História My Dirt Paradise - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
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Palavras 7.253
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Harem, Hentai, Orange, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Self Inserction, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Enquanto dou um tempo a "Strange Lullaby" estou escrevendo outra história mais simples... Só lamento (um pouco) ainda ser um conteúdo impróprio para o "grande público"; mas espero que as mentes poluídas que curtem yuri lolicon achem um pouco interessante esta trama.

Capítulo 1 - Eva e as Cachorrinhas


 Era mais um dia de expediente na cidade... Pessoas indo e vindo de um lado para outro em suas rotinas quase mecânicas e automáticas... O som estressante de toda a sorte de veículos ditava o ritmo frenético da modernidade; e mesmo nos lugares mais silenciosos a “tranqüilidade” era uma relatividade.

Num estúdio de filmagens, o clique das câmeras seguia abafado com uma trilha sonora adequada para criar o clima perfeito enquanto as modelos posavam.

--- É isso!! Segura essa pose!! --- exclamava um fotógrafo à sua modelo. --- Só mais essa e terminamos! ---

--- Ufa! Qui bom! Eu já tô no meu limite! --- resmungou a menina.

--- Hahaha... Se tá reclamando agora, ‘magina quando tiver com 18 ou 20 anos! Segure-se só mais um pouco Eva! --- rebatia o rapaz bem-humorado.

--- Hunf! Não é você qui tá aqui forçando um sorrisinho abestado pra essa câmera! ---

--- Hahahahaha... É esse seu “sorrisinho abestado” que garante sua mesada e futuramente sua independência! Vamos, faça aquela carinha adorável que derreteu o coração petrificado do senhor Mc Dougal!! ---

Ela fez uma pose segurando um elegante frasco de perfume e aguardou a seqüência de flashes até que o fotógrafo sinalizasse o fim da sessão.

--- Aaaafff... Finalmente!! --- exclamou a menina aliviada.

--- Ih, não reclama não Eva! Tá livre até o mês que vem! Aproveita! Tua empresária tá negociando uma parada grande com uma empresa de cosméticos pra uma nova linha infanto-juvenil! Vai exercitando um sorriso “daqueles”... Vai que é pra comercial de pasta de dente? ---

--- Aaafff... Aquela puta! Se ela não fosse irmã do meu pai... --- resmungava enquanto caminhava para uma mesa.

--- Menina! Olha essa boquinha suja! O quê a chefia vai dizer se te ouvir falando desse jeito? --- advertiu bem humorado.

--- Basta eu dar “aquele meu sorrisinho adorável” e pedir desculpas, né? --- respondeu dando seu sorriso carismático. --- Aaaaf... Até isso é cansativo! Posso ir pro camarim? ---

--- Claro “rainha do gelo”!! ---

--- Ah, não! Até tu Carlos?! Não me basta aquela babaca da Iowa, vem você mi chamá disso também?! --- resmungava pegando uma garrafa de água mineral.

--- Hahaha... É essa sua carinha frívola! --- rebateu o fotógrafo.

--- Humpf! Melhor que a daquela pamonha e sua cadelinha abestada, a Sasha! Tô indo!! --- respondeu irritadiça.

Eva seguia para seu camarim esvoaçando seus longos cabelos negros e bebendo sua água... Cumprimentava os transeuntes com um leve aceno... Era uma menina linda, mas tinha um olhar frívolo e um sorriso duro... Entrou batendo a porta e seguindo para uma confortável cadeira em frente aos espelhos.

--- « Fuaaaaaaah! » Finalmenteeeee!! Ufa! Parece que minha cara vai se quebrá... “Sorria assim... Sorria assado...” Uuuff... Essa é a minha cara, porra! Eu sorrio como eu quero e quando eu quero! Ufa... Vô adorá um mês longe dessa porra! --- resmungava espojada em sua cadeira.

De repente alguém entrou... Ela ajeitou-se rapidamente na cadeira, mas ao ver quem era...

--- Ah, é só tu Michelle! --- suspirou aliviada.

--- Yo! E aí, Eva? Nossa! Tá com uma cara... Foi pedreira pá tu também? --- indagava a menina, aproximando-se.

--- Pra caralho!!! --- respondeu espalhando-se novamente na cadeira.

--- Hahaha... Adoro tua sinceridade! Foi puxado pra mim também! Eu tava num comercial de bronzeador; mas os caras ainda tão estudando se vão me colocá na parada! Hihi... Mas eu tô tranquila! É a vantagem de ser “naturalmente bronzeada”, saca? --- respondia também se sentando noutra cadeira.

--- Tá sabendo do meu “novo apelido”? --- indagou Eva dando um gole na sua água.

--- Tô não! ---

--- “Rainha do gelo”! Cortesia daquela babaca! --- respondeu Eva.

--- Da Iowa? Hahaha... E tu se preocupa com isso? ---

--- Do apelido? Nem um pouco! Foda é essa babaca se achando grande coisa pra fazê gracinha com meu jeito! Aquela puta! --- dizia Eva.

--- Ela também fica zoando esse meu jeito masculinizado! ---

--- Sabe o quê é isso? --- indagou Eva.

--- Falta de piróca! --- disseram as duas ao mesmo tempo.

« PTOF!! »

Michelle e Eva olharam para a porta e perceberam que alguém havia entrado e deixado algo cair...

--- Q-quem... Quem tá sentindo falta disso?!? --- balbuciou uma garotinha de cabelos cacheados.

--- Primeiro, fecha essa porta, Mary Ann! E vai desfazendo essa cara de escândalo! Hunf! Parece que nunca me viu falando um palavrão antes! --- resmungou Eva.

--- D-desculpem! É que ainda não me acostumei com... Com... Com a boca suja de vocês! --- respondeu a menina pegando seu urso de pelúcia.

--- E eu ainda não me acostumei com esse seu urso encardido! Estamos quites! --- rebateu Eva.

--- O Mr. Bunyan não é encardido! Ele só é... Desbotado! --- rebateu a menina abraçando o brinquedo. --- Mas... A quem vocês se referiam? ---

--- Iowa! --- respondeu Michelle.

--- O Estado? ---

--- Não!! Aquela babaca lôra qui fica pondo apelido nos outros! --- disse Eva, irritada. --- Ela tá me chamando de “rainha do gelo”!! ---

Mary Ann arregalou os olhinhos e escondeu sua boca atrás da cabeça de seu urso de pelúcia.

