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História My Dear Best Friend (Jikook) - Capítulo 28


Escrita por:


Notas do Autor


-> Desculpa pela demora para trazer capítulo novo.
-> Esse capítulo aqui é IMPORTANTE!
-> Espero que gostem!
-> Boa leitura...

Capítulo 28 - A Cartomante


Fanfic / Fanfiction My Dear Best Friend (Jikook) - Capítulo 28 - A Cartomante

Jimin

Nesse instante estou eu e Jeon Jungkook, sentados em um banco duplo de ônibus, indo em direção ao parque de diversões mais perto de onde eu, meu namorado (eu ainda não superei esse título) e meus amigos moramos. Jungkook está sentado ao meu lado, mexendo no próprio celular, completamente distraído. Por algum motivo eu fico feliz em ver Jung assim... talvez por saber que ele não está triste, estressado, ou algo pior que isso.

JK: Eu estou tão animado!! – ele de repente diz, virando o próprio rosto em minha direção. O sorriso do mais velho está tão grande, que deixa diversas marquinhas pelo rosto. Eu amo ver esse sorriso de Jungkook. É ele quem me incentiva a dar o meu melhor no nosso relacionamento, para ver meu namorado sempre sorrindo desse jeito.

JM: Eu também estou animado... – aperto um pouco o enlace das nossas mãos, que já estavam juntas anteriormente – mas para falar verdade... eu estou ainda mais ansioso para poder passar amanhã, o dia inteirinho grudado com você – admito, vendo Jungkook arregalar um pouco os olhos. Acho que ele não esperava que eu fosse falar algo como isso.

JK: Se você quiser, nós podemos esquecer do parque e ir agora para minha casa!! – ele diz sério, mas deixando explícito o tom de brincadeira na voz. Solto uma risada alta, logo tampando a boca com a mão, me sentindo envergonhado de ter rido tão alto em um ambiente público.

JM: Seu, bobo... – dou um soquinho leve em seu braço, logo aproximando minha boca do seu ouvido e dizendo baixo: - bem que eu queria... mas já combinamos com os meninos de nos encontrar – me afasto dele novamente.

JK: Droga... – ele diz sorrindo. Encosto minha cabeça no seu ombro, enquanto aprecio as ruas bonitas de Seul, dando lugar a um silêncio bom.

Eu estou distraído, quando tenho um sobressalto ao sentir um corpo estranho encostado na minha orelha. Apenas me acalmo ao perceber que era Jungkook, colocando um fone sem fio em mim. Depois de alguns segundos, ouço as primeiras notas de “Paris in The Rain” do Lauv, música que eu e Kookie descobrimos juntos, em um dia entediante de aula. Desde o dia que ouvimos essa música pela primeira vez, ela se tornou especial para nós. Cada parte da letra dessa música, representa meu relacionamento com Jungkook.

JK: Jimin, vamos descer! – ele aperta o alerta do ônibus, que pede ao motorista para parar no próximo ponto. Nós não estamos nem perto do parque de diversões, então por que ele quer descer??

JM: Jungkook, nós estamos na metade do caminho, para que vamos descer? – pergunto, tentando sanar minha dúvida. Jungkook sorri de lado e diz:

JK: Vamos em um lugar que é perto daqui... pegamos outro ônibus para chegarmos ao parque – diz antes que o ônibus parasse – pode confiar, vai dar tudo certo – ele estende a própria mão em minha direção, logo depois de se levantar do banco.

JM: Okay – digo, segurando sua mão, também me levantando. Quando as portas se abrem eu e Kook descemos do ônibus, logo ouvindo ele dando partida atrás de nós. O mais alto entrelaça meus dedos com os seus, começando a me levar para um lugar que até agora não sei onde é.

JM: Eu até agora não estou entendendo muito bem oque nós estamos fazendo aqui... – eu conheço, literalmente, nada do lugar onde eu e Jungkook estamos.

JK: Eu fiz um pedido especial para nós – ele olha para os lados, parecendo procurar por algo. Quando seus olhos se fixam em um ponto, olho para o mesmo lugar. É quando percebo que estamos caminhando em direção à um “Star Bucks”, que de longe, já é perceptível que está lotado.

JM: Kook, vai demorar muito se nós formos ali... é melhor esquecer disso – digo, enquanto continuamos a caminhar em direção à porta. Mesmo depois do meu aviso, nós continuamos a caminhar, me fazendo pensar em o quão teimoso Jungkook é.

JK: Eu não falei para você confiar em mim? – ele diz em um tom falso de revolta, ao chegamos à parte de fora do “Star Bucks”. Quando eu ia o responder, Jungkook acena para alguém, que teoricamente está do lado de dentro do estabelecimento cheio – Vem!

Então nós entramos no lugar. Primeiro eu penso que talvez ele tenha combinado de encontrar com os meninos aqui, mas ao olhar em volta, não encontro meus amigos. Olho ainda mais confuso para Jungkook, quando ele sorri aberto para uma mulher que aparenta ter 50 anos de idade no máximo.

?: Jungkook!! – a mulher, com uniforme do “Star Bucks”, chama alto e sorri  abertamente para o meu namorado, e eu fico a cada segundo mais confuso.

