História My Death - The Walking Dead - Capítulo 38


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Categorias Chandler Riggs, Chloë Grace Moretz, Norman Reedus, The Walking Dead
Personagens Aaron, Abraham Ford, Beth Greene, Bob Stookey, Carl Grimes, Carol Peletier, Chloë Grace Moretz, Daryl Dixon, Enid, Eugene Porter, Gabriel Stokes, Glenn Rhee, Jessie Anderson, Lori Grimes, Maggie Greene, Michonne, Morgan Jones, Negan, Norman Reedus, Paul "Jesus" Monroe, Personagens Originais, Pete Anderson, Rick Grimes, Ron Anderson, Rosita Espinosa, Sam Anderson, Sasha, Tara Chambler, Tyreese
Tags Carl, Carl Grimes, Chandler Riggs, Riggs, The Walking Dead, Walking Dead
Visualizações 247
Palavras 4.051
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Científica, Hentai, LGBT, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Survival, Terror e Horror, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


.。.:*✧Hayy✧*:.。.

✧ » ᴘᴇʀᴅᴀᴏ ᴘᴇʟᴏs ᴇʀʀᴏs « ✧

.。.:*✧Boa leitura✧*:.。.

Capítulo 38 - Alexandria does not look good to me


 

P.O.V Kate

Meu corpo já estava enjoado de apenas olhar para aquele teto branco, minha imaginação estava presa a uma única coisa que minha mente não conseguia explicar, tudo estava confuso. Bufo e fecho novamente meus olhos, a noite já tinha caído sobre nós, a enfermaria estava aparentemente vazia, eu nem sabia se Denise estava aqui.

O som dos errantes se formou presente aos meus ouvidos a algumas horas atrás, Carl tinha me explicado o que tinha acontecido, fico preocupada com Daryl e os outros membros do grupo. Estando dentro ou fora de Alexandria. todos estamos aparentemente condenados a morte, tudo ira acabar.

O casaco de Carl ainda estava em meu corpo, o simples tecido fazia com que meu corpo se acalmasse, parecendo trazer Carl até mim por mais longe que o garoto esteja. Seu cheiro era um pouco encoberto pelo sangue que era presente no casaco, manchas e pingos, todos vieram de meu corpo.

Volto a abrir meus olhos rapidamente assim que ouço a porta de meu quarto ser aberta, vejo apenas uma sombra por conta da fraca luz que estava presente no ambiente.

-Não se assuste, sou eu.- Dylan fala chegando perto de minha cama.- Queria saber se você esta melhor.

Dylan já veio me ver algumas vezes, o garoto parecia feliz por eu estar melhor.

-Eu estou bem, não precisa vir no meio da madrugada para cá.- Falo quando o garoto se senta no banco ao lado de minha cama.

-Você é a única pessoa em que confio aqui.- Dylan fala.- Foi a única que não me olhou com dó ou desprezo.

-Eu já te falei que ninguém te olhou assim, apenas estavam assustados.- Falo ao garoto.

Dylan parece reparar no casaco que estou usando. O garoto parece se assustar ao constar que tinha sangue no mesmo, o loiro rapidamente se levanta e olha assustado para mim.

-Isso é seu sangue?- Dylan pergunta me olhando.

-É, mas já esta seco, não estou sagrando.- Falo tentando acalmar o garoto.

-Como não tiraram seu casaco para cuidar de você? E como esse sangue chegou ai sendo que o sangue estava saindo de sua perna?- Dylan fala se sentando novamente no banco.

-É o casaco do Carl, ele me segurou no colo enquanto tentava me ajudar.- Falo a Dylan.- Ele me deu ele para que eu não sentisse frio.

Crio alguma desculpa aleatória, Dylan ainda não sabia sobre minhas cicatrizes, ele não poderia saber, ele ficaria assustado e poderia pensar algumas coisas erradas sobre mim. O garoto parecia pensativo enquanto estava sentado, o mesmo solta um leve bufo e se levanta, Dylan olha para mim.

-Acho melhor eu voltar, você precisa dormir.- Dylan fala me abraçando.- Até mais.

-Até.- Falo ao garoto, o mesmo me solta do abraço e caminha até a porta do quarto novamente, saindo do mesmo.

