História My Death - The Walking Dead - Capítulo 46


Escrita por:

Postado
Categorias Chandler Riggs, Chloë Grace Moretz, Norman Reedus, The Walking Dead
Personagens Aaron, Abraham Ford, Beth Greene, Bob Stookey, Carl Grimes, Carol Peletier, Chloë Grace Moretz, Daryl Dixon, Enid, Eugene Porter, Gabriel Stokes, Glenn Rhee, Jessie Anderson, Lori Grimes, Maggie Greene, Michonne, Morgan Jones, Negan, Norman Reedus, Paul "Jesus" Monroe, Personagens Originais, Pete Anderson, Rick Grimes, Ron Anderson, Rosita Espinosa, Sam Anderson, Sasha, Tara Chambler, Tyreese
Tags Carl, Carl Grimes, Chandler Riggs, Riggs, The Walking Dead, Walking Dead
Visualizações 154
Palavras 4.438
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Científica, Hentai, LGBT, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Survival, Terror e Horror, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Canibalismo, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


.。.:*✧Hayy✧*:.。.

▸Eu odeio o jeito que eu enrolo essa historia, eu foco muito em Carl e na Kate e deixo toda a grande historia de TWD passar quase neutra pelos capítulos, eu juro que irei melhorar!

✧ » ᴘᴇʀᴅᴀᴏ ᴘᴇʟᴏs ᴇʀʀᴏs « ✧

.。.:*✧Boa leitura✧*:.。.

Capítulo 46 - I thought she was dead.


Fanfic / Fanfiction My Death - The Walking Dead - Capítulo 46 - I thought she was dead.

 

P.O.V Kate

Carl me abraçava carinhosamente enquanto acaricio seus cabelos, nenhum de nós tinha dormido ainda. A briga parecia ter tirado nosso sono, nossas almas pareciam se remexer em desordem e nossas mentes pareciam implorar para conseguir esquecer aquilo. Eu não tenho a mínima ideia do por que Carl estava me ignorando o dia inteiro, mas não irei perguntar, não quero outra briga.

Em meio a bagunça que minha mente criou, ela consegue achar algo que eu precisava lembrar Carl, já que o mesmo parecia ter esquecido. Para de acariciar os cabelos de Carl e levanto metade de meu corpo, o garoto me olha um pouco curioso.

– Você precisa trocar o curativo. – Falo ao garoto que logo parece se lembrar.

– Eu estou com preguiça de levantar, esta tão bom aqui. – Carl choramingo, o garoto coloca suas mãos novamente em minhas costas, puxando a mesma para ele, mas consigo ainda me apoiar em meus braços.

– Vamos Carl, quanto mais você enrolar mais vai demorar. – Falo pegando em umas das mãos do garoto e o puxando. – A gente fica no seu quarto depois para ser mais rápido.

Carl choraminga mais algumas vezes com pequenos gemidos. Me levanto da cama e vou até o garoto, ficando ao seu lado. Pego novamente uma das mãos de Carl e começo a puxar o mesmo para fora da cama.

O garoto reclama um pouco, mas logo estava em pé novamente. Abro a porta e Carl passa pela mesma, passo e fecho a porta novamente, caminho junto a Carl pelo corredor, o garoto logo adentra a seu quarto. Adentro ao local e fecho a porta do mesmo, Carl vai até o banheiro, deixando a porta do mesmo encostada.

Vou até a porta e a empurro devagar, consigo ver que Carl rapidamente coloca sua mão no machucado, me impedindo de ver o mesmo. O garoto me olha um pouco assustado e tenso.

– Quer ajuda? – Falo ainda na porta.

– Não, me espere na cama. – Carl fala.

Eu não iria insistir, vi o machucado de Carl e o garoto não se sentiu anda confortável, ele ficou extremamente confuso e até mesmo tivemos aquela briga sobre nosso relacionamento. Fecho a porta e vou até a cama, me deito na mesma e fico apenas olhando o abajur, acendo a luz do mesmo alguns segundos depois.

