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História My Distraction - Capítulo 18


Escrita por: e bea031205


Notas do Autor


Gente desculpa pela demora, é que a gente começou a escrever e logo a gente perdeu tudo o que tínhamos escrito e aí já viu.
Mais fiquem com o capítulo, porque a gente vai tentar postar o próximo mais rápido que a gente puder 😘

Capítulo 18 - Capítulo 17


Chorar...

1.
transitivo direto e intransitivo
deixar correr (lágrimas de dor física, tristeza, emoção).
"c. lágrimas que não se pode sopitar"
2.
transitivo direto e intransitivo
FIGURADO (SENTIDO)•FIGURADAMENTE
deixar cair gota a gota; gotejar, exsudar.
"o tronco da árvore chora (uma seiva resinosa)"

Durante toda a sua miserável vida, uma das coisas que Charllotte mais tinha feito, era chorar.
Chorar por ser fraca, chorar por fracassar, chorar por estresse, chorar por perdas.
Ela se sentia fraca por sempre soltar suas lágrimas.
Por sempre demonstrar fraqueza.
Charllotte abraçava seu próprio, tentando controlar sua respiração.
Precisava de seus remédios, ela sabia que sim.
Mas, por uma vez na vida, não queria ser dependente deles.
Não queria precisar injetar seus calmantes em si própria.
Queria ser forte, queria não ter medo de ficar naquele estado.
Não sabia a quanto tempo permaneceu assim, talvez minutos ou até mesmo horas.
Ela se levantou da pequena cama do quarto de hotel com dificuldade.
Sentiu suas pernas tremerem, as lagrimas ainda caiam mais ela lutava.
Queria se sentir poderosa o bastante para aguentar.
Ela andou até o espelho que tinha ali, e observou sua própria aparência.
Deplorável, a Gillis sabia disso.
Seus fios de cabelos castanhos pareciam mais um ninho de pássaros mal feito.
Suas roupas, sujas.
Com dificuldade andou até o banheiro do pequeno quarto do local.
Tirou suas roupas rapidamente e logo ligou o chuveiro.
Sentiu a água quente cair pelo seu corpo de pele branca e frágil.
Permitiu se relaxar por um momento.
Mesmo assim o seus pensamentos se voltaram para um garoto de 58 anos em corpo de treze.

(...)

Cinco sentia que sua consciência pesava a cada segundo que se passava.
Sentia que a decisão que havia tomado em relação a Charllotte.
Ele havia ficado chateado, realmente, isso era verdade.
Mas, não tinha sido a decisão certa.
Ele sempre tinha sido impulsivo, isso não era uma novidade, mas todas as suas decisões por impulso, nunca tinham doído tanto quanto agora.
Five sabia que precisava de Lotte, mas era tarde demais.
Não podia voltar atrás, não mais.
Luther e ele estavam dentro do carro, indo em direção a academia.
O caminho inteiro, o ex-agente apenas perdeu o seu tempo olhando para a janela, pensando, perdido em sua própria mente e pensamentos.
O loiro as vezes o olhava, queira perguntar a irmão o que havia acontecido enquanto ele e Charllotte conversavam, mas apenas em ver o olhar perdido do garoto, sabia que ele não queria conversar.
Porém, sua curiosidade bateu mais alto e sem pensar apenas soltou.
– O que aconteceu, com a Charllotte? - o Hargreeves mais novo tirou o olhar da janela, para encarar o grandão- o que aconteceu...sabe lá dentro?- número um tinha escutados os gritos dos ambos, mesmo assim não sabia de nada da conversa.
– Ela...ela foi embora- o garoto respondeu, seu olhar se voltou novamente para a janela. O loiro achou que ele apenas diria isso, mas se surprendeu ao escuta-lo falar mais- eu, fui estúpido, e deixei ela ir e agora...eu nunca mais irei vê-la...nunca- ele soltou um suspiro pesado.
Luther olhou para o irmão mais uma vez antes, de voltar a dirigir e estacionar o carro na frente do prédio da academia.
– É, eu sei como, mais ou menos sei- o número um disse tentando dizer algo de conforto ao mais novo.
– Tanto faz- o ex-agente respondeu antes de pegar Dolores do banco de trás do carro e se teletransportar de lá.
Ele reapareceu dentro de seu próprio quarto, observando o estado em que ele estava.
O menino caminhou até uma cadeira perto da janela, deixando o manequim bem vestido lá.
Five caminhou até sua cama, a qual não deitava a anos.
Os lençóis ainda estavam desarumados.
Ele ajeitou a cama antes de suspirar, lembrando o porquê de eles estarem dessa maneira.
Cinco balançou a cabeça, de alguma forma os seus pensamentos sempre se voltavam para a garota, querendo ou não, ele sempre lembraria dela.
Era um bom sentimento, mesmo que doesse um pouco.
O garoto rodou o quarto mais uma vez, e logo viu as roupas sujas de Charllotte em sua escrivaninha, e junto delas o pequeno frasco de comprimidos da mesma.
Ele o pegou nas mãos logo o girando, diversas vezes nas mãos.
Ela ficaria mal sem àquilo?
Ele apenas colocou o frasco novamente onde estava, antes de sair do seu quarto e começar a andar pela academia.

