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História My Distraction - Capítulo 14


Escrita por: e bea031205


Capítulo 14 - Capítulo 13


(3/3) nessa semana

Saudades...

1.
sentimento melancólico devido ao afastamento de uma pessoa, uma coisa ou um lugar, ou à ausência de experiências prazerosas já vividas (freq. us. tb. no pl.).
"s. de uma amiga"

Cinco podia dizer que em anos sozinho e com uma saudade enorme de todos os seus irmãos, nunca tinha sentindo tanta saudades de alguém como a de Charllotte.
Talvez pelo seu jeito mandão, ou a maneira como sempre tentava se manter calma nas situações difíceis, ou porque ela confiou nele o bastante para desabar em sua frente, ou também por sua beleza, seu sorriso, sua força de vontade...
Ele pensava que agora que a conhecia precisava dela, como um tipo de apoio esquisito...uma âncora.
Five então percebeu que agora tinha mais um significado para salvar o mundo, tinha que salva-lo, para que ela pudesse viver.
Lotte era importante para ele, e o Hargreeves não poderia viver sabendo que Charllotte não existia.
Por mais que soubesse que ela mentia sobre algo, sobre ela. Porém não importava, não deixaria de confiar nela.
O ex-agente, sempre teve problemas em confiar nas pessoas, mas com ela, foi tudo tão fácil e tão rápido.
Charllotte tinha mexido com ele, de uma forma que ninguém nunca mexeu.
Cinco, enquanto observava o doutor Lance passeando com seu cachorro, o garoto desejava que a Gillis estivesse ali com ele, por mais que ela tagarelasee que o garoto estava paranóico e que divia procurar outra coisa que causasse o fim do mundo.
Devia ter trazido ela com ele, mas a garota estava tão sonolenta e cansada, que decidiu deixá-la para trás.
Pelo menos sabia que a menina estava bem, Luther havia dito a ele, e por isso ficou um pouco aliviado, mas sem deixar a pulga atrás da orelha: onde estava a família dela? E por que Charllotte nunca dizia nada sobre ela?
Five gastaria todo o seu tempo pensando em Lotte, se não fosse pelo doutor Lance, que abria a porta de trás de seu carro azul, para poder colocar seu animal de estimação no banco, em seguida abriu a porta do banco do motorista, e colocou o cinto.
Nesse momento o Hargreeves se teletransportou para dentro do carro e pegou sua pequena faca, colocando no pescoço do homem, que se assustou ao vê-lo ali.
– aí meu Deus- o homem exclamou olhando para o garoto.
– Uma chance é o que você tem- cinco disse inrritado para o homem- uma chance! Pra me dizer exatamente o quê que tá acontecendo no laboratório.
– E-Eu- doutor Lance disse gaguejando com medo de Five, que mantinha a faca no pescoço dele- Eu fabrico próteses pra pacientes falsos. Eu mando as faturas para empresas de seguro e as vendo no mercado negro...- Cinco o interrompeu, não era qualquer tipo de prótese que precisava saber, e sim de um certo olhou de vidro.
– Até próteses oculares?
– São as que mais vendem- o mais velho disse sincero- eles vendem que nem água...E-Eu- tenho uma lista de espera, com uns vinte compradores.
O ex-agente ficou feliz com a informação, mesmo não demonstrando nenhum sorriso no rosto.
– E aquele com o número de série que eu te dei?- o Hargreeves perguntou e logo o homem respondeu, ainda gaguejando.
– J-ja ,devem ter comprado, é-é tudo feito em segredo.
– Eu preciso dessa lista Lance- o menino pronunciou no automóvel- nomes e telefones. E eu preciso agora!
– Não tá comigo. Qu-Quero dizer, não tá aqui, a única cópia tá no cofre dentro do laboratório- o doutor continuou falando, ainda com medo de ter seu pescoço cortado por um garotinho de 13 anos de idade.
– Tá, então liga o carro- Cinco disse dando um sorriso ladino em seu rosto. - Porque a gente vai dar um passeio.
Ele se afastou um pouco do homem, porém continuou com a lâmina apontada para o doutor Lance.
O mesmo meio desajeitado e ainda tremendo de medo, ligou o carro, quando o menino pronunciou um "agora" inrritado.

