uma de sakê junto a dois copos para nos servir.

 

–  Pronto. Agora pode dizer. 

 

–  Imoto. Você está mesmo aprendendo com o nii-san, não é?

 

Eu acabei rindo daquilo, sabendo que seria coisa de Kouyou fazer, mas não esperava que Aya o imitasse.

 

–  Ah, agora não é hora de dizer quem puxou quem, mas me dizer o que se passa contigo. Vamos! O que está entalado ai? É a Alessia-san?

 

–  Sim…

 

–  E o que…

 

– Eu não tenho respostas dela há quase duas semanas, Aya. Isso me preocupa. 

 

– E você mandou mensagem para aquela outra pessoa que você fala… Hum… Ma… Mai…

 

–  Maurice.

 

–  Isso!

 

– Eu mandei para ele também, mas não obtive respostas do mesmo jeito. Eu temo que… Sinceramente o que me preocupa mais é ela ter arranjado outra pessoa por lá ou que alguém esteja se interessando por ela, sei lá…

 

– É esquisito te ver inseguro. Mas devo imaginar o quão preocupante deve ser ter um relacionamento a distância. –  Aya nos servia com uma porção generosa do sake, tomando um longo gole enquanto eu mesmo não consegui beber. –  Mas acredito que seja apenas um imprevisto, nii-san. De tudo que você me falou dela, não acredito que ela seria capaz de arranjar uma pessoa por lá enquanto você está aqui se preocupando com ela.

 

– É… Espero mesmo que não seja nada demais. Eu… Não queria ser o típico aflito e…

 

–  É porque você gosta dela. É normal esse tipo de sentimento. 

 

Acabei por tomar um gole do meu sake, tentando me acalmar e levar em conta o que Aya dizia.

 

Depois daquilo, a conversa rendeu para outros assuntos, me tranquilizando um tanto mais até chegar o momento em que finalmente me vi em meu quarto e pensava se pelo menos hoje eu conseguiria conversar com Alessia e entender o que se passava, preferindo distrair a minha cabeça com algum jogo que encontrei online, mesmo sendo daqueles bem bobinhos, apesar de mal prestar atenção no que fazia, a não ser pelo fato de meu celular ter tocado, indicando uma mensagem de minha namorada.

 

Alessia me pediu para ligar por videochamada, fazendo aquilo prontamente, já bem ansioso, me assustando um tanto ao vez um semblante bem abatido da italiana.

 

–  Amor, você… –  Estava um tanto atônito.

 

Me desculpa por ter ficado muito tempo ausente, mi amore. Eu adoeci de tal forma que não consegui nem mexer no celular. 

 

–  E o que houve? Dá pra ver o quão abatida você está.

 

–  Diz os médicos que foi uma virose forte e ainda estou em tratamento, mas como hoje me sinto um pouco melhor, consegui entrar em contato. Me desculpa mesmo por isso. Eu poderia ter pedido para Maurice te informar, mas nem ele estava com tempo esses dias. 

 

–  Não, tudo bem. Eu só realmente fiquei bem preocupado porque você não é de sumir sem avisar. Eu queria estar aí para cuidar de você…..

 

–  Eu também queria que estivesse. Eu sinto tanto a sua falta.

 

Imediatamente ela começou a chorar e eu fiquei aflito por não saber o que fazer, tentando acalmá-la o máximo possível apesar de ainda perceber que não era o suficiente.

 

Meu coração parecia tão pequeno agora por vê-la tão frágil do outro lado da tela, a quilômetros de distância sem que eu pudesse estar lá para abraçá-la ou ajudá-la de alguma forma… Tudo o que me restava, por hora, era conversar com ela, garantir que ela estivesse mais calma, mesmo querendo tanto estar por perto. 

 

Faltava pouco para as minhas economias serem o suficiente para visitá-la em breve e aguardava ansioso para este momento.

.

.

.

.

No dia seguinte, um tanto pensativo apesar de brevemente mais calmo por poder ter conversado com Alessia, segui a minha rotina de sempre. 

