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História My Cousin, My Professor, My Daddy ( EXO - Baekhyun ) - Capítulo 3


Escrita por: BabyBaekhyun

Capítulo 3 - Bêbada?


S/n soltou a maçaneta da porta, e ficou parada, sem evitar, acabei sorrindo consigo, posso imaginar o que ela vai falar, perguntar; bem, pode ser que ela fuja, mas, acredito que não, S/n é muito curiosa.

-Priminha?

Opa, começou…

-Primo? Não, pode ser…

Me encostei na cadeira, e virei meu rosto para S/n; como ela cresceu, estava uma gracinha, tão bela, graciosa…

-O senhor meu primo? Ficou lou…

E bem audaciosa, huh?

-Hey, acha que sou tão velho assim? - a interrompi antes que ela me xingasse, ou, eu teria que dar um castigo a mesma, e não seria difícil, tenho permissão para fazer isso, e olha, confesso que queria.

S/n ia abrir a boca para falar algo, e eu respirei fundo, me desencostando da cadeira.

-Não responda. - me apressei em dizer, antes que ela dissesse o que queria.

E pelo que parece, ela não iria dizer o necessário.

-Me prove. - ela me olhou bem nos olhos e cruzou seus braços.

Pelo visto, não adiantou.

Mordi meu lábio inferior e sorri ladino, meu virando de lado para si, e colocando meu braço em cima do encosto da cadeira.

-Que eu sou velho, ou que sou seu primo? - questionei arqueando a sobrancelha, e ela engoliu em seco, porém, quis manter sua postura, o que achei uma gracinha.

Bem, agora vamos ver quanto tempo isso vai durar.

-Se puder provar os dois. - me respondeu a altura, o que me deixou surpreso, gostei desse seu lado mais ousado, não vou mentir, mas como disse, até quando isso vai durar? 

-Para que quer saber a minha idade, huh? - questionei rindo abafado, umedecendo meus lábios em seguida. -Estou vendo que não se lembra de mim… do jeito que eu queria, ou estou equivocado?

Comentei subitamente, sentindo meu coração acelerar, ainda mais com seu olhar sobre mim, sua atenção. Eu estava amando sua presença, essa atenção, queria ficar assim por um dia inteiro, em quatro paredes, a sós com ela… no entanto, ainda acho que seria pouco. 

-Tenho muitas provas que você mesma pode ver. - comentei calmamente, desviando meu olhar para o quadro. -Minha letra, como escrevo, essa é uma delas.

Assim que lhe disse, voltei meu olhar para ela, que estava focada no quadro.

-Você não prestou mesmo a atenção, hmm… estava preocupada com outra coisa? Sobre ontem? - meu tom de voz foi um pouco mais baixo, mas mesmo assim foi o suficiente para chamar sua atenção para mim.

-Não me deixe assim. - ela sussurrou nervosa, balançando sua mão devagar, o que me fez olhar para a mesma por um segundo.

S/n segurava seu celular com mais força, e eu sorri rapidamente. 

-Assim como? - questionei levantando meu olhar lentamente.

-Está me enrolando muito. - ela sussurrou quase gaguejando, e eu fitei seu colar.

-Gostei do seu cordão, do seu pingente. - comentei com um sorriso bobo, e logo tirei meu braço de cima do encosto da cadeira, para arrumar a manga da minha camisa que já estava descendo, então, a suspendi devagar. -Quem comprou? Seu primo?

-Baek?

Me levantei assim que ela me chamou pelo apelido, aquilo me fez tão bem, era tão bom ouvir sua voz, sem toda aquela coisa de cartas, dela me chamar sem eu poder ouvir sua voz.

Me aproximei dela e fitei seus lábios, depois desci para seu pingente, “confiscando” o mesmo.

-Está novinho ainda… começou a usar a pouco tempo? - sussurrei após ficar bem próximo de si, S/n estava encostada na porta, e que agradeço pela mesma não ter alguma janela.