--- Não se atreva a rir da babaquice daquela estúpida, Mary Ann! Eu aperto teu nariz!!! ---

--- Credo, Eva! Até que é engraçadinho! ---

--- Ah, é “cachinhos dourados”? Espera só pra ver aquela babaca te chamando pelo apelido na frente dos outros com o jeitão arrogante dela!!! --- rebateu Eva.

Mary Ann pensou um pouco e então seguiu com passos pesados para sua cadeira no camarim.

--- Uuuuh... Deu vergonha! Ela fala de um jeito tão... Opressor!!! --- exclamou a menina escondendo o rosto atrás de seu brinquedo.

--- Viu? Aaaafff... Ainda bem q’eu num vô vê essa lambisgoia por um mês! ---

De repente, o celular de Eva começou a tocar... Ela o pegou sobre a mesa e surpreendeu-se ao ver a chamada.

« --- Alô! É você, Katyusha? --- » indagou ela em russo.

« E aí, Eva? Quanto tempo! Tem como falar comigo? »

« --- Sabe que quando tô usando russo é q’eu num tô sozinha, né? --- »

« Hihihi... E que não tem nenhum russo por perto, né? Tô ligando pra te convidar aqui pra minha casa! Foi um pedido do titio! »

« --- Eu tô com minhas amigas aqui... Tem algum problema de falarmos abertamente? --- » indagava mantendo sua expressão misteriosa.

« Nenhum! O convite se estende a elas também, caso não veja problema algum! »

--- Hã? Isso é sério? --- indagou retomando o inglês.

« Uhum! A menos que você veja algum problema! »

Eva lançou um olhar intrigado para suas companheiras que se mantinham atentas à sua conversa misteriosa.

--- Não, não tem problema nenhum! --- respondeu com um sorriso misterioso.

« Ótimo! Papa Eric tá morrendo de saudades suas e eu também! Faz mais de um ano que não nos vemos né? Ele lembrou que suas férias escolares coincidem com as minhas e pediu pra q’eu ligasse perguntando se você toparia passar ao menos um fim de semana conosco aqui no campo! »

--- Huuum... Só isso? Huhu... Ele bem que podia ter ligado pessoalmente... --- disse Eva em tom irônico.

« Hihi... É porque você não resiste em ficá falando putaria pra ele pelo celular! E ele tinha uns assuntos pra resolvê rapidinho... »

--- Ele ainda adestra cachorrinhos? ---

« Huhuhu... Ele tá meio devagar com isso; mas anda cheio de vontade! Teria alguns pra adestrar? »

Eva lambeu os lábios e deu um largo sorriso malicioso...

--- Pensando bem agora... Eu tenho... Mas eu preciso confirmar se estão disponíveis, ok? Me liga mais tarde? ---

« Claro!! Mas se não estiverem? »

--- Ele vai ter que se contentar com os cachorrinhos adestrados que já tem! Beijos! Te espero mais tarde! --- respondeu Eva com um intrigante sorriso.

--- Cara... Tu quase não sorri; mas quando faz... Dá calafrios!! --- murmurou Michelle. --- Quem era e que parada é essa de “cachorrinhos”? ---

--- Te conto outra hora! Vai, arruma meu cabelo daquele jeito q’eu gosto! Huhu... Espero pegar uma “certa pessoa”... --- disse Eva, ajeitando-se na cadeira.

 

Alguns minutos depois, no corredor do estúdio...

 --- Arrasô como sempre, Iowa! ---

--- Fufufu... ‘Cê também não tava mal, Sasha! Hihihi... Foi uma sessão exaustiva, não vejo à hora de me esticar no camarim e tomá um banho! ‘Cê faz uma massagem nos meus pés? --- indagava a menina altiva.

--- Claro! Hehe... Tudo por você, chefa! Eu tô ligada graças um energético q’eu tomo, não é trabalho nenhum! ‘Cê num quer uma latinha? ---

--- Eu não preciso dessas porcarias, Sasha! Prefiro uma alimentação saudável e descanso pra não prejudicá essa minha pele sedosa e meus cabelos dourados! --- respondia Iowa, cheia de si.

--- Pô, chefa...Qui exagero! ---

--- Pra ser linda; qualquer exagero compensa! ---

--- E pra ser besta? Isso também vale? --- interrompeu Eva.

--- Ora! Se não é a “rainha do sorriso gelado”? Oi, Evelyn... Vejo que continua com sua cara de peixe morto e... Isso na sua cabeça... Por um acaso é um coco? --- ironizava Iowa.

--- Já falei que esse é um penteado tradicional das nobres mulheres de uma tribo cigana do sudeste da Rússia, donde descende minha avó! Atreva-se a ridicularizá-lo e eu lhe lançarei uma praga russa! --- rebateu fazendo trejeitos ameaçadores.

--- Ótimo! O máximo que entendo de russo são Sputnik, samuvá, strogonoff, vodka* e aquela iguaria q’eu adoro... O Caviar!! --- respondia a despreocupada Iowa.

(*Respectivamente é o primeiro satélite artificial posto em órbita na Terra, um tipo de bule de chá, um prato francês criado por uma família russa e uma das bebidas destiladas mais consumidas na Rússia; embora em controvérsia, sua criação seja búlgara. Caviar é produzido na Rússia; mas a origem é na verdade ucraniana e o Irã está entre os maiores produtores e exportadores. Resume-se a ovas de um peixe de estuário do mar Negro (esturjão) temperadas e fermentadas.)

--- Tá... Deixando isso de lado... Na boa, Iowa... Acho que não é legal a gente ficá se estranhando por bobagem... Será que existe uma chance de sermos amigas? ---

Michelle, Mary Ann, Sasha e a própria Iowa lançaram olhares intrigados para Eva...

--- Ih... Olha ela?! Quer ser sua “amiguinha”, chefa! ---

--- Calada Sasha! A “rainha do gelo” tem razão! Não faz o menor sentido ficarmos discutindo por bobagem... Principalmente as da parte dela! ---

--- Mas você, hein...? --- manifestou-se Michelle.

Eva segurou a mão da amiga e esta se deteve em sua bravata.

--- Huuum... Estou ouvindo, Evelyn! --- disse Iowa.

