História My Demon - Capítulo 26


Escrita por: e Sun_Sophii

Postado
Categorias Fairy Tail
Personagens Erza Scarlet, Gajeel Redfox, Grandeeney, Gray Fullbuster, Jellal Fernandes, Jude Heartfilia, Juvia Lockser, Laxus Dreyar, Layla Heartfilia, Levy McGarden, Loki, Lucy Heartfilia, Natsu Dragneel, Zeref
Tags Nalu
Visualizações 181
Palavras 2.089
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 26 - Fracasso


Fanfic / Fanfiction My Demon - Capítulo 26 - Fracasso

— Porque não me salvou, porque me deixou morrer? – Layla fitava sua filha com uma expressão triste – Nem ao menos pegou o meu corpo para me enterrar... – Ela desvia o olhar da filha

— Mamãe... – Lucy estica sua mão na tentativa de conseguir tocar na mesma, porém parecia que a cada momento a loira se afastava mais de si. – Me desculpe mamãe... – Várias lágrimas escorriam sobre a bochecha de Lucy. – Por favor me desculpa... – A loira foi se agachando lentamente até se ajoelhar naquele chão gelado.

Naquele momento Lucy se encontrava em uma sala totalmente branca, sozinha.... Apenas podia escutar a si própria, escutar seus próprios soluços ao meio todo sofrimento.

“Lucy”

Uma voz conhecida ecoou por todo o recinto, a loira olhou para os lados, porém só conseguia ver um lugar vazio e sem vida.

“Acorda Lucy”

Povs Lucy

Quando abri meus olhos, pude ver Natsu, o mesmo me fitava preocupado.

— Porque está chorando amor? – Encarei o rosado de canto, depois enxuguei minhas lágrimas, tentando ao máximo não deixar mais nem uma escorrer.

— Na-nada, estou bem... – Quando ia sair da barraca, sinto Natsu segurar meu braço, olho para o mesmo por cima de meu ombro.

— Por favor Luce, não minta para mim. – Ele me fita de forma séria, porém preocupada, suspiro e me sento na frente do garoto. – O que aconteceu?

Abaixo minha cabeça, começando a soluçar, logo sinto mais lágrimas escorrerem sobre minha bochecha, abraço o garoto na hora, Natsu fica surpreso, porém logo retribui.

— Mi-minha mãe... eu nem ao menos pude enterra-la – Começo a desabar ali mesmo no ombro de Natsu, ele me abraça mais forte, como se sofresse comigo.

— Juro que as coisas não ficarão assim, Zeref vai se arrepender por ter machucado a única pessoa que eu amo nesse mundo inteiro. – Ele desvia o olhar com fúria, paro de abraçar o rosado e fito o mesmo, ele franzia o cenho ao pensar em seu irmão.

— Eu sei que está sofrendo muito Natsu, entendo sua dor..., mas não acha que deve conversar com seu irmão? – Posiciono minhas mãos sobre as bochechas de Natsu.

— Como pode dizer isso Lucy?! – Ele me fita desacreditado. – Meu irm... Zeref, matou sua mãe e tecnicamente você também, tem todos os motivos para o odiar! – Suspiro e mordo meu lábio inferior.

— Natsu..., se quando eu te conheci não fugi de você, porque acha que iria odiar seu irmão dessa forma, claro..., eu sei que ele matou minha mãe, porém acredito que ele não estava em si – Desvio o olhar.

— Co-como assim?

— ENDs perdem sua consciência depois de tanto tempo sendo demônio, seu irmão pode ter passado por isso, talvez ele esteja agindo assim por causa da loucura que consumiu seu corpo..., não quero lhe dar esperanças de voltar a falar com seu irmão, só quero que entenda o lado dele...., afinal você também é um END, também passou por isso. Não podemos julgar seu irmão pelas coisas que ele fez, porque se fosse o caso, você também seria julgado, mas eu lhe ouvi, eu lhe compreendi, faça isso pelo seu irmão, ele é a sua família e família não se abandona – Natsu me fitava de forma muito surpresa, ele desvia o olhar pensativo.

Natsu de repente sela um beijo em mim antes de sumir, fico estática me perguntando para onde diabos o rosado havia ido...

— Lucy! – Erza enfia seu rosto em minha barraca quase me enfartando com o susto. – Vem cá rápido, você precisa muito ver isso!! – Balancei a cabeça positivamente antes de Erza segurar meu pulso e me puxar para fora da barraca.

— O-o que houve Erza, está estranha! – A garota me encara por cima dos ombros.

