História My dear Elizabeth - Capítulo 2


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Categorias The Seven Deadly Sins (Nanatsu no Taizai)
Personagens Elizabeth Liones
Tags Aventura, Drama, Elizabeth Liones, Meliodas, Melizabeth, Romance, Titia_katy
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Palavras 1.873
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - A garota perdida.


Fanfic / Fanfiction My dear Elizabeth - Capítulo 2 - A garota perdida.

A garota albina de olhos azuis e cabelos longos e prateados, estava em sua frente usando apenas um camisão rosa grande até altura de suas coxas. A pobre menina estava toda encharcada por conta da forte chuva, a vestimenta que ela usava estava bem colada em seu corpo marcando principalmente a rigidez de seus fardos seios, quase transparentes por baixo da camisa de pano fino. Olhos verdes percorreram por cada curva olhando discretamente e subindo em seus lábios rosados.
 

- Professor, posso entrar?.- Sua voz sempre falha saiu chorosa. seus olhos mais que afirmavam que ela não teria mais ninguém para auxiliá-la.



                         ▪Capítulo Atual ▪
 

O loiro puxou a garota para dentro pela manga da camiseta, estava chovendo forte e ventava friamente. Ele trancou a porta, olhou novamente para a garota, ela se colocou de cabeça baixa por conta do tal constrangimento, sabia que seu professor iria julga-la de qualquer jeito, não tinha palavras tão argumentativas para explicar a situação. O loiro caminhou até a sala sem falar uma palavra sequer, a mesma o seguiu também se mantendo em silêncio.

- Senta aí.- Fez sinal para a poltrona vinho de couro falso, Elizabeth obedeceu e observou atentamente ele indo para outro cômodo da casa a deixando só, por alguns segundos quando Meliodas desapareceu de seu campo de visão, Elizabeth começou a reparar na mobília da casa. Havia quadros de grandes pintores nas paredes, os móveis eram de madeira antiga e fina, às cores em volta escuras e ao mesmo tempo admiradoras como: vinho e cinza desbotado. Apesar de tudo, Elizabeth considerou o professor como uma pessoa cafona para decoração. 

Meliodas voltou e jogou uma toalha branca em seu colo, a albina agradeceu se curvando um pouco e passou o tecido quente no rosto se secando, quase fechando os olhos de sono. A mesma sobressaltou em um pequeno susto quando o professor arrastou a segunda poltrona para a frente dela e se sentou em uma distância pequena, a encarando com desprezo de sempre e também, dessa vez com impaciência.

- O que você está fazendo aqui?.- Meliodas foi direto no assunto, deixou claro para a garota que a tal era um incômodo em tanto, somente pelo tom de voz.- Não me diga que sua incompetência também á fez fugir de casa. 

Elizabeth franziu o cenho apertando mais a toalha nas mãos, seu rosto estava corado de vergonha pelo fato de precisar pedir ajuda a um vizinho, o único conhecido de fato. Secretamente o loiro achou adorável a timidez que ela transmitia com o rosto avermelhado e os olhos brilhantes em lágrimas presas, era uma boneca incompreendida.

- Responda Liones!.- Meliodas aumentou a voz intimidando mais e mais a menina. Elizabeth recuperou o fôlego para não gaguejar, pois qualquer deslize ela achava que o mesmo teria a fria coragem de joga-la para fora de sua casa.

- Preciso de ajuda...- Disse baixo.

- Já estou lhe ajudando desde o momento em que deixei você entrar na minha casa.

- A minha família desapareceu desde cedo e a energia da minha casa caiu, meu celular descarregou e estou sozinha.- balbuciou rápido. Meliodas prestou atenção, suspirou em tédio, não muito preocupado com a situação em si, mas secretamente com a menina.

- Vou deixar que use o telefone.