--- Eu fui convidada pra passar um fim de semana na casa de meu tio... Ele disse q’eu poderia levar umas amigas e bem... A mansão dele é espaçosa e no interior... Seria legal escapar da agitação da cidade um pouquinho antes da próxima campanha da agência, né? ---

Iowa fez uma careta pensativa... Bateu seu pezinho e cruzou os braços... Mas no fim...

--- Aceito! Estava mesmo disposta a abrir mão da minha agenda... ---

--- Que agenda chefia...? ---

« THUD!! »

--- UH! --- gemeu Sasha ao levar um pisão em seu pé.

--- Como eu dizia... Estava mesmo disposta a abrir mão da minha agenda a fim de descansar um pouco! Posso levar esta palerma? --- prosseguiu Iowa em sua pose altiva.

--- Sem problema! Mary Ann e Michelle também irão! Minha prima Ekaterina vai gostar q’eu leve outras meninas pra brincar com ela! --- respondeu Eva. --- Eu irei confirmar hoje e aviso vocês todas... Pode mi passá o número de vocês? ---

--- Huhuhu... Claro! Sasha... Dê nossos números a elas... Se me dão licença, tô indo pro meu camarim! Tô seca e doida pra descansar minhas lindas pernas! Bye-bye! ---

Iowa se virou deixando sua companheira com Eva e as demais.

 

Sasha finalmente chegou ao camarim e Iowa preparava-se para tomar um banho.

--- Chefa... Eu num saquei... ‘Cê num tinha bronca dela? ---

--- Não é “bronca”, é rivalidade! E eu ainda tenho! --- respondia Iowa despindo-se.

--- Tá... E por que aceitô ir com ela na fazendola do tio dela? ---

--- Huhuhu... Bem se vê que seu cérebro é uma noz, Sasha! “Mantenha seus amigos por perto; e seus inimigos mais ainda.” É uma tática de guerra, minha querida! Eu vô passear com a inimiga de olho num furo dela só pra pegá-la pelo pé! --- explicava a menina entrando no banheiro.

--- Oooooh... Saquei! ‘Cê tá fingindo ser amiga dela pá dá um bote! Qui gênio! ---

--- Huhuhu... Não apenas isso! Quero ganhar a confiança daquela boba e das amiguinhas dela e tê-las em minhas mãos! Huhuhu... Isso pode me ajudá caso surja uma campanha gloriosa o suficiente pra me elevar a um nível maior e quem sabe sair dessa agência e dar vôos ainda mais altos!! --- dizia Iowa cheia de trejeitos.

--- Wow!! E ‘cê vai mi levá contigo, chefa? --- indagou empolgada.

--- Claro! Afinal eu preciso de você, Sasha... --- respondeu com um sorriso malicioso “--- Até eu arrumar outra idiota mais competente e com mãos mais hábeis pra massagear meus pezinhos! Huhuhu... ---”

 

Do lado de fora da agência...

--- Eva... Num saquei... ‘Cê num tava doida pra vê a Iowa pelas costas?? --- indagava Michelle, intrigada.

--- É! Aí de repente, você chama ela pra ir c’a gente conhecê sua prima... Nem eu qui sô mais esperta que a Michelle; entendi!! ---

--- Onde que você é mais esperta que eu sua tampinha?! --- indignou-se Michelle.

--- Hunf... Fiquem frias, tá? Nem tudo que parece é de fato! Vamos dizer que nossas novas “amiguinhas” vão ter uma surpresa interessante! --- respondia Eva, caminhando tranquilamente para o ponto de ônibus.

--- Fiquei curiosa... --- murmurou Mary Ann.

--- E eu bolada! De uns tempos pra cá, ‘cê tem andado mais misteriosa que um agente secreto! E essa sua cara... Pô, Marsha Evelyn... Dá uma dica do quê tu tem nesse coco aí no topo da cachola, vai? ---

--- Huhu... Tovarich* Michelle... “Surpresas” só são divertidas por serem sigilosas até o último momento! E se eu te contar, é provável que Iowa desconfie de algo; se ela lhe perguntar e você responder “Eu não sei de nada!” tenho certeza que mesmo intrigada, ela irá acreditar na sua sinceridade; já que você é uma péssima mentirosa! --- respondeu com seu sorriso misterioso. --- Opa! Lá vem o meu ônibus! Mantenham seus celulares ligados e avisem seus pais! Assim q’eu confirmar com minha prima, lhes ligo passando detalhes! Ah, não se esqueçam de aprontarem mochilas com roupas e suas necessidades! ---

(*“Camarada” em russo.)

Eva embarcou no ônibus e seguiu para sua casa deixando suas amigas intrigadas para trás.

--- Michelle... O qui ‘cê acha? ---

--- Na boa, Mary... Tô seca pá vê aquelas duas babacas se ferrarem... Não sei o quê nossa colega tá bolando; mas seja o quê for, tô dentro! Quero mais é gozá com isso!! ---

--- Ai, Mi... Às vezes ‘cê fala umas coisas... Indecentes! --- rebateu a menina encabulada, abraçando seu urso de pelúcia.

--- Huhu... Minha mãe costuma dizer que a “indecência tá na cabeça de quem ouve”... Huhu... Vam’bora! Nosso busão também tá vindo!! --- respondeu Michelle em tom irônico.

 

No dia seguinte, estavam todas no portão do apartamento de Eva... Ela havia combinado com suas amigas (incluindo Iowa e Sasha) de se encontrarem às cinco horas da manhã em ponto; entretanto Iowa levou quarenta e cinco minutos (de propósito) para chegar. Uma van buscou-as e então seguiram para a mansão de Ericsson Dodsky, tio de Eva.

--- Diga-me Evelyn... Por que seu tio não veio nos buscar? --- indagou Iowa.

--- Ele é assim mesmo... É meio averso a grandes cidades e sua agitação! --- respondeu com sua aparente frieza.

--- Típico de caipira... ---

--- Meu tio não é “caipira”, Iowa! Ele só não gosta de agitação urbana! Ele é um pensador e escritor e gosta de viver em lugares calmos pra poder trabalhar tranquilamente! --- rebateu Eva.

--- E ele é esquisito? ---

--- Defina “esquisito”! ---

--- Excêntrico... Com manias estranhas... Ele também usa um coco no topo da cabeça feito você? --- indagou em tom irônico.

