História My Demon - Capítulo 46


Escrita por:

Postado
Categorias Fairy Tail
Personagens Gajeel Redfox, Lucy Heartfilia, Makarov Dreyar, Natsu Dragneel, Rogue Cheney
Tags Drama, Galu, Idade Média, Magia, Novela, Romance
Visualizações 89
Palavras 2.432
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Hentai, Luta, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Demorei kkkkkkk
Sorry!
Reescrever um capítulo perdido é irritante 😒
Quase que chorava quando vi que tava tudo perdido...


Mas...
Postei!
Yeh! Finalmente.

Pergunta: Vocês também acham que Katsuki Bakugo reune todas as características para ser o filho de Lucy e Gajeel? Vendo as imagens dele só consigo ver Lucy no cabelo e na inteligência e Gajeel nos olhos e no comportamento.

Era só.

Ah...
Acho que será Luxiare kkkkk
luxus X mirajane


Boa Leitura 💕

Capítulo 46 - Sim, amo!


Fanfic / Fanfiction My Demon - Capítulo 46 - Sim, amo!

Quarto do Lord Redfox

Ano de 338



Ainda revirando os miolos a procura de uma saída para a situação de Mirajane, Lucy a encarava seriamente com os pensamentos num outro tempo. A albina, certa de que Lady Redfox já havia feito muito mais do que muitos, quase que a pedia para desistir quando Lucy vociferou:

— Não confesse ainda a verdade a seu pai. Tenho que pensar. Não posso deixar que retorne. Não, não posso permitir! Nós duas, encontraremos uma solução.

— Milady, porque se incomoda? Ao me proteger, se coloca em perigo. Sua compaixão lhe trará problemas. Meu pai...

Lucy não a deixou terminar.

— Mirajane, eu estou convencida de que já se saiu bem do desafio mais difícil.

— Qual, Lucy?

— Estava em uma posição insustentável e deu o primeiro passo, o mais importante. Talvez eu não tivesse feito desse modo, mas isso não importa agora: o importante é que resolveu a situação. Agora não pode voltar atrás, não entende?

— E o que acontecerá quando os soldados de meu pai lutarem contra os Redfox por causa da minha mentira?

Lucy sacudiu a cabeça:

— Encontraremos uma maneira de evitar o conflito.

— Como?

— Ainda não sei, mas nos somos inteligentes e saberemos encontrar uma maneira de solucionar esta confusão.

— Mas porque colocará seu clã em semelhante situação?

— Não acredito nisso de que tem que sacrificar-se pelos outros. — disse Lucy — Estou convencida de que cada mulher tem a responsabilidade de ajudar às outras. Quando uma de nós sofre, acaso não sofremos todas?

Lucy sabia que o que dizia parecia absurdo. Era difícil expressar seus sentimentos de maneira coerente.

— Alguns homens desprezam as mulheres e há membros do Norte que nos consideram inferiores. Mas o Criador não. Lembre-se disso, é muito importante, Mirajane. Levei muito tempo para compreendê-lo. Os que fazem as leis são os homens, não as mulheres. Dizem-nos que são eles que interpretam as ideias do Cosmos, e nos consideram tão ingênuas a ponto de acreditar. Não somos inferiores. — disse, com convicção, inspirando com força — Como mulheres, temos que permanecer unidas... Se formos muitas e estivermos unidas, poderemos nos ajudar. As atitudes podem mudar.

— E por onde começamos? Por nossos filhos?

— Comecemos por nos ajudar entre nós. — explicou Lucy — Mais adiante, quando tivermos filhos, os ensinaremos a amar e respeitar uns aos outros. Tanto os homens quanto as mulheres foram feitos da mesma matéria.

Ao ouvir que os homens se aproximavam pelo corredor, a conversa cessou. Ao ver que Mirajane já não parecia atemorizada, Lucy se surpreendeu. Soltou-lhe a mão, endireitou os ombros e alisou as mantas. No mesmo instante em que a porta se abria, Mirajane sussurrou:

— Juntas.

Lucy assentiu e repetiu a promessa:

— Juntas

Gajeel foi o primeiro a entrar no quarto. Não pareceu muito feliz ao ver Lucy ali e sacudiu a cabeça, rosnando de leve. Lucy fingiu ignorá-lo. Mira não conseguia ignorar os quilos de músculos e o rosto fechado sobre aquele corpo. Sting fez lorde Strauss entrar, saudou Lucy com uma inclinação e se dirigiu a Mirajane:

— Hoje está com uma aparência melhor! — disse.

