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História My Distraction - Capítulo 15


Escrita por: e bea031205


Notas do Autor


Gente desculpa a demora 😬
Nós duas estamos cheias de coisas para fazer, mas vamos tentar postar para vocês, só sem um pouquinho de paciência pra nós duas👌
É isso e bom capítulo ♥️

Capítulo 15 - Capítulo 14


(1/3)

Claustrofobia...

PSICOPATOLOGIA
medo mórbido de permanecer em espaços fechados.

Se tinha uma coisa que Charllotte tinha medo era de lugares pequenos e fechados, tinha desenvolvido medo deles, dês de quando era uma criança de 10 anos assustada.
Sempre que fazia algo errado, era trancada no pequeno armário de vassouras que a casa tinha, e dês de então passou a desenvolver medo de lugares assim.
Podia sentir o medo e nervosismo se aflorarem de sua pele branca pálida, ao lembrar das lembranças da casa da senhora onde morou, e do orfanato, onde permaneceu por 3 anos.
Podia ver e sentir...

13 de setembro de 2000

Boston-Estados Unidos

– Tem que aprender a se comportar garota, trabalhamos aqui só pra te alimentar, não para aturar você! - a senhora dizia com raiva, enquanto apertava o braço da garota fortemente ao descer as escadas- e da próxima vez, que insultar uma de suas colegas, vai ser punida severamente. Entendeu Charllotte?- a senhora disse enquanto arrastava a menina, pelos grandes corredores do orfanato.
– Mas, Sra....- a menina tentou protestar chorando, porém não pode terminar sua fala, pois recebeu uma bofetada do lado esquerdo do rosto.
A velha segurou seu braço com mais força ainda, o que concerteza deixaria uma marca bem roxa.
– Eu não quero ouvir suas desculpas esfarrapadas. Eu perguntei se entendeu! Você entendeu?!- a senhora disse olhando para a garota que assentiu dizendo.
– Sim, Sra. Arvin, eu entendi.
– Ótimo- as duas voltaram a andar, com a mais velha ainda segurando o braço da morena com força.
Quando as duas pararam a frente de uma porta, a qual a menina conhecia bem, a senhora a abriu com uma das chaves que tinha, e logo lançou a menina lá dentro, que caiu com força no chão de madeira.
Podia se ver as pequenas farpas que entraram em seu joelho, mas a mais velha não se importava com isso.
– 15 horas. E sem jantar!- a senhora logo fechou a porta com força, a trancando deixando a pequena garota no escuro e com medo.
Assim que a porta se fechou a menina correu até ela, batendo na porta.
– Sra. Arvin! Por favor, me tira daqui!
Ela gritava, mas sabia que era em vão, sabia que não a tirariam dali, até o tempo acabar.
E o pior, nem tinha ofendido a tal menina, porém no final era sempre ela que saia prejudicada mesmo.
A menina virou o corpo, escorando suas costas na porta, logo escorregando pela mesma.
Colocou a cabeça no meio dos joelhos e se pois a chorar.
Tinha medo de lugares escuros, e logo começou a temer lugares fechados.

Atualmente

Não sabia o que era pior, ficar presa em um armário, ou ficar presa com Klaus.
Não que ele não fosse legal, pelo contrário de todos os irmãos Hargreeves, ele era o que mais salvava aquela família.
Mas, ele simplesmente agia como louco, resmungava para o lado, como se realmente tivesse alguém ali.
Charllotte, sentiu sua cabeça rodar e os resmungos do homem ao seu lado não passaram apenas de um barulho distante.
Em seguida, o corpo preso de Lotte escorregou pelo armário, batendo a cabeça no fundo do armário, e depois vendo o preto em sua visão.

(...)

Cinco puxava o doutor pelo braço.
Por fora tinha a mesma expressão de sempre, sua carranca costumeira.
Por dentro, estava feliz e animada, por um momento quis abraçar Charllotte de felicidade, finalmente descobriria quem era o dono do maldito olho, ele salvaria o mundo, seus irmãos e Lotte. Porém lembrou que a menina não estava ali, e logo pensou que devia ter trazido ela com ele.
Five e o doutor Lance, andavam pela rua, em frente ao prédio de próteses corporais.
Foi aí que percebeu a fumaça que o local exalava, o ex-agente correu para a entrada, com se sua vida dependence daquilo e realmente dependia.
Ao ver o prédio em chamas Cinco sentiu a desesperança em seu corpo, e aquele sentimento era costumeiro para Cinco, só que dessa vez era pior e mais forte.
O prédio explodiu e logo o moreno de aparência de 13 anos, foi jogado para longe pela explosão.
O menino atordoada pelo impacto em que tinha caído no chão, se levantou com dificuldade, seu corpo inteiro doía.
Assim que se sentou, pode ver o prédio em ruínas, e sua esperança de deter o apocalipse, em ruínas também.
Era a única chance que tinha, a única.
O ex-agente continuou a olhar o prédio sua face adquirindo uma expressão, desesperançada.
Ainda não podia acreditar.