--- Esse penteado é das mulheres da família do meu pai! A família da minha mãe tem origem polonesa, embora sejam russos! E já avisei! Se ficar de gracinha com meu penteado, eu vô te largar uma praga cigana russa que nem uma mãe de santo vudú te livra dela, valeu?? --- rebateu ameaçadora.

--- Hahahaha... Num exagera, Eva! Tá que esse teu penteado é bem exótico, vá? --- comentou Michelle.

--- Uuuuuwáááááh... Dá pra vocês não ficarem brigando o tempo todo? Tô cheia de sono! --- resmungava Mary Ann, aconchegando-se na poltrona.

--- E quanto tempo a gente leva pra chegá na fazendola do teu tio, “Geladinha”? --- indagou Sasha.

--- Quatro horas... E não me chame de “geladinha”, pamonha! Se pretende ser minha amiga, me chame de “Eva”! Você também, Iowa! Eu acho o apelido que ‘cê me deu um saco! ---

--- Hahahahaha... Mas amigos botam apelidos nos uns outros... Vai! Pensa em um apelido e bota em mim também, “rainha do gelo”!! --- rebateu Iowa.

Eva pensou irritadiça... Olhou para Iowa imaginando um apelido bem irritante para ela...

--- “Bitch Cruiser*”! --- respondeu.

--- Eh?! --- surpreendeu-se Iowa.

--- Você me lembra aquela loura daquele game de navios** que a Mary Ann joga às vezes... E como vocês têm o mesmo nome... --- explicou Eva.

--- Pegou pesado, hein Eva? --- comentou Michelle, segurando seu riso.

(* “Cruzador Cadela” [Na verdade ela quis dizer “Puta Cruzador”] Eva se refere ao navio de batalha e cruzador pesado Iowa. **Kantai Collection [Kancolle] jogo de estratégia com uma frota naval antropomorfizada de navios da Segunda guerra mundial, entre esses há uma “garota navio” chamada “Iowa”, loira, que representa o navio norte-americano em questão: USS-Iowa.)

--- Hehe... Tá... Eu vô relevar esse apelido! --- disse Iowa, sem graça.

--- Eu achei... ---

--- Não se atreva, Sasha! --- rebateu irritadiça.

Os ânimos esfriaram com Mary Ann e Sasha adormecendo... Eva, Iowa e Michelle concentraram-se cada uma em seus celulares, cada uma com seus respectivos fones de ouvido. A viagem seguiu tranquilamente enquanto a cidade foi ficando para trás e a paisagem urbana foi substituída por uma bucólica paisagem interiorana na estrada.

 

Passava das 09hs e 40min quando finalmente Eva avistou a mansão de seu tio.

--- Estamos chegando! --- avisou.

--- Ufa! Já não era sem tempo! Minha bunda já tava ficando achatada!! --- resmungou Michelle.

--- Huhu... Como se precisasse mais, né? --- ironizou Iowa.

--- COMO?! ---

--- Guarde suas energias pras malas, Michelle! Esse moço vai só até a entrada da mansão! De lá, são 120m a pé até a porta! --- disse Eva, preparando-se para desembarcar. --- Acorde essas duas! ---

A mansão ficava em uma pequena ladeira... Cercada por uma bela cerca viva e um belo gramado e jardins bem cuidados à frente. Tinha um estilo neoclássico; pintada em branco, azul e vermelho... Era um lugar agradável com um arvoredo ao lado.

--- Wow! É mermo uma mansão! --- comentava Sasha, admirada.

--- Eu disse desde o começo que era uma mansão, não disse? --- rebateu Eva.

--- É bonita... ---

--- Bonita?! Caraca, Iowa! O lugar é massa!! --- rebateu Michelle.

--- Hunf... Pra uma pobretona feita você, Michelle, qualquer barraco é um palacete! ---

--- Aaaaafff... Sua metida... ---

--- Uuuuuh... Podem dexá a briga pá depois? Tá mi dando vontade de fazê xixi!! Vamos logo ou eu vô molhá minha calcinha!!! --- interrompeu Mary Ann, agoniada.

Elas então seguiram para o portão principal... A tranqüilidade do local permitia que estivesse aberto, e Eva o abriu para que entrassem.

 

--- Cadê a recepção? --- indagava Iowa.

--- Minha prima e meu tio nos receberão na porta! --- respondeu Eva.

--- Hunf! Que grosseria! Não nos busca, não nos recebe no portão... Bárbaros! --- resmungava Iowa.

--- Pára de reclamar, Bitch Cruiser! Tu nem tá rebocando tuas malas! Deixô tudo pra tua cachorra!! --- rebateu Michelle.

--- Num tá pesado pra você, Sasha? --- indagava Mary Ann, preocupada.

--- Nem! Eu tô transbordando de disposição! --- respondeu carregando entre suas bagagens, uma mala na cabeça.

--- Se é assim... Poderia levá a minha também, testa luminosa! ---

--- Hunf! Não se atreva, Eva! Peça pro seu “adão latino” levá pra você! Sasha é MEU burro de carga!! ---

--- Quem é “adão latino” aqui, sua platinada nojenta? --- indagou Michelle, irritadiça.

Trocando gentilezas elas chegaram à entrada principal da mansão... Eva foi até uma sineta de bronze e tocou-a puxando a correntinha.

--- Que rústico! --- exclamou Iowa. --- Só falta dizer que não tem luz nem telefone aqui! ---

--- Tem gerador solar e transmissor via satélite! --- respondeu Eva.

--- Caraca! Modernoso esse teu tio, hein?! --- surpreendeu-se Michelle.

De repente, a porta se abriu e uma menina da mesma altura que Mary Ann deu as caras...

--- Ih... Sua prima é japa?! --- surpreendeu-se Sasha.

--- Eu sô meio-chinesa! --- respondeu a menina. --- Sejam bem-vindas! Olá, Srtª Eva! Eu me chamo Millie Chang! Eu sô a “irmã adotiva” da Srtª Katyusha, muito prazer! ---

--- Ah, é... A Kathy havia falado de você! Onde tá ela? ---

--- Preparando algo na cozinha! Venha! Ela vai recebê-las na sala de estar! Podem deixar suas malas no hall e pegá-las depois! --- disse Millie, esbanjando simpatia.