Aquele não era um homem de casualidades, de alguma maneira ele trazia uma atmosfera fria e séria para qualquer ambiente, isso trazia nervosismo à beira da consciência de Elizabeth. Afinal, ela não deveria estar sentada no sofá da sala de estar de seu professor. O professor que a odiava, ela ressaltou. O médico, físico e químico de renome pela cidade com vários certificados espalhados. Ela assentiu com a cabeça como se agradecesse a misericórdia do professor, mesmo no fundo sabendo que seria mais uma chamada telefônica em vão.

          •°•°•°•°•

Estava mais tarde, Elizabeth tentou em todos os contatos possíveis que a mesma recordava, ligou várias e várias vezes. A garota estava em pé com a toalha branca pendurada nos ombros, enquanto nervosamente enrolava o dedo indicador no fio telefônico, seus olhos já pesavam, e por consequência do tempo sua roupa se secou um pouco, estando somente úmida. 

Meliodas assistia toda a cena sentado na poltrona com a taça rodando o líquido do vinho na mão esquerda, ele passava os olhos em todo o corpo da menina, medindo o tamanho da cintura, avaliando o glúteo bem empinado e volumoso, o tamanho do busto, fez uma observação completa assim como fazia com as provas, e pela primeira vez na vida ele queria lhe escrever os "Parabéns" com a caneta azul, ele se perguntou oque a albina tinha na cabeça para sair de casa nesse estado atrativo ao olhar masculino, era tantador, os olhos do professor desceram aos pulsos da garota, marcados por pequenos cortes cicatrizados. O loiro balançou a cabeça fechando fortemente os olhos, torcendo para que esses pensamentos fossem os delírios causados pelo álcool.

- Ninguém vai te atender, já viu o horário?.- A voz de Meliodas ecoou pela sala quebrando o silêncio, Elizabeth se virou para trás, com um olhar triste colocou o telefone na base.- Se quiser passar a noite aqui fique a vontade no quarto de hóspedes, entretanto tenha consciência de que terá que acordar bem cedo.- O professor tomou o último gole, se levando virando de costas para a menina.

Elizabeth segurou as pontas da camiseta tentando inútilmente tantando alongar a vestimenta, percebendo o quão curto o pijama havia ficado. Seguiu o professor, mesmo que seu subconsciente a alertasse para que continuasse com ligações.

           •°•°•°•°•
 

Elizabeth, simplesmente adormeceu sobre os lençóis macios do quarto desconhecido por ela, no caminho até o quarto de hóspedes, ela percebeu nitidamente que aquela casa era exatamente igual a sua, porém com a decoração diferente, claro, era um condomínio aberto com os mesmos estilos domiciliares, cinco suítes e três andares. Elizabeth sabia que não seria uma longa e confortável noite de sono, mas ao menos ela não estaria sujeita às distorção de energia de sua casa... 



                      °[Elizabeth]° 
 

Voltei para minha casa bem cedo, até mesmo antes do professor acordar, aliás, nem o sol havia acordado, tudo isso por receios de que eu estava sendo um enorme incômodo para o professor, bem, eu estava sendo. Ele deixou muito claro, os olhares desprezíveis que o professor me jogava não era nada amistoso, nem consegui pregar os olhos direito por conta da tensão e pela preocupação com a minha família.

O temporal realmente amanheceu muito frio, a energia não havia voltado, criei um método eficiente e estranho para tomar um banho de água quente. Esquentei a água em uma panela grande e levei para o banheiro do meu quarto segurando as bordas com pano de cozinha, isso foi muito estranho, nunca passei por essa situação antes. Coloquei uma calça jeans rasgada na frente, com uma meia calça com costura quadriculada por baixo, vesti minha jaqueta favorita com um desenho de um tigre bordado nas costas, estou como sempre estive. Amarrei os cabelos em coque soltou, não perdi muito tempo no espelho, a cada minuto sinto que devo fazer algo para achar meus pais.

