História My Desire Sweet (Diabolik Lovers) - Capítulo 24


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Categorias Diabolik Lovers
Personagens Ayato Sakamaki, Beatrix, Christa, Cordelia, Kanato Sakamaki, Laito Sakamaki, Personagens Originais, Reiji Sakamaki, Richter, Shu Sakamaki, Subaru Sakamaki, Tougo Sakamaki "Karlheinz"
Tags Diabolik Lovers, Hentai, Sakamaki Family, Shoujo, Vampires
Visualizações 36
Palavras 2.666
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Literatura Feminina, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Self Inserction, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, minna-san! ♡♡♡
Capítulo direto do celular! Perdoem-me se ocorreram alguns erros ortográficos. :P
Muito obrigada pelos trinta e não sei quantos favoritos! Kkk
Boa leitura!!! ♡♡♡♡♡♡♡♡

Capítulo 24 - Tears


 M y  D e s i r e  S w e e t 

XXIV – Tears


Na sexta-feira, já adaptada a encarar o vestido, usara-o e gostei um pouco mais do mesmo. Era lindo... Esplêndido! Frente a um espelho oval de chão – algo novo em meu quarto –, próximo à penteadeira, observava-me com ele. Pusera a trança que fiz em meu cabelo de forma lateral, sorrindo à minha própria imagem. 

Estava linda... O vestido cabia perfeitamente em meu magro corpo. Amava-o, porém, odiara aquele decote. Mulheres têm sua sensualidade natural, contudo, eu nem sequer tinha segurança em mim mesma para isso! Para mostrar a sensualidade feminina que podia possuir dentro de mim, escondida em um profunda escuridão...! Imaginei como seria o vestido sem aquele leve decote, com uma fisionomia entristecida. "Só um pouquinho mais de seios... Ficaria ótimo." – péssimo; estava começando a queixar-me de meu corpo.

Enquanto fitava-me, vira um rosto estupefato, atrás de mim. Gritei altíssimo, girando em meus calcanhares à pessoa que olhava-me com admiração. Ayato forçava as mãos contra os próprios ouvidos, com um dos olhos fechados. Ao recompor-se, resmungara algo.

— Desde quando começou a gritar feito um pássaro que levou um tiro?! – exclamou, irritado.

— D-desculpe-me... – sussurrei, envergonhada. Ao abaixar a cabeça, agarrei as duas partes do decote com força, fechando-o na mão.

— Está vermelha... Não me diga que é porque te vi de vestido. – comentou ele, provocativo. Esperava uma resposta elaborada de mim, mas não dei-lhe. – Algum problema, passarinho? 

— Eu não gosto tanto dele... – levantei meu rosto, virando-me ao espelho, novamente. Então, afrouxei o decote. – Não é minha cara... Não combina nada, nada com meu corpo e comigo.

— Não, não, não... – Ayato aproximou-se de mim, pondo suas mãos frias sobre meus ombros. – Não estou acostumado a vê-la com decote e seu corpo é consideravelmente pequeno. Entretanto... Mesmo assim, o vestido ficou belíssimo, esplêndido.

Sorri a Ayato, pelo espelho, e virei na direção do mesmo. Ele dera-me um amplo sorriso e, afastando-se, sentou-se na banqueta da penteadeira. Braços para trás, apoiava os cotovelos na mesa. Rapazes... Peritos em esparramarem-se!

— Estou pensando... O vestido é azul, tem brilho... Não parece-se nada com os vestidos que, normalmente, você usa. – comentou, com um ar de desconfiança notável.

Balancei a cabeça em modo negativo, rindo do ruivo. Frente ao espelho, ajeitava-me na roupa.

— Há uma grande diferença entre azul, azul-marinho, azul celeste e azul royal. – proferi, enquanto ajeitava meu cabelo.

— E que diabos é azul royal? Azul da nobreza, da família real? – indagou-me, seriamente engraçado.

— Azul royal é esta cor, Ayato-kun. – virei-me a ele novamente, tocando na saia do vestido.

— Ah... Entendi. – deu de ombros, sério. Prendi meu riso, torturante. – Haverá algum jantar, festa... Aqui na mansão?