JK: Oi tia!! – ele solta minha mão, logo dando um abraço saudoso na mulher que descobri ser sua parente.

T: Menino, você fica a cada dia mais lindo e alto! – ela o observa impressionada, analisando demoradamente cada parte de Jungkook. Até que ela nota minha presença perdida, sorrindo simpática – E quem é esse garoto bonito? – ela segura um dos meus ombros.

JK: Esse é Park Jimin, meu namorado – olho meio desesperado para ele, estando completamente receoso com a reação da tia dele em relação à um relacionamento homoafetivo. Pessoas mais velhas normalmente não tem uma boa reação ao descobrir sobre relacionamentos LGBT.

T: Aaaa sim! – ela diz como se me conhecesse - Sua mãe falou tão bem desse garoto! – ela sorri animada. Deus, meu corpo todo relaxa ao ver a mais velha sorrir para mim – sua sogra tem uma paixão por você, que até cansa! – a mais velha solta uma risada alta e descontraída – Mas enfim... eu não vou mais prender vocês aqui. Vou pegar o que você pediu, okay meu bem? – ela passa a mão pelo rosto de Jungkook.

JK: Okay, obrigado – ele diz, quando a mulher já está um pouco distante de nós. Quando olha para mim, Kook toma uma expressão um pouco preocupada – Tudo bem Jimin? – ele segura minha mão e começa a me levar para uma mesa, que acaba de ser liberada, que fica perto de uma parede de vidro.

JM: Eu sempre fico desconfortável quando tenho que dizer para uma pessoa mais velha que namoro com um menino... – sou sincero com Jungkook – normalmente dá tanta dor de cabeça...

JK: Eu sei, meu amor... – meu corpo entra em choque quando Kookie me chama de amor. Fito ele com os olhos arregalados, percebendo que ele nem mesmo notou o apelido. Deus, por que eu sempre fico tão impressionado com coisas bobas como essa? – eu disse por que eu sabia que minha tia não teria uma má reação. Minha família não é tão fechada a homossexualidade.

JM: Entendo... isso é bom... – digo baixo, logo vendo a tia de Jungkook voltando a andar em nossa direção, porém dessa vez, trazendo consigo uma cestinha fofa e dois cafés puros.

T: Aqui – ela coloca a comida em cima da nossa mesa – não posso ficar aqui com vocês, hoje o dia aqui está cheio – ela vai até Kook e deixa um beijo no topo da cabeça – bom dia para vocês, meninos.

JK: Obrigado tia! Para senhora também – ele sorri para a mulher mais velha.

JM: Obrigado, por tudo. Bom dia para a senhora – sorrio para ela, realmente agradecido, logo reverenciando a mulher mais velha. Pouco tempo depois ela volta a caminhar para longe de nós, voltando a trabalhar.

JK: Seus pais foram tranquilos, quando você se assumiu para eles? – ele pergunta, pegando um croissant dentro da cesta bonita, e voltando ao assunto que estávamos falando antes de sua tia chegar.

JM: Minha mãe e minha irmã sim... mas meu pai teve um processo meio complicado para me aceitar... até hoje eu percebo que ele ainda não aceitou 100% minha sexualidade, sabe. Ele tem esperança de que eu me descubra bi, e que um dia eu vou levar uma menina em casa... – me sinto um pouco triste ao falar sobre isso – Mas ele nunca me tratou mal, ou algo do tipo.

JK: Poxa, ele parecia lidar tão bem com isso... ele nunca olhou torto para mim, ou algo do tipo... – ele coça a cabeça meio incomodado e pensativo.

JM: É... – Ele já tinha olhado, mas JK nunca tinha percebido... fico até meio aliviado por isso... não quero que Jungkook se sinta desconfortável na minha casa – Mas vamos parar de falar sobre isso, porque o clima está até ficando ruim! – digo sorrindo, e bebendo um pouco do meu café.

JK: Okay... – ele sorri de lado, fazendo o mesmo que eu – A é. Jimin, o Nam pediu que em algum momento nós nos separássemos dele e do Jin, para ele poder conversar a sós com o Jin...

JM: Okay... mas por que? Aconteceu alguma coisa com eles? – franzo o cenho, começando a ficar preocupado com meu casal de amigos.

JK: Eu não sei muito bem, sabe... você lembra da briga deles na época que você fez o jantar lá em casa? – pergunta, se ajeitando na cadeira e apoiando os cotovelos na mesa.

JM: Lembro... – presto atenção em cada palavra dita por Jungkook.

JK: O Nam me disse a pouco tempo atrás que desde aquela época eles não estão muito bem... – após dizer isso, Kook pressiona os lábios, numa atitude preocupada.

JM: Poxa, será que eles vão terminar, Kookie? – me sinto triste no segundo que essa hipótese sai, por meio de palavras, para fora de mim.

JK: Eu não sei, Jiminie... mas eu espero que não – ele diz, segurando minha mão por cima da mesa. Sorrio com a atitude carinhosa dele.

JM: Eu também espero...

~~ Quebra de Tempo ~~

Depois de mim e Jungkook terminarmos de tomar nosso café, pegamos o ônibus para chegar ao nosso ponto de encontro com Jin e Namjoon: “Seoul Children's Grand Park”. A história do ônibus foi até um pouco cômica, porque a falta de experiência do meu namorado com transportes públicos, faz com que ele faça e fale coisas muito ingênuas e engraçadas.

