História My Dear Cats - Imagine EXO - Capítulo 25


Escrita por: e kiimkyu

Postado
Categorias EXO, Kris Wu, Lu Han
Personagens Byun Baek-hyun (Baekhyun), Do Kyung-soo (D.O), Huang Zitao (Tao), Kim Jong-dae (Chen), Kim Jong-in (Kai), Kim Jun-myeon (Suho), Kim Min-seok (Xiumin), Lu Han (Luhan), Oh Se-hun (Sehun), Park Chan-yeol (Chanyeol), Wu Yifan (Kris Wu), Zhang Yixing (Lay)
Tags Imagine, Jimin, Kyungsoo, Namjoon, Sehun, Suho, Xiumin, Yoongi
Visualizações 100
Palavras 3.462
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Fluffy, Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


[Capítulo Revisado]

Antes de tudo, sim eu demorei muito para atualizar, podem me bater eu deixo kkkk
Mas a real é que esse ano tô muito ocupada com os estudos... Terceiro ano e enem, passo o dia todo na escola gente. Chego a chorar, fico quase sem tempo de escrever e a inspiração ficou em falta por um tempo. Espero que me perdoem dessa vez e aproveitem a leitura do capítulo de hoje. As atualizações vão ser mais rápidas, porém não prometo que será muito frequente. Espero que me entendam também!


Amo vocês, boa leitura! ❤️

Capítulo 25 - 24. Quem é vivo sempre aparece


Fanfic / Fanfiction My Dear Cats - Imagine EXO - Capítulo 25 - 24. Quem é vivo sempre aparece

24. Quem é vivo sempre aparece

Anteriormente...

 

— Sabe, dona… — Sehun disse. — Eu acho que sinto alguma coisa por você. — aquilo me pegou de surpresa. — Não se assuste. Eu não sei o que exatamente estou sentindo, mas é um sentimento que é bom, mas é dolorido ao mesmo tempo. Você sabe o que é?

Quando iria pensar no que respondê-lo, fomos interrompidos por alguém.

— Olá (s/n), quanto tempo não nos vemos.

Aquela voz... Eu não precisaria nem olhar para saber quem era...

Seulgi.

 

   Agora

 

Não acreditava que ela tinha voltado, na verdade não acreditava porque ela veio falar comigo depois de tudo.

Encarei ela dando um sorriso forçado mostrando que eu não havia gostado nem um pouco da sua presença.

— Olha, eu sei que não devia vir falar com você depois daquilo. — E não devia mesmo, devia ter ficado em Paris. — Mas eu me arrependo muito daquele dia, nesse tempo em Paris eu refliti muito sobre meus erros daquela época...

Ela pensa que me engana. Duvido que ela realmente tenha feito isso.

Me levantei e deixei um Sehun completamente confuso com aquela cena, fiquei mais próxima de Seulgi e abri minha boca para falar qualquer coisa que ofendesse ela, mas eu não consegui.

Eu queria chorar, me desmanchar em lágrimas até não poder mais sair água do meu corpo. A mágoa que eu sentia ainda era muito forte, a pessoa que eu mais confiava no mundo me apunhalou pelas costas. Perdoar parece ser fácil, mas é uma das coisas mais difíceis que eu poderia fazer.

— Olha Seulgi, não sei exatamente o que você quer de mim, mas eu lembro muito bem de ter dito que não queria que você falasse comigo novamente ou melhor, nunca mais olhasse na minha cara — Uau. Pelo menos consegui dizer aquilo sem chorar, já era algo.

— Ah, eu tentei, mas não deu certo. Que pena. — ala fingiu uma expressão triste e começou a rir. Mas o quê?

— O quê? Não estou entendendo. — Olhei para trás vendo Sehun se levantar.

— Ah qual é (s/n), achou mesmo que eu viria com essa conversa toda? — ela começou a rir de novo. — Queria ver se você ainda era tão ingênua, vejo que não. — riu anasalado.

Vacilei um pouco ao demonstrar minhas feições de choque. Eu realmente não a reconhecia mais.