(...)

Charllotte abriu os olhos devagar, sentindo uma dor imensa na cabeça.
Ela odiava ter dor de cabeça, não conseguia pensar em nada quando estava nesse estado.
Klaus ao seu lado grunhia alto, mas a fita em sua boca não deixava seus gritos saírem tão alto, quanto ele queria.
Lotte então percebeu o porquê de ele estar gritando com um doido, do lado de fora do pequeno armário, podia se escutar o som do aspirador de pó.
Com certeza, uma das moças de limpeza limpavam o quarto, e o Hargreeves tentava chamar a atenção da mesma, mas parecia que não funcionava, a mulher certamente devia estar usando fones de ouvido.
Charllotte queria gritar e ajudar Klaus, mas sua voz simplesmente não saia, assim como se se mechesse todo os seu corpo doeria.
Seu braço esquerdo, ainda tinha o buraco da bala aberto e doía como nunca, sentia que a qualquer momento desmaiaria de dor novamente.
Seria assim que morreria?
Trancada em um armário, presa com um homem em abstinência, com o braço cortada e sangrando por causa de um tiro?
Seria assim que Charllotte Gillis morreria?
Não, não podia ser assim.
Ou poderia?
A menina simplesmente não sabia, só sabia que não queria morrer, não queria.
Durante todos os mais de 30 anão trabalhando na empresa, matando pessoas e arriscado sua própria vida, nunca teve medo de morrer.
Nunca. Não importava para ela se morreria ou não...mas, agora...tinha medo de morrer, muito medo, podia até se dizer que estava apavorada.
Klaus continuava a gritar, mas o barulho do aspirador não parou por um segundo.
Ele então simplesmente parou, sua respiração descontrolada ainda podia ser ouvida, mas os gritos pararam.
Ele tinha desistido.

(...)

Enquanto sentia sua consciência se perder pelo excesso de bebida, Cinco ainda pensava.
Ainda tinha um pouco de consciência, pelo menos era o que ele pensava de si mesmo.
Pensava em Charllotte, por mais que Dolores estivesse ao seu lado, não conseguia tirar a menina de sua cabeça.
Será que se tivesse a trazido consigo, ela o deixaria beber?
Será que se tivesse a trazido o prédio não teria explodido?
Não queria admitir, talvez pela bebida ou simplesmente por orgulho, mas, Charllotte trazia sorte a ele, e Cinco gostava dela.
Seus olhos simplesmente se fecharam, estava bêbado demais para conseguir mantê-los abertos.

