História My Demon - Capítulo 24


Escrita por: e Tay_Michaelis

Postado
Categorias The Seven Deadly Sins (Nanatsu no Taizai)
Personagens Elizabeth Liones, Meliodas
Tags Melizabeth, Nanatsu No Taizai
Visualizações 939
Palavras 1.468
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 24 - Emboscada


- Merlin... - chamo a maga - é possível que eu consiga gerar uma criança?

- Sua e de Meliodas?

Concordo movendo a cabeça e ela olha seriamente para nós.

- Quer a verdade?

- Por favor.

- Tem a total capacidade.

A resposta dela caí como um balde de água fria sobre todas minhas expectativas de que fosse mentira as provocações feitas pelo  rei das fadas.

(...)

Não não não, não! 

Simplesmente não!

Já não bastava a ameaça que pairava sobre nossas cabeças por causa da traição, agora teria mais esse problema para se juntar aos outros?

Droga.

Isso não poderia acontecer, não é?

- O quê? - sussurro baixinho perdida em meus pensamentos conflitantes - Você está brincando, certo?

Ergo o olhar para Merlin que suspira como se estivesse exausta e empurra a franja lateral para trás da orelha, as íris âmbar brilham incandescentes e ela tomba a cabeça para o lado.

- Vocês não pensaram que seus atos trariam consequências terríveis? 

Meliodas sentado ao lado dela ri amargamente e olha para seus pés.

- Sempre soube que coisas terríveis aconteceriam de qualquer forma. Uma deusa e um demônio encontrando-se dia a dia e tornando-se amigos? Quais seriam as chances de acontecer algo bom?

- Nulas. 

- Vocês são inimigos por natureza - Merlin afirma - como suportam a presença um do outro?

- Você está enganada, feiticeira - Meliodas olha de esguelha para ela - nossos clãs tem uma rixa antiga e eu entendo ambos os lados. Na verdade passei a entender após conhecer Elizabeth.

- O que quer dizer?

- Veja só; o clã das deusas é adorado por todos, raça da luz pura, da paz e da compaixão, ninguém os teme. Agora como é conhecido o clã dos demônios?

- O clã da destruição, de seres corrompidos que causam dor e guerras. 

- Não somos inimigos - murmuro - nossos clãs temem o poder que temos, porque apenas um confronto entre os dois causariam estragos demais.

Merlin arqueia as sobrancelhas e incrédula se levanta passando a andar em círculos.

- Vocês conseguem notar o que acabaram de falar? Estão dizendo que a inimizade de seus clãs não passa de medo mútuo?

- Algo do tipo.

- Não, não é isso que os faz serem inimigos. Isso vêm desde sempre, vocês são o completo oposto e isso os repele.

- Se nos repele, por que Elizabeth e eu nos damos bem?

- Porque há sentimentos envolvidos.

- Como? - questiono confusa.

- Vocês se dão bem porque se amam, são apaixonados um pelo outro! As deusas não toleram os demônios e vice versa por causa dos riscos que um expõe o outro.

- Nos aprendemos a respeitar o espaço do outro para que não haja riscos.

- Aprenderam depois que quase matou ela, não é? - Merlin encara Meliodas seriamente.

- Sim...

- Viu! Você quase a matou uma vez e agora os dois fizeram questão de colocar suas cabeças em guilhotinas!

- O que quer dizer com isso?

- Quero dizer que desde o momento que se apaixonou por ele Elizabeth, desde o momento que sentiu compaixão por  demônio você estava fadada a trair seu clã.

As íris ônix de Meliodas brilham cheias de raiva, porém ele respira fundo várias vezes controlando-se lentamente.

- Você pode nos ajudar? - Meliodas pergunta baixinho - pode tirar essa... Mancha da áurea dela?

- Sim, eu acho que posso.

- Bom, muito bom.

Com o cenho franzido Meliodas olha para o local onde estamos e em seguida vêm até onde estou, sentada no chão.

- Preciso ir, meu clã precisa de mim.

- Tudo bem, vá.

O loiro se inclina e beija minha testa demoradamente antes de sumir em um piscar de olhos, deixando para trás o ar agitado.

Merlin se ajoelha na minha frente e segura minhas mãos entre as suas olhando diretamente nos meus olhos.

- Por que você foi tão impulsiva assim, Elizabeth? 

Noto mesmo que não intencionalmente a tristeza em sua voz.

(...)

Quieta observo a maga que está paira no ar sem desviar sua concentração de um livro antigo em seus braços. As páginas grossas e amareladas ostentam uma caligrafia rústica em uma língua desconhecida por mim.

- Nada, não encontro nada!

Irritada ela estala os dedos e o livro desaparece de seus braços.

