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História My Dark Academia - The Better Justice(Interativa) - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Olá, estou dando inicio a minha primeira fanfic longa(Só tinha postado One-Shots até agora). Como assisti pela primeira vez Boku No Hero e gostei tanto, ganhei determinação suficiente para escrever.

Tinha curiosidade sobre esse anime na perspectiva dos vilões, algo mais explícito, realmente mostrando a parte mais desprezível desse mundo.(Desde fome, preconceitos, assassinos até mesmo organizações fazendo experimentos ilegais). E adorei a Himiko Toga, então juntei o útil ao agradável e comecei a escrever.

Espero que gostem <3

Capítulo 1 - O Contrato - Prólogo


Fanfic / Fanfiction My Dark Academia - The Better Justice(Interativa) - Capítulo 1 - O Contrato - Prólogo

.  Ureki ao abrir seus olhos, não conseguia sentir seu corpo. A escuridão preenchia a sala que o mesmo se encontrava, todas tentativas de localizar a si acabaram por falhar. Dentre seus sentidos, o único que lhe concedeu alguma resposta foi seu olfato, o odor nesta sala era algo conhecido, algo tão gratificante a ponto de ficar excitado.

— SOCORRO! Com todas as forças em seus pulmões, Ureki gritou.

   Após instantes, uma forte luz foi direcionada para sua face. A retina de Ureki queima, afinal, seus olhos haviam passado muito tempo na escuridão. Agora lacrimejaram, com uma sensação dolorida. Após o interruptor da sala ser ligado, finalmente pôde entender sua situação. Encontrava-se amarrado a uma cadeira, com várias cordas que impossibilitavam qualquer movimentação de seus braços ou pernas, o rosto de Ureki ainda permanecia coberto por lagrimas, causadas pela luz repentina. Silenciosos minutos depois, um calafrio percorreu sua espinha quando um homem entrou na sala. Suas vestes eram sociais, com um tom preto. Apenas seu colete e gravata, detinham contraste branco. Mesmo com um semblante fraco fisicamente, seus olhos eram completamente perturbadores. Desprezo era exalado em Ureki, que facilmente começa a entrar em pânico.

— Sua individualidade deixa as pessoas mais sensíveis, garanto que lhe foi útil. O homem termina sua frase gesticulando para os instrumentos de tortura, acima da mesa.

— ME SOLTA, SEU MERDA! Gritou o preso. Com sua respiração a cada segundo, ficando mais pesada. Desesperadamente tentou inúmeras formas de retirar as cordas, mas todas elas eram fúteis, igualmente as suas expectativas.

   Ainda com seus olhos em Ureki, caminha lentamente em direção ao mesmo. Sons de gritos, providos do preso, preenchem toda sala. O corpo e rosto do mesmo, agora se encontravam cobertos de suor, o homem afrouxa sua gravata e pronuncia com uma entonação indiferente. 

— Enquanto olho para você, consigo enxergar em suas costas todas as mulheres que foram torturadas aqui. 

   A face de Ureki jaz completamente vermelha, em uma mistura de lagrimas e suor. Ao ver essa cena, a indiferença do homem é transformada em nojo e desprezo, com um soco disparado na cabeça de Ureki. Um ataque sem dificuldade para o homem, mas o suficiente para fazer o preso cuspir sangue. Enquanto segura sua cabeça, que ainda permanece confusa pelo impacto repentino, o homem sussurra com raiva, perto do ouvido de Ureki.

— Pela minha vontade, eu teria te matado no mesmo instante que te prendi aqui. Afastando-se ,momentos depois, o homem recobra o rosto de indiferença. — Mas isso não seria completamente justo, afinal, você deixou mulheres sem algum alimento presas, somente para depois violenta-las com facilidade.

   Ureki agora em estado de choque, já havia desistido. Quando o homem, perto da porta de saída, afirma. — Esse local que você projetou, é mesmo impossível de fugir.  Após rir sarcasticamente, coloca uma estranha garrafa de água no chão. — Olhe aqui, essa garrafa é muito importante. 

-O tempo que um ser humano consegue ficar sem comida é longo,  eu mesmo sei disso, mas a falta de água poderia te matar em poucos dias. Declara isso enquanto vira de costas, continuando a frase.— Ninguém virá te salvar, isso tenho certeza, e depois até imagino o que vai acontecer. Com seus olhos fechados, como se estivesse esforçando-se para ver o futuro, o homem afirma. — Em desespero você tentará tirar as cordas de todos os jeitos possíveis, talvez até quebre alguns ossos no processo. 

   Agora com os olhos abertos enquanto abre a saída, sua última frase é pronunciada antes de trancar a porta de metal. — E com sede e fome, acabará rastejando até essa garrafa, para prolongar um pouco sua morte...

   Quando a porta se fechou, uma sensação de alívio preencheu o peito de Hyuga, afinal, os gritos de desespero de quando largou Ureki dentro da escuridão, pararam totalmente, mesmo estando tão perto. "Esse lugar é realmente excelente" Pensou o mesmo. Hyuga sente algumas leves gotas de água sobre seu cabelo, a sensação era ótima. Enquanto retira seu celular do bolso,  as  gotas gradualmente aumentavam sua intensidade. Por seu carro estar longe, o mesmo teria que se molhar no caminho da volta. Por conta da chuva fria, uma sensação de déjà-vu vu tirava seu folego. Enquanto olha para cima, percebe o quão tudo era tão familiar...