‘--- “Senhorita”? ---’ sussurrou Iowa, intrigada. ‘--- Isso é estranho! ---’

‘--- Por que, chefia? ---’

‘--- Ssssh, abestada! Depois! ---’ disse para Sasha.

Elas seguiram Millie até a sala de estar e esta seguiu para a cozinha a fim de avisar da chegada das convidadas... As meninas espalharam-se à vontade na suntuosa sala de estar.

--- Nossa! Como é elegante! --- admirava Mary Ann.

--- Caraca, meu! Esse teu tio curte um luxo, hein geladinha? ---

--- Segure-se, Sasha! Não banque a pobretona! Nem parece que freqüenta a minha mansão! --- rebateu Iowa, cheia de pose.

--- Sendo sincera; meu tio é um pouco extravagante mesmo! A família dele descende de condes russos... Quando o império caiu, eles se refugiaram na Polônia e depois vieram pra América... Eram totalmente aversos à ideia do comunismo bolchevique! --- explicava Eva, espojada em um divã.

--- E esse quadro manêro? Por um acaso é parente seu, geladinha? --- indagava Sasha, apontando.

--- Já falei pra não mi chamá de geladinha, sua testuda!!! --- rebateu irritada. --- E não! Essa daí é... ---

--- Catarina I, Imperatriz e autocrata de todas as Rússias! Primeira e única mulher a governar o Império Russo e reformá-lo! Huhu... Curiosamente, ela era polonesa, não russa! --- interrompeu uma garota.

--- EKATERINAAAA!?!! --- surpreendeu-se Eva, levantando-se em um salto.

Ela se dirigiu apressada à sua prima abraçando-a e esta lhe beijou a face, cumprimentando-a e recebendo também o mesmo.

« --- Como está minha querida prima? --- » indagou em russo.

« --- Estaria bem melhor se não tivesse arrastado aquelas duas bestas que está vendo logo ali! --- » respondeu Eva. « --- E você? Vejo que também arrumou uma “cadelinha chinesa”... --- »

« --- Falamos sobre isso mais tarde! Huhu... Fica estranho nós conversando em russo na frente das yankees, né? --- » respondeu bem humorada.

--- Claro! Onde tá meu tio? ---

--- Teve que dar uma saída; mas deve voltar para o almoço! Ele tá morrendo de saudades e vai ficar muito feliz em te ver e conhecer suas amigas! Huhu... Nem sempre eu e Millie somos o suficiente pra sermos companhia pra ele! ---

Ela se voltou para as outras e então fez sua apresentação...

--- Bom dia a todas! Eu me chamo Ekaterina Dodsky! Podem me chamá de Katyusha ou só “Kathy” se preferirem! É um prazer recebê-las aqui em nossa humilde casa! --- disse gentilmente.

--- Prazer, eu sô Michelle! Essa tampinha aqui é a... ---

--- Mary Ann O’Doole! P-prazer! --- disse encabulada.

--- Wow! ‘Cê é bonita, mona! E não tem um coco no topo da cabeça!! ---

--- Sasha?! Tenha modos!! Não ligue pra essa abestada! Eu me chamo Iowa Marshall e esta bocó se chama Sasha Anderson! Somos colegas de agência junto com Eva e essas daí! ---

--- “Essas daí”?! Caraca... Quanta “gentileza” essa a sua, meu! --- retrucou Michelle.

--- Errr... Você é uma garota? --- indagou Katyusha.

--- Ah, sô... Vai me dizer que... Achava também q’eu era um garoto?? ---

--- Hihihi... Meio viadinho talvez!! --- respondeu encabulada. --- Mas você é bonita, Michelle! Huhu... Todas são! ---

--- Algumas mais que as outras, não? --- interrompeu Iowa. --- Seu cabelo é muito bonito... Essa tintura...? ---

--- Hahaha... Não! Meu cabelo é naturalmente prateado! É uma característica rara por parte da minha mãe! --- respondeu Katyusha. --- Venham! Conversamos melhor tomando um suco na copa! ---

--- Errr... P-posso ir ao banheiro? --- indagou Mary Ann.

--- Claro! Millie, leve a Mary Ann até o banheiro, sim? ---

--- Sim, Senhorita! ---

--- Millie! O quê eu falei? É só “maninha Kathy”! --- rebateu.

--- Ah... Desculpe! Hehe... --- respondeu sem jeito. --- Mary Ann, por aqui! ---

 

Sentadas na copa, elas se serviram da mesa posta... Eva e Katyusha conversavam animadas junto com Michelle, enquanto Iowa observava intrigada junto de sua despreocupada parceira.

--- Onde tá sua mãe, Kathy? --- indagou Iowa.

--- Ah... Por aí! Ela me abandonou com meu padrasto quando eu tinha dois anos de idade! --- respondeu sem se abalar.

--- Hum? Nossa! ‘Cê fala disso com tanta naturalidade! Não sente falta dela? Tipo... Sei lá... Ela te pôs no mundo... E o seu pai? --- surpreendeu-se Iowa.

--- Hunf... Mas que indiscrição! --- resmungou Eva, tomando um copo de suco.

--- Haha... Não! Eu não me importo! Pelo que sei, meu pai era um mafioso ucraniano e minha mãe, filha de um comerciante russo! Ela fugiu com ele; que acabou morto numa briga entre gangues! Ela se juntou com o tio da Eva; mas ela era uma libertina! Huhu... Eu não tinha espaço na vida errante e errada dela! --- respondeu sorridente.

--- Ô, porra! --- exclamou Sasha.

--- Sasha... Olha a boca suja!! --- repreendeu Iowa.

--- Hahaha... Não tem problema! Meu papa não tá e ele não liga! Eu mesma adoro falá um monte de merda quando tô sozinha c’a Millie! Fomos educadas a só ter cuidado com adultos por perto! Huhu... Não vejo à hora de completar dezoito anos e falar a porcaria que quiser por aí! ---

--- Nossa... Isso é bem... Conveniente! --- surpreendeu-se Iowa.

--- ‘Cê é bonita, Katyusha... Tu podia ser modelo fácil, fácil... Tu num topa ser parceira da Eva nessa parada não? --- indagou Michelle.