Lorde Strauss se afastou do sacerdote para poder ver a filha.

Avançou e em seguida se deteve bruscamente.

— Pelos Grandes Magos! — murmurou, embora todos os presentes no quarto o escutaram.

A imagem do rosto da filha cheio de hematomas o deixou angustiado. Lucy estava disposta a detestar o homem, pois negou-se a escutar os apelos da filha, deixando-a outra vez nas mãos dos Vastya. Mas a reação do homem ao ver a filha a fez mudar de opinião. Talvez o homem não tivesse compreendido o horror da situação de Mirajane.

‘Não, — pensou Lucy — não lhe darei o benefício da dúvida. Para mim, é tão responsável por quase matarem Mirajane quanto o próprio Zero Vastya.’

Strauss não era um sujeito de aparência muito atraente. Era de estatura baixa, quase tão baixo quanto Makarof, um terço do tamanho de Gajeel, tinha quase o dobro da idade dele, pois o cabelo negro estava mesclado de cinza. Tinha profundas rugas nos cantos da boca e dos olhos, que eram negros, diferentes dos da filha, mas o traço mais marcante era o nariz, grande e curvado. Por sorte, Mirajane não tinha herdado esse traço do pai.

Gajeel ficou ao lado de Lucy. A janela ficava atrás deles.

Tinham tirado a pele que a cobria e uma suave brisa lhe acariciava as costas.

— Bom dia, pai.

Por fim, lorde Strauss se recuperou da surpresa inicial.

Aproximou-se da lateral da cama, inclinou-se e pegou a mão da filha.

— Mirajane, o que fez?

Embora a voz do homem demonstrasse sua aflição, a pergunta pareceu vergonhosa à Lucy e ela viu tudo vermelho. Gajeel sorriu. A sua coelha novamente se mostraria uma rainha. Lucy aproximou-se e se interpôs entre o pai e a filha. O lorde soltou a mão de Mirajane, retrocedeu e ao ver a expressão furiosa de Lucy, retrocedeu um pouco mais.

— O que é que fez, pergunta o Lord? Realmente acredita que ela mesma se fez essas marcas?

O semblante do lorde expressou assombro, e deu outro passo para trás, como escapando da cólera de Lucy que parecia derramar-se sobre ele como água fervendo.

— Não, não acredito! — respondeu.

— Os culpados são Zero Vastya e o pai... E você, lorde Strauss. — afirmou Lucy — Sim, também é responsável.

O pai de Mirajane se voltou para Gajeel.

— Quem é esta mulher? — gritou.

Gajeel ficou mais perto de Lucy, protegendo as costas dela com o seu corpo e cobrindo a ela e ao outro lord ao mesmo tempo.

— É minha esposa. — disse em tom firme, a voz vibrando ameaçadora — E não permitirei que eleve a voz na presença dela.

— Não é deste país! — comentou lorde Strauss em tom muito mais suave.

— Veio do Norte.

— Acaso às filhas do Norte é permitido falar com os mais velhos em tom tão desrespeitoso?

Gajeel se voltou para Lucy pensando que, sem dúvida, morria de vontade de responder à pergunta de Strauss. Pois ela não era do tipo de engolir certas insinuações.

— Minha esposa falará por si mesma.

Lucy manteve o olhar fixo em Strauss.

— Certamente, à maioria das moças nortenhas são incentivadas a dar sua opinião. Os pais nortenhos amam e cuidam de suas filhas, sabia? Também as protegem, diferente de certos lordes que colocam as alianças acima da segurança e da felicidade de suas filhas.

O rosto de Strauss ficou vermelho e Lucy compreendeu que estava enfurecendo-o, mas não se importou. Também falava do seu próprio pai.

— Ama sua filha? — perguntou.

— É obvio. — repôs o lorde — E sou carinhoso com a garota.

Lucy assentiu.

— Senhor, sabe que sua filha esteve próxima da morte?

O lorde moveu a cabeça.

— Não sabia. — admitiu.

Sting pigarreou para chamar a atenção dos presentes.

— Talvez eu possa explicar em que estado Mirajane chegou até nós.

Esperou um gesto afirmativo do lorde e em seguida descreveu as circunstâncias da chegada de Mirajane. Contou que a tinham despido e em seguida envolto em um saco de juta. O sacerdote não economizou nenhum detalhe e até contou que Zero Vastya tinha cuspido nela.

