História My dear Elizabeth - Capítulo 1


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Categorias The Seven Deadly Sins (Nanatsu no Taizai)
Personagens Elizabeth Liones
Tags Aventura, Drama, Elizabeth Liones, Meliodas, Melizabeth, Romance
Visualizações 171
Palavras 2.261
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu escrevi essa fanfic no começo de 2018, em outra conta, quero retoma-la e buscar mais leitores... espero que gostem.

Capítulo 1 - Lado a lado ao Diabo.


Fanfic / Fanfiction My dear Elizabeth - Capítulo 1 - Lado a lado ao Diabo.

Confesso que não tem um dia sequer em que eu não me sinta morta por dentro. Meus pulsos sempre cortados e escondidos por moletons grossos, meus jeans sempre rasgados, minha boca sempre seca por conta do vazio silêncio. Bem, aqui estou eu, desde o oitavo ano sendo chamada de "Princesinha escrota", mas pensando melhor, realmente não ligo para a minha reputação e minha maquiagem ou minhas roupas, aprendi a lidar da melhor forma com o bullying: Ignorando, talvez minha ignorância seja o motivo por me acharem metida, porém... Eu não ligo.

Estou no meu canto sagrado, meu refúgio, o jardim na parte de trás da escola. É uma área aberta com um muro alto cimentado, as pessoas não frequentam muito esse lugar por motivos desconhecidos, minha presença talvez.

Suspiro tirando um isqueiro e uma caixa de cigarros da minha pequena bolsa, olhei para os lados certificando se não tem realmente alguém me observando, pois é contra as regras utilizar isso no colégio, aliviada coloco na boca e acendo. Traguei e soltei a fumaça esbranquiçada, às vezes imagino unicórnios se formando como desenhos sobre a fumaça, alguns minutos se passaram e eu nunca me canso de olhar.

Meu pequeno transe é cortado pelo sinal escandaloso da escola revelando que o tempo do intervalo esgostou, olhei para os lados novamente e joguei o cigarro no chão, pisei até a fumaça se apagar por completo. Cisquei o chão enterrando o cigarro com a terra, aposto que naquele mesmo local tem mais cigarros meus enterrados, super discreta, eu sei. Mas pelo menos tento disfarçar o cheiro da minha boca com a bala de hortelã. Revirei os olhos ao me lembrar que era aula de física e eu precisava voltar para a sala... Odeio física, quem não odeia?

Principalmente o professor da matéria, aquele homem oque não tem de altura tem de chatice, é simplesmente um ser abominável, tenho absoluta certeza que ele me odeia também, amaldiço ele toda vez que me lembro que também é meu vizinho. Caminhei para a sala me preparando mentalmente para rebecer a bronca por não ter feito a lição e também por conta da nota da última prova, pois hoje é a tão desesperadora entrega de notas, pior que um massacre de serra elétrica.

         •°•°•°•°•
 

Entrei na sala chamando atenção de todos, meu atraso era evidente. Fui ao banheiro, fui beber água, comprei mais porcarias desnecessárias na lanchonete, perambulei pelos corredores, fiquei enrolando um pouco para passar alguns minutos, no entanto um dos monitores me pegou cabulando aula e disse que se eu não voltasse para minha sala me deixaria na detenção nos finais de semana.

Não tive escolha, de problemas já basta minha família, isso é frustrante sempre tento fugir dos problemas e não enfreta-los. Falando em problemas o professor parou de escrever suas anotações no quadro azul e depositou o pincel na mesa. Seus olhos verdes grandes intimidantes se fixaram em mim expressando algo nada amigável, ele cruzou os braços, podia sentir seu cheiro viril de disciplina daqui com uma leve mistura da fragrância de perfume importado.

Entrei devagar fechando a porta atrás de mim, sabe, acho engraçado como todos da sala ficam extremamente quietos na aula dele, se fosse outro professor estariam na maior baderna, provavelmente rindo da minha cara e jogando bolinhas de papel em minha direção, na presença de Meliodas não, a atmosfera da sala esfriava e nós causava arrepios na espinha. As meninas caiam de amor por ele, o típico professor com atributos físicos atrativos e cheio da grana exibindo seu doutorado em diversas áreas. Seus cabelos loiros brilhavam muito com apenas o reflexo da luz da janela, não era de negar que aquele homem era bonito por fora, mas por dentro quem o conhecia sabia como ele era feio e repugnante por dentro, homem que me inferniza desde o fundamental.

- Com licença, professor.- Fui em direção a minha carteira no fundão, torcendo mentalmente para ele não dar mais um de seus "puxões de orelha"

- Liones...- Sua voz rouca saiu rústica como sempre.- É a terceira vez só essa semana, suas atitudes detestáveis se refletiram nas suas notas, você acha mesmo que vai conseguir ser uma boa profissional tirando sempre 3,5?.- Disse em voz alta, pude ouvir vários cochichos e baixas risadas, arregalei os olhos ao notar que ele revelou minha nota perante a sala inteira, queria explodir, senti meu rosto ruborizar, me sentei em minha carteira abaixando a cabeça. 

