História My Dirt Paradise - Capítulo 11


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Categorias Histórias Originais
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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Harem, Hentai, Orange, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Self Inserction, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Quem é o "inimigo"? Quem é bom e quem é mau? Seria realmente inocentes os anjos? Quem devemos temer? A ira de Deus ou a engenhosidade do Diabo? Somos assim tão patéticos? Quem sou eu? Quem é você? O quê somos nós?
Perguntas... Perguntas... Perguntas...
A dúvida é inquietante; mas as respostas costumam sempre ser ainda mais assustadoras!
Dante Alighieri escreveu a "Divina Comédia" contrariando dogmas absolutos e fazendo indagações inquietantes não sobre quem é Deus; mas sobre quem somos nós... Nossos medos, paixões, vícios e virtudes...
Eu faço aqui uma pergunta sobre mim mesmo: Seria eu mesmo um "fantoche"? Imaginando que a resposta fosse "sim"... Seria este mundo um títere e a vida uma grande peça de teatro de marionetes... Mas... Quem é o titereiro? Quem me manipula? E mais, Quem são os espectadores?
"Os bonecos dançam na palma da mão de Deus enquanto destino puxa seus cordéis para que o Diabo ria das suas tolices."
Muito obrigado, divirtam-se com o espetáculo!

Capítulo 11 - A dança dos Fantoches


Fanfic / Fanfiction My Dirt Paradise - Capítulo 11 - A dança dos Fantoches

Eva e as demais preparavam uma recepção na mansão... Já haviam pendurado bandeirinhas com dizeres de boas-vindas enfeitando a copa; entretanto apenas ela e Katyusha pareciam animadas com o feito.

--- Hehehe... Até que ficou bem legal, não? --- comentou animada.

--- Siiim!! Nossa! Fazia tempo q’eu não fazia uma recepção! Huhu... Bom... Eu encomendei uma torta salgada... Docinhos e salgadinhos... Refrigerantes... Huuuum... Será que devíamos providenciar uns chapeuzinhos e línguas de sogra também? --- indagava-se igualmente animada.

--- Qualé?! É a Iowa que a gente vai receber cara! Eu já tô achando isso exagero... --- comentou Michelle.

--- Qualé, Mi? Eu acho que seria até legal! --- retrucou Eva. --- Eu espero que ela esteja um pouco mais receptiva! De repente, ela não fica feliz e...? ---

--- “Vira nossa amiguinha”? Ih, Eva... Tu num tá viajando muito na maionese? ---

--- Eu... Nunca quis ser inimiga dela! Ah, cara! Eu confio no “taco” do meu tio em amaciá o jeito tosco e rude dela! --- rebateu Eva.

--- Bom... Tio Eric me parece um homem muito competente em lidá c’a cachola dos outros... Bom... Ele meio que... --- comentava Mary Ann.

--- A gente sabe como ele lidou com seu jeito introvertido, baixinha! --- interrompeu Michelle. --- Mas prisão de ventre e timidez é diferente de arrogância e prepotência! ---

--- Verdade! Mas e se Iowa não fosse arrogante e prepotente por vontade própria? E se ela fosse assim apenas por ter sido instruída a ser assim? --- retrucava Katyusha enquanto terminava de arrumar a mesa. --- Bem, de qualquer jeito; só saberemos quando ela chegar! ---

--- Verdade! Bom... Não adianta nada ficarmos especulando! Mi... Eu até entendo sua cisma c’a lôra... Mas a rixa dela é realmente comigo! Mi, Mary...Vamo dá um voto de confiança à ela e ao tratamento de choque do meu tio! ---

--- Taí! Eu tô c’a Eva! --- comentava Sasha. --- Eu num sô lá muito esperta; mas saquei qui o tio Eric é foda e sagaz o suficiente pá mudá a cachola da lôra! Seguinte... Vamo só dá um pouco de linha pá ela! Pela Eva!! ---

--- Valeu Sasha! --- agradeceu.

--- Hehe... ‘Cê pode mi chamá de “testuda”, mona! Hehe... É mais legal quando a gente se trata com intimidade! --- respondeu bem humorada.

--- Maninha Kathy, a torta salgada e os docinhos chegaram! --- interrompeu Millie. --- Vem pá recebê-los! ---

 

Ericsson dirigia seu furgão por uma das ruas e logo estacionou em uma esquina com pouco movimento...

--- É o máximo que posso me aproximar de sua casa, Hertza! --- disse ele. --- Tem certeza de que...? ---

--- Tenho! Meus pais vão acabar desconfiando de que tô aprontando alguma coisa errada... Hehe... Apesar d’eu sempre dizer pra eles q’eu vô à sua casa e que tem me consultado regularmente, eles uma hora podem realmente ficar cabreiros! ---

Iowa estava entre eles com um olhar distante... Sentia que Hertza queria avançar sobre Ericsson; mas sua presença inconveniente estava sendo relevada espontaneamente por ela.

--- Hora d’eu ir, lôra! Bem... Creio que já dissemos tudo o quê tínhamos pra dizer uma pra outra, não é mesmo? ---

 

« Uma hora e meia antes... »

--- Eu já me decidi... --- disse Iowa, encarando aos homens ansiosos. --- Não quero nenhum de vocês! ---

--- Oi? --- surpreendeu-se Marlon.

--- Iiiiiih... --- chiava Duke.

--- Aaaaah... Pára c’o isso!! --- resmungou Fred, irritado.

--- Hahahaha... Porra, Doc! Essa foi foda! E agora? --- indagou Hans.

--- Isso mermo! E agora, Doc?! Tu trouxe a mina só pá botá água na boca da gente? Daquela vez perdoamo a moreninha, pois tinha duas qui trepava pá caráio! Mas comé qui a gente fica? Porra! Dispensei a patroa pá casa da mãe dela hoje achando que ia afiá minha pica numa xerequinha novinha; e agora vô ficá na mão? Sacanage!! --- resmungava Duke.

--- Tô c’o Duke! Porra, Doc! Issaí é vacilo! Tu num é de deixá a gente no prejú... Quebra essa, vai? Convence a ninfeta aê!! --- manifestou-se Fred.

Ericsson encarou Iowa por um longo instante... Alheio às manifestações dos sujeitos...

--- Se ela diz “não”, é não! --- disse ele. --- Sinto muito; mas não tenho a menor intenção de persuadi-la de jeito nenhum! Eu já fiz muito em trazê-la aqui sob essas condições! Mais do que isso, eu estaria violentando brutalmente sua vontade! ---

« PFFFFFFFFFFFFFFFFFFFF... »

Eles bufavam irritados... Fred e Duke eram os que estavam mais descontentes em sua frustração... Marlon tinha uma patética expressão descontente, enquanto Hans era o quê mais estaria conformado; entretanto não escondia seu beiço de descontentamento...

--- Então, é melhor ‘cês vazarem logo daqui, Doc! --- disse Hans, indo para a mesa de sinuca.

--- Qualé?! Porra... ‘Cês vão engolir essa?! --- indignou-se Duke.

--- E tu vai fazê o quê, Duke? Vai avançá na mina? Eu não aconselho nenhum de vocês a fazerem essa merda! Não têm consideração por nosso camarada russo? Andem! Desfaçam essas caras de bunda e vamo prosseguir nessa porra! --- rebateu Hans.

Duke e Fred entreolharam-se... Duke avançou para Iowa e agarrou-a rapidamente...

--- Eu vim aqui pá comê uma puta! Vô dá nem que seja uma sarradinha nessa aqui! ---

--- SOLTE-ME, SEU VAGABUNDO!!! --- exclamou Iowa, tentando se desvencilhar dele.