— Estava disposto a lhe dar um grande pontapé, — acrescentou o anjo loiro — mas a flecha de lady Lucy o impediu.

Enquanto escutava o arrepiante relato do sacerdote, o pai do Mirajane permaneceu com as mãos cruzadas às costas, embora com o semblante impassível. Entretanto, os olhos diziam outra coisa, pois brilhavam de lágrimas contidas.

— O clã Vastya pagará pelos pecados que cometeu contra minha filha. — afirmou Strauss com voz trêmula de raiva — Refiro-me a uma guerra, Redfox, não a uma aliança. O seu primeiro comandante me disse que vocês também queriam vingar-se. Qual é seu motivo?

— Zero Vastya se atreveu a brandir uma faca e a teria lançado em minha esposa se eu não o detivesse.

Lucy ignorava que o marido pensava declarar guerra ao clã Vastya. A fúria que percebeu na voz de Gajeel enquanto explicava seus motivos de vingança lhe comprimiu o estômago. O demónio estava a décadas sem testar a sua espada e, pelo que Natsu havia dito, ele ainda tinha pratica.

— Mas não a tocou. — alfinetou Strauss.

— O que é que tenta insinuar, Strauss?

— Zero me pertence. — replicou o lorde — Tenho direito de vingar minha filha.

Gajeel relutou em admiti-lo.

— Tenho que pensar nisso. — murmurou, procurando outra forma de aliviar a sede de vigança. Porque, de cada vez que pensava o quanto teria perdido se Lucy fosse vitima daquela faca, tinha vontade de matar.

Lorde Strauss assentiu e voltou a atenção para a filha. Lucy lhe obstruía a visão e o lorde andou até a lateral para poder vê-la.

— Eu pensei que tinha exagerado as circunstâncias. Sabia que não queria se casar com Zero e eu, estúpido, pensei que com o tempo chegaria a se dar bem com ele. Jamais me passou pela mente que os Vastya a tratariam com semelhante brutalidade. É um insulto imperdoável... E o meu para consigo também, moça. Devia ter te escutado. A senhora de Redfox tem razão: eu também sou responsável.

— Oh, papai! — murmurou Mirajane — Lamento. Envergonhei-te com mi... — Os soluços a impediram de continuar, e Lucy alcançou um lenço.

— Basta! — ordenou o pai a Mirajane — Não quero te ver chorar.

— Lamento. — disse a moça — Não posso evitar.

O lorde moveu a cabeça.

— Filha, quando escapou e foi para casa, tinha que ter me obrigado a escutá-la em lugar de se deixar seduzir por um Redfox. Ficar grávida não era a solução. Dirá o nome desse canalha e eu ajustarei as contas.

— Peço desculpas por interromper. — disse Lucy — Mas acho que Mirajane foi falar-lhe depois da primeira sova, não é assim?

— Não tinha machucados. — replicou o lorde — E eu pensei que tinha inventado para que eu me compadecesse. Sou capaz de admitir meus erros quando me engano. — disse com ênfase.

Agradou a Eucliff escutar a confissão do lorde.

— É um bom começo. — assinalou.

— Mirajane, me diga o nome.

— Pai, lamento tê-lo dececionado. Não tem que culpar aos Redfox, pois o erro é completamente meu.

— Filha, quero o nome.

A Lucy não agradou a dureza da voz do lorde e se interpôs outra vez entre pai e filha. Ao ver a expressão da esposa, Gajeel se apressou a segurá-la pelo braço. Lorde Strauss também adivinhou o que Lucy pretendia.

— Quer proteger minha filha de mim? — perguntou, atônito.

Lucy não respondeu e tentou desviá-lo do assunto.

— Julguei-o mau, senhor, porque agora vejo que ama sua filha. Mas Mirajane precisa descansar. Recebeu vários golpes na cabeça e está muito fraca. Olhe: até lhe custa manter os olhos abertos.

Rogou que Mirajane captasse a insinuação. Assentiu para enfatizar a mentira e se afastou para que o lorde pudesse ver a filha. Certamente, Mirajane tinha compreendido. Tinha os olhos fechados e parecia adormecida. Em voz mais baixa, Lucy disse:

— Veja lorde? Para curar-se precisa descansar. Para falar a verdade, ainda corre perigo de morrer.

— Eu queria levá-la de volta comigo… — sussurrou o lorde.

