História My Devil On The Bed - Capítulo 26


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Denki Kaminari, Eijirou Kirishima, Katsuki Bakugou, Shouto Todoroki
Tags Bakushima, Boku No Hero Academia, Demonios, Kiribaku, Menção Miritama, Stripper!au, Todokami, Universo Alternativo
Visualizações 909
Palavras 1.060
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Lemon, Romance e Novela, Sobrenatural, Terror e Horror, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


oiirrr ~

vim rápido pra compensar o sofrimento do último cap ahah

espero que gostem ;))

Capítulo 26 - Capítulo 25


Abriu os olhos devagar, sentindo-se tonto. Via um teto branco, luzes claras e o cheiro típico de hospital invadia seus sentidos. Tentou sentar, não encontrando forças para fazê-lo. Uma dor leve lhe impedia de fazer muitos movimentos, e ao olhar para baixo encontrou braços enfaixados. Havia sobrevivido...?  

Olhou para o lado em uma lentidão exagerada, vendo uma enfermeira a anotar algumas coisas. A face da mulher se iluminou ao ver o paciente recobrar a consciência e a mesma soltou a prancheta, aproximando-se da cama com certa animação.  

— Como está se sentindo? — Ela perguntou, um sorriso gentil nos lábios. Tocou a testa do ruivo, afastando os fios rebeldes e checando a temperatura do corpo dele.  

— Com dor... E tonto... — Murmurou, a voz saindo com dificuldade. — Onde ele tá...?  

Perguntava por Bakugo, um pouco assustado por não o ver em lugar nenhum. A jovem disse que o rapaz que o levou até ali estava esperando do lado de fora, e que o chamaria assim que Kirishima tomasse um remédio para a dor. O fez sem reclamar, aguardando que a enfermeira saísse para trazer o demônio até o quarto.  

Logo a porta abriu, Katsuki entrando em sua forma humana. Usava uma camiseta preta com manchas de sangue seco, a pele exposta pelos jeans rasgados também contendo algumas manchas avermelhadas. Era visível que havia lhe carregado até ali e que se recusou a ir embora se trocar, tendo passado a noite inteira ali e mais metade da manhã.  

A enfermeira os deixou a sós e fechou a porta. Bakugo foi até a cama, sentando na cadeira que havia ao lado desta. Encarava o chão, derrotado e com a face avermelhada, como se tivesse chorado por um longo tempo. O observou erguer a mão, procurando pela sua sobre a cama, entrelaçando os dedos trêmulos aos seus.  

— O que aconteceu...? — Perguntou, referindo-se a seu estado atual. Não fazia ideia do que havia ocorrido consigo naquele hospital, começava a se preocupar.  

— Você levou alguns pontos nos braços... E passou por uma cirurgia por ter perfurado algum órgão. Achei que te perderia... — Katsuki contou, fazendo uma pausa e subindo o olhar para encarar o outro. — Por que fez algo tão idiota...?  

— Me desculpa... Eu não ia aguentar... Ficar sem você... — Conseguiu dizer, realmente não se importando muito em ter passado por uma cirurgia. Estava acordado, então estava bem. Era sua maneira de encarar as coisas. 

— Eu ia dar um jeito... — O demônio apertou mais ainda sua mão, aproximando-se mais da cama, até conseguir tocar a testa com a do rapaz. — Mas não me peça desculpas, a culpa é minha.  

Foi incapaz de responder, olhando no fundo daqueles olhos que pareciam carregar uma dor inimaginável. Era horrível vê-lo daquela forma, carregando toda a culpa de suas ações impensadas e, agora, sua alma. Respirou fundo, sentindo-se sonolento por conta da medicação forte.  

— Qual seu desejo...? Do contrato... — Bakugo perguntou em um sussurro, parecendo odiar estar realmente concluindo aquele ritual.  

Pensou por um momento, não sabendo o que deveria pedir ou quais palavras usar. Sua mente processava as coisas muito lentamente, mas lá no fundo sabia o que precisava falar. Puxou o ar, abrindo os olhos após tê-los fechado por algum tempo.  

— Desejo que você fique comigo... Até o fim da minha vida. — Pediu com simplicidade, um sorriso fraco surgindo em seus lábios.  

Dormiu com o sorriso no rosto, uma sensação estranha tomando conta de seu corpo após fazer seu desejo. Não era ruim, apenas esquisita... Como um vazio a ser preenchido lentamente por algo que desconhecia. Algo pesado e que se espalhava dos pés até a cabeça.  

Ficou apagado por mais algumas horas, acordando apenas quando o sol do fim do dia entrava pelas janelas largas, iluminando o quarto com um laranja agradável. Olhou para o lado, encontrando Katsuki ainda ali, sentado a descascar algumas maçãs. Havia trocado de roupa, parecendo mais composto do que pela manhã.  

— Você tem visitas. — Disse o demônio, apontando para a porta com a faca. Tinha um tom tranquilo, lembrando de algo ao passar os olhos pela ficha de Kirishima. — Consta aqui que você tentou se matar, então... O hospital não vai te deixar sair sem avaliação psiquiátrica.  

— Ah...! — Ficou surpreso, mas era o esperado. Não podia dizer que estava invocando um demônio, dessa forma provavelmente a única coisa que ganharia era transferência para um hospício. — Que visitas?  

— Vou chamar. — O loiro levantou, largando as maçãs bem cortadas sobre o balcão ao lado da cama.  

Eijirou sentou, agora sentindo menos dores. Pegou uma maçã, só então percebendo que estava com fome. Não demorou muito para que a porta do quarto abrisse e Bakugo voltasse, acompanhado por Kaminari e Kayama, sua chefe.  

— Kirishima! Você tá bem? — Denki praticamente correu até a cama, preocupação em toda a face. — Eu vou matar o Todoroki! 

— Eu estou bem, obrigado por terem vindo... — Sentia-se um pouco envergonhado, pois a situação era complicada. Kaminari sabia o que havia de fato ocorrido e sentia que o havia decepcionado muito. Já sua chefe não sabia, e achar que havia tentado um suicido não tornava as coisas melhores.  

— Imagine. Fique neste hospital o tempo que for preciso, tomarei responsabilidade pelas despesas. — Nemuri sorriu gentil, negando os “não precisa” do ruivo. Pagaria com ou sem permissão, já estava decidida.  

Apesar de visivelmente mal com a situação, Kaminari tentou lhe animar enquanto esteve ali. Disse que Shouto estava limpando seu apartamento e tomando conta do gato e que o mesmo lhe desejou uma boa recuperação. Agradeceu, tendo um bom tempo durante aquela visita.  

Sua chefe também serviu como uma boa distração, encarando a enfermeira toda vez que a mesma aparecia e começando a planejar uma noite temática com roupas de enfermeira sexy, dizendo que transformaria a boate em um hospital especializado em sexologia. Ela também estava tentando contratar Bakugo, ao mesmo tempo em que o ameaçava de morte caso o mesmo desaparecesse outra vez – pois, para ela, o loiro era a causa da tentativa de suicídio ou algo assim.  

Pôde se divertir por algum tempo, despedindo-se de suas visitas quando o médico chegou para realizar mais alguns exames e ver como estava. Kirishima não estava completamente bem de saúde ou mentalmente, mas tinha tudo para melhorar.  

Tudo o que lhe restava agora era esperar, pois sabia que ao sair teria uma vida ainda melhor. Seu sacrifício valeu a pena e, apesar de tudo, não se arrependia.  


Notas Finais


obrigada a quem leu e até o próximo ~ <3


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