— Omo, estava acreditando?! Perdão, mas só vim aqui mesmo porque o- 

Ela não conseguiu terminar de falar quando alguém a interrompeu.

— (s/n)? E Sunhee, você fez aquela cena toda correndo até aqui? O que veio fazer, vocês se conhecem?

Sunhee…? Como?  E Zitao?!

— Tao?! — me virei espantada, eles se conheciam não sei como e... Que nome é esse?!

— Não amor, pensei que era uma antiga colega, mas me enganei. — Seulgi se aproximou de Tao e deu um beijo em sua bochecha.

Meus pensamentos estavam se atropelando, eu não estou entendendo nada. Como eles se conheciam? E por que Tao está chamando Seulgi por Sunhee?

— Saquei. Mas agora você! — Zitao apontou em minha direção. — (s/n), você não deu nem mais um sinal de vida, me deixou magoado pequena. — sorriu terno — Estava com saudades, não esperava te encontrar aqui assim. — Zitao me puxou para um abraço e eu afundei o rosto em seu peito.

Em meio ao abraço, meu cérebro ainda processava o que estava acontecendo.

— Ah (s/n)! Deixe-me apresentar minha namorada, aquela doce garota que te contei que havia conhecido em Paris, Sunhee. Sunhee essa é a (s/n), aquela amiga que te falei. — Zitao se aproximou dela todo sorridente.

— Prazer (s/n), sou Song Sunhee. — a falsa fez reverência.

Ela foi louca ao ponto de mentir sua verdadeira identidade sem nenhum motivo? Ou tinha algum?

Zitao já ouviu muito sobre Seulgi devido a mim, mas nunca a conheceu pessoalmente ou mesmo tinha a visto, mas Seulgi já havia o visto muitas vezes. Que praga!

Conheci Huang Zitao através do Yifan e Yixing há uns 4 anos, porém nunca fomos tão próximos como eu sou com os outros. Ele e os meninos eram amigos de infância, desde a época que moravam na China até que suas famílias decidiram vir para cá expandir seus "negócios", que até hoje não sabia ao certo quais eram. 

A única coisa que sei é que eles tem bastante dinheiro. A família do Zitao é a que eu diria que possui mais do que aparenta ter.

Na época em que meu ex e a Seulgi me traíram, o Zitao foi um ombro amigo e me deu conselhos que eu não esperava vindo dele.  Ele realmente foi uma pessoa fundamental para superar essa fase na minha vida. Agora vê-lo sendo enganado pela falsa da Seulgi me dá raiva. Eu não poderia a  desmentir naquela hora, não queria que a situação piorasse ou se voltasse contra mim. Dessa vez agiria estrategicamente.

— (s/n)? Terra chamando (s/n)! — despertei dos meus pensamentos e o encarei. 

— Oi? 

— Não ouviu o que eu perguntei? 

— Não...?

— Eu perguntei se você não vai me apresentar para o seu… Namorado?

— Quem?! Ah, ele… — apontei para o Sehun que ficou ao meu lado de imediato. — Ele é…

— Sou apenas um amigo. Meu nome é Oh Sehun — Sehun respondeu firme.

É, amigo!

— Isso! Meu amigo! 

— Sei… apenas um amigo — Zitao abaixou a cabeça por um segundo e riu pelo nariz. Tudo bem, ele não acreditou. — Sou Huang Zitao.

A mentirosa da Seulgi estava de cara fechada, pela sua careta parecia incomodada com algo, mas foda-se ela.

— Mas então, vou indo para casa. Até mais Tao e Song Sunhee.  

Quanto mais rápido eu saísse dali, melhor seria ou eu acabaria caindo na porrada com a Seulgi, desmascarando ela ali mesmo. Mas queria muito ver até onde ela conseguiria levar a mentira. Seulgi não conseguiria sustentá-la por muito tempo, acabaria encontrando com os meninos que a conhecem super bem.

Fui andando aos poucos antes de Zitao se despedir, precisava contar essa para o Luhan. Ah, o Luhan, tinha me esquecido desse detalhe, ainda não tinha conversado com ele.

Enquanto me distanciava, Sehun nem havia se movido. Qual o problema dele? 