« SNICKT! »

--- Não se mexa Doc... Eu sei que tu é bom de porrada; então segura tua onda se não quiser ganhar um furo na carcaça! --- disse Fred, apontando sua faca para Ericsson.

--- Hans? ---

--- Desculpa Doc; mas tu sabe que somos todos da pá virada aqui... Na moral, não gosto do que esses dois estão fazendo; mas sei quando não devo me meter... O Marlon eu sei que não vai mover a bunda dele dali pá me ajudá, então... ---

« TOC, TOC, TOC... »

Alguém bateu na porta para chamar a atenção e eles não puderam ignorar...

--- Oi... Foi daqui que pediram pizza? --- indagou a voz de uma jovem.

Eles ficaram encarando a adolescente insinuante que sorria parada na entrada do salão de bilhar... O sorriso cativante dela atraiu imediatamente a atenção de todos...

--- Hã? Quem é essa franguinha? --- indagou Fred.

--- Ué? O Doc num falô pra vocês? Ah, foi mal! Hehehe... Parece que a sobrinha dele num si empolgô com vocês, né? Hehe... Ela num é muito à vontade com tantos caras cheios de disposição! Mas ó... Tem três aqui que tão cheias de disposição, que tal? --- indagava acompanhada de outras duas meninas. --- Essas são minhas primas... Elisa e Caroley! Elas são loucas por uma putaria grupal! ---

Solange aproximou-se com outras duas meninas um pouco mais jovens que ela... Aproximou-se de Ericsson e ensaiou um beijo no rosto dele...

‘--- Seu monstrinho tá te esperando lá fora, Doc Eric! Pega essa cachorrinha lôra e cai fora! Pode deixá esses malandros c’a gente! « Smack! » ---’ sussurrou dando-lhe um beijo.

--- Bom... Acho que vocês têm o quê queriam, não é mesmo? --- indagou recompondo-se.

Duke e Fred entreolharam-se... Duke soltou o braço de Iowa e esta correu para Ericsson...

--- F-foi mal aí, Doc! ‘Cê também, princesinha! Mas é que não foi uma brincadeira muito legal! ---

--- Só! Mas não esquenta! Só se liga que com certas coisas num se brinca, valeu? --- disse Fred, guardando sua faca.

--- Não vai vê a gente brincá c’as cocotinhas, Doc? Elas são bem mais gostosinhas que aquelas que nos trouxe antes! Hehe... Agora ‘cê e sua princesinha tão a salvo!! --- disse Marlon, bolinando uma das jovens.

--- Deixem ele! Mas se liga Doc! Dessa vez, passou; mas outra dessas pode dá ruim, viu? --- disse Hans, fazendo o mesmo em Solange.

Ericsson acenou sua cabeça e seguiu com Iowa para fora... Logo o risinho indecente das garotas começou e ecoar com elogios indecorosos por parte daqueles homens, que se insinuavam rudemente a elas.

Hertza estava junto ao furgão... Abriu a porta para Iowa, enquanto Ericsson entrava pelo motorista e logo que se sentaram, deu a partida e saiu...

--- Hertza... ---

--- Desculpe Doc... Eu tomei medidas alternativas! Senti que se eu matasse um daqueles caras, suspeitas recairiam sobre você de alguma forma! E sendo sincera... Não sei se tava preparada pra estourar os miolos deles... ‘Cê sabe né? Aquele meu lance com adultos...? ---

--- Quem era aquela garota? --- indagou.

--- Uma das putas que Hertza contratou pra foderem na minha frente! --- respondeu Iowa. --- As outras duas não conheço; mas se forem tão putas quanto aquela ruiva, aqueles caras vão ficar de sacos murchos e completamente esgotados! Ela fode feito um demônio!! ---

Ericsson estacionou em uma ruela e suspirou aliviado...

--- Ha...Haha... HAHAHAHAHAHA... ISSO FOI PERFEITO!! --- exclamou afagando a cabeça de Hertza. --- Foi melhor do q’eu esperava!!! Você desenvolveu uma ótima capacidade de tomar decisão por si mesma! Meus parabéns, Hertza!! ---

Ela ficou feliz com o elogio; mas logo desfez seu sorriso...

--- E quanto a esta aqui? Parece que tudo o quê fizemos com ela foi... ---

--- Diga Iowa... O quê a deteve? --- indagou seriamente.

--- Eu... --- balbuciou.

Iowa ficou encarando Hertza... Mas ela tentava desviar seu olhar, encabulada...

--- Eu... Só vô lhe dizer... Quando estivermos a sós! --- respondeu Iowa.

--- « Pffff... » Como se eu não fosse ficá sabendo mais tarde! --- resmungou Hertza.

--- Hertza... Se ela faz questão de sigilo, eu não lhe direi uma linha! Eu faço o mesmo por você; como não faria por esta menina? Muito bem, Iowa... Estou levando Hertza para a casa dela e então seguiremos para a minha... Quando estivermos a sós, você poderá me dizer seus motivos; enquanto isso; posso lhe pedir uma coisa? ---

--- Uhum! O quê é? ---

--- Tentem não brigar durante o caminho! Isso foi deveras estressante e minha paciência está precisando de um tempo pra se recuperar... Se me irritarem, amarro as duas e as tranco, uma olhando para a outra, lá atrás! --- respondeu Ericsson.

Elas se entreolharam e entraram num acordo silencioso entre si...

 

« Agora, neste exato momento... »

--- Sendo sincera, Hertza... Creio q’eu não tenha dito tudo o q’eu queria pra você até agora! --- disse Iowa. --- Me desculpe por chamá-la de “nojenta”, tá? Eu realmente sinto muito por ter dito um monte de barbaridades pra você! ---

--- Eu também falei um monte de merda pra você... ---

--- Mas eu comecei sendo hostil contigo! Tenho sido hostil com todas as meninas que me cercam! Tenho que me desculpar com Eva e as demais; mas com você tô tendo essa chance agora! Eu não te entendia e achava que você era só estranha e perturbada; mas essa sua reação... Podia ter usado a violência; mas preferiu usar a inteligência pra contornar aquela treta em que estávamos! O Eric tá certo! Você tem algo de especial! Pensou em usar aquelas garotas pra amenizar os ânimos daqueles caras! Pelo que entendi, o Eric te deu uma pistola, não foi? Me diga... Você realmente sabe atirar, ou...? ---

Hertza sacou a pistola e abaixou a janela do furgão... Viu uma lixeira doutro lado da rua e conferindo que ninguém passava, deu três disparos precisos, furando a borda.

--- Atirar, eu atiro pra caralho, lôra... Mas eu tenho um problema... Por causa da minha babá, eu tenho receio de contrariar gente adulta! Se um daqueles malandros me encarasse pra valer, havia uma chance d’eu pipocar! Se fosse pra te dá um teco, eu te daria numa boa! Mas... É como ‘cê disse... Eu previ algo assim e me respaldei! A inteligência foi crucial; mas quem me ensinou a usar a cabeça antes da força é justamente esse homem do seu lado! Foi ele que me ensinou que violência só gera violência e se houver um jeito melhor de fazer as coisas sem usá-la, deve se esgotar todas essas possibilidades! Eu torrei uma grana q’eu tirei da Marge justamente pra ter aquela piranha à disposição pruma emergência como aquela! Olha só... Eu tenho mermo que ir embora, falô? Eu desculpo toda a merda que tu me disse antes e depois! Mas, não me pede pra ser tua amiguinha não, valeu? Tu ainda tem que se acertá com o Doc antes! --- disse Hertza, pondo a arma descarregada no porta-luvas e entregando o pente a Ericsson.

