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História My Distraction - Capítulo 16


Escrita por: e bea031205


Capítulo 16 - Capítulo 15


(2/3) nessa semana

Morte...


1.
interrupção definitiva da vida de um organismo.

2.
fim da vida humana.


6 de novembro de 2004

Estados Unidos- Algum lugar por aí.

A morena passava as mãos diversas vezes em seus braços, em uma forma de tentar se aquecer do frio que fazia no beco.
Ela sentia que a qualquer momento congelaria, aliás o fino casaco, era tão fino, mais tão fino que não a ajudava em nada.
A adolescente fedia, estava com fome e frio, estava machucada e sentia que a qualquer momento cairia desmaiada no chão da rua.
Ao seu redor alguns mendigos, também tentavam se proteger do frio.
A menina se encolheu ao ver um deles se aproximar dela, com o roto assumido uma expressão maliciosa para ela.
A de olhos verdes se encolheu, sabia o que aconteceria, e ela não tinha a mínima condição de pode se defender.
Foi aí que o homem parou, o frio parou, tudo parou.
Como se tivesse congelado.
Tudo ao seu redor tinha congelado, o tempo já não se passava mais.
A garota virou a cabeça diversas vezes para os lados tentando entender o que estava acontecendo ali.
Foi aí que notou uma mulher, que usava um casaco preto, e um chapéu da mesma cor em sua cabeça, que era cobrirá por diversos fios brancos.
– Olá Charllotte- a voz da estranha se fez presente no local,e a garota se assuntou, se  perguntando com ela sabia seu nome.- como sei seu nome?- a mulher perguntou, como se pudesse escutar os pensamentos da adolescente- bem, posso lhe dizer que sei de muitas coisas sobre você, pequena Charllotte. Você é realmente uma lenda, em  nossa empresa- ela deu uma risada- matou o pai, incendiou um orfanato! Que espetáculo, sem contar que sabe lutar como ninguém!
A morena se encolheu, como alguém podia saber sobre aquilo, sobre as coisas mais terríveis que até então tinha feito na vida.
– E-Eu...- a de preto a interrompeu.
– Oh querida não precisa dizer nada, eu só vim até aqui, para lhe oferecer um emprego e poder te tirar desse buraco- a mais velha andou até a menina se agachando para poder ficar na mesma altura que ela.- eu sou de uma empresa muito importante, que lida com...- a mulher pareceu pensar em uma palavra correta para aquela frase- certas implicações na linha do tempo.
– Como assim?- a de olhos verdes perguntou confusa.
– Como posso te dizer...nos somos responsáveis para que a linha do tempo não seja alterada, e para isso temos que eliminar certos endividuos da existência.
A menina se encolheu mais ainda, pensado que a moça iria mata-la.
– Oh não, como eu disse antes estou aqui para te oferecer um emprego Charllotte. Você seria uma ótima adição a empresa, tão talentosa e olha que nem é uma adulta ainda, imagine as coisas maravilhosas e surpreendentes que poderia fazer se aceitar a minha proposta- ela este deu a mão para a garota- poderia recomeçar, fazer sua vida de novo e nunca mais ter que ficar nessa situação. Então o que me diz?
A menina olhou para a mão da de preto, se perguntando se aquilo era realmente uma boa opção.
Mas, o que seria pior do que a situação em que se encontrava?
A menina apertou a mão da outra.
– Eu aceito.
Em seguida a luz azul as cobriu, e o tempo voltou ao normal.
O homem nojento, coçou a cabeça confuso se perguntando o que tinha acontecido, pois a garota não estava mais lá.