Voltei pra buscar "meu gato", o puxando pelo pulso e acelerei o passo.

— (s/n), antes de ir… — Zitao correu até mim. — Me passa seu número ou eu peço pro Kris já que vou me encontrar com ele hoje. Ele quer apresentar a namorada. — Namorada? — É engraçado, né? Kris e namorada numa mesma frase, não acha?

Namorada?!

— Amor, vamos para casa. Ainda estou cansada da viagem. — Seulgi se aproximou  falando manhosa agarrando o braço do Zitao. Que vontade de vomitar.

— Tá, só um minuto que eu tenho que pegar o número da (s/n).

— Por que você quer o número dela? 

— Porque ela é minha amiga e perdi o número dela, Sunhee.

— Me dá seu celular. — pedi ao Zitao e anotei meu número em sua lista de contatos. — Pronto, aí você me envia uma mensagem e eu salvo seu número, mas agora temos mesmo que ir. Até mais. 

Falei rápido, agoniada com aquela enrolação.

— Até (s/n) e cara que não fala nada. — Zitao deu um sorriso.

— Até mais (s/n), foi muito bom te conhecer. — Seulgi falou.

— Até… Agora já não digo o mesmo se foi bom te conhecer. — falei a última frase um oitavo mais baixo.

Finalmente saí de perto deles. Me manter no mesmo local que Seulgi estava por me sufocar. Mesmo que não estivesse falando muito, estava muito quieta na presença do Zitao. Talvez estivesse evitando se entregar de sem querer.

— Então, aquela é a Seulgi? — Sehun  perguntou caminhando ao meu lado.

—  Sim, sim… Pera, como você sabe? 

— Eu estava lendo o que você pensava. — falou baixo.

— Sehun! Já falamos sobre isso.

— Perdão, dona...

Sehun estava diferente, mais quieto que o normal. O que seria duas vezes mais silencioso. Ele estava mesmo gostando de mim e não sabia o que significava isso? 

A sensação era tão estranha, eu não via o Sehun dessa forma.

— Bom, vamos tomar sorvete, que tal?

— Hum, nunca provei, mas quero sim. — ele parou e pensou um pouco. — Quero aquele de chocolate! — sorriu por fim.

Sehun sorriu? Ele sorriu! E que sorriso...

Senti meu celular vibrar no bolso, tirei e olhei o ecrã, era a foto do Luhan. Será que eu atendo agora? Melhor não, quando eu chegasse em casa falaria com ele. 

Respirei fundo.

— Vamos Sehun?

— Sim!

No meio do caminho tinha um carrinho de sorvete, ali mesmo comprei. Sentamos em um banco próximo. Olhei para o lado e ele se melecou todo de chocolate, tinha até na sua testa. Esses gatos gostam mesmo de um doce. Fofo.

Comecei a ter uma crise risos, foi quando Sehun começou a fazer uma careta engraçada de confusão.

— Por que está rindo?

— É que você está- Hnm, deixa eu limpar você aqui. — peguei o guardanapo e comecei a limpar seu rosto. Senti seu olhar sobre meu rosto acompanhado de um calafrio. Isso foi estanho.

Continuei limpando até que ele segurou a minha mão, me parando.

— Eu acho que… que preciso de você. — o olhei confusa.

— Precisa de mim? — Em que sentindo pelo o amor de Deus?!

Ele aproximou seu rosto do meu.

— Você sabe em que sentido.

Ele leu meus pensamentos de novo. Argh, tenho que arranjar um jeito de bloquear isso.

— Tudo bem, vamos para casa! — levantei de supetão, fazendo ele se afastar e comecei a andar.

Olhei para trás e ele ainda estava sentado. Eu sou muito burra mesmo, deixar essas coisas acontecerem assim.

— Vamos, Sehun.

Ele levantou sem dizer nada e me seguiu.

Ao chegar em frente de casa me deparo com um carro bastante familiar. Estreitei os olhos até me lembrar de quem era. Luhan!

Abri a porta encontrando uma ruma de macho no sofá olhando um para a cara do outro. Jongin estava tomando soju na garrafa enquanto encarava o Luhan, que se encontrava de frente para ele no sofá, de olhos semi cerrados.