Ele é desses que gosta de humilhar os alunos na frente de todo mundo, o verdadeiro dragão dos olhos verdes. Ele continuou me  encarando com um ódio que eu não sei da onde sai, me mantive em silêncio com coisas presas na minha garganta, tentei o máximo possível me controlar.

- Quero você na minha sala depois da aula.- Sua última frase antes de pegar o canetão e continuar com o conteúdo no quadro azul, e lá vamos nós duas ou três horas de números e fórmulas inacabáveis. O último ano do ensino médio não é fácil, na verdade ninguém disse que seria, minha vontade naquele momento era de voltar para a casa e me enrolar nos edredons para pensar como recuperar as minhas notas.

        •°•°•°•°•°
 

- Entre.- Escutei uma voz grave de dentro da sala depois das minha três batidas. Entrei um pouco hesitante abaixando a cabeça e fechando a porta logo em seguida, escutei levemente os lábios do homem loiro sussurrarem a palavra "detestável" quandos as órbitas esverdeadas rolaram na minha farrapada mochila. Ele avaliou melhor minha postura com desgosto me considerava uma pessoa fraca, sua expressão dizia tudo, o professor soltou a caneta que estava usando para anotações.- Senti-se, Senhorita Liones.

Tomei isso como uma ordem e retei sentando-me em sua frente, comecei a observar todos os movimentos dele retirando uma folha de dentro de uma pasta de couro italiano e colocando em cima da mesa em minha frente, olhei confusa para o loiro.

- Essa é a sua prova...- Sorriu apreciando a minha expressão de nervosismo, me inclinei para frente e estendi as mãos trêmulas até pegar o papel, arregalei os olhos incrédula com a mancha vermelha de caneta redonda.- Obrigado por me poupar de corrigir sua prova.

- O que? Mas por que está zerada?

Não...

- Você é burra? Escreveu todas as respostas a lápis, não posso considerar, mesmo que todas as questões estejam corretas.

- E-eu... não...- Eu queria chorar naquele momento chorar e chorar muito, mas eu não podia dar esse gostinho a mais a ele, não mesmo, encarei o professor com uma certa fúria. Sem pensar nas conseqüências amassei a prova em minhas mãos peguei minha mochila e saí desparada da sala sem olhar para trás ou me importar com os devidos problemas, e lá vou eu novamente fugindo dos meus problemas.


           •°•°•°•°•°

Destranquei a fechadura da minha porta com minha chave, logo em seguida entrei tranquei novamente. Estranhei a casa, pois nenhuma das luzes estavam ligadas e já era no final da tarde e estava escuro, o silêncio predominava todos os cômodos, fui pelos corredores ligando todas as luzes para clarear o local, normalmente minhas irmãs e meus pais já deveriam ter chegado a muito tempo.

Fui até a sala de estar e peguei o telefone de linha, enrolei o fio nos meus dedos como de costume e e disquei o número do serviço do meu pai, para perguntar porquê só eu estava em casa naquele momento. Cleide a secretária do meu pai atendeu, sua voz tranquila saiu me acalmando um pouco.

- Consultório Liones, pois não.

- Cleide, sou eu Elizabeth.

- Oi meu amor, algum problema?.

- Sabe onde está meu pai? Cheguei em casa não tem ninguém, achei um pouco estranho.

- Bem, o Senhor Liones não compareceu hoje á reunião também, não atendeu o telefone e não mandou nenhum recado avisando nada, estou tentando falar com ele desde manhã cedo.

Suspirei fundo, com várias ideias idiotas passando na minha cabeça, talvez eu esteja ficando um pouco paranóica.- Ele deve ter ido jantar fora com as minhas irmãs e minha mãe, por algum motivo me esqueceram.

- Oh, sinto muito Elizabeth. Está precisando de algo mais que eu possa fazer?

- Não obrigado, boa noite.- Desliguei o telefone e coloquei novamente no gancho, mordi o lábio inferior tentando entender a situação, apesar que não seria muito impossível eles realmente me esquecerem, como se eu fosse alguém não importante na família, de fato é a realidade.


          °•°•°•°•°

São exatamente 11 horas da noite, estou olhando para o teto ao meio o nada, meu celular piscando nas mãos, não tem nenhuma chamada, ninguém responde às minhas ligações. Verônica que sempre me liga todas as noites preocupada quando sai, a mesma nem deu sinal de vida. Margareth com suas mensagens de textos melosas desejando uma boa noite, todos já deveriam ter voltado, eu deveria fazer algo, mas continuo parada imaginando que nada de sério havia acontecido... Quando de repente um barulho estrondoso surge do andar de baixo e toda a energia elétrica para de funcionar. Percebo pelo meu abajur e o ar-condicionado que apitou.

