História My Destiny - Markson - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias 2PM, Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, Jinyoung, Mark, Wooyoung, Youngjae, Yugyeom
Tags 2jae, Got7, Jinyoung, Markson, Mpreg, Yugbam
Visualizações 262
Palavras 3.224
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 10 - 10


MARK POV

MOMOLAND FINALMENTE PASSA voando e estamos nos aproximando do destino final de Jackson, em Mingongjae. Não posso mentir e dizer que isso não me incomoda. Jackson estava certo quando disse que é perigoso, para mim, viajar sozinho. Só estou tentando entender por que isso não me afetava muito antes que eu o conhecesse. Talvez eu simplesmente me sinta mais seguro com ele me fazendo companhia porque ele parece capaz de quebrar algumas caras sem nem suar. Caramba, talvez eu não devesse nem ter começado a falar com ele; com certeza não deveria ter deixado que se sentasse ao meu lado, porque agora estou meio que acostumado com ele. Quando chegarmos em Mingongjae e nos separarmos, voltarei a olhar o mundo correr pela janela, sem saber para onde vou em seguida.

— Então, você tem namorado? — pergunto, só para puxar conversa e ficar mais algumas horas sem pensar em ficar sozinho de novo.

Jackson sorri.

— Por que quer saber?

Reviro os olhos.

— Não fica se achando, não; é só uma pergunta. Se não quiser falar...

— Não — ele responde —, sou solteiro e feliz.

Ele fica olhando para mim, sorrindo, aguardando, e levo um segundo para entender o que está esperando.

Aponto para mim mesmo nervosamente, arrependido de ter entrado num assunto tão pessoal.

— Eu? Não, não tenho mais. — Me sentindo mais confiante, acrescento: — Também sou solteiro e feliz e quero continuar assim. Tipo... pra sempre. — Eu devia ter parado em “solteiro e feliz”, em vez de matraquear até minha autoconfiança acabar e parecer obviamente forçando a barra.

Claro que Jackson nota na hora. Tenho a sensação de que ele é o tipo de cara que nunca deixa passar batido o momento em que alguém tropeça na própria língua. Ele vive para momentos assim.

— Vou manter isso em mente — ele comenta, sorrindo.

Por sorte, ele não investiga mais.

Jackson apoia a cabeça no encosto de novo, e por um momento tamborila distraidamente com o polegar e o mindinho em seu jeans. Discretamente, olho seus braços musculosos e tento descobrir de uma vez como são as tatuagens dele, mas, como sempre, a maior parte está escondida pelas mangas da camiseta. A do lado direito eu consegui ver um pouco mais quando ele esticou o braço para amarrar o cadarço da bota. Acho que é algum tipo de árvore. A do braço que está do meu lado agora, não sei dizer, mas seja o que for, tem penas. Até agora, só vi tatuagens sem cor.

— Curioso? — ele pergunta, e eu estremeço. Pensava que ele não tinha me visto olhando as tatuagens.

— Pode ser.

Sim, estou muito curioso, na verdade.

Jackson ergue o corpo da poltrona e puxa a manga do braço esquerdo para cima da tatuagem, revelando uma fênix com uma cauda linda e emplumada que serpenteia até alguns centímetros abaixo da borda da manga. Mas o resto do corpo emplumado é esquelético, dando-lhe uma aparência mais “máscula”.

— Que demais.

— Obrigado. Eu fiz essa há mais ou menos um ano — ele conta, puxando a manga para baixo. — E esta — diz, virando a cintura e puxando a outra manga para cima (primeiro eu noto o contorno óbvio de seus músculos abdominais por baixo da camiseta) — é minha árvore retorcida no estilo “lenda do cavaleiro sem cabeça”, me amarro em árvores sinistras. Se você olhar bem de perto... — olho mais de perto a parte do tronco da árvore que ele está apontando — este é meu Chevy Camaro 1969. É do meu pai, na verdade, mas como ele tá morrendo, acho que vai ficar pra mim. — Ele olha para a frente.