--- Ah, não! Eu não gosto de câmeras e luzes fortes! Tenho o sonho de fazer psicologia e filosofia como meu papa! Bom... Talvez balé ou tênis... Eu pratico desde os cinco anos! --- respondia bem humorada.

“--- Ufa! Menos uma concorrente! ---” pensava Iowa, analisando Katyusha. “--- Ela é magra e esguia... Tem um corpo parecido com o da idiota da Eva e com esse sorrisinho de princesa seria uma parada dura! ---”

--- Hum? Me olha com um jeito estranho, Iowa! Algo em mim te perturba? --- indagou intrigada.

--- ‘Cê é linda, prima! Ela deve tá com tesão por você! --- ironizou Eva.

--- Qualé, geladinha?! --- manifestou-se Sasha. --- Minha chefa não é dessas paradas gay não! ---

--- Falou a amante dela! --- ironizou novamente.

--- Hahahaha... E o quê seu namorado tem a dizer? --- insinuou-se Iowa olhando para Michelle.

--- Ora, sua cachorra lôra!! ---

--- A Mi não curte essas coisas... --- disse Mary Ann, irritadiça.

--- É issaí! Eu curto PIRÓCA, falei? --- afirmou Michelle.

--- Sério? --- indagou Katyusha. --- Huhuhu... Nós também, né priminha? ---

--- Kathy... É meio vergonhoso falá assim abertamente na frente de estranhos... --- resmungou desviando o olhar.

--- Você fica tão fofa com essa cara encabulada! Huhuhu... Qui adorável! --- dizia abraçando-se a ela.

--- Ei... Onde tá “cachinhos dourados”?? --- interrompeu Sasha.

--- Deve tá entalada na privada! --- falou Eva, tomando outro gole de suco.

 

Enquanto isso, no banheiro...

--- HUUUUUUUNGH... --- gemia Mary Ann sentada na privada.

« Algum problema, Mary Ann? »

--- N-não!! T-tá tudo bem! --- respondeu disfarçando sua apreensão.

« HUUUUUUUUNGH!!! »

« Escuto você gemendo... »

“--- Droga! Toda vez que viajo o cocô fica trancado! « Chuif! » Tô com ele na portinha; mas não quer sair! « Chuif! » Vô fazê mais força… ---” pensava Mary Ann.

A menina respirou fundo e fez uma careta desconcertada, retorcendo-se.

« PFFFFFFFFFFFFFF... »

--- UH! --- gemeu Mary Ann.

« GLOP!! »

“--- Huuuuum… Saiu um pedacinho que salpicou meu bumbum!! Buááááááh... Droga! Tô exausta!! ---” pensava Mary Ann, segurando seu choro.

O som da descarga denunciou o fim do uso da privada... Mary Ann saiu ruborizada e cambaleante.

--- Tava difícil? --- indagou Millie.

--- ... --- a face tristonha de Mary Ann denunciou seu suplício.

--- Eu também já tive dificuldade de fazê... ---

--- S-sério? E como você resolveu? --- indagou Mary Ann.

A menina chinesa olhou para os lados e levou sua boca ao ouvido da outra.

‘--- Quando todas estiverem dormindo, vá ao quarto no fim desse corredor e me chame! Eu vô te mostrá como! ---’ sussurrou Millie. --- Agora, vamos! Suas amigas estão esperando! ---

Elas seguiram então para a copa e Mary Ann tomou sua posição à mesa.

--- Caiu na privada e precisou dessa outra pra te resgatar, tampinha? --- ironizou Iowa ao vê-la.

--- Uh... Malvada! Eu só... Tava me limpando direitinho! --- respondeu Mary Ann.

--- Nossa! Você é tão bonitinha! Quantos anos ‘cê tem, Mary? --- indagou Katyusha.

--- Onze anos! ---

--- Ora! É a mesma idade da Millie!! ---

--- Hum? Sério? Eu achei que ela fosse mais velha... Os peitos dela são quase do tamanho dos meus! --- surpreendeu-se Iowa.

--- É que ela sofre de um desenvolvimento prematuro dos seios! Já aos oito anos ela já tava usando sutiã! --- explicava Katyusha.

--- Porra... Sério? « Glup! » Eu tô com quase quinze e sô uma tábua! --- comentou Michelle, observando seu peito.

--- Huhuhu... Eu e a Eva não ligamos pra isso! Né, priminha? ---

--- Num fode, Kathy! Eu tô em crescimento! ---

--- Hahahaha... Que meiga! Adoro sua carinha encabulada!! --- respondeu abraçando-a.

--- Errr... S-sem querer ser chata... Como são os quartos? --- indagou Mary Ann.

--- Bom... A mansão é bem grande! São seis quartos de hóspedes, três deles com cama de casal e três com camas separadas... Imagino que prefiram as camas em separado, né? --- explicou Katyusha.

--- Vocês cuidam dessa casa, sozinhas? --- indagou Iowa.

--- Nãããão! Durante a semana vêm empregados e dão os cuidados e nós só mantemos tudo em ordem! O mesmo com a piscina e... ---

Katyusha olhou para sua prima e percebeu que esta estava disfarçando sua ansiedade, assim como Mary Ann; embora a desta fosse quanto o quarto em que ficaria.

--- Huuum... Façamos o seguinte... Terminemos de comer aqui e vamos logo hospedá-las, né? Imagino que queiram descansar e pensar em como vão aproveitá sua estadia! Meu papa logo deve tá de volta, e ele ficará feliz de vê-las já em seus quartos! ---

--- Posso escolhê um com cama de casal? --- indagou Sasha.

--- Pra quê, sua abestada? Hunf! Não ligue pra ela, Kathy, o cérebro dessa daí caiu quando ela era pequena e a cabeça-oca dela não raciocina direito! Ela vai dividir quarto comigo! --- interferiu Iowa, encarando sua companheira.

--- Ué? E por isso não vai querer uma cama de casal pra sua namorada, Iowa? ---

--- Digo o mesmo pra você; Michelle! Mas imagino que como parente dos anfitriões, Eva não vá querer dividir quarto com você, contente-se com a tampinha!! --- rebateu irônica.

Depois da alfinetada de Iowa, Michelle preferiu ficar quieta até a hora que foi conduzida por Katyusha e Millie aos seus devidos quartos.

