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História My Distraction - Capítulo 10


Escrita por: e bea031205


Notas do Autor


Era pra ter saído antes, mas...
Fiquem com ele agora, meio tarde, porém fazer o que?🤷🏻‍♀️
💓
*INSPIRADA* na história da @Prettygirl_Me

Capítulo 10 - Capítulo 9


Lealdade...


1.
respeito aos princípios e regras que norteiam a honra e a probidade.

2.
fidelidade aos compromissos assumidos


Humanidade...


1.
conjunto de características específicas à natureza humana.
"a animalidade e a h. residem igualmente no homem"

2.
sentimento de bondade, benevolência, em relação aos semelhantes, ou de compaixão, piedade, em relação aos desfavorecidos.


Charllotte simplesmente não gostava te tomar decisões, principalmente aquela.
Sempre durante sua vida, por mais que fosse turbulenta e triste, ela sempre soube o valor da lealdade.
Ela era leal a comissão e somente a ela.
Mas agora tinha suas dúvidas.
Ela nunca tomava suas próprias decisões, não de algo tão grande assim.
Ela sempre siguia o caminho que lhe proporcionava a ela.
E agora tinha diante duas opções, uma sua total zona de conforto, e a outra era um buraco escuro.
Ela não sabia o que escolher.
Mas sem intenção, de alguma forma, já tinha escolhido um lado, ela só não sabia.
Podia seguir a missão que a empresa assassina e atemporal e mentirosa tinha dado a ela, ou seguir o estranho garoto que tinha que matar, e o ajudar a salvar a humanidade.
De um lado, uma organização que a acolheu, cuidou dela, lhe deu trabalho, uma casa e uma vida, que era boa, mas não feliz.
E do outro lado, Cinco, que havia salvado sua vida, que fazia se sentir feliz, e lhe trazia uma paz e confiança e sua presença lhe trazia estabilidade. E com ele percebeu que ainda restava humanidade nela própria.
É ela já tinha escolhido um lado.
E pra lá, por mais que colocasse sua vida em risco, ela não ligava.
Porque o garoto com cheiro de menta e café, era de alguma forma se porto seguro.


Five não dormiu naquela noite, muito menos fez algo de prestativo para acabar com a ameaça do fim do mundo.
Ele apenas ficou pensando, pensava em nada, mas ao mesmo tempo pensava em tudo.
Cinco observava a menina que dormia tranquilamente em sua cama.
Ele achava a menina um completo e absoluto mistério, mas ela lhe passava calma, e confiança.
Sentia que poderia compartilhar qualquer coisa com ela, e Lotte o entenderia, como ninguém nunca o conseguia entender.
Apesar do jeito silencioso, e ao mesmo tempo inrritante da garota o trazia paz e afeto.
Coisa que seu pai Reginald nunca havia dado a ele e nem dos seus irmãos, também nunca tinha ensinado a eles o que era esse sentimento, e também ele e os irmãos nunca aprenderam por si só.
Além do mais o menino, passou tanto tempo sem ter interações realmente humanas que até tinha se esquecido como era se sentir importante para alguém e esse alguém também acha-lo importante.
Também não entendia como a garota podia ser calma em um momento e no outro ser brava como um touro.
Em um momento parecia inabalável e no outro, desmoronava bem na frente dela.
Além de que parecia ser estranha, não sabia quase nada sobre ela, e àquilo o incomodava.
Ele não dormiu, então quando os primeiros raios de Sol saíram no céu, o menino foi até o banheiro.
Ele trocou o pijama da academia pelo uniforme que sempre costumava usar.
Ele procurou no armário da bancada, uma caixa de primeiro socorros.
Assim que achou, pegou a agulha e linha.
Ergueu a manga da camisa e começou costurar a o braço, onde uma bala o tinha atingido.
Quando terminou colocou um ban-aid de desenhos por cima.
Claro, que Charllotte faria um curativo muito melhor que ele, mas não queria ter que dizer a verdade do que o atingiu.
Ele saiu do banheiro com cuidado e colocou o manequim dentro da sacola verde militar.
Então saiu pela janela do quarto para descer pelas escadas laterais.
Ele descia até notar seu irmão Klaus na lata de lixo procurando algo.
– eu até ia perguntar o use tá fazendo Klaus- Cinco disse descendo as escadas- só que aí eu percebi que eu eu não ligo.
O número quatro o olhou.
– Aí, sabia que tem jeito mais fácil de sair de casa?- o homem disse risonho.
– Esse era o caminho com menos falatório- o menino disse colocando as mãos nos bolsos e começando a andar.- pelo menos era o que eu pensei.
– Ei cada a Charllotte?
– Dormindo- ele disse simplório.
– Ei, se não vai precisar de companhia hoje?- o homem disse com um cantio de bebidas prateado- eu posso sei lá, cancelar meus compromissos.
Cinco o olhou franzindo o cenho olhando com negação para o irmão.