Eu não estava com medo de algo, não agora, porque S/n estava com seu peso na porta, e se alguém abrisse, eu ia segurar a maçaneta e dar qualquer desculpa. E no caso das câmeras, elas não estavam ligadas, ainda era o primeiro dia de aula, eu conheço aquela universidade muito bem, sei como funciona.

-Eu coloquei hoje… 

-Dia especial? - questionei sorrindo bobo, enquanto colocava minhas mãos nos bolsos da calça, e ela sorriu fraco, logo abaixando a cabeça minimamente.

-Para me dar sorte. - ela sussurrou docemente, arrancando um suspiro de mim.

-Acha que deu? - a perguntei nervoso, e notei um sorriso mais belo de si, e não tímido. -Bem, hoje é um dia especial para mim, para você não?

S/n começou a ficar nervosa, e logo seu rosto começou a ficar vermelho; eu poderia sorrir, ou rir com sua doçura, por sua timidez, que para mim, é a coisa mais fofa e bela que eu já vi, no entanto, eu sentia algo muito forte. Posso dizer que a timidez, o rubor, essa sensação e sentimento que S/n está sentindo, é o mesmo para comigo, só que de outra forma.

Eu estava mesmo gostando dela, e agora, isso só confirma tudo. Era como ter uma relação a distância, e agora, frente a frente, era outra história, e no nosso caso, ou pelo menos no meu, isso só aumentou certas emoções e sentimentos.

-O que houve? - a perguntei sem pensar muito, com tamanha vontade de levantar seu rosto para mim, para ela me olhar, mas não seria tão prudente, eu iria a beijar. 

-Nada…

Assim que ela sussurrou, me aproximei mais um pouco de si, ficando quase a centímetros de distância da menor, nossa diferença de altura era um pouco considerável, igual a nossa idade, espero que isso não impeça certas coisas para si, porque para mim, isso não impede em nada, meu amor continuará sendo o mesmo.

Desviei meu olhar para seu pescoço, bem lentamente, com eu queria beijá-la, acariciá-la, e por impulso levei minha mão até seu rosto, mas não a toquei; e logo toquei o pingente, e o fitei.

Notei que S/n estava com as bochechas mais vermelhas, e respirei fundo, tentando não passar do limite. Ela levantou seu olhar para mim, parecendo estar na mesma “sintonia” que eu. Ela queria algo, tanto quanto eu queria de si? 

-Conhece meu calor, huh? - sussurrei olhando bem em seus olhos, e levei minha mão até seu braço, a tocando levemente, e como resposta para nossas emoções, que pareciam perfeitamente correspondidas, suspiramos. -Conhece meu toque, certo?

Ao lhe dizer tais palavras, pensei nos tempos em que passamos juntos, no ano novo, o último dia em que a vi. Será que ela se lembra desses momentos?

-Baek…

Sorri automaticamente com seu sussurro, acho que dessa vez, S/n está certa de quem eu era de verdade.

-Eu sabia que você não tinha se esquecido de mim, que de alguma forma, você se lembra de mim. - sussurrei pensando alto, com um sorriso alegre, eu e meu coração estava feliz por minha garotinha se lembrar de mim.

Me afastei dela, e me sentei na beirada da mesa; cruzei meus braços e a olhei de cima a baixo.

-Você estava tão bonita ontem. - comentei sem evitar, e recebi um olhar preocupado, e logo S/n juntou suas mãos, como se fosse implorar por algo.

-Não conta para meu pai, por favor. - pediu fechando seus olhos em seguida, e eu me senti mal, e isso envolvia muitas coisas.

-Eu não faria isso, mas pelo seu desespero… - comentei após suspirar, e S/n abre os olhos, e faz biquinho, golpe baixo, não?

Tentei me manter firme e com postura, ou seja, ser um verdadeiro responsável.