Jongdae brincava com uma bolinha a jogando para cima e a pegando em seguida. Kyungsoo apenas acompanhava os movimentos da bola. Xiumin e Suho olhavam toda aquela cena com cara de tédio.

Parei por um instante vendo toda a situação, pareciam tão distraídos que nem notaram minha presença. Agradeci mentalmente, se tudo desse certo eu posso ir ao banheiro tranquila sem que ninguém conversasse comigo. Tudo que mais queria era um minuto sozinha. 

Tento passar por trás deles indo em direção as escadas até que escuto algo quebrando. Seria a porta? 

Me viro assustada e encontro Sehun com os olhos arregalados e com a porta na mão! Todos que estavam sentados no sofá se levantaram com o susto que tiveram, mas três deles não pareciam tão surpresos assim. Estava tentando de fato entender como o Sehun conseguiu arrancar uma porta se nem músculos direito ele tinha naqueles braços finos.

— Yah! Como você fez isso?! — Jongin foi o primeiro a falar.

— Eu… Eu não sei.

"Dona me ajude!" — escutei Sehun me pedindo ajuda por telepatia.

— Kai, essa porta estava quase caindo mesmo, acabei esquecendo de chamar alguém para consertar. — cheguei perto deles.

— Pera, quando você chegou? — Jongdae perguntou confuso.

— Isso não vem ao caso agora, Chen. — Jongin revirou os olhos. — Ainda não faz sentido isso ter acontecido, abri e fechei essa porta e ela não deu nenhum sinal de que estava "caindo". — ele fez aspas com os dedos.

Assim que eu ia responder, Luhan me cortou.

— Na verdade, faz sim. Ela quase caiu comigo uma vez — ele me encarou.

— Ah, então tudo bem. — Jongin se jogou no sofá e voltou a beber o seu soju.

— É...  

Jongdae iria falar algo, mas desistiu e sentou no sofá também.

— Vocês quatro. — apontei para os híbridos que estavam cochichando um com o outro no canto da sala. — Preciso falar com vocês rapidinho lá em cima. — eles me encaram assustados como se esperassem alguma bronca.

— Hum, vai falar só com eles mesmo ou vai fazer algumas coisinhas a mais com quatro caras? — Jongin sorriu sacana e gargalhou igual um retardado.

— Ah, cala a boca, Kim Jongin! — Jongdae jogou uma almofada no idiota do irmão e ele protestou irritado.

— Obrigada, Chenzinho. — agradeci ao meu primo pela boa ação.

— A suas ordens, my lady. — Ele se levanta fazendo uma reverência e começa a dar aquela risada gostosa.

Me viro para onde os híbridos estavam, mas nem uma alma penada havia mais ali. Subo às escadas indo para o quarto, mas um braço me impede de chegar até lá.

— Darling, precisamos conversar sobre-

— Não Lu, não precisamos, tá? Está tudo bem sobre o que aconteceu. — tento o tranquilizar e reparo melhor em seu rosto com alguns hematomas, levanto a mão e o toco fazendo com que ele ele gemesse de dor. — Omo, desculpa Lu! — ele começou a rir.

— Não precisa se desculpar, eu estou bem, nem doeu tanto. — fez uma careta. — Então, estamos bem?

— Sempre Luhan. — puxo ele para um abraço, mas ele hesita um pouco até que me envolve em seus braços. 

— Eu não quero perder você, nunca. — ele sussurra no meu ouvido.

— Por mais que eu não saiba porquê você está falando isso, você nunca me perderá. Amigos para sempre, lembra? —mostrei meu dedo mindinho da promessa. 

— É... Amigos. — ele junta o seu dedo ao meu e sorri fraco.

— O que foi, Luhan? Eu disse algo de errado? — perguntei preocupada.

— Não! Eu só lembrei que preciso ir ajudar meu pai no trabalho. A gente se fala depois, beijos.

Luhan beija minha testa e corre descendo as escadas indo embora me deixando para trás. O ele realmente tem? 

