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História My Dear Boss - YOONMIN - Capítulo 9


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Notas do Autor


Boa leitura! 🍒

Capítulo 9 - Capítulo 8 - Sonhos impuros


Fanfic / Fanfiction My Dear Boss - YOONMIN - Capítulo 9 - Capítulo 8 - Sonhos impuros

» Jimin P.O.V «

 

Quando nós sentamos o Min aproxima seus lábios dos meus ouvidos e fala baixinho:

Senhor Min – Ouça tudo atentamente e aprenda.

Logo ele se afasta arrumando um pouco o seu terno e fica com uma postura firme e ao mesmo tempo tranquila, do tipo que esbanja auto controle com uma leve cara de tédio. Tipo: ‘’ E aí? É só mais um dia qualquer! Fiz isso a minha vida inteira.’’

A segurança que emana dele é ‘’ comunicativa’’. Não demora muito e eu me sinto mais à vontade dentro desse ambiente, tanto que me permito relaxar um pouco mais.

Jornalista – Senhor Min, muito obrigada por aceitar participar dessa entrevista. Você e sua trajetória dispensam quaisquer apresentações.

A jovem o come com os olhos, não é difícil notar, afinal ela não faz questão de disfarçar. Pra mim está bem claro que ela está caidinha.

De repente ela para pôr um momento e me olha. Espero que eu não esteja fazendo algo errado.

Jornalista – Você poderia olhar para mim, e não para a câmera e nem para o senhor Min? Ficará mais natural.

- Claro.

Ela sorri amigavelmente para mim antes de mergulhar em suas anotações. O Min volta a sussurrar coisas em meu ouvido, mas dessa vez são palavras de apoio.

Senhor Min – Apenas relaxe.... Você não precisa ficar tenso, vai dar tudo certo.

Eu apenas assinto com a cabeça, voltando a minha atenção para a jornalista que faz a primeira pergunta da noite.

Jornalista – Você é um homem de negócios coreano, mas possui negócios na África também. Alguns dizem que você trabalha com está nação pelo humanitário, e que isso e de fato importante para você. Mas, o que você realmente fez por aquele povo?

Eu não posso me impedir de pensar que essa jornalista tem a mesma dúvida que eu quanto à sinceridade do Min para com esse povo... Um CEO importantíssimo para a economia coreana focado no humanitarismo, é de fato algo difícil de aceitar.

Senhor Min – Eu procurei me desenvolver para fazer das Empresas Min, uma das empresas mais poderosas do mundo. Isso me custou muitos anos. Mas eu sempre tive um paralelo, outro objetivo. Algo que poderia dar sentido a tudo que tenho empreendido.

Jornalista – Você a todo momento fala sobre buscar um sentido. Francamente, é isso que o motiva e o faz avançar?

Senhor Min –Claro que sim... Há mais de dois anos, com certa regularidade, eu estou em negociação com as autoridades desses países, para que eu possa aplicar planos de ações duráveis. Eu trabalho para implantar novas tecnologias e facilitar o acesso à água, dando condições de vida um pouco mais dignas a essas pessoas, visto que devemos nos adaptar às infraestruturas africanas e ter longas conversas com as autoridades locais.

Jornalista – Então, finalmente, você se define como um filantropo?

Senhor Min – Eu me definiria mais como um homem que possui meios para aplicar mudanças necessárias.

O Senhor Min responde cada pergunta sem hesitar. Em sua voz se percebe franqueza de um homem sincero e honesto. Devo dizer que estou agradavelmente surpresa com isto.

Jornalista – O que você pensa sobre os rumores referentes a uma forte disputa entre você e o homem de negócios, John Stephens, da Avents Partners?

Enquanto eu pesquisava sobre o Min eu acabei lendo algo relacionado a isto, onde o John Stephens não apreciaria que o Min Comprometesse seus negócios na África.

Francamente, os jornalistas... Sempre procurando a pequena brecha que faça ruir a montanha...

Senhor Min – Os rumores são apenas rumores, como você mesma disse. Seul é como qualquer outra metrópole agitada, onde fofocas são frequentes. Eu não me envolvo com pequenas histórias sem fundamento algum, só mesmo com aquilo que é concreto senhorita. Eu vejo além de tudo isso. Meu trabalho na África visa sobretudo, levar ajuda e esperança aos menos privilegiados de nosso mundo.