Um pouco longe dali, seus dois irmãos procuravam por ele, por toda a biblioteca.
Diego e Luther, quem pensou que por poucos minutos os dois conseguissem trabalhar juntos, aquilo era um milagre.
Mas, como tudo o que é bom dura pouco, logo os dois acharam uma maneira de falar mal um do outro.
– Quer saber por que eu fui embora?- Diego pronunciou de repente.
O irmão que estava um pouco a frente, voltou assim que o moreno disse essas palavras.
– O quê? Tá falando do que?- o loiro perguntou ao homem, que não o olhava.
– Por que eu saí da academia- ele virou para encarar o grandão.
– É porque você não aceitava que eu era o número um- Luther disse convencido, o que fez o outro dar um riso sínico.
– Não. É o que eu jovem de dezessete anos faz- ele olhava para o chão, não encarando o loiro, que o olhava- saí de casa, vira dono de si, cresce- ele olhou o irmão.
– Ae- dessa vez o outro olhou para o chão da biblioteca, e logo voltou o seu olhar para Diego- você é mesmo muito maduro.
O outro riu nasalado, com a ironia do loiro.
– Pelo menos eu tomo minhas próprias decisões. Você nunca teve que manter o emprego, paga as contas- Diego deu uma pausa em sua fala- Já esteve com uma garota?
Luther fez uma cara de não, ao mesmo tempo em que revirou os olhos.
– E-Eu é...- o mesmo tentava responder a pergunta, mas o irmão ou ver que o outro não conseguia responder, abriu um sorriso de ponta a ponta.- eu não sei do que tá falando.
Diego diferente de Luther (que estava meio atordoado ainda por conta, da fala do irmão) se divertia com a situação em que o grandão estava, realmente se divertia tanto.
– Olha, você pode culpar a gente por ir embora, tudo bem. Mas, talvez esteja se fazendo a pergunta errada, o problema não é porque nós fomos embora...mas sim por que você ficou.- o de preto pronunciou.
Os por poucos segundos se encararam, por pouco tempo se esquecendo o que estavam fazendo ali, na biblioteca.
Luther deu passos para frente, para poder ficar cara a cara com o de cabelos pretos.
– Eu fiquei porque o mundo precisava de mim.
Diego desviou o olhar do loiro, e olhou para o chão rindo.
– Você ficou porque se acostumou com as coisas do jeito que eram. A academia, nosso pai. - voltou seus olhos a Luther- a Allison- com o nome da mulher sendo pronunciado, um silêncio se fez, até Diego continuar a sua fala- nosso pai morreu, e agora a nossa mãe. Somos órfãos de novo, e as coisas não vão voltar a ser do jeito que eram.
– Como faz para você parar de falar?- o de sobretudo preto disse tentando sair daquela conversa. O de preto olhou mais uma vez para o loiro, antes de sair andando e procurar Cinco, que estava em algum lugar do prédio.- olha essa foi fácil.
E depois saiu atrás do irmão.
Andar pouco tempo, até ver o irmão que tanto procuravam no chão.
Five estava encostado em um dos pilares rabiscados da biblioteca. Com a sua esposa manequim chamada Dolores, enroscadas em seu braço.
Ao seu redor alguns livros espalhados e também uma garrafa de bebida.
Que agora estava vazia.
Os outros dois Hargreeves observaram a cena em que o irmão se encontraram com o rosto franzidos e confusos.
– Ele tá é?...- Luther perguntou ao de preto.
– Alcoolizado- Diego respondeu.
E se pode escutar um pequeno resmungo da parte do garoto.

(...)

Charllotte pode escutar a porta do quarto de hotel se abrir.
E os pés dos dois agentes batendo contra o piso do carpete.
A menina sentiu seu coração bater mais rápido e suas mãos amarradas, começarem a suar como nunca.
Eles tinham encontrado Cinco? Ou pior tinham o matado?
Era como se seu corpo todo precissace saber que o ex-agente estava bem, porque se não estivesse, Deus saiba lá o que ela era capaz de fazer.
Os dois fecharam a porta, e Klaus ao lado da garota se mecheu desconfortável.
Talvez fosse o medo de novamente levar outra surra dos dois agentes.
– Seu idiota- a voz ainda baixa da mulher foi escutada nós ouvidos de Lotte.
– O quê?- o outro respondeu confuso com a atitude da parceira.
– Não colocou o aviso de não perturbe na porta!- ela ainda dizia brava.
A Gillis balançou a cabeça em um sinal de negação, como alguém podia ser um agente tão burro, quanto aquele homem
– Eu coloquei sim!-Um silêncio se fez durante um pequeno e curto tempo.- merda!
Os passos dos dois se aproximaram apressados do armário.
E assim que às portas se abriram, a claridade incomodou profundamente a visão de Charllotte.
– Graças a Deus- exclamou o homem- eles ainda estão aqui.
Lotte arregalou os olhos.
Os dois agentes estavam sem máscaras, e então, como a agente conhecia todos os funcionários da empresa, logo percebeu na hora de quem eram os seus sequestradores.
Hazel e Cha-Cha.
Eram realmente um dos melhores assassinos da empresa, só que agora a morena duvidava se eram realmente bons.
Os dois conseguiam ser mais atrapalhados que qualquer coisa.
Os dois puxaram as cadeiras de Klaus e Lotte para fora do estreito armário, e os colocaram no quarto novamente.
Klaus começou a resmungar, tentando falar alguma das suas bobagens.
– Quê que ele tá tentando dizer?- o homem perguntou e a parceira dele retirou a fita da boca do Hargreeves com força.
– Desembucha!- Cha-Cha disse inrritada e impaciente.
– Vocês são mais feios ainda sem máscara- o homem ao lado de Lotte riu, e recebeu uma tapa no rosto da mulher.
A Gillis também deu um riso abafado, aliás ainda estava com a boca tampada.
Certamente, se fosse para ser sequestrada por alguém, Klaus era a melhor companhia para isso.
Porque ele realmente não levava na da a sério.
– Não é assim que se fala dos velhos amigos- Hazel disse e colocou as mãos na cintura.
– Dá pra gente parar com isso?- perguntou meio atordoado pelo tapa que foi desferido em seu rosto.- eu já dei o que vocês queriam. Agora chega, chega por favor...deixa a gente ir embora...
– A gente tá querendo o seu irmão- a mulher disse cortando a fala do Hargreeves- seu irmão tá aqui agora?
Lotte viu Klaus virar a cabeça, e olhar para algo atrás dela.
– Você vai ter que ser um pouco mais específica, quanto a essa pergunta- ele riu novamente, e mais uma vez recebeu um tapa no rosto.
Charllotte pode até sentir algumas pequenas gotas de sangue voarem para a sua face.
– Eu já disse...ele não vem, não vem ninguém- Klaus respondeu ainda atordoada- talvez por ela- ele murmurou se referindo a morena.
– A gente avisou o número Cinco, ele já tá sabendo. A gente deixou uma mensagem, e quando ele vier, vamos estar prontos- Cha-Cha respondeu.
E Charllotte se perguntou, o que eles queriam dizer com àquilo.
O grandalhão se aproximou de Klaus e girou a sua cadeira, virando-a para que o rosto do Hargreeves pudesse ficar de frente para a porta.
E em seguida fez o mesmo ato com Charllotte, que protestou pelo movimento brusco.
Klaus reclamava e tentava espernear como uma criança pequena, mas os dois agentes pouco se importaram.
Os mais velhos fecharam as cortinas e apagaram a luz, se preparando para quando Five fosse aparecer por ali.
Então os dois saíram para se esconderem e se prepararem.
Charllotte duvidava se o ex-agente realmente fosse aparecer, considerando que para ele, a vida de seu irmão e nem a dela fosse importante, para que Cinco pudesse perder seu tempo os salvando.
Klaus continuava murmurando a palavra "não" diversas vezes.
Charllotte suspirou, rezando a Deus para que aquilo acabasse logo.