Volto a olhar para o tedioso teto branco, seu tom parecia não mudar, independente da luz que o ambiente tinha. Volto meu olhar para minha perna coberta pelo cobertor, retiro o mesmo e vejo que uma gaze se encontra na mesma, eu não tinha visto como tinha ficado os pontos que tomei.

Começo a retirar a gaze com cuidado, dobro minha perna para fazer isso. Consigo finalmente ver os pontos, os mesmos estavam na parte de trás de minha coxa, tive que me contorcer um pouco para ver. Eu não contei o total de pontos, apenas vi que eram vários, mais uma cicatrizes iria ser presente em meu corpo.

Volto a cobrir minha perna com a gaze, amarrando a mesma e novamente cobrindo o corte. Cubro minhas pernas com o cobertor novamente, olho para a sala onde eu me encontrava, eu não consigo ver minhas antigas roupas, mas assim que olho com mais atenção, vejo meu casaco e minha blusa em uma pequena cadeira afastada de mim.

Penso em vestir elas e sair da enfermaria, mas desisto assim que coloco minha perna no chão, o machucado faz a mesma voltar para minha cama, o mesmo começa a arder um pouco e fazer com que exista uma sensação desconfortável em mim.

Fecho meus olhos e bufo, eu realmente não poderia sair daqui. Tento dormir, mas o som dos errantes ainda era presente no local, provavelmente em toda a Alexandria. Fico pensando, as pessoas daqui são fracas, como elas estão encarando tudo isso? 

Resolvo ignorar meus pensamentos e novamente tentar dormir. Meus olhos já fechados fazem com que a escuridão venha a mim, mas nem um pingo de sono era presente em meu corpo cansado.

════════ ××× ════════

A noite foi longa, consegui dormir por apenas algumas pequenas horas, já o resto do tempo eu fiquei acordada, sozinha com meus pensamentos vazios e turbulentos. Eu não sabia se Denise já estava aqui, eu apenas queria voltar para minha casa e descansar em minha cama, lá pelo menos eu teria coisas para fazer.

Ouço a porta de meu quarto ser aberta, abro meus olhos e olho em direção a mesma, uma pequena alegria vem a meu corpo assim que vejo Denise, eu poderia ir para casa.

-Já posso ir?- Pergunto a mulher.

-Preciso ver como esta antes.- Denise responde vindo em minha direção.

A mulher coloca sua mão em minha testa, parecendo querer ver se eu estava com febre. Após Denise me examinar, a mulher se afasta um pouco da cama, a mulher coloca as coisas que estava usando em uma gaveta, parecendo guardar as mesmas.

-Bom, você pode voltar para casa, mas se lembre, sem nenhum grande esforço.- Denise fala.

Fico um pouco feliz com suas palavras, a mulher me solta um leve sorriso antes de voltar a falar.

-Vou chamar o Carl para ele te ajudar a voltar para lá.- Denise fala já saindo da sala.

Quando a mulher sai, me levanto devagar, ainda sinto um pouco de dor em minha perna, mas eu não iria andar muito. Caminho até minhas roupas, pegando as mesmas, minha calça não estava lá, provavelmente já estava no lixo devido ao corte atrás da mesma.

Pego minhas roupas e volto a andar em direção a cama novamente, me sento na mesma e espero Carl e Denise virem novamente até mim, espero que Carl pegue alguma calça para eu usar, não posso sair apenas de roupa intima pela rua, seria vergonhoso e estranho, para mim e para as pessoas que iriam me olhar.

Após alguns pequenos minutos consigo ouvir minha porta ser aberta, olho para a mesma e vejo Carl, atrás do mesmo estava Denise, mas a mulher logo volta a sala principal da enfermaria. Carl adentra ao local e vejo que ele leva uma calça minha em seu braço, parecendo ter lido meus pensamentos.

O garoto fecha a porta e vem em minha direção, Carl deixa a calça a meu lado e fica entre minhas pernas, o garoto as move delicadamente para que eu não sinta nenhum tipo de dor. Carl rapidamente me abraça, seus quentes e fortes braços fazem pressão em meu corpo, parecendo não o ver a anos.