— Claro que não! – gargalhei altíssimo, dando um giro. – Usarei este vestido no meu encontro com Reiji!

— Espera... Encontro? Reiji? Que merda você está falando? – Ayato esbugalhou seus olhos a mim. Sua fala, uma raiva perceptível.

Eu, que mal sabia que havia revelado aquilo, pus minhas mãos na boca. Voltei-me para Ayato, já que observava-o pelo espelho, e dei dois passos à banqueta, onde ele estava sentado. Seus olhos exigiam-me uma resposta...

— O-oras... Não precisava exaltar-se de tal forma, Ayato-kun. – olhei para baixo, envergonhada.

— Como não?! – esbravejou, ao erguer-se da banqueta. Encarei-o com temor, encolhendo-me em meus ombros. – Reiji desprezou-a em sua chegada e agora terás um encontro com ele?! 

— Pode até ser, mas...! – fiz uma pausa para pensar. Depois de segundos em silêncio, olhei para Ayato-kun, com raiva. – Qual o motivo da impaciência?! Não é como se isso realmente importasse a você!

— Claro que importa! – retorquiu-me.

Dera um passo atrás e mordi o lábio. Mais uma vez... A mania de morder o beiço atacava-me. Mordi o dedo indicador, refletindo. Indaguei-o:

— Por que importa? – mirei Ayato que, no mesmo instante, abaixou a cabeça.

— Não importa mais. Apenas... Não sabia que estavam tão próximos assim, um do outro. – falou, antes de sumir de meu campo de visão.

Novamente, sem respostas. 


< ~ ♡ ~ >


No café da manhã, Ayato sequer olhara na face de Juliet. Não era como se ambos estivessem enfurecidos, um com o outro, mas, evitavam contato visual direto. Depois da refeição, em seu quarto, Juliet fitava o vestido. Já era sábado... Seu encontro seria à noite, às sete. Sentada na beira da cama, suspirou pesadíssimo, jogando o torso contra o colchão.

"Deus... O que faço?!" – suplicava ajuda, mesmo que as coisas não fossem cair do céu, abruptamente. Soltara outro suspiro longo e levantou-se da cama, fitando o manequim. O típico amargo na boca viera-lhe e reinou. Não aguentando aquilo, Juliet saiu rapidamente do quarto, iniciando a procura pelas respostas.

Vagava pelos corredores fantasmas da mansão feito uma pba sem esperança, com olhar cabisbaixo aos pés. Enquanto andava, ouvia o distante som claro e angelical de um violino. Aquela sintonia soava tão bem, era tão revigorante... Agia feito um chá de camomila, acalmando todos que consumissem-na.

Juliet encerrara os passos e, ao erguer o rosto, exibiu um amplo sorriso. "Lilium!" – pensara, antes de correr atrás da tal melodia. Correra até o fim do amplo corredor, onde a música já tocava mais alta e ainda mais audível. Deparara-se com uma porta aberta e abriu-a, na esperança que o dono do violino – Shuu – pudesse dar-lhe conselhos sábios.

— Com licen... – calou-se ao escutar risadas, misturando-se à música.

O som do Lilium encerrara-se e as risadas, vindas de uma mulher, também cessaram. Curiosa feito uma criança, Juliet aproximara-se de um parapeito e contemplou o quarto abaixo. Via Shuu abraçado a uma loura bastante robusta de corpo, que utilizava óculos redondo, estilo circle. Suas vestimentas – um vestido branco até o joelho e rodado, junto a um blazer rosa – tornavam-na ainda mais fofa, com a parceria de seu penteado – um rabo de cavalo baixo preso a uma fita. Iniciaram um beijo romântico e Juliet ficara pasma, cravando os olhos ainda mais na cena. Pensou em sair de cena, mas, ao tentar executar o ato, tombou na porta – e a mesma fechou-se, produzindo um alto som que chamou a atenção da loura.

— Shuu-san, aquela é sua irmãzinha? – indagou a mesma garota, ao afastar-se do vampiro. Seu nome era Isabhella.

— Irmãzinha... – lentamente, Shuu virou o rosto à porta, vendo Juliet e sua fisionomia de espanto. – Ah... Juliet!