Carl não demora muito para aparecer novamente, o garoto já estava com a gaze em seu olho novamente. Carl vem até a cama e se deita na mesma, fico de costas novamente para o garoto. Consigo sentir o corpo de Carl atrás de mim, seu braço logo é direcionado ao abajur, apagando a luz do mesmo.

Fecho meus olhos e sinto os quentes braços de Carl me abraçarem, o garoto abraça minha barriga e consigo sentir uma de suas mãos passarem carinhosamente pela mesma, estranho seu ato, o que o levou a fazer isso? 

– O que foi Carl? – Pergunto me virando para o garoto, o mesmo me encara.

– Não é nada. – Carl fala, suas bochechas coram um pouco naquele momento.

Ignoro meu pensamento de perguntar algo, apenas fecho novamente meus olhos e tento deixar o sono me levar. Sinto novamente a mão de Carl em minha barriga, mas desta vez não são feitos os mesmos movimentos de antes, Carl apenas deveria estar querendo demonstrar carinho ou algo do tipo.

– Hey, o que aconteceu enquanto eu estava fora? – A pergunta vem a minha mente e em menos de um segundo se tornam minhas palavras.

– Meu pai saiu para uma pequena busca de suprimentos, ele falou que achou algo grande mas isso acabou no fundo de um lago. – Carl fala me abraçando mais forte. 

– Oh, isso é ruim. Algo mais? 

– Eu só fiquei no quarto, eu não saia dele. – Carl fala.

Me sinto culpada por ter deixado o garoto daquele jeito, eu não sabia qual séria sua reação e como ela seria algo tão pesado. Viro meu corpo e acendo novamente a luz do abajur, volto a olhar para Carl, o garoto tinha levantado metade de seu corpo. Seu rosto fica a altura de meus seios, o garoto me olha um pouco sonolento.

Rapidamente me sento no colo do mesmo, Carl ainda estava deitado com um pouco de seu corpo levantado e apoiado em seus braços. Olho no olho do garoto que logo volta a se movimentar, Carl pega em minha cintura e me levanta, o garoto se senta na cama e apoia suas costas na cabeceira da cama.

Me sento novamente em seu colo, Carl coloca suas mãos em minha cintura enquanto eu encaro fixamente o garoto. Coloco minhas mãos na nuca do garoto, acaricio seus cabelos enquanto o moreno me encarava curioso. Lentamente dou um leve beijo em Carl, o garoto corresponde rapidamente.

– Me desculpa. – Falo desgrudando nossos lábios.

Carl solta um leve sorriso para mim, o garoto rapidamente cola nossos lábios novamente, correspondo ao seu beijo. Nossos lábios se movem lentamente, beijos lentos eram uma das minhas paixões secretas, eu os amava. Nossas línguas dançam lentamente, nossos lábios se tocam causando uma sensação boa.

O garoto apertava minha cintura, mas suas mãos logo descem para minha bunda, dando apertos cada vez mais fortes na mesma. Nosso beijo começa a ganhar velocidade e calor, nossas línguas já travavam uma batalha em nossas bocas, mas eu queria que a mesma continuasse.

Começo a rebolar no colo de Carl, o garoto aperta mais forte ainda minha bunda a cada rebolada que dou. Carl quebra o beijo e foca seus lábios em meu pescoço, deixando chupões que ficariam roxos daqui a algumas horas. Algumas mordidas e beijos eram direcionados ao meu pescoço.

Carl não retira suas mãos de minha bunda, o garoto a apertava cada vez mais a cada beijo ou mordida que dava. Carl levanta sua cabeça, voltando sua atenção aos meus lábios, novamente começo a rebolar em seu colo enquanto o garoto apertava minha bunda, aquilo me trazia aquela sensação boa novamente.

– Carl, você já trocou o curativo? – Ouço a voz de Rick, o homem rapidamente abre a porta e me vê no colo de Carl.

– Já pai. – Carl fala parecendo tranquilo, o garoto volta a beijar meu pescoço e apertar minha bunda depois que responde.

Meu rosto deveria estar completamente vermelho, tanto pelo fato de eu apenas estar com um casaco de Carl e minha roupa intima quanto por Rick ter adentrado ao quarto e visto aquela cena. Olho de canto de olho para Rick, o homem apenas segurava a maçaneta enquanto olhava seu filho, que estava a beijar meu pescoço.

