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História My dear past - Capítulo 3


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Notas do Autor


Voltei.
Dessa vez um capítulo mais fofinho.
Fiz com a temática de aniversário pelo meu estar perto.
Eu gostei muito de escrever esse capítulo, sabe foi muito bom e relaxante.
Espero que seja do agrado de vocês!

Capítulo 3 - Em um sorriso de ansiedade.


Fanfic / Fanfiction My dear past - Capítulo 3 - Em um sorriso de ansiedade.

As vezes eu olho para o céu e me imagino sendo apenas uma estrela, imaginando como seria observar os planetas, e como seria brilhar de forma tão bela como elas.

O meu sorriso estava perdendo o brilho, era sem vida, como se ele fosse opaco e sem sentido.

Mas ninguém percebe que a doce melodia de um silêncio escandaloso, era tão torturante que me fazia sorrir de forma vazia e sem sentimentos.

A doce melodia de uma música que não tinha letra alguma era tão perfeita, tão suave.

Poderia ficar o dia inteiro ali apenas me aprofundando em um conto infantil que tinha em minha prateleira em quanto ficava vestido apenas em uma camiseta do meu pai com uma cueca.

Mas eu não podia, não quando se está preparando uma festa de aniversário, principalmente se o aniversariante era você.

Estávamos em um sábado, minha mãe decorava o bolo com algumas estrelas coloridas feitas de um material aparentemente comestível.

Meu pai colocava a decoração do desenho que eu escolhi. Meu irmão usa pequenas formas de alumínio, em formato estrelado, para cortar a massa que era usada como decoração para meu bolo.

Meu aniversário tinha sido no dia anterior, mas não quis comemorar na escola, então fiz em casa mesmo.

Eu tinha recebido dois presentes, alguns lápis de cor do ursinho Ryan que vinha de brinde um chaveiro e uma presilhas, de uma menina da escola, junto com isso eu recebi uma caixinha toda azul que tinha alguns anéis e pulseiras de acrílico, que recebi de outra menina.

Eu tinha adorado os presentes, apesar de minha mãe dizer que eram muito femininos e meu pai ter concordado, eu não tinha parado de usar as presilhas nem os anéis e as pulseiras.

Mas nesse momento tudo que eu mais queria era está em meu quarto concedendo alguém na música calma que me faria pensar nas histórias que minha avó me contava. Porém o único motivo que me fazia não estar curtindo minha preguiça era o fato de que minha avó estaria na festa, e isso me deixava ansioso, eu estava tão almejante que mal percebi quando tinha comido duas bandejas de morangos inteiras junto com algumas barras de chocolate, que claramente me fizeram passar muito mal.

Com tudo não pude descansar em momento algum, os convidados começaram a chegar, tive que receber cada um junto com minha mãe.

Meu pai servia a mesa juntamente com Yeoleum, que na verdade mais comia a comida do que entregava para os convidados.

Quando chegou a hora dos parabéns me sentia estasiado, quase me esqueci como era agradável poder sentir que as pessoas possivelmente te amavam.

Mal eu sabia que aniversários eram uma mentira.

Depois dos parabéns eu vi minha avó chegar, o que me deu um enorme gatilho para me desmanchar em lágrimas.

Eu corri até ela e a abracei com tanto vigor e força que mal percebi quando meu rosto se desmanchava em lágrimas.

Ela me pegou no colo falando em meu ouvido que ela estava lá agora e que tudo iria ficar bem, aos poucos eu ia parando de chorar, que no lugar da água salgada que sai dos meus olhos foi tomada por vergonha,logo minha orelhas ficaram vermelhas junto com minhas bochechas.

Bem no final da festa foi agradável.

-Vovó- a chamei em quanto comia uma fatia do bolo de chocolate que eu tanto amava- A senhora vai dormir aqui?

Após fazer a pergunta a idosa pegou um guardanapo e se pós as passar em minhas bochechas e boca na intenção de limpar os farelos do bolo que tinham ali ficado.

-Vou sim meu pequeno bolinho- ela me deu um breve celar em minha testa e logo desegrenhou meus fios com suas mãos já calejadas e enrugadas pela idade.

