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História My Distraction - Capítulo 13


Escrita por: e bea031205


Capítulo 13 - Capítulo 12


(2/3) nessa semana

Amar...

Uma coisa era ser atingida por uma bala, outra coisa era ser enforcada.

Se Charllotte fosse escolher uma das duas, com certeza ela preferiria a bala, na opinião dela doía bem menos do que não conseguir respirar.
Mas, no caso dela ela não pode escolher, porque tinha sofrido os dois acontecimentos.
Se lembrava de quando era mais nova e seu avô por parte de pai, lhe ensinou que a meneira mais fácil de lidar com a dor física, e pensar em uma dor emocional pior que a que sentia em seu corpo...

Fazenda Willians|Ottawa-Canadá

7 de outubro 1994

A pequena menina corria pelos campos, com sua pequena boneca de pano.
Ela levava a boneca acima de sua cabeça, a segurando com uma das mãos enquanto corria, ela pensava que sua boneca estava voando pelo vento que fazia ao correr.
A garotinha dava uma risada, enquanto se divertia. Adorava brincar e imaginar que o mundo era mágico, e que era feliz.
Se ela soubesse do que aconteceria, talvez nunca pensasse nisso.
Em um pequeno descuido tropeçou e uma pedra e caiu no chão com força.
Seu joelho sangrava e um corte profundo estava nele, ela começou a chorar por causa da dor que a ferida aberta, lhe causava.
A menina se levantou com dificuldade, e pegou a pequena boneca, que agora estava suja de terra.
A garota, chorava alto ao voltar para a casa de seus avós.
Assim que sua mãe lhe viu correu até a filha que derramava diversas lágrimas em seu pequeno rosto, de uma criança de cinco anos de idade.
– O que houve minha pequena? Olhe só o corte, que esta aqui, temos que limpar Querida- a mulher sorriu para a filha que ainda chorava.
Pegou na mão da pequena e quando iria levá-la para dentro, um homem de entorno de uns 59 anos de idade as parou.
– Deixe que eu cuide disso Selena, ela precisa aprender a ser forte, e eu vou ensinar- o homem disse inrritado olhando para a nora, que tentou argumentar mais seus marido a puxou de lá, antes de poder dizer qualquer coisa.
– Vamos Charllotte, pare de chorar e reclamar da dor, já tive machucados muito piores que esse e nunca chorei por nenhum.- o velho disse e a menina chorava mais.- aprendi com meu pai a anos atrás que a melhor forma de parar de pensar na dor física e sofrendo uma dor mentalmente pior.
Ele puxou a boneca das mãos da garota com força e pegou o seu isqueiro que sempre levava em seu bolso.
Ele logo o ligou e as chamas alaranjadas fizeram se presente na visão da menina, que olhou orrorizada para o que seu próprio avó estava prestes a fazer, se esquecendo totalmente do machucado enorme em seu joelho esquerdo.
– Não vovô! Por favor não!- ela implorava para o avô, que apenas a ignorou e colocou o fogo na boneca que logo começou a queimar.
A menina chorava ao ver a boneca virar cinzas e cair na grama no jardim, não importava mais se seu joelho estava machucado ou não, a pior coisa era ver a preferida e única boneca se desfazer em passe de mágica.
Foi aí que ela nunca mais desejou ter bonecas.
– É assim que se cria resistência- o velho disse antes de sair, deixando a menina observando o pó e pequenos retalhos queimados de sua boneca.