A poucos minutos, nós descemos do ônibus, e fizemos uma caminhada de menos de 5 minutos para que chegássemos ao parque de diversões. Nesse exato segundo, acabei de avistar Jin sorridente e animado, enquanto carrega uma mochila pequena colorida. Namjoon está ao seu lado, parecendo até meio impressionado com o lugar onde estamos.

JM: Yaaaaaaa, oi casaaal!!! – eu corro rápido em direção aos meus amigos, os fazendo notar a minha presença e a de Jungkook.

J: Jiminie! – Jin também corre até mim, apenas parando ao me abraçar desajeitadamente. Começamos a rir do nosso cumprimento diferente e bagunçado. Quem vê, pensa que eu e Jinnie não nos encontramos tem muito tempo, mas nos encontramos ontem de tarde.

JK: Meu Deus, quanta saudade! – ele ri de nós, passando direto por mim e Jin, e indo cumprimentar Namjoon de uma forma muito hétero. Rio sozinho dos meus pensamentos esquisitos.

J: Vamos entrando?? Eu estou tão animado!! – ele engancha seu braço no meu, logo saltitando comigo até nossos namorados.

N: Eles parecem duas crianças... – ele ri anasalado – Jungkook, namoramos com duas crianças! – ele segura o ombro do Kook, o fazendo rir alto.

JK: Eu namoro criança nenhuma. Quem vê pensa, que o Jimin parece uma criança... mas não é bem assim não... – ele sorri sacana, me fazendo sentir meu rosto todo esquentar.

JM: Ya! Eu sou um neném sim, seu bobo! – ando até ele, dando tapinhas leves na sua cabeça e peito.

JK: A é sim!! – diz rindo ainda mais. Logo depois, “discutimos” por mais algum tempo, porém logo tendo nossa briga apartada por Namjin.

Das oito da manhã, até às cinco da tarde, Namjoon, Jin, Jungkook e eu, fomos à diversos brinquedos, aproveitando cada segundo juntos. O último que todos nós fomos, foi uma montanha russa assustadoramente grande. Quase tive um troço? Talvez. Os meninos estão rindo há 10 minutos do meu estado de desespero que eu estava no brinquedo, e meu jeito engraçado (até eu admito que foi engraçado) de pedir socorro a Jungkook. Todo meu desespero foi recompensado, já que agora, meu namorado está me carregando nas próprias costas, enquanto como um algodão doce muito industrializado (porém delicioso).

J: Agora vamos na roda gigante??? – ele pergunta animado, segurando o braço do namorado com carinho.

JM: Nem ferrando! Seok Jin, eu já estava morrendo na montanha russa, quem dirá na roda gigante! – digo desesperado com a ideia, que é quase como tortura para mim.

N: Mas Jimin, você já foi na montanha russa! É bem pior que a roda gigante! – ele ri de mim de forma discreta.

JM: A, mas não é mesmo!! – grito, sem me importar com as pessoas ao nosso redor, revoltado com o que meu amigo disse.

JK: Como não é, meu bem? – meu coração fica todo molinho com o apelido – é muito mais rápido! – ele diz, argumentando.

JM: Exatamente. Na montanha russa, você entra, morre de medo com a altura, mas o sofrimento acaba rápido, porque o brinquedo é rápido – digo mostrando meu pensamento bem articulado – agora, a roda gigante, a gente fica cozinhando lá em cima, ainda por cima sem um cinto de segurança útil, como se fosse uma tortura! Eu que não vou. Você tá doido – termino de falar, ouvindo todos em volta de mim rir.

JK: Meu bem, você é muito precioso. Eu não aguento um negócio desses! – ele diz deixando um beijinho carinhoso no meu braço, que envolve seu pescoço com cuidado para não o machucar.

N: Então eu acho que vai ser só eu e o Jin, né? – ele pergunta, dando uma olhada diferente para mim e Jungkook... oque? AAAA, esse é o momento que nós deixamos ele e o Jin sozinhos.

J: Você também não vai, Jung? – Jin pergunta surpreso, provavelmente esperando por uma resposta negativa.

JK: Não... vou ficar aqui de companhia com o Jimin – ele olha de canto de olho para mim, me fazendo sorrir, alegre por ter a companhia exclusiva do meu Jungkook por um tempo.

J: Vocês são muito sem graça... – mostra língua, me fazendo rir descontraído.

JK: Enquanto vocês vão na roda gigante, eu e o Jimin vamos dar uma passeada pelo parque juntos, não é meu bem? – ele pergunta já sabendo minha resposta.

JM: Isso aí. Vamos encontrar um brinquedo mais calminho para ir – digo, lembrando com pavor, o sentimento de estar preso em um lugar à muitos metros do chão. Desço das costas de Jungkook, logo que chegamos ao brinquedo aterrorizante.

N: Bom passeio para vocês, pombinhos – ele sorri, e abraça a cintura do namorado. Namjoon e Jin não parecem estar mal um com o outro... essa história de conversa particular me deixa cada vez mais desconfiado.