(...)

Diego andava em frente, em quanto ao seu encalço, Luther carregava Five no colo, que estava totalmente bêbado, e mesmo assim carregava seu manequim, que por algum motivo se chamava Dolores.
– A gente não pode voltar para casa- o loiro disse, com sua voz ecoando no beco a onde eles andavam- não é seguro, aqueles piscicopatas podem voltar a qualquer momento.
– Tem um lugar mais perto, ninguém vai procurar lá- o moreno respondeu.
Five fazia sons com a boca e sentia em sua garganta o gosto horrível do vômito que queria sair para fora.
– Se você vomitar em mim- Luther disse olhando para o irmão. Seu rosto demonstrava repreensão.
O ex-agente o ignorou totalmente e começou a falar com a voz totalmente alterada.
– Sabe o que é engraçado? Eu tô na puberdade- ele deu um risinho- de novo. Pois é...eu bebi aquela garrafa toda lá é o que você faz , quando o mundo que você ama vai pro beleléu, puff, acabou- ele fez um barulhinho e um gesto com a mão- e também quando a garota que você gosta, não gosta de você.
Os dois irmãos continuaram andando, ignorando as falas de Five.
– Seis tão falando de quê?
– Dois intrusos mascarados atacaram a academia ontem a noite- o grandão respondeu.
– Estavam atrás de você- Diego disse alto e inrritado, diferente de Luther que falava calmamente- você tem que manter o foco. O quê que eles querem?
– São Hazel e Cha-Cha- o menor respondeu ainda com a voz embriagada.
– Quem?- o moreno perguntou e o loiro o cortou logo em seguida.
– Eu odeio codinomes.
– Os melhore dos melhores. Depois de mim né? E de uma tal de Charllotte...olha elas tem o mesmo nome- ele riu.
– Melhores em que?- perguntou o grandão impaciente.
Cinco ignorou.
– Ela disse que odeia quando eu bebo, diz que eu fico rabugento- ele deu mais um risinho.
– Ei- o número dois se exaltou por causa do irmão, e se virou para pode-lo encarar.- mantém o foco! O que Hazel e Cha-Cha querem?!-Five o olhou com um sorriso divertido nós lábios, como se aquilo fosse um tremenda brincadeira.- a gente só auer te proteger- o de preto disse se acalmando.
– Me proteger? Eu não preciso da sua proteção Diego- o menor pronunciou- você tem ideia de quantas pessoas eu já matei? Não. Eu sou os quatro cavaleiros...o apocalipse tá chegando- ele disse divertido, antes de se virar e vomitar tudo, o que tinha no estômago.








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