Abraço o garoto, o abraço não dura muito, mas logo é substituído por um quente beijo que Carl faz existir. Seus lábios se movem lentamente, fazendo existir um beijo lento entre nossos corpos. Correspondo ao beijo do garoto, Carl coloca suas mãos em minha cintura, apertando a mesma.

A falta de ar se faz presente, olho para o rosto feliz de Carl, o garoto sorri para mim naquele momento. Pego a calça a meu lado e volto a me deitar na cama, começo a colocar a mesma enquanto Carl se senta novamente no banco ao lado da mesma.

Coloco a calça e olho para Carl, tento procurar meus sapatos pela sala e logo acho os mesmos. Me levanto lentamente da cama, Carl logo começa a me ajudar, o garoto coloca uma de suas mãos em minha cintura. Começo a andar em direção a meu sapatos, pego os mesmos e logo os coloco em meus pés.

Começo a andar em direção a saída da enfermaria já com minhas roupas antigas em meus braços, abro a porta e saio pelo corredor junto a Carl, o garoto parecia preocupado comigo. Saio da enfermaria e começo a andar pelas ruas de Alexandria junto a Carl, o som dos errantes novamente se faz presente.

Após alguns minutos andando, chegamos em frente a casa de Rick, tento subir os degraus, mas enfrento dificuldades. Consigo subir na varanda e abro a porta da casa, o silêncio era presenta na mesma, adentro ao local junto a Carl e vou em direção as escadas. 

Olho para as mesmas, eu iria demorar muito para subir elas e provavelmente iria ter que parar algumas vezes devido a dor que eu iria sentir em minha perna. Olho para Carl, o garoto parece entender o que eu estava dizendo com meus olhos.

O garoto me pega rapidamente em seu colo, abraço ao mesmo tentando evitar cair de seu colo. Carl começa a subir as escadas, assim que chegamos ao segundo andar, o garoto me solta delicadamente de seu colo, olho para o mesmo e sorrio para o mesmo.

Carl novamente me ajuda a andar, mas dessa vez vou em direção a meu quarto, abro a porta do quarto e adentro ao mesmo, Carl me deixa na cama, me deito na mesma e olho para o garoto que se senta a meu lado.

-Se precisar de alguma coisa, me chame.- Carl fala.

Sorrio como uma forma de confirmação, Carl solta um leve sorriso e se joga a meu lado, deitando no pequeno espaço existente. O garoto estava de costas para mim, o corpo do mesmo volta a transmitir seu doce calor e seu belo cheiro. Abraço Carl pelas costas, o moreno logo pega em minhas mãos, ainda de costas para mim.

-Você estava certa sobre nós estarmos muito grudados ultimamente.- Carl fala.

Solto uma leve risada, isso é o bastante para Carl apertar mais forte ainda minha mão. Por mais cansada e dolorida que eu estava, eu precisava tomar um banho, estando machucada ou não. Me senta na cama, isso faz Carl me olhar.

-Vou tomar um banho.- Falo ao garoto.

-Precisa de ajuda?- Carl pergunta.

-Não, pode voltar para seu quarto.- Sorrio ao garoto e me sento na cama.

Tento me levantar, penso que não iria acontecer nada demais além de um leve incomodo em minha perna, mas o resultado é um pouco diferente. Uma dor forte vem a mesma, como eu não a senti antes quando estava andando com Carl? O moreno estava me ajudando, era por isso.

Um leve gemido de dor sai por minha boca assim que me levanto, retiro minha perna do chão e coloco minha mão perto do machucado, como uma forma falha de aliviar a dor do mesmo. Carl logo percebe a dor que eu estou sentindo, o moreno delicadamente me coloca novamente sentada na cama.

-Não quer mesmo ajuda?- O garoto pergunta com um sorriso debochado em seus lábios.

Solto um leve bufo, o moreno logo volta a sorrir. Carl se levanta da cama e me ajuda a se levantar, o moreno volta a me ajudar quando coloca novamente sua mão em minha cintura, levanto minha perna machucada e volto a andar junto a Carl. Nossos passos estavam lentos devido a minha perna, a mesma não nos ajudam naquele momento.