Iowa acenou a cabeça e então levantou sua mão...

--- Quem sabe... Depois? ---

Hertza olhou para Iowa e para Ericsson... Ele não quis sugerir; mas seu rosto indicava para que ela desse sua resposta à Iowa.

« PAF! »

--- É... Quem sabe depois? Doc... Queria te dá um beijo; mas já fizemos bem mais que isso, né? Tô indo! Se cuida! --- disse após cumprimentar Iowa.

--- Cuide-se também, meu adorável monstrinho! ---

Ela se virou encabulada e saiu acelerada...

--- Olha lá o quê vão fazê por aí, hein? --- advertiu Hertza.

--- Pode deixar q’eu não pretendo... ---

--- ‘Cê não, Doc! Falo essa lôra! Aê... Num inventa ideia na rua c’o meu macho não, tá ligada? Já basta a filha dele que é piróca das idéias!! --- disse Hertza, apontando seriamente para Iowa.

Iowa olhou intrigada para Ericsson e este fez sua cara de paisagem, dando de ombros... Hertza então seguiu para sua casa e eles para outro caminho.

Ele dirigiu pela periferia da pequena cidade... Iowa observava pela janela que estavam em um lugar um pouco mais movimentado...

--- Creio que tenha sido uma visita bastante conturbada pra você, Iowa! Desculpe-me por não levá-la a algum lugar agradável! ---

--- Verdade que foi conturbado... Foi assustador... Estranho... Mas sinto que foi uma aventura interessante! Acabei conhecendo um lado meu q’eu não pensava que tinha! --- respondia olhando pela janela. --- Tio... É normal ter um lado “pervertido”? ---

--- Huuum... É uma resposta bastante difícil, Iowa! Algumas pessoas crêem que somos como moedas e temos apenas dois lados... Um “mau” e outro “bom”... Na verdade somos bem mais complexos que isso! Creio que não seja uma questão de “certo ou errado”; mas sim uma de “Quem sou eu de verdade?”... Temos tantas facetas; entretanto, escolhemos a que melhor nos convêm quando somos aceitos por um grupo social e usamos essa máscara pra nos protegermos das rotulações negativas... Não estou dizendo que sou bom, nem sou mau... Afinal, quem decide isso é quem interage comigo! Não discordo de caso eu esteja infringindo uma lei eu deva ser punido; mas refuto essa ideia se estou tendo alguma utilidade na sociedade! Caso eu esteja sendo incentivador de atos ilícitos, tenho que ser pego e descartado... Bom... Creio que tenha fugido um pouco da sua indagação... Mas a verdade é que “como humanos” temos sim um lado perverso... E ele passa a ser errado quando passa a ser danoso para uma comunidade! Principalmente quando ele se torna explícito! ---

--- Entendo! Por isso é tão sigiloso! Você é um homem perverso; mas tem cuidado pra não mostrar esse seu lado às pessoas que não são como você, não pra enganá-las; mas pra preservá-las de sua perversidade! Analisa o comportamento de uma pessoa e quando a identifica, aproxima-se dela de acordo com sua compatibilidade, estou certa? --- disse Iowa, impressionada.

--- Se minha filha não tivesse puxado o lado devasso da mãe dela, teríamos uma vida normal... Talvez eu tivesse arrumado uma esposa mais tranquila e fossemos uma “família normal”; mas ela se revelou extremamente libidinosa... Eu temi que ela fizesse como a mãe e se desencaminhasse cedo e saísse pelo mundo fazendo coisas erradas... Katyusha não tem o meu sangue; mas eu a amo tanto como se tivesse... Satisfazer seus caprichos sexuais a tem mantido calma... Ela nunca me deu motivo pra aborrecimento algum; e é uma excelente filha quando não está exercitando seu lado devasso comigo! Minha sobrinha foi atraída pela curiosidade... Eu tentei administrar evitando que tivéssemos relações sexuais; mas eu me enganei e passamos do limite; mas assim como Katyusha, ela me ama como seu tio e me tem como seu amante! Mas ela é livre! É a filha de minha querida irmã mais velha; e quando ela me disser: “Tio, eu não quero mais transar com você!” eu ficarei feliz; pois ela terá encontrado um motivo pra isso e sua vida seguirá em frente! Hehe... Eu fui sempre um “conquistador barato”; mas nunca iludi ninguém! Hertza diz que é apaixonada por mim; mas eu nunca disse a ela pra ser minha escrava ou que faria dela minha esposa um dia! Nós realizamos as vontades um do outro... Me acha algo assim tão “anormal” quanto a isso? ---

Iowa ficou pensativa...

--- Eu tenho um irmão bastardo... Minha mãe ignora, já que a mãe de meu irmão nunca a afrontou... Meu pai tem um caso com uma secretária dele, uma mulher quinze anos mais nova que minha mãe... Ela sabe; mas nunca encostou meu pai na parede por conta disso... Ela é uma mulher forte; mas a ambição a fez uma mulher dura... Mau pai gosta disso nela; mas eu escutei sobre o fato dela ser “fria” com ele na cama... Ele é um ótimo pai... Sempre me ouve quando tenho problemas e me dá conselhos pra q’eu resolva meus próprios problemas da melhor forma; mas minha mãe sempre vinha e dizia: “Não seja mole! Mostre aos outros quem manda e tome sempre a iniciativa! O medo te faz fraca! “Amor”? Isso é pros tolos!” Mas... Mesmo meu pai nunca contradizendo minha mãe, eu sentia que ela estava errada quanto a isso! Mas eu sempre acabava por dar ouvido aos conselhos dela; pois eu não queria que ela me tratasse como tratava meu pai e as demais pessoas da família dela! Tio... Eu fiz algumas coisas reprováveis... Eu... Queria ter sido mais gentil com as pessoas; mas... ---

Ericsson afagou a cabeça de Iowa...

--- « Ssssh! » Devagar! Você vai poder contar isso às suas amigas quando voltar! Imagino que queira muito desabafar o que tem em seu coração; mas posso lhe dizer que posso ver que há uma gentileza em você! Está descobrindo-a! ---

--- Sim... Mas tem algo q’eu descobri também e eu preciso muito dizer! Ericsson... Sabe o porquê d’eu não ter me entregue àqueles homens, mesmo estando transbordando de tesão? Foi por que eu percebi que não posso me entregar a pessoas q’eu não goste! --- disse Iowa.

--- Hum... Isso não é apenas sensato! É muito nobre! --- comentou Ericsson.

--- Tio... Eu... Eu gosto... Eu gosto da Eva... --- balbuciou encabulada.

--- Hum... Minha sobrinha é bissexual, Iowa! Não tenho por que esconder mais que ela tem uma relação lésbica com Katyusha! Se pretender se declarar a ela, saiba que terá que lidar com uma rejeição caso... ---

--- Ela ama você, não é mesmo? Digo... Vocês são amantes! Você, Eva e Katyusha... Elas sabem de sua relação com Hertza? --- interrompeu.

--- Eva não é boba, e me conhece muito bem... Mas não sabe exatamente dos fatos; imagino! Kathy é muito discreta de meus casos externos, até mesmo com a prima! Creio que seja melhor assim! --- respondeu seriamente.

Ele parou em um sinal fechado... Foi nesse momento que ela encostou sua cabeça no ombro dele, pegou sua mão e pôs sobre sua perna desnuda...

