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História My Criminal Side - Capítulo 16


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Capítulo 16 - Informações importantes


Quando Molly levantou a cabeça, pôde enxergar Taemin abaixado em sua frente. Um sorriso brotou nos lábios da menina e ela levantou-se para abraçar o rapaz, que retribuiu o abraço e levantou-se com a mesma nos braços.

— Taemin, faz tempo que eu não o vejo! Você sumiu, aconteceu alguma coisa com você? — Indagou a menina, enquanto observava o rapaz.— Aconteceram tantas coisas comigo, que se eu te contasse você não iria acreditar! O que faz por aqui?

— Whooa, calma querida. Eu estava passando por aqui e acabei te encontrando por um acaso. O que faz aqui sozinha? — Taemin perguntou, sentando-se no banco e colocando a menina sentada ao seu lado.

— Não estou sozinha, estou com o Jackson e o Taeyong. Eles estão um pouco ocupados, mas já voltam. Você perdeu o funeral da vovó e dos seus amigos, o que aconteceu? Por que não apareceu? — A menina cruzou os braços, fazendo bico por estar brava.— Não podia ter faltado! Aliás, o que aconteceu com o seu rosto? Parece que entrou em uma briga e esqueceu de bater.

— Eu tive uns problemas, por isso sumi de repente, e...sim, acabei brigando com alguém sim. Pedi desculpas ao Jimin por não aparecer no enterro da sua avó, visitei meus amigos que morreram no dia do tiroteio, ainda estou muito triste com tudo isso. Vocês mudaram de casa...? — Disse o rapaz, e a menina assentiu.

— Eu fiquei triste porque os amigos do Jimin morreram há tiros, será que foi uma chacina ou atentado terrorista? É meio difícil de saber, o Jimin não me conta nada, só disse que os amigos dele morreram em um tiroteio, o Taeyong também foi atingido, mas por sorte não foi grave, ele dormiu por quase três dias! — A menina contou, e o rapaz assentiu, prestando atenção em cada palavra dita pela mesma.

— Eu sinto muito pela sua avó. Ela era uma pessoa tão boa, cuidava de vocês tão bem...deve ter sido horrível.— Disse o rapaz, e a menina ficou triste de repente, lembrando-se de como sua avó era alegre.

— Obrigada. Foi muito horrível mesmo, eu vi tudo, 8 brutamontes apareceram lá e atiraram nela, que nunca fez nada pra ninguém. Foi assustador, eu pensei que eles me encontrariam e pensei que iria morrer também, mas ainda bem que eles foram burros. A mas eles não vão escapar, o Jimin disse que vai cuidar de tudo, eu fiz um desenho do rosto deles, isso ajudou muito a descobrir quem são. Até agora só descobrimos quem é um deles, mas o restante que me aguarde, a morte da vovó não vai ficar por isso mesmo.

— Vocês descobriram? E quem era o maldito? — O rapaz perguntou, demonstrando interesse.

— Eu não lembro o nome dele, mas é a cópia do moreno alto. Eles tem o mesmo rosto, são incrivelmente idênticos, mas eu consigo reconhecer a cara de nojento daquele assassino de longe...— Disse a menina, entredentes. Com aquela breve descrição, Taemin pôde saber que se tratava de Jonghyun.— Jimin vai colocar toda a polícia de Seul atrás deles, eu tenho certeza. O único que provavelmente vai escapar é o homem mascarado, porque eu não consegui ver o rosto dele, só...

— Hm...Moreno alto? E... Aonde você e o Jimin estão morando...? — Taemin cortou a menina.