— Não sou eu que está estranha, é a Levy! – A garota fala antes de apontar para azulada, a mesma estava sentada em um tronco enquanto olhava para o chão sorrindo bobamente.

— Pior, ela parece, como posso dizer... – Olhei de canto para Erza e nosso olhares se encontraram.

— Apaixonada!! – Falamos em uníssono, automaticamente fomos correndo em direção de Levy, paramos na frente da mais baixa, porém ela nem notou nossa presença.

Pov’s Levy.

Fitava o chão pensativa, nunca havia sentido aquilo por outra pessoa, meu coração se acelerava só de pensar ou ouvir o nome Gajeel, claro, eu já havia tido outros namorados, mas era tudo uma desculpa para não ficar só, porém eu sinto que realmente amo Gajeel.

‘Levy”

Nunca pensei na possibilidade de amar alguém, amar de verdade, entregar meu corpo a esse alguém de bom grado...

“Levy”

Nem mesmo minha mãe amou meu pai. Mas será que Gajeel realmente me ama? Ou está apenas me iludindo..., não! Gajeel não faria algo assim.

— Levy porra! – Percebo que estava viajando quando sinto Erza cutucando meu ombro várias vezes seguidas, coloquei a mão no local que até mesmo já estava dolorido.

— Aí Erza, o que foi? – Encaro a Scarlet de canto, vejo Lucy atrás da mesma ela também me encarava com uma expressão curiosa.

— Não se faça de boba minha amiga, porque isso você não é – Lucy se pronuncia e depois coloca a mão na cintura.

— Não sei do que vocês estão falando! – Desvio o olhar e me levanto do tronco na intenção de ir embora, porém como já era de se esperar Erza segurou meu pulso.

— Pode ir abrindo o bico baixinha, olha que eu estou de mau humor, pois faz séculos que não como uma torta de morango! – Suspiro.

— A-abrir o jogo sobre o que? - Me dei como desentendida.

— Já falei que o papel de boba não combina com vo... – Lucy de repente para de falar, fiquei meio que sem entender, quando de repente alguém me abraça por trás, senti meu coração se acelerar ao ponto de parar e meu rosto esquentar igual um vulcão em erupção.

— Iae, já contou a novidade? – O garoto se curva um pouco e apoia seu queixo em minha cabeça, ainda estava estática acompanhada por Lucy e Erza, engoli em seco.

— Nã-nã-não acredito, que novidade? – Erza foi a primeira a se recompor.

— Você não contou para elas baixinha? – Senti todo meu corpo se arrepiar quando o moreno falou isso no canto de meu ouvido.

— No-no-no-nós estamos namorando... – Desviei o olhar, só pude ver a reação espantosa de Lucy e Erza pela minha visão periférica.

— Aí... – Erza foi a primeira a se pronunciar, mas quem continuou foi a Lucy.

— Meu...

— Deus.... — Por fim ambas terminaram juntamente a frase e isso acabou tirando uma risada do Gajeel e minha.

— Gajeel vaza, assunto de meninas aqui – Ordenou Lu-chan seriamente, Gajeel levantou sua mão em forma de rendição e saiu de lá rindo, viado, me deixou com essas demônias – Agora Levyzinha, nos diga como tudo aconteceu.

Em vez de sentir minha saliva ser engolida de forma normal e suave, parecia que eu estava engolindo pedra e um anjo da guarda, literalmente me tirou dessa situação constrangedora.

Wendy estava chamando Lucy para continuar o treinando, então Er-chan também resolveu treinar, me deixando tranquila por alguns instantes.

Levy pov’s off

— Certo Lucy, eu estava avaliando em relação ao treinamento e mesmo você tentando ficar concentrada para meditar, você não está totalmente concentrada. – Disse a azulada em um tom sério.

— Como assim? – Perguntou confusa. — Concentrada em que nível você se refere?

Wendy ficou uns segundos sem responder, estava pensativa, olhando para o céu, precisava explicar de uma maneira simples e objetiva, por fim a mesma suspirou.

— Você precisa estar com a mente vazia e o coração forte, mas tem algo lhe impedindo.

— O que?

— Você mesma – Disse preocupada — Lucy sei que está enfrentando problemas, mas precisamos de você firme e forte, sei que não é fácil deixar o sentimentalismo de lado, mas se você não conseguir fazer isso, será perda de tempo.

- Uma mente vazia e um coração forte, sem preocupação e tudo mais, a única coisa que você precisa é estar preenchida dentro de você, a aceitação do que você é, mas você está coberta de preocupação, e de incertezas e se continuar assim nunca seguirá em frente.