Aí está, aquele pequeno rastro de dor que ele manteve escondido antes, quando falou do pai. Está sofrendo muito mais do que revela, e isso meio que parte meu coração. Não consigo imaginar minha mãe ou meu pai no leito de morte, e eu sentado num ônibus indo vê-los pela última vez. Meus olhos examinam seu rosto de perfil e quero muito dizer alguma coisa para reconfortá-lo, mas acho que não posso. Sinto que não tenho esse direito, por alguma razão; ao menos não de tocar no assunto.

— Tenho mais algumas — ele continua, voltando a olhar para mim com a nuca encostada na poltrona. — Uma pequena aqui — ele vira o pulso direito para me mostrar uma simples estrela negra no meio dele, logo abaixo da mão; fico surpresa por não tê-la notado antes. — E uma maior do lado esquerdo das minhas costelas.

— O que é, essa do lado? É muito grande?

Seus olhos verdes brilham quando ele sorri com ternura, virando a cabeça para me olhar.

— É grande pra caramba. — Vejo suas mãos se mexerem como se fosse levantar a camiseta para me mostrar, mas ele decide não fazê-lo. — É só uma mulher. Não vale a pena ficar pelado dentro do ônibus pra mostrar.

Agora quero ver como é mais do que nunca, só porque ele não quer mostrar.

— Uma mulher que você conhece? — pergunto. Fico olhando para o lado do corpo dele, achando que talvez ele vá mudar de ideia e levantar a camiseta, mas ele não levanta.

Ele balança a cabeça.

— Não, nada disso. É Eurídice. — Ele agita a mão à sua frente, como se não quisesse explicar mais.

O nome parece antigo, talvez grego, e é vagamente familiar, mas não consigo lembrar quem é.

Balanço a cabeça.

— Doeu?

Ele sorri.

— Um pouco. Bem, na verdade, nas costelas é o lugar que mais dói, então doeu, sim.

— Você chorou? — Eu sorrio.

Ele dá uma risadinha.

— Não, não chorei, mas, porra, se eu tivesse mandado fazer só um pouquinho maior, ia até chorar. Levou umas 16 horas no total.

Eu pisco, chocado.

— Uau, você ficou lá 16 horas?

Com uma conversa tão detalhada sobre essa tatuagem, me pergunto por que ele não mostra de uma vez. Talvez não tenha ficado muito boa, o tatuador tenha feito merda ou algo assim.

— Não de uma vez só — ele explica —, fizemos em alguns dias. Eu ia perguntar se você tem alguma tatuagem, mas algo me diz que não. — Ele sorri, compreensivo.

— Tem razão — admito, corando um pouco. — Não que eu nunca tenha pensado em fazer. — Levanto o pulso e ponho o polegar e o dedo médio em volta dele. — Pensei em escrever algo aqui, tipo “liberdade” ou algo assim em latim. Obviamente, não pensei muito. — Sorrindo, solto um pequeno suspiro constrangido. Falar de tatuagens com um cara que obviamente entende disso mais do que eu me intimida um pouco.

Quando vou apoiar o pulso novamente no braço da poltrona, os dedos de Jackson se fecham ao redor dele. Isso me atordoa por um segundo, até provoca um estranho arrepio no meu corpo, mas que desaparece rapidamente quando ele começa a falar tão casualmente.

— Uma tatuagem no pulso, para um garoto, pode ser muito graciosa e feminina. — Ele passa a ponta do dedo no lado de dentro do meu pulso para indicar onde deveria ficar. Sinto um pequeno calafrio. — Alguma coisa em latim, bem sutil, mais ou menos aqui, ia ficar legal. — Então ele me solta delicadamente e eu apoio o braço.

— Eu achava que você ia dizer que não faria de jeito nenhum. — Ele ri e levanta a perna, apoiando o tornozelo no joelho. Ele cruza os dedos e afunda na poltrona para ficar mais confortável.

Está escurecendo rapidamente; o sol mal aparece no horizonte agora, deixando tudo banhado em tons de laranja, rosa e violeta.

— Acho que não sou uma pessoa previsível. — Eu sorrio para ele.

— Não, acho que não é — ele diz, retribuindo o sorriso e depois olhando para a frente, pensativo.