— Ih, nem eu sei! É um pouco longe de onde morávamos com a vovó, tiveram que me transferir de colégio, estou em um hospício agora. Acho que confundiram com um inferno, mas tudo bem, eu perdôo eles. Jimin e eu estamos morando com o Jackson e o Taeyong em uma enorme mansão. É a mansão do moreno alto que tem o irmão gêmeo assassino, ele é bem legal, não nos tratou mal e está sendo incrível com o Jimin. Acho que ele se sente culpado pelo que o irmão dele fez com a vovó, eles são podres de ricos.— Disse a menina, e Taemin arqueou as sobrancelhas, capitando todas as informações.— Tenho um quarto enorme só pra mim, é maior que a nossa casa antiga! Eu bem que falei pro Jimin que poderíamos ir morar com você, mas ele não quis, disse que atrapalharia nos afazeres, faz tempo que eu não vejo a sua cachorrinha, sinto falta de brincar com ela.

— Entendo...e na mansão onde vocês estão morando, lá tem salas secretas? Tipo, salas que são proibida a entrada de alguém?

— Tem, sim. No dia do funeral da vovó eles quase surtaram quando eu entrei na sala. É proibido ultrapassar um corredor importante lá, as portas tem senhas e são inacessíveis, eu nem sei a senha normal da porta de entrada, não posso sair nunca, nem pro jardim. Ricos são um pouco chatinhos com as coisas, não é? Mas eu entendo, o Jimin disse que aquela sala de...sala de segurança era como a nossa casinha da árvore que tínhamos com a Lilly, um local secreto só deles. É proibido a minha entrada, talvez por eu ser nova demais para entrar lá, mas um dia eu acho que eles vão me deixar entrar.— A menina contou, entretida com a presença do rapaz.— Eu tenho que respeitar o espaço deles e esperar esse dia chegar.

— Espaço deles...? Quantas pessoas moram nessa mansão? O que tinha na sala de segurança que você está falando?

— Moram o trisal de gays, o casal de gays, o Jimin e o moreno alto, Jackson e Taeyong, e eu.— Disse a menina, e o rapaz pôde entender as referência e sacar quem eram as pessoas em que Jimin e Molly estavam morando.— Na sala de segurança eu não reparei em muitas coisas, era um local pouco iluminado, era bem escuro. Parecia uma sala de cinema, as luzes vinham do chão e o chão era preto, não tinham tantas luzes assim. Havia interruptor para acender a luz normal do teto, mas acho que eles não gostam de luz naquela sala, são bem sérios quando estão lá dentro, acho que ficam jogando xadrez. Reparei que tinha uma enorme lousa branca de canetões, e tinha quadros com informações, fotos de pessoas conhecidas e desconhecidas, com linhas vermelhas ligadas a cada pessoa, nomes e informações. Achei bem cenário de filme, eles parecem detetives!

Taemin assentiu e sorriu minimamente, um pouco irritado por dentro. Molly sempre fora uma criança muito tagarela, ele não suportava quando a menina falava tanto, e ela falava sempre tão rápido que às vezes era difícil de entender ou acompanhar. Daquela vez ele estava um pouco realizado por ela estar falando tanto, pois ele precisava recolher o máximo de informações possíveis da menina, e estava gravando toda aquela conversa para repassar aos seus superiores.

— Você deveria aparecer lá qualquer dia, peça a localização para o Jimin, eu vou adorar te mostrar o meu quarto novo. Decorei ele com papel de parede de unicórnios e forrei o teto com estrelinhas, agora eu tenho um closet enorme, parece ser do tamanho da cozinha da minha antiga casa, é bem espaçoso, ainda não consegui completar ele inteiro. Tem algumas caixas e coisas que não são minhas, eu pedi pro amigo do Jimin tirar tudo, mas ele só tirou as fotos do rosto dele. Parece que aquele quarto é do irmão gêmeo dele, eu me sinto tão traíra dormindo no quarto do assassino da vovó...— A menina falou, e por fim respirou fundo.

— Jimin e eu vamos conversar sobre isso...Você viu o que tinha naquelas caixas? 

— Ah, papéis. Muitos papéis, eu não li nada mesmo sendo muito curiosa, porque eu fiquei com medo de alguém aparecer no quarto e brigar comigo, também não tem nenhuma figurinha, só gráficos e textos enormes, eu tenho preguiça.— Disse a menina, e o rapaz pareceu mais interessado.

— Esses papéis, você pode consegui-los para mim? 

— Pra quê?