Rick fecha a porta, deixando apenas eu e Carl novamente. O garoto continua a beijar meu pescoço mesmo depois de tudo aquilo, como ele conseguia? Eu estava corada, eu tinha certeza disso, meu corpo estava cheio de vergonha com tudo aquilo que tinha acontecido, Rick tinha nos pegado.

– Carl, como você consegue? – Pergunto me jogando para o outro lado, caindo novamente na cama e ficando deitada ao lado de Carl.

– Conseguir o que?

– Você continuou me beijando e apertando minha bunda depois que seu pai entrou aqui e nos viu! – Falo me sentando na cama.

– Ele já sabe de nós Kate, acho que todos sabem. – Carl fala se deitando novamente e colocando uma de suas mãos em minha coxa.

– Sabem que a gente namora ou que a gente transa?

– Acho que os dois. – Carl fala, o garoto rapidamente coloca sua mão em minha intimidade coberta apenas pela roupa intima, o garoto da leves apertos na mesma.

– Mas acho que é vergonhoso você apertar minha bunda e beijar meu pescoço quando seu pai entra no seu quarto sabia? – Falo colocando uma de minhas mãos no peito de Carl.

– Eu não queria parar. 

– Deu para perceber. – Falo olhando para a mão de Carl que estava em minha intimidade.

Carl solta uma leve risada e tira sua mão de minha intimidade, a levando para meu rosto. O garoto coloca meu rosto entre suas duas mãos e me da um beijo rápido.

– Quer continuar? – Carl pergunta se sentando novamente na cama.

– Claro que sim, mas tranque a porta.

O garoto se levanta e vai até a porta, a trancando em seguida. Carl novamente anda, mas vai até sua cômoda, o garoto abre uma gaveta, mexendo na mesma por alguns segundos até retirar algo da mesma. Carl volta a andar, o garoto estava com algo em sua mão, logo reconheço, eram camisinhas.

Me sento na cama, apoiando minhas costas na cabeceira da mesma. Carl coloca as camisinhas no criado mudo e fica a minha frente, o garoto abre minhas pernas com suas mãos e fica entre as mesmas. Coloco minhas mãos em sua nuca e começo novamente um beijo, Carl coloca suas mãos em minhas coxas, descendo cada vez mais.

Carl aprofunda o beijo, me deixando totalmente focada no mesmo. O garoto desce suas mãos por minhas coxas, chegando a minha intimidade já molhada, mas ainda coberta pela minha calcinha branca. Consigo sentir suas mãos quentes colocarem a mesma para o lado, Carl passa seus dedos por minha intimidade, começando a me gerar prazer com seu ato.

Paro o beijo e olho para sua box, seu membro já estava duro dentro da mesma. Abaixo sua box e Carl a retira, me deixando novamente ver seu membro duro. O garoto se joga para o lado, ficando deitado na cama, entendo sua ideia e logo subo em seu colo novamente, Carl rapidamente abaixa minha calcinha, retiro a mesma de meu corpo.

Me sento em seu colo e retiro o casaco e a blusa que me cobriam naquele momento, deixo meu corpo novamente exposto para Carl. O garoto passa suas mãos por minha cintura, abaixando cada vez mais as mesmas até chegar novamente em minha intimidade. O garoto aprofunda um de seus dedos na mesma, meus olhos se fecham um pouco.

Carl solta uma leve risada, abro meus olhos e vejo o garoto me olhar. Carl rapidamente me pega pela cintura e faz com que eu me apoie na cabeceira da cama usando meus braços, minhas pernas ficam abertas e consigo sentir a respiração de Carl abaixando cada vez mais por meu corpo.

Sua respiração chega a minha intimidade, logo consigo sentir sua língua passar pela mesma, me gerando novamente aquele prazer. Me seguro para não gemer, Rick ainda deveria estar acordado naquele momento. Carl começa a me lamber, o garoto parecia fazer os movimentos perfeitos, parecendo saber quais que eu queria.