13 de setembro de 1960

São Francisco- Estados Unidos

– Ei Charllotte!- o homem a chamou. O que a fez ficar inrritada, enquanto arrumava o equipamento em cima do prédio- você vai atirar?
A mulher o olhou com uma cara de como se fosse óbvio.
– Você sabe que sim James- ela voltou a prestar atenção no que fazia- sinceramente eu não sei, por que eu preciso de um parceiro, eu sei muito bem me virar sozinho.
– Ai deixa de reclamar sua chata- o loiro respondeu, logo pegando os binóculos e voltar a olhar para a janela do restaurante.
A morena logo posicionou a arma, logo a destravando e se preparando para poder a qualquer momento atirar.
– Aliás, eu vou atirar e não faço ideia de quem eu vou matar- a morena disse o que fez o loiro a olhar- mereço ao menos saber o nome dela não acha?
– Claro, Claro, tanto faz- o homem respondeu inrritado e voltou a fazer o que fazia antes- o nome dela é Sabrina Gillis.
A mulher arregalou os olhos com informação. Não, como a comissão tinha a coragem de enviá-la em uma missão, para matar a sua...sua própria avó.
Não podia, não podia fazer aquilo.
– O quê?- ela perguntou sentindo sua mão no gatilho da arma tremer.
– Charllotte e agora, ela está saindo- o loiro disse.
Ela não conseguia atirar, não conseguia fazer àquilo.
– Atira logo, Charllotte!
– Cale a boca!
– Vamos logo.
– Cala a boca!
– Charllotte, pelo amor de Deus, acabe logo com isso.
– Eu disse pra calar a porra da sua boca!- a voz dela saiu inrritada e sem querer seu dedo acionou o gatilho, fazendo a bala disparar sobre a mulher na rua.
A morena arregalou os olhos ao perceber o que havia acontecido e sentiu a raiva crescer dentro de si.
– Doeu muito fazer isso?- o loiro perguntou.
A mulher o olhou com raiva antes de pular em cima dele e o começar a socar.
Ela sentia a raiva crescer dentro de si, e sem perceber pegou o binóculo que tinha do seu lado e o meteu na cabeça do loiro.
E de novo, e de novo, e de novo.
Então saiu de cima dele ao perceber o que tinha feito, e viu suas mãos sujas de sangue.
Exatamente como da última vez.
Ela se encolheu e começou a chorar, se sentindo um monstro.
Tinha matado a sua própria avó e seu parceiro, que agora nem respirava mais
A de olhos verdes, apenas chorava descontrola, tinha perdido a cabeça, mais uma vez.

Atualmente

– Aí meu Deus!- Klaus olhou para trás como se visse algo realmente perturbador.
Charllotte não entendia nada do que se passava na mente de Klaus, muito menos entendia o que ele falava.
Ele continuou a olhar para trás, e Lotte não sabia o porque.
– O-oi- ele disse de repente, fazendo a menina o observar para tentar entender o que ele fazia- Oi, qual é o seu nome?- Charllotte realmente achou que ele tinha pirado na batatinha, e parecia que os dois agentes também já que se olhavam confusos.- oh, que nome bonito, você pode me contar o que aconteceu?
– se você não calar essa boca, eu vou cortar sua língua com uma faca de cozinha- a mulher disse se extresando por Klaus ficar falando.
– Zoya Popova.
Ele soltou de repente, o que fez a Gillis se perguntar o porquê ele dizer um nome de origem russa, naquela situação.
Mas, ao ver que os dois agentes se entrolharam, ela soube que os dois sabiam dia que o Hargreeves falava.
– O que foi que ele disse?- o grandão perguntou a parceira.
– Zoya Popova...?
– É uma senhorinha baixinha que manca- ele riu com a cara de interrogação dos dois agentes.- ela tá revoltada com vocês dois- ele riu e olhou para a menina, dando una piscadinha para a mesma, o que fez Lotte revirar os olhos.
E depois ele voltou a olhar para o homem e a mulher dando um assobio.