— Pode ajudar nas investigações, pode ser os documentos do assassino da sua avó ou pode ter dados ou coisas importantes que entregue ele de alguma forma. Eu quero muito ajudar vocês na investigação...— Taemin explicou, e Molly entendeu.

— Ah, então sendo assim, acho que eu posso. Quanto mais pessoas ajudando, melhor, não é? — Ela sorriu, fazendo seus olhos virarem dois risquinhos.

— É, é sim! — Disse o rapaz, vendo Jackson se aproximar cada vez mais, mesmo ainda distante.— Querida, eu preciso ir embora agora. Outra hora eu pego esses papéis com você, leve-os para o seu colégio que eu passo por lá pra pegar, tudo bem? Não diga nada sobre o que conversamos pra ninguém, nem mesmo para o Jimin ou o Jackson, pra ninguém mesmo. Eu...quero fazer uma surpresa pra ele e desvendar os assassinos, capitch?

— Capitch! Ficarei quietinha.— A menina sorriu, fazendo sinal de silêncio com o dedo indicador.

— Promete?

— Prometo! — O último dedinho da menina cruzou no mindinho do homem e ela selou com o polegar, firmando uma promessa.

— Boa, garota! Agora eu preciso ir, então...até mais! — O rapaz levantou-se e colocou o boné preto, logo saindo dali o mais rápido possível.

Molly voltou a olhar para o urso distraidamente e logo Jackson chegou, olhando-a estranhamente.

— Quem era o homem que estava aqui com você, princesa? — Perguntou, preocupado.— Cadê o Taeyong?

— Era o Taemin, e o Taeyong entrou naquela loja.— Molly apontou.— Ele me pediu para ficar aqui, e eu não saí pra lugar nenhum.

— O que o Taemin estava fazendo aqui com você?! Sobre o que conversaram? O que ele disse? Ele fez alguma coisa?! — Jackson largou a bandeja de lanches no banco e puxou a menina pelo braço, olhando-a dos pés à cabeça e virando-a.— Será que ele colocou uma escuta?  Você não abraçou ele não, né princesa?

— Ele... estava só passando. Conversamos sobre ele e o Jimin, e ele disse que estava ocupado nos últimos dias, por isso sumiu e não foi ao funeral da vovó. Ele não fez nada, por quê faria? — Molly estranhou, e o rapaz suspirou aliviado.

— Ah...não é nada. Por um instante eu blefei. Ah, comprei doces, toma um! Vamos atrás do Taeyong...? — O rapaz pegou a bandeja e a mão da menina, que assentiu e o guiou até a loja em que Taeyong tinha entrado.

Era uma loja para maiores de 18. Ao tentar passar pela portaria, a menina fora barrada pelo segurança juntamente de Jackson.

— Desculpe senhor, mas não é permitido a entrada de crianças.

— Ahm...Princesa, você pode ficar aqui na porta com o segurança só um pouquinho? Só vou puxar o Taeyong para fora e já volto.— Disse o Wang, e Molly assentiu. 

O rapaz adentrou na loja e a menina ficou do lado de fora, observando o homem enquanto tentava abrir um saquinho de doces. Este virou o olhar para dentro da loja e voltou seu olhar para a menina, suspirando pesadamente e puxando o saquinho da mão da mesma. Abriu rapidamente e entregou à mesma, que se curvou em agradecimento.

— Obrigada, senhor.

— De nada. Aquele homem é seu pai? Ele parece bem novo.

— Ele não é meu pai, mas é como se fosse meu irmão mais velho. Eu tenho outro irmão, mas ele é bem ocupado, deve ser bem importante, vive trabalhando, mas às vezes eu acho que ele parece um vagabundo, não sei nem do que ele trabalha. O senhor é segurança daqui há muito tempo? — Indagou a menina, pegando uma jujuba esverdeada.

— Trabalho aqui há cerca de um mês. Não sou exactamente um segurança, mas o que eu faço é ultra secreto. Voltei para a cidade há pouco tempo, antes eu morava na suécia.