JK: Obrigado. Para vocês também – Jungkook entrelaça nossos dedos e pergunta um “vamos?” baixinho. E assim nós dois começamos a caminhar para longe dos nossos amigos, aproveitando assim, apenas a companhia um do outro.

Jungkook

Eu e Jimin estamos andando pelo parque de diversões, em silêncio, sem falar nada. Diria que esse momento é um dos mais estranhos da minha vida, mas eu tenho que admitir uma coisa. Como eu queria beijar o Jimin agora. Mas tipo, eu quero muito. Tipo muito. Muitão. Poxa, o Jimin está tão lindo desse jeito, com essa roupa, e agindo desse jeito animado... ele está tão lindinho.

JM: Jungkook, por que nós não estamos falando nada? – ele pergunta meio risonho.

JK: Nesse instante porque eu estou tentando me controlar – digo muito sem pensar. Jimin agora sim está rindo. Eu estou falando sério Park Jimin!

JM: Se controlar em relação a oque, meu bem? – ele para de andar e entra na minha frente.

JK: Jimin, eu estou me controlando com todas as minhas forças para não sair te beijando... – digo sincero, mas também provocativo. Jimin olha para os lados, com o rosto levemente corado, segurando minha mão e me levando a algum lugar desconhecido. Jimin acabou de me trazer para um lugar cheio de mato, onde tem o total de zero atrações, que parece até não fazer parte do Children’s Park.

JM: Jungkook... – ele passa os braços em volta do meu pescoço, e eu, quase automaticamente, seguro sua cintura – como você mesmo disso quando nos beijamos na minha casa, pela primeira vez, “E quem disse que eu quero que você se controle?”... – Jimin vai movendo seu rosto para cada vez mais perto do meu, fazendo minha barriga dar voltas. Eu já o beijei várias vezes, mas essa sensação nunca vai embora. Mas ela é tão boa, que espero que nunca passe,

JK: Você realmente é real, Park Jimin? Certeza que eu não estou só delirando? – ele sorri aberto, fazendo com que seus olhos se fechem quase completamente. Tão lindo.

JM: Um delírio faria isso? – ele diz antes de selar meus lábios demoradamente. Como eu amo a boca carnudinha de Park Jimin.

JK: Definitivamente não... – selo seus lábios, rápido, voltando a falar – Isso é bom demais para ser só um delírio... você é todo bom demais – sinto sua respiração bater de leve na minha pele. Poxa, eu conseguiria ficar o tempo todo assim com o Jimin.

JM: Como você consegue ser tão fofo, Jeon Jungkook? – ele acaricia meus cabelos, me fazendo arrepiar com aquele toque despretensioso – Jung... eu quero te beijar... mas não deveria.

JK: Quer saber, foda-se se a gente deve ou não – digo, logo depois pressionando o lábio do mais baixo contra o meu. Aprofundo o beijo, me sentindo cada vez mais feliz, fazendo nossas línguas se encostarem em um ritmo constante. Eu amo o beijo do Jimin. Tenho pena de quem nunca vai beijá-lo, e inveja de quem já o beijou. É tão gostoso...

JM: J-Jungkook... melhor a gente parar... se não vamos acabar tendo... leves probleminhas... – ele olha para baixo, de um jeito safado, me fazendo rir com a dualidade do meu namorado.

JK: Okay... – me afasto dele – mas eu não queria... em casa você que me espere – digo já imaginando podendo beijá-lo como, onde e quando eu quiser. Deus, eu sou tão feliz!

Jimin e eu então saímos do meio do mato, e voltamos a nadar na trilha normal, porém agora eu caminho segurando a cintura do Jimin com minha mão, abraçando-o unilateralmente. Se alguém olhar torto para nós, eu vou fazer questão de beijá-lo, só para mostrar que sou sim LGBT e que todo mundo tem que me respeitar.

JM: Jungkook, olha! – ele aponta para uma cabana, meio estilo desenho animado, que na porta estava escrito tarô, e previsão para seu futuro. Na porta não tinha ninguém, o que mostra a falta de interesse das pessoas em descobrir o próprio futuro, ou golpe na certa.

JK: O que tem, meu bem? – olho para ele, esperando por uma resposta.

JM: Vamos ir? – ele pergunta animado. Eu não quero não. Não que eu tenha medo... mas sei lá... essas coisas do além nunca me trazem uma sensação boa. Me sinto como estivesse falando com o “Dr. Facilier” da princesa e o sapo.

JK: Vamos ver outra coisa... – digo torcendo que ele desistisse dessa ideia – além de que nós temos que encontrar com o Jin e o Nam – Jimin sorri para mim.

JM: Você tem medo, Jungkook? – ele pergunta em tom de zuação.

JK: Não, só não sou o fan número um desse tipo de coisa – digo sincero, mas fingindo realmente não estar com medo.

JM: Kookie, você não precisa de ficar com medo disso... – ele sorri, ficando de frente para mim e me segurando pela base do quadril – Vamos, por favor! Eu nunca venho, porque o Tae nunca entra nessas cabanas! – ele diz, fazendo beicinho... poxa Jimin, isso é tão golpe baixo.

JK: Agora eu sei quem é mais sensato entre vocês... – digo em tom de brincadeira, mas mostrando uma parcial verdade.