Isso que é dar um grande esporro com classe. Pobre jornalista, a coitada parece um pouco perdida. Mas afinal, o que ela esperava atacando um homem como esse?

Ele abaixa o olhar para ver a sua ficha de anotações e depois olha novamente para ele, com um estranho brilho no olhar.

Jornalista – Ver o senhor sempre rodeado de lindas mulheres, e as levando em seu jatinho particular, e algumas vezes em seu Aston Martin.... É algum tipo de paradoxo calculado?

(Caramba! Essa garota é bem corajosa ein!)

Mas eu tenho certeza que o homem ao meu lado não se abala nenhum pouco com isso, tenho ainda mais certeza despois que ele solta um riso um tanto quanto sarcástico.

Senhor Min – Você sabe... Você alimentam mitos, criando rumores, e eu adoro isso.

O jeito que o Min olha para a jornalista, agora, é estranho. Mas eu conheço esse olhar. É aquele que te intimida e te causa a sensação de estar sendo desafiado. Vejo que ele a coloca em seu próprio jogo.

A jornalista inclina um pouco a cabeça, vejo ela ficando um pouco vermelha de vergonha. Ela, com certeza, está ficando ainda mais perdida.

Devo dizer que a entendo bem. Afinal eu vivo passando por isso, a cada encontro com esse homem eu sou atingido por esse olhar penetrante que nos desarma.

Depois de alguns segundo cabisbaixa, ela se recompõem e segue com a sua entrevista com as perguntas mais focadas nas pesquisas tecnológicas feitas pela empresa.

Sem dúvidas agora ela entendeu que tentar encurralar um homem como o grande Min Yoongi é um desafio e tanto, e que seria melhor entrar em um assunto mais tranquilo.

Eu observo o meu chefe responder cada pergunta com muito domínio. Nada escapa de seu controle. Ele administra a situação com uma maestria invejável....

Ao longo dos anos esse homem deve ter se preparado para esse tipo de situação, afinal, jornalistas estão sempre procurando algo pequeno para causar grandes boatos. Boatos grandes o suficiente para denegrir a imagem de alguém.

Jornalista – Senhor Min, eu lhe agradeço.

Senhor Min – Sou eu quem agradece.

Quando eu o vejo desenvolver-se dessa maneira, com calma e talento, eu entendo porque ele chegou ali...

Nós nos levantamos todos para sair do pequeno espaço reservado para a entrevista. A jornalista aperta a nossa mão calorosamente enquanto o cameraman arruma suas coisas.

?? – Hei!

Uma voz masculina e alegre nos interrompe.

?? – O que você está fazendo aqui?

O jovem, Um magnífico ruivo com músculos perfeitos, se joga literalmente nos braços do Min.

Ele permite que o rapaz faça isso de bom grado e lhe dá um sorriso bem bonzinho.

Mesmo que ele seja um rapaz, ele também deve fazer parte da lista de top models do Min. Seu rosto até que é familiar para mim, acredito já ter visto fotos deles juntos.

Senhor Min – Está vendo aquela câmera? Ela é usada durante a realização de entrevistas.

?? – Terminou?

Senhor Min – Agorinha.

?? – Então eu encontrei você por coincidência? Você não poderia ter me avisado que iria dar uma entrevista aqui?

O Min olha para cima. Mas ele parece mais se divertir do que nervoso com todas as perguntas e ainda mais com esse comentário.

?? – Ok. Você é mesmo impressionante, agora vem comigo. Vamos tomar uma bebida!

O garoto praticamente o puxa pelo braço! Mas será possível, eles devem ser bem íntimos, já que eu não vi ninguém até agora com esse comportamento.

Bom... Eu acho que vou deixá-los a sós... Eles parecem bem próximos, e como o meu trabalho aqui já acabou não vejo a necessidade de assistir essa cena.

Minha pequena, e inconveniente, consciência me avisa: ‘’ Você está com ciúmes Jimin!’’

O Min faz um sinal com a mão para que o garoto espere, e se vira para mim enquanto o garoto vai para uma das mesas fazendo um sinal para o proprietário do local.

Senhor Min – Obrigada por ter vindo Park. Obrigado por sua dedicação.

- Eu quem agradeço, eu aprendi algumas coisas e foi interessante!