O garoto novamente coloca um de seus dedos dentro de mim, me masturbando novamente. Carl continua a me lamber, aquela sensação de prazer aumentava cada vez mais a cada segundo. Sua língua faz movimentos perfeitos em mim, parecendo me fazer delirar enquanto seu dedo dentro de mim me enlouquece.

Consigo sentir que eu ápice iria chegar, Carl também parece perceber. O garoto rapidamente volta a sua posição anterior, ficando novamente sentado e apoiado na cabeceira da cama com suas costas. O garoto rapidamente introduz seu membro dentro da minha intimidade, mesmo não estando a usar camisinha.

– Eu sei que não estou com camisinha. – Carl fala me olhando. – Mas não se preocupe, eu aviso.

Carl começa a fazer movimentos rápidos com seu quadril, fazendo com que eu me apoie em seus ombros enquanto o garoto segura minha cintura e a força contra seu membro, fazendo com que meu ápice se complete. Solto alguns gemidos baixos, percebo que não iria aguentar, eu poderia chamar a atenção de todos com meus gemidos.

Noto que Carl estava concentrado em seus movimentos, então apenas apoio minha cabeça em seu ombro e tento abafar meus gemidos enquanto dou leves chupões em seu pescoço. Sinto meu ápice chegar, coloco rapidamente uma de minhas mãos em minha boca, abafando um alto gemido que cortava minha garganta.

Carl sorri a mim naquele momento, o garoto me da um leve beijo na bochecha e continua os movimentos já que não tinha chegado a seu ápice ainda. Mais alguns gemidos altos cortam minha garganta devido a aquilo, eu não sabia quanto tempo Carl iria demorar para chegar a seu ápice.

Começo a ajudar o garoto com os movimentos, rebolo em seu colo com seu membro dentro de mim. Carl coloca suas mãos em minha bunda e aperta a mesma algumas vezes. Olho para o rosto do garoto, o mesmo me olhava enquanto soltava algumas arfas, Carl da um leve sorriso de lado para mim.

Dou um rápido selinho no garoto, Carl fecha seus olhos, parecendo que iria chegar a seu ápice logo, acelero os movimentos enquanto Carl apertava cada vez mais minha bunda.

– Vou gozar. – Carl fala.

Rapidamente saio de seu colo, me sento nas pernas do garoto enquanto o mesmo leva uma de suas mãos ao seu membro, o garoto começa a se masturbar para conseguir chegar ao seu ápice, mas logo algo vem a minha mente. Coloco meu cabelo para trás e abaixo meu rosto na altura do membro de Carl.

O garoto olha para mim e sorri parecendo saber minhas intenções, Carl retira sua mão de seu membro, rapidamente começo a passar minha língua pelo mesmo antes de colocar em minha boca. Vou rápido, já que Carl provavelmente iria querer chegar logo ao seu ápice. O garoto segura meu cabelo enquanto chupo seu membro.

O garoto não demora muito para gozar, me afasto de seu membro e engulo o líquido quente que estava em minha boca. Olho para Carl, o garoto arfava e parecia pedir por ar, Carl sorri a mim e faz um sinal indicando para que eu vá até ele, fico deitada ao seu lado. 

Olho para o chão, pego minha calcinha que estava caída no mesmo e a coloco novamente. Carl pega sua box e a coloca também, pego o casaco do garoto que eu usava e coloco novamente em meu corpo.

Carl me olha, o garoto pega em meu ombro e indica para que eu me deite em seu peito, faço isso. Carl começa a passar suas mãos por meus cabelos um pouco suados, apenas fecho meus olhos e pego um cobertor, cobrindo um pouco de mim e de Carl com o mesmo. Consigo ouvir seu coração acelerado e sua respiração voltando ao normal.

Sinto as mãos do garoto saírem de meus cabelos e irem para minhas costas, o garoto parecia me abraçar naquele momento. Abraço o garoto, consigo sentir novamente seu calor vindo ao meu corpo, me deixando cada vez mais relaxada. O cansaço faz com que meu corpo sinta já o sono.

Já com meus olhos fechados, o sono me doma, me tornando refém dele naquele momento. Ainda consigo sentir Carl me abraçar, o garoto parecia querer dormir também, então apenas me deixo ser levada pelo sono.