JM: Idiota – ele ri e tenta se afastar de mim, porém o seguro perto, antes que pudesse ir para longe – Vamos, amor! – ele pede com uma carinha ainda mais pidona... deus, eu vou me arrepender amargamente disso, não é?

JK: Okay, Jimin... – digo rendido – vamos... – eu realmente não sei se deveria ter aceitado. Mas agora meu Jimin está sorrindo tão lindo, que eu realmente acho que vale a pena.

JM: AAA, obrigado!!! – ele me abraça animado, logo depois segurando minha mão e me levando até a porta da cabana baixa. Antes de entrar, ele dá ao segurança duas fichas, logo depois me puxando para dentro do lugar macabro. Tudo aqui parece ser meio cinematográfico, mas não tira o ar macabro que naturalmente já tem.

S: Bem vindos, jovens... – uma voz baixa é ouvida de repente, fazendo com que eu e Jimin tivéssemos um sobressalto – vocês estão com medo?? Não precisam ficar, meus anjos – finalmente vejo de onde a voz saiu. Uma mulher mais de idade sai de trás de uma cortina vermelha, trazendo consigo cartas de baralho – Venham. Sentem-se – a senhora faz o que ela mesma disse, e Jimin a imita. Faço o mesmo, sem lagar, em hipóteses alguma, a mão do meu namorado.

JM: Aqui é muito legal... – ele olha atento para todos os lugares, parecendo encantado com tudo. Eu, diferente de Jimin, fito o chão, tentando não sair correndo daqui.

S: Seu namorado não concorda muito com isso... – encaro a mulher, que sorri para mim de forma estranhíssima – calma, meu filho. Não vou te fazer mal. Nenhum espírito vai descer aqui, ou algo do tipo... – ela sorri ainda mais – O que vocês querem saber hoje? – ela olha para nós, atenta a cada respiração dada.

JM: Futuro? – ele disse mais perguntando para si mesmo do que para a mulher na nossa frente.

S: E você, JK? – como ela sabe meu apelido? Ela ouviu o Jimin me chamando assim? Como isso é possível?? Começo a suar frio.

JK: Eu não vim saber de nada. Sou só o acompanhante – digo incisivo, completamente na defensiva. Eu quero ir embora daqui.

JM: Que oque... nós pagamos, Jungkook – ele diz fazendo cara feia para mim – o que a senhora fizer para mim, pode fazer para ele – tem toda sua atenção focada na mulher macabra.

S: Eu vou aos poucos, para não assustar de vez seu coelhinho medroso – ela diz, sorrindo para Jimin. Como essa mulher sabe que ele me chama de coelho?? Eu quero sair daquiiii! – Você, Jimin é um garoto muito alegre. Já passou por coisas difíceis na sua vida... por causa de... seu pai? – Jimin concorda com a cabeça – Você é uma pessoa muito empática e apaixonada com as coisas. Sua família, amigos e... amor – ela olha para mim – são as coisas mais importantes da sua vida. Vejo uma personalidade forte, teimosa e muito cabeça dura. Não que as vezes isso seja bom, mas deve controlar seu gênio... Caramba, Jimin... você ama tanto sua irmã e alguém chamado... V?... ele é seu amigo??

JM: Sim. Meu melhor amigo! Nos conhecemos desde o jardim de infância – ele sorri alegre ao falar do próprio melhor amigo. E eu só consigo me perguntar: como ela sabe de tudo isso?

S: Ele que te impedia de vir aqui, por todo esse tempo?? – ela sorri de um jeito estranho, tendo Jimin concordando freneticamente – Você sabe bem o que quer fazer de carreira, não é, meu querido... – ele ia negar, porém ela completa a própria frase antes – mas  não tem autoconfiança suficiente para isso... que pena... você seria um ótimo profissional.

JM: Puxa... – ele fita o chão, pensativo... será que ela está certa? Porque o Jimin nunca falou sobre isso comigo? Quando eu o pergunto sobre vestibular, ou algo do tipo, ele diz que não sabe e muda rápido de assunto...

S: E você... JK... – me analisa com cuidado – natureza protetora... sempre tão na defensiva... você tem tentado mudar isso, não tem? – eu... – aquele seu amigo alto e moreno... Ele foi o primeiro amigo, sem ser o Jimin, que você confiou de corpo e alma, não foi? – ela sorri sádica, ao ver o medo nos meus olhos – Pode ficar tranquilo, que ele é um garoto super confiável... vejo no futuro uma amizade muito feliz para vocês – isso me faz  me sentir aliviado, mas ao mesmo tempo assustadíssimo. Isso não está certo. Como ela sabe de tudo isso? – Você ama muito esse garoto ao seu lado, não é? Não é nem necessário que olhe nos seus olhos, para ver que você tem um sentimento puro e profundo por ele. É até raro de se encontrar algo assim... Fico impressionada com as coisas que faria por ele... – Jimin olha para mim com os olhinhos cheios... amor... por que você está assim? – Porque sempre tenta se enganar, Jeon Jungkook... – ela corta meus pensamentos, me deixando um pouco surpreso - Fala para si mesmo que quer fazer medicina... mas sabe bem que não é isso que você tem paixão. Jungkook, não tente mentir para si mesmo... isso só fará mal para você. Você guarda tanto rancor do seu pai... mas ele também é uma pessoa terrível – mas... como? – não se esqueça do que ele fez... NUNCA! – ela ressalta, fazendo eu e Jimin nos assustarmos com o tom alto, repentino de voz.