Jackson me acorda no dia seguinte depois das 14h, na rodoviária em Mingongjae.

Sinto seus dedos cutucando minhas costelas.

— Chegamos — ele diz, e eu finalmente abro os olhos e desencosto a cabeça da janela. Sei que meu hálito deve estar horroroso, porque o gosto na minha boca é seco e nojento, por isso viro a cabeça para longe dele para bocejar.

Os freios rangem quando o ônibus para no terminal e, como sempre, os passageiros se espreguiçam e começam a recolher suas bagagens dos compartimentos superiores. Fico sentado ali, um pouco em pânico, disfarço e olho para Jackson. Sinto literalmente que vou ter um miniataque de ansiedade. Tipo, eu sabia que essa hora ia chegar, que Jackson iria embora e eu ficaria sozinho de novo, mas não esperava me sentir como um garotinho assustado, jogado no mundo para se virar sozinho sem ninguém que cuide dele.

Merda! Merda! Merda!

Mal posso acreditar que me deixei ficar à vontade com ele, e o resultado disso é que o medo recuperou totalmente as porras das garras.

Estou com medo de ficar sozinho.

— Você vem? — Jackson pergunta, olhando para mim do corredor e estendendo a mão. Ele sorri delicadamente, deixando de lado os comentários irônicos e as piadinhas às minhas custas porque, afinal, este é o último momento que vamos passar juntos. Não que a gente esteja apaixonado, nada louco assim, mas alguma coisa esquisita acontece quando você passa vários dias com um estranho num ônibus, conhecendo-o e apreciando sua companhia. E quando ele não é muito diferente de você e os dois têm uma conexão, sem contar um para o outro por que estão sofrendo, isso só torna a inevitável partida ainda mais difícil.

Mas não posso deixar que Jackson saiba que eu me sinto assim. É idiotice. Eu me coloquei nesta situação e pretendo continuar até o final. Não importa para que lugar do mundo ela acabe me levando.

Sorrio para ele e seguro sua mão. E no caminho todo pelo corredor, enquanto anda à minha frente, ele mantém meus dedos cuidadosamente apertados na sua mão, atrás de si. Encontro uma ternura em seu toque, me agarrando mentalmente a ele o máximo possível, para quem sabe poder ficar mais confiante quando estiver sozinho de novo.

— Bom, Mark... — Ele me olha como se estivesse perguntando meu sobrenome.

— Tuan. — Eu sorrio e abro mão de minha própria regra.

— Bom, Mark Tuan, foi um prazer te conhecer nesta viagem a caminho do nada.

— Ele ajeita a alça da mochila no ombro e enfia as mãos no fundo dos bolsos do jeans. — Espero que você ache o que está procurando.

Tento sorrir e consigo, mas sei que parece uma mistura de sorriso com cenho franzido.

Ajeito a alça da bolsa num ombro e a da mala no outro e deixo os braços penderem dos lados do corpo.

— Também achei legal te conhecer, Jackson Wang — digo, mesmo não querendo dizer. Queria que ele viajasse comigo só um pouco mais. — Você se importaria de me fazer um favor?

Despertei sua curiosidade, e ele inclina um pouco o queixo para o lado.

— Tá. Que tipo de favor? Sexual? — Seus lábios diabolicamente lindos começam a se curvar.

Rio um pouco e baixo o olhar sentindo meu rosto se aquecer, mas em seguida deixo o momento passar, porque este não é um pedido alegre. Em vez disso, suavizo a minha expressão e olho para ele com verdadeira compaixão.

— Se o seu pai não resistir — começo, e a expressão dele murcha —, se permita chorar, tá? Uma das piores sensações do mundo é ser incapaz de chorar, e ela acaba... deixando tudo mais sombrio.

Jackson olha para mim por um momento longo e silencioso, e então balança a cabeça, permitindo que um pequeno sorriso de gratidão apareça só no fundo dos seus olhos. Dou a mão para me despedir e ele faz o mesmo, mas segura a minha por um segundo a mais que o normal e então me puxa num abraço. Eu o abraço apertado, desejando poder confessar de uma vez que estou com medo de ficar sozinho, mas sei que não posso fazer isso.