...

   Após ser obrigado a fugir de casa, vagava pelas ruas do centro da cidade. O céu completamente nublado, estremecia seu corpo com o frio. Sua mente jazia dominada por desespero, por que não havia lugar algum para morar. Enquanto leves gotas de chuva caiam em seu rosto, um som era jogado em direção a Hyuga. Era um grito de um animal, acompanhado a sons de algo sendo pisoteado. Ao imaginar a cena, sentiu seus membros adormecerem por um segundo. Mesmo não entendendo o motivo, suas fracas pernas correm em direção ao som. Adentrando um beco, a visão de dois jovens sorrindo enquanto usavam seus pés na cabeça de um gato, era perturbadora para Hyuga. O animal que antes gritara, agora não tinha mais forças para fazer um barulho sequer.

— PAREM! Ao lembrar de seu pai, sua boca havia gritado por conta própria. Olhares de ambos fixaram-se em Hyuga, somente para rir, ao perceber que uma criança havia tentado dar ordens. 

— Então por que você não toma o lugar dele? Um dos jovens perguntou, enquanto se aproximava do mesmo. 

   Qualquer criança correria assustada após ver isso, mas se Hyuga fosse embora, seria igual aos heróis que uma vez o abandonaram. "Isso é injusto" Pensou, enquanto apertou seus punhos. Após perderem totalmente o interesse no gato, o mesmo conseguiu se arrastar para fora da chuva. Ambos sentindo-se superiores, partiram para cima do garoto. O primeiro usando uma individualidade para criar pedras, arremessando-as em direção de Hyuga, como seu tempo de reação era lento, foi acertado por uma pedra pontuda, perfurando-o e fazendo o mesmo sangrar. O segundo foi diretamente fazer contato físico, empurrando Hyuga para o chão para chutar seu peito, igualmente ao gato. Fugir ou ganhar essa luta, era impossível. 

   Com sua visão escurecendo, a criança não tinha força o suficiente para defender a si mesmo. Mas quando cuspiu o primeiro dente, finalmente decidiram parar, afinal, tinham medo de mata-lo. — Na próxima vez, é melhor sair correndo... O mais velho ofegantemente falou, enquanto dava as costas para ir embora. Agora deitado ao chão, frias gotas de uma tempestade cortavam seu rosto. Tudo estava ficando frio a medida que a chuva, misturada ao próprio sangue, escorria pelo seu pequeno corpo. 

— Será que vou morrer? Perguntou para o vazio que preenchia seu redor,  impiedosamente, ignorou a existência do mesmo. Com suas pálpebras agora fechadas, vislumbra a escuridão de si mesmo, finalmente aceitando seu destino.

 "Você ainda tem vontade de viver?" Uma calma voz, ecoa por toda sua mente.

— Sim... Com enorme dificuldade, a criança responde. 

"Mas você odeia heróis e vilões, assim nunca terá um lugar para viver." A voz que antes calma, agora sorria sarcasticamente dentro da consciência de Hyuga.

   Lembranças familiares ocupam sua mente. Sendo somente uma criança, tudo havia sido extremamente difícil em sua vida. A cena da própria mãe chorando enquanto implorava para um vilão poupar seu marido, era uma imagem fixa na mente de Hyuga. 

"Se os heróis tivessem feito seu trabalho, talvez os dois ainda estariam vivos" Cada palavra causada pela voz, transformava todo seu ódio em desprezo. 

"Agora me diga, qual seu VERDADEIRO desejo?" Com essa simples frase, todo desprezo era condensado dentro da alma de Hyuga.

— Vingança. Sem pensar duas vezes, responde. Todas lagrimas que antes o afundavam ao chão, junto da chuva e sangue, agora não existiam mais. A única expressão em seu rosto era de sua determinação. 

"Perfeito." Sorriu a voz em sua mente. Seu corpo que antes estava frio, agora permanece fervendo. "Eu te darei uma nova vida, mas com inúmeras desgraças." A dor que antes cortava seu corpo, a cada segundo era ignorada por Hyuga. "A dívida será pesada, seu corpo ainda criança, vai desabar em meio ao caminho" 

   Ao levantar-se com extrema dificuldade, Hyuga observa seus cortes e sangue de minutos atrás. A dor não havia sumido,  qualquer criança de sua idade desmaiaria ao passar por algo sufocante como isso. Mas quando sua determinação chega ao ápice,  em sua alma é cravada a palavra mais importante de sua vida. "Faça justiça". Em meio a água que escorria em seu rosto, Hyuga gritou o mais fortemente possível, que não morria até pagar essa divida.


Notas Finais


Pretendo escrever vários capítulos, já tenho a ideia de boa parte da trama. Mesmo não esperando visualizações, me contendo ao saber que pelo menos uma pessoa gastou alguns minutos da sua vida na minha história;

Faz pouco tempo que comecei a tentar escrever, então qualquer critica é bem-vinda. Obrigado por ler!


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