--- Será então que ela me aceitaria se eu me tornasse sua amante? ---

--- Não faço ideia! --- respondeu Ericsson. --- Mas se tornaria minha amante apenas pra se aproximar sexualmente de minha sobrinha? ---

--- Não! --- respondeu Iowa. --- Mas o que posso fazer se o tio sensual dela não sai da minha cabeça? ---

O sinal se abriu; mas Ericsson não apenas continuou a segurar a coxa de Iowa; como lhe lançou um olhar intrigado...

--- Você me lisonjeia, menina! É linda! Facilmente qualquer um diria: “Sim! Eu a quero!”... Mas eu sou um homem maduro... Não sou do tipo que cai em paixões e se derrete por elas! ---

--- É por isso mesmo que me pareceu um homem tão interessante! --- rebateu. --- Eu não entendo se é amor... Paixão ou só tesão... Mas... Entendo que quando olho pra você, meu coração acelera... Meu corpo fica quente... Minha xereca fica molhada e meus peitinhos duros... E pela primeira vez, desejo ser usada... Eu sinto a mesma coisa quando penso na Eva! --- dizia esfregando seu rosto no braço de Ericsson.

Ericsson percebeu que um carro atrás deles piscava para que ele andasse... Ele segurou novamente o volante com as duas mãos e seguiu dirigindo...

--- Tio... --- murmurou Iowa.

--- Eu sei o quê vai me pedir menina! Antes disso, poderia atender ao pedido deste homem? ---

--- Se quer q’eu me comporte até chegarmos à sua casa... Sim, eu faço! --- respondeu se ajeitando no banco.

--- Tem mais uma coisa... Quero que diga essas coisas que me disse à Eva! Faça logo que for possível! Quando tiver se declarado a ela, independente da resposta dela, me procure! Eu lhe darei a minha! ---

--- Hum... Sim! Eu farei isso! --- respondeu sorridente.

--- Não reprima seus sentimentos! ---

--- Sim! Eu farei isso! --- respondeu Iowa.

--- E por favor... Tenha cuidado! Sinto seu coração aberto... Tão aberto que seria muito fácil quebrá-lo em poucas palavras! Eu sei o que fiz com você através da Hertza... Há um maremoto de sentimentos latejando em você... Amor e ódio são chamas que ardem na mesma intensidade... Cuidado, Iowa! Seja qual das duas que se acender em você, qualquer uma delas pode reduzi-la a cinzas! É tão linda... Partiria-me o coração ver uma jovem tão linda calcinada... Seja pela paixão intensa; ou pelo ódio descontrolado! ---

Ela agarrou-se gentilmente... Acenou sua cabeça, positiva...

--- Pode deixar tio! Eu terei cuidado! --- murmurou.

 

--- SURPRESAAAAAAAAAAA!!! --- gritaram todas ao mesmo tempo.

--- Aí, agora ficô direito!! --- elogiava Eva.

--- Aaaafff... Depois de nos ter feito ensaiar seis vezes seguidas, não tinha como, né? Putz... Fiquei com sede!! --- resmungava Michelle, indo ao bebedouro. --- Eva... Tem certeza que isso vai impressioná a lôra?! ---

--- Eu tô impressionada! --- disse Sasha.

--- Ah... Mas a porra num é pá você, testuda! Leva a mal não; mas eu tô achando mó perda de tempo! --- disse tomando um gole d’água.

--- Só saberemos depois! --- rebateu Eva.

--- Isso mesmo! --- concordou Katyusha. --- Precisamos nos mostrar empolgadas ao menos! ---

--- Bom... Eu acho que o Tio Eric num iria autoizá uma recepção desse tipo se não tivesse confiança no quê fez com ela, né? --- observava Mary Ann.

--- Com certeza! Papa Eric é muito competente! Ele com certeza teve sucesso! --- comentava Millie, apoiando Mary Ann.

--- Como pode ver Srtª Rodriguez, é a única com os dois pés atrás! Olha... Eu também tô receosa; mas se ficar só na expectativa negativa, a gente vai deixá passá uma chance de ouro! E se ela entrá por aquela porta cuspindo marimbondo?! FODA-SE! Vamo recepcioná-la assim mermo!! Se o coração dela tivé duro? FODA-SE!! Vamo tratá ela bem assim mermo!! Se ela não amolecê? FODA-SE!! Tem uma torta salgada e docinhos deliciosos pra gente se empanturrá enquanto ela roga praga na gente!! Agora se ela vier “uma seda”? DELÍCIA!! A GENTE GOZA DO MERMO JEITO!!! --- exclamava Eva, cheia de trejeitos.

Elas encararam Eva com cômicas caretas intrigadas... Katyusha e Sasha eram as únicas que empolgaram-se de fato com o discurso inflamado dela...

--- « Fuuuuh... » HAHAHAHAHA... AAAH, CARÁIO! TÁ... HAHAHA... Tá, Eva! Valeu só pela tua empolgação! Hahaha... Puta merda! Eu nunca que imaginava te vê tão empolgada por causa da puta lôra da Iowa! --- dizia Michelle, retorcendo-se de rir.

--- Hehe... Tenho que concordá c’a Mi, Eva! Se isso vale de alguma coisa, é essa tua empolgação! --- concordava Mary Ann, igualmente bem-humorada.

As meninas foram então surpreendidas pelo som do furgão de Ericsson, que manobrava lá fora...

--- CHEGARAM! Ó, nas suas posições! Kathy! Se liga! ---

--- Ok! --- respondeu posicionando-se ao lado do interruptor.

Os passos de Ericsson e Iowa foram denunciando sua aproximação pela porta dos fundos...

« Huuum... Tá escuro! »

« Elas devem estar na sala de estar ou nos quartos... Terão uma bela surpresa ao vê-la! »

« Hum... E-eu não sei como... »

« Relaxe! Deixe que as coisas fluam naturalmente! »

« T-tá! »

Ericsson abriu a porta e assim que sua silhueta e a da menina que a acompanhava ficaram visíveis, foram surpreendidos pela luz acesa repentinamente...

« SURPREEEEEEEEEEESAAAAAAAAAA!!! »

Iowa ficou estática ao vê-las bradar suas boas-vindas... Seus olhos arregalados foram captando a recepção preparada para ela com direito a bandeirinhas coloridas com seu nome e uma mesa festiva posta...

--- Seja bem vinda!!! --- exclamava Eva, adiantando-se.

Ela tomou as mãos de Iowa e puxou-a para dentro... Katyusha lançou uma estola de plumas rosa sobre os ombros dela, que estava confusa com tudo aquilo...

--- I-isso tudo... É pra mim?! --- indagou.

--- Huuuum... Não é o quê parece? --- ironizou Eva.

--- E aí, chefa? Gostô? Foi ideia da Eva! --- dizia Sasha, aproximando-se.

Iowa continuava incrédula... Olhava para a menina cujo mais havia maltratado e a que mais havia discutido com ela e havia lhe armado uma cilada perversa; entretanto elas a estavam recepcionando de um jeito tão inesperadamente caloroso; que não encontrava as palavras...

--- Diz alguma coisa, lôra! --- manifestou-se Michelle, segurando sua apreensão.

--- Vai, Iowa! Discursa! --- disse Mary Ann. --- Discurso! Discurso! ---

« DISCURSO!! »

« DISCURSO!! »

« DISCURSO!! »

« DISCURSO!! »

Ericsson sinalizou para que elas se contivessem um pouco...

--- Se eu dissesse que havia uma recepção pra você, Iowa, não saberia qual seria sua reação... E eu estragaria o esforço de minhas filhas, minha sobrinha e suas amigas... Por um acaso... Está sendo muita coisa pra você? ---

O silêncio de Iowa instigava a ansiedade das demais... Eva tinha um sorriso singelo e transpirava sinceridade na preparação de tudo aquilo... Segurava suas mãos calorosamente aguardando uma resposta...