Dou de ombros e finalmente vou para o quarto. Os híbridos estavam conversando sobre algo que não dava pra ouvir então resolvi interromper.

— Algum de vocês podem me explicar como o Sehun conseguiu derrubar a porta? — eles param de falar e me encaram.

— O Sehun finalmente está virando um macho. — Suho responde sorrindo e bagunça os cabelos do Sehun que faz cara feia

— Como assim virando macho? — pergunto completamente confusa, sento na cadeira da minha mesa porque não aguento mais ficar em pé.

— Isso soou estranho, Suho. — Kyungsoo tomou a frente. — Ele quis dizer um homem adulto, dona, mas na nossa linguagem é macho. Nossa espécie tem uma fase em que os filhotes machos quando estão virando adultos eles ganham mais força e não conseguem controlar, precisam de treinamento. — terminou de explicar, calmamente.

— Pera, então o Sehun ainda era um filhote? — todos assentem.

— Exatamente, dona. Por mais que eu pareça ser o mais novo, o Sehun que é um filhotinho ainda. — Xiumin falou apertando as bochechas inexistentes do Sehun.

— Isso dói, hyung! E é ex filhote. — ele se levanta emburrado e entra no banheiro fechando a porta com força.

— Nossa, o que ele tem agora? 

— Não liga não, é só uma fase. — Suho deitou na cama.

— Desculpa atrapalhar a orgia aí, mas seu amiguinho está aqui. — Jongin entra no quarto e logo atrás um Chanyeol constrangido pelo comentário do meu primo.

— Oi (s/n), e aí caras. — Chanyeol cumprimentou os híbridos, mas nenhum o respondeu.

— Não liga pra ele, Chanyeol, Kai é idiota assim mesmo. — reviro os olhos.

— Assim você magoa meus sentimentos, priminha querida. Bom, de qualquer forma estou saindo com o Chen. Até mais, divirtam-se aí. — ele correu antes que eu consiga jogar meu tênis nele.

— Sério Chanyeol, não liga pra ele. Senta aí e me fala o que quer.

— Antes, o que houve com a porta? Cheguei e não havia nenhuma.

— Longa história. — rio nervosa. Os híbridos começam a conversar entre si em cochichos novamente, aquilo já estava me irritando. 

— Será que podemos conversar a sós por um tempinho? — quando Chanyeol termina de falar, os híbridos pararam de cochichar e os mesmo fuzilam o pobre do Chanyeol com os olhos. Ele percebe e começa a ficar nervoso com a situação. — Ou não, pode ser aqui mesmo.

Levanto da cadeira e puxo Chanyeol até fora do quarto, indo até a cozinha pegar um copo de água.

— Aigoo, obrigado por me tirar de lá. Eles me dão um pouco de medo… Acho que não vão com minha a cara. — ele suspirou parecendo chateado.

— Eles são assim com todo mundo, relaxa Chan.

— Certo, mas… Ahn, eu vim aqui perguntar se você queria sair comigo. Hnm, esse final de semana… — ele passou as mãos pelo cabelo, os penetrando para trás. Transbordando nervosismo.

— Claro, por que não? Mas não precisava se incomodar de vir até aqui, Chanyeol. Podia ter ligado.

— É que eu queria te ver…

Soltei uma exclamação, ficando vermelha. 

— Pra onde você pensa em nós levar?. — mudei de assunto.

— Ah isso, eu estava pensando em ir num clube novo que abriu esse mês no centro. Ouvi dizer que lá é muito bom, podemos tomar alguma coisa e conversar sobre como foi para você conseguir viver sem mim aqui e eu sem você lá no exterior.

— Você é fofo Chan e um pouco convencido. — falei rindo.

— Bom, eu tenho que ir, tenho que ajudar a senhora Park nas compras. Sabe muito bem que ela é capaz de matar o próprio filho.

— Não fala assim da sua mãe, Chan. A Eommo-nim é um amor de pessoa.

— Só com você. — ele fez uma careta.

— Vamos, te acompanho até a porta.

— Que porta, (s/n)? — ele começa a rir. Havia me esquecido, não acredito que os meninos realmente não tiveram a coragem de consertar a porta colocando ela no lugar. Nem ao menos tentaram.