– Parece que você já está bem ocupado- o garoto disse com um sorrisinho irônico, e com as mãos na alça da bolsa.
– Com isso?- o homem na lata de lixo começou a falar- não, não não, eu posso fazer isso a qualquer hora...eu só preciso...- ele entrou totalmente na lata e os barulhos de diversos objetos se colidindo poderam ser escutados- achar... Um negócio aqui...AH, achei graças a Deus!
Ele estava com uma rosquinha na mão, que estava pela metade.
Klaus a mordeu e balançou a cabeça, como se aquilo fosse a coisa mais gostosa que ele já tivesse comido, em toda a sua vida.
"Delicia" ele soltou enquanto mastigava o doce nojento.
– Eu cansei de bancar o seu vício- o ex-agente disse antes de se virar e voltar a andar.
– A qual é? Olha só talvez quisesse passar um tempo com o meu irmão- o homem disse e olhou pro lado- não, você não. Mi hermano!
Cinco continuava a ignorar o irmão, e decidiu ao ver uma van parada ali, decidiu usar ela para poder se camuflar, na hora de seu plano genial, que tinha em mente.
Se Charllotte estivesse ali, diria que aquilo era algo imprudente e pouco eficiente de se fazer, por isso deixou a menina dormir.
O homem da van se afastou e o Hargreeves tirou a mochila das costas e segurou na mão pela alça.
– Eu te amo!- Klaus ainda continuava gritando para o garoto- Até quando você não consegue amar a si mesmo!- visto que Five nunca o notaria, ele cuspiu os pedaços da rosquinha em sua boca para o chão.
O ex-agente colocou Dolores dentro da Van e entrou no banco do motorista, logo dando a partida para o automóvel andar.
E pisou fundo no acelerador, o dono não pode fazer nada a não ser ver o automotivo ser levado embora por um garoto de 13 anos.


[...]
Cinco tinha dirigido o caminho inteiro até o prédio da MARITECH, pensando se devia ter  trazido Lotte com sigo.
Se ele fizesse ou quisesse fazer algo imprudente a garota estaria ali, para poder conte-lo.
Mas na verdade a mente de Cinco só pensava em desculpas, para realmente dizer que precisava da garota ali, porque a presença dela acalmava o garoto, e ele se sentia bem e confortável perto de Charllotte.
Só não queria admitir isso por causa de seu grande ego.
Era tão grande, que nunca admitiria a si mesmo, que o abraço entre ele e Lotte tinha mexido com ele, de alguma forma que não sabia explicar.
Naquele momento, naquele abraço, ele queria permanecer por um bom tempo.
Estacionou a van do lado oposto da entrada da fábrica de próteses corporais.
E seus pensamentos logo se focaram, no doutor Lance, que andava com dois copos de café e olhava para os lados como se estivesse sendo perseguido o alago do tipo.
O homem entrou no prédio e assim o perdeu de seu campo de visão.
E então ele lembrou que Dolores ainda estava dentro da mala.
– Aí merda!- ele exclamou baixinho.E se apressou em abrir a bolsa- Oi- ele disse vendo o manequim que colocou ao seu lado no banco do passageiro.


Pra que são essas bebidas? Está bêbado?


Não eu não tô bêbado- o garoto se virou para o manequim, e logo voltou a olhar o prédio- é trabalho.


É sobre aquele olho?


É, é sobre a história do olhou- Five disse inrritado olhando para o manequim- Foi naquele lugar que fizeram- sua voz se acalmou- ou vão fazer...a gente só tem que esperar...


E a falsa da Charllotte? Onde ela tá?


– Dormindo. E ela não é falsa.


Qual, não sabe nada sobre ela e o que sabe, não quer dizer que seja mentira. Tem algo de errado, ela não é quem diz ser. E também só está defendendo ela, porque gosta dela. Pensa que eu não vi vocês dois de abracinhos.


Eu não gosto dela! E isso é ciúmes- ele disse olhando para Dolores que continuava na mesma posição. Claro, que estava, ela era um manequim.- Mas, em uma coisa tem razão Dolores...ela está mentindo.


