1. Spirit Fanfics >
  2. My Dear Bad Girl >
  3. (Don't) run away

História My Dear Bad Girl - Capítulo 11


Escrita por:


Notas do Autor


É, eu demorei um pouco, tenho estado ocupada,então aproveitem esse capitulo pois não sei quando vira o próximo.

Capítulo 11 - (Don't) run away


Fanfic / Fanfiction My Dear Bad Girl - Capítulo 11 - (Don't) run away

 

Eu já estava com medo de Momo depois que ela havia dito e tentado me obrigar a quebrar o braço de uma pessoa, e quando Mina me disse que havia alguns boatos sobre coisas horríveis que ela e seu grupo já tinham feito, só me fez ficar com mais medo e ansiosa para saber sobre o que poderia ser esses tais boatos que a garota parecia ter tanto medo de me contar.

Não havia nem conseguido dormir direito durante a noite, a ansiedade para saber mais um pouco sobre o passado da Hirai atormentava minha cabeça, mas o que eu achava mais incrível era o fato de eu nunca ter ouvido falar da existência delas dentro e fora da escola, mesmo elas sendo famosas por suas atrocidades e por reprovarem várias vezes no ano escolar.

Se for algo realmente assustador, eu poderia estar me metendo em um grande perigo ao acompanhar elas em suas “aventuras”.

- Vamos? – Momo agarrou meu braço assim que saiu da cabine do banheiro onde era suposto nós limparmos. – Se você quiser posso te deixar em casa.

Ela agia como se nada do dia anterior tivesse acontecido, agia como se não tivesse quase que me obrigado a quebrar o braço de uma garota e como se não tivesse levado a sua décima advertência. Ela sorria alegre para mim, com o rosto exageradamente perto do meu, encarando meus lábios como se quisesse me beijar novamente, mas do jeito que ela me olhava mordendo os lábios, mostrava que ela queria fazer muito mais.

- Eu preciso fazer uma coisa importante, não vai dar. – Sorri sem graça, mas não parecia ter enganado a outra garota, que tirou o sorriso do rosto e me olhou seriamente.

- Eu posso ir com você, ou te esperar. – Se enrolou em meu braço, prendendo meu braço contra seu busto.

- Momo, eu realmente preciso ir. – Olhei em seus olhos, deixando a garota emburrada ao ver que não iria conseguir me seguir até em casa. – Depois te conto.

A Hirai apenas acenou com a cabeça e largou meu braço com força, me dando um rápido beijo no canto dos lábios e foi embora, sem disser nada demais.

Eu ainda estava assustada com esse “relacionamento amoroso” que Momo havia começado entre nós de uma hora para outra, me beijando e se agarrando em mim sem o meu consentimento ou permissão. Isso é toxico, ou pode ser até mesmo abusivo se olharmos pela parte sexual que ela parecia ter proposto.

Peguei meu celular no bolso de trás e olhei as horas, por causa da insistência da garota, eu estava dois minutos atrasada, e na maioria das vezes Mina era muito pontual e responsável com seus compromissos, e isso poderia irrita-la um pouco. Peguei minha bolsa no chão e caminhei rapidamente para a parte de trás do ginásio da escola, onde iriamos nos encontrar por ser mais deserto e longe do ambiente escolar.

Olhei para trás com medo de Momo estar me seguindo, mas já não havia mais ninguém na escola, apenas alguns alunos que se dirigiam para a saída da escola ou passavam pelo lado de fora. Mina ainda não havia chegado, me encostei na parede, encarando o muro pichado em minha frente, enquanto meu olhar vagava lentamente por vários nomes, percebi que no canto esquerdo próximo ao chão estava escrito os nomes de Chaeyoung, Jihyo e Momo, com uma tinta azul e várias estrelas e corações em volta, curiosa me aproximei mais um pouco do local para enxergar melhor.