Senhor Min – Meu motorista irá acompanha-la. Descanse e esteja no escritório amanhã às dez horas da manhã.

Eu me sinto grato por ele ter me permitido participar da entrevista, afinal eu aceitei esse cargo porque queria aprender mais e queria dar algum sentido a esse cargo. Não quero ser apenas um mero secretário.

- Não se preocupe senhor Min, eu pego um táxi.

Senhor Min – O Lee já foi orientado a lhe acompanhar, não o decepcione. Afinal, ele não precisa que o façamos de bobo.

Eu assinto com a cabeça e ele me dá um sorrisinho acompanhado de uma piscadinha, senhor esse homem ainda vai acabar comigo.

(Ah Jimin! Vamos, se recomponha e se comporte um pouco vai.)

Sobretudo porque não é comigo que ele vai tomar um drink, mas sim com esse ruivo com um corpo estonteante, com quem eu não tenho nada a ver.

Eu preciso saber reconhecer: romances onde caras gatos e milionários se apaixonam por homens como eu, só pode acontecer em doramas ou em fanfics mesmo.

Eu faço um sinal cortês com a cabeça ao senhor Min e saio para encontrar o Lee.

Como previsto, o motorista me espera pacientemente diante do carro, com uma postura impecável demonstrando tranquilidade apoiado na lataria. Seus olhos encontram os meus.

Eu não havia percebido antes, mas uma cicatriz marca o lado esquerdo do seu rosto, por quase toda a extensão.

Quando eu estou mais próximo do veículo, ele sorri gentilmente e abre a porta para mim.

Eu olho em volta, para ter certeza de que ninguém esteja me olhando. Entrar em uma limusine com um motorista, em uma cidade como Seul, pode parecer indecente!

- Grato.

Entro na limusine meio ofegante. Mas dessa vez o meu coração está bem manos agitado.

Eu dou uma última olhada para à entrada do bar pela janela. Eu bem que gostaria de saber quem é esse garoto...

Taemin – Se você quiser água fresca para beber, há uma garrafa a sua disposição.

- Ah, obrigado!

Eu o vejo mexendo em seu GPS.

- Oh, desculpe, eu moro na...

Taemin – Sim, não se preocupe, eu sei o endereço.

(Mas hein!?)

Como assim ele sabe o endereço? ... Eu não me recordo de ter lhe dado o meu endereço. O Min é tão precavido a esse ponto?

Os alto-falantes nos lados começam a ecoar uma agradável canção. Uma música do Jamie Cullum. Devo admitir, Taemin tem um bom gosto.

- Eu adoro o Jamie Cullum... Você gosta de jazz?

O Taemin me dá uma breve olhada pelo retrovisor.

Taemin – Sim, o jazz me relaxa...

- Oh, entendo.

Eu gostaria muito de lhe perguntar o que ele pensa sobre o nosso chefe... como ele se comporta com ele, se toda essa gentileza é momentânea, entre outras coisas. Mas o Taemin é um homem sério, e não me parece ser do tipo que comenta sobre esse tipo de coisa, posso estar enganado? Posso, mas não irei dar a cara a tapa perguntando isso agora.

- As ruas de Seul não devem mais ter segredos para você!

Taemin – Seul é incrível, é o tipo de cidade que flui bem quando se compreende como ela funciona.

- Você é daqui?

Taemin – Eu nasci aqui, mas cresci em Busan, depois retornei.

Ele tem uma voz calma, agradável de se ouvir. Tudo nele parece estar em perfeita ordem.

- Você sempre trabalhou como motorista?

Taemin – Não, eu serva o exército.

Isso explica muito. Logo eu fico em silêncio. Meu olhar se perde nas ruas da cidade. Algo em meu peito me diz que, entre o Min e o seu motorista, há muitas coisas para se descobrir...

 

» Quebra de tempo «

 

Chegando em minha casa, eu me jogo no sofá e fecho meus olhos. Esse dia foi puxado!

Minha mente se tranquiliza um pouco e aos poucos vaga entre os acontecimentos dessa semana, então eu me recordo da entrevista com o Yoongi...

 

(...)

Senhor Min – O que você aprendeu com esse momento Park?

O Min me olha com uma taça de coquetel na mão.

Eu olho em volta de mim e percebo que estamos no terraço do prédio, do lado de fora.

