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História My destiny (Draco Malfoy) - Capítulo 6


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Capítulo 6 - Draco, apenas Draco.


- Angie?!
Alguém proferia distantemente. Vultos passavam ao redor, um aglomerado de memórias que se desfazia lentamente lhe causando dor. O mesmo questionamento rondava sua cabeça durante todas aquelas horas refletidas em lágrimas e as piores formas possíveis de repostas, a verdade nunca havia doído tanto quanto naquele momento. Todos se foram, era essa a verdade por mais dolorosa que fosse.

- Angie, você precisa de mais tempo?

Kingsley, ao menos era isso que havia entendido, o novo Ministro da Magia.

Já não sabia a quantas horas estavam ali, ele tentava a todo momento a acalmar enquanto relatava sobre tudo o que havia ocorrido nos 18 anos, mas era muito para sua cabeça. Por mais forte que tentasse parecer, sentia todo seu mundo ruir em um piscar de olhos.

- S-sim, acho que sim.

As palavras saiam sem pensar, estava ocupada por outros pensamentos.

- Sinto muito por tudo, e pelo que irei pedir no momento.

Seus pensamentos rapidamente foram limpados dando ouvidos a ele.

- Seu "retorno" é exatamente após um ano da queda de Voldemort. Não temos a mínima ideia de como isso é possível, a única explicação que consigo pensar é a mesma realizada por ele...

Ela estremeceu, nunca teria sido capaz de fazer o que ele fez.

- Mas vamos crer que não seja isso, logo você se torna uma incógnita. E isso não é bom no nosso atual contexto.

- Pois eu devia está morta...

Ele pigarreou tirando os olhos constrangidos dela, não era exatamente o que queria dizer.

- Bem, nós ainda estamos a procura dos comensais que restaram. Se descobrirem sobre você, isso significará perigo.

- E o que deveria fazer?
Seu olhos permaneciam fixos sobre ele.

- Como disse, todos que conhecia se foram.
Kingsley se mantinha pensativo. Ela não só traria problemas para todos em meio aquele tempo de receio, a dor ainda era recente, assim como o medo. Ao passo que poderia estar em perigo, também traria consigo tudo aquilo que buscavam deixar para trás.

- Tenho algo em mente.

Respondeu após longos minutos de silêncio.

Enquanto isso andares abaixo Draco andava em círculos na sala que permanecia trancada, ridículo. Já haviam se passado horas, seus pensamentos não o deixavam um momento se quer em paz, questionava o que afinal havia feito, e que acima de tudo tais escolhas poderiam levar ele e sua família a ruína. A marca daquele pingente ainda ardia em sua sua mão. A árvore queimada ali estava para lembrar das suas péssimas decisões. Bufou, estava frustado. Kingsley não o deixaria ir sem a verdade, mas que verdade contaria afinal?.
Ouvi a porta se destrancar, a Auror entrou e parou por alguns segundos o encarando.

- O Ministro lhe aguarda.

Franziu o cenho e antes que questionasse algo a Auror já se retirava da sala ordenando que a seguisse.

Os corredores já estavam praticamente vazios, a noite já imperava lá fora. Queria apenas sair logo dali, fingir que tal acontecimento nunca havia ocorrido. Ao avistar minutos depois a sala percebeu a garota sentada ali perto em um sofá, ao lado um Auror que se mantinha em pé. Analisou de longe seu semblante. Olhos vermelhos e rosto inchado, estava completamente imersa em seus pensamentos que não se moveu em momento algum. Nem mesmo quando Draco passou ao seu lado entrando na sala e batendo a porta.

Kingsley estava lá, permanecia imerso observando a pintura atrás de sua mesa. Aquilo parecia em algum istante um deja vú. Ele virou-se para Draco rapidamente.

- Me desculpe fazê-lo esperar, eram muitas coisas para esclarecer. Sente-se, porfavor.

Draco permanecia relutante, mas contragosto apenas aceitou e se sentou, o mesmo fez kingsley.

-Bem, você disse que estava olhando propriedades. Certo, Malfoy?

Um pequeno silêncio se instauro, ele encarava o ministro. Qual era armadilha afinal?. Limpou rapidamente sua mente e respondeu.

- Sim, o que mais eu estaria fazendo? E como já esclareci o que o senhor Ministro queria saber, eu preciso ir embora.