-Deduzo que não contou a eles, e ainda foi do jeito que estava ontem. - meu tom foi firme e superior, a fazendo me encarar sem jeito. -Não vou contar, mesmo que eu quisesse, não posso.

Fui sincero com ela, e comigo também, não posso fazer algo tipo, sabemos o que se passou na noite passada. 

-Mas, precisa ser mais obediente, ainda mais agora, sobre meus cuidados.

-Sim… espere, mas…

-Eu disse ao seu pai, que ficaria de olho em você, cuidaria, ajudaria nas matérias em que fosse preciso, e nas despesas...

-Por que tudo isso? Para que… quero dizer, bem, não leve isso como uma falta de consideração, por favor, de verdade, eu agradeço muito… fico muito agradecida.

S/n era tão graciosa, dessa forma então, não evitei e ri abafado; ela não sabia o quanto eu a amava, o meu carinho por ela, mas tudo bem, mesmo que doa em mim, pelo menos, quero que ela saiba o quanto eu a considero, isso é o bastante para mim, já que não vou conseguir mais do que isso, eu acho.

-Você disse que não contaria ao meu pai, mesmo que quisesse, porquê?

-Não tomei conta de você… da forma certa... ontem a noite na festa. - comentei pensativo, perdido no nosso beijo tão gostoso.

Se eu soubesse que era ela, talvez o beijo seria mais demorado, mais intenso do que foi, afinal, eu ia estar ciente, que poderia ser último beijo nosso, de quem eu realmente amava.

-Você vai à festa, que as meninas estão preparando para hoje à noite? Eu mesmo irei te levar e buscar.

Me apressei em dizer, para o clima não ficar tenso quanto estava, e como ela estava calada, eu devia falar algo; algo que eu notei de longe, o que estavam conversando com ela.

-Não… - ela sussurrou timidamente, e eu a olhei como "não minta para mim", e só com meu olhar, ela suspirou e mordeu seu lábio inferior. -Então, eu posso pensar, e como será aqui, não precisa fazer isso, posso até…

-Você viu o que aconteceu ontem? Poderia ter sido pior, se eu não estivesse lá. - a interrompi contendo minha preocupação, que era maior do que parecia, contendo minha raiva por aquele homem, e que se não me controlasse, eu iria dizer coisas que não precisavam ser ditas a S/n.

Pelo menos, não naquele momento. 

Desviei meu olhar dela e respirei fundo, colocando minhas mãos na mesa, e apoiando na mesma.

-Eu não… era você. Você é o meu anjo da guarda?

Aquilo me deixou nervoso, e dessa vez, eu podia sentir meu rosto pegar fogo; e em um piscar de olhos, S/n veio até a mim, e me abraçou. E o pior, era que ela estava me pressionando, sabe?

E como eu já estava sensível, aquilo só piorou; senti meu membro doer tanto.

Me levantei, e isso só foi pior, porque meu membro roçou em si… eu estava muito tenso.

Me afastei e fui até a janela, arrumando minha roupa; e logo olhei para baixo, vendo uma protuberância, rapidamente ajeitei minha camisa na parte de baixo, eu puxei a mesma para o lado de fora, para tentar cobrir um pouco. Adiantou? Só um pouco, mas é melhor que nada.

-A partir de hoje, estarei de olho em você, e será quase uma obrigação ter que ligar para mim. - comentei enquanto terminava de me arrumar, voltando minha atenção para si, S/n estava me observando, na parte de cima, ainda bem, fiquei até mais aliviado com isso. -Não importa se estiver de noite, ou na madrugada, de dia… estarei disponível para você. - a avisei de forma séria, e ela sorriu fofamente, me deixando bobo consigo, acho que eu não consigo, não sorrir diante ao seu sorriso.

-Sim, senhor Byun. - ela respondeu com toda certeza, o que me deixou imenso feliz, só espero que S/n cumpra com isso. -Mas alguma coisa? - ela perguntou rindo de leve, sem querer, mordi meu lábio inferior, já perdido em coisas mais além. 