S: Jimin... – ela olha para o mais baixo, que ainda está se recuperando do susto recente – por que não disse que queria saber sobre o futuro do seu relacionamento? Você o ama, não é? Tem medo de que minha previsão seja ruim – seu sorriso sádico fica cada vez mais presente no rosto enrugado.

JM: Eu... – ele parece estar se sentindo exposto.

S: Os seus sentimentos são tão bonitos... Os pais de Jimin e a mãe do JK acham que não passa de uma paixão de adolescentes emocionados... mal sabem eles. Vocês podem ainda não saber, mas isso – ela aponta para nós dois, com os dedos ossudos – é algo único e precioso.

JK: Como assim?? – pergunto meio revoltado. Ela diz essas coisas sem sentido e não explica.

S: Não posso dizer... – ela me fita continuamente, parecendo estar pensando – JK... você é um garoto intrigante... ver essa sua atitude me deixa impressionada – ela me analisa ainda mais – está morrendo de medo, mas todas as vezes que vê seu pequeno e frágil Jimin sendo afetado, não se importa com nada... isso é impressionante... tem tanto tempo que não vejo algo como isso... ainda mais com pessoas tão jovens – essas coisas que essa cartomante fala, me deixa tão... confuso?

S: Não duvidem do amor um pelo outro... nunca. Seria pura estupidez fazer algo assim, e vocês sabem disso... – ela oscila o olhar entre mim e Jimin – Saibam que provavelmente vão passar por momentos muito ruins... – sua expressão enrijece – Não seja tão crítico com o JK, nessa época, Jimin... E você... -  a mulher aponta para mim - não faça tanta merda – uma cartomante pode falar palavrões perto do próprio cliente? – Meninos, talvez vocês superem juntos ou não... – oque? Ela está dizendo que nós vamos terminar????

JM: Não, isso não pode ser verdade. Claro que vamos superar... isso aqui é a maior palhaçada! – quando olho para Jimin, vejo que seus olhos estão todo inchados, vermelhos e marejados. Vendo isso, meu sangue ferve, e a vontade de gritar todo os palavrões que eu sei, me vem fortemente.

S: Não fiquei com raiva de mim, JK... nunca foi meu objetivo, magoar a pessoa que te completa – Oque...? – você é um menino esperto, não é? Já está entendendo tudo... – oque?? Eu não estou entendendo patavinas do que está acontecendo aqui! Eu preciso tirar eu e Jimin daqui, agora! – antes que de vocês forem embora... deixe me dizer uma última coisa.

JK: Fala logo... – aperto a mão de Jimin com a minha.

S: Num futuro próximo, eu vejo uma grande distância entre vocês... sinto muito... – ela diz, e eu, mais irritado que nunca me levanto rapidamente, sem deixar ela terminar de falar. Não vou deixar mais uma palavra se quer chegar aos ouvidos de Jimin! Não posso!

JK: Vem, Jimin! – o puxo pela mão para fora do lugar onde nunca deveria ter entrado. Meu peito se movimenta rapidamente, enquanto eu tento encontrar oxigênio, que nesse instante parece quase não existir. Meus olhos estão ardendo, mas não consigo, se quer, chorar.

S: Não desistam, garotos! – ela diz alto, quando já estávamos na entrada da cabana. Quando já estamos do lado de fora, deixo a mão de Jimin, começando a andar, estressado, sem sair de perto do garoto que me acompanha,

JK: Que raiva dessa mulher! Como ela pode falar uma coisa dessas?? – começo a cuspir palavras, cheias de raiva.

JM: Jungkook... – ele chama baixo, com o olhar retido no chão. Volto a me aproximar dele, parando em sua frente e voltando a falar:

JK: Nós não deveríamos ter ido lá, Jimin – digo sem pensar muito no que estou dizendo, ainda tomado pelo ódio.

JM: Jungkook!! – ele diz alto, me deixando impressionado, por saber que meu Jiminie quase nunca levanta o tom de voz. Quando ele faz isso, é como se tivesse dado um clique na minha cabeça, fazendo com que toda a racionalidade que existe em mim, aflorasse por todo meu corpo.

JK: Meu, be

JM: Não. Para! – ele me corta, logo começando a andar de um lado para o outro. Seus olhos estão quase transbordando, e ele parece estar com raiva de mim. Talvez esse clique que eu tive, também tenha acionado minhas glândulas lacrimais, pois sinto meus olhos finalmente se encherem, devido ao turbilhão de sentimentos.

JK: Jimin, por que você está bravo comigo?? – pergunto confuso, e ainda um pouco assustado.

JM: Eu não estou – ele diz me fitando nos olhos. Nunca na minha vida vi esse olhar em Jimin. Não sei nem o que ele significa, para ser sincero. A única coisa que eu sei é que eu não gosto de o ver me olhando assim... – Eu não estou bravo com você.... eu estou... irritado com que eu ouvi? Estressado, talvez? – Vejo os olhos de Jimin se encherem e começarem a transbordar, numa velocidade recorde, o que me deixa ainda mais preocupado.