(...)

Charllotte se perguntava quando aqueles dois idiotas da comissão soltariam ela e Klaus.
Se perguntava também, se aqueles eram os únicos bons agentes que a gestora havia encontrado para matar Cinco, porque até esse momento, só tinham destroçado o rosto do Hargreeves e fizeram um pequeno corte no lábio inferior da menina.
Ela também tentava entender o por que, da empresa terem mandado mais dois agentes para a mesma missão que ela, sendo que Lotte já estava atrás do ex-agente.
Pensava também, que a gestora não havia avisado os dois otários que ela estava na missão, porque caso o contrário ela ainda não estaria amarrada e com a boca tampada.
Klaus ao seu lado falava com o nada, e a Gillis logo percebeu que talvez, ele estivesse falando com seu irmão falecido, chamado Ben.
– Acho que você não tá batendo forte o bastante– o homem disse enquanto mastigava alguma coisa.
Os dois estavam do outro lado do quarto de hotel.
Ela escutou o som de indignação com a fala do parceiro.
– Eu? É você que tá com essa tala ortopédica ridícula- a mulher respondeu ainda com o tom de indignação em sua voz.
– Eu já falei sobre isso, é pra dar suporte- o homem respondeu e depois voltou a comer, sei lá o que.
Lotte sentiu sua barriga roncar ao pensar em comer, a quanto tempo não comia nada?
Nem ela sabia mais.
Porém, já estava acostumada, quando era mais nova, por um tempo teve que ficar sem comer, até eles chegarem e a resgatarem.
Ela virou a cabeça para Klaus que parecia tentar ignorar, algo e parecia também estar com dor.
O homem depois virou a cabeça olhando para o chão, e depois voltou a olhar para a frente.
A Gillis estranhava um pouco Klaus, quando ele olhava para o nada, como se uma pessoa estivesse ali, mas aliás ele era um Hargreeves. Quem era normal nessa família de problemáticos com poderes de super heróis?
– Eu sei lá...- a voz de Klaus pode ser escutada por Lotte. O homem concerteza não falava com ela.- eu tô ficando maluco- ele grunhiu- essa piranha não cala a boca.
A agente desejou por um momento que ele calasse a boca, porque se não o dariam uma bela sessão de porrada.
– Ei!- o de máscara azul exclamou o repreendendo por causa do tom e palavreado- olha o tom em! Quê que eu falei sobre olhar para trás?- ele gritou.
Klaus respirava com dificuldade e Charllotte sabia o que era aquilo, abstinência.
Klaus estava sem usar suas drogas por muito tempo, e como já era viciado, precisava delas, como Lotte precisava de seu remédio, que estava dentro de seu casaco no quarto de Cinco, na mansão dos Hargreeves.
A Gillis, nunca tinha usado drogas e nem queria, porém sabia o que estava acontecendo com o homem ao seu lado.
Torcia para que Klaus fosse forte o bastante para aguentar.
– A gente tá fazendo do jeito errado- a mulher disse falando para o seu parceiro- lembra da sessão 76 item A, do manual?- Charllotte se lembrava, e muito bem. Ela lembrava de ter lido e relido o manual diversas vezes, que se a perguntassem saberia responder qualquer pergunta sobre ele.
– Como assim eu nem lembro o que eu tomei no café- o de máscara azul disse como se não ligasse para a baboseira do livro da comissão.
Se era isso que chamavam de melhores agentes, ela nem queria saber quais eram os piores.
– Abre aspas: " A tortura é mais eficiente, quando se conhece quem está torturando "- ela disse- pega o casaco.
Então os passos pesados do grandalhão bateram sobre o piso, logo se aproximando da menina e do Hargreeves.
A mulher veio atrás e logo os dois estavam na frente de Charllotte e Klaus.
– Ou ou o quê você vai fazer?- o número 4 perguntou proucupado ao ver a de máscara rosa mechendo em seu casaco.
– Vamos ver- ela disse ignorando o mesmo.
– Ou isso aí é meu, são meus pertences- Klaus continuou dizendo, e a mulher apenas o ignorava continuando a fusar nós bolsos da roupa.
Ela logo tirou um saquinho de dentro, e Charllotte sabia muito bem o que era aquilo.
Drogas.
A Gillis revirou os olhos, por Deus, como Klaus conseguia comprar tantas drogas sem ter dinheiro?
– Olha o que temos aqui.
– Passa para cá, deixa eu ver isso aqui- o de azul disse enquanto fazia um movimento esquisito com as mãos.
– Não, não não. Toma cuidado com isso aí, tá?- o Hargreeves disse bem preocupado, de um jeito que a menina nunca tinha visto ele antes. Aqueles comprimidos destruidores de vida, eram mesmo importantes para o homem ao seu lado- eu...eu tenho asma. Esse é o meu remédio.
– Ah, agora começamos a nós comunicar- o grandão disse e depois jogou o pacote no chão, os pisotiando, com seus sapatos enormes.
Lotte olhava a cena de incrédula.
Como àqueles dois bobões pensavam, que aquilo era remédio para asma, era só olhar para a cara de Klaus para saber que ele era um drogado e os comprimidos eram drogas.
Ela dizia e repetia, se aqueles eram os melhores agentes da comissão depois dela e de Cinco, a empresa estava perdida, totalmente perdida.
Ela também balançou a cabeça em negação.
– Não! Não! Pera aí, pera aí, calma! A gente pode conversar, nós somos adultos- Klaus dizia desesperado, para que os dois agentes não destruíssem mais as suas queridas e amigas drogas.
– Ah tá legal. Quer mais?- o homem jogou novamente outro pacote do conteúdo ilegal no chão, pisoteado novamente.
– Não! Não! Não!
O homem ao lado de Charllotte, mesmo amarrado conseguiu fazer a cadeira bater no chão, diversas vezes fazendo um barulho estrondoso.
Com isso, logo a mente de Lotte se relembrou de uma lembrança de anos atrás.
Ela tentou afastar as memórias, mas elas tentavam voltar e logo a menina começou a lembrar.