-Tenho tantas coisas para falar com você. - a respondi simplista, tentando não transparecer meus verdadeiros sentimentos. -Mas agora, você precisa ir. Vão achar estranho, eu estar com uma aluna por tanto tempo na sala, no primeiro dia de aula.

Sorri fraco, lembrando que eu estava no meu local de trabalho, e que temos regras, muito rigorosas, chatas e etc.

Ela concordou, e sorriu como retribuição, me deixando babando por si, que garota incrível… S/n fazia meu coração disparar de tal forma, e devo dizer que isso não é fácil para mim. Isso só mostra o efeito que ela tem sobre mim, o amor que eu tenho pela mesma, e que S/n, era a pessoa certa e perfeita para mim; mas, tenho noção que S/n não pensa o mesmo, que eu não posso ter posse dela.

Assim que ela se aproximou da porta, abri minha boca para lhe dizer a última coisa que queria, e que era preciso lhe dizer.

-Senhorita, S/n. - chamei sua atenção, e a mesma se virou de lado para mim. -Diga ao seu responsável, que seu professor mandou lhe dar o número dele para você.

Rimos na mesma hora, e ela assentiu, balbuciando um "pode deixar professor", após terminarmos de rir.

Eu não poderia estar mais feliz do que agora, mesmo com tudo que pode acontecer, mesmo sabendo de consequências que podem ser geradas por erros ou acertos, por controle e descontrole, eu estava feliz e disposto a arriscar tudo, por ela… apenas por ela.

É, ela fez falta para mim. E agora, com ela ao meu lado, farei de tudo para que isso dure.

...À noite…

Ela não havia me ligado até agora, e eu estava bem preocupado.

Eu sei que ela foi… S/n é bem fácil de se "levar", e eu sei o que acontece nessas festas. Sou eu mesmo quem administro elas. 

Queria impor mais regras do que deveria, mas, eu sei como são os jovens, eu já fui um, e eu não era nada fácil; no entanto, sempre tem as consequências, e eu aproveito, quem sempre chega no dia seguinte, com ressaca, ou nem chega a comparecer na aula, está ciente que eu vou aprontar também, afinal, eu aviso sempre antes de sair do local da festa sobre.

Se elas querem fazer isso por livre e espontânea vontade, também faço o que quero, vou tirando ponto antes mesmo de começarem as aulas devidamente. 

Elas vão embebedar minha garotinha.

Preciso ligar para meu tio, saber se ela foi de fato, no entanto, não posso entrar em detalhes, apenas saber se S/n estava em casa.

Nem sinal de vida… onde eles estão? S/n fica sozinha à noite? É a segunda vez que eles não atendem o telefone. 

Não pensei duas vezes, e já estava saindo de casa, não iria demorar, eu iria de carro a buscar; Olhei o relógio de pulso e notei que estava bem tarde, a essa hora ela já deve estar passando mal de tanta bebida.

Eu devo ser mais cuidadoso, e chato, sim chato.

Eu não queria ser assim, mas ela está pedindo para isso.

Dei partida no carro e me apressei até a Universidade, eu tenho que ser discreto, chamar ela e dizer para sair dali, não posso sair a segurando na mão igual uma criança, bem desobediente. 

Nossa, imagine o que eu posso encontrar nessa festa? Vai ser uma grande surpresa para elas, quantas coisas erradas eu vou flagrar.

Para algumas, minha presença vai ser mais do que bem vinda, no entanto, não ficarei mais de cinco minutos.

Cheguei na frente do local, e abri um lado do portão, para os garotos, ali seria o paraíso, para mim, agora não faz muito sentido, era engraçado, e diferente como eu via minhas alunas, eram como minhas irmãs mais novas, senão filhas.

Minha mãe sempre disse, que eu tinha um cuidado e carinho paterno, talvez seja verdade, pois mesmo sem filho, eu consigo ter esse tipo de amor.