•••


A cabeça de Charllotte estava explodindo, estava com uma dor de cabeça da quelas.
Ela se levantou atordoada, e olhou o ambiente ao seu redor.
Lotte se lembrava de ter conversado com Cinco a noite, mas não fazia ideia de como tinha ido parar na cama.
Ela se descobriu e colocou os pés no assoalho de madeira, que estava gelado.
Ela se levantou da cama esfregando os olhos.
Seus cabelos estavam soltos e paraciam ter virado uma bola de neve, de fios de cabelo.
Ela andou até o banheiro quase caindo no chão, ainda estava com sono, mas não podia se dar ao desleixo de dormir mais, por isso tratou de tentar se manter em pé.
Ela olhou seu péssimo reflexo no espelho.
E soltou um grunhido antes de começar a pentear os cabelos com os dedos.
Mas, parecia que só piorava o estado dele, ela decidiu ignorar isso.
Ela ligou a torneira e fez uma concha com as mãos jogando a água em seu rosto.
Ela o secou e em seguida saiu do banheiro e do quarto.
Ela tentou achar a cozinha da casa, mas nem conseguia achar a escada que descia ao 1 patamar da casa.
Demorou o que parecia uma eternidade, até conseguir chegar ao andar de baixo.
Ela escutou a vozes de uma conversa na cozinha e se aproximou dela.
Allison e Luther estavam sentados na mesa enorme da cozinha.
Enquanto a mãe robô deles(que na opinião de Charllotte era orripilante) estava no fogão fritando alguns ovos.
Os dois irmãos se olhavam cúmplices e se perguntavam por meio de olhares que falaria com a mãe primeiro.
A Hargreeves ao notar a menina ali lhe deu sorriso, a qual a agente retribuiu.
Lotte andou até a mesa e se sentiu nela também, só que na ponta dela, para não quebrar o contato visual que os dois de aparência mais velha tinham com a robô.
– Mãe- a voz grave de Luther soou- a gente quer fazer umas perguntas, sobre a noite que o papai morreu. Lembra de alguma coisa?
A "mulher" se virou com um sorriso no rosto.
Viu era macabro, estavam falando sobre a morte do pai deles e ela apenas sorria como se fosse algo estremamente feliz.
– É claro. Pôr do sol 7: 33 da noite. A lua era crescente. O jantar foi frango assado, arroz selvagem e...
Luther a interrompeu, não era aquilo que os dois queriam saber.
– Não...depois do jantar. No quarto dele. Foi lá ela vê-lo?
A mãe deles soltou um riso fraco pelo nariz.
– Eu não me lembro.
Ela então voltou a prestar atenção nos ovos que estavam na frigideira.
E recomeçou a cantarolar uma músiquinha que fez a mente de Charllotte viajar para uma lembrança que não queria ver, mas foi mais forte que ela...


24 de outubro de 1996
Condado de Oakland (Michigan)


Era de manhãzinha na cidade.
Os raios de Sol das 7AM, entravam pelas janelas da casa de tijolos.
Na cozinha uma mulher de cabelos castanhos presos em um coque cozinha no fogão, e cantarolava o som de uma musiquinha.
Os bacons friatavm na frigideira. Ela fazia o café da manhã das filhas, que logo já estavam descendo para irem para a escola.
A mulher colocou os pratos em cima da bancada da cozinha onde haviam dois banquinhos.
O marido da mulher já tinha ido trabalhar, e só voltaria a tarde.
Os passos pesados das duas meninas ecoavam pela casa.
Se podia ouvir os degraus de madeira rangerem, pelo peso que era colocado em si mesmos.
As duas crianças largaram as mochilas no sofá da sala e se sentaram já uniformizadas.
– Bom dia mamãe- as duas exclamaram juntas.
– Bom dia, minhas pequenas-  a mulher respondeu ainda sem retirar os olhos do fogão.
– Eu odeio ir para escola mamãe, o primeiro ano e muito chato.- a mais nova dizia choramingosa.
– Precisa ir para escola minha pequena, para não virar uma burra, como muitas pessoas que não queriam ir a escola.
– É Jane, aliás o primeiro ano é o mais fácil, quero só ver quando tiver a minha idade.- a mais velha disse para irmã, que fechou a cara
– Meu nome é Charllotte, Sab- a pequena pronunciou, inrritada, não gostava do nome do meio.
– Não gosta do nome Jane, pinpolha?- a mais velha disse enquanto montava os ovos e os bacons em forma de um rosto no prato que daria as meninas para o desejum.
– Eu só prefiro Charllotte- ela respondeu simplória.
– Vou te chamar do jeito que eu quiser pirralha- a irmã mais velha disse provancando a outra.
– Mãe!
– Sabrina, chame sua irmã do jeito que ela quiser ser chamada- ela caminhou com os pratos os colocando na frente das duas meninas.- agora comam. O café da manhã é a refeição mais importante do dia.
As duas sorriram para mãe, antes de atacarem a comida.


Atualmente


– Agora comam. O café da manhã é a refeição mais importante do dia.
Grace, "mãe" dos irmãos Hargreeves, disse a Allison e Luther, colocando na frente deles um prato com ovos e becons em forma de um rosto sorridente.
Como Charllotte sentia falta de sua mãe, e  como sentia.




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