História My Darkness - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias Hailey Rhode Baldwin, Justin Bieber
Personagens Justin Bieber, Personagens Originais
Tags Drama, Hailey Baldwin, Justin Bieber, Sexo
Visualizações 126
Palavras 3.311
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Festa, Hentai, Mistério, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá meus anjos, tudo bom? Espero que sim!
Estou de volta, com um capítulo muito maravigood para vocês. E espero de todo meu coração que vocês gostem.
Estamos perto do final, omggg, estou muito emotiva também sobre isso. Mas podem ficar calmos, que ainda vai ter muito coisas!
Amo vocês.



✹ Justin Bieber nem Hailey Baldwin me pertence, apenas, suas personalidades.
✹ essa Fanfic não tem o intuito de denegrir ou manchar a imagem dos personagens na vida real.
✹ assédio, estupro e qualquer coisa errada que eu monstro aqui, não é um incentivo, e sim uma crítica. Então por favor, se você ver alguém tendo problemas parecido com esse, ajude-a de qualquer maneira.
✹ Fanfic de total autoria minha, plagiou crime e não pensarei duas vezes em denunciar qualquer coisa.
✹ existem Fanfic que o mesmo tema é que realmente são parecidas com a minha, qualquer problema, por favor entre em contado comigo por mensagens privadas.
✹ está Fanfic não está dirigida ao gênero 'romance' já dizendo, que qualquer aparição disso, é apenas ilusões devido à mente do personagem.
✹ Fanfic contém cenas fortes, de torturas e etc... já aviso para quem não gosta.

♡♡♡

Capítulo 11 - The Evil.


Fanfic / Fanfiction My Darkness - Capítulo 11 - The Evil.

- sua mente as vezes pode ser sua melhor amiga, e a sua pior inimiga. 


Charlotte Brown.

Eu não conseguia pensar em nada, além do grande medo que rodeava-me. Ver Justin daquela maneira conseguia me amedrontar mais do que ver ele tentando me causar as maiores dores possível. Minha filha já não estava mais ali novamente, retirada de mim sem nenhuma piedade do que eu iria sentir ao não ter mais Cristal perto de mim. A brisa que passava pelas gretas da janela, faziam meu corpo estremecer na cama com um péssimo colchão, e sem nada para aquecer meu corpo. Justin, estava do outro lado do quarto, sentando o chão e encolhido. Ele parecia pensar, e não falava nada, apenas encarava-me sem nenhuma expressão. Eu queria saber o que estava acontecendo, mas nada com uma forma lógica explicava a situação. H, havia dito que iria cuidar de mim, mas está conseguindo me levar ainda mais para o fundo do poço. Eu realmente já não conseguia mais pensar em algo que poderia ser bom. 

— Justin.– sussurrei. Eu sabia que ele tinha escutado, mas me ignorou.– Justin, o que está acontecendo? 

Ele que havia tirado seus olhos do meu, voltou-me a encarar. Seus olhos estavam vermelhos, é mais escuros, típico quando Justin entra em seus surtos. Tentei transmitir um pouco de calma para que não surtasse e piorasse com tudo que já estava perdido. As correntes me impediam de chegar mais perto, o poder dizer que eu era sua luz. Então apenas implorei com meus olhos para que ele ficasse calmo e me desse uma explicação sobre tudo. Henry, não me parecia uma boa pessoa, ele assustava-me como Justin sempre fazia. Talvez seu único intuito fosse machucar a Justin. Minha cabeça ficava confusa com mil teorias sobre o caso, deitei-me de uma maneira mais confortável no colchão duro, tentando acalmar meus nervos que estavam a flor da pele. 

— Charlotte.– ergui minha cabeça com o voz de Justin me chamando, encantei-o curiosa.– obedeça ele, e fique viva. Não fique perto dele, Henry não vai te ajudar. Fuja na primeira oportunidade com Cristal. E vá até o centro da cidade, preocupe na única loja de marcenaria e diga que você é a Charlotte. Eles vão te deixar segura.– ele disse ofegante. 

— o que? O que você está falando Justin?

— eles vão me matar, e depois você, e Cristal. Para não restar ninguém que pode dar continuidade ao que eu faço. 

— mas eu tenho que cuidar de você. Não é isso? E o meu dever.– me desesperei, querendo desabar. Mas eu sabia que tinha que me manter bem, era a única solução. 

— faça o que eu mando. Sempre.– Justin aumentou seu tom, quase berrando comigo. 