Chego em frente ao banheiro, Carl abre a porta e me ajuda a passar pela mesma, o moreno fecha a porta novamente e a tranca, Carl me guia até o balcão do banheiro. Me apoio no mesmo, o garoto retira seu casaco e sua camisa, me dando uma boa visão de seu peito nu. Retiro o casaco de Carl de mim e minha blusa assim como o garoto.

Carl se vira para tirar sua calça, nesse momento consigo ver vários arranhões em suas costas, logo me lembro da noite em que Carl me pediu em namoro, eu que tinha feito aquilo.

-Oh, olha suas costas, eu te arranhei tanto assim?- Pergunto olhando para o garoto.

Carl solta um leve risada e se vira para mim, me prendendo no balcão com seus braços quentes.

-Sim, mas só de saber o motivo eu já sei que valeu a pena.- O garoto fala me dando um rápido selinho.

Carl volta a retirar suas roupas, tento retirar minha calça, a mesma rapidamente sai após eu retirar meus sapatos. Abro o fecho do meu sutiã e o tiro, abaixo minha calcinha com um pouco de dificuldade, mas a mesma logo passa por meus pés. 

Fico totalmente nua, olho novamente para Carl e vejo o garoto me encarar. Carl retira sua box e vem até mim, me ajudando a adentrar ao box, me apoio na parede e Carl liga o chuveiro, conferindo com sua mão se a água estava quente. O garoto logo a retira e vem até mim no pequeno box.

Sem a ajuda de Carl começo a andar em passos lentos até o chuveiro, logo estava sendo banhada pela água que caia do mesmo. Olho para minha perna assim que sinto a mesma arder. A água quente tinha pego no machucado, fazendo com que uma sensação ruim venha a meu corpo.

Retiro minha perna da água, volto a banhar meu corpo, mas assim que vou pegar o sabonete, a mão direita de Carl o pega primeiro. Olho para o garoto e o mesmo sorri para mim, Carl levanta meus cabelos e começa e passar o sabonete por minhas costas, fecho meus olhos e deixo meu corpo sentir aquilo.

O garoto vai descendo cada vez mais, passando por minha bunda e por minhas pernas, Carl novamente se levanta. Abro meus olhos assim que o moreno pega em meus dois ombros, parecendo pedir para eu me virar, faço isso e logo Carl volta a passar o sabonete por meu corpo, deixando espuma no mesmo.

Carl começa a descer novamente, o garoto passa por minha virilha até chegar a meus pés. O moreno se levanta novamente e me olha, o garoto solta um sorriso e vai em direção ao chuveiro, começando a tomar seu banho. Vou até o garoto e o abraço por trás, fazendo com que o mesmo pare seu banho. 

A água do chuveiro cai sobre meu cabelo, molhando o mesmo, ignoro isso e continuo a abraçar Carl. O garoto passa suas mãos já molhadas por meus braços quentes pela água, parecendo gostar do meu suave toque. Carl se vira para mim assim que retiro um pouco da força do abraço.

O garoto olha em meus olhos, suas mãos rápidas vão em direção a meu rosto, segurando o mesmo entre elas. Carl cola nosso lábios em um rápido e calmo beijo, coloco minhas mãos nos cabelos do garoto, acariciando o mesmo. O ar logo nos falta, me afasto um pouco de Carl para que o mesmo continue seu banho.

Carl solta uma leve risada seguida de um sorriso, o garoto da um rápido selinho em mim e volta a focar em seu banho. Me apoio na parede e espero Carl sair dos jatos de água que cobrem seu corpo. Isso não demora para acontecer, logo vou novamente em direção ao chuveiro, retirando a espuma de meu corpo e lavando meus cabelos.

Acabo meu banho antes de Carl, abro a porta do box e saio do mesmo rapidamente. Fecho a porta e vou em direção a uma das gavetas do balcão, retiro de lá duas toalhas, pego uma e começo a secar meu corpo. Passo delicadamente a toalha pelo local do machucado e perto dele, mas mesmo assim sinto uma sensação ruim no local.

Carl acaba seu banho e sai do box assim que fecha o chuveiro, o garoto pega a outro toalha e começa a secar seu corpo, isso logo acaba. O moreno olha para mim, o mesmo solta um leve sorriso antes de pegar minha toalha e me cobrir com a mesma, Carl pega a sua e cobre seu corpo, mas compartilha a toalha comigo.