 

Fui até a pequena agência onde trabalhava esses meses, resolvi os trabalhos extras que fazia por fora enquanto almoçava rapidamente em algum restaurante mas reservado e barato e para finalizar, como Aya me pediu para levar algo para o jantar na qual apenas eu e Chie comeríamos porque minha irmãzinha querida passar um momento a sós com o esposo, pensava no que eu poderia fazer para distrair a pequena que devia estar animada. 

 

Tentava pensar em algumas coisas para cansá-la e diverti-la um pouco até os pais chegarem, chegando em casa no horário combinado e finalmente ter o meu momento a sós com Chie que já vinha curiosa para saber o que eu havia trago.

 

–  Tem sorvete?

 

– Você se esqueceu mesmo da nossa promessa né?

 

–  Hum… Tá bom. Dicupa. Mas eu tô com fome, titio. O que tem de bom?

 

–  Quer ajudar o titio a fazer o jantar? Vai ser fácil, você vai ver.

 

– Oba! Um dia eu vou poder cozinhar okaa se eu te ajudar?

 

–  Vai sim. Você até se sai bem quando ajuda sua mãe. Seu pai sempre te elogia, não é?

 

– Uhum! Eu quelia ser como o senhor Batatas. 

 

Acabei rindo daquela declaração dela, sabendo que ela se referia de um outro anime que ela gostava muito, onde tinha um cozinheiro bisonho que se chamava Batatas e que fazia várias coisas mirabolantes, mas que no final deixava todos os amigos felizes. Engraçado que aquilo me lembrava Alessia, inevitavelmente.

 

– Você vai ser melhor do que o senhor Batatas. Vem cá que o titio vai te mostrar o que vamos fazer.

 

Chie então empurrou o banquinho que sempre deixávamos na cozinha para ela alcançar a bancada quando fazíamos ela participar das preparações, como era costume da família já ensinar os pequenos a fazer o básico das coisas enquanto eu retirava as compras básicas para o nosso jantar, coordenando o que ela poderia fazer para me ajudar.

 

Essa menininha era sempre curiosa, gostava muito de conversar enquanto fazia as coisas e sempre bem esperta, aprendendo rápido ao que eu ensinava, vez ou outra até tentando dar sugestões para dizer que também sabia opinar por si só numa preparação, mas, como era algo simples, com a ajuda dela, conseguimos acabar rápido. Só faltava deixar a preparação cozinhar e lavar a louça.

 

–  Eu posso ajudar também arrumar essa bagunça toda, titio? 

 

Quando vi aquele rostinho redondo, lá estava ela com as bochechas sujas de molho depois de experimentar o preparado antes de ir ao fogo. Acabei rindo com aquilo.

 

– Sim, pode sim. Eu vou lavando e você seca o que conseguir, tá bom?

 

–  Tá!

 

Passar aquele tempinho com a minha sobrinha estava sendo gostoso e animador de alguma forma. Era como se a pequena me desse energias para continuar e cada vez mais me agarrar às pequenas coisas da vida que ironicamente, algum tempo atrás, não via como era hoje, não dava valor.

 

Talvez depois de começar a namorar Alessia e agora passando essa temporada no Japão, muita coisa mudou para melhor, me sentindo cada vez mais calmo, racional e até mais grato pela vida que eu tinha, não remoendo tanto o passado como eu insistia em fazer, tendo cada vez mais expectativas de uma vida que eu sonhava ter quando bem mais novo, mesmo sabendo que muita coisa não era fácil.

 

Eu…

 

–  Titio! Você tá igual vagalume! –  Chie me olhava com certa admiração em seus olhinhos.

 

–  Ah? 

 

–  O seu bumbum tá piscando!

 

Fiz uma careta imaginando aquilo, mas foi daí que eu me toquei que meu celular estava no bolso de trás da calça, secando as mãos para poder atender o celular, antes pedindo para Chie me aguardar.

 

No visor, era o número de Alessia a me ligar e aquilo me deixou surpreso, mas com boa vontade acabei atendendo, um tanto animado, diga-se de passagem.