Havia insultos para vários alunos escritos com a mesma tinta e letra, citando detalhadamente cada coisa ruim que já havia acontecido com eles dentro do ambiente escolar. Vi que havia várias coisas explicitas que eu nunca tinha ouvido falar, e pareciam ser bastante recentes, o tempo que eu passava com Sana e Tzuyu parecia que não me deixava ver o que acontecia ao meu redor, essas coisas eram graves o suficiente para eu nunca ter ouvido falar delas na roda de amigos, como vídeos vergonhosos, câmeras escondidas e até mesmo um suicídio.

Voltei a me encostar na parede para pensar um pouco mais sobre isso, senti algo duro no bolso de trás de minha calça, e quando tirei para ver o que era, vi que era a caixa de cigarros que Momo havia deixado comigo para ir no banheiro. Quando eu já iria pegar um, Mina apareceu, me fazendo guardar rapidamente a caixa.

- Desculpa o atraso, tive que resolver algumas coisas. – Jogou seus cabelos para frente do rosto, com a intensão de cobrir o pescoço. Levantei uma sobrancelha, mostrando que eu já sabia o motivo do atraso, obviamente a garota havia passado um tempo com Jeongyeon.

- Me diz rápido, não posso demorar muito. – Me lembrei que minha mãe estava de folga, e eu não poderia demorar muito para chegar em casa.

- É sério que você nunca ouviu falar sobre elas? – Se apoiou na parede ao meu lado, arrumou a saia e colocou a mochila no chão, se preparando para passar um bom tempo conversando. – Jihyo já foi suspensa por 3 semanas uma vez, algumas pessoas disseram que ela tinha empurrado um aluno da escada, e ele acabou se machucando feio.

- E a escola não fez nada além da suspensão? – Perguntei assustada.

- Não, acho que eles têm medo, a cidade é muito pequena, quase como uma vila, e essa é uma das únicas escolas daqui, sendo a outra do ensino fundamental, e de qualquer forma você teria que estudar aqui. – Encarou o muro em nossa frente, olhando para um lugar especifico, olhei para seu rosto e vi seus olhos se encherem de água. – Acho que a prefeitura ou até mesmo o diretor tem medo de isso ir à tona, pois os pais poderiam ficar com medo e se mudar para outra cidade próxima.

- Isso explica o porquê de elas ainda estarem aqui. – Passei a mão em suas costas, tentando impedi-la de soltar as lagrimas em seus olhos.

Eu deveria ter pensado se algo estaria de errado muito antes, não tinha como uma pessoa que fuma, picha os muros da escola, e intimida a níveis preocupantes os outros alunos, estudar a tanto tempo nessa escola, provavelmente já teria sido expulsa por excesso de advertências ou algo pior.

- Uma vez disseram que Chaeyoung estava vendendo drogas para alguns alunos. – Me olhou assustada, mordendo as unhas. – Como ela tem um bom olho, sabe escolher para quem entregar os convites das festas ilegais de Jihyo, se ela errar uma pessoa, podem se ferrar muito. Acho que você já sabe quais são as festas.

- E sobre a Hirai?

- Bom, eu não sei muito sobre ela, parece que a Jeong tem um certo medo dela. – Passou as mãos por seus braços, abraçando a si mesma. – É ela apenas me diz essas coisas, mas ela não posta elas na internet, o diretor não deixa.

Era por isso que Jeong escrevia apenas sobre eventos ou atividades que a escola fazia, ela não era autorizada a escrever coisas ruins que aconteciam na escola ou sobre algo ruim sobre algum aluno. Ela estava apenas treinando para ser uma futura jornalista. Se falasse tudo o que quisesse poderia trazer problemas para si mesma e para a escola.

- Ah sim, agora lembro, uma vez Momo quase foi presa, já que é maior de idade. Ninguém sabe o motivo, mas parece que foi muito grave para ninguém comentar sobre. Provavelmente tinha algo envolvido com a outra garota. – Olhou as horas em seu celular, logo guardando e pegando sua bolsa do chão, ajeitando nos ombros. – Tenho que ir, meu pai vem me buscar.

- Espera! – Segurei seu braço, a impedindo de sair. – Que outra garota? – Perguntei confusa.

Ela mordeu os lábios e olhou de volta para o celular, guardando no bolso e se ajeitou para olhar em meus olhos.