— Lorde, aqui a cuidamos muito bem. — interveio Sting — Não acredito que sua filha esteja forte o bastante para levantar-se. Convém deixá-la tranquila. Está sob o amparo de lorde Redfox: quer melhor que isso?

— Tem algo melhor: — interveio Gajeel — O amparo de minha esposa.

Lorde Strauss sorriu pela primeira vez.

Todos do Sul sabiam da força de Redfox: queriam coroa-lo rei, mas o mesmo sequer aparecia nas reuniões dos Clãs, pelo que o trono do Sul ainda estava vazio. Mas, saber que ele seguia, agora, uma mulher…? Era inacreditável! Lucy teria de ser uma autentica amazona para isso.

— Já vi.

— Sugiro que desçamos para falar deste assunto tão delicado. — propôs Sting, incitando Rufus e Jet a saírem do quarto — A questão de quem é o pai pode esperar, não lhes parece?

— O homem se casará com minha filha. Quero que me assegure isso, Redfox.

Gajeel franziu o semblante.

— Fiz a pergunta a cada um...

Lucy o interrompeu.

— Interrogou a alguns dos soldados, mas não a todos. São... tantos, e alguns deles não retornaram de suas missões. Não é assim, marido?

Gajeel aceitou a mentira da esposa sem uma piscada.

— Sim.

Lord Strauss viu novamente aquele sinal: Redfox havia sido domesticado.

— Mas queria saber se me apoia nesta questão do casamento, lorde. —murmurou Strauss — Obrigará o homem que seduziu Mirajane a casar-se, Minha Lady? — decidiu dirigir-se ao membro mais forte do quarto.

— Sim o farei.

Strauss se mostrou satisfeito. O sacerdote foi abrir a porta. Lorde Strauss deu à filha uma leve palmada no ombro e se dispôs a sair. Antes de seguir o pai de Mirajane, Gajeel olhou Lucy como dizendo: espere e verá.

— Redfox, recebeu minha filha, protegeu-a, e sua esposa lhe demonstrou compaixão. Se marcar um casamento, não lutarei contra vocês. E mais, poderíamos articular uma aliança conveniente...

Sting fechou a porta, deixando as palavras de lorde Strauss para trás. Lucy se deixou cair na cadeira soltando um suspiro.

— Mirajane, já pode abrir os olhos.

— Lucy, o que faremos? Tenho que dizer a verdade a meu pai.

Enquanto pensava, Lucy mordeu o lábio inferior.

— Ao menos agora sabemos que seu pai não a deixará outra vez com os Vastya. Talvez tenha ficado cego pela ansiedade de articular uma aliança, mas agora abriu os olhos. Convenceu-se ao ver seu rosto cheio de hematomas. Seu pai a ama, Mirajane.

— Eu também o amo. — disse Mirajane — Quando disse que o odiava foi porque estava... zangada. Oh, que confusão armei! Não sei o que meu pai fará quando descobrir que não vou ter um filho.

Fez-se um silêncio que durou vários minutos. Em seguida, Lucy se ergueu.

— Há uma solução para o problema.

— Sei. — disse Mirajane, pensando que Lucy a aconselharia a dizer a verdade — Devo...

Lucy sorriu:

— Deve se casar.

— O que?

— Não se surpreenda tanto, Mirajane. É uma solução sensata.

— Quem me aceitaria? Não esqueça que acham que estou grávida.

— Somos astutas o suficiente para pensar em algo. — insistiu Lucy — Encontraremos o homem adequado.

— Não quero me casar.

— Diz sinceramente ou por obstinação?

— Acho que pelas duas coisas. — admitiu a moça — A perspetiva de me casar com alguém que se pareça em algo com Zero Vastya revolve-me o estômago.

— Certamente, mas se encontramos alguém que compreenda quanto vale e a trate com respeito, acaso não seria feliz de casar-se com ele?

— Não existe um homem assim.

— Meu marido é assim.

Mirajane sorriu:

— Mas já está casado.

— Sim. Mas existem homens quase tão perfeitos quanto ele. — acrescentou Lucy.

— Lucy, é tão afortunada...

— Por que diz isso, Mirajane?

— Ama seu marido.

Lucy deixou passar um longo intervalo antes de reagir diante dessa verdade. Em seguida, reclinou-se na cadeira e desprezou toda indecisão e insegurança.

— Sim, eu o amo.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...