O breve carinho me fez sorrir fazendo meus olhos ficarem parecido com apenas duas finas linhas.

Eu tinha me sentido tão feliz naquele dia, que esqueci de todos os meus problemas, que eu estava em uma amizade tóxica.

Que meu melhor amigo avia sumido

Ou do fato de eu ter uma babá que me agrediu.

Aquele foi um dia de tanta felicidade para mim.

Quando a noite se pós a cair, e a luz do sol se deu o lugar a uma linda noite estrelada junto com uma bela lua, eu estava deitado em minha cama com meu pijama, dessa vez com diversas naves espaciais e estrelas, coberto em uma coxa do homem de ferro, minha vó fazia um doce cafuné em minhas madeixas.

A melodia calma e reconfortante que saia de seus lábios fazia meus olhos pesarem, sentido o sono aos poucos me invadir.

Minhas pálpebras pesaram e logo eu dormi.

Sabe uma coisa que eu penso agora é que ninguém é realmente o que demonstra ser.

Somos como muitas pessoas, o que nos tornam ninguém. O que nos tornam iguais a todo mundo, mas de forma diferente.

Bom sim e não.

Todos somos únicos da nossa forma, isso é o óbvio só que de forma invisível.

Durante a comemoração de meu aniversárioeu ganhei um estojo que tinha um quite de aquarela com giz de cera e alguns lápis de cores, foi o primeiro contato que eu tive com material de desenho.

Eu não gostava muito de desenhar, sempre preferia ficar em meu canto apenas lendo ou assistindo um desenho bobo.

No começo eu não dei muita atenção a o presente.

Mas em um dia eu fiquei sem energia durante a tarde, e só tinha o meu "kit de artes" para passar o tempo.

Como não tinha nada para fazer eu o peguei e coloquei no centro do meu quarto perto de minha cama, e logo indo até o armário de minha mãe, que tinha papéis de diversas cores, tamanhos e grossura, e peguei algumas folhas A4 junto com alguns papéis cartão.

As folhas A4 eu usei para fazer origamis, e com lápis de cores e alguns giz de cera eu decorei com nuvens, flores, raios e até alguns adesivos do Kumamon que eu possuía.

O papel cartão, eu usei como uma tela.

Inicialmente eu não sabia como eu usava a tinta, porque ela vinha em pastilhas e não líquida como eu estava acostumado a ver, logo de cara eu pensei que tinha algo de errado com ela mas então eu tive uma ideia, pequei um copo de alumínio já bastante antigo e enchi com água, logo molhando a ponta do pincel e passando na cor vermelha, quando senti que estava bom, dei uma leve pincelada no papel vendo a cor sair de forma meio clara, mas muito bela.

Eu fiquei impressionado com aquilo, então enchi o papel com desenhos colorido de formas meio fora do "normal" e tortas por ser apenas uma criança.

Quando terminei escrevi meu nome no final da folha no canto esquerdo, e quando a energia volto, em acompanhamento meus responsáveis, eu entreguei minha obra infantil a minha mãe, ela disse que eu desenhava muito bem o que me fez sorrir em ansiedade e felicidade.

Minha mãe guarda esse desenho, junto com todos os outros e algumas cartinhas, em uma caixa de sapato meio desgasta por ser antiga.

Com o decorrer do tempo eu aprendi a usar o desenho como outra válvula de escape, gostava de como era gostoso passar a tinta pelo papel, como minhas mãos meio pequenas e gordinhas ficavam sujas com as tintas, como eu sempre terminava os desenhos e entregava aos meus pais e eles sempre me elogiavam.

Era tão reconfortante como eles me deixam felizes com poucas palavras.

Eu estava me acostumando com a casa, talvez não seja tão ruim assim.

Agora eu sorria.

Sorria.

Em um sorriso de ansiedade pelos momentos felizes que estavam por vir.


Notas Finais


Me sinto muito soft com esee capítulo.
Sei lá é tão cuti, me sinto até feliz em ter escrito isso.
Comente se senti confortável, eu leio e respondo eles.
Se puder comente por favor isso é muito importante para mim!
Beijos!


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