— Merda, eu tinha esquecido. — falei em voz alta sem querer.

— Uau, você xingando. Parece que você mudou mesmo. 

— As pessoas mudam, Chanyeol. — dei de ombros.

— Se você quiser, eu posso voltar daqui a pouco e colocar essa porta no lugar.

— Eu agradeceria muito, Chan!

— Mas não vou fazer isso de graça. — ele cruzou os braços e reparei nos seus músculos. Não recordava do Chanyeol tendo músculos e que músculos hein.

— Que amigo hein, você que se ofereceu. — bufei, me encostando no armário.

— É brincadeira, (s/n)!

— Tá, Chanyeol vai logo antes que sua mãe te mate por não estar ajudando ela. — o empurrei até a entrada.

— Isso, me expulsa mesmo. 

— Bye, bye. 

— Tchau, (s/n). Volto já pra consertar esse estrago, mas em troca quero saber como isso aconteceu.

— Tchau, Chanyeol!

— Tá, já vou sua chata. — ele estira a língua e vira em direção da sua casa.

Olho em direção da porta que está no chão da sala e xingo mentalmente meus primos que saíram e deixaram a porta assim. Sorte que morava em uma região tranquila.

Fico na frente de casa um pouco e olho pra esquina. Havia um carro preto com dois caras de preto, eles estavam olhando na minha direção. Meus olhos se cruzaram com um deles que estava no volante, ele tinha cabelos loiros e uma boca avermelhada, não podia negar que ele era bonito. A janela do carro começou a se fechar, mas antes, ele sorriu e foi embora. Estranho.

Resolvi entrar antes que resolvessem voltar, vai saber o que foram fazer. Logo que entro, vejo os três híbridos um do lado do outro me esperando.

— Nós não gostamos desse Chanyeol. — Xiumin falou.

— Nem um pouco. — Até você Kyung?

— Devia tomar cuidado com ele, (s/n), ele não me parece ser confiável. — Suho falou, indo até a porta que repousava no chão. — E ele não precisa voltar aqui pra consertar a porta, eu mesmo ajeito isso.

Ele levantou a porta apenas com uma mão como se fosse uma pena, nem com duas eu conseguiria.

— E você sabe colocar um porta no lugar? Não sei se aqui em casa tem as ferramentas certas para isso. — sentei no braço do sofá o observando.

— Eu sei fazer muitas coisas, você sabe muito bem, querida dona. — após esse comentário, Suho sorriu de forma fofa.

— Eu vou dormir. — Kyungsoo se pronunciou. — Qualquer coisa estou no meu quarto.

— Meu quarto, você quis dizer, Kyung.

— Também. 

Ele dá de ombros e vai embora para o quarto. Xiumin resolveu fazer o mesmo deixando apenas eu e Suho que estava tentando ver como iria encaixar a porta. Estava claro que ele não fazia a mínima ideia.

— Hnm, o Sehun já saiu do banheiro? — perguntei.

— Não, está trancado lá. — respondeu indo para a cozinha, acho que desistiu de colocar a porta.

Suho voltou com uma caixa em mãos que parecia ser de ferramentas. Tudo bem que eu não sabia que tínhamos isso, mas já era um começo. Subi meu olhar até seu tronco que estava desnudo. 

— Por que tirou a camisa? — perguntei meio desconfortável. Tá quente hoje né?

— Está quente, dona. — ele sorriu fofo mais uma vez e caminhou até a porta, começando a encaixá-la. Começo a encarar suas costas, lindas por sinal.

— Eu sinto seus olhos queimando minhas costas, dona.

— Na-não sei do que você está falando. — virei de imediato para a tevê, procurando um canal bom.

Começo a sentir um ar quente na minha nunca me fazendo arrepiar, quando me viro para checar o que era, era o Suho! 

Nossas bocas estavam tão próximas que eu conseguia sentir sua respiração...


Notas Finais


— Glossário. —

Soju: bebida alcoólica.
Bye, bye: "Tchau, tchau" em inglês.

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Esse foi o cap de hoje!
Até breve ❤️


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