— eu não posso. Não dá. Tenho que ficar com você.– ele se irritou, e me encolhi no canto. Não queria o desagradar. Meu corpo dizia para aceitar e ficar calada, que no final ele estaria morto é eu livre disso. Mas a minha parte afetada pelos seus atos, completamente aérea dizia que meu dever era morrer ao seu lado. Continuar calada e aceitando, tudo, porque esse era o meu maldito destino.   

— não fale mais nisso. Você vai fazer o que eu mando. Não é isso que você aprendeu vadia?– abaixei minha cabeça e assenti, quieta como sempre.– quando ele entrar aqui, obedeça. Apenas faça isso charlotte, sempre o obedeça entendeu? 

— por que? Justin, o que ele quer?– ele estava com a minha filha, e parecia ser um homem ruim. Eu não poderia continuar sendo enganada, minha mente estava confusa. É um grande labirinto sem saída estava formando-se dentro da minha cabeça. 

— Charlotte sem perguntas. 

— mas... 

— quer que eu te bata? Cala a porra da boca.– rosnou, e vi a hora no qual ele iria arrebentar as correntes e vir para cima de mim. 

Abracei meus joelhos e escondi meu rosto no meio das minhas pernas, sentindo meu rosto ficar completamente molhado. Meu coração se apertou, eu não sabia mais o que fazer, ou que reação ter. Estava dividida, entre acreditar no Justin, que apenas me faz mal. Ou em um homem, que eu acabei de conhecer é tem minha filha em seus braços. Eu sabia, que não iria conseguir subestimar a palavra de Justin. E que quando eu conseguir sair daqui, eu vou voltar a ser dele. Mesmo que eu não queria, minha cabeça irá me obrigar a fazer isso. Meu lado afetado por suas ações, que tomam praticamente contam de todas as minhas partes irá me fazer ser dele em qualquer hipótese. E eu terei que aguentar, a cada dia mais. Não posso pensar apenas em mim, minha filha irá ser dele, minha bebezinha está nas mãos dele. Henry adentrou o quarto, me fazendo voltar à realidade. O encarei com certo desdém, ao ver o homem segurando minha filha novamente em seus braços. Cristal, assim que me viu esticou seus braços resmungando e se debatendo no colo de Henry. Sorrir reconfortante para ela, pedindo silêncios com as mãos. 

— você está bem Charlotte?– no mesmo instante que ele sentou-se perto de mim, o pânico tomou conta do meu corpo. Arregalei meus olhos, encarando Justin piedosa. Seus lábios abriram e fecharam sem transmitir som, eu entendi o que ele queria dizer. 

— estou.– sussurrei. 

Cristal quebrou completamente sua fala, começando a chorar desesperadamente tentando vir para meu colo. Segurei minhas lágrimas, sentindo meu peito doer. Um homem grande, adentrou o quarto no mesmo instante, estendendo os braços para pegar minha filha nos braços de Henry. Eu entrei em desespero junto a ela, e impulsionei meu corpo para frente, me debatendo contra as correntes.  

— NÃO TOQUE NA MINHA FILHA!– gritei, perdendo o controle do meu próprio corpo. 

— Charlotte.– a voz de Justin penetrou meus ouvidos, mas eu não conseguia o obedecer. Dessa vez não. Era minha filha. 

— solta ela, solta ela.– pedi, sentindo minha respiração falhar.–Henry por favor, por favor Cristal e minha filha. 

— é lindo o amor que você tem por ela.– Henry passou a mão pelos meu cabelos, e pediu para o homem esperar ali, com minha filha em seus braços.– mas ela é cria daquele monstro também. Não acha que merece ser eliminada? Você não sente nojo de ter uma filha com o mesmo sangue do Bieber? Que pena. Mas ela também vai ser eliminada, como Justin. 

— não pode fazer isso.– digo, tentando convencer a mim mesma.– você não vai tocar na minha filha. 

— fala pra ela Bieber.– virei-me para Justin, confusa.– fala que não tem como relutar. 

Justin negou com a cabeça, sem encarar o homem com o olhar baixo. Ele nunca foi assim, Justin nunca se rebaixou a alguém. Meu coração se acelerou dez vezes mais, eu precisava de uma ordem dele, apenas ele tinha controle sobre mim. E eu não podia fazer nada contra. 

— obedeça ele Charlotte.– foi a única coisa que disse, voltando a ficar em silêncio depois de encarar-nos brevemente. 

