História My dear Elizabeth - Capítulo 3


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Categorias The Seven Deadly Sins (Nanatsu no Taizai)
Personagens Elizabeth Liones
Tags Aventura, Drama, Elizabeth Liones, Meliodas, Melizabeth, Romance
Visualizações 167
Palavras 1.777
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Uma experiência.


Fanfic / Fanfiction My dear Elizabeth - Capítulo 3 - Uma experiência.

Depois de quase duas horas de espera para falar com o delegado, entramos em um acordo de que iriam mandar uma equipe de busca e fariam o possível, tenho que agradecer por pelo menos tomarem o caso à sério, prometi a mim mesma não entrar em pânico.

Saí do lado de fora da delegacia na esperança de encontrar alguém que poderia me emprestar o celular e pedir um Uber. Estava cada vez mais frio ao entardecer, assoprei ar quente nas minhas mãos e senti um cheiro de fumaça familiar, pela segunda vez hoje me assustei com o meu professor. O mesmo estava ao meu lado encostado na parede acendendo um cigarro, em um silêncio intimidador ele me encarou, eu não conseguia simplesmente desvendar o que realmente se passa na cabeça daquele homem, me pergunto se ele me esperou todo esse tempo, óbvio que não, Elizabeth.

- Professor?

 

(……)


 

Levo a pequena xícara de café até os meus lábios, provando do mais belo café, sentindo o vapor subir sobre o meu rosto. Fecho os olhos tentando não pensar no professor me encarando a todo momento, como um predador esperando seu jantar vacilar em qualquer movimento. Suspirei deixando a xícara de café sobre a mesa, meu corpo parece tão bem relaxado agora, mas não é como se as preocupações com os meus pais e minhas irmãs tivesse desaparecido, sorri em direção ao professor, ao menos agradecendo pelo café da manhã farto em uma cafeteria do nosso bairro Nobre.

- Muito obrigado.- Disse ao homem em minha frente, ele estava com os olhos cerrados, talvez debochando da minha compostura, ou até mesmo da forma que minhas mãos tremem nervosamente para até mesmo segurar uma mísera xícara de café. Além do mais o homem que está em minha frente, não é qualquer homem, e sim, aquele que me traumatizou durante o ensino fundamental e no ensino médio inteiro, meu nervosismo não era por a caso.- Senhor Pendragon, me desculpe, eu prometo que realmente irei te pagar pelo café da manhã…

Meio nervosa coloquei a bolsa sobre meu colo e me levantei logo em seguida, me curvando para agradecê-lo com mais formalidade. Pretendia ir a minha casa e esperar pelos resultados  dos serviços dos militares ao buscar minha família. Isto realmente algo que me está tirando do sério e eu não tenho ninguém para recorrer, creio eu que também já gastei bastante da paciência do professor, ele deveria dar várias aulas hoje e eu estou sendo uma Âncora para seu navio flutuante.

- Onde pensa que está indo?

- Para minha casa, ainda preciso fazer algo em relação a minha família…

- Deixe isso para os profissionais.Você não tem nenhum parente que mora por perto que possa ficar com a sua guarda até esse meio tempo? Além do mais ainda é menor de idade, precisa ir a escola e não pode ficar em uma casa sem energia elétrica e supervisão de um adulto, talvez no mesmo local onde a família desapareceu.- O loiro rapidamente ajeitou a gola da camisa social preta.- Ainda não sei como esses incompetentes da delegacia de polícia não lhe mandaram para um lugar seguro a essa altura.

O professor desviou o olhar. Pareceu realmente sério o que ele estava dizendo, e com todo respeito, não era nenhuma bobagem. Ele tinha razão, eu precisava de um lugar para ficar, aquela casa não seria mais adequada no momento. Posicionei a mão direita cima do meu peito, sentindo meu coração latejar forte de medo, e a cada pensamento horrível passando com minha cabeça ao lembrar da minha família, medo da mesma coisa acontecer comigo, eu preciso de ajuda. Infelizmente eu não tenho nem sequer um parente aos meus conhecimentos além dos meus pais e minhas irmãs,nunca me lembro de ter uma  figura como: Avós, tios ou primos.

- Sei que já é pedir demais, mas pode me ajudar?

- Claro, tudo para deixar o senhor Baltra Liones com uma grande dívida comigo.- Ele sorriu de lado, me assustei um pouco, parecia o mesmo sorriso quando ele colocava os alunos para fora de sala. O homem retirou do bolso de sua calça a carteira de couro e algumas notas de dentro, assim deixando o dinheiro em cima da mesa junto com a xícara de café vazia e os pratos sujos onde eu tomei o café da manhã.

- Tudo bem mesmo para o senhor?.- O homem logo fechou a cara e andou em minha frente, em direção ao estacionamento, sem opção o segui, tentando acompanhar seus passos rápidos.

- Passe em sua casa e pegue uma muda de roupa, o uniforme, os materiais escolares. Seus supostos pertences. Depois vamos discutir as nossas regras.

- As nossas... regras?.- Parei no meio do caminho observando o homem entrar em seu carro, logo em seguida fechando a porta.

-Sim, as nossas regras, não pense que vai passar em uma colônia de férias neste meio tempo e lembre-se: Não se apegue…

- O que? como assim?.- Antes dele me dar sua resposta, ele liga o carro dando a ré e saindo do lugar no estacionamento, me deixou sozinha nesse lugar. Meus olhos acompanham sua saída até um certo momento. Eu realmente não acredito que estou precisando fazer isso, nem de longe esse homem é uma pessoa boa. Todas as investidas dele são por algo a mais ao seu favor, espero do fundo do meu coração que encontrem a minha família logo, eu não quero permanecer nessa situação.