Entretanto, com S/n era diferente…

Assim que entrei na festa, até a música parou, os olhares estavam todos direcionados a mim; coloquei minhas mãos na cintura, e olhei cada rostinho ali presente. 

-Acho que não preciso dizer absolutamente nada. - meu tom de voz foi superior, e eu mantive minha postura de responsável. 

Eu estava mesmo frustrado com elas, sempre achei que o sexo feminino fosse mais maduro, mais racional. Não que não sejam, mas algumas pisam na bola, como metade dessas jovens.

-Eu posso explicar. - uma das jovens deu passo à frente, chamando minha atenção, e eu levantei minha mão, a impedindo.

Desculpas era o que menos queria ouvir, nada justificaria, elas deram sua palavra, e eu confiei nelas.

Desviei meu olhar, para um aluno do superior, que estava ali… em uma festa para meninas…  

E o pior, ele estava do lado de S/n.

-O que está fazendo aqui? - o perguntei tentando manter a calma, logo respirei fundo, eu estava levemente ofegante?

-Eu já estava de saída, eu... 

-Então…

O interrompi sendo ríspido, e o mesmo se levantou, bem sem graça, e era mesmo para estar.

-Sim senhor, com licença. - sua voz foi baixa, e eu continuei encarando o mesmo, logo o mesmo passou do meu lado com a cabeça baixa.

-Tem mais algum garoto aqui? - perguntei desviando meu olhar para uma das minhas alunas, que era a segunda responsável, e ela balançou a cabeça, negando que havia mais alguém do sexo masculino na festa.

-Não mais! - escutei uma das alunas se pronunciando, pelo menos ela era verdadeira.

Fechei meus olhos e suspirei, soltando o ar pela boca, em seguida olhei cada uma delas por um segundo, mais uma vez.

-Estou decepcionado com vocês, mas não estou surpreso. - me pronunciei sério, notando algumas abaixarem a cabeça. -Não esperava, que não dessem ouvidos para mim. - desviei meu olhar para S/n, sim, eu estava falando mais para ela, do que para as demais. -Já sabem o que esperam amanhã. - avisei após um suspiro involuntário, voltando a atenção para as responsáveis.

Olhei para o local onde ficava a DJ, sim, tinha uma, e acho que ela era a única que estava sóbria. Eu tinha orgulho dela, uma jovem inteligente e brilhante, e pelo visto, ainda continua em sua razão.

Logo, ela voltou a tocar a música, só que mais baixo do que antes, provável que quando eu sair daqui, volte a música alta, mas isso, já não era um problema meu. Me aproximei da representante, e vi que ela estava consideravelmente embriagada; preciso trocar de representante.

-Você sabe que tem mais culpa do que ela, huh? - me pronunciei seriamente, assim que me coloquei à sua frente, e rapidamente a mesma abaixou a cabeça.

-Desculpa, professor. - ela sussurrou mas eu consegui escutá-la, isso me deixou com o coração apertado.

Mesmo com os erros, e etc, eu ainda ficava com pena delas.

-Tudo bem… amanhã conversamos.

Relevei um pouco a situação, tocando de leve o seu braço; essa menina estava muito quente, e o tempo está bem frio, se isso me preocupou? Demais.

-O senhor vai me punir?

Ri de nervoso, e com certa irritação, ela estava bem, até demais.

Não acredito nisso.

Bem, deve ser a bebida, apenas isso… 

Me afastei dela, e segui meu olhar para S/n, que estava sentada no banquinho do lado; fiz um leve movimento com a cabeça, e felizmente, ela entendeu, foi o que me pareceu pelo menos. E ao me afastar de ambas as jovens, escutei passos de salto alto atrás de mim, deve ser ela.