Um pequeno tempo depois do acontecimento estranho que havia acontecido, Klaus prestava ao invisível a sua frente.
Por um segundo, ela duvidou que Klaus fosse alguma pessoa louco ou pirada totalmente, pois parecia que ele ouvisse diversas pessoas ao seu redor.
Charllotte virava a cabeça diversas vezes tentando ver o que ele via, mas sem resultado algum.
Sua cabeça apenas parecia a ponto de explodir a qualquer segundo se ficasse mais tempo sem o seu remédio.
Fazia um dia que ela não o tomava, nunca ficava tanto tempo sem toma-lo, e com toda aquela adrenalina correndo por suas veias, ficar sem os comprimidos estavam sendo cada vez mais prejudiciais a saúde e estado mental da Gillis.
Mas, ela não podia deixar aquilo a incomodar, tinha que focar no que acontecia ali ao seu redor.
– Cala boca! Cala a boca! Vocês são piores do que as drogas- Klaus murmurou abaixando a cabeça.
Lotte apenas o observava curiosa, aliás não podia dizer nada, considerando o fato, de que estava com a boca tampada.
– Como é que ele pode saber sobre a Zoya Popova?- ela escutou a voz baixa do Grando atrás dela, e retirou por pouco tempo a sua atenção do Hargreeves para poder prestar nós dois agentes.
– Pode ter sido um chute ou sei lá. I daí ela tá morta, você tem que focar, aquele doido pode aparecer a qualquer momento ou você quer que descontem do seu pagamento, voltar falar para eles que não demos conta? Aguentar as consequências? Se recomponha agora!- era a primeira vez que via Cha-Cha com a voz calma, o que significa que parecia que ela estava de bom humor.
– Alpes suíços né?- Klaus murmurou.
Charllotte virou o rosti para a frente novamente ao ver o grandão se aproximar dos dois, com seus passos apresados.
Ele virou a cadeira do Hargreeves que logo não tardou de perguntar.
– E você, é o Hazel ou Cha-Cha?- Lotte arregalou os olhos, como ele sabia...quer saber ela nem se importava mais.
– Hazel- o homem respondeu e ao seu lado logo apareceu a mulher.
– Ian Muller- o homem ao lado de Lotte pronunciou, e a garota mais uma vez se perguntou que era a pessoa de nome aleatório que o mesmo tinha dito- lembra dele é? Alpes suíços, ele e a esposa estavam voltando de uma viagem de esqui- ele parou.
A menina então se tocou que ele falava de um dos casos que os dois agentes tiveram, ela só não sabia como ele sabia disso.
– Eu me lembro- Cha-Cha respondeu- Pra frente e de ré.
– É!- Klaus riu- esse aí. E a esposa escapou por um beco, ele pediu para agradecer muito.
– Do que ele tá falando?- a mulher perguntou.
– Sei lá- Charllotte pode sentir e ouvir o tom da mentira na voz dele.
– Ele ficou muito grato a você, Hazel, por ter poupado a vida da mulher dele- ele desviou seu olhar do grandão para a mulher- talvez ele ainda tenha salvação, não concorda?
Um silêncio se fez antes de Cha-Cha quebra-lo com a voz brava.
– Pro banheiro agora!
Os dois então saíram dali, deixando Klaus e Charllotte sozinhos.
– Obrigado- ela pode escutar Klaus murmurar.
Ela então se lembrou que o Hargreeves número 4 podia se comunicar com os mortos, foi assim que ele tinha conseguido todas essas informações sobre os agentes e também explicava o fato de ele ficar olhando de um lado para o outro.
Ela não pode deixar de dar um sorrisinho.
Klaus realmente era uma pessoa imprevisível.
– O Ian disse que você é uma cara incrível Hazel e também que... não não não- ele não continuou a dizer o que queria pois Cha-Cha saiu andando até ele, com o rolo de fita na mão, logo tampando a boca do Hargreeves.
– Cala a boca!- ela pronunciou antes de voltar a andar para o banheiro.
O número quatro girou a cadeira para que pudesse olhar para a mesma direção que Charllotte olhava.
Só que ele foi até a mesa que tinha ali, o que fez Lotte estranhar e dar de ombros.
Foi aí que ela percebeu que ele queria chegar até a porta e arregalou os olhos, se ele tentasse sair agora, não iria conseguir.
Ela começou a tentar a gritar, mas Klaus a ignorava.
Foi aí que ele parou, e a Gillis percebeu o porquê, do lado de fora no corredor que tinha fora do quarto, os passos de alguém passando por ali, puderam ser escutados.