(...)

Charllotte se olhava no espelho mais uma vez.
Em sua cabeça ela pensava no que diria a gestora sobre o seu fracasso com a missão.
O que diria?
Olá, não consegui completar minha missão porque eu gosto do número Cinco.
Era loucura, insano.
Não podia dizer isso, não podia se quer imaginar o que aconteceria.
Ela tinha fracassado, e a Gillis odiava fracassos.
Sua cabeça doeu, e ela sentiu tudo rodar.
Seu corpo ainda doía, e agora sua cabeça também.
Lotte correu para perto de sua mochila, e logo começou a procurar seu pequeno frasco de remédio.
Foi aí, que a menina suspirou pesadamente ao perceber que não estava lá, tinha deixado na casa dos Hargreeves.
Não poderia ser melhor, tinha falhado em sua missão e ainda teria que pedir mais remédios.
Não podia melhorar.
Charllotte fechou a mochila preta e a colocou nas costas.
Sua pequena bota preta em seus pés batucaram mais uma vez, até chegarem na maleta preta da comissão.
Ela a pegou e sentiu o peso que ela tinha, por Deus, podiam criar algo que fosse menos pesado e que funcionasse.
A Gillis andou mais uma vez para perto do espelho, e olhou novamente sua imagem refletida nele.
Sua blusa branca de mangas curtas, estava para dentro de sua saia rodada preta.
Seus cabelos estavam presos em um rabo de cavalo, como sempre.
E mesmo com o banho longo que havia tomado, ainda via seu rosto em um completo desastre.
Ela então se preparou para abrir a mala preta em suas mãos, e logo se perguntou, se se abrisse e fosse para o ano de 1955 onde ficava a sede da comissão, ela voltaria a ter o seu corpo novamente, ou ficaria naquele corpo de 13 anos presa.
Ela torcia para que voltasse ao normal, mesmo as espectativas sendo bem baixas.
Sem pensar em mais nada Lotte abriu a maleta, logo sentindo o seu corpo deixar o local onde antes ela estava.

(...)