Para que saltos tão grandes? Era para ficar maior? Ela não precisava disso. Que roupa era aquela? Será que ela não sabe o quanto é bela sem tudo isso? Sem maquiagem, sem roupa curta, chamativa… 

Eu não estava a reconhecendo, e isso me machuca de certa forma. 

Olhei para trás, e era mesmo S/n quem me seguia. Bem, se alguém desse conta do sumiço dela, eu explicaria o motivo, digo que liguei para o seu responsável, e ela foi embora, pois não estava se sentindo bem.. 

-Olha a S/n, já é novata e está querendo conquistar o professor!

Preciso dizer o quanto isso me irritou? Olhei de lado para a jovem, que ficou nervosa e desviou seu olhar de imediato.

Já vi que tenho que ser o mais discreto possível na sala de aula para com S/n.

Ela estava me chamando, se referindo a mim como professor, e eu a ignorei, até chegarmos do lado de fora, ainda bem que não foi preciso dizer para ela continuar a me seguir, a mesma já estava fazendo isso.

Então, ela tinha noção do que estava fazendo? De quem eu era?

Abri a porta do carro, e induzi ela a entrar; S/n me olhou nervosa, não desconfiada, não confusa, e nem tímida, talvez, soubesse o quanto eu estava alterado com tudo isso.

Segundos depois, ela entrou no carro e eu a ajudei, com medo dela se machucar.

-Cuidado com a cabeça. - sussurrei já que estava com meu rosto perto do seu, prestes a colocar o cinto de segurança em si.

-Ah… - ela resmungou passando a mão no topo da cabeça, não creio que ela bateu com a cabeça?

-Sua doida. - sussurrei subitamente, coisas de primos talvez, enquanto prendia o cinto no seu devido lugar.

-Ya! - ela reclamou virando seu rosto para mim, e foi então, que nossos rostos ficaram a centímetros um do outro.

-Pelo visto está muito bem, huh? - sussurrei rente a seus lábios, eles estavam encostando levemente um no outro, de forma tão provocante e gostosa.

Eu podia sentir meu ser pedindo por mais, para tocá-la, senti-la mais uma vez, no entanto, olha onde estávamos. Pode ser, que se estivéssemos em outro lugar, isso também não aconteceria; ela estava fora de si de qualquer jeito, e eu não sou de me aproveitar assim.

-Cuidado com a perna. - a avisei enquanto me afastava, segurando a porta com certa força, olhar para as pernas dela foi um dos meus piores erros, e ela continuava com as mesmas do lado de fora. -S/n. - chamei sua atenção seriamente, levantando meu olhar para o seu, mas nada dela fazer, e talvez, para me provocar, ela cruzou as mesmas. -Coloca as pernas direito, para dentro do carro. - sussurrei nervoso, após engolir em seco. -Eu preciso fechar a porta. 

Fechei meus olhos ao sentir ela passando seu pé, bem em uma das minhas pernas, o que me deixou tenso, eu tinha que me manter forte, mesmo que aquilo fosse tentação demais.

-Um... - sussurrei abrindo meus olhos lentamente, e ela subia mais um pouco.

Desde quando ela era assim? Ficamos longe um do outro por tanto tempo assim?

-Dois… - sussurrei com dificuldade, sentindo ela encostar seu pé em meu membro, roçando o mesmo, aquilo me deixou excitado, e eu que já estava sensível, fiquei pior, aquilo me arrepiou por inteiro.

Mas, eu tinha que ser racional.

-Já chega… - sussurrei segurando suas pernas e as colocando para dentro, com certa brutalidade, mas sem a machucar.

-Ah! - ela reclamou manhosa, isso porque não fui bruto, imagina se eu tivesse pior?

Digo isso de um modo diferente, quase, sexualmente falando; eu nunca conseguiria a machucar, nunca. Mesmo que eu me descontrole, por estar nervoso demais, ou excitado demais... eu nunca levantaria minha mão para ela, ou algo assim, isso seria inadmissível.