"Ah, não... Fui notada!"

Virando-se à porta, desesperadamente, tentava abrir a mesma. Lá embaixo, Isabhella caía na gargalhada, achando aquilo fofo. Shuu, apático, somente observava Juliet. Insatisfeita, esta parou de tentar abrir a porta e chutou-a, infantil. Virou-se à escadaria e desceu-a, indo até o casal. Já próximo deles, exibiu um olhar tímido e curvou-se, pedindo desculpas.

— Ela não é um doce, Shuu-san? Veste-se feito princesa... Parece até qhe saiu de um anime! – comentou Isabhella, ajeitando o óculos. Juliet apenas descurvou-se devagar.

— É... Ela é demais... – respondeu-a frio, o louro. Seus olhos suplicavan ajuda a Juliet.

— Juliet-chan, como você chama o Shuu-san? "Nii-san", "onii-san", "nii-chan" ou "onii-chan"? – Isabhella deu um carismático sorriso a menor, que mal sabia o que fazer.

Olhando para Shuu – que aparentava desespero sonolento – falou:

— Onii-chan... – a voz tímida expressava insegurança.

— Shuu-san, ela saiu mesmo de um anime! Engraçado... Vocês não são nada, nada parecidos! – Isabhella riu, e abraçou Juliet com força. – Prazer, Juliet-chan, meu nome é Isabhella la Panche Plácido. Aliás... Isabhella com "H", após o "B", e dois "L".  Não sou japonesa, apenas tenho asiáticos na família. – comentou, após afastarem-se do abraço.

— Uau... Está de viagem? – Juliet perguntou, mais solta.

— Estudo, apenas. É meu último ano, assim como o Shuu-san. 

— Ahá! É mesmo? E onde estudas?! – interpelou-a curiosa, lançando um olhar maléfico (de brincadeira) ao "onii-chan". 

— Sakami Academy. Fica no topo de uma colina, localizada em uma floresta encantada com uma ampla pista, em meio a arvoredos verdinhos e claros! – Isa sorriu novamente. – E... Estou namorando o Shuu-san.

— Onii-chan, nunca conta de sua vida pessoal a mim... – Juliet fez biquinho. 

— Ahá! Malvado onii-chan! – Isabhella gracejou, bastante animada.


< ~ ♡ ~ >


Isabhella – ou somente "Isa" ou "Bhella" – era bastante carismática. Depois de uma conversa com ela e Shuu-san – e a descoberta que eles estavam há cinco meses namorando, e que conheceram-se em uma orquestra – eu e ele ficamos a sós. Sentados na beirada de sua cama, estávamos no completo silêncio.

— Ela sabe do Sacrifício? – questionei, tentando iniciar um papo.

— Não sabe do Sacrifício, apenas que sou um vampiro. Foi difícil acalmá-la, ao revelar isto. – Shuu deu risada, fiz o mesmo. – E o beijo? Ficou constrangida?

— Fiquei envergonhada, confesso. – gargalhei, mirando-o. Fez o mesmo, comigo. – Apenas apareci aqui porque desejo um conselho.

— Imagino que deve estar relacionado a Reiji e seu encontro... Juliet, você sabe que poderá revelar meu nome, falando que eu dei a informação. – comentou, firme na fala.

— Eu sei, mas... É outra coisa, agora. – suspirei. – Ayato-kun... Irritou-se ao saber eu sairei com Reiji-san, essa noite.

Shuu esbulhara os olhos, mesmo que ainda possuísse uma fisionomia de sono. Então, iniciou-se nossa conversa e os conselhos do "onii-chan".


< ~ ♡ ~ >


Mais velho e sábio, ele dera ótimos conselhos a Juliet. Explicou que Ayato estivesse com ciúmes – o que foi difícil de entrar na cabeça da mais nova. Ela ainda não acreditava naquilo. Por fim, chegara a noite e Juliet pôs-se a arrumar-se. Christa ajudou-a com a maquiagem e o cabelo – um belo penteado de princesa – e abusara de seu bom gosto ao dar-lhe um colar de brilhantes – que era dela – e Juliet, surpresa, insistiu em devolvê-la tal joia ao retornar para casa. E, por isto, ficara decidido

Faltava uma hora minutos para que Juliet encontrasse-se com Reiji. No quarto, sentada na cama, mexia as mãos e pernas, nervosa. 