Segura a onda, Mark!

Ele se afasta, balança a cabeça uma última vez com aquele sorriso de que aprendi a gostar tão rapidamente e se afasta, saindo do terminal. Fico ali pelo que parece uma eternidade, incapaz de mover as pernas. Vejo-o entrar num táxi e continuo olhando até que o táxi se afasta e desaparece de vista.

Estou sozinho de novo. A mais de mil quilômetros de casa. Sem direção, sem propósito, sem outros objetivos além de tentar me encontrar nesta jornada que jamais imaginei que teria coragem de começar. E estou com medo. Mas preciso fazer isso.

Preciso, porque preciso deste tempo sozinho, longe de tudo o que aconteceu em casa e que acabou me trazendo aqui.

Finalmente, me controlo e me afasto das vidraças altas para procurar um lugar para sentar. Tem uma espera de quatro horas até o próximo ônibus para Busan, portanto, preciso encontrar um jeito de aproveitar o meu tempo.

Primeiro, vou para as máquinas de venda automática.

Enfiando moedas na abertura, quando estou quase apertando E4 para comprar uma barrinha de cereais — a coisa mais próxima de saudável em todo o estoque da máquina — meu dedo dá meia-volta e aperta D4, e uma barra de chocolate engordativa, nojenta, lotada de açúcar cai da espiral para a gaveta no fundo. Recolho alegremente minha porcaria e vou para a máquina de refrigerante, passando batido por uma com água mineral e sucos, e compro uma bebida gasosa e provocadora de gases e cáries.

Jackson ficaria orgulhoso.

 Saco! Para de pensar em Jackson!

Pego minhas porcarias, encontro um banco vazio e me sento para esperar o dia passar.

A espera de quatro horas se transforma em seis. Avisaram pelo alto-falante alguma coisa sobre o meu ônibus atrasar devido a problemas mecânicos. Um coro de gemidos desesperados se eleva pela rodoviária.

Lindo. Maravilhoso. Estou largado numa rodoviária no meio do nada, e é bem provável que eu passe a noite aqui, tentando dormir em posição fetal nesta cadeira de plástico duro que não é confortável nem pra sentar.

Ou posso simplesmente comprar outra passagem de ônibus pra outro lugar.

É isso! Problema resolvido!

Só queria ter pensado nisso mais cedo e poupado as seis horas que já desperdicei aqui. É como se eu tivesse enganado o meu cérebro, de alguma forma, levando-o a pensar que sou obrigado a viajar até aquela porra de Busan só porque já paguei a passagem.

Pego a mala e a bolsa do assento ao meu lado, ponho as alças no ombro, marcho através da rodoviária, passando por uma multidão de passageiros descontentes que claramente não têm a mesma opção que eu, e vou até a bilheteria.

— Moço, a bilheteria está fechando — diz a funcionária do outro lado do guichê.

— Espera, por favor — digo, estendendo os braços por cima do balcão exasperadamente —, só preciso comprar uma passagem pra outro lugar. Por favor, a senhora não imagina o quanto vai me ajudar!

A velha de cabelo ressecado franze o nariz para mim e parece morder a bochecha por dentro. Ela suspira e corre os dedos pelo teclado do computador.

— Oh, obrigado! — digo. — A senhora é demais! Obrigado!

Ela revira os olhos.

Puxo a bolsa para a frente, jogo-a no balcão e procuro rapidamente minha pequena carteira com zíper.

— Pra onde está indo? — ela pergunta.

Pronto, a pergunta de um milhão de dólares de novo. Corro os olhos pelo balcão à procura de algum “sinal” como a batata assada da outra rodoviária, mas não vejo nada óbvio. A velhinha está começando a ficar ainda mais nervosa comigo, e isso me deixa mais ansiosa para andar logo e pensar em alguma coisa.

— Moço? — ela diz com um profundo suspiro, olhando para o relógio na parede. — Já deu minha hora há 15 minutos. Eu queria muito poder voltar pra casa e jantar.