 

–  Oi meu…

 

–  Seu desgraçado! Você me prometeu! Eu vou te matar seu…

 

Atônito, eu só pude ouvir uma voz masculina gritar comigo em inglês e que por ventura tentava lutar do outro lado da linha porque ouvi outra voz também masculina dizer coisas em italiano das quais ainda não entendia bem porque dizia muito rápido para que eu pudesse assimilar do breve conhecimento que tinha da língua, mesmo estudando por quatro meses para tentar me integrar um pouco mais da nacionalidade de Alessia.

 

–  Filho da puta! Eu vou te matar… Você…

 

–  Ézio, para! 

 

E foi com a afirmação, mesmo que em italiano e que deduzi ser oriundo de Maurice, que eu entendi que era Ézio esbravejando comigo num inglês choroso e raivoso. 

 

Para ele me dizer aquelas coisas, algo de bom não havia acontecido e aquilo começava a fazer efeito em minhas bases que pouco a pouco trepidava.

 

–  Ézio… Eu não sei o que houve, mas… –  Respondi em inglês, sendo mais seguro me comunicar assim.

 

–  Não se faça de sonso! Você me faz o favor de engravidar minha irmã e ainda espera tranquilo enquanto ela está para morrer aqui? Eu quero muito te matar seu desgra…

 

–  Ézio! Para! Me dá esse celular!

 

–  Me deixa, Maurice! Some da minha frente! Eu quero…

 

Foi tudo o que eu consegui escutar antes de sentir uma vertigem e precisar me apoiar na bancada para não cair, sentindo o impacto daquelas palavras.

 

Como assim Alessia estava grávida e estava para morrer? Ela… Ela já estava para ganhar o nosso suposto filho e era uma gravidez de risco? Ontem mesmo conversamos e… Como eu não reparei nisso? 

 

–  É-Ézio. Eu entendo que você deve está com muita raiva, mas por favor, tente se acalmar e me…

 

–  Como você não sabe do que fez?! Se ela morrer na mesa de cirurgia, eu juro que te caço e te faço sofrer muito mais, seu…

 

–  Y-Yoshi! Você me desculpa a ligação do Ézio, mas agora não é uma boa hora. Eu te ligo depois porque…

 

–  Me dá esse telefone, Maurice! Eu ainda…

 

–  Depois eu ligo!

 

E de repente a ligação ficou muda, não me dando oportunidade para questionar ou saber logo o que havia acontecido, praticamente deixando o celular cair ao chão por já me ver trêmulo e sem forças, só notando que ainda pelo menos estava repousado sobre a bancada quando Chie puxou a barra da minha blusa, com seus olhos brilhando enquanto faltava pouco para chorar, provavelmente assustada.

 

–  Titio… Você quebrou o prato, tá dodói e… O que aconteceu? Você vai morrer? Você tá branco, titio… Titio, me responde!

 

Chie se agarrava a uma das minhas pernas, já chorando, me fazendo notar agora o que havia acontecido.

 

Eu sem querer, enquanto conversava com Ézio, se é que aquilo foi uma conversa, derrubei um prato ao chão e por estar descalço, acabei pisando em um dos cacos sem querer, mas, por estar tão perdido e atordoado, nem senti a dor que deveria vir se havia uma considerável poça de sangue se formando ali, tendo forças apenas para me lembrar que devia desligar o fogo da panela para limpar aquela bagunça, fazendo aquilo antes de me abaixar para conseguir abraçar Chie e tentar acalmá-la, sendo que no fim das contas, lá estava eu ao chão, abraçado a minha sobrinha que chorava enquanto eu também passei a chorar totalmente desnorteado. 

 

Onde… Onde foi que eu errei? Sinceramente não conseguia pensar em algo agora que não apertar minha sobrinha em meus braços e deixar aquela dor repentina sair.

 


Notas Finais


Quem gostou da Chie? Euuuuu
Quem quer me bater? *sai correndo*


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