— Parece até que é seu primeiro encontro. – uma voz familiar foi direcionada à noiva, vinda de cima.

Juliet erguera o rosto e deparou-se com os olhos de Ayato. Ele sorria e, ainda observando-a – bela e diferente – sentou-se ao lado da mesma. Olhavam um ao outro no típico silêncio.

— Pensei que estivesse a odiar-me. – proferiu a ele, insegura.

— Tornou-se difícil odiar-te, desde que desesperei-me quando você desmaiou por causa de minha mordida. Encantei-me com sua fragilidade. – ele riu, sentindo-se estranho por estar agindo tão romântico.

— Tu costumas falar coisas assim? – Juliet indagou-o, rindo.

— Não... – ele desviou o olhar do rosto da garota a seu busto. As marcas que deixou sumiram, bem como o ferimento na clavícula. – Você se recupera mais rápido do que pensei...

— É... – ela deu uma leve risada. – Você poderia fazer o favor de marcar-me duas vezes no busto?

— Está pedindo dois chupões, senhorita Juliet? Em plena noite que terás um encontro com Reiji, meu irmão? – perguntou-a, com um sorriso malicioso.

— Por favor, Ayato-kun... – ela uniu as mãos frente ao corpo, com um olhar necessitado. 

Ayato não resistira àquele tom doce e de pura súplica. Sem dizer-lhe nada, aproximou-se mais de Juliet e chupou-lhe duas vezes no busto. Aquele familiar carimbo de posse que ela conhecia bem. Sentindo que acabaria por mordê-la, devido ao forte cheiro de sangue, Ayato afastou-se.

— Por que me pediu isso? 

— Porque... Usarei a meu favor.


< ~ ♡ ~ > 


Após aquela hora, encontrara-me com Reiji, na entrada da mansão. Apenas Beatrix-sama, Christa-sama e Richter-sama despediram-se de nós, com amplos sorrisos. Durante a viagem, Reiji-san lançara olhares nada amigáveis a mim – ao meu busto marcado. Para aliviar o clima, eu elogiava seu terno perfeitamente engomado e passado, com vincos, e seu par de sapatos brilhantes.

Por fim, chegamos em um belíssimo porto. Sim... Um porto! Eu não sei como Reiji-san arranjara tempo.para planejar jantar em um porto, no entanto, jantaríamos em um iate. Okay... Coisa de filme; mas aconteceu. O iate era belíssimo, amplo, e bem iluminado. Estávamos na parte de cima, onde havia nossa mesa de jantar. Fazíamos uma volta por Tokyo, ou melhor, pelo oceano.

— Está com frio? – Reiji indagou-me, observando-me tremer na cadeira e abraçar meu próprio corpo. Apático, ele consumia um vinho geladíssimo, posto em um balde de gelo – e eu fiquei com suco de uva.

— Um pouco... – respondi-o, lançando uma risada fraca.

— Se o seu "um pouco" significa "muitíssimo", então, você está quase petrificando. – Reiji hasteou-se de sua cadeira, vindo até a minha. – Vamos descer, há um quarto bem quente aqui.

Ignorara o fato de o iate possuir um quarto e aceitei o convite de Reiji. Levantei-me de meu lugar e como um cavalheiro, oferecera-me a mão para segui-lo até a escadaria que dava até a parte de baixo. Adentramos um local e, agora, estávamos em um quarto bastante confortável. Mais bebidas, uma bela cama... Sentei-me na mesma e Reiji-san, atrás de mim, começou a massagear meus tensos ombros. Relaxara um pouco, agraciada, sorrindo. Obstante, sentira um desconforto enorme quando Reiji-san começou a beijar meu pescoço. Contorci-me em suas mãos, que já agarravam minha cintura, e levantei-me da cama após não aguentar mais aquilo:

— CHEGA! – gritei, assustada.

— O que foi? Fiz algo de errado? – esbugalhou os olhos, aflito.