— Claro, desculpa. — Puxo o cartão de crédito da carteira e entrego para ela. — Texas — digo, primeiro como um teste, mas aí percebo que gostei da sensação de dizer. — É, qualquer lugar no Texas tá ótimo.

A velhinha ergue uma sobrancelha despenteada.

— Você não sabe pra onde vai?

Balanço a cabeça furiosamente.

— Sei, sim, só quis dizer que o próximo ônibus pro Jeju serve. — Sorrio para ela, torcendo para que ela engula essa lorota ridícula e não ache que precisa pedir meus documentos para afastar qualquer suspeita. — Já tô esperando aqui há seis horas. A senhora entende.

Ela me olha por um momento longo e enervante, e então toma o cartão dos meus dedos e começa a teclar de novo.

— O próximo ônibus pra Jeju sai daqui a uma hora.

— Ótimo! Vou nesse! — decido, antes mesmo que ela consiga me dizer exatamente para onde em Jeju.

Não importa. E ela está com tanta pressa de ir para casa que também parece não se importar. Já que eu não ligo, ela com certeza também não.

Pego minha passagem novinha em folha e a enfio na bolsa, perto da antiga, enquanto o guichê se fecha atrás de mim às 21h05, e eu me sinto invadido por um breve alívio.

Voltando para o meu banco, procuro o celular na bolsa e verifico se perdi alguma ligação ou mensagem de texto. Minha mãe ligou duas vezes e deixou recado na caixa postal as duas vezes, mas ainda não há nenhuma resposta de Youngjae.

— Querido, onde você está? — minha mãe pergunta do outro lado da linha quando ligo de volta. — Tentei ligar pra ver se você estava na casa do Youngjae, mas não consegui falar com ele. Você está bem?

— Tô, mãe, tô bem. — Estou andando de um lado para outro na frente do meu banco, com o celular no ouvido direito. — Resolvi viajar pra ver minha amiga Sohye. Vou ficar um pouco aqui com ela, mas tô bem.

— Mas, Mark, e o novo emprego? — Ela parece decepcionada, especialmente por ter sido sua amiga quem me deu a chance e me contratou. — Hyojung disse que você trabalhou uma semana e depois não apareceu mais, nem ligou, nem nada.

— Eu sei, mãe, e sinto muito, mas aquilo não era mesmo pra mim.

— Bem, o mínimo que você poderia ter feito era ser educado e avisar, cumprir as duas semanas de aviso prévio, qualquer coisa, Mark.

Me sinto mal por ter agido assim, e normalmente não teria tido uma atitude tão sem consideração, mas a situação infelizmente exigiu que fosse assim.

— Tem razão — admito —, e quando eu voltar, vou ligar pra Sra. Kang e pedir desculpas pessoalmente.

— Mas isso não é do seu feitio — minha mãe insiste, e começo a ficar preocupado, porque ela está se aproximando demais dos verdadeiros motivos de eu ter ido embora, e de todas as coisas que me recuso a discutir com ela. — E você pega e vai pra outro lugar sem me ligar, nem me deixar um bilhete. Tem certeza que você está bem?

— Tô, sim. Para de se preocupar. Por favor. Te ligo de novo depois, mas agora preciso ir.

Ela não quer, posso sentir pelo modo como suspira fundo ao telefone, mas desiste.

— Tá, toma cuidado, então, te amo.

— Também te amo, mãe.

Verifico a caixa de entrada do celular mais uma vez, esperando talvez que Youngjae tenha me mandado alguma mensagem de texto que não vi. Olho as mensagens de vários dias atrás, mesmo sabendo muito bem que se houvesse alguma mensagem não lida, haveria uma bolinha vermelha no ícone avisando.

Acabo voltando tanto sem perceber que o nome de Wooyoung aparece na tela, e meu coração gela no peito. Paro ali e começo a passar o dedo em seu nome para ler as mensagens que trocamos pouco antes que ele morresse, mas não consigo.

Jogo o celular de volta na bolsa com raiva.


Notas Finais


Falei em viajar para Jeju de ônibus, mas quer dizer até a cidade bem no sul da Coréia(que finge que a gente sabe qual é) e nela você pega o avião para Jeju.


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