- Elas eram um quíntuplo, só que com o tempo elas foram se separando por várias razões, uma se afastou, dizem que ainda estuda na escola, mas ninguém sabe quem é. E a outra, apenas desapareceu da cidade, nem elas nem ninguém tem notícia, mas muitos dizem que esse foi um dos motivos de Momo ter sido interrogada na delegacia. Agora preciso ir, desculpa por não dizer mais.

Terminou a frase rápido, logo correndo para fora do local. Eu ainda estava estática, parada no lugar e sem acreditar no que eu havia ouvido. Eu esperava algo pior, ou talvez saber mais, mas isso já era o suficiente para explicar a súbita mudança de personalidade de Momo, fazendo a personalidade que ela tinha mostrado a pouco tempo atrás se tornar um pouco duvidosa.

Enquanto eu pensava, meus olhos passavam novamente pelo muro cheio de palavras e desenhos, até eu encontrar uma frase pequena, no canto deserto, era a frase que Mina havia visto.

Caminhei até ela, já que era praticamente impossível enxergar da distância que eu estava. Vi que estava em uma letra minúscula, a qual estava escrito: " Isso não vai ficar assim Jeongyeon, sua intrometida, acha que eu não sei dos seus lances com a Myoui? Em breve a escola saberá".

A letra estava quase que transparente, se tornando bem difícil de se ler, não era de Jihyo, Chaeyoung e muito menos de Momo. Pela transparência parecia ter sido escrita a muito tempo.

Ignorei a frase, não era nada recente, visto que toda a escola sabia do namoro das duas, então não me interessava tanto. A única coisa que eu queria saber era quem havia escrito aquilo, poderia muito bem ser uma das duas garotas que antes fazia parte do quíntuplo que elas tinham.

 Peguei minha bolsa do chão, a qual estava jogada no meio da grama suja, juntamente com vários pedações de cigarro, definitivamente a Hirai tem frequentando o local, já que eu não conhecia outras pessoas que fumassem na escola. A cidade era muito pequena, e a maior e pouca parte das pessoas que fumavam ou bebiam eram adolescentes rebeldes que queriam impressionar seus amigos.

Coloquei a bolsa em minhas costas e comecei a andar em direção de minha casa, enfiando o pacote de cigarros que estava em meu bolso dentro da mochila, para ninguém pensar que era meu. No caminho de minha casa, passei na frente da casa de Tzuyu, a qual a mesma estava sentada na grama, e assim que me viu, tirou sua atenção da bicicleta ao seu lado e correu até mim.

- Fiquei sabendo que você molestou a Sana. – Me empurrou com força, me fazendo colocar um pé atrás para impedir a queda. – Eu não consigo acreditar nisso. Eu não consigo imaginar que você conseguiu chegar a esses níveis. – Pegou pela gola da minha blusa e puxou, me levantou e aproximou seu rosto próximo do meu, me fazendo ficar na ponta dos pés por conta de ela ser mais alta que eu.

- Eu não molestei ninguém, e pode ter certeza que eu não faria algo assim. – A olhei com o mesmo fervor nos olhos, o sentimento de ódio que nunca havia existido entre nós agora existia, e era reciproco.

  Tzuyu olhou no fundo de meus olhos, e eu me senti como no dia em que eu olhei no fundo dos olhos de Sana, e vi o quanto os olhos dela estavam escuros de medo, só que agora os de Tzuyu estavam escuros de raiva, e por vários motivos que terminavam em mim.

- Se você acha que Sana é uma garotinha inocente e sensível, saiba que você está sendo muito enganada, pois eu já vi ela fazer coisas horríveis, e você não vai querer saber quais são. – Pressionei as unhas contra as mãos de Tzuyu, fazendo a garota me soltar pela dor.

- Ela é para mim. – Se afastou de mim, sua expressão que antes era de raiva e estressada, logo se transformou em triste e depressiva, parecia que eu havia tocado na ferida. – Vocês não têm ideia do que fizeram para ela, tenho certeza que não gostariam que algo assim acontecesse com vocês.

- A questão é: alguém teria a coragem de fazer algo assim para nós? Você teria? – Sorri maliciosamente, o que multiplicou três vezes a raiva da garota.