--- Eu... Nunca fui recepcionada desse jeito! Eu me lembro de coisas horríveis q’eu disse pra todas vocês... Sasha, Michelle, Mary Ann... E principalmente você, Eva! Achei que tivesse me feito uma cilada pra se livrar de mim... Eu na verdade não sei por que não cultivei raiva; mas eu percebi que fiz coisas erradas e que até merecia ser castigada... Se não quisesse falá mais comigo ou seguisse indiferente... Eu até entenderia; mas... Me recepcionar desse jeito? Todas vocês? Minha cabeça fica dando voltas e voltas; mas... Eu sinto algo que acho que só senti quando fui aceita na agência de modelos... Não... Nem isso! É tudo tão estranho... Eu sempre fui acostumada com festas luxuosas; mas essa festinha tão simples... É tão bonita! Eu sinto como se meu coração estivesse se partindo e se colando ao mesmo tempo! Eu tô confusa; mas... Mas... ---

Lágrimas começaram a escorrer pelo rosto, borrando um pouco a maquiagem dela... Iowa não se conteve em esfregar os olhos com as mãos... Katyusha estendeu-lhe um guardanapo e ela o usou para enxugar o rosto...

--- « Chuif! » Droga... Eu tô faminta! Esse cheiro delicioso é torta salgada de frango com salada de legumes? --- indagava Iowa.

--- A gente corre o risco de ganhar uns quilinhos... --- murmurou Eva.

--- « Chuif! » Dane-se! A gente perde depois! Vamos engordar todas juntas; mas antes, mi dá um abraço!! Depois eu encontro as palavras pra agradecê essa merda toda! Bosta! Eu nunca fiquei tão feliz na minha vida! ---

« GUUUUUSH!!! »

--- Huuuungh... ‘Cê abraça apertado!! --- murmurou Iowa.

--- Ei, vocês! Vão mi deixá abraçá-la sozinha??? --- indagou Eva, agarrada.

--- ABRAÇO COLETIVOOOO!!! --- empolgou-se Sasha, avançando sobre elas.

« GUUUUUUUUUUSH!! »

--- UUUUGH... S-Sasha?! ---

--- P-PORRA SUA TESTUDA!? TÁ MI ESGANANDO!! --- resmungou Eva.

Encorajadas, até mesmo Michelle rendeu-se à emoção e abraçou Iowa com carinho... Após as confraternizações, partiram para a mesa...

--- O primeiro pedaço vai pra Eva! --- disse Iowa, partindo a torta salgada. --- O segundo pro tio Eric e o terceiro pra Kathy! ---

--- Opa! Já tá até íntima agora? --- ironizava Michelle.

Iowa estendeu um pedaço para ela e para Sasha...

--- Peço desculpas por todas as palavras grosseiras... Sasha... Eu te bati na cara... Me perdoe! ---

--- Aaah... Chefa! --- disse comovida.

--- A partir de hoje, não quero mais que me chame de “chefa”, ouviu? Somos amigas e trabalhamos de modelo na mesma agência... Me chame pelo nome, viu? --- disse Iowa entregando o pratinho para ela.

--- Vai parar de me chamá de “baixinha”? --- indagava Mary Ann, esperando ser servida.

--- Bom... “Carinhosamente” eu posso? --- rebateu entregando também sua fatia.

--- Nossa! Essa tal “terapia de choque” te mudô mermo, hein? ‘Cê transô muito? ---

Sasha foi encarada incisivamente por todos os lados...

--- Porra, testuda! Mas nem bacalhau que perde a cabeça logo que sai da água é tão desligado feito tu, hein?! Tem qui falá ‘ssa merda agora não!!! --- ralhou Eva.

Iowa fez uma expressão encabulada e olhou para Ericsson, que seguia comendo sua torta sem se abalar com o comentário de Sasha...

--- Na verdade... Foi uma experiência um pouco dolorosa! Eu não gostaria de falar exatamente sobre isso nesse momento; mas... Ficaram me devendo algumas coisas durante a sessão... Huuuum... Tio, isso por um acaso não deixaria esse meu “tratamento” incompleto? ---

A indagação de Iowa surpreendeu a todas ali; entretanto Ericsson não pareceu abalar-se com isso...

--- Huuum... Por este lado, sim! Afinal não existem tratamentos pela metade e faltou realmente a aplicação de uma terapia durante o seu tratamento! Mas como já está prescrito, me resta aguardar que você administre por si mesma! Só não se esqueça de me reportar assim que fizer uso da terapia! --- respondia ele tomando um pouco de refrigerante.

--- Sim, eu farei isso, tio! Obrigada! --- respondeu Iowa.

Eva percebeu um olhar para ela... O sorriso encabulado de Iowa contrastava com sua antiga personalidade e esta ficou intrigada...

Num momento, Ericsson foi para o corredor e Eva o seguiu logo em seguida...

--- Tio...? ---

--- Também precisa ir ao banheiro, querida? ---

--- Não... --- respondeu com estranheza.

--- Então não venha atrás de mim agora! Sua amiga faz questão de sua presença! ---

--- Ela tá estranha... E aquele papo de que ninguém comeu ela? Tio... Tu comeu a Mary e a Mi... Na hora da lôra tu broxô? Tu num arrumou um cara pá comê ela? --- indagava Eva.

Ericsson riu timidamente... Era um sorriso incomum para sua sobrinha...

--- Ela tem coisas a lhe dizer, minha querida! Mas não a force! Deixe que ela vá a você naturalmente! Por enquanto, aproveite esse momento... Agora me dê licença, tenho mesmo que ir mijar! --- disse Ericsson, seguindo para o banheiro.

Eva voltou-se para a copa quando percebeu que Katyusha estava bem atrás ela...

« --- Entendeu alguma coisa que seu pai disse Kathy? --- » indagou em russo.

« --- Papa é bem misterioso quando quer Eva! Mas quanto a isso, não há muito sobre o quê pensar; de fato ela tem mesmo coisas a lhe dizer após tudo o que passou; inclusive esta recepção! Mas sendo sincera, papa sabe ou desconfia do quê Iowa tem pra lhe dizer; mas quer ver por si mesmo qual vai ser sua reação ao ser surpreendida, seja lá pelo que for que ela tenha pra lhe dizer... Ao menos é o quê imagino! --- » respondia Katyusha.

« --- Por um acaso, não teria como...? --- »

Katyusha deteve os lábios de Eva com seu indicador e balançou sua cabeça, negando...

--- Pergunte você mesma a ela; ou faça como meu pai disse... Deixe que ela venha! É só o q’eu posso lhe dizer! Venha! Nossas amigas estão empolgadas! Não vai sobrar docinhos e eu ainda não provei os brigadeiros!! ---

A festa prosseguiu sem percalços... Logo o cansaço foi se abatendo sobre elas... Iowa recostou-se em uma cadeira e adormeceu...

--- Caraca! A lôra apagô! --- comentou Michelle.

--- Hum... Eu... Também tô grogue de sono! --- murmurou Eva.

--- Eu irei levá-la ao quarto! --- disse Ericsson, tomando-a em seus braços.

--- Huuungh... Sacanagem! Eu que queria ser levada no colo! --- resmungou Eva, arrancando risos das demais.

--- Tio... Pode deixá q’eu cuido dela! Só deixa ela na cama! --- disse Sasha.

Elas seguiram para seus quartos, e após alguns minutos já estariam todas dormindo... Com exceção de Katyusha...