Atualmente

Seu avô, não era a melhor pessoa do mundo, muito menos, seu avô.
De alguma forma, depois daquele dia, a Gillis nunca mais gostou dele, sempre tentava ela aprender a se defender.
Na época, Charllotte não gostava daquilo, não queria aprender a lutar, muito menos como se usar uma arma, mas agora, ela pensava que se nunca soubesse as coisas que seu avô a tinha ensinado, certamente ela estaria morta.
A agente por um lado não tinha ideia de onde estava, muito menos conseguia pensar direito.
Sua cabeça rodava fortemente, era como se tivesse levado uma pancada, e talvez tivesse, Charllotte não sabia o que tinha acontecido enquanto estava consciente.
Ela também não sabia a quanto tempo z tinha sido amarrada na cadeira, mas sentai que seus braços já doíam por conta de ficar nessa mesma posição durante muito tempo.
Lotte sabia exatamente como se livrar das cordas que a aprendiam, mas o que iria fazer depois?
Lutar contra os dois mascarados? Não tinha força para isso, sem contar Klaus que estava ao seu lado, na mesma situação que a menina.
Ela tentava manter a calma, tinha que pensar, mas não conseguia, precisava dos remédios.
Mas eles não estavam lá, não estavam com ela.
Lotte sentiu sua respiração ficar pesada, nunca saia sem os remédios, nunca.
E agora estava ali, a ponto de 0erder o controle, de sua própria mente, e não podia  fazer nada para parar o sentimento que se aflorava por todo o seu corpo.
O mesmo tremia, quem a visse pensaria que era porque tinha sido sequestrado por malucos que usavam máscaras engraçadas.
Mas, não era.
Ela não tinha medo do que poderiam fazer com ela, tinha medo dos eu podia fazer consigo mesma.
Seus lábios rosados, agora escorriam o vermelho carmesim, sangue.
Ela não se sentia apenas proucupada por estar sem seus remédios, também estava pelo o número quatro que estava ao seu lado, sendo enforcado pela mulher de máscara rosa.
Ela se perguntou enquanto ainda conseguia raciocinar direito, se parecia tão cruel quando matava as pessoas.
Esperava que não, porque por uma fração de segundos, teve medo de morrer.
Ela se assustou com seu próprio pensamento.
Em toda a sua vida, nunca teve medo de não respirar mais, de seu coração parar de bater.
Porque não havia um significado existem para quer fazer ela viver, e agora tinha.
Cinco era esse motivo.
Reprendeu, o que sentia.
Podia mesmo gostar dele? Talvez o ama- ló?
Ou apenas estava se confundindo como a anos atrás, quando pensou que tinha sentindo esse sentimento.
Só, que dessa vez, era diferente, e não sabia explicar.
Apenas, sentia que gostava de Five.
Apesar do seu jeito inrritado, mal humorado, sentimental, ranzinza e com aqueles olhos verdes extramente viciantes... Ou aquele sorriso carregado de sarcasmo em seu rosto, encantador.
A Gillis respirou fundo.
Não. Não podia gostar do ex-agente, sua única missão era matar ele e voltar para sua vida, esquecendo totalmente que um dia conheceu o garoto, mesmo sabendo que seria difícil esquecer uma pessoa como Cinco.
Ela apenas respirou fundo tentando controlar, cada batida do seu coração batendo rapidamente, tanto pela falta de seus remédios, quanto a falta do ex-agente, talvez se tivesse ido a trás dele, não estaria naquela situação, que se encontrava agora.
– Não para...eu vou...gozar!- Klaus tentava falar, enquanto a mulher segurava fortemente a corda de aço em seu pescoço.
De repente Charllotte pode ver o número quatro fazer o que disse que faria.
Ela queria dar risada, mas não tinha condições para aquilo.
Mas, mesmo assim, sua mente se perguntava como ele podia sentir prazer com aquilo, certamente Klaus tinha um certo problema, em levar as coisas a sério.
Lotte viu os dois se afastarem suspirando ao ver que nada adiantou para fazer o homem ao seu lado falar.
– Nada, melhor do que uma seção de estrangulamento, pra fazer o sangue correr não é verdade?- Klaus disse e depois começou a rir amargamente, mas ao mesmo tempo com ironia.
A garota as vezes queria ser igual a ele, não que ficar dopada e chapada, você seu sonho e objetivo de vida, é só que, ele sempre levava as coisas na boa, na brincadeira, como se não se importasse.
A Gillis queria aquilo. Controle, sobre o seus sentimentos.
Por Deus, ela sempre fora sentimental, e descontrolada mentalmente, sem seus remédios, ela tinha problemas em manter suas emoções controladas, agora o Hargreeves, fazia parecer tão fácil.
– Qual é a graça imbecil?- a voz de um homem se fez presente, depois seus passos até Klaus e o som do tapa que desferiu contra o mesmo.
– É...assim pra começar- número quatro começou a dizer e deu uma pequna pausa- vocês passaram as últimas 10 horas me enchendo de porrada e também, a menina do meu lado- ele continuou, o que dizia era verdade, tirando o fato, de que só tinham batido nela, umas duas vezes, com força o bastante apenas para cortarem o lábio dela, que sangrava- e aí... não descobriram nada- ele voltou a rir, como se lhe contassem uma piada engraçada. O homem que os turturava suspirou e o som de seu peso sendo jogado na cama, se fez presente no quarto onde estavam.- É que... ninguém nunca conta nada pra mim, essa é a verdade, eu só a única pessoa naquela casa que pode sumir e ninguém vai sentir a menor falta. Sequestraram a pessoa errada seus otários- ele disse e riu, dessa vez de verdade.
Um tapa foi transferido na sua cabeça, mas ele não parou de rir por nada.
A agente por um alguns segundos, pensou se o homem amarrado ao seu lado, se sentia excluído e triste, por causa de sua família.
Porém, ela se lembrou que todos eles, põe mais que alguns não demonstrassem, se sentiam solitários e tristes