Cinco andava pela casa com sua costumeira postura.
Suas mãos estavam em seus bolsos do shorts da academia, e ele andava pela casa, por toda a porta que ele passava o ex-agente olhava para dentro, tentando ver o quanto a casa tinha mudado nós últimos 17 anos, mas por incrível que pareça ela continuava da mesma forma, do jeito em que ele se lembrava.
Exatamente igual.
Até que ele pode ver um dos banheiros com água pelo chão e várias marcas de pé.
O mais novo logo olhou ao seu redor, procurando o causador da molhadeira, e pode ouvir não muito longe dali, os gemidos de Klaus.
Ele se aproximou do quarto do irmão olhando para porta, podendo ver o homem vestindo sua camisa regata enquanto chacoalhava a cabeça.
Cinco olhou mais uma vez para as pegadas no chão, molhadas e com sangue.
Se não tivesse visto esse tom avermelhado diversas vezes em sua longa vida, ficaria enjoada, mas o cheiro e a cor do líquido não o importava mais, não mais.
O garoto adentrou o quarto de número quatro, que parecia mais uma cena de guerra fedida, do que realmente um lugar para dormir.
O menino bateu na porta antes de se aproximar mais, apenas para avisar ao irmão que ele estava ali presente.
– Tá tudo bem?- ele perguntou. Cinco tinha uma leve hipótese do que tinha acontecido ao homem, mas não tinha tanta certeza.
Klaus o olhou um pouco assustado antes de responder de forma calma.
– Oi, tá tá sim, só uma noite longa- o homem voltou a vestir sua roupa, com certa dificuldade.
Ele parecia acabado, um pouco cansado e até um pouco perdido em lembranças.
– Pelo visto mais de uma noite- Five disse recebendo uma confirmação da parte do mais velho.- não lembrava das chapas de indentificação- o garoto disse.
Claro que o ex-agente sabia o que tinha acontecido, só queria saber de seu próprio irmão a resposta.
– Pois é, elas eram de um amigo meu- o número quatro respondeu.
Cinco ergueu as sombrancelhas e revirou os olhos, é claro que ele não falaria de imediato sua experiência em algum ano da linha do tempo.
– E essa tatuagem é nova?- o moreno continuou.
– Olha só eu não consigo nem lembrar direito de quando eu pedi pra fazer, como eu ti falei, foi uma noite longa, entendeu?- a voz de Klaus era apenas um sussurro.
– Eu sei o que você fez- o garoto disse sorrindo ladino, vendo o irmão se sentar na cama
– Do que você tá falando?
O garoto andou com as mãos ainda nos bolsos para mais perto de Klaus.
– Olha eu reconheço os sintomas Klaus- ele disse enquanto tirava as mãos do shorts.
– Sintomas de quê?- o outro perguntou tentando desviar daquele assunto.
Ele não queria relembrar as lembranças daquele ano, não agora.
– Atordoada, coceira pelo corpo, a dor de cabeça que parece que alguém enfiou uma caixa de algodãoes dentro do seu nariz até o seu cérebro- o Hargreeves mais velho então olhou para Cinco que a muito tempo já o encarava- me conta como foi.
O olhar de Klaus foi ao chão novamente e depois novamente ao irmão.
– Sabe os seus amigos, eles invadiram a casa e não conseguiram te achar...e aí eles me levaram e a Charllotte de refém- Cinco logo lembrou da figura de Lotte em sua mente e quis sorrir, mas se segurou.
– E pra se vingar, você pegou a maleta deles- o menino logo deu um sorriso.
– É eu pensei que tinha dinheiro dentro, ou algo que desse para penhorar, entendeu, sei lá a aí eu abri.
Cinco andava de um lado para o outro tentando pensar, se Klaus lhe desse a maldita maleta ele podia voltar, ele teria mais tempo.
– É aí quando você percebeu, você estava a onde? Ou devo dizer quando?
– Que diferença faz- o outro respondeu cansado enquanto olhava para a janela.
– Que diferença... tá ficou quanto tempo lá- o menino perguntou com curiosidade.
– Fiquei quase um ano- cinco parou e olhou para o irmão.
Se o que Klaus dizia era verdade, então Hazel e Cha-Cha estavam doidos por aquela maleta, o que era uma boa notícia, se o irmão dessa a mala preta a ele.
– Um ano? Sabe o que significa?- ele se aproximou mais de número quatro.
– Sei...eu tô dez meses mais velho- o homem respondeu.
– Não, não é nenhuma piada Klaus, o Hazel e a Cha-Cha, vão fazer de tudo pra pegar a maleta- ele olhou para o quarto procurando pela mala- e onde ela tá agora?
– Já era, eu destruí, Puff- ele fez um gesto em um barulho com as mãos.
O garoto sentiu seu sangue ferver.
– Onde você tava com a cabeça?- ele perguntou inrritado.
– Por que você se importa?
– Por que é que eu me importo? Eu precisava dela seu imbecil para poder voltar- ele disse ainda mais inrritado que o normal, e suas expectativas indo embora rapidamente- pra recomeçar.
O homem levantou e resmungou um " me deixa", para o garoto que o fuzilava com o olhar.
– a onde tá indo?- Five perguntou ainda bravo.
– Acabou o interrogatório- o de colete verde disse se afastando de Cinco e de seu próprio quarto.
O moreno logo que o irmão saiu, correu para poder pegar um pequeno bloco de folhas para anotar algo com o pequena caneta que também tinha ali.
Ele a destampou e se pós a escrever, apoiado as folhas em sua perna direita.
E logo começando por " eu tenho..."

(...)