- Pense como quiser, mas saiba que se continuarem, vou colocar a polícia no meio, algo que já deveria ter sido feito a muito tempo. – Pegou a bicicleta do chão, segurando com força.

- Que pena, porque não sei se já percebeu, mas a polícia dessa cidade não faz nada.

Levou para a parte de trás da casa, sumindo da minha vista.

Coloquei uma mexa de cabelo atrás da minha orelha, logo voltando a caminhar na direção da minha casa, que não ficava muito longe. Provavelmente eu iria ignorar essa conversa mais tarde, se a ideia de Tzuyu ao ter aquela conversa comigo era fazer meu comportamento mudar a base da intimidação, não havia mudado, na verdade, só havia piorado. Agora o meu ódio por Sana e Tzuyu havia duplicado, e eu estava disposta a piorar as coisas para elas, e eu tinha as pessoas certas para me ajudarem a fazer isso.

Entrei dentro de minha casa, que estava inundada pelo cheiro de comida que vinha da cozinha, o que significava que minha mãe já estava fazendo o almoço.

 - A senhorita demorou. – Apareceu na porta da cozinha, ficando apoiada na mesma enquanto me olhava com um sorriso horripilante. – Já imagino por que.

Levantei uma sobrancelha confusa pela frase dita anteriormente, alguma coisa tinha acontecido, ou melhor, ela sabia de alguma coisa.

- Achou que iria esconder por muito tempo?

Meus olhos se arregalaram, senti meu sangue gelar e meu corpo tremer.

Minha mãe tinha um papel amassado nas mãos, o papel da advertência que eu havia recebido.

Senti uma enorme raiva tomar conta de mim, raiva de mim mesma por ter esquecido do papel no bolso de trás da calça que eu vestia naquele maldito dia.

- Isso é antigo, nem precisa mais de levar isso. – Inventei a desculpa assim que lembrei que no papel não tinha nenhuma data de entrega. Tentei deixar meu rosto o mais inexpressível possível, eu não poderia mostrar medo ou qualquer outra emoção que mostrasse que eu estava preocupada com o castigo que eu iria levar, o mais fácil era apenas aceitar, porque mesmo aceitando, eu não iria respeitar.

- Eu percebi, era para ser levado hoje. – Olhou para o papel amassado uma segunda vez.

- Apenas ignore isso, já resolvi essas coisas. – Cruzei os braços, tentando manter uma postura confiante.

- Acho incrível como em menos de um mês você mudou tanto, nunca tinha visto você levar uma advertência, muito menos esconde-la e não a levar a sério. – Jogou o papel no lixo, sem ao menos se importar em assinar.

Se aproximou de mim e segurou em meu queixo, levantando minha cabeça e me fazendo encara-la.

- Saiba que se isso acontecer novamente, ou eu ouvir qualquer queixa sobre você, as coisas vão ficar feias. – Puxei meu rosto com força, me afastando de suas mãos. – Você tem estado muito encrenqueira pro meu gosto, acha que eu não fiquei sabendo que foi você que fez aquilo com Sana? Tem sorte que a mãe dela não levantou suspeitas de você.

Entrou na cozinha novamente, voltando a fazer sua comida. Suspirei enquanto passava a mão em meu maxilar, minha pele é branca o suficiente para um simples gesto a deixar vermelha, e parecia que iria ficar um bom tempo assim pela força que havia sido pressionada.

Subi para meu quarto, toda essa conversa recente com minha mãe e Tzuyu havia me feito esquecer completamente da conversa que eu havia tido com Mina, a qual ela me contava as coisas horríveis que o trio já havia feito.

 E me fez esquecer principalmente da ideia que eu tinha há uma hora atrás, de me afastar de Momo ao perceber que ela era perigosa e poderia me trazer mais de um problema.


Notas Finais


Essa fanfic está tomando um rumo que eu não esperava, acho que estou deixando a Hirai muito malvada, me perdoem.

Me desculpem qualquer erro de escrita, comentem para eu saber o que acharam.
Espero que tenham gostado <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...