════════ ××× ════════

Acordo com algo macio tocando meu pescoço, abro meus olhos lentamente e olho para baixo, consigo ver Carl, o garoto já estava acordado e parecia dar leves beijos em meu pescoço na intenção de me acordar. Passo minhas mãos por seus cabelos, indicando que eu tinha acordado.

– O que aconteceu? – Pergunto com uma voz sonolenta a Carl.

– Nada, eu apenas queria sua presença aqui. – Carl fala, o garoto fica a altura de meu rosto naquele momento.

– Mas eu já estou aqui, não precisava me acordar.

– É outra coisa quando você esta acordada. – Carl fala passando uma de suas mãos por minha bochecha. 

Dou um leve beijo na mão de Carl. Me sento na cama e me levanto ainda um pouco sonolenta, eu iria tomar um rápido banho para depois voltar a meu quarto. Caminho em direção ao banheiro, mas antes disso, retiro o casaco de Carl, o deixando na cama, deixando meu corpo apenas coberto por minha calcinha.

Sinto os olhares de Carl em minhas costas e em meu corpo inteiro, mas apenas ignoro e sigo até o banheiro. Abro sua porta, mas antes que eu possa fechar a mesma e dar inicio a meu banho, um som é produzido na escada, não parecia ser Rick nem Michonne, eles estariam dormindo a esta hora.

Olho para Carl, o garoto parece ter percebido o som também, o garoto parece ter estranhado o mesmo assim como eu. Saio do banheiro e vou até a cama, pegando novamente o casaco de Carl e colocando o mesmo em meu corpo novamente. Olho para Carl, o garoto logo pega algo em uma das gavetas do criado mudo.

Carl retira uma arma da gaveta e confere se tinha munição, assim que isso é confirmado, vou até o garoto, mas o mesmo me para com um de seus braços.

– Fique aqui, não quero arriscar você, pode ser mais um ataque. – O garoto fala, olho para o mesmo com um olhar duvidoso.

– Não Carl, eu sei me defender. – Falo ao garoto.

Olho por seu quarto até achar um canivete, pego o mesmo que estava em sua escrivaninha e o deixo em mãos. Vou até Carl novamente, o garoto bufa e começa a andar em direção a porta, abrindo a mesma lentamente. Fico atrás de Carl, o garoto ainda parece temer minha presença ali.

O garoto caminha cautelosamente até a escada, parando a poucos centímetros da mesma, o garoto deixa sua arma em punho e rapidamente vai até a escada, a levantando para algo que parecia estar na mesma. Fico atrás de Carl já com o canivete em mãos, logo consigo ver um homem de cabelos longos na escada.

– O que esta fazendo na nossa casa? – Carl pergunta rapidamente.

– Estou sentado na escada, olhando esse quadro e esperando seu pai e sua mãe se vestirem. – O homem fala.

O que ele quis dizer com "Seu pai e sua mãe se vestirem"? Era o que eu estava pensando? Rick e Michonne tinham transado? Carl parecia tenso, principalmente com as palavras do homem. Saio de trás de Carl e fico ao seu lado, olho para o homem de cabelos longos, ele parecia ser familiar.

– Jesus? – Minhas palavras saem antes mesmo de eu conseguir pensar nelas.

O homem se vira, confirmando meus pensamentos, era Paul. Jesus parece se assustar comigo ali, eu não tinha visto o mesmo já se faziam anos. Eu o conheci no começo de tudo isso, quando eu ainda estava junto a Natalie.

– Kate? – Jesus responde, solto um leve sorriso para o mesmo.

Antes que eu possa falar mais alguma coisa, ouço a porta do quarto de Rick ser aberta, de lá saem Rick e Michonne, os mesmos estavam colocando suas roupas ainda. Minha duvida é respondida, Rick e Michonne tinham transado. O olhar de Rick vem a mim, logo me lembro da noite passada.

Meu pescoço deveria estar cheio de mascas roxas e eu estava usando apenas o casaco de Carl e minha calcinha, eles deveriam estar pensando que eu e Carl transamos noite passada, e nos transamos noite passada. Rick foca seu olhar a Jesus novamente, o homem logo encara Rick.