Eu não queria que sua palavra tivesse tanto controle em minha mente, mas eu ainda tinha medo, um medo angustiante e que me consumia. Ele poderia dar seu jeito é me punir depois de ser solto por eu não o obedecer. Eu não queria. Eu não conseguiria sofrer mais. Senti minhas mãos serem soltas, e fechei meus olhos instantaneamente. Não queria ter que lidar com qualquer coisa, eu estava cansada. Fui puxada da cama até ficar de pé, e abri meus olhos unicamente para olhar para Justin e receber uma ordem. Ele apenas assentiu com a cabeça, como se me libera-se, assenti novamente e ele sorriu. 

—vamos querida, está na hora. 

— o que vai acontecer?– sussurrei para Henry, que não me respondeu e levou-me para fora do quarto. Eu me senti aliviada, e soltei o ar preso em meus pulmões. Era um lugar absolutamente lindo é claro, amplo e que me deixava confortável. Não eram as paredes pretas do quarto eu não sentia-me mais presa, era completamente diferente. Meu corpo, pareceu se deixar relaxar depois de tanto tempo. 

— vamos Charlotte!– despertei-me voltando minha atenção a Henry, no final do corredor chamando-me. Apressei meus passos de cabeça baixa, tentando não me influenciar muito pelas coisas que ele falava e me mostrava. Eu não queria ser enganada novamente. Meu corpo agiu por conta própria, tentando tirar minha filha dos braços do homem quando cheguei perto dele. Puxei a com toda força e no final, Henry ordenou que ele soltasse Cristal. 

— minha filha.– choraminguei, me ajoelhando no chão e apertando com força Cristal em meus braços. Acaricie seus poucos fios de cabelo loiro, que estavam cheirosinhos é com aroma de flores. Eles cuidaram da minha menina. Encarei seu rosto, sentindo meu coração se derreter ao sorriso que a pequena abriu, Cristal colocou suas mãozinhas em meu rosto, gargalhando.– Oh minha pequena, mamãe nunca mais vai deixar tirar você de mim, tudo bem? 

— charlotte, preciso que se apresse.– me levantei, com uma expressão fechada. 

— eu não saiu daqui sem saber o que está acontecendo.– tomei postura, como se nada pudesse me abater naquele momento.– me diz Henry. Quem é você? E o que quer com nós?

— preciso que confie em mim.– revirei meus olhos, rindo sem humor. 

— pode ter certeza que eu não vou fazer isso. Não sou uma garotinha burra é ingênua a muito tempo. Justin me fez virar um monstro quando eu preciso. Então, me fale.– ele pareceu recuar quando a suas palavras, mas obviamente seria coisa da minha cabeça. Ou mais um ato para ganhar minha confiança. 

— eu irei ajudar você. Não é isso que propus desde o começo? Vou deixar você um pouco livre com Cristal. Fique calma. 

Olhei no fundo dos seus olhos, e vi algo bom. Mas ainda sim, com medo e receio, acabei cedendo e deixando-o me guiar pela enorme casa que estávamos. Eu fiquei com medo de passar pelos corredores, mas ao final deles, percebi que não havia mulheres gritando e pedindo socorro. Não havia dor ali. Mesmo meu corpo estando em alerta, para proteger eu e minha filha, minha mente estava confortando-se cada vez mais. Chegamos ao um enorme jardim, repleto de plantas, flores e um ar puro. Eu me lembrava tanto da minha casa. Segurei-me para que nenhum pingo de felicidade transparece-se de mim, continuando com uma expressão fechada. Mesmo que meu corpo estivesse gritando por estar livre, eu estava descalça, e sentir a grama fazer cosquinha na sola do meu pé. A paisagem tão bela, eu me sentia novamente viva, no lugar que eu sempre sonhei em voltar. 

— você gostou? Foi tudo preparado para você.–Henry quebrou o silêncio, sinalizando com a mão uma perfeita mesa cheia de comida.– você é Cristal, serão tratadas como rainhas. 

— o que você quer?– perguntei, desconfiada. Eu não podia deixar ele acabar com a minha única família. Não poderia deixar-me ser levada pela sua lábia. Eu tinha que obedecer a Justin, e ele dizia-me para não confiar, mas fazê-lo confiar em mim. Eu precisava libertar todos, está tudo por minha conta. Levar minha filha salva para sua nova casa, e não ter que viver com um homem que eu mal  conheço. Aconcheguei Cristal em meus braços, e me sentei na cadeira que Henry sinalizou. Minhas mãos tremiam de nervoso, eu sentia que iria entrar em pânico, eu estava nervosa ao extremo, e ansiosa. Meus neurônios pareciam fritar dentro da minha cabeça. 

— está tensa?– despertei-me, e encarando-o.– por que? 

— está tudo bem, Henry. Eu só queria descansar. 