 

  (.......)

Peguei a mala preta de viagem empoeirada no closet, fui colocando as coisas essenciais como se fosse passar alguns dias na casa de uma amiga, tirando o fato de eu não ter nenhuma amiga e na verdade estou indo para um acampamento militar do professor de física. Coloquei camisolas,escova de dente, meias, escova de cabelo, perfume, desodorante, secretamente os meus cigarros. Essas coisas e algumas roupas de sair, outras de ficar em casa e principalmente o uniforme escolar que o professor fez questão de colocar em um ‘’pedestal”. Também arrumei a minha mochila com todos os livros, os cadernos, estojo. Fechei a mala e coloquei a mochila nas costas, já estava me preparando psicologicamente para sobreviveram os tals os piores dias da minha vida.

Assim que arrumei todas as minhas coisas fechei a casa inteira e dei uma breve despedida dos cômodos. Com passos rápidos depois de olhar para os dois lados, atravessei a rua em direção a casa do professor.. Parei em frente à sua porta e suspirei antes de dar três batidas rápidas. Alguns segundos depois, o loiro de baixa estatura abre me recebendo com seu olhar desprezível, como sempre, mas não é como se eu me sentisse surpresa.

- Você é tão enrolada, achei que já estaria aqui uma hora atrás.- Disse ríspido.

- Estava tão ansioso assim para me ver em sua casa.- Sussurrei as palavras, depois abaixei a cabeça me dando conta do que acabei de falar, vou tentar tomar como se isso nunca tivesse saído da minha boca.- Oh desculpe.

- Se eu fosse você equilibrava as piadinhas, não estou de bom humor hoje, posso repensar na ideia em ajudá-la.- A minha família inteira desaparece e ele que não está de bom humor, isso faz todo sentido. Caminhei até a sala de estar, no mesmo lugar onde fui interrogada por ele no dia anterior, senti a presença dele me seguindo, algo totalmente desconfortavél.- Você vai dormir no mesmo quarto de hóspedes em que dormiu aquela noite, também trate de organizar suas coisas, sobre as regras...

Rapidamente me virei para trás em direção ao professor, na intenção de me interrompe-lo.

- Acha mesmo necessário criar regras...

- Que pergunta mais idiota, vou fingir que você pelo menos tem um pingo de inteligência e ignorar. Sabe que todas as sociedades desenvolvidas necessitam de regras.

- O que exatamente o senhor está tentando desenvolver aqui?

  - Oh ceus, mulheres tão belas... ao menos caladas.-  Ele suspirou pesado revirando os olhos, senti meu rosto queimar aos poucos com seu comentario, esse homem é um idiota.- Enfim, você terá horário para tudo: As 5:30 você vai levantar tomar o café da manhã e obrigatoriamente todos os dias irá a escola, as 11:40 quando chegar, vai almoçar, terá seu momento de estudos de pelo menos umas 4 ou 5 horas por dia. Não terá nenhum momento de distração nesse nesse período, vou confiscar seu celular e tablet. Estarei te observando a todo momento caso resolva escapar de suas obrigações.

Quem esse homem acha que ele é, nem os meus pais fazem isso. Imagina meu professor.

- Ah, eu já ia me esquecendo, nada de cigarros.

Como Diabos ele sabe que eu fumo?

(......)

Me sentei na cadeira de madeira refinada e estofado, coloquei o livro de quimica sobre a mesa com uma certa agressividade deixando bem visivel minha falta de interesse no estudo, principalmente quando o assunto é quimica. Abri o estojo e retirei um lapis e uma borracha. Meliodas estava em minha frente, também fazendo uso da grande mesa de estudos. Provavelmente corrigindo provas ou elaborando o plano de aula. Tentei não ligar muito para a sua presença, já que eu sou a intrusa aqui...

Os longos minutos chatos foram se passando, não aguentava olhar mais para a "cara'' da tabela periótica, minha atenção foi levada para envolta da sala. Percebi que ele não tinha televisão, fixei meus olhos no loiro para perguntar do porquê, algo conseguiu me chamar mais atenção que esse fato. Ele estava tão concentrado que chagava a ser um pecado atrapalha-lo naquele momento que parecia ser precioso, pude pela primeira vez em tempos ver sua expressão calma, seus olhos chegavam a ser tão limpos quanto o céu. Mau percebi que passei alguns estantes vendo aquela cena unica, acidentalmente escorreguei meus olhos em seus labios finos. Tive a impressão que se aproximava de mim lentamente, tudo parecia se passar devagar. Quando me assusto com sua mão esquerda batendo no meu livro fazendo um barulho me tirando do transe.

- Tá olhando o que?

Engulo a seco tentando voltar ao normal e não gaguejar ao responde-lo, explicar seria bizarro e vergonhoso.

- É... cade sua televisão?.

- Oque vamos fazer agora não vai precisa  de uma televisão...- As pupilas de seus olhos dilataram, algumas veias perto de seus olhos saltaram, automaticamente cruzei as pernas sentindo algo estranho me escorrer. Meu rosto faltou pegar fogo naquele momento.- Vamos a biblioteca, pegar mais livros de quimica, porque pelo visto você já terminou esse pra ficar moscando me encarando.

- O QUE?

- O que esperava?.- O loiro se aproximou me dando um peteleco no meio da testa, sem ao menos esperar minha resposta.- Anda logo.

- Aí.

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 


Notas Finais


Troslei


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