17 de outubro de 1978

Nova Jersey- Estados Unidos da América

A menina de 16 anos andava na sala de estar que havia na casa.
Em suas mãos, por mais que não pudesse beber, tinha uma taça de vinho tinto seco, que havia pegado da adega da casa.
Ela andava de um lado para o outro, esperando que o homem, que estava preso em uma cadeira no andar de cima, acabasse de chorar e tentar gritar pedindo ajuda.
Por um lado, a morena estava nervosa, aliás era sua primeira missão, e queria que ela fosse executada com perfeição.
Não podia deixar rastros que ela quem tinha matado o cientista lá em cima.
Por outro lado, estava confiante, não tinha medo e sentia que estava preparada para qualquer trabalho que a empresa podia dar a ela.
Quando parou de ouvir o barulho da cadeira batendo no chão de madeira de mogno, do andar de cima.
A menina andou até a escada e começou a subir devagar, ainda bebiricando o vinho em seu copo.
Assim que chegou, andou até o quarto, onde o homem de entorno de 40 anos de idade, estava amarrado em sua cadeira com a boca tampada por um pano.
Sem filhos, sem esposa...sem família.
Era um alvo fácil, muito fácil.
Sua primeira missão ocorreria com perfeição.
Sem medo.
Ela jogou a taça de vinho, que agora estava sem nenhuma bebida, no chão.
Os pedaços se espatifarão no chão.
Ela sacou a sua arma que estava presa em sua calça, e logo a mirou no homem a sua frente.
Que ao ver o que ela iria fazer, começou a bater novamente a cadeira no chão diversas vezes, provocando um barulho ensurdecedor e inrritante nós ouvidos da menina.
Para fazê-lo parar com aquilo, destravou a arma e logo seu dedo foi parar no gatilho.
Sem temer o puxou.
O barulho estrondoso do tiro se fez presente no ambiente, e logo o barulho da cadeira cessou.
A garota andou até a homem, para saber se realmente tinha o matado.
Ela sorriu ao ver que sim, colocou a arma novamente na calça, a prendendo lá.
A de olhos verdes, logo saiu do quarto e logo começou a descer pelas escadas.
Assim que chegou ao andar de baixo, viu uma senhora que segurava a maleta da comissão.
Ao ver a idosa, a menina se assustou, ela parecia tanto a sua avó... é claro só que mais velha.
A senhora logo a apontou um dedo, e a expressão aterrorizada se fez presente nas feições da mais velha.
– V-você, matou ele. Sua menina malcriada!
Exatamente o que sua vó diria a ela, se ainda estivesse viva.
Tremendo a garota puxou a arma novamente a apontando para a velhinha.
– Sinto muito, mesmo. Eu não queria te matar, mas é você ou eu- assim ela puxou aquele gatilho mais uma vez.
O estrondo logo se fez presente novamente na casa.
Com pequenas lágrimas se formando, colocou a arma onde ela estava e correu para pegar a maleta das mãos sem vida da senhora.
A morena olhou mais uma vez para a velha no chão, antes de abrir a maleta e desaparecer.
A senhora era apenas uma inocente.
Na hora errada e no lugar errado.