— você vai ter muito tempo para fazer isso, quando morrer.– tentei não demonstrar a medo que eu fiquei quando ouvi suas palavras, apertei a mãozinha de Cristal, querendo encontrar meu equilíbrio interior.– não precisa ficar com medo, eu não vou te machucar igual ele faz. 

— ele cuida de mim.– fechei os olhos fortes, tentando ignorar minha mente falha que falava por mim.

— não cuida, não. Olha como está destruída. Até sua mente Charlotte, preste atenção nas coisas que você fala. São loucas. 

— você quem é o louco.– irritei-me.– o que quer com nós? Eu não me convenço da sua história tosca. 

— estressadinha.– riu, revirando os olhos. Meu sangue subiu a cabeça, eu queria poder atacá-lo e atirar em sua cabeça como Justin sempre me obrigava a fazer com as vítimas que ele queria tirar do seu caminho. Oh céus, o que eu estou pensando? Eu não sou assim. Tirei meus olhos rapidamente dos dele, sentindo uma imensa vergonha dos meus próprios pensamento maus, que pareciam ser eu mesma. Cristal, me fez acalmar com exatos um minuto, nos quais eu também sentia o quente olhar de Henry. Não quis pensar nisso, fiquei calada junto com a minha filha que brincava com suas mãozinhas. Soltei uma leve risada, de sua inocência. 

— não precisa fingir que eu não existo.– voltei meu olhar a Henry, que estava próximo demais. Por instinto eu me afastei, com os olhos arregalados e medo. Como eu sempre fazia com Justin. Mas Henry, não tinha o olhar pesado é ruim, porém, minha mente era maligna contra mim mesma. Era o mal que ela se tornou, e o medo ao mesmo tempo. 

— ele faz a mesma coisa.– sussurrei.– não faça isso se não quiser me machucar. 

— me desculpe Charlotte.– abaixei meu olhar novamente, constrangida com tudo que ele falava. Tão gentil.– não era minha intenção.

— eu quero voltar para o quarto.– pedi. 

— mas já? Tenho planos para fazer-mos durante a tarde. 

Neguei desesperadamente, neste momento eu só queria ficar em paz com Justin é Cristal, mesmo que ele seja o meu mal. Sempre será meu. Henry assentiu, sem dizer nada, e guiou-me até lá, passamos por toda a casa até chegar ao quarto. Eu já sentia o pânico tomar conta de mim, apenas por estar no meio de alguns homens a mais. Queria sumir, ou apenas ficar com Justin. Abri a porta, e vi algo que realmente eu queria que acontecesse, mas não estava preparada. Minha mente deu um grande giro em torno de tudo, eu cambaleei com Cristal em meus braços e senti alguém tirar-lá de mim, minhas pernas fraquejaram, e por instinto me sentei na cama colocando as mãos em minha testa. Puxei o ar diversas vezes para dentro de mim, quase ficando sufocada pelo desespero. Eu não queria encarar o que estava a minha frente, ele estava praticamente morto. 

— Henry, Henry, ajude ele.– digo, com o fio de voz que me restava.– ajude ele, por favor. 

Eu vi sua cabeça negar duas vezes seguidas, é um mal sorriso nascer em seus lábios. Eu me sentia usada, como sempre. 

— por que quer ajudar ele? Não seja estúpida! Ele só te faz mal Charlotte! O que ele fez pra você ficar assim?– suas perguntas ecoavam na minha cabeça, fazendo eu mesma me pergunta essas coisas. Eu estava tão perdida é cega pelo medo, medo de ter que sentir a dor de quanto ele ficava zangado comigo, e me fodia dolorosamente. Temo por qualquer passo que ele de. 

— ele me machuca. Se eu não o ajudar. Sou a luz dele não entende? Justin precisa de mim. E eu... eu dependo dele. 

Lágrimas escorreram pelas minhas bochechas, e eu comecei a chorar desesperadamente, com medo. Senti Henry me envolver em seus braços, e grunhidos de Cristal que estava no meio de nós. Eu não me importei do seu ato carinhoso, deixei-me embalar em seus braços. Talvez, a única coisa que eu precisava era de carinho, alguém que verdadeiramente cuidasse de mim. Sentia meu subconsciente dizer tudo ao contrário, querendo acabar de vez comigo. Eu tentei o ignorar, e fechar meus olhos, levando-me pela calmaria do silencioso.