 

--- Tem alguma coisa a me dizer, filha? --- indagava Ericsson, se despindo.

Katyusha fechou a porta e sem dizer nada, também começou a se despir, ficando completamente nua...

--- Kathy... ---

--- Não se preocupe meu pai! Foi um dia cansativo pra mim também, que com Eva preparei a recepção daquela menina... Permita-me apenas dormir contigo hoje! ---

Ericsson encarou o pedido de sua filha com ternura e sinalizou para que ela se aproximasse...

--- « Fuuuuuunc! » Está com o cheiro daquela menina... Caroline! --- murmurou após fungar o peitoral dele.

--- Huum... Creio que dispense detalhes, não? ---

--- Algo deu errado? --- indagou Katyusha.

--- É complicado... ---

--- Ela não quis se deitar contigo? ---

--- Como eu disse Kathy... É complicado! ---

--- Tente meu pai! --- insistiu.

Ericsson ficou pensativo por um breve instante... Ficou apenas em roupa de baixo e esticou-se sobre as cobertas... Katyusha estendeu-se sobre ele, aconchegando-se sobre seu peito.

--- Ela está apaixonada por sua prima! ---

--- Hum... Desconfiei disso! --- respondeu Katyusha.

--- Huhu... Essa é minha filha! Mas me diga... Lhe dá ciúmes? ---

--- Não! Mas eu sei que ela também sente algo por você... Isso me irrita! --- respondeu Katyusha.

--- Me desculpe... ---

--- Não se desculpe! Você não me ama? ---

--- Sim; mas você sabe que... --- dizia Ericsson até ser interrompido.

--- Ela vai se declarar pra Eva, não vai? ---

--- Sim, vai! --- respondeu ele.

--- Hum... Existe alguma chance de Eva se apaixonar por aquela menina? ---

--- Sim, existe! ---

Katyusha mordiscou seu lábio demonstrando um incômodo...

--- Sabe pai... Às vezes eu odeio esse seu carisma; mas quando penso nos garotos e garotas que arrastam um bonde por mim no colégio e alguns deles me parecem interessantes, não consigo ter raiva dessas suas aventuras sexuais com outras meninas que não sejam Eva e Millie... Principalmente minha prima! Eu a amo! Eu sô a cachorra dela e ela é a sua! Se Eva se apaixonar por outra pessoa, eu terei que lidar com isso... Você me ajudará, eu sei; mas... ---

--- Querida... O que eu disse sobre especulações? E veja o seguinte: Somos todos livres pra nos amarmos! Independentemente de sexo! Você vai sempre ser minha filha e ela vai ser sempre sua prima! Pense nisso... Mantenha esse pensamento, e qualquer outro sentimento será dissipado! Kathy... Se Eva irá se apaixonar por outra pessoa, temos que apenas desejar que dê tudo certo para ela! Se continuarmos amantes, isso é um detalhe! O que realmente importa é que somos FAMÍLIA! Esse laço é forte; mas pode se abalar algumas vezes... Cuidemos para que esse sentimento NUNCA se abale; e se vier a se abalar, que NUNCA se quebre! ---

O discurso de Ericsson tocou sua filha... Ela acenou sua cabeça e abraçou-o ainda mais forte...

--- Mas é difícil! --- murmurou.

--- Nunca foi, nem nunca será fácil... Pra ninguém! --- respondeu ele.

--- Hum... Eu o amo, pai! Obrigada! Suas palavras sempre me acalmam! --- disse Katyusha.

Ela adormeceu sobre Ericsson e este também cedeu ao cansaço... Logo estavam dormindo calmamente...

 

No dia seguinte, Katyusha e sua irmã limparam os vestígios da festa, logo cedo. Prepararam o café da manhã juntas...

« --- Maninha Kathy... --- »

--- Quer me perguntar algo, Millie? Não é sempre que usa russo... Imagino que seja algo referente às nossas visitas, não é mesmo? ---

--- Posso te perguntar normalmente? --- indagou Millie.

--- Não vejo motivo pra outra forma! ---

--- Hum... Tá... A prima Eva não tem interesse em outras meninas? Ela não me procurou uma vez sequer nesse tempo! ---

--- Hum... Queria que ela te usasse? --- rebateu Katyusha.

--- Você mesma fica distante quando ela está aqui... O papa também não teve muito tempo junto com ela... ---

--- Verdade! Mas veja bem, Millie... Se Eva não te procurou como brinquedo, significa que ela não está interessada! É verdade que meu pai não a procurou; mas as amigas dela tiveram a atenção dele nesse tempo; e ainda tivemos a presença de Hertza... ---

--- Aquela menina mi dá arrepios!!! --- exclamou trêmula.

--- Bom... Não morro de amores por ela; mas ela ama nosso pai e ele gosta dela! --- rebateu Katyusha novamente.

--- Maninha... Gostaria de ter seu momento c’a prima e o papa? ---

--- Fazendo uma pergunta dessas, me pergunto se não estaria interessada em ter o seu também, Millie! Huuum... O quê quer me dizer com tudo isso? ---

--- Eu... Tô querendo fazer uma coisa c’a Mary Ann... Isso deixa aquelas duas... Sasha e Michelle avulsas... A tal Iowa... ---

Katyusha fez uma careta pensativa...

--- A “tal Iowa”, Millie, eu darei um jeito... ---

--- Hum?! Dará um “jeito”? --- indagou intrigada.

--- Cuide das coisas aqui um instante, Millie! Tenho que resolver um assunto! --- disse ela tirando o avental que usava.

Katyusha caminhou acelerada, indo até o quarto de sua prima... Bateu baixinho no quarto e sem resposta, abriu a maçaneta, entrando.

Eva estava se arrumando quando sua prima entrou de surpresa...

--- Pode me dar um minuto, Eva? ---

--- Quantos precisar Kathy! --- respondeu voltando-se ao espelho.

--- Eu descobri por que Iowa estava agindo estranho... ---

--- Engraçado... Eu também! --- respondeu Eva.

Katyusha encarou-a surpresa... Desfez sua cara e ficou esperando outra resposta...

--- Vai me perguntar como descobri? ---

--- Você é muito esperta, prima! Imagino que tenha sido por eliminação de fatores... --- respondeu Katyusha. --- Vai ouvir a declaração dela? ---

--- Obviamente que sim, Kathy! ---

--- Seria muito atrevimento meu se pedisse que e antecipasse sua resposta? ---

Eva voltou-se para Katyusha e percebeu imediatamente o ciúme em sua face...

--- Kathy... Você acha meu tio um cafajeste? ---

A indagação repentina intrigou Katyusha...

--- Por que tá me perguntando isso? Ele é meu pai... ---

--- Antes de ser seu pai, ele é meu tio! Irmão mais novo de minha mãe... Uma coisa que minha mãe sempre me falou era de como os homens da família Dodsky sempre foram cafajestes... Mas minha mãe foi uma excepcionalidade! Mesmo sendo mulher, ela conquistou meu pai mostrando umas canalhices dela pra ele! Sabe Kathy... Eu puxei muito o lado da minha mãe... Eu me considero muito cafajeste! ---

Eva avançou até sua prima e a encostou contra a parede, encarando-a com seu semblante frívolo...

--- Você me acha um tesão, não é mesmo, Ekaterina? ---

Katyusha encarava Eva intrigada...