O garoto começa a novamente me ajudar a andar, o mesmo me leva até a porta do banheiro, destrancando a mesma em seguida. Saio do banheiro junto a Carl, o garoto me guia até a cama, me sento na mesma, mas Carl faz um caminho diferente, indo em direção a porta do quarto, trancando a mesma em seguida.

O garoto vai em direção a meu armário, me deito na cama e cubro minha cintura com a toalha, olho para Carl novamente e vejo o garoto revirar algumas roupas minhas. Carl logo pega algumas e as coloca em seu braço, as trazendo para mim logo em seguida. Olho para as roupas, ele tinha as escolhido muito bem.

Pego a camisa preta que Carl tinha escolhido, coloco a mesma independentemente de não estar usando sutiã, Carl olha para mim parecendo um pouco duvidoso com minha atitude. O garoto sorri, pego minha calcinha e a coloco, logo cubro minhas pernas com minha calça jeans que Carl tinha pego. 

Coloco o casaco xadrez em meu corpo, volto a me deitar na cama e olhar para o teto branco do quarto, Carl volta ao banheiro, o garoto adentra ao mesmo e parece procurar sua box e o resto de suas roupas. O moreno volta do banheiro já vestido, Carl se deita ao meu lado da cama, o garoto me abraça de lado.

-Precisa de algo?- O garoto pergunta.

-Não, se quiser já ir embora.- Falo me virando para Carl, abraço o mesmo no momento.

-Eu não quero.- Carl fala me abraçando mais forte ainda.

O frio começa a se fazer presente em meu corpo, aquela manhã era fria como as outras. Me levanto um pouco e pego o cobertor que estava ao final da cama, cobro meu corpo e o de Carl com o mesmo, fazendo com que o calor volte aos mesmos. Sinto um leve incomodo em minha perna, logo me lembro que estava "apoiada" nela.

Me viro e deito de barriga para baixo, Carl parece protestar contra meu ato, já que o mesmo solta um leve gemido em protesto do mesmo.

-Esta sentindo dor?- O garoto pergunta.

-Um pouco, mas já passou.- Falo ao garoto.

Carl se deita de barriga para cima, o garoto passa sua mão em meu ombro, o mesmo logo indica com o olhar para eu me deitar em seu peito, não recuso sua oferta, logo me deito sobre Carl. O garoto volta a nos cobrir, fazendo com que o calor não saia de nossos quentes corpos.

O garoto começa a fazer um gostoso cafuné em meus cabelos, fecho meus olhos com seu contato. Consigo ouvir as suaves batidas do coração de Carl, o garoto parecia estar mais calmo, mas sua mente parecia contrariar isso, ela parecia tensa devido aos errantes e a tudo o que estava acontecendo.

Logo começo a pensar em depois de tudo isso, eu deveria participar de mais missões, sou uma inútil aqui. Eu não faço nada, apenas gasto suprimentos e pareço irritar as pessoas, eu sou uma ingrata. Abro meus olhos, olho para cima e vejo que Carl estava com seus olhos fechados.

-Quando eu ficar melhor, quero participar de mais missões.- Falo voltando a me deitar no peito do garoto.

-O que?- Carl fala abrindo seus belos olhos.- É perigoso!

-Eu sei, mas não posso ser uma inútil Carl.- Falo ao garoto.

-Você não é inútil!- Carl fala.- E também, eu iria ficar louco se você estivesse lá fora com vários errantes impedindo que você volte para mim.

-Eu não vou morrer Carl, só não quero ser inútil.- Falo ao garoto.

O garoto bufa, parecendo não gostar nem um pouco da minha ideia, mas eu preciso pagar minhas dividas com o grupo, mesmo que Carl ache que esse é um jeito arriscado. Volto a fechar meus olhos, deixando novamente minha visão escura.

Sinto os quentes braços de Carl me abraçarem, o garoto volta a ficar tenso, o motivo disso parecia minhas frases anteriores. Tento relaxar nos braços de Carl, mas o som dos errantes não permite isso.

════════ ××× ════════

O dia foi longo, o tédio era presente em meu corpo, Carl já não estava junto a mim, o garoto tinha saído a algumas horas de meu quarto e eu não tinha a minima ideia de onde o mesmo estava. Minha tarde se resumiu a Hq's e o tedioso teto branco, aquilo parecia ser a única coisa em minha vida naquele momento.