JK: Jimin, não precisa ficar assim... – tento me aproximar, mas ele se afasta. Isso me dói mais que tudo nesse mundo inteiro... ver Jimin me afastando me machuca quase fisicamente. Uma primeira lágrima foge dos meus olhos.

JM: Como não precisa?? – ele diz em um tom embriagado de voz – como não precisa, Jungkook? – ele levanta as sobrancelhas, numa pergunta retórica – Aquela louca, que acertou tudo sobre nossas vidas pessoais, acabou de dizer que vamos brigar, que podemos terminar, que podemos nos afastar?? Como eu não fico preocupado com isso?? Me diz? Como você não fica preocupado com isso?

JK: Jimin... – sem me importar se Jimin iria me afastar, ando rapidamente até ele e o seguro num abraço. Meu pequeno, por sua vez, começa a se debater em meus braços, tentando me afastar – Meu bem... – continuo o segurando e ele continua se debatendo... tentando separar meus braços do seu corpo pequeno, me dando tapas (nada carinhosos) e respirando descontroladamente – Amor... por favor... Jimin, não faz isso... – peço em tom de choro, enquanto meu rosto já está completamente encharcado. Meu coração está apertado no meu peito e não sei o que mais posso fazer... Nesse momento, Jimin para de se debater em meus braços, deixando suas mãos posadas no meu peito, que sobe e desce rápido, e encosta a própria cabeça no mesmo lugar, por cima das mãos.

JM: Não me deixa, Jungkook... não desiste de mim... – ele diz baixo, me surpreendendo de maneira ruim – eu não sei se aguento te ver me deixando... eu te amo tanto que até dói, Jungkook... então não me deixa... – sinto suas lágrimas molharem minha camisa branca.

JK: Meu amor, claro que não vou te deixar... – aperto ele mais no abraço, sentindo-o se aconchegar mais perto de mim – aquela velha não sabe de nada... – digo tentando até me convencer – e se ela tiver... se nós nos separarmos, não vou ser eu que vou me afastar... – começo a acariciar seus cabelos macios com meus dedos – Jimin... uma coisa ela definitivamente tem razão...

JM: Como assim?? – ele arregala os olhos – Oque?? – parece meio preocupado. Encarando seus olhos confuso, assim de perto, me faz chorar ainda mais.

JK: Ela tem razão de que eu te amo muito... meus sentimentos por você, Park Jimin, são tão fortes que até eu tenho medo deles... – a expressão do meu pequeno suaviza, dando lugar a um sorriso pequeno, mas sem parar de deixar que lágrimas se derramem nas bochechas fofas do mais baixo – meu bem, quando eu estou perto de você, não ligo para nada... você é a única coisa que importa para mim – seguro se rosto com uma mão – Jimin, talvez eu não consiga demonstrar isso tão bem, mas eu te amo muito, muito, muito mesmo.

JM: Eu também te amo muito, Jungkook... – ele deita sua cabeça no meu ombro. Ouço sua respiração ficar anormal. Ele definitivamente chorando ainda mais – por isso mesmo, que pensar em te perder me enlouquece... pensar em te ver com outra pessoa, me sufoca... pensar que por algum segundo você pode me odiar, é uma ideia insuportável... Jung... eu te quero tanto por perto... comigo, que me sinto até egoísta...

JK: Jimin, eu nunca na minha vida vou conseguir te odiar. Nunca na minha vida, seria capaz de te deixar por outra pessoa... Jimin, eu não sei se isso é para sempre... mas nesse instante, isso não importa. Porque eu te amo tanto, Jimin... eu não quero ficar pensando se algum dia vamos nos separar... eu quero passear com você. Te dar presentes. Te beijar em momentos apropriados ou não... em locais apropriados ou não – sinto ele sorrir com os lábios colados ao meu pescoço – Quero te apresentar para minha família... – ele levanta o rosto e limpa o mesmo com as costas das mãos. Seguro sua bochecha, e começo a acariciar carinhosamente – Jimin, quero decorar cada partezinha do seu rosto. Quero dormir do seu lado... quero te fazer, sorrir, rir, gemer – digo fazendo graça, e vendo Jimin corar – quero te dar tudo aquilo que te faz bem... quero te fazer o garoto mais feliz de Seul e do mundo todinho... quero passar cada segundo que eu puder com você, porque eu te amo... e apenas vou desistir de fazer isso, no dia que você disser que não quer mais. E eu espero que esse dia nunca chegue... – digo sincero.

JM: Jungkook... – ele diz baixinho, sorrindo e com o rosto corado – eu não sei falar coisas bonitas como essas... me deixa até sem jeito... – ele faz bico.

JK: Você não precisa dizer, meu bem... – sorrio, ainda prestando atenção no seu rosto perfeito, que agora demonstra tantos sentimentos.

JM: E eu também não quero pensar nas coisas ruins que essa cartomante do mal disse... – ele faz bico, olhando com raiva para o lugar de onde saímos – então vamos prometer uma coisa? – ele pergunta me olhando nos olhos, sem piscar um segundo, esperando por resposta. Afirmo com a cabeça – Vamos nos preocupar com o que está acontecendo apenas no presente... e aproveitar cada segundo que for... nós sempre devemos ser sinceros um com o outro, e sempre conversar sobre as coisas que afetam nós dois – ele estende o mindinho para mim. Sorrio com a atitude quase infantil do mais baixo, porém logo segurando seu dedo pequeno com o meu – promete?