Entrei no carro, e de imediato, dei partida no mesmo, não queria me demorar muito, com S/n do meu lado, e eu assim, desse jeito… boa coisa não daria; Apertei o volante tentando me acalmar, e sinto seu olhar sobre mim, me queimando por dentro.

-Baek… ou professor Byun? - ela me perguntou com o tom de voz provocante, o suficiente para me fazer semicerrar os olhos e suspirar, e automaticamente, apertei com mais um pouco de força o volante.

Bem, para alguém que faz tempos que nunca mais transou, isso era mais do que um convite, um estímulo em boa dose, algo sufocante e muito golpe baixo. S/n estava certamente judiando de mim. 

-Tanto faz…

-Está me ignorando? - ela questionou rapidamente, me deixando bem nervoso, eu não queria a magoar, assim como eu.

-Estou chateado com você. - sussurrei sinceramente, a olhando de relance, S/n estava atenta a mim, mais do que hoje cedo.

Será que sua atenção tinha certo motivo? Algo a mais do que uma simples atenção ao que eu dizia?  

-O que eu fiz? - ela perguntou inocente, e eu ri abafado, mordendo meu lábio inferior em seguida, e balançando minha cabeça lentamente.

-Claro… o que você fez… - sussurrei pensando no seu estado, falar com ela nessa hora, seria falar com as paredes. -Eu não vou gastar minha voz com você, não agora, não está em sã consciência. - comentei seriamente, certo de mim, e logo desacelerei o carro, para parar no sinal. -Amanhã nós resolvemos. - sussurrei virando meu rosto para ela, enquanto encostava meu cotovelo na porta do carro, passando meu dedo indicador em meu queixo.

Não pude deixar de imaginar S/n e eu juntos, uma boa transa naquele carro, bem, essa era uma das minhas fantasias, um desejo que poderia se tornar realidade hoje, mas pelo jeito, olha em que situação nos encontramos. 

Estávamos quase perto de sua casa, o clima estava mais calmo, e eu também, ainda bem… agora, só ela coopera comigo.

-Baek… eu quero voltar lá… - ela resmungou, enquanto se remexia no banco, o que me fez desviar a atenção para si por um segundo, e não evitei olhar para a saia do seu vestido, que estava bem acima da sua coxa. -Tem um moreno tão bonito. - ela sussurrou graciosamente, e eu voltei meu olhar para cima, a mesma fazia um desenho de coração na janela do carro, digamos imaginário, mas para mim, isso não era tão "imaginário" assim. -Eu quero me casar com ele…

Ri de leve, sorrindo fraco em seguida, meu sangue estava fervendo, eu estava mesmo com ciúmes? 

Umedeci meus lábios e voltei minha atenção para a estrada, tentando ignorar o que ela disse, mesmo que fosse inevitável, mesmo que eu estivesse inquieto com isso.

-Ah, ele era tão bonito. - ela continuou a se pronunciar, com tanto gosto em suas palavras parecia mesmo… apaixonada. -Um moreno… - ela sussurrou após um longo suspiro, então, aquele garoto na festa, era esse mesmo que ela estava se referindo?

Ele estava dando em cima dela… só pode… o conheço, nunca gostei dele, e agora, mais ainda.

-Vamos voltar lá, para ver ele, e...

-Você vai para casa, seus pais vão ver o seu estado, e eu não vou nem precisar falar nada. - a interrompi a olhando de lado, S/n estava virada para mim, e seu sorriso desaparecia aos poucos. -E amanhã, você ainda vai ser obrigada a me escutar. - a avisei sério, olhando bem em seus olhos, e quando pensei que ela iria se intimidar, ficar tímida, a mesma sorri ladino.

-Você é nervosinho… - ela sussurrou mordendo seu lábio inferior, enquanto desviava seu olhar para baixo. -Acho que as meninas gostariam de saber o quão nosso professor é irritadinho, selvagem também…

-Você não vai falar nada…

-Me obrigue.



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