Está de noite...Uma leve brisa fresca faz uma leve bagunça nos fios do meu cabelo. Lá embaixo, há grande movimentação mas de onde estamos só é possível ouvir suaves barulhos de circulação.

- Que você queria, com toda certeza, me impressionar. Me mostrar o quanto você é generoso e autoconfiante.

Senhor Min – Eu também aprendi algo nesta noite...

- E o que seria?

O Min ergue a mão e a guia até o meu pescoço, dedilhando suavemente a pele do meu pescoço me puxando para um beijo.

Meu coração até falha um batimento! Seus lábios finos e quentes guardaram o gosto amargo do whisky. A sensação é voluptuosa, suave, perturbadora.

Meu corpo todo reage ao seu toque. Quando abro meus olhos novamente, estamos na limusine.

Taemin – Chegaremos em sua casa em cindo minutos senhor Min.

(O que!? Mas como assim....?)

Senhor Min – E se eu te fizesse perder o controle?

Devagar e com sutileza, ele desliza sua mão por todo o meu corpo e me fez afundar no estofado macio do banco. Ele se coloca ao meu lado e acaricia lentamente, cada centímetro quadrado de minha pele. A sensação é deliciosa, mas meu corpo reage como se eu já tivesse sentido esse toques antes. Como se eu quisesse de novo.

A sensação é agradável demais para que continuemos a lutas contra. Eu só quero sentir suas mãos e sua respiração quente em cada parte do meu corpo.

A presença do Taemin no banco da frente não me atrapalha de maneira alguma. É até excitante...

Eu estou com calor, muito calor! De repente, parece que chamas dançam do lado de fora do carro.

Elas parecem se aproximar cada vez mais, e cada vez mais rápido!

(...)

 

Eu acordo assustado! Estou todo suado. Com uma enorme dor nas costas e meu coração bate muito acelerado em meu peito.

Eu me levanto e me espreguiço. Minha nuca e minhas costas estão muito doloridos... Só então a ficha caí, eu peguei no sono, ali mesmo no sofá!

(Mas que sonho foi esse hein!?)

Eu me sinto tão mal! Ter um sonho como esse com o meu chefe! Eu não posso estar tão caidinho por ele assim.

- Jimin... Você está, praticamente, alucinando querido!!

A boa notícia é que não passava de um mero sonho. Como consequência, eu não fiz nada de mal! Mas devo admitir, foi muito, muito gostoso...

A má notícia é que estou com uma ‘’ semi’’ ereção entre as minhas pernas.

Ao constatar isso eu fui em direção ao banheiro e tomei um banho gelado, tentando aliviar a dor incomoda em minha nuca e costas, além de me livrar dessa quase ereção.

Depois de terminar o banho só penso em uma coisa, me jogar em minha cama e tentar dormir bem pelo resto da noite.

Bom, eu só espero que o Min não me pergunte se eu passei uma boa noite, amanhã de manhã....

 

» Quebra de tempo «

 

Está manhã eu nem cruzei com o Min. Devo confessar que isso está facilitando as coisas para mim. Afinal, seria muito difícil encara-lo depois de ter sonhado com ele me pegando no banco de trás da limusine, eu me sinto completamente envergonhado com a possível ideia de vê-lo hoje.

E pra piorar minha situação eu estou com uma baita dificuldade para me concentrar!

De repente, ouço três batidinhas secas tocarem à minha porta antes da cabeça da secretária aparecer.

Eu não vejo muito mais do que seus olhos, já que ela carrega uma enorme pilha de documentos.

Ela solta tudo aquilo de uma vez sobre a minha pobre mesa enquanto suspira.

Secretária – O senhor Min queria que eu trouxesse essas pastas para você.

- Ehhh... Grato...

Secretária – Bom trabalho.

Ela sai tão rápido quanto entrou, deixando ali, diante de mim, aquela enorme montanha de papéis.

Algumas folhas até ameaçam escorregar e poderiam facilmente fazer aquele frágil monte desabar.

- Ok, maravilhoso, demais!!


Notas Finais


Meus amores muito obrigada por todos os comentários, eles me motivam muito ❤
Obrigada também pelos 39 favoritos ❤
Obrigada por me aceitarem juntamente com essa história ❤
Até Mais! 🍒❤


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