— Não quero que toque-me, não quero que beije-me! – abracei meu próprio corpo, desejando proteção. Logo, as lágrimas umedeciam meu rosto. – E-eu quero ir para casa... 

Reiji-san arregalara ainda mais seus olhos rosados feito lamparinas, bolas de vidro. Realmente, eu estava com medo. Temia que acontecesse algo a mais e, principalmente, sem amor algum.


< ~ ♡ ~ >


Nosso retorno à mansão consistira em Reiji-san lançando-me olhares aflitos e culpados. Eu não o encarei durante toda a viagem de volta, abatida. Ele queria um título e eu não poderia dar tal ao mesmo. Afinal... Ele apenas era interesseiro, e não amoroso.

Quando adentramos a mansão, eu passei na frente de Reiji, com os sapatos de Cinderela apoiados na ponta dos dedos. As luzes ainda estavam acesas, afinal, nos finais de semana, todos dormiam mais tarde. 

— Pode me explicar tudo, agora que retornamos à casa? – interpelou-me. 

As portas fecharam-se e eu pensei: "É agora.". Virei-me a Reiji, chorando de forma ainda mais grave, e gritei:

— SE NÃO GOSTA DE MIM, NÃO PRECISA ME USAR TANTO! – cabisbaixei-me em seguida, observando a face assustada dele por baixo da franja.

Ouvi passos rápidos e senti que o hall de entrada estava cheio. Olhei para a escadaria e vi os rapazes, pousei meus olhos no arco e vi os adultos. A fisionomia de Beatrix-sama era de espanto! Retornei meus olhos a Reiji, que estava boquiaberto.

— O que está havendo? – perguntou a loura, fingindo inocência.

— Direi-lhes o que está ocorrendo... – virei-me aos rapazes e gritei: – O mais duro dos irmãos Sakamaki é um interesseiro! Ele e sua mãe, Beatrix-sama, armaram um plano de aproximação a mim. Reiji conquistaria-me, casaria-se comigo por mera conveniêcia e seria o filho mais... Fortinho.

Os cinco vampiros esbugalharam os olhos – na verdade... Os quatro. Shuu sabia de tudo. Virei-me aos adultos, chorando hipérbole.

— Quem contou-lhe tal barbaridade?! I-isso é um absurdo! – Beatrix esbravejou, indignada.

— Eu contei. – falou Shuu-san, já a meu lado. – Não vá achando que esqueci-me do que fez com meu violino...!

— Tsc... Será que todos nesta casa perderam o pudor?! Beatrix, que podre! – Karlheinz exclamou, bravíssimo.

E uma briga verbal iniciara-se. Christa-sama sorriu a mim, sussurrando um "Está tudo bem, terminou.". Dei uma olhada a Reiji-san, ele estava cabisbaixo, e senti o incômodo retornar a meu corpo. Subi a escadaria com pressa e tombei em Kanato, passando direto por Ayato. No meio do corredor, um braço puxou-me a si, virando-me. Deixei meus sapatos despencarem ao chão e contemplei a face aflita de Ayato-kun, mordendo o lábio com raiva e abatimento. Abraçou-me forte, acariciando meu cabelo já um tanto bagunçado pelo vento. Eu chorava, com o rosto enfiado em sua camisa.

— Calma, Juliet... – Ayato afastou-se de mim, mirando meu rosto. – Já passou... Não deixarei que machuquem você, angel.

— A-angel? – questionei, soluçando.

— Sim... – sorriu a mim, segurando meu rosto molhado com as duas mãos. – Você é um anjinho, certo? E eu não deixarei que machuquem-na novamente. 

Eu confiava naquelas palavras, imensamente. Ayato fitava-me nos olhos, sério. 

— Dane-se... Eu não ligo. – disse firme, beijando-me por vez.

Antes que eu pudesse perguntar-lhe algo, Ayato-kun já beijava-me voraz. Agarrou minha cintura e prensou-me contra uma das paredes do corredor. Meu primeiro beijo. Era gentil, nas luxuoso e cheio de desejo, quase pecaminoso. Afastamo-nos sem ar e Ayato-kun acariciou meu rosto com suas mãos gentis.

— Eu segurei-me por um bom tempo... – revelou, rindo.







Notas Finais




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