Lucy abaixou seus olhos e fixou seu olhar no chão, ela sabia que Wendy tinha razão, mesmo que doa admitir naquele momento ela tinha que apenas aceitar seu destino, então a mesma respirou fundo e olhou determinada para o anjo.

— Você tem razão, preciso me concentrar – Então fazendo a famosa posição de índio, Lucy respirou fundo três vezes, se esquecendo de tudo a sua volta, seu pesadelo, Zeref, tudo.

Horas se passaram quando Lucy finalmente abriu os olhos, vendo o olhar de Wendy que carregava enorme expectativas, mas a pequena notou a decepção no rosto da loira.

— Você não sentiu nenhuma diferença? – Perguntou alarmada. Envergonhada por não ter conseguido nada Lucy abaixou sua cabeça e negou.

— Desculpa – E do nada a mesma se levantou de forma rápida e saiu correndo para a floresta.

— Lucy – Mesmo chamando, a loira não lhe ouviu e Wendy acabou por suspirar.

— O que houve? – Perguntou Levy que se aproximava preocupada.

— Dessa vez a Lucy realmente deu tudo de si, mas mesmo assim nem se quer uma fagulha ela sentiu – Wendy olhou de forma triste para a bruxa, e logo atrás da mesma vinha, Erza e Gajeel. — Vamos deixar a Lucy um pouco sozinha, clarear os pensamentos e os sentimentos é a melhor coisa que tem para ela neste momento.

E mesmo contragosto, eles concordaram, mas uma pergunta pairou em cada um deles, cadê o Natsu?

[...]

Mesmo que lágrimas não descessem pelo seu rosto, Lucy chorava por dentro. Ela sentia que tinha decepcionado a todos, afinal com esses tais poderes ela ajudaria Wendy e quem sabe sua própria mãe.

Mas Lucy viu que essa é a realidade, que nem tudo dá certo para nós.

A mesma se escorou em uma árvore e aos poucos foi se abaixando, seus olhos castanhos estavam vazios e a mesma se perguntava como as coisas tomaram aquele rumo.

Até uns meses atrás ela estudava, planejava um futuro para si, e agora ela amava um demônio, e praticamente todos à sua volta eram seres sobrenaturais.

Não que Lucy se arrependesse de suas ações, afinal ela amava Natsu, mas ainda sim lá no fundo ela se sentia dividida entre esse mundo e o normal.

Às vezes Lucy sentia que queria estar que nem nos livros de romance que lia que era coberto de clichês, que Natsu fosse um humano e que se conhecessem da forma mais clichês de todos os tempos, o esbarrando.

Mas esses pensamentos só vêm até si, quando as coisas ao seu redor não dão certo, e agora o fato de sua mãe está morta, e a mesma não possuir poder, e esse poder talvez seja a única coisa que poderia trazê-la de volta à vida. Lucy sentia tantas coisas que ela não conseguia pensar direito.

~~~

A garota não sabia ao certo quanto tempo se passou, mas ela tinha a certeza de que foi bastante tempo, a mesma se levantou suspirando, e olhou para o céu coberto de estrelas.

— Desculpa mãe – Disse de forma amargurada, e uma lágrima solitária rolou pela sua bochecha.

Lucy voltou para o acampamento de forma lenta, ela se dirigiu para sua barraca não queria conversar com ninguém e naquele momento ela nem se quer pensava em Natsu, seus pensamentos somente focavam no fracasso que a mesma era.

Lucy se deitou e mesmo que seus olhos estivessem fixo em alguma coisa, ela não estava ali, ela estava submersa e quando menos percebeu, dormiu.

Na calada da noite barulhos foram ouvidos, mas não por todos e sim por Lucy. A loira levantou de supetão e olhou para o lado vendo se era Natsu, mas não. Então juntando toda a sua coragem a mesma saiu da barraca e se dirigiu até o barulho, da forma mais silenciosa que conseguia.

A mesma se dirigia para floresta e o barulho se tornava cada vez mais denso, foi quando olhou para trás e não se via mais o acampamento, Lucy respirou fundo e deu um passo a frente empurrando o arbusto e seus olhos se arregalaram.

— Quem é você? – Era uma mulher de cabelos rosa e que vestia uma roupa de empregada, em seus pulsos tinham correntes, Lucy acabou dando um passo para trás receosa.

— Olá princesa, quanto tempo – Disse a mulher com um sorriso doce, e a confusão se tornou nítida para Lucy.


Notas Finais


Então.....

Oq acharam????

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