Pisei na calçada de casa sentindo o frio da manhã passar rasgando contra as minhas bochechas, esfreguei minhas mãos buscando atrito para me aquecer e coloquei o capuz da jaqueta. Segui em frente sem olhar para trás, notei que as ruas estavam poucas pessoas, e pouca movimentação de carros. Normalmente o condomínio é bem movimentado pela manhã com gente indo estudar e outros trabalhar, mas hoje não tinha nada disso. Só algumas idosas varrendo a frente de suas casas, me desejavam "Bom Dia" às vezes, apenas me dei a acenar ou assentir com a cabeça.

Fui cruzar a rua para chegar a estação de metrô que ficava do outro lado, quando me assusto com uma lamborghini rebaixada negra de vidro fumê estacionando em uma freada só, na minha frente, dei longos passos para trás e segurei firmente a minha bolsa. (Não sei porque fiz isso, não é como se um cara em uma lamborghini, provavelmente morador do bairro nobre fosse me assaltar). O vidro se abaixou, vi o meu professor me encarando, o mesmo mordeu os lábios e voltou o olhar para frente, com as mãos também ao volante.

- Esse não é o caminho da escola.- O mesmo estalou a língua, sempre tão sistemático.

- E-eu n-não vou para a escola...- Relaxei minhas mão na bolsa, mas preferi ficar distânciada do carro.- Vou a delegacia de polícia, ainda não tenho notícias dos meus pais.

- As vezes eles saem pra comprar cigarro...- Disse um tanto debochado, ignorei seu comentário e continuei caminhando pela calçada o deixando sozinho, sei que isso pode parecer desrespeitoso, mas não tenho tempo para isso. 

Quando fui atravessar novamente o carro do professor entrou no meu campo de visão de novo, me impedindo. Me indignei e cruzei os braço de alguma forma buscando explicação.

- Entra no carro, eu te levo.- Seu rosto frio sem expressão me fitou novamente.

- Desculpa, não quero mais incomodar, já basta eu lhe acorda ontem a noite...- Tentei me livrar de sua ajuda, o loiro me olhou como se minhas palavras entrassem em um ouvido e saísse pelo outro. Não me importei e tentei atravessar, outra vez o mesmo entrou na minha frente, provavelmente brindando com minha cara, vou surtar daqui a pouco. 

- Entra logo no carro menina, estou tentando ser legal.- Disse.

- Mas o senhor vai perder o horário de aula se me acompanhar...

- Olha minha cara de quem está ligando.

Ergui a sobrancelha em desconfiança, me lembrei daquela série em que o médico come as pessoas, Hannibal, suspirei fundo tentando ao máximo seguir a minha intuição e dei a volta para entrar no carro. Abri a porta e me sentei no banco passageiro, o carro tinha cheiro muito bom, o loiro me olhou por longos segundos que pareciam ser séculos, por algum motivo me desceu uma sensação fria pela coluna. Finalmente o professor resolveu dar partida e seguir em frente, meu Deus, nunca fiquei tão próxima desse homem, bem, não que eu me lembre. É uma sensação tão ruim, sempre ser guiada por um olhar de desprezo, evitei a todo instante o contato visual, talvez seja ele que tenha sumido com minha família e agora sou a próxima.

Oh, merda! Às vezes tenho umas idéias bem viajadas.

             •°•°•°•°•

Depois de quase duas horas de espera para falar com o delegado, entramos em um acordo de que iriam mandar uma equipe de busca e fariam o possível, tenho que agradecer por pelo menos tomarem o caso à sério, prometi a mim mesma não entrar em pânico. 

Saí do lado de fora da delegacia na esperança de encontrar alguém que poderia me emprestar o celular e pedir um Uber. Estava cada vez mais frio ao entardecer, assoprei ar quente nas minhas mãos e senti um cheiro de fumaça familiar, pela segunda vez hoje me assustei com o meu professor. O mesmo estava ao meu lado encostado na parede acendendo um cigarro, em um silêncio intimidador ele me encarou, eu não conseguia simplesmente desvendar o que realmente se passa na cabeça daquele homem, me pergunto se ele me esperou todo esse tempo, óbvio que não, Elizabeth.

- Professor?













 


Notas Finais


Proximo capitulo: Em breve


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