Oh, céus...

Me levantei da cama usando o celular para iluminar o caminho e abrir a porta do quarto, tudo estava mais escuro que antes, passei pelos corredores e desci as escada procurando por algo, novamente comecei a caminhar pelos cômodos e não havia nada além do silêncio e escuridão, parece que aconteceu só uma queda de energia espontânea. Um trovão surgiu do lado de fora me assustou juntamente com barulhos de chuva pesada batendo contra a telha da casa, droga, corri até á janela e notei que só minha casa havia caído a energia, às luzes das casas vizinhas estavam ligadas, abaixei o olhar para meu celular dessa vez totalmente descarregado se desligando sozinho.

- Ah, não! Que merda!.- Minha esperança de receber uma chamada dos meus pais ou das minhas irmãs foram para o ralo.- Era só oque me faltava...




                         °Narrativa°

O loiro tomava uma bela taça de vinho, enquanto corrigia algumas provas de alunos e se divertia com as notas baixas, se divertia com os erros ortográficos e com as tentativas falhas. Xingava cada um mentalmente e ao mesmo tempo bebericava a bebida, seus olhos atentos não deixava nada se passar nada em branco tudo era extremamente calculado nos mínimos detalhes. Estava concentrado com a caneta vermelha passando X por x quando de repente seu celular começou a tocar com uma música clássica na versão violino, interrompendo-o.

O mesmo rugiu de raiva com a interrupção, logo depois notou a foto de seu irmão caçula na tela do celular, deixou a taça na mesa, umedeceu os lábios e atendeu.

- Zeldris, espero que seja algo de extrema importância, estou ocupado no momento.- Disse de maneira ríspida.

- Bebendo sangue e lágrimas de seus alunos novamente?

- Talvez, era só isso que você queria perguntar? Se for, estou muito ocupado.- O loiro começou a batucar rapidamente a caneta sobre a mesa demonstrando impaciência.

- Quero saber porquê de novo você zerou a prova da aluna Elizabeth Alexa Liones? Estou tentando mandar as notas dela aqui no sistema e nenhuma vai porque, você não deu nenhuma para ela, a garota basicamente já reprovou de ano com sua matéria.

Ao tocar no nome da aluna, os nervos do professor se estremeceram. A tão comentada e odiada Liones, "Princesinha escrota" assim chamada pelos colegas de turma, ele se lembrava de cada conversa que teve com a aluna, se lembrava de decor e salteado todas as expressões que ela fazia para ele. O mesmo sempre desmostrava a aplicar castigos mais severos para a estudante do que para os outros, mesmo ela estando certa ou errada. Às vezes o mesmos se pegava imaginando como séria mergulhar naqueles profundos olhos azuis, claro que o loiro sabia disfarçar o certo interesse por ela com uma mistura de ódio e desprezo, pois a garota era quase 10 ou 13 anos mais nova que ele, mesmo não transparecendo tanto. 

- Por que eu zerei a nota dela?.- Ele soltou uma risada maliciosa que fez Zeldris resmungar do outro lado da linha.- Porque eu quis...

- Todas as respostas estavam certas, qual é o seu problema cara?.

- Estavam todas escritas a lápis, odeio escritas a lápis.

- Tinha duas outras provas escritas a lápis e você zerou só a prova da garota.

- Estou mantendo minha rigidez, com meu trabalho, você sabe que se eu quiser eu posso fazer, então o fiz.

Zeldris iria responder algo, mas Meliodas tira o telefone do ouvido escutando a campainha estridente da porta, o mesmo revira os olhos jogando o celular em direção à mesa ignorando totalmente ligação do irmão. No momento o loiro se perguntou de imediato quem era naquela hora da noite, seus passos leves descalços foram até a porta, ele girou a chave da maçaneta e abriu-se deparando com uma cena um tanto inesperada. O mesmo manteu o olhar sério e confuso escondendo a surpresa.

A garota albina de olhos azuis e cabelos longos e prateados, estava em sua frente usando apenas um camisão rosa grande até altura de suas coxas. A pobre menina estava toda encharcada por conta da forte chuva, a vestimenta que ela usava estava bem colada em seu corpo marcando principalmente a rigidez de seus fardos seios, quase transparentes por baixo da camisa de pano fino. Olhos verdes percorreram por cada curva olhando discretamente e subindo em seus lábios rosados.

- Professor, posso entrar?.- Sua voz sempre falha saiu chorosa, seus olhos mais que afirmavam que ela não teria mais ninguém para auxiliá-la.


Notas Finais


Tem outro>>>


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