Atualmente

Charllotte por poucos segundos se esqueceu da situação que estava, e ainda com seus olhos verdes querendo soltar lágrimas, voltou a prestar atenção no que acontecia, sem se esquecer da lembrança de que em momentos antes ela relembrava.
– Olha eu posso te dar dinheiro. Uma prostituta amputada, o que você quiser. Mas para por favor, me escuta- Klaus tentava fazer os dois pararem de acabar com suas drogas. Mas, a agente sabia que só iriam parar quando, o Hargreeves dissesse onde Cinco estava. O de máscara azul, logo pegou uma droga em forma de chocolate, e logo a abriu, pensando que era mesmo a substância açucarada.
– Uhh, chocolatinho Hum- o homem grandão disse logo colocando um pedaço na boca.
A Gillis queria rir, mesmo ainda chorando um pouco.
Como aquele idiota podia pensar que aquilo era chocolate?
Klaus continuava murmurando diversos "nãos" sem parar.
– Que um tasco? - o de azul disse para a parceira que logo pegou a barra, comendo um pedaço da droga.
– Só depois que eles estiverem bem doidões- Charllotte escutou Klaus murmurar ao seu lado.
– Tudo isso pode ser seu se você nos contar tudinho pra gente - a de rosa disse chacoalhando a embalagem na frente dos olhos de Klaus.
A Gillis desejava, para que ele fosse forte e não contasse nada para os dois.
Mas, tinha certeza que o homem contaria.
Dito e feito, o Hargreeves abriu o bico.
– Tá bom, tá- ele disse tentando não olhar para o "chocolate"- tá eu não sei, onde o Cinco tá...eu não estava mentindo em relação a isso, mas posso dizer qu-que ele não tá falando coisa com coisa, dês de que ele voltou- Charllotte apenas fechou os olhos, rezando para que se os dois fossem atrás de Five, que ele ficasse bem... não podia pensar em ver o garoto morrendo.
– Fala mais- o de azul pronunciou com curiosidade na voz.
– É é ele tá agindo que nem um...um lunático- Klaus continuou falando- ele fica sentado o dia inteiro em uma van olhando para um laboratório, ou sei lá o que, procurando pelo dono de um olho postiço.
– Não faz o menor sentindo- o grandão disse e o número quatro pareceu desesperado.
– Pera aí, só um minuto- a mulher cortou o parceiro- fala mais sobre esse olho e por que é tão importante.- de rosa disse andando e se apoiando na cômoda, para poder ver o homem melhor.
– Ele-ele falou que esse olho tem alguma coisa a ver com o fim dos tempos, ou alguma coisa assim.
Os dois agentes se entrolharam e a menina sabia, Klaus havia entregado o plano de Cinco e o próprio garoto.
Charllotte apenas fechou os olhos apertando os mesmos, e pensava apenas uma coisa, se marasem Five, ela mesmo mataria Klaus.

– Viu, no final nem precisamos da garota- a de rosa falou.




Notas Finais


Aí mano, tá muito chegando a parte em que o Cinco descobre que a Charllotte é da comissão 🤗😬


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