- Como posso ajudar você sendo que não existe um registro sequer de um demônio que tenha feito amizade com uma deusa e pior ainda, que tenha dormido com uma.

Sentindo como se toda minha energia tivesse sido drenada de uma vez, sento no chão e apoio as costas em uma rocha que tem ali. Já tinha se passado algumas horas do encontro nada agradável que Meliodas e eu tivemos com Gloxinia e desde então Merlin tem procurado formas de nos ajudar.

- Elizabeth?

- Uhm? - abro os olhos para olhá-la.

- Você está bem?

- Cansada.

Ela me olha por alguns minutos as íris âmbar brilhando e de repente Merlin se põe de pé entoando cânticos que nunca tinha ouvido.

- O que foi?

- Tem alguma coisa se aproximando e é mais poderoso do que posso lidar.

As palavras da maga parecem gerar uma descarga elétrica em meu corpo e fico de pé atenta a qualquer movimentação estranha ao nosso redor. Apesar de toda atenção no que pode vir, consigo sentir a euforia que vem dos céus e isso revira meu estômago dolorosamente em ansiedade das coisas que pode acontecer.

- Está chegando mais perto. 

Noto as costas da menina se tornarem rígidas e os pêlos da minha nuca se eriçam ao mesmo tempo que minhas asas se tornam inquietas.

De fato o poder que aproxima é esmagador e obscuro, o mesmo que já senti em alguns dos membros dos dez mandamentos que já encontrei. Cada vez mais próximo eu prendo a resposta e cada célula do meu corpo vibra cheia de poder para me defender do que está vindo.

Merlin respira fundo e antes que eu possa prever qualquer movimento seu um grito esganiçado de dor soa entre as árvores seguido do som nauseante de uma espada perfurando a carne. O silêncio que se instala dura poucos segundos e o barulho de uma luta física soa tão próximo que tenho a impressão que acontece à poucos metros de distância, novamente outro grito ecoa e tudo fica quieto.

- Merlin. - Sussurro nervosamente desejando me aproximar da maga mas meu corpo permanece parado no lugar.

- Fique quieta e não se mexa, têm alguém vindo.

Viro a cabeça para olhar na mesma direção que Merlin está encarando fixamente e sinto meu coração parar no peito momentaneamente quando Meliodas entra clareira com a espada ainda com sangue em punho e as roupas normalmente brancas ensopadas de sangue escuro. Há sangue secando em seu cabelo e um hematoma em seu maxilar lentamente perdendo a coloração preto-azulado.

- Meliodas! - Exclamo horrorizada e Merlin solta o ar aliviada - O que aconteceu?

- Era uma emboscada - transtornado ele solta a espada na grama e chacoalha as mãos livrando-se do sangue que escorria de alguns cortes aberto em seus braços - fui traído pelo meu clã, por meu irmão!

- O que você está falando? - Merlin questiona com os olhos arregalados.

- Fui atraído para uma armadilha, os demônios que liderei tentaram me matar - ele rosna livrando-se da camisa ensopada de sangue - eu tive que lutar contra meu irmão os outros mandamentos, mas fugi quando notei que dois dos mandamentos estavam vindo para matar a Elizabeth.

- A presença que sentimos - digo chocada e ele assente - o que você fez?

- Eu os matei. 

Abro a boca surpresa e Meliodas ainda cheio de adrenalina pela recente luta anda de um lado para o outro no espaço onde estamos.

- E agora, o que faremos? - Pergunto nervosa e os olhos negros miram nos meus.

- A guerra santa começou, nós não podemos ficar aqui ou seremos mortos.

- Bealuin não é mais segura nem para mim - Merlin diz transtornada - temos que achar um lugar seguro.

- Tem os céus - digo - o clã dos demônios não pode chegar lá. É o lugar mais seguro que consigo pensar.

- Acha que eles vão me aceitar lá? - Meliodas ri em escárnio e balança a cabeça para os lados - só se eu estiver morto.

- Na verdade eles podem te aceitar, esse seria o trunfo do clã das deusas na guerra! - Merlin diz - Ter Meliodas do lado deles significa ter acesso as fraquezas do clã dos demônios.

- Isso pode funcionar! 

- Mesmo que der certo, como eles vão saber que eu não estou fazendo uma emboscada para eles? - Meliodas questiona de braços cruzados.

- Livrando-se da marca da escuridão - respondo a pergunta feita por ele - negue suas origens e eles terão certeza que você está sendo verdadeiro em querer se juntar a nós.

- E você, como se livrará da mancha em sua áurea?

- Eu dou um jeito nela - a menina se pronuncia - mas você tem que se livrar da marca da escuridão sozinho.

- Tudo bem. Temos que ser rápidos e sair daqui, logo eles irão perceber que assassinei dois mandamentos.






Notas Finais


My Demon está nos momentos finais.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...