– Carl? Oi. – Rick fala sem jeito ao filho.

Ouço a porta da frente ser aberta, logo Daryl, Glenn, Maggie e um grande homem ruivo, acho que seu nome é Abraham, sobem as escadas. Os olhares vão para Rick e Michonne, mas logo depois, vão para mim e para Carl, provavelmente devido a minha vestimenta e as marcas roxas no meu pescoço, olho para Daryl, o homem me encara por breves segundos antes de voltar seu olhar a Jesus.

– Ta tudo bem. – Carl fala.

– Você quer conversar? Então vamos conversar. – Rick fala.

Daryl rapidamente vem até Jesus, o pegando por seu braço e o forçando a levantar. Jesus é levado para o primeiro andar da casa, Rick e Michonne logo descem as escadas, mas antes, Rick da uma boa olhava sobre meu pescoço. Minhas bochechas coram, eu achava que eles já sabiam.

Carl abaixa sua arma assim que vê que Jesus tinha sido levado. O garoto se vira para mim e me olha, eu provavelmente estava vermelha de vergonha naquela hora. O garoto também parecia estar envergonhado, mas seu olhar confuso sobre Rick e Michonne indicavam que aquilo era seu principal pensamento.

O garoto me abraça rapidamente, correspondo a seu abraço. Ele parecia tenso, era algo novo, pelo o que eu saiba, Carl não tinha visto Rick com outra mulher depois que sua mãe morreu. O garoto desfaz o abraço e me olha.

– Eu vou descer, depois me fale como conheceu ele. – Carl fala já se virando para descer. 

– Coloque uma calça antes! – Falo pegando no braço do garoto.

Carl usava apenas sua box naquele momento. O garoto bufa e vem junto a mim para seu quarto, o garoto adentra ao local e pega a primeira calça que vê, a colocando em seu corpo. Carl vem até a porta e me da um beijo rápido antes de descer as escadas com sua arma em mãos.

Vou até meu quarto e pego algumas roupas, as colocando em meu corpo. Vou até meu criado mudo, pegando meu canivete e minha pistola, deixo o canivete e a arma em minha cintura. Caminho até fora do quarto novamente, desço as escadas e consigo ouvir vozes vindo da mesa de jantar.

Vou em passos lentos até a cozinha, tentando fazer o mínimo de barulho possível, mas minha tentativa é falha assim que Rick vira seu corpo e olha para mim com um olhar sério.

– Kate, você conhecia ele? – O homem pergunta a mim.

– Sim. – Respondo.

– De onde?

– Eu o conheci no começo de tudo isso, acho que apenas dois meses depois que tudo isso começou. – Falo a Rick, o homem ainda me olhava sério.

– E por que não ficou junto a ele? 

– Estávamos eu, ele e minha amiga, nos separamos devido a algumas pessoas que tentaram nos atacar. – Falo a Rick. – Fiquei apenas com minha amiga naquela hora, pensamos que ele estava morto.

– Quanto tempo vocês ficaram juntos nesse trio? – Rick continua sua pergunta.

– Três meses eu acho. – Falo soltando um leve sorriso a Jesus. – Ele nos salvou de tantas coisas.

– Do que?

– Da fome, da falta de água, das pessoas e dos errantes. – Falo novamente olhando a Jesus. – Ele fez muita falta depois.

– Eu fiquei preocupado com você e com a Natalie. – Jesus fala, nesse momento, Daryl aponta uma arma para sua cabeça, parecendo não gostar das palavras de Jesus.

Consigo olhar para Carl, o garoto me encarava com um olhar sério, igual ao de seu pai. Volto a olhar para Jesus, o homem estava a olhar para Rick novamente, parecendo querer voltar a conversa que eles estavam tendo. Volto minha concentração a cozinha, pego um copo e o encho com água, bebendo o líquido em seguida.

Volto a ouvir as vozes da conversa com Jesus, ignoro as mesmas. Deixo o copo na pia e vou em direção a escada, subindo a mesma e indo em direção ao quarto de Carl novamente. Adentro ao local e me jogo na cama, olhando para o teto branco logo em seguida. As vozes ainda eram presentes, mas eu apenas continuo a ignorar elas.