O ano de 1955 era adorável, pelo menos para Charllotte.
Tirando é claro, a parte em que a comissão, ficava naquele ano, porque se não seria maravilhoso.
As diversas pessoas de diferentes idades, andavam pelo jardim da empresa atemporal e assassina, cada qual conversando com seus colegas.
Lotte revirou os olhos, de alguma forma ela nunca se encaixou ali, para ser sincera ela nunca tinha se encaixado em lugar algum.
Talvez, esse fosse o seu destino, morrer sozinha e solitária.
Ela suspirou antes voltar a retornar.
As pessoas ao seu redor murmuravam perguntas de quem era a garota que andava com confiança para dentro da empresa.
A garota por fora tentava se manter forte, mais por dentro estava uma completa pilha de nervos.
Assim que adentrou o local, logo sentiu uma vontade enorme de sair dali e nunca mais voltar.
Mas, ela não podia, não tinha a onde ir, não tinha uma vida fora daquele lugar.
A Gillis logo começou a andar pela empresa, tentando se lembrar em que local se localiza a sala da gestora.
Assim que finalmente chegou, ela encarou as portas brancas da sala, e antes que pudesse fazer qualquer movimento, ela pode escutar a voz da mulher lá dentro.
– Entre querida Charllotte- a voz da mais velha se fez presente.
A garota franziu o cenho antes de abrir a porta e adentrar a sala.
– Eu estava te esperando- a mulher de cabelos brancos disse sorrindo para a garota, e depois a mais velha fez um sinal para que Charllotte se sentasse e assim ela o fez- tudo bem querida, sei que não cumpriu sua missão, não é a primeira a fazer isso- a gestora disse enquanto fumava- eu só, esperava mais de você Charllotte, sabe você sempre foi... extraordinária, mas não foi a única que fracassou em relação a missão número Cinco- ela disse suspirando.
– Por que?- a garota perguntou fazendo a de cabelos brancos ficar confusa.
– Por que o quê?.
– Por que me mandou nessa missão, sendo que Hazel e Cha-Cha já estavam nela, não só eles como outros agentes?- ela não conseguia entender, simplesmente porque diversos agentes da comissão foram mandados para matar o ex-agente. Certo, Five era bom, mas era realmente necessário manda- lá para 2019?
– O querida- a mais velha começou sorrindo- eu e você sabemos o quanto é boa, e não duvide disso. Eu tinha certeza que nenhum desses idiotas cumpririam o serviço, então por que não mandar a nossa melhor funcionária para cumprir o serviço?- a mulher de cabelos brancos, logo empurrou o seu pote de balas a garota- pegue uma.
A menina com receio largou a maleta no chão antes de aproximar sua mão e pegar uma das balas.
A abriu e colocou na boca sentindo o gosto doce da bala de caramelo.
– Que gosto lembra a você?- a mais velha disse com curiosidade.
– Uh...anos 50...?- não era bem uma afirmação, e sim um tipo de pergunta.
Como uma pequena bala podia lembrá-la de uma época inteira?
– Impressionante não é mesmo!- a outra disse enquanto se encostava na cadeira de seus escritório- nossa equipe de metafísica desenvolveu uma bala que cabece uma década inteira! E o sabor que lembra isso é caramelo, que era a preferida de todos nos anos 50- a mulher tragou mais uma vez antes de voltar a falar- aliás, é o departamento que está te providenciando um novo corpo, não pode permanecer como uma criança para sempre não é? E também não combinaria com seu novo cargo...
– Novo cargo?- a garota perguntou confusa.
– Se me deixasse terminar. Bem, eu e a diretoria sabemos que você não completou sua missão, porém por todos os seus anos de serviços bem prestados, a pesar de alguns contra-tempos decidimos que devia ganhar uma pequena promoção- a garota franziu as sombrancelhas, aquilo não a cheirava bem, na verdade nada Bem- decidimos que não irá mais trabalhar como... você sabe, decidimos que agora será uma supervisora de caso- a Gillis fez uma expressão confusa, o que fez a de batom vermelho soltar um breve risada- ficará responsável por descobrir o quem o que causa certos acontecimentos.
A mais velha se levantou andando até o lado de Charllotte,e logo mulher se abaixou para poder pegar a maleta.
– Por causa disso, a maleta não será mais necessária, se bem me entende- a Gillis se levantou ao ver a gestora sair para fora da sala- venha comigo irei te mostrar o seu novo local de trabalho.
As duas seguiram por diversos corredores da empresa, e logo chegaram a uma sala, com apenas alguns funcionários, e ali tinha apenas uma mesa vaga no centro da sala.- aqui são uns dos nossos funcionários mais competentes e agora você, faz parte deles.
As duas andaram até a mesa e a garota se sentou nela, logo vendo uma pasta vermelha em sua frente.
– O que é isso?- ela perguntou olhando para o objeto cheio de papéis.
– Não se preocupe é só o seu próximo caso, espero que se saia bem querida Charllotte, ainda vejo muito potencial em você. Qualquer coisa que precisar um dos seus colegas poderão lhe ajudar, agora boa sorte- a de cabelos brancos logo saiu do lugar, deixando a garota sozinha com as pessoas ao seu redor a olhando.
Ela fez uma cara feia a todos eles e logo as pessoas voltaram a fazer o seu trabalho.
A agente suspirou e pegou a pasta em suas mãos, logo a abrindo e dando uma olhada.
Ela suspirou ao saber que ficaria na empresa pelo resto de sua vida, e Charllotte não queria aquilo, não mesmo.





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