— Whoaa que legal, como é viver lá?! — A menina pareceu animada.— Ultra secreto, uh...

— Eu não sei explicar muito bem, mas não é ruim. É um lugar muito lindo, existem muitos pontos turísticos incríveis, peça aos seus irmãos para te levarem lá um dia, vale muito a pena.

— Certo! Como é o seu nome? O meu é Maria Molly, Park Maria Molly.— A menina estendeu uma mão vaga para cumprimentá-lo, e o homem observou a mão da menina paralisado.— Senhor...? 

— Ahh, eu...meu nome é...DongYul, Park DongYul.— Ele tocou na mão da menina, cumprimentando-a.— Você me lembra alguém...

— Quer uma jujuba? O senhor ajudou a abrir, seria egoísta eu não oferecer. A quem você disse que eu lembro?

— Não quero, obrigado. Molly, você não deveria falar tanto tempo com estranhos, sabia? — DongYul suspirou, encarando-a seriamente. O sorriso da Menina se desfez e ela assentiu.

— Tem razão, o Jimin disse para não falar com estranhos.— Molly se afastou um pouco, olhando para a loja.

— Jimin...? — O homem arqueou as sobrancelhas.

— Meu irmão mais velho.

Após Molly dizer aquelas palavras, o segurança tossiu três vezes e encarou a menina, logo virando o rosto e saindo de seu posto, indo para o fundo da loja e entrando na área dos funcionários. A menina estranhou e finalmente Jackson apareceu com Taeyong, que estava lotado de sacolas.

— Aonde está o segurança que estava aqui? — Indagou o Wang, e Molly apontou para a porta onde o homem entrou.— Ata, vamos embora.

— Tudo bem.— A menina assentiu.

                                         (...)

— E não é que a pirralha soltou muitas informações mesmo?! — Jonghyun exclamou, animado.— Cara, como você faz isso!?

— Eu tenho a confiança dela. Ah, não foi fácil de conseguir, acredite. Ela era uma criança chata e difícil no começo, agora eu sei como lidar com ela melhor do que qualquer um, logo eu terei os documentos que ficaram perdidos no seu quarto, e então poderemos ficar livres de problemas e até recuperar uma boa parte do que foi perdido.— Disse o rapaz, e o Jeon assentiu.— Ela me entregará no colégio, e eu tenho certeza que ela não vai ler nada, pois ela não gosta de textos sem figuras ilustrativas. 

— Quem garante que a pirralha não vai contar para o pessoal dela? — Indagou o líder.

— Ela prometeu que não contaria. 

— E você acreditou?

— Ela não mente.

— Ah, claro. De qualquer forma, nós temos que ter certeza de que ela não vai abrir a boca pra ninguém, nem para o irmão dela, vocês sabem que ele é o alvo principal para chegar na So-min, e temos que tirar os obstáculos de circulação.— Disse o líder, e Taemin o encarou, um pouco assustado com as palavras do rapaz.

— Ela não vai falar nada pra ninguém, eu tenho a confiança dela e juro que ela não vai dizer nada. Não é preciso tirá-la de circulação ou seja lá o que pretendem fazer, lembrem-se que é só uma criança! — Disse o rapaz, e o líder riu.

— Eu não me importo se é uma criança ou a velha da avó dela, eu faço o que quiser para conseguir o que eu quero. Acho bom essa pirralha não abrir a boca pra ninguém, e quando por as mãos nos documentos, traga-os para mim o mais rápido possível, eu espero mesmo que ela e nem ninguém tenha lido aqueles papéis, ou então eu corto a língua dela.— Disse o líder, logo saindo dali e deixando os rapazes sozinhos.

— É, parece que você tem compaixão pela garotinha. Se acostumou com ela no seu pé? — San E debochou, e Taemin sentiu seu sangue ferver. 

— Vai pro inferno.— Socou a parede ao seu lado e saiu da sala de reuniões.

Jonghyun encarou os rapazes ao seu redor e correu atrás de Taemin. Odiava aqueles que era obrigado a chamar de parceiros. 

 



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