--- Eu sô! Eu perco horas me comendo com os olhos na frente do espelho! Passei a usar o penteado tradicional da família de meu pai pra tentar diminuir meu charme; mas na verdade, eu passei a me achar ainda mais atraente com esse bolo enorme de cabelo no topo da cabeça! Puta merda! Eu sô muito gostosa! Eu fico molhada toda vez qui mi vejo pelada na frente do espelho! Sabe qual é a única pessoa que me faz sentir assim, Kathy? ---

Eva aproximou sua face da de Katyusha... Estavam tão perto uma da outra que eram capazes de sentir o calor da respiração uma da outra...

--- Ericsson Dodsky! É a única pessoa que me desconcerta! Ele rouba meu fôlego e me deixa excitada! Mas não é “qualquer excitação”! É vontade!! Ele é meu tio; é meu sangue; mas é um filha da puta cafajeste do caralho feito eu e minha mãe! E cara... Eu o adoro! Eu adoro a canalhice dele com outras garotas! Ele comeu a Mary, a Michelle, a Sasha... Cara... Esses dias mi bateu um tesão, eu joguei um verde na Mary... Faltô um pentelho pr’eu colá minha xota na dela! Mas sabe? Ela é muito bobinha ainda; e eu gosto de PUTA SAFADA igual ao meu tio! Kathy... Eu adoro cachorras! Quando eu bati os olhos em você na primeira vez, eu sabia qui tu era cachorra! Tu adora ser minha cachorra e ser amante do teu pai; mas o quê tu num sacô ainda; é que a única cachorra do teu pai, sô eu! Com vocês, ele brinca... FUDÊ DE VERDADE é comigo! Priminha... Não faz carinha de ciúme não! Eu nunca vô mi apaixoná por menina nenhuma que num seja eu! Mas, quero que saiba uma coisa, Kathy... Você sempre vai tá por aqui... Mas no coração do teu pai, o primeiro lugar é meu! O segundo sempre vai ser teu... Deixa o terceiro lugar pras bobas que engolem a canalhice dele! Inclusive a Iowa! ---

--- E o quê vai fazer com ela? --- indagou Katyusha.

--- Huuum... Eu vô ouvir a declaração sincera dela... Assim como eu ouvi a sua quando colamos velcro na primeira vez! ---

--- E...? --- prosseguiu Katyusha.

Eva correu uma das mãos pela coxa de sua prima, levantando seu vestido...

--- Huuuum... Devia usar um absorvente, Kathy! Tua xereca já tá vazando! Ainda bem que não é “mensalidade”!! ---

--- Eva?! ---

Eva lançou um olhar frívolo para sua prima...

--- Isso tudo nessa cara é medo, Katyusha? Não estamos nos tempos dos czares e nenhum bolchevique vai te destronar do seu posto de czarevina* de seu pai! Eu, a czarina, lhe garanto isso, Ekaterina! ---

(*tzarevina é como eram chamadas as princesas do império russo; tzar é o mesmo que imperador, assim como tzarina era imperatriz em russo. O masculino é tzareviche “czarevic”.)

--- Haaah... Haaah... Aaah, Eva! Eu estava sentindo falta dessa sua arrogância! --- murmurou aliviada. --- Huhuhu... Como me faz feliz ouvindo sua canalhice! Beije-me! ---

--- Não! Vô guardá minha saliva pra boquinha safada da Iowa! Se meu tio quiser mi beijá no caminho eu também faço! Pra você, eu deixo pra mais tarde! Hunf! Sua safada! Eu sei que tu botô um rabinho e saiu abanando sendo puxada pela coleira na mão dele! Bosta! Eu vô fazê isso qualquer hora! --- respondeu se afastando dela.

--- Hehehe... Duvido que teria tanta coragem! ---

--- Fala isso; mas deu o cu pra ele no quintal! Mas não esquenta! Eu prefiro fudê mermo é no macio, mona! Aê... Bota aquela vadiazinha peituda pá arrumá um quarto com cama de casal! Eu, você e aquela lôra vamo destruir uma dessas com Doc Eric essa noite! Porra! Eu tô com um fogo tão grande que eu botaria minhas amigas e aquela escrota da Hertza pá corrê só pá trepá à vontade!! ---

--- Huhu... Eu e a Iowa? ---

--- Vocês são minhas cachorras, sua puta! Eu vô fudê com vocês!! --- respondeu Eva com um sorriso obsceno.

--- O quê vai fazer agora, minha querida prima? ---

--- “Aquecimento”! Me desculpa aí, priminha; mas eu vô descê mais tarde pra tomá café, valeu? --- disse Eva, preparando-se para sair do quarto.

 

Sasha estava pronta para sair quando olhou para Iowa, que ainda estava deitada...

--- Errr... Num vai levantá agora, Iowa? ---

--- Huuum... Eu tava querendo ficá só mais um pouquinho deitada! --- respondeu preguiçosa.

--- Hum... Tá! Eu tô cuma larica de caráio! Hehe... Eu digo qui tu pediu pá esticá mais um pouco! ---

« TOC, TOC, TOC... »

Sasha atendeu à porta... Era Eva quem batia...

--- Falaí, testuda? Comé qui tá a Iowa? ---

Esta se levantou na cama... Olhou animada para a porta confirmando de quem era a voz que ouvira.

--- Bom dia, Eva! ---

--- Bom dia, Iowa! ---

--- Eu... Já ia me levantá... ---

--- Posso ter um lero contigo? Em particular? --- indagou entrando.

--- Bom... Sim! --- respondeu prontamente.

--- Testuda... Tô precisando de um lero particular c’o ela! Leva a mal não; mas é sério e eu gostaria qui tu num pintasse aqui por um tempo; pois a parada é longa, mora? ---

Sasha olhou intrigada para Eva... Olhou para Iowa, indagando-a...

--- Por favor, Sasha! Eu preciso mesmo! ---

Sasha ficou ainda mais intrigada...

--- Bão... Tá ok! Eu vô dá um rolé por aí depois do café, blz? Fui!! ---

« BLAM! »

Iowa e Eva ficaram a sós... Iowa colocou-se de pé e aproximou-se de Eva...

--- Bom... Por onde quer começar? --- indagou Eva.

--- Bom... Creio que os motivos pra você me fazer àquela cilada eu já estava dando há muito tempo, não é mesmo? ---

--- Ainda assim... Não foi o correto a ser feito... Sofreu muito? --- indagou Eva, novamente.

--- Foi torturante, eu acho... Mas também foi revelador! Eva... Seu tio revelou um lado sensível; mas também muito cruel e devasso... Mas antes que me contradiga, eu também descobri um lado desses em mim! Descobri que tenho interesses sexuais estranhos... Muito estranhos! Eu tive o cu e a buceta violados por dedos e vibradores... Fui beijada, lambida, chupada e cheirada por outras meninas... Vi meninas mais novas que a Mary Ann trepando feito loucas com caras com... Pintos enormes e muita disposição... Eu vi a relação entre Hertza e Ericsson... Enquanto isso, eu devia tá pensando em me vingar de vocês; mas... Minha mente começou a pensar em quão seria mais prazeroso se... Se ao invés de ódio, eu fosse amada! Se eu fosse acariciada, beijada... Me diz... Seria difícil pra você deixar nosso passado de lado e me amar? Digo... Sermos amigas? ---

--- Iowa... Está sendo totalmente sincera? --- indagou Eva. --- Eu sinto que sim; mas não totalmente! Eu num sô uma garota que gosta só de “meias verdades”! Me diga o quê realmente quer de mim! Eu posso ser sua amiga! A Mary e a Mi também podem! Não queríamos ser más com você... Mas é que foram tantas vezes que discutimos por bobagem... Eu creio que consigo perdoar o que foi dito e feito; mas... Precisa ser integral em seus sentimentos! Olha... Eu sempre te achei elegante e inteligente... É bom ter amizades legais e divertidas; mas é ainda melhor com pessoas sensíveis e inteligentes, não acha? ---

Iowa encarou Eva... Encurtou um pouco mais a distância entre elas... Estendeu timidamente sua mão e tomando coragem acariciou o rosto dela...