Foi aí que ela percebeu, em algum momento, todos nos sentimos, tristes e solitários.
Charllotte, sabia como era se sentir assim.
Durante grande parte de sua vida, não recebeu afeto, carinho ou algo do tipo.
Ela se sentiu triste e infeliz, ainda mais quando sua vida mudou radicalmente, e teve que aprender a se virar sozinha.
Triste e solitária.
Viveu assim por muitos anos, não queria admitir, mais ainda sentia esses sentimentos.
Mas, com Cinco não... não com ele.
Droga!
Por mais que tentasse seus pensamentos sempre vagariam para o garoto de olhos verdes.
Sempre.
Se perguntou se nesse momento o que ele estaria fazendo.
Talvez, ainda olhando o prédio e conversando com sua esposa manequim chamada Dolores.
Ou, tomando uma xícara de café, ao lado da boneca.
Por Deus, como pode se apaixonar por uma boneca? Ela achava que Five era mais doido e pirado ainda ao descobrir que Dolores era um manequim de uma loja qualquer.
O que ele tinha visto naquele pedaço de plástico?
Ela arregalou os olhos ao chegar em uma conclusão.
Charllotte estava com ciúmes de um manequim. De um manequim!
Ela chacoalhou a cabeça um pouco, para poder enviar esses estranhos pensamentos e conclusões para longe e tentou se focar no problema que tinha agora.
Ela e Klaus amarrados em uma cadeira, enquanto dois sujeitos com armas e bem treinados, torturavam Klaus em busca de informações sobre o ex-agente.
Aquele pirralho, era mesmo um ímã para problemas.
– Vamos afogar ele- a mulher disse se levantando.
A garota, não sabia o que fazer.
Iriam matar Klaus.
Ela não pensou bem e ao ver a mulher colocando um pano sobre o rosto do Hargreeves.
Ela tentou gritar em protesto, mas sua boca estava tampada por um pano, por isso apenas grunidos saíram dela.
O que não adiantou em nada, porque o outro homem no quarto, como uma jarra, jogou a água na face de Klaus.
Lotte não se importou e se pós a chorar.
Seus soluços foram abafados pelo pano, mas as lágrimas saíam de seus olhos como uma cachoeira em seu rosto.
Não.  Não podiam matar Klaus, ele não podia morrer.
De alguma forma, em pouco tempo, o homem era importante para a garota, ele não podia morrer.
Não podia.
Ela não podia perder, mas pessoas importantes para ela, já tinha perdido quase todas... Não podia perder mais uma.
Mas ela parou de tremer e chorar, ao ver que Klaus não se afogava.
O céus, ele não podia morrer?
Extraordinário!
Quando pensou que os poderes dos irmãos Hargreeves não podiam surprende-la mais...bum,descobria isso.
A água parou de cair, e a mulher retirou o pano branco e ensanguentado, da face de Klaus, que tentou beber o líquido transparente que caia do pano.
Os dois saíram de perto, e emanavam um sentimento de descontentamento.
– Era o que eu precisava.
– A para com isso!- dessa vez que pronunciou sua voz no ambiente, foi o de máscara azul.
Ele parecia estar com raiva, é claro que estaria, era compriensivel. Haviam sequestrado um cara, que não dizia nada do que queriam e também não podia morrer.
O número quatro arrotou antes de falar.
– Eu tava seco- ele deu uma pequena risada- valeu. Valeu.
Os dois estranhos se afastaram indo para o banheiro.
Charllotte olhou para o homem ao seu lado, que a olhou e deu um sorriso, o que fez a menina balançar a cabeça em negação.
– A cara, assim não dá! O quê que tem de errado com esse cara- o homem exclamou inrritadiço.
– É uma aberração que nem o irmão dele- desse vez se fez presente a voz da mulher de máscara rosada.
– Você quer dizer, que nem todos daquela casa- o homem continuou e o barulho da água saindo da torneira se fez presente em seguida.- é só mais um exemplo da diretoria, ferrando o trabalhador!
– A qual é de novo não- a mulher agora estava inrritada com seu parceiro, que reclamava de tudo.
– Diviam ter avisado a gente que não seria uma missão comum...e o nosso adicional de periculosidade
– Para a gente vai dar um jeito e passar para o próximo, como a gente sempre faz- a mulher disse em uma tentativa de acalmar o homem, que na opinião de Charllotte era bem sentimental.- Lembra do cara de Trinidad? A gente mandou ver com aquele cara por uns dois dias e duas noites.
– Como é que eu ia esquecer de Trinidad?- a voz do homem agora estava mais calma e controlada.
Mas, a Gillis não se importava com isso, não importava se o de máscara azul, estava inrritado ou calmo.
Ela apenas estava juntando pequenas peças do que ele falava.
Diretoria.
Missão.
Por Deus!
Eles eram da comissão, os dois vieram atrás de Cinco.
Lotte ficou confusa, se ela estava nessa missão, os dois também e aqueles homens que morreram...porque todos eles estavam atrás do ex-agente?
Certo, o Hargreeves era realmente perigoso e parecia ser uma missão impossível mata-lo, mas isso só provava que Cinco queria salvar o mundo, enquanto a empresa assassina e atemporal, tentava impedi-lo.
O que ela faria agora?
Charllotte já sabia a resposta, a partir daquele momento, a menina teve certeza, estava absolutamente e totalmente do lado de Five.
Por mais que ele fosse grosso e totalmente estressado, não havia mentido para ela em nenhum momento e também, de uma forma ou outra ela sabia que não queria matar o menino.
A Gillis agora tinha certeza, deixaria a comissão
– Isso meu garoto, vamos nessa.- a mulher disse e os passos da mulher saíram do banheiro.
– É isso aí Hazel, você consegue- e em seguida os do homem.
Tinha certeza de que lado estava a partir de agora, o único problema é que ela não tinha ideia de como iria sair daquela situação.





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