Eu me sentia uma completa inútil, sem fazer nada, sem sair da cama, apenas lendo coisas e olhando para locais aleatórios pelo meu quarto enquanto os membros do grupo se esforçam para achar uma solução para tudo isso. Daryl estava lá fora, eu fico preocupada com o homem, já que o mesmo se tornou alguém especial para mim.

Não posso ficar aqui deitada esperando que tudo se resolva, tenho que fazer algo para ajudar, nem que tenha que ser matar errantes a falar ideias, eu tenho que ajudar. Me sento na cama e me levanto com um pouco de dificuldade, minha perna ainda doí um pouco.

Começo a andar em direção a porta de meu quarto, abro a mesma e vou em direção as escadas, começo a descer a mesma com dificuldade, apoio meu corpo no corrimão, apoio meu peso em minha perna não machucada, tento não usar muito a outra devido a dor da mesma.

Chego no primeiro andar da casa, olho para a sala e consigo ver a mesma vazia, nenhum som era presente na casa além de minha respiração. Caminho até a porta e a abro, o vento frio vem a meu corpo, ignoro o mesmo e volto a seguir em direção a enfermaria, quero saber quando poderei retirar esses pontos.

Caminho pelas ruas com um pouco de dificuldade, manco um pouco mas não era nada que poderia me atrapalhar naquele momento. Consigo chegar a enfermaria, abro a porta da mesma e logo vejo Denise, a mulher parece se assustar comigo.

-Oh, Kate, o que esta fazendo aqui? Você não pode sair andando assim!- Denise fala indo até mim.

-Eu estou bem, só quero saber quando poderei tirar os pontos.- Pergunto a mulher.

-Acho que daqui uns 9-10 dias se tudo correr bem.- A loira fala sorrindo a mim.- E se não sair andando por ai.

Solto uma leve risada seguida de um sorriso, Denise corresponde ao mesmo.

-Então já vou indo, preciso voltar.- Falo a Denise.

Volto a saída, passo pela porta e fecho a mesma, me deparando novamente com as ruas de Alexandria. Volto a andar pelas mesmas, o vento continuava o mesmo, ele trazia o som dos errantes, seus gemidos e seus corpos batendo contra as placas dos muros que nos protegem.

Consigo ver Rick de longe, o homem parecia olhar para algo além dos muros, o homem estava em uma das plataformas de segurança de Alexandria. Tento andar o mais rápido que consigo para o homem não me notar lá, mas tudo isso é falho quando o mesmo vira seu corpo para trás, Rick consegue me ver.

O homem desce da plataforma, o mesmo começa a caminhar até mim, parecendo não saber o motivo pelo qual eu estava ali. Rick já estava a minha frente, o homem estava com um rosto sério.

-Por que esta aqui? Você não pode andar.- O homem fala.

-Eu estou bem Rick.- Falo ao homem.- Mas acho que Alexandria não esta bem.

O homem bufa, o mesmo fecha seus belos olhos azuis por alguns simples segundos.

-Eu vou dar um jeito nisso.- Rick fala colocando sua mão em meu ombro.- Daryl vai voltar.

Confirmo com minha cabeça para Rick, o homem passa uma de suas mãos rapidamente por meu cabelo antes de voltar a andar, parecendo ir em direção a alguma casa. Não fico esperando o homem chegar a seu destino, volto a andar em direção a casa de Rick.

Chego novamente a casa, subo os degraus da mesma com um pouco de dificuldade, mas logo consigo. Abro a porta e passo pela mesma, o ar quente logo banha meu corpo. Volto a andar até as escadas, subo as mesmas com dificuldade novamente, mas minha perna não volta a doer.

Chego a meu quarto, me jogo novamente em minha cama quente, desfrutando de seus quentes cobertores e de seus travesseiros fofos, fecho meus olhos e novamente inicio uma nova sessão de tédio com meus pensamentos e minha limitada visão do teto branco.


Notas Finais


.。.:*✧ᴀᴛᴇ ᴏᴜᴛʀᴀ ɴᴏɪᴛᴇ✧*:.。.


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