 

Michelle e Mary Ann foram alojadas juntas e assim como sugeriu, Iowa e Sasha também optaram por quarto de camas separadas.

--- Wooooow!! Que quartão!!! E que camas manêras!!! --- vibrava Sasha na entrada do quarto.

--- Que bom que gostaram! Ele tem vista pro bosque ao lado! --- dizia Katyusha abrindo uma porta do armário. --- Temos cobertas e lençóis limpos à vontade! Toalhas de banho e rosto! Não se acanhem! Podem pegar o quê quiserem! Caso sintam fome, podem ir à cozinha e se servirem também! ---

--- Olha... Quando a geladinha disse qui ‘cê era prima dela, eu achei qui ia ser dureza aqui; mas ‘cê é du caráio, mona!! --- elogiava Sasha, sinalizando positivo para Katyusha.

--- Mesmo não gostando de como essa aqui fala; tenho que concordar com a Sasha! Obrigada, Kathy! Esse quarto é ótimo! ---

--- Obrigada, Iowa! Ah, sintam-se à vontade pra perguntarem qualquer coisa a Mille! Ela conhece a casa inteira! Huhu... Agora, se me dão licença, eu vô alojá minha prima, ok? Até mais! --- disse ela deixando-as a sós.

« PLUFT!! »

--- AAAAAH... QUI DELÍCIA!!! --- exclamou Sasha atirando-se em sua cama.

--- Levante-se, Sasha! Desfaça as malas! Pfff... Tô cansada! Vô esticá minhas pernas enquanto isso! --- dizia Iowa sentando-se na cama.

--- Bacana ela, né? ---

--- É... Chega a ser irritante! Humpf! Assim como a rainha do gelo, ela não se abala facilmente! Bom... Não tenho que me preocupar com ela, afinal de contas! --- prosseguiu estirando-se na cama. --- Agora... Tem algo que me deixô bolada... ---

--- O quê? A cabelêra prateada dela? ---

--- Não! Aquela menina chinesa... Chamou Eva e a prima dela de “senhoritas” e foi advertida pela Katyusha... Essa a chamou de “irmã”; mas não pareceu que pense como tal! A menina age como empregada, não como “irmã” dela! --- comentava Iowa, intrigada. --- Sei lá; mas tenho um pressentimento estranho! ---

--- Também tenho um pressentimento estranho... --- comentou Sasha, começando a desfazer a mala.

--- O quê, sua tosca? ---

--- Que o tio da geladinha é esquisito... ---

--- “Esquisito” como? ---

--- Sei lá... Num vi ele ainda; mas deve ser esquisito! Ricaço, mora sozinho com duas menina... Tem quadro de gente morta que num é parente dele... Só pode ser esquisito! ---

--- Aaaafff... Cala a boca, Sasha! Desfaça as malas... É bem mais útil obedecendo minhas ordens que falando bobagem! --- rebateu Iowa, virando de lado na cama.

 

Katyusha puxava sua prima pela mão quando Millie aproximou-se de ambas.

--- As senhoritas vão precisar de alguma coisa? --- indagou.

--- Privacidade! Caso elas precisem de algo, dê a elas! Caso papa chegue, peça pra que ele não venha ao meu quarto, sim? --- respondeu Katyusha.

--- E se aquelas duas insistirem? Aquela loura abestada não me preocupa; mas aquela outra de nariz em pé... ---

--- Bajule-a... Se ela não desistir, quebre o nariz dela! Só não me interrompa, ouviu? --- respondeu seguindo em frente.

--- Embora eu goste da ideia, não acha que isso possa ser problemático? --- comentou Eva, sem se abalar.

--- Desculpe Eva! É q’eu não consigo pensar direito como eu estou! ---

--- Aaaaff... Então foi você que...? ---

--- Não! Foi mesmo ideia do papa! Ele tá mesmo morrendo de saudades de você, querida Eva! Você me conhece... Sô uma cachorrinha obediente de meu papa! --- respondeu com um sorriso atrapalhado. --- Vamos! Eu tive qui mi agüentá até agora... Por favor, eu não posso mais... ---

Eva se permitiu ser puxada até o quarto de sua prima e esta trancou a porta assim que entraram.

Ela encarou Eva... Sua respiração ficou ofegante e sua face alva ruborizada... Lançou um sorriso encabulado e ajeitou a mecha caída para trás de sua orelha.

--- Tava morrendo de saudades, Eva... --- murmurou.

--- Hum... Tá louca pra demonstrar isso, não tá? ---

--- Hehe... Vergonhoso, né? --- rebateu Katyusha.

--- Um pouco... Eu sô hetero... Quando o tio Eric num tá... --- disse desviando o olhar.

--- Acha que por que eu gosto de você eu fico me esfregando gratuitamente em outras garotas? ---

--- Não? --- indagou Eva.

--- Eu uso a Millie! Papa adestrou ela pra me satisfazer quando tô muito excitada... Mas isso só acontece quando penso em você! ---

--- E caras? --- prosseguiu Eva, encarando sua prima.

--- O único que ocupa meu coração é o papa Eric! Não me importo se ele me entrega pra um ou outro amigo dele de vez em quando; mas moleques não me interessam! Eu sô uma safada qui só se satisfaz com caras pintudos e cheios de fogo como ele! Mas é só o meu corpo; minha alma é dele até o dia que ele morrer ou não me querer mais! Digo o mesmo pra você, Eva! Eu sei qui você gosta de ser a “cachorra” do papa; e que ele te adora... ‘Cê é a sobrinha dele, afinal de contas! --- respondia Katyusha. --- Mas eu adoro ser SUA cachorra e que você ME USE como bem entender! ---

Eva se aproximou de sua prima e levou sua mão gentil ao rosto dela.