O Hargreeves começou a bater a cabeça na mesa, em um ato de poder escuta-lo.
Mas, a silhueta da mulher passou reto, e depois voltou novamente.
Klaus continuava a bater a cabeça na mesa, diversas vezes, estava desesperado.
Se Charllotte tivesse forças e sua cabeça não doesse tanto, certamente, estaria ali ajudando o homem, mas não cinseguia de forma alguma.
Klaus parou com o ato, logo começando a chorar.
Foi aí que a fechadura da porta foi aberta por uma mulher, que segurava uma arma
Charllotte e Klaus logo começaram a murmurar pedidos de ajuda, para a moça.
– Você deve ser o irmão do Diego, Detetive Pacth- ela disse baixo.
Klaus apontou a cabeça em direção ao banheiro, em uma forma de avisá-la que os dois responsáveis por Aquilo estavam no banheiro.
Ela entendeu e com um canivete, soltou as fitas que os amarravam.
Charllotte estralou os dedos, que estavam enferrujados de tanto ficarem na mesma posição, ela desamarrou o pano em sua boca e murmurou um Obrigado a detetive, que apenas deu um sorriso rápido, e voltou sua atenção a porta do banheiro que se abria lentamente.
Charllotte viu o Hargreeves correr para perto da janela, e na intenção de se defender, Lotte se escondeu debaixo de uma das camas, e lá ficou.
Sabia que era um ato extremo de covardia, e não se orgulhava daquilo, mas não tinha condições físicas e nem mentais de fazer parte daquele tiroteio, apenas desejava que a moça ficasse bem.
Dois tiros foram ouvidos, e a Gillis, não queria saber o que tinha acontecido.
– Polícia! Abaixe a arma ou vai se dar mal!- a Detetive pronunciou alto.
O som de uma arma sendo jogada contra o carpete foi ouvida, e em seguida a voz de Hazel.
– Tô saindo! Não atira.
– Mãos na cabeça, seu imbecil!
– Tudo bem mais não atira- a voz dele parecia calma demais.
Não!
Ela não sabia que eles eram em dois.
Lotte tentou se mover, mas era como se nenhuma parte do seu corpo quisesse a obdescer, e então como uma covarde ela apenas ficou unde estava.
Se algo desse ruim para a detetive, então aquela seria uma das mortes que entrariam para os seus pesadelos.
Silêncio.
E então...pum.
O som de um tiro, e em seguida o som de um corpo caindo sobre o chão.
A Gillis sabia, de alguma forma, que o tiro não havia saído da arma de Patch, e só teve a confirmação disso ao escutar vozes.
– Hazel- era Cha-Cha.
Os passos dos dois se aproximaram de onde Klaus estava da última vez que Lotte o tinha visto.
Que ele não esteja lá, que ele não esteja lá.
Era o que ela repetia em sua mente diversas vezes.
– Ainda devem estar por perto- o grandão disse.
E a menina comemorou, ele não estava lá.
– Esse não é o único problema.
– A maleta.
– Merda!
Os dois saíram apressados.
Charllotte esperou um tempo antes de sair.
Ela correu para Detetive Pacth, que estava no chão e tentou sentir sua pulsação, que já não existia mais.
– Não, não- ela murmurou.
Ela segurou em seus braços o corpo frio da mulher e começou a chorar, mesmo não sabendo o porquê disso, aliás, nem a conhecia, e mesmo assim, ainda chorava.

Se a perguntassem quanto tempo ela havia ficado ali, naquele estado, sentido o cheiro do sangue da mulher em seu nariz, ela não saberia responder.
Ela só sentiu a realidade lhe atingir, quando viu Diego aparecendo na porta do quarto de hotel.
Assim que viu o corpo da detetive nos braços de Charllotte correu o tirando dos braços da menina.
Lotte apenas soluçava enquanto as lagrimas desciam por seu rosto.
– Não não não, Eudora! Eudora!
– Ela morreu Diego, eu sinto muito- ela tentou dizer tentando controlar a sua voz, e suas mãos que tremiam.
– o que houve? O que aconteceu?
Ele perguntou enquanto chorava.
A menina só pode abraça-lo.
– Àqueles cretinos a mataram. Eu sinto muito Diego, muito mesmo.
– Por que não me esperou? Porquê,?- ele murmurava enquanto chorava.
As sirenes dos carros de polícia foram escutados.
E o moreno a soltou o corpo de Eudora no chão, logo puxando Charllotte pelas mãos para poder tira ela de lá.
Ele parou olhando para um lugar, e logo voltou a puxa-la novamente, deixando para trás o corpo da Detetive.









Notas Finais


Só falamos uma coisa: próximo capítulo é 🔥👌


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