- Meu caro Draco, eu queria realmente libera-lo. Mas motivos maiores me fazem infelizmente precisar que coopere.

- Cooperar?

Draco agora indegava o ministro que não parecia disposto a lhe dar ouvidos.

- A notícia de uma "criatura" liberada vai começar a se espalhar, nós precisamos conter antes que vire um caos. Você me entende, não é?

Draco engoliu a seco, tentava acompanhar o que realmente ele estava querendo dizer.

- Não temos uma explicação para o aparecimento da Glorious. Você sabe muito bem quem foi único a voltar dos mortos...

Draco estremeceu naquele momento. Não, ela poderia ser como ele?.

- Mas é claro, levando em conta que durante a Primeira Guerra Bruxa ela estava contra o Lord das Trevas, não sei muito o que pensar no momento...

- E o que exatamente eu tenho haver com isso? Draco interferiu fazendo o ministro o analisar.

- Você estava com ela, levando em conta o histórico de sua...

- Se julgam tanto que somos errados, então qual o motivo de nos deixar livres?!

Draco já não conseguia se controlar. Estava cansado, estava exausto da vida que levava. Não se sentia preparado para os negócios da família, não queria ao menos pensar em um casamento arranjado.

- Isso não vem ao caso no momento senhor Malfoy!- Kingsley deixou seu tom subir sem perceber, pigarreou em seguida e se recompôs- O que quero dizer é que, se deseja tanto a liberdade, prove a comunidade bruxa.

- O que mais querem que eu prove?

Questionou ríspido.

- Se responsabilize no momento por Angie.
Kingsley falou rapidamente. Draco estava confuso.

- O que?!

- Nós podemos tentar apaziguar a história, mas fazer com que se calem completamente é complicado. Distorcer os acontecimentos é o melhor no momento, e tenho certeza que não esta em busca de mais problemas para sua família, não é?.

Aquele era seu ponto fraco. Mais problemas. Seus olhos se perdiam atrás do ministro. Sabia que nunca teria direito de escolha, ou aceitava o que lhe era imposto ou os Malfoy sofreriam ainda mais as consequências das suas atitudes. Se aquilo se espalhasse haveriam questionamentos, e aquela garota se tornaria um ponto de partida de uma grande confusão.

- E o que exatamente preciso fazer?

- Você ficará responsável por ela. Não restou praticamente ninguém que a conheça. Vamos dizer que ela estava apenas ligada no começo a quem realmente estava na guerra, mesmo sua família tendo sido morta a Ordem da Fênix tentou ao máximo afasta-lá de tudo.

- Não acha que sou a pessoa errada?

- Por qual motivo seria?

- Segundo ela minha tia a teria matado. E se o senhor não se lembra minha família sempre esteve envolvida, até mesmo eu...

- Eu sei muito bem Draco, mas é o que podemos fazer no momento. Pelo menos até as coisas se acalmarem. E é por isso que você irá estar responsável por ela.

As falas de kingsley após isso apenas entravam em sua mente sem total compreensão. O que faria agora? Era apenas um problema se substituindo por outro. As instruções se seguiram até Draco não aguentar mais ouvi-las, já havia perdido o tempo que estava no ministério. Não parecia ser muito diferente de uma prisão, afinal. Quando Kingsley parecia ter acabado ele se levantou rapidamente desejando apenas sair o mais rápido dali.

- Espero que tudo ocorra bem, você receberá mais instruções.

Não foi capaz de responder naquele momento, apenas andava acompanhado até a porta por Kingsley. Ao abrir lá estava a garota em pé a sua frente, parecia cada vez mais perdida. O Auror estava de prontidão atrás dela. O Ministro logo começou a falar.

- Querida Angie, como eu lhe disse antes iria nomear alguém para ficar com você durante este período. O senhor Draco Ma-

Draco o cortou rapidamente.

- Draco, apenas Draco.

Não queria surtos vindo daquela garota naquele momento. Kingsley apenas assentiu prosseguindo.

- Certo, Draco irá lhe acompanhar no momento. Ele passará mais informações a senhorita. No momento apenas tenham cuidado.

Ele falava olhando para o corredores, como se tivessem ouvidos. Mas realmente poderiam ter, o que aconteceria se soubesse de sua aparição? A garota que retornou do mortos após um ano da morte do Lord da Trevas. O caos era evidente, e outra vez se via tentando defender sua família, mas agora era ele que havia procurado aquele problema.



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