════════ ××× ════════

Eu não sei quanto tempo se passou, apenas sei que as vozes se calaram a alguns minutos enquanto eu apenas estava deitada na cama de Carl. Ouço passos no corredor, logo a porta do quarto é aberta, Carl passa pela mesma. Me sento na cama enquanto o garoto apenas vai para seu armário, retirando um casaco xadrez do mesmo.

– Meu pai vai ir até a comunidade dele. – Carl fala a mim.

– Você vai ir junto?

– Uma garoto com a cara estourada não passaria uma boa impressão. – Carl fala rindo de si mesmo.

Me levanto e vou até o garoto, o mesmo logo substitui seu sorriso por um rosto sério novamente. Abraço o garoto, o mesmo logo corresponde, deixando sua cabeça em meu ombro.

– Você não é um garoto com a cara estourada, você é um sobrevivente, Carl. – Falo ao garoto que me abraça mais forte.

– Eu não vou ir do mesmo jeito, alguém tem que cuidar de Alexandria.

Desfaço o abraço e olho para o rosto de Carl, dou um rápido selinho no mesmo e caminho até a porta, saindo pela mesma e descendo as escadas. Consigo ver da janela um trailer, Daryl estava cuidando do motor do mesmo enquanto Rick segurava Judith. Vou até a porta e a abro, passando para a varanda e indo até o trailer.

Algumas pessoas saem e entram no mesmo, parecendo estar preparando o mesmo para a viagem até a suposta comunidade de Jesus. Consigo ver o homem encostado no trailer, o mesmo me lança um sorriso. Caminho até Jesus e lhe dou um forte abraço, consigo ver de canto de olho que Daryl estava nos olhando.

– Pensei que estivesse morta. – Jesus fala.

– Eu também pensei que estivesse morto. – Falo separando o abraço. – Mas é bom saber que não esta.

Jesus sorri a mim, o homem logo olha para Rick assim que o mesmo o chama. Jesus passa sua mão rapidamente por meu cabelo antes de ir até Rick. Consigo ver que atrás do trailer estava Carl, o garoto estava colocando gasolina no mesmo e enchendo alguns galões com o líquido.

Rick tem uma breve conversa com Jesus, mas logo o homem vai falar com Carl. Ignoro a conversa deles e vou até Daryl que já tinha acabado algo que estava fazendo no motor.

– Você vai ir junto? – Faço essa pergunta obvia a Daryl.

– Sim.

– Posso ir? – Pergunto, seria algo bom conhecer a suposta comunidade.

– Não, é perigoso. – Daryl fala limpando suas mãos em um pano.

– Tudo é perigoso Daryl. – Falo ao homem. – E eu conheço Jesus, ele é um bom homem.

– Mas do mesmo jeito você não vai. – Daryl fala a mim.

Solto um bufo, caminho novamente até a varanda da casa, me sento em uma das cercas de segurança da mesma, apenas observando o grupo. Alguns membros do grupo adentrando ao trailer, Rick entrega Judith a Carl, logo se despedindo do filho e adentrando ao trailer que logo começa a se movimentar.

Consigo ver de longe Gabriel, o mesmo vai até Carl e pega Judith, pensei que Carl iria ficar com a pequena. Gabriel começa a se afastar de Carl, o garoto apenas olha para o homem que segurava sua irmã. Carl finalmente começa a andar, o garoto sobe as escadas da varanda e me chama com sua mão para eu adentrar a casa.

Adentro novamente a casa, Carl fecha a porta e a tranca. Olho para o garoto que apenas pega em minha mão e me guia para as escadas, subo junto a Carl as mesmas. O garoto logo adentra a seu quarto, trancando a porta do mesmo e se deitando na cama, me deito a seu lado.

Fecho meus olhos e solto um leve bufo, espero que nada aconteça com o grupo, que Jesus não esteja mentindo e que aquela suposta comunidade realmente exista. Eu espero que tudo de certo. 


Notas Finais


.。.:*✧ᴀᴛᴇ ᴏᴜᴛʀᴀ ɴᴏɪᴛᴇ✧*:.。.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...