JK: Eu prometo, meu bem... – ele sorri satisfeito. Então ele levanta o polegar, e eu o imito, ao ver sua cara de ansiedade. Logo depois ele sela nossos dedos, juntos numa promessa simples, mas muito sincera de ambas as partes – eu te amo... – digo depois de beijar nossos dedos.

JM: Eu também te amo, Jeon Jungkook – ele sela meus lábios, logo depois voltando a me abraçar, colando sua cabeça no meu peito. Mas agora, ele segura minha cintura com força, com os próprios braços, e eu faço o mesmo, porém por cima dos seus ombros. Nós ficamos assim, juntinhos até que meu celular começa a tocar. Tiro o mesmo do bolso, vendo na tela o nome de Namjoon brilhar.

JK: Alô? – digo sem soltar meu Jimin.

N: Cadê vocês?? – ele pergunta parecendo estar andando.

JK: Perto de uma cabana de cartomante. Por quê? – tento controlar meu riso, ao sentir Jimin beijar meu pescoço, de forma despretensiosa, me fazendo cócegas.

N: É que eu e o Jin daqui a pouco estamos indo embora... queríamos nos despedir de vocês... – Diz calmo.

J: Nam, acho que estamos perto desse lugar da cartomante. Olha ali na plaquinha – Ouço o mais velho falar no fundo.

N: Então não saiam daí. Já chegamos! – ele diz antes de desligar, sem me dar chances de o responder.

Nossos amigos demoraram alguns minutos para chegarem ao lugar onde estávamos, provavelmente perdidos pelo parque grande. Ao nos encontrar, ambos pareceram aliviados.

N: Que lugar no meio do nada. Credo! – ele diz mal humorado. Provavelmente eles realmente estavam muito perdidos.

J: É verdade! Para vocês terem noção, nem o segurança sabia onde era aqui! – solto uma risada alta, impressionado com o que Jin acabou de falar – Park Jimin, por que você está com a cara vermelha e inchada? – ele pergunta bravo, logo me fuzilando com o olhar.

N: Você também Jungkook. Vocês parecem ter acabado de chorar... aconteceu alguma coisa? – pergunta de forma preocupada.

JM: Aconteceu, mas já está tudo bem... – ele sorri, ajeitando sua cabeça no meu ombro, ainda abraçadinho comigo. Acaricio seus cabelos de forma carinhosa, recebendo em troca, um beijinho no rosto.

J: É bom mesmo. Jungkook, se você faz o Jimin sofrer, eu corto seu saco fora! – diz em tom ameaçador.

JM: Você e Taehyung por acaso combinaram de cometer esse crime juntos? – ele diz rindo. Por isso que já tinha a impressão de ter ouvido “vou cortar seu saco fora” ...

J: Sim. É o plano, “protegendo nosso bebê Jimin” – ele diz apertando as bochechas do meu namorado lindo.

JK: A bom... acho que eu estou a salvo, por enquanto então – digo em tom de brincadeira.

J: É bom mesmo! – ele diz, enquanto aponta o dedo na frente do meu rosto – seu cabeça dura, babaca... – dá uma tapinha leve na minha cabeça.

N: Gente, eu e o Jin temos que ir embora – ele diz parecendo apressado, logo vendo Jin corar... hum... suspeito...

JM: Nós também temos que ir – ele diz descontraído, me deixando surpreso, pois eu não sabia, dessa informação.

Do mesmo jeito que viemos, eu, meu namorado e meus amigos, saímos do parque juntos, enquanto conversávamos e ríamos de coisas bobas. Quando chegamos na porta do “Children’s Park”, nos despedimos calorosamente, já sentindo falta desse encontro descontraído. Nossos amigos foram os primeiros a irem embora.

JK: Vamos para minha casa, meu bem? – pergunto e abraçando pela cintura.

JM: Mas ainda nem chamamos o Uber... – ele sorri.

JK: Meio que meu motorista vai buscar a gente... eu pedi para ele vir nos buscar, mais cedo – digo rindo da sua carinha suspeita.

JM: Você ama andar de carro particular, heim... nunca vi – ele faz bico para mim – tenho dó do seu motorista... – rio dele, logo fingindo estar ofendido. Porém desfaço minha ceninha, quando vejo o carro conhecido se aproximar de nós.

JK: Vamos? – aponto para ele, vendo Jimin olhar para trás.

JM: Vamos, riquinho aparecido – ele diz, antes de beijar a ponta do meu nariz, e segurar minha mão. Entramos no carro, e vamos para minha casa, nesse clima gostoso cheio de carinho.


Notas Finais


-> Obrigada por ler esse capítulo!
-> Se estão curtindo a fic, por favor deixa seu apoio: favorita, comenta, compartilha, me segue...
-> Não esqueçam de passar no Wattpad para me apoiar lá também.
-> Oque vocês acham que vem por aí??
-> Até o próximo capítulo, beijundaaa!


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