--- Pfff... Merda! É a única garota qui mi excita! Nem a Michelle, que parece um garoto mi dá tesão! Na verdade... Não suporto garotas me tocando! Sabe há quanto tempo eu num fodo? Há um ano! Uns moleques ficaram me cantando; mas todos eles, só queriam minha xereca... Ser popular na escola só faz babacas ficarem mosqueado querendo um pedaço meu... Não tô reclamando dos meus colegas; mas daqueles que só me olham como um pedaço de carne pra satisfazer o ego pequeno deles! Eu sô modelo e sô séria nisso... Já mi propuseram “teste do sofá” uma vez; mas eu neguei e me esquivei disso! Katyusha... Mesmo que não tenhamos o mesmo sangue de verdade, você é minha prima e eu te amo desse jeito! Você tá certa... Eu ADORO ser a “cachorra” de meu tio... Não sei dizer se o amo tão profundamente; mas adoro quando ele me usa; pois é assim q’eu me sinto bem... Tá me pedindo pra ser MINHA cachorra... Hehe... Que cruel... Eu sô tão ou senão MAIS masoquista que você... Eu quero me agarrar com meu tio junto contigo; mas se você tá tão carente a esse ponto... ---

Katyusha afastou-se um pouco e levantou totalmente sua blusa, tirando-a em um relance, atirando-a no chão.

--- Hihihi... O quê acha? --- indagou exibindo seu torso nu. --- Eu pedi pro papa colocá-los! Levô um tempinho pr’eu me acostumá; mas eu adoro! Eu fico louca quando puxam com força! Vai! Puxa! Papa já fez e eu me molhei toda! Puxe-os, Eva! Tô esperando mó tempão pra te sentir puxando meus peitinhos com essas argolas!! ---

Eva admirou sua prima por um longo instante... Aproximou-se segurando uma das argolas, analisando-a com cuidado.

--- Que inveja... Não posso fazer isso por causa do meu contrato! Elas ficaram muito bem em você, querida Katyusha! Deixaram seus mamilos mais pontudos e no rosado das suas aureolas elas cintilam tão bonitas! Sua pele é sempre tão alva e vejo que depilou suas axilas... Eu tenho que fazê por causa do meu trabalho! Merda... Sinto meu sangue ferver... ---

--- Beije-me, Eva! ---

--- Peça novamente! ---

--- Beije-me... ---

« PINCH!! »

--- SUPLIQUE-ME, CADELA!!! --- exclamou puxando o piercing de sua prima.

--- Aaaaahn... Beije-me!! Por favor!! --- suplicou Katyusha, gemendo de prazer.

« MMMMMMMMFFFFF!!! »

Eva agarrou sua prima pela nuca, aplicando-lhe um intenso beijo em sua boca de lábios finos e levemente rosados... Katyusha passou seus braços em torno de sua prima e as duas começaram a esfregar seus corpos vorazmente, correndo as mãos uma na outra.

--- Arf... Arf... V-você beija feito um animal! ---

--- « Mmmff... » Você também, Eva! « Mmmf... » Usa sua língua! Use com força na minha! « Mmmmff... » Por favor, faça... Faça!! --- suplicava atracada a ela.

--- Sim... Venha na minha também! Me eperte! Aperte minha bunda! Huuum... A sua é pequena e tão firme... ---

--- Huuumm... A sua é tão gostosa de apertar! Huuum... Como tá sua xereca? --- indagou Katyusha.

--- Raspadinha... « Mmmmf... » M-mas só um pouco! ---

--- Eu só deixei um pouquinho... « Mmmff... » Papa adora! ---

--- Ele é um safado!! --- disse Eva.

--- É! Um safado adorável!! ---

--- Você também! ---

--- « Mmmmf... » Hehe... Nós somos! Eva... Eu tô viciada em ANAL! ---

--- « Mmmmff... » E-eu também gosto... O meu cu... O meu cu quer aquela piróca enorme!! --- murmurava Eva, atracada em sua prima.

--- Fode comigo, Eva!! --- suplicou Katyusha.

--- Tô pegando fogo!! Eu quero!!! ---

--- Fique nua! Eu vô te mostrá umas coisas que aprendi nesse tempo! --- disse Katyusha.

--- Vô soltá o cabelo!! ---

--- N-não!! Eu gosto! Eu gosto desse seu penteado!! --- disse segurando-lhe o rosto. --- « Fuuuunc! » Deixa sua nuca à mostra! Te deixa tão sexy... Posso cheirá-la! ---

--- Hehe... E eu adoro seus cabelos prateados esvoaçando! --- respondeu acariciando-a. --- Vamos, cachorrinha albina! Mostre-me o quê tem pra mim!! ---

Enquanto Eva se despia com cuidado para não desmanchar seu exótico penteado, Katyusha seguiu até um colorido baú próximo à cama e começou a retirar coisas dele.

« SUUUUUUP! »

--- Hehehe... Olha só o q’eu tô usando por baixo! --- dizia Katyusha, retirando seu short jeans.

Ela usava uma peça íntima trabalhada em correntes finas e látex... A vulva de sua vagina formava um beiço graças às tiras que passava em suas virilhas e havia também um piercing em seu clitóris, dando um aspecto obsceno. Ela virou sua traseira e uma fina correntinha transpassava as alvas nádegas, pequenas e bem unidas.

--- Hihihi... Puta! Teria uma porra dessas pra mim? --- debochou Eva, divertindo-se.

--- Tá ótima assim com essa calcinha vermelha! --- respondeu Katyusha. --- Tira! Eu também vô tirá essa porra! ---

--- Espera! --- disse avançando sobre ela. --- Dêxa! Eu gostei! Deixô tua xereca muito sexy! ---

--- Se você gosta... Tá! --- respondeu encabulada.

--- Tem um negócio pr’eu enfiá na minha xereca? ---

--- Vamos nos curtir primeiro, vai? --- disse Katyusha, acariciando sua prima. --- Vamo lambê uma à outra! Tô com saudade da sua boquinha em mim... Do cheiro da tua xereca... Eva... Eu gosto de tudo... Cunilingus... Anilingus... Tudo! Eu sô a cachorra suja sua e do meu papa... ‘Cê... ‘Cê topa tudo comigo? ---

--- Chupa! Chupa meu peitinho! Faz direitinho e me anima! Faça isso e eu faço tudo! Huhu... Eu sô a cachorrinha safada do meu tio! Tô louca pá fazê um monte de sacanagem com ele... Mas já que ele não tá aqui, vamos-nos “aquecendo” enquanto isso! --- respondeu Eva, apontando seu seio para ela.

Katyusha sorriu acariciando a face de sua prima e prontamente começou a instigar seu mamilo, beliscando-o com força... deu-lhe um beijo na boca e levou seu rosto ao seio de Eva, arrancando-lhe um gemido languido enquanto o lambia.

CONTINUA...

 



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