— você quer dormir?– assenti, enxugando as lágrimas. Senti algo ser perfurada em meu braço, é uma ardência fora do comum alastrar-se por todo meu corpo. Encarei Henry sem conseguir abrir a boca para falar, e me contorci de dor sobre a cama. O efeito, era extremamente doloroso e fazia-me querer cortar minha pele para livrar-me daquilo. Minha visão foi totalmente danificado, minha mente rodou em círculos, como se eu estivesse sendo submetida a ser drogada como antes. Mas logo, meu corpo ficou mole e a dor se transformou em algo bom, e relaxante, se espalhando pelo meu corpo. Eu dormi, calma e serena.

[...] 

Meu corpo parecia não querer levantar da cama, mas eu forcei o máximo que consegui para poder mexê-lo. A calma que eu havia sentido, desapareceu, e me veio à tona tudo o que houve. Olhei para o chão e lá estava ele como antes, cheio de sangue a sua volta, com os cabelos cortados e sem camisa, cheio de marcas por toda extensão de seu corpo. Eu me levantei rapidamente, sendo atingida por uma tontura mas não me importei, ajoelhei-me na poça de sangue, que já estava praticamente seca, e mexi em seu corpo balançando-o rapidamente. Como se minha vida dependesse de Justin está vivo para me dar ordens. Eu via que ele não iria acordar, meu desespero foi grande, junto às lágrimas que desciam do meu rosto e molhavam sua pele pálida. 

Oh céus, eu deseja que ele morresse, que ele sofresse tudo que eu sofri. Mas ele estragou-me completamente e era o único capaz de controlar-me. Eu não o amava, não, mas Justin era meu dono. Meu coração estava acelerado e minhas mãos tremiam, não queria dormir novamente e saber que ele estaria morto. Coloquei minha cabeça em seu peito, e me senti aliviada ao ouvir seus batimentos, tão devagar que poderia ser considerado nulo. Tentei levantar seu corpo, mas Justin era muito pesado e eu estava fraca demais para conseguir suportar seu peso. Levantei-me do chão gelado e peguei os lençóis que forrava a cama e joguei sobre seu corpo, colocando minha cabeça em seu peito novamente, para certificar-me de que seu coração não iria parar de bater, ou o meu também iria no segundo seguinte. 

— Charlotte, já está acordada!– despertei-me com a voz de Henry, o que eu menos queria ouvir agora. Meu sangue ferveu, ele havia feito isso com Justin é eu não suporto ter que ouvi-lo novamente. 

— saia daqui agora.– rosnei, sem encarar seu rosto ainda de costas a ele.– ou eu vou acabar com você. 

— por que isso querida? Eu só quero ver você bem. 

Me levantei, com certeza vermelha de raiva e olhei para ele. Henry havia um sorriso estúpido em seu rosto, minhas mãos coçaram para acertar um tapa em seu rosto. Mas eu estava me controlando, o máximo que eu conseguia. 

— você vai mandar vir algum médico aqui para ajudar ele.– apontei para Justin.– ou eu vou matar você. 

— eu não tenho medo de suas ameaças querida, você não consegue matar uma formiga Charlotte.  E também, tem sua querida filha. 

— não envolva Cristal nisso.– fechei meus punhos, controlando-me para não voar em sua cara.– trás alguém para ajudá-lo, agora. 

— eu não faço o que você quer.– Henry tentou se aproximar, porém, dei dois passos para trás.– eu vou cuidar de você, e acabar com ele. 

— NAO VAI!– gritei, dando passos rápidos para perto de Henry.– você não vai mais tocar nele, Henry. 

— eu não vou discutir com você, quero apenas seu bem.– Ele se virou e bateu à porta com força, sabia que ele não iria fazer mal a Cristal. Henry não seria capaz, pelo pouco que eu sei de sua personalidade.

Sentei-me no chão, abraçando seu corpo um pouco mais quente. Sua pele, já não estava tão pálida, o que me deixava mas despreocupada. Fechei meus olhos, apenas sentindo o bom som do silêncio, e os batimentos mais acelerados de Justin. Senti sua mão em movimento, mas não me mexi, até sentir suas mãos afogadas em meus cabelos. Levantei minha cabeça, com um inevitável sorriso em meus lábios, encarando seus olhos mais claros, pela primeira vez. Eu me senti tão mais leve, em vê-lo vivo. Ah merda, porque?Eu me sentia tão horrível, por minha mente me fazer ser tão vulnerável. 

— você é a minha luz, continue cuidando de mim. E eu sou seu mal, a escuridão.


Notas Finais


Entaoooo anjos, gostaram? Deixem suas opiniões nos comentários!
HEY, HEY UM LEMBRETE!
A Charlotte, gente, não se iludem ela não está gostando do Justin. São coisas da cabeça dela, fiquem tranquilos e não a odeiam por isso.



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