--- Puta merda, Eva! Eu nunca imaginei sentir isso... Mas eu tô cheia de tesão por você! E não só por você... Eu fecho os olhos e imagino que é você chupando meus peitinhos... Merda... Eu quero te beijá; mas... Tem uma coisa na minha cabeça... Eu gosto de homem... Eu gosto de homens barbados como o tio Eric... Putz! Eu imagino ele me fudendo como ele fez c’a Hertza... É tão confuso... Eu não sei o quê meu corpo deseja... Não consigo decidir sozinha! Me ajude! Eu não consigo pensar em outras meninas, nem em outros caras! Ainda mais depois... Depois de quase ter sido currada por uns animais nojentos! Eu queria ser fudida; mas eles eram nojentos demais! Eva... Eva... Me ajude! Eu não posso pedir a mais ninguém! Me ensine se é amor o quê sinto por você! Eu sei que posso pedir ao tio Eric; mas essa dúvida eu só posso pedir a você; pois somos parecidas! Me diga... Eu não te excito? ---

Eva olhou Iowa de cima a baixo...

--- Bom... De fato você é tão bonita quanto eu... Tão elegante quanto eu... Mas não sinto que somos “tão parecidas” como diz... Mas eu acho isso ótimo! E sendo sincera... Não é tão difícil assim sentir tesão por você, Iowa... Mas... Eu tenho um defeito terrível! Não sei se você toleraria esse meu defeito... Eu já fui muito orgulhosa; mas me livrei bastante desse orgulho; mas ainda assim ele me atormenta! Eu sô... Muito... DOMINADORA quando meu parceiro é outra garota... Eu... Eu sô apaixonada pelo meu tio... Faço todas as vontades dele por vontade própria... Mas não consigo me inclinar à outra garota! Nem Katyusha, que é minha prima! Me responda, Iowa... Quer descobrir se é amor o quê sente por mim? Diga-me... Se entregaria aos meus caprichos? Um deles é me aceitar como sou... A cachorra de meu tio; mas sendo MINHA cachorra e se submetendo a mim? ---

Iowa encarou Eva... Seus olhos azuis cruzaram-se aos dela... A menina teve um tipo de devaneio, ficando estática por um longo instante...

--- Haaah... Haaah... I-isso significaria q’eu seria usada por você como bem entendesse? Se você me ordenasse foder com outro cara, eu teria que simplesmente aceitar? É isso? --- indagou ofegante.

--- “Outros caras”, não! Eu amo meu tio... Se eu disser pra que você se torne o balde de porra de meu tio, você me faria muito feliz se aceitasse! Eu gozaria só de vê-la sendo fodida ferozmente por aquele homem viril e taludo, e depois deixar que ele me usasse! Eu quero usá-la... Pra mim, pra meu tio e também com a Katyusha... Mas mais ninguém! Nem a Millie! Esquentaria minha cama e ajudaria a destruí-la com prazer junto com meu tio e minha querida prima, minha doce Iowa? --- indagava Eva, acariciando o rosto de Iowa.

Iowa permanecia estática... Sua mente oscilava em devaneios perversos imaginado-se servil a Eva...

Ela deixou que as alças de sua camisola caíssem pelos ombros e despencassem por seus braços até que a roupa se deitasse completamente sobre seus pés... Abaixou a delicada calcinha rendada e preta que estava usando... Iowa ajoelhou-se na frente de Eva e segurou gentilmente uma de suas elegantes pernas, retirou-lhe a pantufa que usava e acariciou um de seus pés...

--- Como quer q’eu a chame? “Mestra Eva”? ---

--- Isso é algum deboche, Iowa? ---

--- De jeito nenhum! Eu sempre olhei os outros por cima... Eu achava que era prazeroso... Mas... Eu não consigo... Não consigo olhá-la por cima, Eva! Meu Deus! Ajoelhada aqui segurando seu pé... Merda... O meu corpo tá tremendo e isso é bom! Você me quer como seu brinquedo... Bosta... Eu quero! Eu quero que me use como seu brinquedo! Vai me ceder à sua prima e àquele homem delicioso! Meu Deus! Obrigada! Obrigada! Sou tão grata que não consigo me conter! Me diga... Me diga como eu devo chamá-la, meu amor! Mestra! Aaah... Me dirigir assim à você assim me delicia! Diga mestra Eva! Diga à essa cadela qual sua primeira ordem! ---

Eva observou-a, contendo se ímpeto... Mordiscou o lábio, pensativa... Decidiu arriscar então sua ordem...

--- Já que está na posição, Iowa... Isso é simples! Lamba o meu pé!! ---

Iowa deu um sorriso satisfeito... Acariciou com gosto o delicado pé de Eva e esfregou sua bochecha nele...

« SLIIIIP! HUUUMM... SLIIIP... SLIIIP... »

--- MAIS! Quero que lamba a sola de meu pé e chupe meu dedão!! --- ordenava Eva.

Fazendo sons indecentes; a menina lambia o pé da outra com ímpeto... Beijava e esfregava sua língua entre os dedos até que atendeu o principal desejo de Eva, enfiando seu dedão na boca.

« CHUUUUUUUP! »

--- Hu...Hu... HAHAHAHAHAHAHAHAHA... Isso! ISSO!! Ooooh... Que delícia!! Muito bem, minha adorável CADELA!!! --- exclamava Eva, extasiada. --- CHEGA! Levante-se! ---

Assim que se colocou de pé, Iowa foi agarrada por Eva, que lhe tascou um intenso beijo em sua boca... Ela levou uma das mãos à nádega, apertando-a intensamente.

--- « Sliiiip! » Huuum... Você fez direitinho! --- murmurou satisfeita. --- Imagino que esteja cheia de fogo... Quer q’eu te use? ---

--- Huuum... S-sim, mestra! --- respondeu Iowa, submissa.

--- Tô cheia de fome! Vamos primeiro tomar um belo café da manhã! Você vai sentá do meu lado... Escolha uma roupa bem vulgar! Eu sei que você tem uns shortinhos e blusas... Eu quero que se arrume como uma verdadeira puta! Tio Eric e Kathy estarão lá embaixo... Ignore as outras! Quero que eles te vejam e diga a eles que escolheu as roupas pensando em agradá-los! E tem uma coisa q’eu exijo que faça! ---

--- Diga, mestra! ---

« CHOOOP! »

--- HUUUNGH?! --- gemeu Iowa ao ter o ânus invadido por dois dedos dela.

--- Enfie aquela postura de “boa-moça” no cuzinho! « Sliiiip! » Se vai ser minha cachorra, quero que fale merda à vontade, ouviu? --- disse lambendo os dedos.

Eva deixou Iowa em seu quarto se arrumando... Ela tinha um sorriso sádico e satisfeito.

“--- Aaaah... Isso foi estimulante! Mal posso esperar pra fazer dessa vadia gato e sapato!! Obrigada, tio Eric! Mal posso esperar pra te agradecer devidamente! Huhuhu... Aaaah... Fiquei toda melada! Meu cu não vê a hora de engolir sua piróca!! Hahahahahaha... ---”

CONTINUA...

 


Notas Finais


Todos temos nosso lado sombrio... O problema é quando já caminhamos pela noite e nossas ações encobrem até mesmo a Lua.


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